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	<title>Arquivos Mike Shinoda &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>From Zero é a carta de superação de Linkin Park, e isso é inegável</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jan 2026 15:00:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Diaz Havia sinais de exaustão emocional em torno de Chester Bennington, ex-vocalista e figura astral em volta do Linkin Park, muito antes de 20 de julho de 2017. Entrevistas carregadas de vulnerabilidade, letras cada vez mais confessionais, performances que pareciam atravessadas por um cansaço existencial. E tudo isso foi relido, retrospectivamente, como prenúncio de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-from-zero/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "From Zero é a carta de superação de Linkin Park, e isso é inegável"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36784" aria-describedby="caption-attachment-36784" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-800x800.png" alt="Capa do álbum From Zero, da banda Linkin Park. A imagem mostra uma composição abstrata de líquidos em tons de rosa, preto e branco espalhados sobre uma superfície, formando ondas, bolhas e camadas irregulares. No centro da imagem, há um pequeno símbolo circular branco, contrastando com o fundo orgânico e fluido." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36784" class="wp-caption-text">From Zero é o disco mais vendido do Linkin Park no Brasil, obtendo a marca de 120 mil cópias vendidas (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Diaz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Havia sinais de exaustão emocional em torno de </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/o-incrivel-teste-de-chester-bennington-para-entrar-no-linkin-park-narrado-pelos-colegas/"><span style="font-weight: 400;">Chester Bennington</span></a><span style="font-weight: 400;">, ex-vocalista e figura astral em volta do Linkin Park, muito antes de 20 de julho de 2017. Entrevistas carregadas de vulnerabilidade, letras cada vez mais confessionais, performances que pareciam atravessadas por um cansaço existencial. E tudo isso foi relido, retrospectivamente, como prenúncio de uma perda que abalaria não apenas o Linkin Park, mas uma geração inteira do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5Eevxp2BCbWq25ZdiXRwYd?si=01e37c8bf2174da4"><i><span style="font-weight: 400;">One More Light</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017), lançado pouco antes de sua </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/como-foram-os-ultimos-dias-de-chester-bennington-do-linkin-park-abatimento-e-esperanca/"><span style="font-weight: 400;">morte</span></a><span style="font-weight: 400;">, já soava como uma carta de despedida não intencional: era um álbum frágil, exposto, muitas vezes incompreendido, contudo emocionalmente direto. </span></p>
<p><span id="more-36780"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A notícia do suicídio de Chester interrompeu a trajetória da banda e instaurou um luto coletivo que se confundiu com o próprio fim simbólico do grupo. Para muitos fãs, o Linkin Park havia acabado ali por uma impossibilidade ética e afetiva de seguir sem sua voz – e, até hoje, uma minoria se </span><a href="https://extra.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2024/10/nova-vocalista-do-linkin-park-divide-opinioes-dos-fas-entenda-as-polemicas-que-envolvem-emily-armstrong.ghtml"><span style="font-weight: 400;">recusa</span></a><span style="font-weight: 400;"> a aceitar a nova formação por resquícios do passado ainda não superados. O hiato perdurou e foi puramente técnico, porém principalmente moral. Por anos, o silêncio da banda funcionou como espaço de respeito, e só sobrava a dúvida no ar: o projeto estava encerrado ou apenas em pausa?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo desse tempo, o nome Linkin Park permaneceu como um espectro cultural, constantemente presente em playlists, memórias afetivas, fóruns, porém ausente de novos gestos artísticos, conforme a indústria se transformava. Por isso, quando </span><a href="https://disconecta.com.br/noticias/o-que-aconteceu-quando-o-cronometro-crescente-do-linkin-park-chegou-ao-fim/"><span style="font-weight: 400;">rumores</span></a><span style="font-weight: 400;"> de retorno começaram a circular em 2024, a reação foi ambígua: esperança misturada à desconfiança, desejo de reencontro atravessado por medo de profanação. A confirmação veio em setembro, com o anúncio do tão aclamado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4R6FV9NSzhPihHR0h4pI93?si=MntQkCCwQLOy5hLzVBMVyw"><i><span style="font-weight: 400;">From Zero</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a chegada de um novo rosto: </span><a href="https://billboard.com.br/quem-e-emily-armstrong-vocalista-do-linkin-park/"><span style="font-weight: 400;">Emily Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> como nova vocalista. Claramente, o inesperado rapidamente polarizou a mídia e os fãs: entre quem enxergava coragem e quem via oportunismo, entre os que celebravam a sobrevivência e os que viam um desrespeito ao luto.</span></p>
<figure id="attachment_36783" aria-describedby="caption-attachment-36783" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36783" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6-800x450.png" alt="Seis integrantes da banda Linkin Park sentados juntos em estúdio, vistos de baixo para cima, vestindo roupas largas em tons neutros e jeans. Ao centro, uma mulher com cabelo platinado cruza as pernas e encara a câmera, enquanto os demais membros ao redor mantêm posturas relaxadas e expressões sérias ou contemplativas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6.png 1312w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36783" class="wp-caption-text">O encontro entre Emily Armstrong e a banda começou de forma discreta: sessões de composição com Mike Shinoda em 2019 (Foto: Jimmy Fontaine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de Emily não foi recebida como mera substituição, mas também não escapou dessa leitura. Sua voz feminina, datada como mais aguda, mais limpa, menos rasgada que a de Chester, opera como deslocamento estético e simbólico. O ponto central não é se ela ‘</span><a href="https://igormiranda.com.br/2024/11/emily-armstrong-superou-medo-substituir-chester-bennington-linkin-park/"><span style="font-weight: 400;">substitui</span></a><span style="font-weight: 400;">’ o Chester, algo que particularmente seria uma tarefa impossível, e sim se ela consegue instaurar uma nova dinâmica emocional para o Linkin Park, mantendo o </span><a href="https://atlantidasc.com.br/linkin-park-tira-faixa-do-ultimo-album-com-chester-de-setlists-entenda-motivo/"><span style="font-weight: 400;">respeito</span></a><span style="font-weight: 400;"> que consolidava entre os membros remanescentes. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">From Zero</span></i><span style="font-weight: 400;"> responde a isso com uma estratégia curiosa: não tenta apagar o passado, tampouco reencená-lo fielmente. O álbum assume, desde sua vinheta inicial, a impossibilidade do recomeço absoluto. A pergunta quase irônica </span><i><span style="font-weight: 400;">‘</span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1uhces29ApKuQWFdpiUsvH?si=ed9b4efc8c334e5e"><i><span style="font-weight: 400;">Do zero? Tipo, do nada?</span></i><span style="font-weight: 400;">’</span></a><span style="font-weight: 400;"> não soa como promessa, e sim como reconhecimento de limite, principalmente vindo da voz de Emily. Não se começa do zero quando se carrega uma história tão marcada por trauma, sucesso, reinvenções e perda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa consciência atravessa o álbum inteiro. É um disco muito cuidadoso no que se diz falar menos sobre reinvenção e focar em sua estabilização. Em vez de tentar surpreender radicalmente, o Linkin Park opta por reafirmar sua identidade, reorganizando-a ao redor de novos corpos e novas tensões – até porque o grupo não precisa impressionar ninguém do que são capazes. A escolha de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1EDPVGbyPKJPeGqATwXZvN?si=ea63ddbc774d4220"><i><span style="font-weight: 400;">The Emptiness Machine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">sintetiza o que é verdadeiramente este projeto: a faixa reúne peso controlado e uma estrutura que soa imediatamente reconhecível como Linkin Park. Ao mesmo tempo, carrega mais fortemente a assinatura criativa de </span><a href="https://billboard.com.br/mike-shinoda-do-linkin-park-agradece-apoio-de-fas-apos-7-anos-de-hiato/"><span style="font-weight: 400;">Mike Shinoda</span></a><span style="font-weight: 400;">, sugerindo uma reconfiguração de forças internas. É como se a banda dissesse: ainda somos nós, porém mais fortes.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="The Emptiness Machine (Official Music Video) - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/SRXH9AbT280?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa lógica se estende à construção do álbum como um fluxo contínuo, marcado por transições quase constantes entre faixas. Esse encadeamento não é apenas estético e funciona como metáfora de um processo de reconstrução em movimento, sem pausas confortáveis ou zonas de repouso. