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	<title>Arquivos Mãe Maria &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>60 anos depois, a grande celebração de Dalva de Oliveira merece sobrevivência</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 16:42:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eduardo Rota Hilário Escrever sobre Dalva de Oliveira é sempre um desafio. Seja pela dificuldade de encontrar, na internet, documentos e dados referentes à Rainha da Voz que de fato enriqueçam um texto, seja pelo medo de ser insuficientemente qualificado para esmiuçar os trabalhos de uma das maiores cantoras que o Brasil já teve, quando &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/dalva-de-oliveira-60-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "60 anos depois, a grande celebração de Dalva de Oliveira merece sobrevivência"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25079" aria-describedby="caption-attachment-25079" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-25079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-1.jpg" alt="Capa do álbum Dalva de Oliveira. Fotografia quadrada, com fundo azul claro. No canto superior esquerdo, observamos o clássico símbolo da gravadora Odeon, formado por um retângulo vertical preto, duas figuras circulares, uma branca e uma vermelha, além da própria palavra Odeon. No canto superior direito, em um retângulo horizontal igualmente preto, lemos Integral Sound em letras brancas. Abaixo do símbolo da Odeon, lemos os nomes das 12 faixas do disco, todos em letras pretas. Sob essa lista, lemos Dalva de Oliveira em letras roxas. Ao lado desses escritos, observamos a cantora Dalva de Oliveira. Ela é uma mulher de sorriso marcante, com a boca aberta, usa batom avermelhado, brincos e colar dourados, está de cabelo castanho e vestido estampado. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-1-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25079" class="wp-caption-text">Há 60 anos, Dalva de Oliveira lançava um de seus álbuns mais conhecidos de todos os tempos (Foto: Francisco Pereira/Odeon/EMI Records Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Eduardo Rota Hilário</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrever sobre </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2020/06/29/discos-para-descobrir-em-casa-bandeira-branca-dalva-de-oliveira-1970.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Dalva de Oliveira</span></a><span style="font-weight: 400;"> é sempre um desafio. Seja pela dificuldade de encontrar, na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, documentos e dados referentes à </span><a href="https://radios.ebc.com.br/memoria-nacional/2017/06/dalva-de-oliveira-cem-anos-da-rainha-da-voz"><span style="font-weight: 400;">Rainha da Voz</span></a><span style="font-weight: 400;"> que de fato enriqueçam um texto, seja pelo medo de ser insuficientemente qualificado para esmiuçar os trabalhos de uma das maiores cantoras que o Brasil já teve, quando o assunto é este, as palavras costumam fugir de modo impiedoso &#8211; e até mesmo covarde. Mas a necessidade de memória grita mais alto, e embarcamos agora num desafio que pode ou não dar certo. Independentemente do resultado, entra em cena o reavivamento das lembranças, prelúdio básico para qualquer imortalidade.</span></p>
<p><span id="more-25078"></span></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/p/CKSlUPPJJO0/"><span style="font-weight: 400;">Sucesso inegável</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um passado não tão remoto, é de uma ironia torturante ver essa barreira informacional crescer cada vez mais ao redor de Dalva. Mais cruel ainda é saber que </span><i><span style="font-weight: 400;">Dalva de Oliveira</span></i><span style="font-weight: 400;">, álbum homônimo de 1961, também conhecido como </span><i><span style="font-weight: 400;">Jubileu de Prata</span></i><span style="font-weight: 400;">, esteve na lista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Melhores Long-Playings de 1961 &#8211; Nacionais</span></i><span style="font-weight: 400;">, do jornal </span><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/busca/?tipoConteudo=pagina&amp;pagina=&amp;ordenacaoData=relevancia&amp;allwords=+dalva+de+oliveira+melhores+odeon&amp;anyword=&amp;noword=&amp;exactword=&amp;decadaSelecionada=1960&amp;anoSelecionado=1961&amp;mesSelecionado=12&amp;diaSelecionado=22"><i><span style="font-weight: 400;">O Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas não recebeu, em 2021, sequer um texto comemorativo por seu sexagésimo aniversário. Longe de querer assumir pioneirismos ou exclusividades, mas esta é, provavelmente, uma das únicas análises críticas sobre o álbum em questão disponíveis nos inúmeros </span><i><span style="font-weight: 400;">sites</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiros.  </span></p>
