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	<title>Arquivos Maria João Pinho &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A Sibila: Literatura e Cinema andam de mãos dadas</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 18:19:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Gomez O Cinema, enquanto Arte, amplia horizontes. Seja ao apresentar pontos de vistas únicos que fazem o espectador pensar duas vezes ou retratar uma cultura diferente, entrar em contato com o desconhecido pode também ser desafiador. Na 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, A Sibila é um desses desafios para um público &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-sibila-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Sibila: Literatura e Cinema andam de mãos dadas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31870" aria-describedby="caption-attachment-31870" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-31870" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-1.webp" alt="" width="730" height="486" /><figcaption id="caption-attachment-31870" class="wp-caption-text">A adaptação literária A Sibila integrou a 47ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo na seção Novos Diretores (Foto: Alfama Films)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema, enquanto Arte, amplia horizontes. Seja ao apresentar pontos de vistas únicos que fazem o espectador pensar duas vezes ou retratar uma cultura diferente, entrar em contato com o desconhecido pode também ser desafiador. Na 47ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sibila </span></i><span style="font-weight: 400;">é um desses desafios para um público desavisado: o longa, presente na seção Novos Diretores do festival, adapta o romance homônimo de uma importante escritora portuguesa, Agustina Bessa-Luís.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, diferente de outros escritores portugueses, Bessa-Luís não virou leitura obrigatória no Ensino Médio ou nos vestibulares, e a </span><a href="https://www.blogletras.com/2020/03/a-sibila-de-agustina-bessa-luis.html"><span style="font-weight: 400;">adaptação de sua obra</span></a><span style="font-weight: 400;">, tida por muitos como impossível de ser realizada pelo tom de monólogo, instiga o público a pensar em como a Literatura e o Cinema se constroem, se conectam e se sobrepõem (se é que o fazem). Em pouco mais de uma hora, Eduardo Brito, diretor estreante em longas-metragens, assume o desafio e </span><a href="https://valkirias.com.br/adaptacoes-literarias/"><span style="font-weight: 400;">questiona esses limites</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-31867"></span></p>
<figure id="attachment_31872" aria-describedby="caption-attachment-31872" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31872" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila.jpg" alt="" width="1920" height="709" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-800x295.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-1024x378.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-768x284.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-1536x567.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-1200x443.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31872" class="wp-caption-text">A Sibila foi lançado em Portugual na semana que se comemora o centenário da autora (Foto: Alfama Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como no livro, </span><a href="https://47.mostra.org/filmes/a-sibila-47a"><i><span style="font-weight: 400;">A Sibila</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se passa no interior de Portugal em meados do século XX, em um charmoso casarão rústico, com móveis de madeira, janelas altas e paredes amarelas claras. Nele, Germana (Joana Ribeiro), sentada em uma cadeira de balanço, conta a história da vida da tia, Maria Joaquina (Maria João Pinho) a um amigo. Quina, como a familiar era conhecida, foi a única das irmãs que não se casou e teve filhos e, por isso, criou uma afeição em especial com Germa (a sobrinha).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, como qualquer narrador, a mais nova tem suas opiniões e o monólogo em </span><i><span style="font-weight: 400;">off </span></i><span style="font-weight: 400;">não a deixa mentir. Porém, é através das farpas e dos comentários duvidosos proferidos pela sobrinha que o espectador analisa as situações, equilibrando o que se escuta com o que se vê. Nesse caso, o que se vê são as ações de Maria Joaquina, já que, passeando entre os tempos em uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-longa-viagem-do-onibus-amarelo-critica/"><span style="font-weight: 400;">linguagem cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> dinâmica, o longa mescla a contação de Germa, no presente, às ações de Quina, no passado. A semelhança física entre as duas atrizes tornam a experiência ainda mais curiosa, ao, em um primeiro momento, tentar distinguir quem é quem.</span></p>
<figure id="attachment_31871" aria-describedby="caption-attachment-31871" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31871" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-2.jpg" alt="" width="640" height="430" /><figcaption id="caption-attachment-31871" class="wp-caption-text">Desde jovem, Quina usa seu poder de manipulação a seu favor (Foto: Alfama Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo e voltando entre tempos da narrativa, mas sem sair da mesma sala da Casa da Vessada que foi herdada por Quina, </span><a href="https://asibila-filme.com/"><i><span style="font-weight: 400;">A Sibila</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">impõem um ritmo que frequentemente se contrapõem à narração. Enquanto a caracterização bucólica e a sensação de isolamento prevalecem entre ambos &#8211; essa segunda parte graças à fotografia de Mário Castanheira, que filma amplos ambientes internos e externos destacando a ausência de corpos -, a condução em forma de monólogo pede um passo atrás.