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5mFZipkX1HZ4Idz5LOWpzq?si=1b3e311a3aa44db4"><i><span style="font-weight: 400;">Cut the Bridge</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, o grupo surpreende ao flertar com um </span><i><span style="font-weight: 400;">groove </span></i><span style="font-weight: 400;">mais dançante, quase </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, evocando inclusive associações com o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4sgYpkIASM1jVlNC8Wp9oF?si=bVN1lkQyTyCV0Av1QYhaPQ"><span style="font-weight: 400;">Paramore</span></a><span style="font-weight: 400;">, de 2013 (saudades). A faixa revela a versatilidade de Emily, abrindo espaço para movimentos corporais onde antes predominava o impacto e, agora, tensiona sua própria identidade rítmica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há se destacar também sua apresentação em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2HBBM75Xv3o2Mqdyh1NcM0?si=e764ea1598ed4c09"><i><span style="font-weight: 400;">Heavy Is the Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que se equilibra entre agressividade e precisão. Nesta faixa, é impossível não dizer que o longo grito da vocalista funciona quase como um ritual de afirmação: é sagaz e você compreende toda sua afirmação furiosa. Ainda assim, a </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2025/07/22/mike-shinoda-afirma-que-alguns-fas-do-linkin-park-atacavam-emily-armstrong-por-ela-nao-ser-homem.html"><span style="font-weight: 400;">química</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre ela e Shinoda, embora evidente, não reproduz exatamente a dinâmica histórica da banda – e isso não é um defeito, mas um sinal de que algo novo, ainda instável, está em formação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção também não foge de sua face mais contemplativa. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fSHoePrnmMw&amp;list=RDfSHoePrnmMw&amp;start_radio=1&amp;pp=ygUbb3ZlciBlYWNoIG90aGVyIGxpbmtpbiBwYXJroAcB"><i><span style="font-weight: 400;">Over Each Othe</span></i><span style="font-weight: 400;">r</span></a><span style="font-weight: 400;"> é exemplo de uma única faixa sem transição direta com a anterior e como um raro momento em que Emily ocupa sozinha o centro vocal. Assim como, no álbum inteiro, ela favorece seu protagonismo com extrema perfeição. Apesar da sonoridade mais afável se remeter inevitavelmente a </span><i><span style="font-weight: 400;">One More Light</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco mais controverso da banda, a abordagem soa menos ansiosa por dialogar com o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em vez de experimentar pela clássica ruptura do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UUXfqQE8GnA"><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a faixa prefere a introspecção, funcionando como um momento de suspensão emocional no meio de um álbum que alterna constantemente entre peso e delicadeza.</span></p>
<figure id="attachment_36781" aria-describedby="caption-attachment-36781" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36781" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-5-800x533.png" alt="Uma mulher com cabelo platinado e um homem com boné sobre o palco durante um show, sorrindo e segurando juntos uma bandeira do Brasil aberta. Ao fundo, telões exibem imagens em preto e branco, enquanto luzes quentes e a plateia lotada reforçam o clima de celebração e conexão com o público." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-5-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-5.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36781" class="wp-caption-text">Desde o retorno da banda, o Brasil foi palco de cinco apresentações em diversas cidades, como São Paulo, Brasília e Curitiba (Foto: Lucas Tavares)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Inclusive, essa alternância é uma das marcas mais consistentes de </span><i><span style="font-weight: 400;">From Zero</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não existe um único território emocional que é ocupado, nota-se uma transição entre agressividade, melancolia e energia contida, como se buscasse mapear os estágios de um luto que não se resolve, apenas se transforma. Isso fica particularmente evidente em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7BkzAHnNW7WfrT4NcLaUDx?si=2205cc92a887481b"><i><span style="font-weight: 400;">Casualty</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um dos trabalhos mais viscerais de uma protagonista solo. A explosão de Emily anuncia raiva, algo raro na trajetória recente da banda. A influência </span><i><span style="font-weight: 400;">punk/hardcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, especialmente no refrão, desloca o Linkin Park de seu conforto </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> e injeta uma urgência quase </span><a href="https://www.instagram.com/reel/DJdMEU0t5DT/"><span style="font-weight: 400;">anárquica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aqui, todos os integrantes parecem ganhar espaço: o baixo de Phoenix surge com definição rara, Shinoda experimenta uma abordagem vocal mais rasgada, e a banda soa, finalmente, como um corpo coletivo em combustão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior evidência de simbolismo se encontra no encerramento, período em que a banda possui algumas cicatrizes. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6aCBjSb87RizdH8lVBIRW7?si=bdea4e4250b34d37"><i><span style="font-weight: 400;">Good Things Go</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um hino que encerra o álbum e ela o interpreta, rebuscando os </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3dxiWIBVJRlqh9xk144rf4?si=9479bde33ffe4800"><i><span style="font-weight: 400;">raps</span></i><span style="font-weight: 400;"> clássicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Shinoda, em seu modelo mais reconhecível, e refrães </span><i><span style="font-weight: 400;">superpop</span></i><span style="font-weight: 400;">, inicialmente sem guitarra, depois acompanhados por ela. Essa construção em camadas espelha a própria história da banda: um núcleo identitário persistente cercado por tentativas de expansão, adaptação e sobrevivência. A frase final</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">às vezes, coisas ruins ocupam o lugar e coisas boas se vão</span></i><span style="font-weight: 400;">” é a síntese de que não há superação plena, não há catarse definitiva, apenas a constatação de que essas marcas permanecem – e que viver com elas é a única forma possível de seguir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Novamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">From Zero</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é um disco de reinvenção. Não há pretensão de revolucionar o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo, nem redefinir o </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">. Trata-se de um rito de passagem, como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2tlTBLz2w52rpGCLBGyGw6?si=cb9fd2f976e4479e"><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2007) foi em sua época, ou como </span><i><span style="font-weight: 400;">One More Light </span></i><span style="font-weight: 400;">tentou ser em outro registro. Ele ocupa o lugar desconfortável entre passado e futuro, entre memória e projeção, entre homenagem e autonomia – e, por isso, torna-se um álbum </span><a href="https://euquerofalardemusica.com.br/isso-e-o-que-voces-pediram-linkin-park-vence-a-desconfianca-em-from-zero/"><span style="font-weight: 400;">marcante</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_36782" aria-describedby="caption-attachment-36782" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36782" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5-800x500.png" alt="Seis músicos reunidos no centro do palco ao final de um show, de braços levantados e sorrindo, diante de uma multidão com as mãos erguidas. Luzes fortes iluminam a cena, destacando o entusiasmo coletivo entre artistas e público." width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5-800x500.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5-1024x640.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5-768x480.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5-1200x750.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5.png 1320w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36782" class="wp-caption-text">O álbum recebeu duas indicações no Grammys deste ano: Melhor Álbum de Rock e Melhor Performance de Rock, com o single The Emptiness Machine (Foto: Fernando Schlaepfer)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte da imprensa celebrou o retorno como um ato de coragem emocional, outros apontaram a segurança excessiva das escolhas estéticas. A </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2024/11/15/fas-do-linkin-park-compartilham-historias-e-comentam-hype-para-shows-no-brasil-mudou-minha-vida.