<figure id="attachment_25083" aria-describedby="caption-attachment-25083" style="width: 450px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-25083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-2-1.jpg" alt="Print da lista de melhores long-playings nacionais de 1961. Imagem verticalmente retangular, com fundo branco e borda fina preta. Na parte superior, lemos, de cima para baixo, “melhores long-playings de 1961” e “nacionais” em letras pretas. Abaixo, podemos conferir alguns nomes da referida lista. Dalva de Oliveira e seu “Jubileu de Prata” estão na última posição legível antes do corte do print. " width="450" height="668" /><figcaption id="caption-attachment-25083" class="wp-caption-text">Trecho da lista de Melhores Long-Playings Nacionais de 1961, publicada em 22 de dezembro do mesmo ano pelo jornal O Globo (Foto: Acervo O Globo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Expostas as injustiças relacionadas ao disco lançado pela saudosa gravadora </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/colecao-reedita-em-cd-titulos-da-extinta-gravadora-odeon-4204481"><i><span style="font-weight: 400;">Odeon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nada mais apropriado do que adentrar o território analítico a partir deste parágrafo. E o melhor jeito de iniciar uma caminhada por esse arriscado labirinto talvez seja dizer o que motivou a existência da obra em destaque. Logo na contracapa do </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;">, em um belíssimo texto-síntese, líamos, dentre outras coisas, que “</span><i><span style="font-weight: 400;">Este longa-duração é todo festa comemorativa ao jubileu de Dalva de Oliveira, ao jubileu da canção-Dalva de Oliveira</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Naquele momento, a </span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=144428&amp;pesq=rainha+do+radio+1951&amp;pagfis=3658"><span style="font-weight: 400;">Rainha do Rádio de 1951</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de ter uma carreira consolidada, era também sinônimo de lenda viva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Dalva de Oliveira é a própria canção do Brasil. É a canção autêntica. Genuína. Sem rebuscados. A canção que, realmente, transmite alguma coisa. Que fala à sensibilidade</span></i><span style="font-weight: 400;">”, dizia ainda um trecho do primeiro parágrafo. É por isso que, reunindo </span><a href="https://www.instagram.com/p/CKUvt7uBe_F/"><span style="font-weight: 400;">principalmente regravações</span></a><span style="font-weight: 400;"> de verdadeiros sucessos de sua trajetória artística multifacetada, Dalva conquistava palavras tão pertinentes, em digna celebração à sua </span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=144428&amp;pesq=dalva+de+oliveira+sou+artista&amp;pagfis=32888"><span style="font-weight: 400;">responsabilidade cultural</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em 12 faixas, espécie de padrão numérico para grande parte de sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ygdn68d32i8"><span style="font-weight: 400;">discografia</span></a><span style="font-weight: 400;">, Vicentina de Paula Oliveira &#8211; nome “original” da nossa estrela &#8211; atingia, ali, patamares que não poderiam ser esquecidos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="&quot; Ave Maria no morro &quot;  -   ( Trio de Ouro) Dalva de Oliveira" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/qh5-NUGZ4fM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro dessa lógica, não surpreende que a abertura do álbum fique a cargo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BhXvUWhUBfI"><i><span style="font-weight: 400;">Ave Maria No Morro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nada seria mais preciso e exato do que a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b9-7qjfETXs"><span style="font-weight: 400;">célebre</span></a><span style="font-weight: 400;"> composição de </span><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa12099/herivelto-martins"><span style="font-weight: 400;">Herivelto Martins</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; ex-marido e ex-parceiro musical de Dalva no </span><a href="https://www.facebook.com/MIS.RJ/photos/a.204262249611963/3645481755489978/"><span style="font-weight: 400;">Trio de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; para o início de uma obra tão importante. Apesar de todos os </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1101201018.htm"><span style="font-weight: 400;">conflitos</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os dois, nossa extraordinária cantora nunca deixou de lado as criações imortais de um compositor tão talentoso. E se a habilidade vocal da inigualável intérprete pode ser, às vezes, </span><a href="https://www.instagram.com/p/CM-Xj8ZJtK_/"><span style="font-weight: 400;">colocada em xeque</span></a><span style="font-weight: 400;"> nesta versão da música, tendo em vista outras gravações da mesma voz, isso ocorreria de modo saudosista, ignorando as sutilezas do lançamento de 1961.