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	<title>Arquivos Mason Thames &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Se Não Fosse Você dá esperança ao fã de comédias românticas, mas falha quando tenta ser dramático</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2025 13:10:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém alguns spoilers Ana Beatriz Zamai  Inspirado na obra de mesmo nome, Se Não Fosse Você (2019) é mais uma adaptação literária da controversa Colleen Hoover, autora de best-sellers como É Assim que Acaba (2016) e Verity (2018), que também saíram do papel para as telonas, em 2024 e, futuramente, 2026, respectivamente. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-se-nao-fosse-voce/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Se Não Fosse Você dá esperança ao fã de comédias românticas, mas falha quando tenta ser dramático"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Este texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_36016" aria-describedby="caption-attachment-36016" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-800x450.jpg" alt="Mason Thames e Mckenna Grace estão em um momento íntimo e terno ao ar livre, diante de um veículo azul desfocado ao fundo. O rapaz, de cabelos castanhos encaracolados, veste uma jaqueta escura com detalhes claros e segura delicadamente o queixo da moça com a mão. Ele olha para ela com expressão suave e carinhosa, inclinado para a frente. A moça, loira e de cabelos longos e ondulados, encara o rapaz com olhar igualmente afetuoso, enquanto a luz dourada do entardecer ilumina seus rostos, criando uma atmosfera romântica e serena." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5.jpg 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36016" class="wp-caption-text">Adaptação do livro “Se Não Fosse Você”, de Colleen Hoover, mata a saudade de clichês românticos (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado na obra de mesmo nome, </span><i><span style="font-weight: 400;">Se Não Fosse Você </span></i><span style="font-weight: 400;">(2019) é mais uma adaptação literária da controversa Colleen Hoover, autora de </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">É Assim que Acaba</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Verity</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), que também saíram do papel para as telonas, em 2024 e, futuramente, 2026, respectivamente. Porém, para quem não leu o livro, provavelmente não irá associar o filme à escritora, visto que essa não é uma de suas obras mais famosas – e os fatores negativos da adaptação não são somente associados ao desenvolvimento da trama, como no longa estrelado por </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/e-assim-que-acaba-blake-lively-colleen-hoover"><span style="font-weight: 400;">Blake Lively</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-36015"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história é entrelaçada por três mulheres da mesma família, Clara Grant (Mckenna Grace), sua mãe Morgan Grant (</span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/allison-williams-fala-sobre-desafio-de-interpretar-protagonista-se-nao-fosse-voce"><span style="font-weight: 400;">Allison Williams</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Jenny Davidson (Willa Fitzgerald), irmã de Morgan e tia/melhor amiga/confidente de Clara. Morgan e Jenny namoram seus amores de adolescência, Chris Grant (Scott Eastwood) e Jonah Sullivan (Dave Franco); mas, 17 anos depois, a mãe e o tio de Clara descobrem que talvez os pares estejam invertidos: Jenny e Chris sofrem um acidente trágico juntos e os viúvos descobrem que os dois mantinham um caso secreto há anos.</span></p>
<figure id="attachment_36017" aria-describedby="caption-attachment-36017" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36017" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x533.jpg" alt="Cena em uma igreja durante um funeral. Várias pessoas estão sentadas em bancos de madeira, vestindo pretas. No primeiro plano, três mulheres e um homem estão sentados lado a lado, com expressões sérias e tristes. A mulher no centro tem cabelos castanhos e usa um vestido preto; à sua direita, uma mulher loira de cabelos longos e lisos usa uma faixa preta na cabeça e um vestido de renda; à esquerda, o homem veste terno e gravata pretos. Atrás deles, outras pessoas também observam a cerimônia em silêncio." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5.jpg 1555w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36017" class="wp-caption-text">Morgan e Clara precisam lidar com a morte repentina do marido e pai, respectivamente, além da irmã e tia (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma das primeiras </span><a href="https://gshow.globo.com/cultura-pop/filmes/noticia/quem-e-mckenna-grace-ex-atriz-mirim-brilha-em-papel-mais-adulto-em-se-nao-fosse-voce.ghtml"><span style="font-weight: 400;">atuações</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Mckenna Grace como uma adolescente vivendo a ‘vida de jovem’ – aqui entende-se o momento da descoberta dos primeiros amores, o fortalecimento de grandes amizades, e as discussões com os pais, típicas de adolescentes incompreendidos –, a atriz exemplifica muito bem a importância de ter feito tantos bons papéis enquanto ainda era criança. Grace entrega mais uma ótima personagem, com uma atuação leve e natural. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa leveza é muito facilitada pela parceria com Mason Thames, intérprete de Miller Adams, um colega de escola de Clara que se aproxima aos poucos, sem saber que a menina já nutria uma paixão por ele há um tempo. Seja pela direção de Josh Boone ou pelo conhecimento de Mason em ser um adolescente conquistador – conhecimento esse que aparentemente </span><a href="https://www.elle.com/culture/celebrities/a65105795/mckenna-grace-mason-thames-relationship-timeline/"><span style="font-weight: 400;">conquistou</span></a><span style="font-weight: 400;"> a própria Mckenna Grace –, Miller Adams é muito bem representado como um galã romântico de filmes adolescentes clichês, um tipo de personagem que estava longe dos últimos romances das telonas. A química dos jovens atores é muito evidente e muitos dos momentos de afeto entre o casal soam naturais, e não mecanizados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, a naturalidade é vista, infelizmente, apenas nos mais jovens. A grande maioria das cenas entre os adultos são constrangedoras, principalmente as que envolvem Morgan e Jonah. É como se o telespectador estivesse na sala de ensaios do filme, escutando Allison Williams e </span><a href="https://youtu.be/zIvOIujUw-k?si=6P1n2QcF3j4sMAAg"><span style="font-weight: 400;">Dave Franco</span></a><span style="font-weight: 400;"> apenas lendo o roteiro, sem qualquer tipo de emoção, seja nos momentos felizes, apreensivos ou tristes. Há uma ressalva para Williams nas cenas em que a personagem expressa raiva: mãe e filha brigam com certa frequência, e é nessa hora que vemos um brilho de esperança na atuação. Seja nas discussões com Clara ou nos momentos em que sente raiva do falecido esposo, Allison consegue expressar muito bem a irritação da mulher através de gritos dignos de filmes de </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/allison-williams-da-serie-girls-ao-sucesso-em-m3gan-20/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> e expressões faciais e corporais. Mas essa raiva não é o suficiente para convencer o público a gostar do casal viúvo recém formado. Enquanto Clara e Miller exalam química mesmo em conversas casuais, Morgan e Jonah não chegam perto disso nem quando se esforçam muito. </span></p>
<figure id="attachment_36018" aria-describedby="caption-attachment-36018" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-800x534.jpg" alt="Cena em uma cozinha. Um homem e uma mulher estão de frente um para o outro, muito próximos. A mulher, à esquerda, tem cabelos castanhos ondulados, usa uma blusa branca com pequenas estampas vermelhas e jeans. O homem, à direita, usa óculos, camiseta cinza e tem cabelo curto castanho. O clima da cena é tenso, sugerindo uma conversa séria ou emocional. Ao fundo, há armários de madeira e uma pintura colorida encostada na parede, com formas geométricas em vermelho, azul e amarelo. Sobre o balcão, há pratos empilhados e objetos domésticos." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36018" class="wp-caption-text">Morgan e Jonah, antes cunhados, criam uma aproximação enquanto enfrentam o luto (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator negativo, novamente relacionado à Alisson, Dave, Scott e Willa, é o fato deles também interpretarem a versão mais jovem de seus personagens. Como já mencionado, os casais estão juntos desde a adolescência, e a produção achou de bom tom colocar o quarteto com roupas, acessórios e penteados ‘de jovens’ para os momentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashback</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de um filtro no </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/08/02/como-e-o-efeito-digital-que-rejuvenesce-atores-em-filmes"><span style="font-weight: 400;">rosto</span></a><span style="font-weight: 400;">, como se tivessem sido gravados