<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Madison Reyes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/madison-reyes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/madison-reyes/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 13 Apr 2026 03:44:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Madison Reyes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/madison-reyes/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Há cinco anos, Julie and the Phantoms chegava à beira da perfeição mas foram impedidos de continuar brilhando</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/ha-cinco-anos-julie-and-the-phantoms-chegava-a-beira-da-perfeicao-mas-foram-impedidos-de-continuar-brilhando/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/ha-cinco-anos-julie-and-the-phantoms-chegava-a-beira-da-perfeicao-mas-foram-impedidos-de-continuar-brilhando/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 13:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Gillespie]]></category>
		<category><![CDATA[Julie and The Phantoms]]></category>
		<category><![CDATA[Kenny Ortega]]></category>
		<category><![CDATA[Madison Reyes]]></category>
		<category><![CDATA[Marcela Jardim]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Sunset Curve]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=36920</guid>

					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Cinco anos após sua estreia, Julie and the Phantoms permanece como um dos casos mais emblemáticos, e talvez frustrantes, da cultura pop adolescente recente. Cancelada pela Netflix mesmo diante de números expressivos, engajamento orgânico e forte apelo musical, a série se tornou símbolo de uma era em que sucesso nem sempre garante continuidade. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ha-cinco-anos-julie-and-the-phantoms-chegava-a-beira-da-perfeicao-mas-foram-impedidos-de-continuar-brilhando/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há cinco anos, Julie and the Phantoms chegava à beira da perfeição mas foram impedidos de continuar brilhando"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ha-cinco-anos-julie-and-the-phantoms-chegava-a-beira-da-perfeicao-mas-foram-impedidos-de-continuar-brilhando/">Há cinco anos, Julie and the Phantoms chegava à beira da perfeição mas foram impedidos de continuar brilhando</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36924" aria-describedby="caption-attachment-36924" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36924" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-3-800x450.png" alt="Cena de Julie and the Phantoms. A cena mostra um grupo musical de quatro jovens, composto por três homens e uma mulher, performando em um palco iluminado. A mulher, Julie, é negra e tem cabelos cacheados volumosos, está no centro, vestindo um vestido roxo com saia de tule e jaqueta brilhante. Os homens, brancos, usam roupas estilosas: Reggie com colete vermelho com tachas, Luke com jaqueta azul marinho e sem mangas e Alex com um blazer rosa claro. Todos seguram microfones e estão cantando, com expressões de empolgação. O palco é iluminado por um fundo de luzes vibrantes em tons de vermelho e branco, simulando fogos de artifício. A cena é vista de um ângulo baixo, com a plateia desfocada em primeiro plano, indicando um show ao vivo. A iluminação é intensa e colorida, criando uma atmosfera enérgica e festiva. A composição é dinâmica, com os artistas posicionados de forma a enfatizar a energia da performance." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-3.png 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36924" class="wp-caption-text">Todos os atores do elenco principal realmente tocam os instrumentos de seus personagens (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cinco anos após sua estreia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Julie and the Phantoms</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> permanece como um dos casos mais emblemáticos, e talvez frustrantes, da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">adolescente recente. Cancelada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">mesmo diante de números expressivos, engajamento orgânico e forte apelo musical, a série se tornou símbolo de uma era em que sucesso nem sempre garante continuidade. O encerramento precoce deixou um rastro de pontas soltas e narrativas que impedem a obra de atingir seu pleno potencial, transformando o carinho do público em uma nostalgia agridoce. Mais do que um seriado interrompido, </span><i><span style="font-weight: 400;">Julie and the Phantoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> virou um luto coletivo compartilhado por seus fãs.</span></p>