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em continuidade, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k4MnOk9CjMQ"><i><span style="font-weight: 400;">Segredo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do mesmo Herivelto com Marino Pinto, mantém sua relevância não só aqui, mas também </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UuaONJGPgTU"><span style="font-weight: 400;">em futuras releituras</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em 1971, por exemplo, Dalva de Oliveira chegou a apresentar um trecho dessa faixa na histórica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W2raO9-tvLY"><i><span style="font-weight: 400;">TV Tupi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mas é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_8U-oXCCzB4"><i><span style="font-weight: 400;">Estrela Do Mar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a música seguinte, que, com certeza merece algumas considerações a mais. Isso porque ela repercute até hoje, e das maneiras mais distintas possíveis. Cantada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ycZyIqDJ-Rs"><span style="font-weight: 400;">Maria Bethânia</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://open.spotify.com/album/3XjHHbAOsanFk23tiDZ04J?si=99Z1ybCwS3mtMJjiJXuZuA"><i><span style="font-weight: 400;">Brasileirinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou rememorada </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/9302748/"><span style="font-weight: 400;">pela apresentadora Xuxa</span></a><span style="font-weight: 400;"> em pleno 2021, por ter marcado belas histórias de seu passado, a estrela de Marino Pinto e Paulo Soledade torna-se incomparável na versão da Rainha da Voz &#8211; apesar do que indicam os cruéis números no </span><a href="https://open.spotify.com/track/0HydiBFH4swOjFED1w6PeW?si=a93760f8a21e4692"><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_25084" aria-describedby="caption-attachment-25084" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25084" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/GIF-1.gif" alt="Cena do filme Tudo Azul. GIF horizontalmente retangular e em preto e branco. No meio de uma multidão, vestida com trajes carnavalescos, Dalva de Oliveira sorri e canta Estrela Do Mar. Ela faz gestos principalmente com as mãos e braços. Em sua cabeça, notamos uma estrela brilhante, grudada em um chapéu de carnaval. " width="700" height="529" /><figcaption id="caption-attachment-25084" class="wp-caption-text">Dalva de Oliveira apresentou a imortal canção Estrela Do Mar no filme <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7kwJC_AYxHc&amp;t=4062s">Tudo Azul</a>, de 1952 (GIF: Cinedistri/Flama Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais à frente, os laços rompidos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2BuuK-HL4PY"><i><span style="font-weight: 400;">Tudo Acabado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (J. Piedade/Oswaldo de Oliveira Martins) assumem um dos pontos mais dramáticos do </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;">. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nosso apartamento agora/Vive à meia-luz/Nosso apartamento agora/Já não me seduz</span></i><span style="font-weight: 400;">”, narram os versos ainda bem repercutidos hoje em dia. Mas nada se compara à beleza de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-8aqtNkTYpo"><i><span style="font-weight: 400;">Que Será</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, composição de Marino Pinto e Mário Rossi escolhida como quinta faixa do projeto. Esse é, sem dúvidas, um dos mais belos registros de toda a carreira da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3g8sz2bXiMs"><span style="font-weight: 400;">Estrela Dalva</span></a><span style="font-weight: 400;">, construindo fotograficamente uma história de arrependimento e outras minúcias sensíveis de um amor totalmente idealizado, que se entrega por inteiro.