através de </span><i><span style="font-weight: 400;">stories </span></i><span style="font-weight: 400;">do Facebook. O filme tenta, e falha, induzir o leitor a acreditar que a Allison ‘personalizada’ dela mesma no passado teria a mesma idade que Mckenna no presente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A divulgação do longa o define como uma mistura de drama e comédia romântica, e a adaptação é, de fato, dramática, mas se sai muito melhor quando assume o lado cômico. As cenas de drama, além de serem rasas e não aprofundadas, seja pelo roteiro de Susan McMartin ou por seguir fielmente ao livro – Colleen Hoover é produtora executiva, garantindo aos fãs seguir </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/se-nao-fosse-voce-diferencas-filme-livro-colleen-hoover"><span style="font-weight: 400;">precisamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> a obra escrita, seja isso bom ou ruim – são prejudicadas pela atuação do elenco mais velho, como já comentado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os momentos em que o roteiro tenta criar cenas engraçadas são as que fazem o telespectador criar um carinho pela produção – além de, óbvio, o romance jovem. A cena em que Morgan encontra a filha em um carro com Miller, descobre que a garota havia usado maconha durante o funeral do pai e a deixa na porta de casa é um acontecimento emoldurado perfeitamente nas clássicas comédias românticas, além de mostrar uma boa química e atuação conjunta de Williams e Grace. Essas cenas podem ser responsabilizadas por Josh Boone, diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/john-green-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Culpa é das Estrelas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2014), um profissional acostumado a lidar com romances em acontecimentos trágicos e a dirigir momentos de alívio cômico nestas situações. Além disso, a adição da personagem Lexie (Sam Morelos) foi uma boa escolha: a melhor amiga de Clara convive com a família Grant como se fosse uma segunda filha, e não tem medo de pesar o clima com frases cômicas. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Morgan flagrando a Clara e o Miller em #SeNãoFosseVocê! O filme estreia dia 23/10 nos cinemas." width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/KdNt20kRWSQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, </span><i><span style="font-weight: 400;">Se Não Fosse Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um bom passatempo, uma comédia romântica </span><a href="https://sempretextos.substack.com/p/a-estrutura-de-comedias-romanticas"><span style="font-weight: 400;">típica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de agradar o coração e  </span><i><span style="font-weight: 400;">logar </span></i><span style="font-weight: 400;">com 3,75 estrelas no </span><i><span style="font-weight: 400;">Letterboxd </span></i><span style="font-weight: 400;">– 3,5 é pouco, mas 4 já é demais. O longa peca em alguns fatores, como na atuação dos adultos e na pressa para terminar: depois que os dois casais passam pela ‘tempestade’ e ambos estão bem, é como se dissessem para a produção que eles só tinham mais dez minutos para finalizar o longa. Dois fatores deixam essa impressão: deixar apenas um mês como espaço de tempo entre a calmaria e o final clichê – Morgan e Jonah sequer mencionaram os falecidos esposos, já estavam juntos e felizes, com Clara, que, de repente, aceitou a situação sem questionamentos – e a escolha em não contar para a garota que o filho de sua tia com, supostamente, seu tio, na verdade é com seu pai. Seja pela pressa em fechar a história, por furo no roteiro ou por opção dos produtores, foram decisões que prejudicaram o que seria um final agradável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, os fatores que conquistam o público são maiores que os desanimadores: a atuação de Mckenna Grace e Mason Thames conquistam pela química natural e atraente e a história em si é boa, mesmo que não tão bem explorada. Os fãs de comédia romântica lidaram com a </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/o-curioso-maior-desafio-de-se-fazer-comedias-romanticas-hoje-segundo-kate-hudson/"><span style="font-weight: 400;">falta</span></a><span style="font-weight: 400;"> de obras (boas) do gênero no mercado cinematográfico, mas agora podem ir aos cinemas se deleitar de um bom clichê que te dá esperanças no amor – se ignorarem a tentativa falha de dramatizar o filme.