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">fanbase</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, oscila entre a gratidão e a defesa automática, muito sensibilizada em reencontrar a banda e a dificuldade de aceitar suas transformações. Há quem veja em Emily uma voz funcional, e quem enxergue nela a possibilidade de um novo eixo emocional para o grupo. Há quem leia o álbum como homenagem, e quem o interprete como tentativa de reativar um legado sob risco de fossilização. Ambas as leituras são legítimas e o próprio disco parece consciente dessa tensão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Culturalmente, o retorno do Linkin Park aos palcos, em 2024, também dialoga com um movimento mais amplo: a </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/como-nostalgia-influencia-cultura-pop-da-coletividade-dos-fandoms-sequencias-de-filmes-antigos-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;"> como linguagem dominante da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporânea, o retorno de estéticas dos </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2025/05/19/estetica-y2k-cultura-pop/"><span style="font-weight: 400;">anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, principalmente, a revalorização do </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal </span></i><span style="font-weight: 400;">– pelo menos, a passagem da banda pelo território brasileiro intensificou isso. Nesse contexto, o álbum não tenta apagar Chester, sua ausência é sentida e lembrada em cada faixa, não como lacuna a ser preenchida, e sim como presença fantasmática que molda todas as decisões criativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, após um ano de lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">From Zero</span></i><span style="font-weight: 400;"> se impõe como um álbum de qualidade consistente, emocionalmente honesto e esteticamente competente. Não teria como começar do zero, como seu título disfarça, e nem poderia. Começa do reconhecimento de que algumas perdas não se </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/por-que-o-linkin-park-resolveu-continuar-sem-chester-segundo-mike-shinoda/"><span style="font-weight: 400;">superam</span></a><span style="font-weight: 400;">, apenas se integram à própria identidade. E talvez seja justamente isso que torne este retorno legítimo: sem a promessa de um novo Linkin Park, contemplado da aceitação de que o antigo ainda vive – não intacto, não ileso, mas transformado.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: From Zero" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4R6FV9NSzhPihHR0h4pI93?si=MntQkCCwQLOy5hLzVBMVyw&amp;nd=1&amp;dlsi=ebd6a47cf7ea47da&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>O instinto grita de volta nos 10 anos de The Hunting Party</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 20:48:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Vitória Bertotti  Eles estão em sua forma mais animalesca possível e com fome por Música. Foi com essa premissa que, há 10 anos, a banda norte-americana Linkin Park lançava seu sexto álbum de estúdio, The Hunting Party. A obra pode ser lida como um retorno às origens do rock mais pesado, que beira o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-hunting-party-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O instinto grita de volta nos 10 anos de The Hunting Party"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34415" aria-describedby="caption-attachment-34415" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34415" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-800x800.png" alt="Capa do álbum The Hunting Party. A imagem tem um fundo cinza superior, semelhante à fumaça, que vai em degradê para o branco na parte inferior. No centro superior, está uma criatura segurando um arco e uma flecha, que parecem ser feitos de ossos. Essa criatura não é identificável, mas tem alguns espinhos semelhantes à estalactites em cor de gelo, e se parece com uma estátua pela coloração cinza de mármore." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34415" class="wp-caption-text">A chegada desse álbum é um alívio para os fãs da banda, que voltam a bater cabeça após seu lançamento (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Vitória Bertotti </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles estão em sua forma mais animalesca possível e com fome por Música. Foi com essa premissa que, há 10 anos, a banda norte-americana </span><a href="https://www.instagram.com/linkinpark/"><span style="font-weight: 400;">Linkin Park</span></a><span style="font-weight: 400;"> lançava seu sexto álbum de estúdio, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZPlUjhroNd4&amp;list=PLlqZM4covn1FS2H7Aj1fpfj9TYQbEGq1h"><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A obra pode ser lida como um retorno às origens do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">mais pesado, que beira o visceral mas não esquece dos testes melódicos e eletrônicos de seus outros registros. Com mensagens certeiras e um ritmo perfeitamente equilibrado, o projeto é facilmente um dos melhores álbuns da discografia da banda.</span></p>
<p><span id="more-34414"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Voltado para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">metal </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo, o disco passa longe das influências eletrônicas, com efeitos e sintetizadores, muito exploradas nos dois anteriores – </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5uvXx5ZQswNRFCdHR521YZ?si=IEBzfAqoSjSc_WLUfRr3_A"><i><span style="font-weight: 400;">A Thousand Suns</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4XHIjbhjRmqWlosjj5rqSI?si=b2LmKE9WRamPqucE0XYymA"><i><span style="font-weight: 400;">LIVING THINGS</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2012). Sendo o primeiro álbum sem a produção de Rick Rubin desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">Meteora </span></i><span style="font-weight: 400;">(2003), quem tomou as rédeas da produção foram </span><a href="https://www.instagram.com/m_shinoda/"><span style="font-weight: 400;">Mike Shinoda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/braddelson/"><span style="font-weight: 400;">Brad Delson</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, talvez por isso, a nostalgia dos velhos tempos tenha batido forte em seus corações para retornar ao </span><a href="https://www.cifraclub.com.br/blog/new-metal/"><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34416" aria-describedby="caption-attachment-34416" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34416" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-800x533.jpg" alt="Foto para o álbum. Na imagem, os seis integrantes da banda Linkin Park estão enfileirados, um ao lado do outro, olhando para a câmera com cara de sérios. O cenário de fundo são algumas luzes comuns da cidade, fracas, e o céu escuro. Da esquerda para a direita: Dave Phoenix é um homem branco e ruivo, de cabelo com penteado moicano e barba. Está vestindo uma calça jeans preta, uma camisa preta de cola e por cima uma jaqueta cinza escuro com capuz fechada por zíper até a metade. Ele está com as mãos para trás. Joe Hahn é um homem amarelo e está vestindo uma calça preta, um casaco de moletom de mangas curtas preto com capuz, que encobre toda sua cabeça. Sua mão direita é a única visível e está ao lado de seu corpo. Chester Bennington é um homem branco, careca, e usa um alargador preto na orelha direita. Ele veste uma calça jeans cinza quase preta, uma camiseta preta e uma jaqueta preta aberta com bolsos. Sua mão direita está apoiada no bolso de sua calça. Mike Shinoda é um homem branco de ascendência japonesa, de cabelo curto e barba castanhos. Ele veste uma calça preta, uma camisa de gola e por cima uma jaqueta fechada com bolsos e estampa de folhagens. Seus braços estão cruzados na frente do corpo e em seu pulso direito há duas pulseiras pretas. Brad Delson é um homem branco, de cabelo cacheado e barba castanhos, e usa um óculos preto quadrado. Ele veste uma calça marrom, uma camisa preta de gola e por cima um blazer marrom claro. Suas mãos estão dentro do bolso da calça. Rob Bourdon é um homem branco, de cabelos médios e barba castanhos. Ele veste uma calça preta, uma camiseta marrom claro e uma camisa jeans de mangas dobradas por cima, desabotoada. Sua mão esquerda está ao lado de seu corpo." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34416" class="wp-caption-text">A cara de mau é para mostrar que não estão pra brincadeira (Foto: Brandon Cox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A riqueza do trabalho se deve, em parte, pelas participações especiais de músicos tão talentosos quanto o próprio Linkin Park. Alguns dos convidados para compor o disco são: </span><a href="https://www.pagehamiltonmusic.com/"><span style="font-weight: 400;">Page Hamilton</span></a><span style="font-weight: 400;">, guitarrista veterano da banda Helmet; </span><a href="https://www.instagram.com/thegodrakim/"><span style="font-weight: 400;">Rakim</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense considerado um dos melhores de todos os tempos pela </span><a href="https://www.billboard.com/lists/best-rappers-all-time/13-rakim/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/tommorello/"><span style="font-weight: 400;">Tom Morello</span></a><span style="font-weight: 400;">, guitarrista do Rage Against the Machine e ex-Audioslave. Percebeu alguma coisa em comum entre eles? A escolha de chamar vários guitarristas para a composição do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é justamente para acrescentar mais agressividade através deste instrumento. Nada é por acaso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0MXVAogKEMU"><span style="font-weight: 400;">ideia do nome</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi a primeira que surgiu à mente. Inicialmente, o álbum se chamaria </span><i><span style="font-weight: 400;">Carnivores</span></i><span style="font-weight: 400;">, de carnívoros mesmo, mas isso seria muito óbvio para a intenção que eles queriam. A analogia veio de uma conversa onde o herbívoro estaria ligado à passividade e, de acordo com as vontades da banda no momento, eles queriam ir contra a maré que os músicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> estavam se dirigindo. O carnívoro estaria ligado à ideia de ir atrás das suas necessidades, dos seus objetivos, já que um selvagem vive assim porque precisa, não porque quer. Já o </span><i><span style="font-weight: 400;">hunting party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um grupo de caça e, ao contrário do carnívoro, ele faz a escolha desse estilo de vida. Eles escolheram, pela paixão de fazer diferente, voltar para seus instintos selvagens.</span></p>