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WfxqvHfs95s"><i><span style="font-weight: 400;">Não Faças Caso Coração</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(Custódio Mesquita/Evaldo Ruy), por sua vez, faz curiosa menção a </span><a href="https://rascunho.com.br/noticias/coletanea-traz-textos-variados-sobre-shakespeare/"><span style="font-weight: 400;">Romeu e Julieta</span></a><span style="font-weight: 400;">, logo contraposta a uma modernidade ainda mais acentuada nos dias de hoje. E se, no disco de vinil, esse seria o término do Lado A, comecemos agora o Lado B em grande estilo. Afinal, os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9JQNG_mLx8E"><i><span style="font-weight: 400;">Olhos Verdes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Vicente Paiva são um sucesso reconhecido até mesmo por outras lendas musicais, como é o caso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gal Costa</span></a><span style="font-weight: 400;">, que gravou a mesma canção no disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/5zxQjZTR0xhf4SdbmHJt4R?si=ZtCVwHOFS9mHmn0W6q0ExQ"><i><span style="font-weight: 400;">Água Viva</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 1978. É certo que, por utilizar o termo “</span><a href="https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2021/11/23/origem-historica-expressoes/"><i><span style="font-weight: 400;">mulata</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, essa música pode &#8211; e deve &#8211; ser questionada atualmente, mas não é possível ignorar que alguns termos são historicamente perpetuados em nossa língua. Modificar a realidade, portanto, leva tempo.   </span></p>
<figure id="attachment_25085" aria-describedby="caption-attachment-25085" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25085 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Água Viva. Fotografia quadrada, com fundo azul claro. Na parte superior, lemos “Gal Gosta” e “Água Viva” em letras brancas. A cantora Gal Costa ocupa quase toda a imagem. Ela é uma mulher sorrindo, de cabelos pretos, olhos fechados e está debaixo da água. A foto dá destaque para seu rosto, não mostrando o corpo inteiro da cantora. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-1-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-1.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25085" class="wp-caption-text">Capa do álbum Água Viva, onde Gal Costa deu à luz sua versão de Olhos Verdes (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois desses breves comentários, é preciso evidenciar que aqui terminam as faixas mais fáceis de se analisar. A partir de agora, a dificuldade aumenta bastante. E é por isso que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8H8CnoBGR9c"><i><span style="font-weight: 400;">Saudade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (Jayme Redondo) e </span><a href="https://youtu.be/ct8hoUuj5k0"><i><span style="font-weight: 400;">Mãe Maria</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (Custódio Mesquita/David Nasser) serão injustamente resumidas a músicas que têm crescido recentemente, e bem aos poucos, no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; plataforma que recebeu o </span><i><span style="font-weight: 400;">Dalva de Oliveira</span></i><span style="font-weight: 400;"> há pouquíssimo tempo. Em adição, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4lr_Pt1eqC4"><i><span style="font-weight: 400;">Coqueiro Velho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Fernandinho e J. Marcílio, constrói algumas belas metáforas que serão mantidas em segredo, a fim de incentivar a escuta de pelo menos um trecho do referido disco por parte de quem lê este texto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no fim do repertório, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6uSy_iWbFqg"><i><span style="font-weight: 400;">Sentinela Alerta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://educacao.uol.com.br/disciplinas/cultura-brasileira/ary-barroso-uma-breve-biografia-do-compositor-de-aquarela-do-brasil.htm"><span style="font-weight: 400;">Ary Barroso</span></a><span style="font-weight: 400;">, se apropria do universo militar desde sua abertura instrumental, transformando uma realidade destrutiva e bélica em cenário de conflitos passionais &#8211; ou algo próximo disso. Em seguida, para encerrar de vez o álbum, a brevíssima </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w1dFXXbSnlo"><i><span style="font-weight: 400;">Tu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do mesmo compositor, reforça um lado muito romântico de Dalva, apresentando uma letra simples, mas bela, que dura menos de dois minutos &#8211; o que não a diminui qualitativamente. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Só te quero a ti/Só te sinto a ti/Só palpito por ti/És minha vida, querido</span></i><span style="font-weight: 400;">”, dizem alguns versos escritos novamente sob uma abordagem voltada para a entrega. </span></p>