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Se Não Fosse Você | Trailer Oficial | LEG | Paramount Pictures Brasil" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wocV1-gZnbE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O Telefone Preto 2 é uma alucinação sobrenatural que entende o trauma, mas se perde em suas sombras</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 13:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: este texto contém alguns spoilers Gabriel Diaz Após quatro anos do primeiro longa, o horror já não está apenas à espreita no porão claustrofóbico, mas se instala na mente, no sonho, no limiar entre o que se vê e o que se teme. Scott Derrickson retorna ao universo da obra original de Joe Hill, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-telefone-preto-2/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Telefone Preto 2 é uma alucinação sobrenatural que entende o trauma, mas se perde em suas sombras"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso</i></b><i><span style="font-weight: 400;">: este texto contém alguns spoilers </span></i></p>
<figure id="attachment_35985" aria-describedby="caption-attachment-35985" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35985" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9-800x533.png" alt="Um adolescente de cabelo castanho e jaqueta verde está dentro de uma cabine telefônica, segurando o telefone próximo ao ouvido e olhando atentamente para um homem do lado de fora. O homem usa uma máscara pálida e rachada com chifres, cabelos longos e roupas escuras, observando o garoto sob uma luz fria e tensa." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35985" class="wp-caption-text">Dentre os rostos marcados pela neve e pela culpa, o horror de O Telefone Preto 2 é mais psicológico do que físico (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Diaz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quatro anos do primeiro longa, o horror já não está apenas à espreita no porão claustrofóbico, mas se instala na mente, no sonho, no limiar entre o que se vê e o que se teme. </span><a href="https://personaunesp.com.br/entre-montanhas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Scott Derrickson</span></a><span style="font-weight: 400;"> retorna ao universo da obra original de Joe Hill, tentando expandir uma história que, no primeiro filme, parecia já ter alcançado seu fim natural. Conhecido por unir fé e medo em clássicos como </span><a href="https://youtu.be/Bi-PLwxwvy8?si=JmG9FByLw98rRnol"><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcismo de Emily Rose</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2005) e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3rz8a6mY1Lo"><i><span style="font-weight: 400;">A Entidade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2012),o diretor retoma aqui temas que o fascinam: o trauma, o sagrado e o invisível. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H6qAKtW7lyo"><i><span style="font-weight: 400;">O Telefone Preto 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, ao mesmo tempo, uma continuação e uma reflexão sobre o que resta do terror quando o monstro morre, porém o medo permanece. O resultado é uma produção ambiciosa e visualmente intrigante, embora irregular no equilíbrio entre simbologia e narrativa.</span></p>
<p><span id="more-35983"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientada em 1982, a trama retorna com o personagem Finney (</span><a href="https://personaunesp.com.br/live-action-de-como-treinar-o-seu-dragao-encanta-visualmente-mas-carece-de-ousadia-narrativa/"><span style="font-weight: 400;">Mason Thames</span></a><span style="font-weight: 400;">), agora adolescente, que vive isolado, marcado pelo passado violento que tenta reprimir. Sua irmã, Gwen (Madeleine McGraw), canaliza as feridas da infância em visões cada vez mais intensas, que a conduzem até Alpine Lake, um acampamento cristão ligado ao passado da mãe. É lá que o horror se reconfigura: o Sequestrador (</span><a href="https://personaunesp.com.br/boyhood-da-infancia-a-juventude-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Ethan Hawke</span></a><span style="font-weight: 400;">), morto, retorna em forma espectral para atormentá-los nos sonhos.</span></p>
