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	<title>Arquivos Marcos Henrique &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Extermínio: A Evolução encontra beleza ao contemplar a morte</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 15:49:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Marcos Henrique Através do cenário político dos EUA nos anos 60 e de referências do folclore eslavo, George Romero, o ‘pai dos zumbis’, desenvolve conceitos que desenharam o que hoje conhecemos como apocalipse zumbi: um cenário onde os mortos se levantam de suas covas famintos por carne humana e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-exterminio-a-aevolucao/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Extermínio: A Evolução encontra beleza ao contemplar a morte"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_35423" aria-describedby="caption-attachment-35423" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35423" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2-800x450.jpg" alt="Cena do filme Extermínio: A Evolução Ao centro da imagem, existe uma pilha de crânios humanos reforçada por hastes de madeira horizontais. Ao fundo, há uma floresta densa e diversas colunas, também feitas de ossos. O céu está parcialmente nublado, compondo uma atmosfera sombria e perturbadora." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35423" class="wp-caption-text">Danny Boyle e Alex Garland retornam para a franquia depois de 23 anos (Foto: Sony)</figcaption></figure>
<p><b>Marcos Henrique</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através do cenário político dos EUA nos anos 60 e de referências do folclore eslavo, </span><a href="https://averdade.org.br/2020/10/os-zumbis-politizados-de-george-romero/"><span style="font-weight: 400;">George Romero</span></a><span style="font-weight: 400;">, o ‘pai dos zumbis’, desenvolve conceitos que desenharam o que hoje conhecemos como apocalipse zumbi: um cenário onde os mortos se levantam de suas covas famintos por carne humana e sem nenhum resquício de humanidade. Apesar de, ao longo das décadas, o </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/filmes-de-zumbis-essenciais"><span style="font-weight: 400;">subgênero</span></a><span style="font-weight: 400;"> ter se modificado para algo muito mais ‘pipoca’ e focado no horror — o que não é negativo —, é importante lembrar que ele sempre foi rico em pautas sociais, procurando, em meio a um mundo dominado por seres canibais, criticar a sociedade materialista e, principalmente, o instinto de sobrevivência dos seres humanos, que os tornava tão violentos quanto aqueles que combatiam.</span></p>
<p><span id="more-35421"></span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Em 2002, Alex Garland (</span><i><span style="font-weight: 400;">Ex_Machina: Instinto Artificial</span></i><span style="font-weight: 400;"> – 2014) escreveu a história de </span><i><span style="font-weight: 400;">28 Days Later</span></i><span style="font-weight: 400;">, erroneamente traduzido no Brasil como </span><a href="https://www.corposamarelos.com.br/filme-exterminio-um-olhar-renovado-sobre-o-genero-zumbi"><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O roteirista resgata as raízes do subgênero estabelecidas por Romero, mas também utiliza o horror como peça fundamental na construção da ambientação. Ao lado de </span><a href="https://rollingstone.com.br/artigo/danny-boyle-e-sua-mente-brilhante/"><span style="font-weight: 400;">Danny Boyle</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, mesmo com limitações técnicas e um baixo orçamento, dirige como um mestre do Cinema, experimentando novos estilos de filmagem que moldaram o que o longa viria a se tornar. A produção recebeu uma continuação em 2007, chamada </span><i><span style="font-weight: 400;">28 Weeks Later</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio 2</span></i><span style="font-weight: 400;">, que não contou com o envolvimento dos criadores originais da franquia. Até que, em 2025, Boyle e Garland retornam para um terceiro longa: </span><i><span style="font-weight: 400;">28 Years Later</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio: A Evolução</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma continuação direta do primeiro filme, que promete resgatar a franquia e os zumbis de forma tão inovadora quanto na obra original.</span></p>
<figure id="attachment_35424" aria-describedby="caption-attachment-35424" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35424" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-800x448.jpg" alt="Cena do filme Extermínio: A Evolução Na imagem, há um infectado de aparência cadavérica encarando a câmera, com olhos arregalados e expressão perturbadora. A figura tem o corpo extremamente magro e ossudo, com marcas de sangue seco e machucados. Ao fundo, há um campo com flores amarelas desfocadas sob um céu claro." width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-1536x861.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-1200x672.