<figure id="attachment_34417" aria-describedby="caption-attachment-34417" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34417" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-800x533.jpg" alt="Foto de show do Linkin Park no Brasil. Na imagem, aparecem Chester e Mike em cima do palco, e ambos estão cantando. Em foco, do lado direito da imagem está Chester, que segura um microfone de chão com as duas mãos. Ele é um homem branco, careca e com tatuagens nos dois braços. Veste uma calça preta, uma regata preta com um círculo estampado no meio e alguns detalhes dentre dele e um óculos escuro quadrado. Ao fundo, do lado esquerdo da imagem e um pouco desfocado, está Mike, atrás de um apoio com um teclado em cima. Ele é um homem branco com ascendência japonesa e tem barba castanha. Ele veste uma camiseta verde musgo e um boné preto com detalhes em verde. Na frente de Chester está uma caixa de som grande e metalizada, que cobre ele até os joelhos, e junto com o teclado na frente de Mike está uma bandeira do Brasil com o logotipo do Linkin Park dentro da parte azul da bandeira. O fundo é escuro e bem nos cantos centrais tem dois iluminadores de palco verdes." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34417" class="wp-caption-text">Para sorte dos fãs brasileiros, a banda voltou ao nosso país pela quarta vez em uma turnê mundial (Foto: Marcelo Godoy)</figcaption></figure>
<p><a href="https://youtu.be/ZPlUjhroNd4?si=hIY231KA5g1fFqWd"><i><span style="font-weight: 400;">Keys to the Kingdom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como uma prévia do que o Linkin Park quis trazer. A maior parte dos elementos do disco já estão nessa faixa, que chega assustando os desavisados com os gritos de </span><a href="https://www.instagram.com/chesterbe/"><span style="font-weight: 400;">Chester Bennington</span></a><span style="font-weight: 400;">, cheios de efeito vocal. Existe um equilíbrio entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde a melodia cai bem entre a explosão de Bennington e as rimas de Shinoda. Já a letra soa um pouco agressiva, sem sentido e, em alguns momentos, como uma ameaça para quem subestimá-los. A guitarra se faz muito presente e, junto com a bateria comandada por </span><a href="https://www.instagram.com/robbourdon/"><span style="font-weight: 400;">Rob Bourdon</span></a><span style="font-weight: 400;">, elevam a faixa para um outro patamar, mostrando para o que vieram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> de começos estranhos, </span><a href="https://youtu.be/DVPbR_r8XLU?si=Jd1MJdRVAXWd_Bi0"><i><span style="font-weight: 400;">All for Nothing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entra nessa categoria, uma vez que não é possível decifrar o que faz barulho em seu início. Apesar da dúvida, a guitarra fortíssima de Delson entra em seguida para destruir qualquer devaneio que invade a cabeça antes da música começar. Além do guitarrista original, não podemos esquecer da participação brilhante de Page Hamilton, que contribuiu para o </span><a href="https://youtu.be/TkAn7Zg16ps?si=diOJhN6DpoTrHoqb"><span style="font-weight: 400;">espetáculo</span></a><span style="font-weight: 400;"> acontecer na faixa. Além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> falando sobre honra também está sob holofotes e, logo no final, surge uma trilha sonora de filme dramático fazendo ponte para a próxima faixa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 45 minutos de duração, divididos entre 12 faixas, cinco delas foram escolhidas a dedo – e provavelmente, com dificuldade – para serem </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://youtu.be/YGlP-MY9oxc?si=JC9I2Omte8KL3w3T"><i><span style="font-weight: 400;">Guilty All the Same</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro deles; arrebatador, traz toda a força da união entre guitarra e bateria nos primeiros segundos. É importante destacar o que essa guitarra faz durante a canção, já que há solos por toda a duração da faixa; os melhores solos de todo o álbum, inclusive. Além do básico para fazer um bom </span><i><span style="font-weight: 400;">rock and roll</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda utiliza efeitos eletrônicos para compor a melodia. Chester Bennington conduz os vocais de maneira calma até a chegada da parte rimada, que expõe uma letra bem política. Eles dão o recado e o veredito final, o sistema é culpado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Guilty All The Same (Official Lyric Video) - Linkin Park (feat. Rakim)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/cEaEdLQbAFM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O recurso de faixa introdutória, aquela que seria uma mais curta, utilizado pela banda em álbuns anteriores (como em </span><a href="https://youtu.be/Me7TJDHCELk?si=mdPlDe8Fi2QR7aRE"><i><span style="font-weight: 400;">Wake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do </span><a href="https://personaunesp.com.br/minutes-to-midnight-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) também deu as caras no disco. </span><a href="https://youtu.be/OmdVqbHmfJo?si=1kT9rSIekq8_DRnY"><i><span style="font-weight: 400;">The Summoning</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como um respiro para o público se recuperar do estrondo que as três primeiras canções fazem. No pós recuperação, </span><a href="https://youtu.be/dTgor60kaZk?si=8UbYMUeyAJ5nepWu"><i><span style="font-weight: 400;">War</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> destrói a calma recentemente instaurada para dar lugar ao bate cabeça pesado. Na música, existem vários elementos interessantes, como a mudança de ritmo entre o refrão e o restante da faixa, os vários gritos, o </span><a href="https://blog.planetamusica.net/como-fazer-drive-na-voz/"><i><span style="font-weight: 400;">drive</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na voz e, para variar, mais um solo de guitarra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus ao retorno pro </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> raiz dos primeiros discos, </span><a href="https://youtu.be/h6sFG7qOd4A?si=YIqFfS__qpioCn6G"><i><span style="font-weight: 400;">Wastelands</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é música para os ouvidos de quem curte o gênero. Ela carrega um equilíbrio entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os detalhes eletrônicos de </span><a href="https://www.instagram.com/mrjoehahn/"><span style="font-weight: 400;">Joe Hahn</span></a><span style="font-weight: 400;">, além da identidade fortíssima da bateria de Rob Bourdon. Sua letra é bem representativa para os jovens de hoje em dia vivendo em meio ao caos climático e humanitário: “</span><i><span style="font-weight: 400;">o futuro escapa/e sua esperança se transforma em medo</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><a href="https://youtu.be/R7D_BljUNi8?si=QjbrGlQg59aU2n4u"><i><span style="font-weight: 400;">Until It’s Gone</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das canções mais ‘comuns’ do álbum, sem grandes experimentações evidentes, apesar de ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela pode parecer meio batida para o estilo deles, um pouco ‘mais do mesmo’, e ainda assim tem seu valor. Todos esses adjetivos são porque a faixa é mais calma e não tem nenhum </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas, novamente, quem brilha é Bourdon, juntamente com o baixista Dave Phoenix.