<figure id="attachment_35986" aria-describedby="caption-attachment-35986" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-800x534.png" alt="Um homem de cabelos longos e roupas escuras está em uma cozinha industrial iluminada por tons quentes. Ele veste uma máscara branca com chifres e expressão demoníaca, segurando uma faca grande em uma das mãos, com uma postura ameaçadora e olhar voltado para alguém fora do enquadramento." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-8.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35986" class="wp-caption-text">O vilão de Ethan Hawke foi derrotado no longa original, mas retorna para a sequência (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa inversão psicológica é o que aproxima o longa de uma leitura platônica, sobretudo pela evocação da </span><a href="https://fasbam.edu.br/2020/06/25/a-alegoria-da-caverna-de-platao/"><span style="font-weight: 400;">Alegoria da Caverna</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim como os prisioneiros de </span><a href="https://acropole.org.br/artigos/filosofia/platao-biografia-vida-e-obras/"><span style="font-weight: 400;">Platão</span></a><span style="font-weight: 400;">, que confundem sombras com realidade, Gwen e Finney estão presos às imagens do passado, incapazes de distinguir o que é lembrança, delírio ou revelação. A cada sonho, os limites entre luz e escuridão se embaralham, e o terror surge justamente dessa confusão perceptiva. Derrickson parece sugerir que sair da caverna – encarar a verdade – pode ser tão doloroso quanto permanecer nas sombras. O horror aqui é o despertar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visualmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Telefone Preto 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma carta de amor à estética dos </span><a href="https://ecosesilencio.com.br/efeitos-visuais-em-filmes-de-terror-anos-80-x-hoje/"><span style="font-weight: 400;">anos 1980</span></a><span style="font-weight: 400;">. A fotografia granulada, os ruídos visuais e as projeções típicas do gênero </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cmYsRcLMvO8"><i><span style="font-weight: 400;">found-footage</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> criam um clima analógico que reforça a sensação de memória fragmentada, simulando uma experiência sensorial próxima à do sonho – ou, mais especificamente, do delírio. Derrickson não busca o susto pelo susto, prefere a construção lenta da tensão, fazendo do ruído, da pausa e da ambiguidade seus principais instrumentos de medo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, a partir desse ponto, o longa se entrega excessivamente ao simbólico, perdendo a sua linguagem mais brilhante. O roteiro oscila entre a profundidade emocional e o clichê sobrenatural. Ao transformar o Sequestrador em uma figura onírica que invade os sonhos – tal qual uma espécie reformulada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Adgp0v_mfTk&amp;t"><span style="font-weight: 400;">Freddy Krueger</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, o filme perde parte do realismo perturbador que tornava o original tão eficaz. Assim como seu personagem, Ethan Hawke se personifica como um fantasma carregado de pura vingança, contrastando muito de sua personalidade fria e significante do primeiro. A atuação mantém o magnetismo visual, mas carece de novidade: ele assombra, mas não surpreende. O medo, antes físico e palpável, agora se dilui na abstração espiritual e numa performance ignorável.</span></p>
<figure id="attachment_35984" aria-describedby="caption-attachment-35984" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35984" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-800x450.png" alt="Em uma cozinha industrial, uma mulher com cabelo curto e ruivo flutua horizontalmente no ar, gritando com expressão de dor. Duas pessoas, um homem e uma mulher, tentam segurá-la pelas pernas, enquanto panelas e utensílios pendem ao fundo, reforçando a atmosfera sobrenatural da cena." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9.png 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35984" class="wp-caption-text">Madeleine McGraw encara o sobrenatural com uma fé hesitante, tornando-se a protagonista desse pesadelo (Foto: Blumhouse Productions)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, a inversão de protagonismo dá novo fôlego à franquia. Gwen assume o papel central da narrativa, tornando-se uma figura trágica e heróica ao mesmo tempo. Madeleine McGraw entrega uma performance madura, equilibrando fé e desespero, inocência e força – isso não tira as parcelas culposas de que sua personagem é extremamente chata. Mason Thames, por sua vez, explora com sutileza o ressentimento e a raiva do sobrevivente, porém de um modo tão sutil que aparenta ser invisível. De forma clara, seu personagem é uma peça fundamental para o funcionamento do enredo, todavia nem toda a desconstrução do caráter de </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2013/03/bad-boys-hollywood-alec-baldwin"><i><span style="font-weight: 400;">bad boy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez com que