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35424" class="wp-caption-text">O título 28 Years Later, ou 28 Anos Depois em português, faz referência a passagem de tempo em relação ao surto do vírus (Foto: Sony)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">28 anos após a infestação da variante do </span><a href="https://screenrant.com/28-days-later-rage-virus-explained/"><span style="font-weight: 400;">vírus da raiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela Grã-Bretanha, acompanhamos a história de Spike (Alfie Williams), um garoto de 12 anos, e seus pais: Jamie (Aaron Taylor-Johnson), um homem violento e impulsivo, e Isla (Jodie Comer), uma mulher em condição de saúde delicada. A família vive em uma lugar isolado, onde sobreviventes conseguiram encontrar refúgio e começar uma nova sociedade. Isso se deve ao abandono da ilha, que foi colocada em quarentena e deixado à mercê da própria sobrevivência, gerando um cenário propício para o surgimento de diferentes comunidades e para a adaptação dos infectados. A trama gira em torno do amadurecimento de Spike, que, para salvar sua mãe, precisa confrontar o pai e partir rumo ao território proibido, onde acredita poder encontrar ajuda médica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, em 2002, a franquia reinventou o gênero e abriu um novo caminho para as obras de zumbis, agora é ela quem se beneficia dos conceitos desenvolvidos por suas sucessoras, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/twd-10a-temporada-critica/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-ii-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2013), em um processo de retroalimentação. A escolha de ambientar a história anos à frente, em um mundo apocalíptico dominado por infectados e diferentes grupos de resistência, além de um maior cuidado com a psique dos personagens humanos, são bons exemplos dessa influência. A evolução dos infectados, que passaram a se adaptar ao ambiente e se dividir em diferentes classes, como rastejantes e alfas, é resultado direto da abordagem biológica introduzida por The Last of Us em seu universo.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Boyle, mais uma vez, inova em suas técnicas de condução de histórias, ao mesmo tempo em que homenageia sua trajetória no início da franquia. Se em 2002 as filmagens foram feitas com uma Canon XL1, que deu ao longa aquela ambientação suja e desagradável, no de 2025 o diretor optou por utilizar o </span><a href="https://sempreupdate.com.br/iphone-15-filma-sequencia-28-anos-depois/"><span style="font-weight: 400;">iPhone 15 Pro Max</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na verdade, vários deles, adaptados com lentes DSLR e combinados com câmeras tradicionais e GoPros, o que dá um senso de continuidade e evolução em relação ao original, além de criar um estilo bruto de extremo bom gosto. Dizer que </span><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio: A Evolução</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><a href="https://arthurtuoto.com/2021/02/22/o-que-e-um-filme-experimental/"><span style="font-weight: 400;">filme experimental</span></a><span style="font-weight: 400;"> talvez seja um exagero, no entanto, a inventividade da direção na realização das cenas e na forma como são testados movimentos de câmera e enquadramentos deixa claro que o longa flerta com essa ideia.</span></p>
<figure id="attachment_35422" aria-describedby="caption-attachment-35422" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35422" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-800x420.jpg" alt="Cena dos bastidores de Extermínio: A EvoluçãoNo centro da imagem, um ator caracterizado como infectado aparece com o corpo coberto de sangue e lama, cercado por uma estrutura semicircular equipada com vários iPhones 15 Pro Max, usados para capturar imagens em 180 graus. Técnicos de produção ajustam o equipamento enquanto capturam a cena de perseguição em uma floresta sombria, cercada por árvores altas." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35422" class="wp-caption-text">O diretor utilizou cerca de 20 iPhones 15 Pro Max simultaneamente, apoiados em estruturas customizadas para criar cenas de ação em 180° com uma pegada visceral (Foto: Sony)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia de Anthony Dod Mantle (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/127-horas-critica"><i><span style="font-weight: 400;">127 Horas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – 2010), parceiro de longa data de Boyle, passeia por uma Grã-Bretanha devastada e, ao mesmo tempo, deslumbrante. Em meio a toda a sujeira, violência e perigo, excepcionalmente ambientados ao longo de locações reais, encontramos momentos de contemplação genuína, desde as montanhas da Escócia a lugares intimidadores, como o templo de ossos criado por um dos sobreviventes na ilha dos infectados. Um local que, a princípio, é nojento e perturbador, mas que, com o desenrolar da trama e o aprofundamento da mensagem, revela-se como um espaço de aprendizado e esperança. É nessa sensibilidade escondida em um universo tão violento que encontramos o coração da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Garland desenvolve bons personagens, resultados claros de um mundo pós-apocalíptico e de uma sociedade preparada para o pior, mesmo após terem encontrado conforto em suas vidas na ilha. Spike é um retrato vivo do afeto camuflado dentro da narrativa, um personagem cuja criação se deu a partir de uma masculinidade opressora que o pressiona a se tornar homem por meio da violência. No entanto, ele não aceita que, para amadurecer, precise se submeter a tamanha escuridão. É a partir desse confronto interno que Spike se conecta com a fotografia de Dod Mantle, pois, assim como ela, encontra forças em sua sensibilidade, provando a si mesmo que o amadurecimento também pode vir da compaixão. O roteirista ainda foi capaz de encaixar temas como a </span><a href="https://viventeandante.com/critica-exterminioa-evolucao-tem-memento-mori/"><span style="font-weight: 400;">inevitabilidade da morte</span></a><span style="font-weight: 400;">, cravada em fortes mantras estoicistas, e críticas às forças militares corrompidas pelo poder.</span></p>