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Until It&#039;s Gone [Official Music Video] - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/oM-XJD4J36U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe do conceito comum, </span><a href="https://youtu.be/OCy5461BtTg?si=yrwO1D7aBy4nUZOv"><i><span style="font-weight: 400;">Rebellion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é mais uma das músicas que remetem ao </span><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 2000. A introdução, já com um solo de Brad Delson logo de cara, só aumenta o frenesi que a faixa carrega consigo. E parte dessa energia visceral se dá pela participação do ícone </span><a href="https://www.instagram.com/daronmalakian/"><span style="font-weight: 400;">Daron Malakian</span></a><span style="font-weight: 400;">, da banda </span><a href="https://www.instagram.com/systemofadown/"><span style="font-weight: 400;">System Of A Down</span></a><span style="font-weight: 400;">. O guitarrista incorpora muito do estilo que toca originalmente, com mais peso nas guitarras e bateria, e o resultado disso é achar que está ouvindo uma música do próprio ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CSvFpBOe8eY"><span style="font-weight: 400;">SOAD</span></a><span style="font-weight: 400;">’. E isso é um elogio! O </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> é brutal, tanto em ritmo quanto em letra; é uma constante entre gratidão e insatisfação pelos que não são sortudos como nós somos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://youtu.be/6Ab4KKjQfjo?si=6lLdSMxbwca_Pzuv"><span style="font-weight: 400;">criação visual do álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ilustrações foram feitas com base na ideia dos carnívoros, de ferocidade e instinto, tanto é que a própria capa do disco e demais conteúdos disponíveis são quase que indecifráveis. Os responsáveis pelo desenvolvimento artístico são Joe Hahn, </span><a href="https://www.rickeykim.com/linkinpark"><span style="font-weight: 400;">Rickey Kim</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor criativo da banda, e </span><a href="https://www.instagram.com/frankmaddocks/"><span style="font-weight: 400;">Frank Maddocks</span></a><span style="font-weight: 400;">, vice-presidente criativo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. A Arte é minimalista e combina com a </span><a href="https://www.weststudio.com/project/linkin-park-hunting-party"><span style="font-weight: 400;">estética</span></a><span style="font-weight: 400;"> escolhida pelo Linkin Park para essa produção, mas não deixa de ser uma incógnita sobre o que está em destaque. É uma criatura fictícia? Um humano ou um monstro? As respostas são subjetivas para o imaginário de cada um de nós. </span></p>
<figure id="attachment_34418" aria-describedby="caption-attachment-34418" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34418" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-800x800.jpg" alt="Imagem criada para o álbum. Na foto, o fundo é totalmente preto e, no centro, está um desenho em 3d de uma criatura não identificável lutando contra uma pessoa pouco definida. A composição desses dois seres é cinza e varia entre tons mais claros e mais escuros dessa cor. Alguns elementos que dá para ver claramente são algumas flechas na parte superior da criatura, algumas ondas que parecem ser feitas de tecidos envolvendo esse ser, e mãos e braços de ambos que dão esse entendimento de luta entre eles." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34418" class="wp-caption-text">O que você entende quando vê essa imagem? Nem os fãs sabem (Foto: West Studio)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito instrumental, </span><a href="https://youtu.be/l65UelU95O8?si=Dg6RxsHstzRs7HJj"><i><span style="font-weight: 400;">Mark the Graves</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem foco em mostrar a força e delicadeza dos elementos utilizados na gravação. Um exemplo disso é a diferença – literalmente – gritante entre o início e o fim da faixa, alternando entre uma voz doce para uma bem rouca. Ela pode parecer um pouco entediante no meio, porém ainda é agradável de se ouvir. Já </span><a href="https://youtu.be/mjgdHSwWfhE?si=RYppN7u4FOOXvKoa"><i><span style="font-weight: 400;">Drawbar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é outra música com aspecto de ‘ponte’, nos levando para as canções finais, que têm uma pegada mais diferente do restante do disco. Mesmo sem vocais, ela nos mostra o resultado do </span><a href="https://youtu.be/0sf0Uu5XSGQ?si=pdz-u8QwpFs8Ujvh"><span style="font-weight: 400;">experimentalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos últimos álbuns. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, </span><a href="https://youtu.be/i8q8fFs3kTM?si=AHHqPZFHcFRRFcA7"><i><span style="font-weight: 400;">Final Masquerade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, último </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;">, soa um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=8sgycukafqQ"><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Linkin Park</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além da letra mais romântica, que mostra uma desilusão, as cordas aparecem de maneira muito mais suave em comparação com o restante do álbum, mas fazem diferença ao trazer esse tom mais melódico. A bateria também tem grande destaque, e, nos momentos mais silenciosos da faixa, quem dá as caras são os efeitos sonoros em cima de instrumentos como o teclado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma música de seis minutos e meio, </span><a href="https://youtu.be/FkDrVL8Tsuw?si=kHkgF1WBLu_bn_xm"><i><span style="font-weight: 400;">A Line In The Sand</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é verdadeiramente apoteótica. Mike Shinoda se destaca, tanto rimando quanto nos vocais, dando um recado através da letra, lembrando que o </span><i><span style="font-weight: 400;">karma</span></i><span style="font-weight: 400;"> não falha. Com efeitos eletrônicos bem encaixados entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, há uma variação grande entre os ritmos durante a faixa e a gente pode ouvir: calmaria, gritos, rimas, solos de guitarra e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mkgw-bxXvMM"><span style="font-weight: 400;">presença estrondosa da bateria</span></a><span style="font-weight: 400;">. Inclusive, esses dois últimos instrumentos, rápidos da maneira que foram tocados, são os responsáveis por retomar esse ritmo totalmente contagiante. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> pesado volta para encerrar a canção e o álbum com o melhor do que o Linkin Park pode dar ao público. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Linkin Park - A Line In The Sand (Rock In Rio USA 2015) HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/MR6-NHiFiXs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, a repercussão do disco foi positiva tanto entre fãs quanto com a crítica. Pelo lado dos admiradores, a satisfação se deve pelo retorno ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> pesado que a banda fazia na década de  2000 – reclamação que era feita desde o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Meteora</span></i><span style="font-weight: 400;">, quando o Linkin Park deu um tempo para experimentar novos ritmos e migrar momentaneamente para o </span><a href="https://eletrovibez.com/edm-aqui-vai-uma-definicao/"><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou na terceira posição do </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/"><i><span style="font-weight: 400;">US Billboard 200</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense, e conquistou o pódio na categoria Álbuns de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os críticos culturais do jornal britânico </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2014/jun/12/linkin-park-the-hunting-party-review"><i><span style="font-weight: 400;">The Guardian</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também elogiaram o trabalho da banda e a volta para suas origens mais agressivas, concedendo três estrelas de cinco para a produção. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Hunting Party: 6.17.14 (Extended Trailer) - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yNbiIkIWpZM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5uvXx5ZQswNRFCdHR521YZ?si=GCWRbxWERBmmgRS1m8OHZg"><span style="font-weight: 400;">experimentalismo das produções anteriores</span></a><span style="font-weight: 400;">, a banda evolui e resgata suas origens, mas sem abrir mão da inovação que descobriram no meio do processo criativo. Quem realmente se destaca durante os 45 minutos de som agressivo é o guitarrista Brad Delson, que merece palmas por manter tão bem o ritmo contagiante durante seus incontáveis solos. Ainda que Kid Abelha diga em sua canção, </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Eu Quero</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1984),</span> <span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">solos de guitarra não vão me conquistar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, os desse álbum já conquistaram muitos. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é saudosista bem como inteligente; resgata o público antigo e mantém os fãs alinhados com a ideia mais voltada para o eletrônico/</span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. É uma das produções mais pesadas da banda, tanto em sonoridade quanto em letras e, para quem é do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco é um chamado para gritar com o instinto mais brutal que existe dentro de cada um.