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	<title>Arquivos #MeTooBrasil &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A Assistente: os verdadeiros bastidores de Hollywood</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2021 14:48:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Silva Em 2017, o mundo hollywoodiano virou do avesso. Denúncias de assédio sexual por parte de funcionários e funcionárias do meio artístico começaram a vir à tona para o grande público. A avalanche se desencadeou com as acusações sobre o magnata Harvey Weinstein, dono da grande produtora Miramax, e hoje condenado a 23 anos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-assistente-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Assistente: os verdadeiros bastidores de Hollywood"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18449" aria-describedby="caption-attachment-18449" style="width: 1558px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-18449" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/The-Assistant-Movie-2020.jpg" alt=" A imagem é uma cena do filme A Assistente. Nela, está a atriz Julia Garner, que interpreta a personagem Jane. Jane é uma mulher branca, de olhos azuis, cabelos loiros e amarrados em um coque, ela veste uma blusa rosa de gola alta e mangas compridas e usa um relógio preto em seu pulso esquerdo. Na cena, Jane está no escritório do trabalho sentada em uma cadeira, é possível ver da sua cintura para cima. Ela está falando a um telefone branco com fio, segurando-o com sua mão direita, e está com o que parece ser um passaporte em sua mão esquerda. Ela olha fixamente para o lado direito, com um olhar de preocupação. " width="1558" height="867" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/The-Assistant-Movie-2020.jpg 1558w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/The-Assistant-Movie-2020-300x167.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/The-Assistant-Movie-2020-1024x570.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/The-Assistant-Movie-2020-768x427.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/The-Assistant-Movie-2020-1536x855.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/The-Assistant-Movie-2020-1200x668.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18449" class="wp-caption-text">Lançado em 2019, o filme se inspira em uma das denúncias que desatou os protestos do #MeToo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Silva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2017, o mundo hollywoodiano virou do avesso. Denúncias de assédio sexual por parte de funcionários e funcionárias do meio artístico começaram a vir à tona para o grande público. A avalanche se desencadeou com as acusações sobre o magnata Harvey Weinstein, dono da grande produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Miramax</span></i><span style="font-weight: 400;">, e hoje condenado a </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-51553491"><span style="font-weight: 400;">23 anos de prisão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com isso, outros escândalos emergiram para a superfície na crescente onda do movimento </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-44164417"><i><span style="font-weight: 400;">#MeToo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que acumula queixas de superiores até fora do meio cinematográfico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não ia demorar muito para que esses protestos tomassem forma nas telonas. </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-escandalo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Escândalo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2019, foi um dos primeiros a cumprir a tarefa, ao tratar sobre casos de assédio causados por </span><a href="https://exame.com/mundo/colunista-da-fox-news-processa-chefe-por-assedio-sexual/"><span style="font-weight: 400;">Roger Ailes</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor da </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox News</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de parecer promissor, o resultado acabou por ser uma prova nítida de que boas intenções não fazem um bom filme, muito menos justiça, se as pessoas erradas estiverem por trás das câmeras. Nesse caso, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Assistente</span></i><span style="font-weight: 400;"> merece muito mais levar os créditos do pioneirismo. </span></p>
<p><span id="more-18448"></span></p>
<figure id="attachment_18450" aria-describedby="caption-attachment-18450" style="width: 862px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-18450" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem2.jpg" alt=" A imagem é uma cena do filme A Assistente. Nela, está a atriz Julia Garner, que interpreta a personagem Jane. Jane é uma mulher branca, de olhos azuis, cabelos loiros e amarrados em um coque, ela veste uma blusa rosa de gola alta e mangas compridas e usa um relógio preto em seu pulso esquerdo. Na cena, Jane está no escritório do trabalho sentada em uma cadeira, é possível ver do seu peito para cima. Ela está com o queixo apoiado em sua mão esquerda. Atrás de Jane, ao seu lado esquerdo, está um dos seus colegas de escritório, um homem branco, de cabelos castanhos escuros, que usa óculos, uma calça jeans e uma camisa azul de manga comprida. Ao lado direito, está outro colega de escritório, um homem branco, de cabelos castanhos, barba, e que veste uma blusa verde-musgo de manga comprida e uma calça jeans. Todos os personagens estão olhando o que parece ser a tela de um computador." width="862" height="575" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem2.jpg 