<figure id="attachment_35425" aria-describedby="caption-attachment-35425" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-3-800x303.jpg" alt="Cena do filme Extermínio: A EvoluçãoNa imagem, vemos um campo aberto com uma enorme árvore ao centro, posicionada ao fundo. Ao redor dela, várias silhuetas de infectados aparecem ao longe, correndo em direção à câmera. O céu azul claro ocupa grande parte da composição, reforçando o contraste entre a serenidade do ambiente e a ameaça iminente." width="800" height="303" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-3-800x303.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-3-1024x388.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-3-768x291.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-3.jpg 1167w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35425" class="wp-caption-text">Em uma entrevista à Empire, Jodie Comer revelou o terror que sentiu ao gravar as cenas de fuga no set, segundo ela, os intérpretes dos infectados não aliviaram na velocidade (Foto: Sony)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio: A Evolução</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ótimo retorno para a franquia e um resgate necessário dos zumbis nas telonas. Alex Garland assinou o roteiro para uma trilogia de filmes; a sequência, </span><i><span style="font-weight: 400;">28 Years Later: The Bone Temple</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio: O Templo de Ossos</span></i><span style="font-weight: 400;">, está prevista para o primeiro semestre de 2026, com direção de Nia DaCosta (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-lenda-de-candyman-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda de Candyman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – 2021). Um terceiro capítulo, com o retorno de Danny Boyle, será lançado caso os dois primeiros sejam bem recebidos. Se as continuações seguirem o caminho de uma narrativa rica em temas humanitários e ousadia técnica, como neste primeiro, já se pode considerar a trilogia um dos maiores acertos do cinema de horror.</span></p>
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		<title>Bailarina (2025) dança bem, mas não escolhe sua própria coreografia</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 21:44:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Marcos Henrique O Cinema de ação hollywoodiano jamais foi o mesmo após a estreia de John Wick &#8211; De Volta ao Jogo (2014). O longa chamou atenção não apenas pelo ícone que o personagem interpretado por Keanu Reeves se tornou, mas também pelo seu esmero técnico, que trouxe novas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-bailarina-do-universo-john-wick/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Bailarina (2025) dança bem, mas não escolhe sua própria coreografia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_35353" aria-describedby="caption-attachment-35353" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35353" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-800x450.jpg" alt="Cena do filme BailarinaNa imagem, a personagem Eve Macarro, interpretada por Ana de Armas, está centralizada em um plano médio com enquadramento frontal. Ela se encontra em um corredor iluminado por luzes de néon rosa e roxa, que formam linhas paralelas ao fundo. Há pessoas ao redor, criando um efeito visual que remete a uma festa em uma boate. Eve é uma mulher branca, magra, de cabelos pretos, e está vestindo um casaco com gola de pelos e uma roupa brilhante em tons de vermelho." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35353" class="wp-caption-text">Eve Macarro não é a versão feminina de John Wick (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><b>Marcos Henrique</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema de ação </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodiano</span></i><span style="font-weight: 400;"> jamais foi o mesmo após a estreia de </span><a href="https://clubdofilme.com.br/john-wick-franquia-redefiniu-acao/"><i><span style="font-weight: 400;">John Wick &#8211; De Volta ao Jogo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014)</span></a><span style="font-weight: 400;">. O longa chamou atenção não apenas pelo ícone que o personagem interpretado por Keanu Reeves se tornou, mas também pelo seu esmero técnico, que trouxe novas formas de filmar ação e dirigir coreografias de lutas hipnotizantes. Mérito de Chad Stahelski e David Leitch, dois ex-dublês que sabiam exatamente o que estavam fazendo ao escolherem dirigir a obra. Assim surgiu o vasto — e rico — universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick</span></i><span style="font-weight: 400;">, que rendeu alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-offs</span></i><span style="font-weight: 400;">, como a minissérie </span><i><span style="font-weight: 400;">The Continental</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023) e o mais recente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bailarina</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2025), o primeiro filme derivado da franquia.</span></p>