<figure id="attachment_25086" aria-describedby="caption-attachment-25086" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1.jpg" alt="Retrato colorido de Dalva de Oliveira. Fotografia quadrada, com fundo azul, verde e marrom, nessa ordem, de cima para baixo. A cantora Dalva de Oliveira ocupa a maior parte da imagem. Ela é uma mulher de cabelos dourados, brinco e pulseira da mesma cor, anel na mão direita, cabeça inclinada para seu lado esquerdo, sorriso largo, mostrando os dentes, batom vermelho e roupa azul clara estampada, na qual vemos algumas flores e, aparentemente, o Coliseu romano. Dalva segura uma cortina branca, que ocupa boa parte do lado direito da imagem. " width="1080" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25086" class="wp-caption-text">No Instagram, o perfil <a href="https://www.instagram.com/dalvadeoliveira.fc/">Dalva de Oliveira FC</a> exerce um papel importantíssimo para perpetuar a vida e carreira da cantora Dalva de Oliveira (Foto: Lucena/Dalva de Oliveira FC)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo uma visão panorâmica do faixa a faixa que compõe </span><i><span style="font-weight: 400;">Dalva de Oliveira</span></i><span style="font-weight: 400;">, fica mais fácil de entender por que o mesmo jornal </span><i><span style="font-weight: 400;">O Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">, citado alguns parágrafos acima, ficou tão empolgado no começo daquele ano de 1961, evidenciando isso em sua </span><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/busca/?tipoConteudo=pagina&amp;ordenacaoData=relevancia&amp;allwords=dalva+de+oliveira+discos+populares&amp;anyword=&amp;noword=&amp;exactword=&amp;decadaSelecionada=1960&amp;anoSelecionado=1961&amp;mesSelecionado=7&amp;diaSelecionado=4"><i><span style="font-weight: 400;">Parada de LPs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; algo próximo das edições do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/nota-musical/"><span style="font-weight: 400;">Nota Musical</span></a><span style="font-weight: 400;">, publicadas por aqui mensalmente. Quando elogiava a </span><i><span style="font-weight: 400;">rentrée</span></i><span style="font-weight: 400;"> de uma estrela nacional no disco, esse importante veículo de comunicação reconhecia a qualidade musical de uma acurada coleção de sucessos regravados. Ia além, porque não exigia similaridade com versões anteriores. Por fim, ainda legitimava um </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;"> diversificado da primeira à última música. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quanto à cantora que dá nome ao disco? Basta resgatar algumas palavras de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/maria-bethania/"><span style="font-weight: 400;">Maria Bethânia</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Dalva, pra mim, foi </span></i><a href="https://www.instagram.com/p/Bb-ocdoH2fs/"><i><span style="font-weight: 400;">a melhor coisa de voz</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> que aconteceu no Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Mas as declarações da Abelha Rainha não param por aí. Em 1977, por exemplo, no álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/4yyUZn2VH8ZTCPFsrgy5es?si=CmKsyCAcRXqMdTT-LzN8eA"><i><span style="font-weight: 400;">Pássaro Da Manhã</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Bethânia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=weokYQ9aCnc"><span style="font-weight: 400;">confessou</span></a><span style="font-weight: 400;"> que “</span><i><span style="font-weight: 400;">a Dalva tinha a coragem e o jeito de cantar, no palco, o que até então eu só tinha coragem e jeito de cantar dentro da minha casa</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Os elogios não são exclusivos da filha de Dona Canô. Também não surgiu à toa o apelido de Rainha da Voz. Sendo assim, apesar de nem sempre lembrada na atualidade, Dalva de Oliveira pode muito bem ser resgatada pelo jornalismo cultural. E reviver um ícone dessa magnitude, se ainda não é, beira uma das grandes obrigações nacionais.   </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Dalva De Oliveira" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/64hB54KBi3hYsbIjVWdwcK?si=aXnH2KpmRmqGN8jNfcsSaw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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