862w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem2-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18450" class="wp-caption-text">O movimento ganhou um braço independente em terras brasileiras, o <a href="https://metoobrasil.org.br/">#MeTooBrasil</a> (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrita e dirigida por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qFhB9UY7lDU"><span style="font-weight: 400;">Kitty Green</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção se centra na rotina de Jane, uma aspirante à produtora de cinema, que trabalha como assistente em uma grande empresa do ramo. Mas essa narrativa não surge às claras logo de início. Acompanhamos cada passo de seu longo dia de trabalho, em que ela é a primeira a chegar e a última a sair, com a curiosidade em entender para onde esse caminho irá nos levar. As ligações, os agendamentos e os roteiros que ela imprime são algumas peças do quebra-cabeça que vão se juntando ao longo dos agonizantes minutos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conflito principal da trama também não é entregue de bandeja, e, para quem esteve por fora dos últimos acontecimentos do mundo midiático, talvez nada tenha feito sentido até agora. Entre os afazeres de nossa protagonista, há diversos encobrimentos sobre alguns atos do seu chefe, que, bem nas entrelinhas, é possível entender bem sobre o que se trata. Um chefe que não possui rosto, sendo apenas um fantasma sobre a narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa impessoalidade sobre o filme é o acerto principal de Kitty Green. Não identificamos quem é o poderoso magnata que se esconde no escritório, e nem é preciso. Os homens que cometem atos indecentes com seus empregados não possuem nome nem endereço na vida real. Basta muito poder nas mãos e uma mentalidade advinda de anos de construção de uma cultura patriarcal repulsiva. Deixar esse espaço em aberto mostra o quanto é uma situação aplicável para qualquer lugar e qualquer pessoa, seja Weinstein, Ailes ou </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/kevin-spacey-e-acusado-de-assedio-sexual-por-homens-da-equipe-de-house-of-cards-diz-tv.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Kevin Spacey</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_18451" aria-describedby="caption-attachment-18451" style="width: 2400px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-18451" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/r2_g_r709.195416_R.jpg" alt=" A imagem é uma cena do filme A Assistente. Nela, está a atriz Julia Garner, que interpreta a personagem Jane, e a atriz Kristine Froseth, que interpreta Sienna. Ambas estão sentadas no banco de trás de um carro, uma olhando para a outra. Jane é uma mulher branca, de olhos azuis, cabelos loiros e amarrados em um coque, ela veste um casaco cinza, um cachecol bege e calça preta. Sienna é uma mulher branca, de olhos azuis e cabelos castanhos claros, longos e lisos, ela veste um agasalho verde e uma calça jeans clara." width="2400" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/r2_g_r709.195416_R.jpg 2400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/r2_g_r709.195416_R-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/r2_g_r709.195416_R-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/r2_g_r709.195416_R-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/r2_g_r709.195416_R-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/r2_g_r709.195416_R-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/r2_g_r709.195416_R-1200x600.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18451" class="wp-caption-text">A Assistente recebeu três indicações para o <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/spirit-awards-2021-indicados">Spirit Awards 2021</a>, o Oscar do Cinema Independente: Melhor Atriz, Melhor Roteiro de Estreia e Melhor Direção de Fotografia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O papel de Jane é simbólico em diversos aspectos. Sua inocência é representada desde sua blusa rosa e sua caneca colorida, em meio a um ambiente cinza e perverso. A angústia é clara no </span><a href="https://deadline.com/2021/01/the-assistant-julia-garner-kitty-green-interview-contenders-1234679018/"><span style="font-weight: 400;">olhar de Julia Garner</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao observar cada detalhe da rotina que a cerca, as situações que acoberta sem ter conhecimento, os comentários machistas entre funcionários e as atitudes daqueles que normalizam a situação criminosa que os envolve. Ela acaba por ser uma vítima indireta das pequenas agressões que a rodeiam naquele ambiente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A condução da narrativa é um exemplo perfeito sobre como denunciar assuntos delicados com objetividade e sem ferir suas vítimas. O filme não foca em nenhum momento em </span><a href="https://www.indiewire.com/video/assistant-kitty-green-interview-metoo-male-predator-1202207482/"><span style="font-weight: 400;">mostrar detalhes nefandos</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos abusos sexuais que acontecem por trás da porta, deixando a vista mais do que o suficiente para que se possa entender e sentir a situação. O protagonismo da assistente é uma representação daqueles que se veem impunes em meio a situações de assédio, e dos que sofrem ao observar a crueldade de atos sem ter certeza completa sobre eles. </span></p>