<p><span id="more-35349"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a direção de Len Wiseman (</span><a href="https://cinemaemcena.com.br/critica/filme/6801/anjos-da-noite-underworld"><i><span style="font-weight: 400;">Anjos da Noite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e escrita de Shay Hatten (</span><a href="https://personaunesp.com.br/army-of-the-dead-invasao-em-las-vegas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Army of the Dead</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), acompanhamos a jornada de vingança de Eve Macarro, interpretada por Ana de Armas. Quando criança, a garota presenciou o violento assassinato de seu pai, organizado por uma seita misteriosa de assassinos habilidosos. Após ser acolhida e treinada por anos pela Ruska Roma — uma organização criminosa que integra a Alta Cúpula —, Eve decide confrontar seu passado e resolver assuntos pendentes. A trama se passa entre </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick 3: Parabellum</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/john-wick-4-baba-yaga-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">John Wick 4: Baba Yaga</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_35350" aria-describedby="caption-attachment-35350" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-4-800x450.png" alt="Cena do filme BailarinaNa imagem, Eve está em um banheiro de boate. Há manchas de sangue espalhadas na parede ao lado junto ao corpo de um homem morto, sugerindo que ela deixou um rastro de caos. Diante do espelho, ela se encara intensamente, como se buscasse recuperar as forças antes de seguir com a matança. A personagem veste uma regata preta, calça da mesma cor e um coldre, compondo um visual tático." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-4.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35350" class="wp-caption-text">O treinamento de Ana de Armas foi intenso, com 4 meses de preparação, incluindo dieta e treinos específicos com armas, dublês e Keanu Reeves (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha de Len Wiseman na direção é curiosa. A franquia nunca se destacou pela profundidade de seus personagens ou pela capacidade de inovar o Cinema com grandes histórias. Na verdade, sua força sempre esteve na apreciação da </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/ranking-de-john-wick-3-cenas-de-acao-mais-epicas-e-sangrentas-da-franquia-lista/"><span style="font-weight: 400;">técnica</span></a><span style="font-weight: 400;">, nas ótimas cenas de ação e na maneira como elas influenciaram o gênero. Ainda assim, o diretor, que nunca se destacou por essas qualidades, consegue manter a excelência dos filmes anteriores e dirigir bons momentos. A interação com o cenário, as sequências sem cortes e a fluidez, tratada como prioridade, são características marcantes da ação em </span><i><span style="font-weight: 400;">Bailarina</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem rumores de que Chad Stahelski refilmou boa parte da obra devido à péssima recepção do público nas </span><a href="https://estacaonerd.com/bailarina-exibicao-teste-de-derivado-de-john-wick-foi-catastrofica-e-filme-passara-por-refilmagens-confira/"><span style="font-weight: 400;">exibições-teste</span></a><span style="font-weight: 400;"> realizadas em 2024. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Lionsgate</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda não se pronunciou sobre o assunto e, talvez, esteja esperando a reação do público após a estreia para então revelar essa curiosidade dos bastidores. Dito isso, não seria surpresa se os boatos forem confirmados. Stahelski deixou bem clara sua marca na franquia ao longo de quatro filmes, e qualquer apreciador de seu trabalho pode reconhecer sua influência neste também.</span></p>
<figure id="attachment_35352" aria-describedby="caption-attachment-35352" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35352" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-800x533.jpg" alt="Cena do filme BailarinaNa imagem, Eve Macarro luta intensamente contra um homem loiro em um ambiente industrial em chamas. Os dois disputam com um lança-chamas, ambos em funcionamento, lançando fogo para o alto. Eve veste um casaco escuro e seu rosto está ferido. O fundo está tomado por fogo e sombras, criando uma atmosfera tensa e caótica." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35352" class="wp-caption-text">Ana de Armas revela que chorou após enfrentar o desafio de usar um lança‑chamas pela primeira vez (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, se por um lado o longa mantém o ótimo nível técnico na direção da ação, por outro, se desprende do vazio narrativo enraizado desde o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao nos apresentar uma </span><a href="https://ageleia.com.br/artigo/bailarina-filme-universo-john-wick-assistir-2025/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito mais cativante. Eve Macarro, embora compartilhe a jornada vingativa com Wick, age de forma contrária ao personagem. Enquanto ele busca deixar a vida de assassino, ela tenta desesperadamente fazer parte dela, uma pupila em ascensão, buscando a vingança, o pecado, criando uma clara analogia com Eva, que renegou o paraíso ao escolher desobedecer o seu criador. Porém, a expulsão do Jardim do Éden não é punição aqui, longe disso, a negação do divino e a aceitação do perverso é o que a torna atrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ana de Armas é perspicaz ao valorizar a intensidade corporal como parte essencial de sua performance. A dedicação da atriz, que </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/4-meses-de-treinamento-e-dieta-maluca-foi-assim-a-preparacao-de-ana-de-armas-para-bailarina-spin-off-de-john-wick-entrevista,4b22eff36afbd8024ed46f71cdc38aa737nbvse9.html#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">treinou severamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> por quatro meses, é notável e muito bem aproveitada. Não se faz necessário uma carga dramática, afinal, o longa nunca se propôs a isso. O que realmente importa é a brutalidade, o improviso e o dinamismo da personagem entregue durante as cenas de ação. Além disso, é reaproveitado, de forma positiva, um único conceito de seu antecessor. Se em </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick</span></i><span style="font-weight: 400;"> temos o </span><a href="https://www.bbc.com/culture/article/20221118-baba-yaga-the-greatest-wicked-witch-of-all"><span style="font-weight: 400;">Baba Yaga</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Eve conhecemos a </span><a href="https://mythus.fandom.com/wiki/Kikimora"><span style="font-weight: 400;">Kikimora</span></a><span style="font-weight: 400;">, mais uma figura do folclore eslavo, um espírito feminino conhecido por assombrar lares em crise.</span></p>
<figure id="attachment_35351" aria-describedby="caption-attachment-35351" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35351" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-800x533.jpg" alt="Cena dos bastidores de BailarinaAo lado esquerdo da imagem, vemos Ana de Armas caracterizada como Eve, segurando uma submetralhadora apoiada em seu ombro direito e apontando-a para frente. À direita, o diretor Len Wiseman observa atentamente a cena, vestindo um gorro e um casaco escuros, como se orientasse ou acompanhasse a ação. Len é um homem branco, com cabelos levemente grisalhos." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35351" class="wp-caption-text">A direção é um deleite visual com lutas extremamente inventivas (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma Hollywood ideal, os criadores teriam investido fortemente no desenvolvimento solo da </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/06/04/nao-me-sinto-substituindo-ninguem-diz-ana-de-armas-sobre-protagonista-de-bailarina-novo-filme-do-universo-de-john-wick.ghtml"><span style="font-weight: 400;">nova estrela</span></a><span style="font-weight: 400;">, deixando de lado as conexões entre filmes e o endeusamento do antigo protagonista. Mas ainda não chegamos lá, e as decisões comerciais tomadas em </span><i><span style="font-weight: 400;">Bailarina </span></i><span style="font-weight: 400;">acabaram se tornando grandes obstáculos. Desde seu anúncio, a produção já procurava se ancorar no personagem de Keanu Reeves, intenção evidente nos trailers, pôsteres e até no título oficial: </span><i><span style="font-weight: 400;">Bailarina &#8211; Do Universo de John Wick</span></i><span style="font-weight: 400;">. Do ponto de vista mercadológico, a decisão faz sentido e deve gerar o </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/bailarina-honra-john-wick-com-lancamento-estrondoso-nos-eua/"><span style="font-weight: 400;">efeito comercial</span></a><span style="font-weight: 400;"> esperado. Ainda assim, até que ponto escolhas voltadas ao lucro podem comprometer a liberdade criativa de um projeto? A verdade é que não deveriam. O excesso de John Wick impacta negativamente o crescimento da nova protagonista, criando momentos que, muitas vezes, soam como a voz do estúdio dizendo: “Espere um pouco, este filme também é sobre ele”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Bailarina</span></i><span style="font-weight: 400;">, John Wick não era necessário, sua presença foi fruto do medo dos produtores de apostar no novo, no diferente, e de, a partir disso, visar algo maior do que uma boa bilheteria. Ainda assim, o filme abre portas para </span><a href="https://atarde.com.br/cineinsite/bailarina-2-confirmado-filme-deve-expandir-universo-john-wick-com-novos-inimigos-1330099"><span style="font-weight: 400;">novas histórias</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Eve Macarro e, mais uma vez, para um possível crossover entre Ana de Armas e Keanu Reeves. Fato é que este não era o momento para isso e, por consequência, a oportunidade de enriquecer os personagens deste universo, acaba se limitando ao apego ao original e à falta de confiança em trazer novos ares para a franquia.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Bailarina - Do Universo de John Wick | Trailer Oficial Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Ankeq0lh7Zw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>25 anos de Gladiador: Quando o Cinema reviveu Roma e nos lembrou que até impérios podem sangrar</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2025 23:58:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcos Henrique Sabe quando tomamos uma decisão que, à primeira vista, parecia extremamente difícil, mas que, depois de feita, começa a se mostrar a escolha óbvia e certa? Essa é a história de Ridley Scott com o roteiro de Gladiador (2000), filme que marcou a virada do século com o retorno do gênero épico aos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/gladiador-25-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "25 anos de Gladiador: Quando o Cinema reviveu Roma e nos lembrou que até impérios podem sangrar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35274" aria-describedby="caption-attachment-35274" style="width: 