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque a obra se constrói em um texto que parece tirado diretamente do livro base. Com uma língua afiada e um punho fechado, a protagonista reproduz falas literárias que fascinam pela </span><a href="https://www.dn.pt/cultura/eduardo-brito-ao-filmar-a-sibila-era-preciso-nao-perder-a-riqueza-das-palavras-de-agustina-17145626.html"><span style="font-weight: 400;">riqueza de vocabulário</span></a><span style="font-weight: 400;"> e construções frasais únicas &#8211; embora afastem o espectador, que, pelo menos nas sessões da Mostra de São Paulo, não recebeu uma legenda adaptada para o português brasileiro e pode ter perdido parte da complexidade da narrativa. Tamanho é o floreio na escrita, em um roteiro também de Eduardo Brito, que é como assistir um filme narrado pelas irmãs Brontë ou Jane Austen &#8211; ou por Agustina Bessa-Luís.</span></p>
<figure id="attachment_31869" aria-describedby="caption-attachment-31869" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31869" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3.webp" alt="" width="1280" height="692" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3.webp 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3-800x433.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3-1024x554.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3-768x415.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3-1200x649.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31869" class="wp-caption-text">No filme, homens são coadjuvantes para as duas protagonistas (Foto: Alfama Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além da condução, a narração e a atuação das duas protagonistas engrandecem o roteiro de </span><a href="https://47.mostra.org/diretores/eduardo-brito"><span style="font-weight: 400;">Brito</span></a><span style="font-weight: 400;">: desde o início, Germa retrata Quina de uma forma manipuladora, mas também extremamente esperta e resistente às adversidades de uma sociedade que a subjugava. Descrita como “</span><i><span style="font-weight: 400;">possuidora de todo o puro enigma do ser humano</span></i><span style="font-weight: 400;">”, na voz de Joana Ribeiro a mais velha ainda ganha tons de mistério, como se seus negócios nada secretos tivessem motivos alternativos por trás, uma espécie de feitiçaria. No entanto, o que se mostra na tela é uma Maria Joaquina simples, com desejos que não passam de ganância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-vazio-de-domingo-a-tarde-critica/"><span style="font-weight: 400;">dualidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> vividas intensamente por Maria João Pinho retratam uma personagem solitária, que não se tornaria submissa a um homem apenas por convenção, mas que, pelo desejo por propriedades, jóias e outros bens materiais, afastou o afeto e comprava o amor da família. Germa foi uma das agraciadas: a sobrinha, uma criança curiosa e questionadora que se afastou da tia na infância, se reconectou com ela posteriormente. Na idade adulta, as diferenças &#8211; a mais nova foi viver na cidade e estudar artes, enquanto a mais velha defendia a vida no interior e os ensinamentos dos deveres de casa &#8211; criam uma relação magnética de admiração, mas também de ciúmes e ainda mais ganância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sobrevivencia-da-bondade-critica/"><span style="font-weight: 400;">complexidade da protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> ganha novos tons em sua relação com Custódio (Raimundo Cosme), criança moradora da Casa da Vessada antes de Quina herdar a posse do lugar. Adotado afetivamente, ele foi criado com a mesma sede por riqueza que ela. Porém, sob sua rigidez, se tornou um jovem ocioso e dependente, que, sem planos de vida, espera somente o testamento da mais velha. O filho adotivo, assim como os outros homens da trama &#8211; pais, irmãos e maridos &#8211; são os donos daquela Portugal arcaica e rural, mas, em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sibila</span></i><span style="font-weight: 400;">, a visão feminina de Germa sobre a tia a coloca em um local de superioridade ao gênero oposto: eles podiam ditar as regras no mundo, mas nas terras herdadas por Quina, especialmente no Casarão da Vessada, ela quem mandava.</span></p>
<figure id="attachment_31868" aria-describedby="caption-attachment-31868" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31868" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4.jpg" alt="" width="1280" height="691" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4-1200x648.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31868" class="wp-caption-text">A semelhança física entre as intérpretes das protagonistas é, no mínimo, curiosa (Foto: Alfama Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Jogando um olhar sob uma Portugal patriarcal, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sibila </span></i><span style="font-weight: 400;">subverte uma lógica simplista ao retratar duas personagens decididas, cheias de nuances e defeitos (que podem tornar até difícil a conexão), mas sempre dispostas a bater de frente com quem fosse para conseguir o que queriam &#8211; inclusive, uma com a outra. Com um texto extremamente literário, o envolvimento depende da disposição em decifrar um idioma homônimo ao nosso, porém com poucos traços de similaridade prática. Em um exercício de como a linguagem cinematográfica pode corroborar com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-em-chamas-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">adaptação literária</span></a><span style="font-weight: 400;">, Eduardo Brito mostra que ambas Artes andam de mãos dadas. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-sibila-critica/">A Sibila: Literatura e Cinema andam de mãos dadas</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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