<figure id="attachment_18452" aria-describedby="caption-attachment-18452" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18452" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FD7A3512-scaled-1.jpg" alt="A imagem é uma cena do filme A Assistente. Nela, está a atriz Julia Garner, que interpreta a personagem Jane. Jane é uma mulher branca, de olhos azuis, cabelos loiros e amarrados em um coque, ela veste um casaco cinza, um cachecol bege e calça preta. Na cena, ela está em um elevador segurando várias pastas em seus braços, com o olhar voltado para baixo. " width="2560" height="1789" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FD7A3512-scaled-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FD7A3512-scaled-1-300x210.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FD7A3512-scaled-1-1024x716.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FD7A3512-scaled-1-768x537.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FD7A3512-scaled-1-1536x1073.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FD7A3512-scaled-1-2048x1431.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FD7A3512-scaled-1-1200x839.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18452" class="wp-caption-text">Vencedora de dois Emmys por <a href="https://personaunesp.com.br/ozark-critica/">Ozark,</a> Julia Garner é uma das atrizes cotadas para interpretar a cantora Madonna <a href="https://www.papelpop.com/2021/01/florence-pugh-e-julia-garner-se-destacam-na-disputa-para-estrelar-cinebiografia-de-madonna-diz-tabloide/">nos cinemas</a> (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A ficha demora para cair de vez, mas ela cai. O clímax do filme se dá quando Jane resolve tentar fazer uma queixa em relação aos acontecimentos que tem observado, e vemos aí a cena mais dilacerante da produção. A sutileza com que ela é acolhida para falar sobre os problemas, e a reação agressiva que recebe na mesma intensidade, que completa o bingo dos questionamentos às denúncias de abuso sexual:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “você está com inveja”</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> “vai destruir sua carreira”</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">“não se preocupe, você nem faz o tipo dele”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Assistente</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um filme cruel até o último minuto. </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-know-this-much-is-true-critica/"><span style="font-weight: 400;">Quebrando os paradigmas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de final feliz que estamos tão acostumados, não há nenhum arco de justiça ou empoderamento. Kitty Green nos agride com a realidade na sua forma mais pura e fria: a falta de apoio e a descrença sobre as vítimas de assédio. E traz uma resposta para um questionamento de muito tempo, sobre como Hollywood conseguiu esconder escândalos sexuais por tantos anos. Não foi muito difícil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O final da trama deixa o destino de Jane em aberto, sobre qual seria sua decisão diante de uma <em>escolha de Sofia</em>. A narrativa se fecha restando uma ponta de ansiedade e curiosidade, e também a certeza de que qualquer um dos caminhos escolhidos seria igualmente destruidor. O futuro da assistente não precisa ser mostrado, pois já o vemos se repetir inúmeras vezes todos os dias.</span></p>
<figure id="attachment_18453" aria-describedby="caption-attachment-18453" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18453 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-Assistente-Amazon-Prime-Video-filme-critica.jpg" alt="A imagem é a foto do cartaz do filme A Assistente. Nela, está a atriz Julia Garner, que interpreta a personagem Jane. Jane é uma mulher branca, de olhos azuis, cabelos loiros e amarrados em um coque, ela veste uma blusa rosa de gola alta e mangas compridas. Na imagem, Jane está virada de perfil para o lado esquerdo, ela segura várias folhas de papel, em seu braço esquerdo, e está folheando com a mão direita. Ao fundo, é possível ver fotos de várias mulheres, que aparentam ser atrizes." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-Assistente-Amazon-Prime-Video-filme-critica.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-Assistente-Amazon-Prime-Video-filme-critica-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-Assistente-Amazon-Prime-Video-filme-critica-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-Assistente-Amazon-Prime-Video-filme-critica-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18453" class="wp-caption-text">O movimento #MeToo teve e ainda tem suas conquistas, mais de 200 homens já <a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/levantamento-mostra-que-movimento-metoo-tirou-201-homens-do-poder-23183032">foram demitidos</a> após acusações públicas de assédio sexual (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Assistente</span></i><span style="font-weight: 400;"> cutuca as feridas que Hollywood insiste em tentar cicatrizar. A falsa vitória dos protestos em prol das vítimas, enquanto </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/oscar-2020-diretoras-esnobadas#13"><span style="font-weight: 400;">mal consegue reconhecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> o esforço de mulheres no meio profissional e manter uma indústria saudável e segura. De nada adiantam as denúncias e manifestações bem sucedidas se abusadores continuarem sendo aplaudidos, ou até mesmo </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020/02/28/cultura/1582925639_379411.html"><span style="font-weight: 400;">premiados</span></a><span style="font-weight: 400;">, como se as consequências de seus atos fosse um mero deslize. </span></p>
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