728px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35274 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/movie-gladiator-wallpaper-preview.jpg" alt="Cena do filme Gladiador.Na imagem, o personagem Maximus aparece de costas, do lado direito da imagem, caminhando pelos campos dourados em direção à sua família, que o aguarda ao fundo da imagem. Ele veste sua armadura de gladiador e está nos Campos Elíseos, representando sua passagem para o pós-vida. Máximus é um homem adulto, de pele branca e cabelos pretos. " width="728" height="410" /><figcaption id="caption-attachment-35274" class="wp-caption-text">“O que fazemos em vida ecoa na eternidade” (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Marcos Henrique</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe quando tomamos uma decisão que, à primeira vista, parecia extremamente difícil, mas que, depois de feita, começa a se mostrar a escolha óbvia e certa? Essa é a história de Ridley Scott com o </span><a href="https://www.curioteca.com.br/2022/05/20-curiosidades-sobre-o-filme-gladiador-2000.html#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gladiador</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000), filme que marcou a virada do século com o retorno do gênero épico aos cinemas e nos apresentou a poética e grandiosa jornada de Maximus Decimus Meridius (Russell Crowe).</span><span id="more-35272"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, o diretor não aprovou a ideia de dirigir a produção, pois estava focado em trabalhar nas sequências de outras franquias, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Alien</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/blade-runner-2049-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Blade Runner</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, em uma visita a Roma, ao vislumbrar a arquitetura da cidade e as pinturas de gladiadores em combate, sua decisão tomou um rumo diferente. Após este contato profundo com a cultura greco-romana, Ridley Scott aceitou fazer o longa.</span></p>
<figure id="attachment_35275" aria-describedby="caption-attachment-35275" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35275" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/on-the-set-of-gladiator-behind-the-scenes-2000-v0-mda1dlmqfg9a1.png" alt="Cena de bastidores do filme GladiadorNa imagem, Russell Crowe, caracterizado como Maximus com roupas sujas e ferimentos cenográficos no ombro, conversa e sorri com o diretor Ridley Scott nos bastidores do filme. Scott, um homem mais velho de barba branca e boné vermelho, gesticula com as mãos enquanto fala. A cena se passa em um set ao ar livre, com figurantes ao fundo. " width="640" height="359" /><figcaption id="caption-attachment-35275" class="wp-caption-text">Ridley Scott e Russell Crowe, embora discutissem constantemente nos bastidores, formaram uma das parcerias mais marcantes do Cinema (Foto: Variety)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">25 anos após o lançamento, ainda podemos nos emocionar com a história do escravo que desafiou um império. </span><i>Gladiador </i><span style="font-weight: 400;">nos conta a jornada de Maximus, o maior general de Roma e braço direito de </span><a href="https://estoicismopratico.com/blog/quem-foi-marco-aurelio-o-imperador-filosofo"><span style="font-weight: 400;">Marco Aurélio</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Richard Harris), o imperador da época. Ao longo das conquistas do império, o general se tornou uma figura extremamente importante e essencial para a glória da cidade, o que o tornou o sucessor perfeito para o trono. Porém, </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/historia-quem-foi-o-imperador-comodo-filho-de-marco-aurelio.phtml"><span style="font-weight: 400;">Cômodo</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Joaquin Phoenix), filho do imperador e herdeiro do trono, não aceita o desprezo do próprio pai e o assassina a sangue frio, assumindo o título de imperador e ordenando a execução de Maximus e sua família. Mas ele sobrevive e, após ver sua família morta, passa o resto de seus dias em busca de vingança.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A direção de Ridley Scott, somado à fotografia de John Mathieson e o impecável design de produção liderado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jE9Iajvm0vo"><span style="font-weight: 400;">Arthur Max</span></a><span style="font-weight: 400;">, remontam a Roma Antiga até nos mínimos detalhes, desde os figurinos ornamentados até a grandiosidade do Coliseu. Uma curiosidade interessante é a de que não foi permitido fazer as gravações na capital da Itália, onde o enredo se passa. Por isso, a produção decidiu explorar outras extensões do </span><a href="https://rotunnocidadania.com.br/blog/imperio-romano/"><span style="font-weight: 400;">Império Romano</span></a><span style="font-weight: 400;"> antes de sua queda. Um bom exemplo foi a réplica do anfiteatro erguida em Malta, feita de madeira compensada e gesso. A fotografia retrata uma Roma grandiosa e transmite, de forma assertiva, a aura do império tal como ele era imaginado. No entanto, em termos históricos, a narrativa não compactua com a realidade e se permite contar uma jornada original, com personagens que nem sequer existiram na vida real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Historiadores de todo o mundo criticam o filme pela péssima precisão histórica. Entretanto, esquecem que </span><i><span style="font-weight: 400;">Gladiador</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, acima de tudo, uma obra de ficção, sem compromisso com a realidade, o que não o diminui como Arte. Não se trata de um livro de história ou de um documentário sobre a Roma Antiga, mas de uma jornada de vingança, que busca envolver o público por meio de personagens fortemente inspirados em grandes figuras romanas. O protagonista, por exemplo, foi inspirado em </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/287178-gladiador-filme-iconico-anos-2000-baseado-historia-real.htm"><span style="font-weight: 400;">Narciso</span></a><span style="font-weight: 400;">, um atleta romano historicamente conhecido por ter matado o imperador Cômodo em 192 d.C.</span></p>