tivesse algum destaque, juntando o inútil ao desagradável. Essa dualidade fraterna entre o trauma reprimido de Finney e a sensibilidade visionária de Gwen espelha o próprio conflito entre o real e o ilusório, sobre o que está nas sombras e o que se revela à luz, retomando de forma imperceptível a tensão platônica que o audiovisual encena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O aspecto </span><a href="https://darkside.blog.br/por-que-terror-e-religiao-costumam-andar-juntos/"><span style="font-weight: 400;">religioso</span></a><span style="font-weight: 400;">, constante na filmografia de Derrickson, ressurge no primeiro ato por meio do acampamento cristão e de uma retórica sobre culpa e redenção. No entanto, essa dimensão espiritual se dilui conforme o sobrenatural assume o controle da narrativa. A </span><a href="https://www.contacto.lu/opiniao/black-phone-2-.-pode-ver-este-filme-em-vez-de-ir-a-missa/97045474.html"><span style="font-weight: 400;">fé</span></a><span style="font-weight: 400;"> aparece menos como certeza e mais como tentativa de organizar o caos, um gesto de desespero diante do inexplicável. Se existe um Deus, ele se oculta entre máscaras e ecos distorcidos. Derrickson transforma essa ambiguidade em reflexão: o mal, assim como a verdade, nunca se revela por completo – apenas por fragmentos, por sombras que confundem o olhar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Telefone Preto 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> se sustenta como uma experiência audiovisual de forte apelo estético e simbólico, mas com desequilíbrios narrativos. É um filme que compreende o poder do trauma e da memória, mas se perde em suas próprias metáforas. Derrickson demonstra domínio técnico e sensibilidade emocional, embora o roteiro não acompanhe o mesmo rigor. E talvez seja esse o ponto mais perturbador que a sequência trouxe: o </span><a href="https://www.otempo.com.br/opiniao/diego-almeida/2025/10/17/final-explicado-de-o-telefone-preto-2"><span style="font-weight: 400;">inferno</span></a><span style="font-weight: 400;"> é diferente do que imaginávamos, ele não é quente, é frio. Um frio que não vem das neves do acampamento, e sim do vazio que resta quando o medo congela tudo o que é humano. Ao menos, a produção não chega a ser mais um </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/m3gan-20-por-que-a-sequencia-fracassou-nas-bilheteiras/"><span style="font-weight: 400;">fracasso</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Blumhouse Productions</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Telefone Preto 2 | Trailer Final" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4FTqSFaKyjs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Live-action de Como Treinar o Seu Dragão encanta visualmente, mas carece de ousadia narrativa</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 13:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Stephanie Cardoso O tão aguardado live-action de Como Treinar o Seu Dragão, escrito e dirigido por Dean DeBlois (que também comandou a trilogia animada), finalmente chegou aos cinemas em 2025. A adaptação tenta replicar o sucesso da animação de 2010, que cativou o público com uma história comovente de amizade, crescimento e aceitação. Embora o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/live-action-de-como-treinar-o-seu-dragao-encanta-visualmente-mas-carece-de-ousadia-narrativa/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Live-action de Como Treinar o Seu Dragão encanta visualmente, mas carece de ousadia narrativa"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_35607" aria-describedby="caption-attachment-35607" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35607" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-7-800x448.png" alt=" Cena do filme Como Treinar o Seu Dragão. Na imagem, vemos Soluço montado em Banguela. Soluço é um jovem branco com cabelos castanhos. Ele veste uma roupa de couro escura. Banguela é um dragão preto com olhos grandes e verdes brilhantes. Eles voam acima das nuvens ao entardecer, com o céu em tons dourados e alaranjados ao fundo" width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-7-800x448.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-7-1024x574.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-7-768x431.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-7.png 1090w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35607" class="wp-caption-text">Sendo originário de uma das animações mais amadas e de maior sucesso já feitas, o live-action estreia com a difícil missão de agradar os fãs da produção (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Stephanie Cardoso</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tão aguardado </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Treinar o Seu Dragão</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrito e dirigido por </span><a href="https://youtu.be/50C0269cYAk?