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Hunting Party" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3XB2yloP7l00tEUmaODtVi?si=RCXuylR0QgWzHP_5Dvv0Vw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>15 anos de Minutes to Midnight: a ruptura entre o antigo e o novo Linkin Park</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2022 12:12:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Vitória Bertotti  11:58:20. O relógio do juízo final, criado em 1947 e atualizado em 2020, nos dá pouquíssimos minutos antes da meia-noite para repensarmos nossas atitudes antes do fim. Levados por essa simbologia, a banda californiana Linkin Park lançou, em 2007, o Minutes to Midnight, seu terceiro álbum de estúdio que chegou ao público &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/minutes-to-midnight-15-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "15 anos de Minutes to Midnight: a ruptura entre o antigo e o novo Linkin Park"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27609" aria-describedby="caption-attachment-27609" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27609 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Minutes to Midnight, da banda Linkin Park. Na parte inferior da capa, estão os seis integrantes, virados de costas e olhando para algum ponto à frente. Eles estão usando calças e jaquetas pretas. Por conta dos efeitos criados, é possível visualizar apenas as silhuetas deles. O cenário contém um mar ao fundo. Na parte superior, está escrito Linkin Park em letras pretas grossas e estilizadas, de maneira que se encaixam. Acima do nome da banda, está escrito o nome do álbum, em letras finas e num tom acinzentado. O álbum está em tons de preto e branco, fazendo a maioria do espaço da imagem ser branco, dando destaque para os integrantes e o que está escrito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27609" class="wp-caption-text">Com cerca de dois anos de gravação, Minutes to Midnight satisfaz o desejo do Linkin Park em ir além da replicação dos sucessos (Foto: Warner Bros Records)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Vitória Bertotti</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">11:58:20. O </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-60129837"><span style="font-weight: 400;">relógio do juízo final</span></a><span style="font-weight: 400;">, criado em 1947 e atualizado em 2020, nos dá pouquíssimos minutos antes da meia-noite para repensarmos nossas atitudes antes do fim. Levados por essa simbologia, a banda californiana </span><a href="https://www.instagram.com/linkinpark/"><span style="font-weight: 400;">Linkin Park</span></a><span style="font-weight: 400;"> lançou, em 2007, o </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_lvy-dvWjyT3J9mL2yOgF52IkcZ2z3OySk"><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu</span><span style="font-weight: 400;"> terceiro álbum de estúdio que chegou ao público após uma </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm0204200708.htm"><span style="font-weight: 400;">longa espera</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao contrário dos dois primeiros discos, esse funcionou como uma rachadura, diferenciando com o experimentalismo, o som que a banda já estava acostumada a fazer há 15 anos.  </span></p>
<p><span id="more-27608"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conceituado como </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo e </span><a href="http://infoescola.com/musica/new-metal/"><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ainda seguindo nos gêneros de costume, o álbum traz músicas semelhantes às de seu antecessor, </span><a href="https://open.spotify.com/album/4Gfnly5CzMJQqkUFfoHaP3?si=bkKtEqrhRayrwbk-1Wbipg"><i><span style="font-weight: 400;">Meteora</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2003)</span><span style="font-weight: 400;">. Porém, inova ao incluir um tom mais eletrônico e melódico em algumas faixas. Na época, esse desvio de ritmos causou um</span><span style="font-weight: 400;"> alvoroço entre os fãs da banda, que alegavam uma transformação do Linkin Park “raiz”  em uma baladinha. </span><span style="font-weight: 400;">Apesar dessa questão ter causado certa rejeição, a banda teve grande retorno no mercado musical com o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i><span style="font-weight: 400;"> em maio de 2007, apresentando as </span><a href="https://www.billboard.com/music/music-news/linkin-parks-minutes-clocks-in-at-no-1-1323306/"><span style="font-weight: 400;">melhores vendas </span></a><span style="font-weight: 400;">do ano</span><span style="font-weight: 400;"> e entrando em primeiro lugar no </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;"> 200.</span></p>
<figure id="attachment_27610" aria-describedby="caption-attachment-27610" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27610" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-800x600.jpg" alt="Foto em preto e branco da banda Linkin Park. Na imagem, estão os seis integrantes quase enfileirados, alguns olhando para a câmera, outros para um ponto qualquer, e todos estão com as mãos nos bolsos. Todos estão na faixa dos 30 anos. Da esquerda para a direita: Mike é um homem de ascendência japonesa. Veste uma blusa branca estampada coberta por uma jaqueta escura. Seu cabelo é quase raspado e tem barba e bigode curtos. Ao seu lado está Dave, homem branco com barba curta. Usa um moletom escuro de capuz, que está na cabeça, e por cima uma jaqueta. O próximo, Joe, é um homem de ascendência coreana. Usa uma jaqueta escura fechada e óculos escuros. Seu cabelo é curto e está arrumado para cima. Na fileira mais a frente, Chester é o primeiro. Ele é um homem branco, tem o cabelo bem curto e veste uma camisa xadrez completamente abotoada. Ao seu lado, Brad. Ele é um homem branco, de cabelos cacheados e barba grande. Veste uma sobreposição com blusa de gola clara, suéter escuro e um colete social. Por último, está Rob, homem branco de cabelo curto e arrumado para cima, com barba também. Está vestindo uma jaqueta leve quase inteiramente abotoada." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-1536x1152.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-2048x1536.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27610" class="wp-caption-text">Apesar da paisagem bonita, o local da sessão de fotos do álbum, em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kwL2i3ghuVo">Salton Sea</a>, era meio insalubre e banhado a peixes mortos (Foto:James Minchin/Edward Colver)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De suas 12 faixas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Me7TJDHCELk"><i><span style="font-weight: 400;">Wake</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> segue o modelo introdutório já presente no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U6R-twDkrcI"><span style="font-weight: 400;">álbum anterior</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém mais longa desta vez. Ela apresenta o início da “revolução” tecnológica que o grupo propõe, com batidas agradáveis aos ouvidos e mantendo a bateria numa tensão crescente, que se dissipa ao final de seus quase 2 minutos. Com mais elementos, ela cumpre sua função transitória para o início das vozes e inova o conceito do Linkin Park. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seguida, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0xyxtzD54rM"><i><span style="font-weight: 400;">Given Up</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> agita qualquer um que estiver sem ânimo. Sendo uma das únicas músicas do disco que possuem os famosos gritos de</span> <a href="https://www.instagram.com/chesterbe/"><span style="font-weight: 400;">Chester Bennington</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">ela relembra a fase anterior à mudança, voltando às origens do</span> <a href="https://open.spotify.com/album/6PFPjumGRpZnBzqnDci6qJ?si=6b8c33c121ee4f90"><i><span style="font-weight: 400;">Hybrid Theory</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000), sem muitas inovações. Com base no </span><i><span style="font-weight: 400;">metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, a característica que </span><span style="font-weight: 400;">mais se destaca é a presença marcante da guitarra de </span><a href="https://www.instagram.com/braddelson/"><span style="font-weight: 400;">Brad Delson</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de ter um tom mais agressivo no ritmo, sua letra ainda carrega melancolia; dessa forma, o </span><i><span style="font-weight: 400;">screaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> só serve pra colocar essa angústia e raiva para fora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num conceito completamente diferente de </span><i><span style="font-weight: 400;">Given Up</span></i><span style="font-weight: 400;">, a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ac50sxRaTZM"><i><span style="font-weight: 400;">Leave Out All the Rest</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pode ser comparada a um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> levemente triste, mas gostoso de ser ouvido. Trazendo um lado mais melódico e eletrônico, ainda acrescenta a orquestra de cordas de </span><a href="https://davidmusic.com/"><span style="font-weight: 