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	<title>Arquivos Mary Bronstein &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Se Eu Tivesse Pernas, Te Chutaria é o retrato torturante, mas necessário do esgotamento feminino</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 13:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isabela Nascimento A ‘histeria feminina’, ou melhor, os sentimentos incompreendidos de mulheres sempre foram abordados nas grandes telas. Por muito tempo, essas emoções eram demonstradas por um olhar masculino extremamente limitado. Porém, agora vemos essas produções lideradas por diretoras que exploram as complexidades e consequências das opressões que as mesmas sofrem ou já presenciaram. Em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/se-eu-tivesse-pernas-te-chutaria-e-o-retrato-torturante-mas-necessario-do-esgotamento-feminino/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Se Eu Tivesse Pernas, Te Chutaria é o retrato torturante, mas necessário do esgotamento feminino"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36927" aria-describedby="caption-attachment-36927" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36927" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-8-800x450.png" alt="Linda está deitada na cama, com a cabeça apoiada na mão olhando para a filha fora de cena. Sua expressão é cansativa e ela está de regata, mostrando algumas tatuagens no braço em um quarto com uma iluminação " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-8-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-8-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-8-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-8-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-8-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-8.png 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36927" class="wp-caption-text">O filme já acumula mais de 60 indicações e 32 vitórias na temporada de premiações de 2025 (Créditos: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Nascimento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ‘</span><a href="https://saude.abril.com.br/medicina/histeria-entenda-o-diagnostico-controverso-e-por-que-ele-deixou-de-ser-utilizado/"><span style="font-weight: 400;">histeria</span></a><span style="font-weight: 400;"> feminina’, ou melhor, os sentimentos incompreendidos de mulheres sempre foram abordados nas grandes telas. Por muito tempo, essas emoções eram demonstradas por um olhar masculino extremamente limitado. Porém, agora vemos essas produções lideradas por diretoras que exploram as complexidades e consequências das opressões que as mesmas sofrem ou já presenciaram.</span></p>
<p><span id="more-36926"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Se Eu Tivesse Pernas, Te Chutaria</span></i><span style="font-weight: 400;">, há um foco em retratar uma dificuldade conhecida por muitas mulheres: o fantasma do abandono que desgasta os aspectos de suas vidas. Linda (</span><a href="https://goldenglobes.com/person/rose-byrne/"><span style="font-weight: 400;">Rose Byrne</span></a><span style="font-weight: 400;">) é uma terapeuta e mãe de uma criança com uma doença que necessita de cuidados especiais. Ela tem um marido que trabalha à distância e se vê ainda mais sozinha quando o teto de seu apartamento cai, obrigando ela a se mudar para um hotel barato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem uma rede de apoio e incompreendida pela médica de sua filha e pelo seu próprio terapeuta, a sua sanidade vai se deteriorando a cada minuto do filme. A solidão e o desespero dominam a sua vida, enquanto sua única vontade é receber ajuda, mas ninguém responde às suas súplicas. Nas sessões com o seu médico (</span><a href="https://letterboxd.com/actor/conan-obrien/"><span style="font-weight: 400;">Conan O’Brien</span></a><span style="font-weight: 400;">), o telespectador sente a dor da protagonista, com a ausência de sensibilidade por parte do profissional.</span></p>
<figure id="attachment_36929" aria-describedby="caption-attachment-36929" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36929" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-6-800x323.png" alt="Linda está em na sala de consultório azul de seu terapeuta, que está sentado à esquerda cum uma expressão indiferente, enquanto ela está deitada no sofá à direita com a mão na cabeça e uma expressão triste no rosto." width="800" height="323" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-6-800x323.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-6-1024x413.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-6-768x310.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-6-1536x620.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-6-1200x485.