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Dean DeBlois</span></a><span style="font-weight: 400;"> (que também comandou a trilogia animada), finalmente chegou aos cinemas em 2025. A adaptação tenta replicar o sucesso da animação de 2010, que cativou o público com uma história comovente de amizade, crescimento e aceitação. Embora o novo filme mantenha a essência emocional da narrativa original, ele tropeça em decisões criativas conservadoras e uma execução que, por vezes, parece excessivamente preocupada em agradar aos fãs antigos sem se reinventar.</span></p>
<p><span id="more-35606"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, acompanhamos Soluço (</span><a href="https://observatoriodocinema.com.br/filmes/como-treinar-o-seu-dragao-por-que-o-novo-ator-de-soluco-parece-tao-familiar/"><span style="font-weight: 400;">Mason Thames</span></a><span style="font-weight: 400;">), um adolescente viking que vive em Berk, uma ilha constantemente ameaçada por ataques de dragões. Ao capturar um Fúria da Noite — um dos animais mais temidos —, eles iniciam uma improvável amizade, e o jovem o dá o nome de Banguela. A relação entre os dois o leva a desafiar as tradições do vilarejo e a provar que a convivência entre humanos e dragões é possível. Entre obstáculos pessoais e conflitos com o pai e também chefe da aldeia, Stoico (</span><a href="https://youtu.be/lebvWmwIxX0?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Gerard Butler</span></a><span style="font-weight: 400;">, também dublador do personagem no longa animado), o personagem principal embarca numa jornada de coragem e transformação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visualmente, a obra é um espetáculo. O</span> <a href="https://youtu.be/dC9zScXfMhI?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dos dragões, em especial do carismático Banguela, impressiona tanto pelo nível técnico quanto pela integração com os cenários reais da ilha de Berk. As </span><a href="https://youtu.be/NdFn4iubj0o?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">sequências de voo</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora mais intensas e imersivas, ganham uma nova dimensão quando transportadas para o realismo do </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com a direção de fotografia por Bill Popes, o longa explora com eficiência os contrastes entre o mundo humano e o fantástico, sem perder o caráter aventuresco que marcou a animação.</span></p>
<figure id="attachment_35608" aria-describedby="caption-attachment-35608" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35608" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-7-800x421.png" alt="Cena do filme Como Treinar o Seu Dragão. Da esquerda para a direita. Vemos Banguela, um dragão preto com olhos verdes. Ele se aproxima calmamente da pessoa a sua frente. Soluço é um jovem branco com cabelos castanhos lisos, caindo sobre a testa. Ele veste uma túnica verde com mangas compridas e um colete de pele. Com o braço estendido, ele toca o focinho de Banguela. O fundo da cena mostra penhascos cobertos por musgo" width="800" height="421" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-7-800x421.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-7-1024x539.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-7-768x404.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-7-1536x808.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-7-1200x632.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-7.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35608" class="wp-caption-text">O vínculo entre Soluço e Banguela continua tão forte quanto na animação (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores méritos da adaptação é sua fidelidade emocional. O </span><a href="https://youtu.be/NAmropVUnQ8?