<figure id="attachment_35277" aria-describedby="caption-attachment-35277" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35277" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/469263991_1083871893219296_7276898956452254921_n-800x568.jpg" alt=" Cena do filme Gladiador. Na imagem, o imperador Cômodo, interpretado por Joaquin Phoenix, encara o gladiador Maximus dentro da arena. Cômodo veste uma armadura negra ornamentada com detalhes dourados e pratas, com uma coroa de louros, enquanto Máximus usa uma armadura prateada danificada e está ferido. Ao fundo, guardas romanos armados com escudos observam a cena. Phoenix é um homem branco, jovem e de cabelos pretos. " width="800" height="568" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/469263991_1083871893219296_7276898956452254921_n-800x568.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/469263991_1083871893219296_7276898956452254921_n-1024x727.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/469263991_1083871893219296_7276898956452254921_n-768x545.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/469263991_1083871893219296_7276898956452254921_n.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35277" class="wp-caption-text">Mais de 10.000 trajes foram criados pela equipe de figurino para vestir o elenco e os figurantes (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/o-exorcismo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Russell Crowe</span></a><span style="font-weight: 400;">, no papel de Maximus, entrega um dos melhores trabalhos de sua carreira. O roteiro é ótimo ao nos fazer simpatizar com a causa do personagem, mas é Crowe quem nos conquista a cada olhar e fala. Fazia apenas quatro meses que o ator havia ganhado 40 kg para seu papel no filme “</span><i><span style="font-weight: 400;">O</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Informante” (1999)</span></i><span style="font-weight: 400;">. E foi preciso que ele perdesse todo esse peso para interpretar Maximus. Seu personagem é cheio de pérolas de sabedoria, incluindo frases de Marco Aurélio, que, além de imperador, foi um grande pensador romano.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Joaquin Phoenix</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Cômodo, é nojento e assustador. O ator encarna um personagem oposto ao protagonista, é possível notar pela própria </span><a href="https://signsalad.com/our-thoughts/what-is-semiotics/"><span style="font-weight: 400;">semiótica</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos figurinos: Maximus, no início do filme, usa vestes em tons avermelhados, enquanto Cômodo está sempre com cores mais frias, como o azul. O personagem é um retrato da ambição, inveja e ganância, remetendo a vários outros tiranos que o mundo já conheceu. O ator, como já fez muitas vezes em sua carreira, quase desistiu de seu papel no filme, mas Ridley Scott </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/gladiador-joaquin-phoenix-tentou-largar-filme-relembra-diretor/#:~:text=De%20acordo%20com%20o%20diretor,%2C%20'Isso%20%C3%A9%20extremamente%20anti%C3%A9tico."><span style="font-weight: 400;">não permitiu</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o convenceu a continuar no projeto.</span></p>
<figure id="attachment_35278" aria-describedby="caption-attachment-35278" style="width: 468px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35278" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/gladiator-4.jpg" alt=" Cena do filme Gladiador. Na imagem, Maximus está em uma arena romana, sob a luz intensa do sol. Ele está ao centro da imagem, gritando com expressão de fúria. Enquanto segura uma espada na mão direita e mantém o braço esquerdo estendido em desafio. Usa uma armadura de couro escura e está cercado pela grandiosidade da arena. " width="468" height="286" /><figcaption id="caption-attachment-35278" class="wp-caption-text">“Vocês não estão entretidos?!” (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gladiador</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma carga política relevante até os dias de hoje. A famosa estratégia do </span><a href="https://dicas.vestibulares.com.br/politica-do-pao-e-circo/"><span style="font-weight: 400;">“pão e circo”</span></a><span style="font-weight: 400;">, usada em Roma como forma de manipular as massas, é explorada na obra com um subtexto bem interessante. O circo ganha vida no Coliseu, com as batalhas entre gladiadores, onde os romanos esquecem os abusos do império ao se entreterem com o sangue derramado na arena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cidade sempre foi fascinada por essa brutalidade, isso se reflete não apenas em seu circo, mas também em sua própria </span><a href="https://www.historiadomundo.com.br/idade-antiga/imperio-romano.htm"><span