400;">David Campbell</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> sendo a primeira faixa do álbum a introduzir a sonoridade de violinos e baixos. Mesmo que a música aborde um tema já recorrente, a depressão, ela inclui uma segunda pessoa na história, aquela a quem as lemb</span><span style="font-weight: 400;">ranças seriam deixadas após a partida. Ouvi-la nos dias de hoje nos faz repensar sobre o legado de Chester, que, ao contrário do que escrevia, conseguiu deixar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UXjJWP_PwxA"><span style="font-weight: 400;">inúmeras razões para ser lembrado</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Leave Out All The Rest (Official Music Video) [4K Upgrade] - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yZIummTz9mM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com participação dos seis membros nas composições, a produção ficou por conta de </span><a href="https://www.instagram.com/m_shinoda/"><span style="font-weight: 400;">Mike Shinoda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><span style="font-weight: 400;"> o convidad</span><span style="font-weight: 400;">o </span><a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-185721/"><span style="font-weight: 400;">Rick Rubin</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; conh</span><span style="font-weight: 400;">ecido por atuar em discos de outras bandas famosas, como </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kTJeZXfriqNa_00DjGWvAIICYRRiOISGs"><span style="font-weight: 400;">System of a Down</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/album/5v5BfkxWDAKTkzrXl3H0mU?si=-qXph8oLR5GkPCMbgGKOnA"><span style="font-weight: 400;">Slayer</span></a><span style="font-weight: 400;">. Levando em consideração os recursos e a cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo na época, que já contava com vários nomes no </span><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal,</span></i><span style="font-weight: 400;"> do qual o Linkin Park foi precursor, a qualidade musical de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minutes do Midnight </span></i><span style="font-weight: 400;">é excelente. E ainda, a </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/linkin-park-team-with-rick-rubin-93305/"><span style="font-weight: 400;">parceria</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Rubin estendeu-se pelos próximos dois álbuns, sendo determinante para o caminho que trilharam enquanto músicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contrariando as novas tendências experimentalistas, a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OnuuYcqhzCE"><i><span style="font-weight: 400;">Bleed It Out</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é outra que relembra um som mais pesado, com o protagonismo contagiante da guitarra e do baixo de </span><a href="https://www.instagram.com/phoenixlp/"><span style="font-weight: 400;">Dave Farrell</span></a><span style="font-weight: 400;">. É a primeira a realizar uma pequena transição entre o seu final e o início da música seguinte. Além disso, ela estreou o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> do disco, que trouxe o ritmo necessário para embalar o público, sendo o destaque da canção apesar dos vocais serem agressivos e certeiros. O conjunto consegue transmitir o exato sentimento com que foi escrita: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Foda-se, isso dói, não vou mentir/Não importa o quanto eu tente”</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">ou seja, você pode estar mal, mas consegue seguir em frente, nem que seja na força do ódio. </span></p>
<figure id="attachment_27611" aria-describedby="caption-attachment-27611" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27611" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-3.gif" alt="GIF da banda Linkin Park. Os seis integrantes estão reunidos numa roda e abraçados pelo ombro uns dos outros. De costas e mais perto da câmera, estão Joe, Chester e Mike. O rosto de Brad não está visível. Só é possível ver os rostos de Dave e Rob, que estão mais distantes. Joe usa um boné preto. Ao seu lado esquerdo, só é possível ver o topo da cabeça de Brad, e seu cabelo é curto e cacheado. Dave, ao lado esquerdo de Brad, usa uma camisa xadrez branca e preta, e tem barba grande. Seguindo a ordem, temos Rob, que usa óculos de grau e tem os cabelos de tamanho médio. Também tem barba e bigode, e está vestindo uma camiseta cinza lisa. Mike, que já está no lado direito do GIF, veste uma camisa azul claro. Por último, Chester tem os cabelos quase que raspados, e veste um moletom preto com capuz. Ao fundo, é possível ver alguns paletes e árvores, então estão em um local aberto." width="800" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-27611" class="wp-caption-text">Nos altos e baixos, os seis amigos eram o alicerce para si mesmos e para os fãs (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n1PCW0C1aiM"><i><span style="font-weight: 400;">Shadow of the Day</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se assemelha ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, novamente tentando mostrar o lado bom da vida em meio à escuridão. Agradável aos ouvidos, mas sem muito para agregar: o famoso “só o básico”. O que a diferencia das outras é o </span><a href="https://www.techreviews.com.br/musica-8d/"><span style="font-weight: 400;">efeito</span><i><span style="font-weight: 400;"> 8D</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de quase 40 segundos no final, proporcionando uma espécie de transe sensorial. Uma das mais memoráveis faixas do disco é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E-D1allVNOw"><i><span style="font-weight: 400;">What I’ve Done</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tomou grandes proporções após aparecer como trilha sonora no filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Transformers</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2007), além de render a participação da banda em toda a trilogia. Com ela retornando ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum também está disponível no jogo </span><a href="https://www.dicasedetonados.com/x360/guitar-hero-world-tour/"><i><span style="font-weight: 400;">Guitar Hero World Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, justamente pelo destaque dado à guitarra &#8211; contando com um solo magnífico &#8211; e a aparição do teclado, que conduz certa leveza durante o decorrer da trilha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A outra canção em que Mike entra como </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gG4P3ayBzVY"><i><span style="font-weight: 400;">Hands Held High</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, cheia de críticas sociais. Apesar de ter sido escrita uma década atrás, ela continua completamente atual, abordando com muita clareza e indignação a violência mundial e a intolerância religiosa. Novamente, o teclado e efeitos eletrônicos dão as caras, comandados por </span><a href="https://www.instagram.com/mrjoehahn/"><span style="font-weight: 400;">Joe Hahn</span></a><span style="font-weight: 400;">, que faz um excelente trabalho ao acrescentar  vocais de coro de igreja ao ritmo da rima. É importante ressaltar, ainda, o apoio que a bateria de </span><a href="http://linkinparkbr.com/biografia/banda/rob-bourdon-2/"><span style="font-weight: 400;">Rob Bourdon</span></a><span style="font-weight: 400;"> oferece para a composição dessa </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> espiritual. </span><i><span style="font-weight: 400;">Hands Held High</span></i><span style="font-weight: 400;"> fala, sem medo, dos líderes demagogos e do estrago que causam na sociedade: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Quando o rico aposta na guerra, é o pobre quem morre&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">. É considerado o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maior valor para o álbum e um dos maiores da carreira da banda em </span><a href="http://linkinparkbr.com/noticias/2008/03/18/entrevista-para-a-big-cheese-parte-ii/"><span style="font-weight: 400;">questão de representatividade</span></a><span style="font-weight: 400;">. A canetada de Shinoda foi certeira. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="What I&#039;ve Done (Official Music Video) [4K Upgrade] - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8sgycukafqQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZfCQu9xwSU0"><i><span style="font-weight: 400;">No More Sorrow</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> esquece a sutileza e coloca tudo pra quebrar com mais guitarras e baterias de estourar os miolos. Os gritos de Chester marcam presença nessa música, onde o </span><span style="font-weight: 400;">descontentamento com o sistema</span><span style="font-weight: 400;"> é explícito, estando corrompido por ganância e mentiras. O grito &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ladrões e hipócritas!” &#8211; </span></i><span style="font-weight: 400;">é a voz da população lutando contra o que há de errado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de </span><a href="https://pt.theastrologypage.com/crossfade"><span style="font-weight: 400;">transição gradual</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre uma faixa e outra é um dos erros cometidos no disco, já que canções super agitadas pulam para outras mais sossegadas. É o que acontece com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KAFOpywZbMM"><i><span style="font-weight: 400;">Valentine’s Day</span></i></a><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> não recebe bem o astral da anterior e não repassa energia suficiente para a próxima. Tirando isso, ela é bem mediana, melancólica a maior parte do tempo e animada só no final, quando não há mais necessidade de ser. A intitulada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YgVzhgygYfs"><i><span style="font-weight: 400;">In Between</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> começa com um arranjo semelhante ao de uma marcha fúnebre, e continua nesse rumo. O que mais chama a atenção é que, partindo de sua metade, há uma sobreposição das vozes de Mike e Chester, formando uma bela sintonia até gostosinha de se ouvir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em pedaços esfacelados e distantes do que o Linkin Park costumava ser</span><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NaRBn6QIMcQ"><i><span style="font-weight: 400;">In Pieces</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> combina o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao eletrônico, deixando o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> apenas no solo de guitarra do final da canção &#8211; o que acaba dando um toque especial na experiência. O </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> relembra um pouco a icônica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v2H4l9RpkwM"><i><span style="font-weight: 400;">Breaking the Habit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">do anterior </span><i><span style="font-weight: 400;">Meteora</span></i><span style="font-weight: 400;">, pela </span><a href="https://ossia.com.br/o-que-e-mixagem-como-funciona/"><span style="font-weight: 400;">mixagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> e semelhança de ritmos, mas não tem tanto sal pra ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e por isso mesmo não é. Serviria como um ótimo </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> de verão (e isso é um elogio).  </span></p>
<figure id="attachment_27612" aria-describedby="caption-attachment-27612" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27612" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-800x508.jpg" alt="Imagem de show do Linkin Park. Na foto, estão Chester e Mike. Chester está à esquerda, curvado para a frente, segurando um microfone com a mão esquerda e fazendo expressão de esforço enquanto canta. Veste uma calça preta, uma jaqueta preta fechada por zíper e, em sua mão direita, algo que parece uma luva preta, com estampas brancas e detalhes vermelhos. Seu cabelo é quase raspado e tem um alargador pequeno e preto na orelha. Mike está ao fundo, do lado direito da imagem, e segura a guitarra que está tocando para cima. Seu rosto está de perfil, sendo possível ver apenas o lado direito de seu rosto. Ele veste uma calça preta, camisa preta de manga longa e fechada e tem um lenço vermelho amarrado no braço esquerdo. Aparenta estar cantando com o público. Ao fundo, há apenas algumas cortinas pretas e equipamentos da banda. A iluminação vem do canto inferior direito da imagem, que emite uma forte luz esverdeada e causa pontos de luz desfocados perto do Chester." width="800" height="508" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-800x508.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-1024x650.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-1536x975.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-1200x762.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27612" class="wp-caption-text">Durante 2007 e 2008, multidões foram arrastadas pela potência do Linkin Park nos palcos, seja com baladas pop ou gritos (Foto: Tim Mosenfelder)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para encerrar com chave de prata, a última música no lançamento global do álbum é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gs0t8LXH6lw"><i><span style="font-weight: 400;">Little Things Give You Away</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com efeitos do Mr. Hahn, a batida eletrônica mescla bem com o que lembra um violão, e ainda conta com a Orquestra de Campbell para abrilhantar ainda mais o instrumental, sendo a metade da faixa para o encerramento seu ponto alto. As cordas parecem imperceptíveis, mas criam a atmosfera melódica que se mistura perfeitamente às vozes intercaladas de Chester, Dave e Mike. Ela merece essa classificação por resumir a intenção da banda de </span><span style="font-weight: 400;">inovar conceitos</span><span style="font-weight: 400;">, mas peca por ser longa demais e atrativa de menos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das injustiças de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i><span style="font-weight: 400;"> é não ter incluído </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-mchhPf81iw"><i><span style="font-weight: 400;">No Roads Left</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na edição padrão. A música bônus, também indisponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, pode ser considerada uma das mais chamativas de todo o disco, mas só foi revelada ao mundo na edição de venda do </span><i><span style="font-weight: 400;">iTunes</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela é inteiramente cantada por Mike, que se desvencilha do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mostra muito talento como vocal principal. Foi produzida com </span><a href="https://www.fluacultura.com.br/post/o-que-e-uma-orquestra-de-cordas"><i><span style="font-weight: 400;">strings</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em conjunto da guitarra, transformando a canção numa experiência única ao ser ouvida, e as cordas, apesar de estarem num segundo plano, fazem toda a diferença no resultado final. É uma pena que tenha sido, e ainda seja, negligenciada e deixada às traças dessa forma. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Making of Minutes to Midnight (Minutes to Midnight DVD) - Linkin Park" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/XazANPCQ4UI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Disponível no canal do </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> da banda, o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">The Making of Minutes to Midnight</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz grande parte do processo de produção do álbum durante os anos que antecederam seu lançamento. Desde a composição das letras até a gravação dos instrumentos, o vídeo mostra além da Música, abrangendo o nível pessoal que o Linkin Park faz questão de imprimir em todas as suas obras. Além disso, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8KLqVtDOSMk"><span style="font-weight: 400;">amizade e parceria</span></a> <span style="font-weight: 400;">entre os membros só deixou os fãs com ainda mais saudade dos seis juntos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como fruto dessa vontade de mudança, a evolução da sonoridade foi alcançada com sucesso. Ao misturar elementos do lírico,</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> com os da Música eletrônica, é visível o esforço que o Linkin Park fez para sair da zona de conforto. Após </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w587eF5uasQ"><span style="font-weight: 400;">gravar dezenas de vezes</span></a><span style="font-weight: 400;"> as mesmas faixas</span><span style="font-weight: 400;">, a combinação dos ritmos com as letras reflexivas e críticas deu certo. As contribuições individuais também rendem elogios, como os encaixes perfeitos arranjados por Joe, os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BaESAvJG2D4"><span style="font-weight: 400;">solos de Brad</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Rob (que apesar de poucos foram inesquecíveis), o baixo de Dave e os vocais de Mike e Chester.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transitando de um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais agressivo para origens suaves, muitos fãs da época </span><a href="https://whiplash.net/materias/cds/061783-linkinpark.html"><span style="font-weight: 400;">não curtiram nada</span></a><span style="font-weight: 400;"> essa inovação: queriam a antiga banda que fazia “som de verdade”. Ignorando as opiniões mais adversas, o disco até que </span><span style="font-weight: 400;">envelheceu bem</span><span style="font-weight: 400;">, tanto por parte do público que viria a gostar dos trabalhos, quanto por parte da própria banda, que conseguiu se desvencilhar do cansaço de replicar o mesmo som. Com poucas músicas realmente memoráveis, </span><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda causa controvérsia nos riscas-faca do mundo todo.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Minutes to Midnight" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/2tlTBLz2w52rpGCLBGyGw6?si=MBPT08PRR6afgyMqgk83zg&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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