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">vínculo</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre o protagonista e o animal continua sendo o coração da trama, e a jornada do jovem viking em busca de aceitação e coragem é apresentada com honestidade e sensibilidade. A trilha sonora original de </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-features/how-to-train-your-dragon-composer-john-powell-1236293560/"><span style="font-weight: 400;">John Powell</span></a><span style="font-weight: 400;"> retorna com força, elevando os momentos de tensão e ternura e garantindo que a conexão com a versão animada seja profunda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a fidelidade extrema acaba sendo também sua maior limitação. O roteiro é, em grande parte, uma repetição quadro a quadro da </span><a href="https://personaunesp.com.br/dragao-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">animação</span></a><span style="font-weight: 400;">. Faltam ousadia e atualizações de narrativas que justifiquem o </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">. O público se vê diante de uma experiência previsível, que, embora competente, oferece pouco em termos de inovação. Para um filme lançado 15 anos depois, a sensação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">déjà-vu</span></a><span style="font-weight: 400;"> se torna inevitável.</span></p>
<figure id="attachment_35609" aria-describedby="caption-attachment-35609" style="width: 567px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35609" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-7.png" alt="Cena do filme Como Treinar o Seu Dragão. Dois personagens estão sentados próximos a uma parede de madeira escura. À esquerda está o personagem Soluço, um jovem branco e com cabelos castanhos. Ele veste uma blusa de lã azul e um colete de marrom, e segura um elmo prateado com uma mão, enquanto apoia a outra em um machado. À direita está a personagem Astrid, uma jovem negra com seus cabelos trançados em dois rabos. Astrid usa uma armadura metálica nos ombros e uma túnica vermelha por baixo. Ela segura Soluço pela gola da blusa e o encara com firmeza " width="567" height="298" /><figcaption id="caption-attachment-35609" class="wp-caption-text">A caracterização tanto dos dois quanto de todo o resto do elenco foi um dos pontos fortes do filme (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As </span><a href="https://youtu.be/EGwxa1UDYrk?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">atuações</span></a><span style="font-weight: 400;"> são um dos pontos fortes da obra baseada no livro de Cressida Cowell. Mason Thames entrega uma boa interpretação, apesar do desempenho meio contido em algumas cenas. Porém, não consegue alcançar o carisma da </span><a href="https://youtu.be/UEZpHFIqZWY?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">dublagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> original de Jay Baruchel. O restante do elenco cumpre bem suas funções, com destaque para </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nico Parker</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Astrid), mas os diálogos, por vezes artificiais, dificultam uma conexão mais espontânea com os indivíduos do filme. A caracterização também é algo a ser destacado, com personagens que praticamente saíram do longa animado para a vida real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tom do filme oscila na tentativa de trazer uma atmosfera mais sombria e realista. O resultado são cenas mais tensas e com consequências mais palpáveis, o que pode agradar parte do público. No entanto, essa seriedade nem sempre se encaixa com os momentos mais leves herdados da </span><a href="https://youtu.be/2AKsAxrhqgM?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">versão</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2010, criando uma certa inconsistência de tom que afeta o ritmo da narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://personaunesp.com.br/aladdin-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Treinar o Seu Dragão</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma </span><a href="https://www.studiobinder.com/blog/what-is-a-film-adaptation-definition/"><span style="font-weight: 400;">adaptação</span></a><span style="font-weight: 400;"> tecnicamente impecável e emocionalmente familiar. Para os fãs da produção original, ele oferece uma oportunidade nostálgica de revisitar </span><a href="https://www.welcometoberk.com/"><span style="font-weight: 400;">Berk</span></a><span style="font-weight: 400;"> com um novo olhar. Mas para aqueles que esperavam uma reinvenção ousada ou uma nova camada de profundidade, a sensação final pode ser de uma obra visualmente grandiosa, mas criativamente tímida. É um voo seguro, bonito, mas sem grandes acro</span><span style="font-weight: 400;">bacias.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Como Treinar o Seu Dragão - Trailer 1 Oficial Dublado | (Universal Pictures) - HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HIbwgbbJzSs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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