style="font-weight: 400;">história</span></a><span style="font-weight: 400;">. Roma é fruto dessa violência, e é nisso que eles acreditam. O próprio Senado, embora lute pela queda do Império, entende que o verdadeiro coração pulsante da cidade nunca foi o mármore de seus palácios, mas sim a areia do Coliseu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maximus, guiado pelo ódio e pelo desejo de vingança, torna-se a principal atração deste espetáculo romano, sendo peça fundamental em estratégias políticas. No entanto, o general não se limita ao puro ódio, pois se lembra de um sonho, tão frágil que apenas poderia ser sussurrado. O sonho de uma Roma livre do império, uma </span><a href="https://www.scielo.br/j/topoi/a/NGKCsSP96cXgKmmfWSrDQpB/"><span style="font-weight: 400;">república</span></a><span style="font-weight: 400;"> próspera e justa. Esse era o ideal de Marco Aurélio, e cabia a Máximus, com os dias que lhe restavam, a missão de realizá-lo.</span></p>
<figure id="attachment_35279" aria-describedby="caption-attachment-35279" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35279" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/derek-jaocobi-gladiator-673f71d92f5e1-800x600.jpg" alt="Cena do filme Gladiador.Na imagem, dois senadores romanos, Gracco e Falco, observam atentamente uma batalha na arena. Ambos usam túnicas brancas e acessórios dourados, como pulseiras e anéis. Gracco (à esquerda), de pele branca e cabelos grisalhos, transmite seriedade; Falco (à direita), um homem pardo de meia-idade com cabelos pretos, parece mais contido. Ao fundo, o Coliseu aparece cheio, sob a luz do dia. " width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/derek-jaocobi-gladiator-673f71d92f5e1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/derek-jaocobi-gladiator-673f71d92f5e1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/derek-jaocobi-gladiator-673f71d92f5e1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/derek-jaocobi-gladiator-673f71d92f5e1.jpg 1086w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35279" class="wp-caption-text">“O coração batendo de Roma não é o mármore do Senado, é a areia do Coliseu. Ele vai trazê-los a morte, e eles vão amá-lo por isso” (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, a icônica cena em que o gladiador pergunta ao público se eles estão entretidos marca o momento em que o personagem entende a posição em que está e como pode usá-la para alertar Roma sobre sua distração. Uma cena curiosa, que parece flertar com a ideia de quebrar a quarta parede e nos fazer perguntar: será que o filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Gladiador</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto grande obra do entretenimento atual, também faz parte dessa política e tenta nos alertar de que o </span><a href="https://estuda.com/arte-ou-entretenimento-o-cinema-como-uma-ferramenta-cultural/#:~:text=Assim%2C%20podemos%20dizer%20perfeitamente%20que,%C3%A9%20oferecer%20lazer%20%C3%A0s%20pessoas."><span style="font-weight: 400;">Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodiano</span></i><span style="font-weight: 400;">, pode ser um mecanismo de controle que nos distrai das questões importantes?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hollywood vem, há quase 100 anos, dominando o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> do audiovisual e ocupando todas as salas de cinema em diversos países. Muitas de suas produções seguem um padrão que parece buscar, acima de tudo, a maior bilheteria possível. Trata-se de um Cinema que, pouco a pouco, perde sua expressão e autenticidade, preso a objetivos puramente comerciais que sufocam </span><a href="https://www.em.com.br/emfoco/2025/03/08/cinema-independente-vs-hollywood-saiba-como-filmes-independentes-estao-conquistando-grandes-premios/"><span style="font-weight: 400;">produções independentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e controlam um público que, de sessão em sessão, busca cegamente por ‘entretenimento’. </span><i><span style="font-weight: 400;">Gladiador </span></i><span style="font-weight: 400;">faz parte do </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Hollywood, mas o utiliza de forma inteligente, tal como Maximus usou a ferramenta de controle do império como arma de destruição do mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fato é que o filme</span> <span style="font-weight: 400;">se consolidou como um marco na história do Cinema, conquistando cinco estatuetas no</span> <a href="https://www.oscars.org/oscars/ceremonies/2001/memorable-moments"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: Melhor Filme, Melhor Figurino, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Som e Melhor Ator para Russell Crowe. Além disso, gerou um movimento apelidado de “efeito </span><i><span style="font-weight: 400;">Gladiador”,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que aumentou as vendas de livros sobre a Roma antiga e pavimentou o caminho para que filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Tróia (2004), Rei Arthur (2004), 300 (2006)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outros épicos pudessem surgir. </span><i><span style="font-weight: 400;">Gladiador</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma obra grandiosa, emocionante e sensível, um épico cujos ensinamentos ainda ressoam e continuarão a ecoar pela eternidade.</span></p>
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