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-6.png 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36929" class="wp-caption-text">A escolha de Rose Byrne para o papel foi feito após a diretora assistir Physical, série protagonizada por Byrne (Créditos: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Este </span><a href="https://www.theguardian.com/film/2026/feb/11/rose-byrne-taboo-busting-mother-if-i-had-legs-id-kick-you"><span style="font-weight: 400;">sentimento de incapacidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> é perceptível durante todo o longa. A cada situação, Linda é culpada pelas decisões que toma e suas necessidades são ignoradas, enquanto sua ansiedade e agonia dominam estes momentos. As emoções destas cenas, apesar de torturantes, são verdadeiras e essa semelhança com sentimentos reais ganha um novo significado quando a diretora explica a inspiração para a obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em entrevista ao </span><a href="https://cinemafemme.com/2025/10/20/its-not-autobiographical-but-its-all-emotionally-true-mary-bronstein-on-if-i-had-legs-id-kick-you/"><i><span style="font-weight: 400;">Cinema Femme</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Mary Bronstein conta que a história não é autobiográfica, porém é emocionalmente honesta. Segundo ela, anos atrás sua filha precisou fazer um tratamento na Califórnia durante oito meses. Apesar de não ter as mesmas atitudes da personagem, a solidão também foi sua companheira nesse período. Enquanto estava sozinha, ela começou a criar a narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro demorou dois anos para ser finalizado e tem uma trama bem delimitada, porém, não é rebuscada ou grandiosa. É notável que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cIIMrzY9Qs8"><span style="font-weight: 400;">o objetivo da criadora</span></a><span style="font-weight: 400;"> era mostrar as dificuldades da vida de Linda que, mesmo cansada, implora por ajuda enquanto é constantemente ignorada. Este foco é tão bem construído que, durante uma hora e cinquenta minutos de filme, o telespectador se sente preso nessa prisão mental que ela se encontra.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="If I Had Legs I&#039;d Kick You | Official First Look | A24" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JrVRi6qI2cI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A escalação de Rose Byrne como protagonista foi o maior acerto da produção. A dedicação que ela dá para a personagem é extremamente visível e atenciosa. A missão era difícil – envolver o público em uma teia de ansiedade agonizante – e ela faz isso de uma maneira surpreendente. Sua atuação causa um desconforto real em quem assiste, cumprindo o objetivo da diretora. Como recompensa, a atriz está recebendo diversas indicações nesta temporada de premiações, tendo recebido sua primeira indicação ao Oscar de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3dmm1047ndo"><span style="font-weight: 400;">Melhor Atriz</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a primeira estatueta do </span><i><span style="font-weight: 400;">Golden Globes</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Byrne, o elenco coadjuvante também contribui de forma decisiva para a construção do isolamento da protagonista. O psicólogo (Conan O’Brien), a Dra. Spring – curiosamente interpretada pela própria diretora, </span><a href="https://www.vogue.com/article/mary-bronstein-if-i-had-legs-id-kick-you-interview"><span style="font-weight: 400;">Mary Bronstein</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, James (ASAP Rocky) e a filha (Delaney Quinn) entregam atuações sólidas, que reforçam o quanto essa mulher está sozinha e emocionalmente negligenciada.</span></p>
<figure id="attachment_36928" aria-describedby="caption-attachment-36928" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36928" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-7-800x481.png" alt="Linda está deitada na areia com uma expressão triste, a câmera está focada em seu rosto." width="800" height="481" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-7-800x481.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-7-1024x615.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-7-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-7.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36928" class="wp-caption-text">O filme foi filmado em 27 dias, em Montauk em Nova York (Créditos: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A imersão nessa narrativa sufocante também se constrói por meio das escolhas de imagem (</span><a href="https://letterboxd.com/cinematography/christopher-messina/"><span style="font-weight: 400;">Christopher Messina</span></a><span style="font-weight: 400;">) e da montagem (</span><a href="https://letterboxd.com/editor/lucian-johnston/"><span style="font-weight: 400;">Lucian Johnston</span></a><span style="font-weight: 400;">). Em diversos momentos, a câmera se fixa no rosto da protagonista ou evidencia a ausência da filha em cena, que passa a existir apenas como voz ou por meio de planos fragmentados do aparelho utilizado em seu tratamento. Somam-se a isso as recorrentes imagens do buraco, que funcionam como um símbolo condensador: não apenas um espaço físico, mas a materialização de todas as dores que ela carrega.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após assistir o longa, compreendemos melhor a escolha de seu título. Apesar de Linda reagir e demonstrar seu descontentamento, ela continua sendo ignorada e invalidada. Quando seu marido chega, a oportunidade de descansar e fugir das consequências toma sua mente e ela corre para o mar. O </span><a href="https://www.npr.org/2025/10/05/nx-s1-5497193/mary-bronstein-discusses-motherhood-in-her-movie-if-i-had-legs-id-kick-you"><span style="font-weight: 400;">filme retrata de forma crua as dificuldades enfrentadas por muitas mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;">, marcadas pela solidão e pela incompreensão, frequentemente confundidas com histeria e usadas como mecanismo para forçá-las a retornar a uma realidade torturante.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="If I Had Legs I&#039;d Kick You | Official Trailer HD | A24" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ywFDoT7LBbQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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