<p><span id="more-36920"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte desse impacto vem da força de suas músicas, que extrapolaram a tela e se consolidaram como o maior legado da produção. Canções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Bright</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Finally Free</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Edge of Great </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://youtu.be/Qbwa0SY4kCs"><i><span style="font-weight: 400;">Stand Tall</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não funcionam apenas como números musicais isolados, mas como demonstrações de que a banda fictícia tinha uma identidade sonora sólida, coerente e carismática. O entrosamento entre os integrantes fazia cada performance parecer legítima, quase documental, reforçando a ideia de que aquele grupo realmente existia e merecia continuar existindo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, outro fator que sustenta a força emocional e estética da obra é a bagagem de Kenny Ortega, diretor que carrega no currículo clássicos formadores de gerações como </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical </span></i><span style="font-weight: 400;">(2006) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Descendentes </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015). Sua experiência em unir narrativa juvenil, música e emoção é evidente em cada escolha, desde a coreografia até a forma como as canções avançam a trama. Ortega aposta em performances intensas, números musicais grandiosos e uma sensibilidade rara ao lidar com temas como luto, pertencimento e identidade.</span></p>
<figure id="attachment_36923" aria-describedby="caption-attachment-36923" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36923" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-5-800x500.png" alt="Cena de Julie and the Phantoms. A cena mostra a banda do seriado, composta por três homens e uma mulher, se apresentando em um palco em um bar. Julie está no centro, segurando um microfone e cantando com expressão apaixonada. Ela veste uma blusa azul turquesa com detalhes brilhantes, shorts prateados e botas pretas com cadarços. Ao seu lado direito, Luke toca guitarra elétrica. Ele usa uma regata preta, calças escuras e tênis pretos e brancos, com uma corrente pendurada na calça. Reggie, no canto esquerdo, toca baixo com uma jaqueta sem mangas, calças rasgadas e cabelo escuro. A bateria e Alex estão no fundo. O palco é iluminado por luzes de palco e uma bola de espelhos pendurada no teto. As paredes são de tijolos, decoradas com luzes de natal. A composição é um plano aberto, com foco nítido nos artistas. A atmosfera é animada e energética." width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-5-800x500.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-5-1024x640.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-5-768x480.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-5-1536x960.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-5-1200x750.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-5.png 2000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36923" class="wp-caption-text">Madison Reyes e Charlie Gillespie escreveram e produziram a canção Perfect Harmony (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso da produção também se traduziu em trajetórias individuais, ainda que de forma desigual. </span><a href="https://youtu.be/CMjCOp6bRwg"><span style="font-weight: 400;">Charlie Gillespie</span></a><span style="font-weight: 400;"> acabou sendo o único do elenco a continuar com certo destaque na indústria do cinema e música, enquanto os demais seguiram caminhos mais discretos. Ainda assim, o vínculo entre os atores permanece forte até hoje, com encontros, interações públicas e declarações de afeto que reforçam a sensação de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Julie and the Phantoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi mais do que um trabalho passageiro: foi uma experiência formadora, tanto para quem fez quanto para quem assistiu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, a nostalgia ganhou uma camada extra graças à </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/tudo-sobre/julie-e-os-fantasmas"><span style="font-weight: 400;">versão nacional</span></a><span style="font-weight: 400;">, que ajudou a ampliar o alcance do seriado e criou uma relação afetiva ainda mais profunda com o público local. A produção também marcou uma espécie de retorno à estética das séries dos anos 2010, apostando em cores vibrantes, trilhas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e uma narrativa emocionalmente direta. Esse resgate, longe de soar datado, permitiu que o seriado dialogasse com diferentes gerações, alcançando crianças, adolescentes e adultos em busca de conforto emocional.</span></p>
<figure id="attachment_36922" aria-describedby="caption-attachment-36922" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36922" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-6-800x463.png" alt="Cena de Julie and the Phantoms. A cena mostra Alex, Luke e Reggie, que estão em um ambiente interno com paredes claras. O da esquerda, Alex, com cabelo loiro, usa uma jaqueta jeans cinza desgastada, uma camiseta rosa, calças pretas e uma bolsa preta transversal. Ele tem uma expressão sorridente e parece estar acenando. O do meio, Luke, com cabelo castanho, veste uma jaqueta jeans tie-dye azul e branca com detalhes vermelhos, sobre uma camiseta branca com estampa e calças pretas. Ele também sorri e acena com os braços abertos. O da direita, Reggie, com cabelo preto, usa uma jaqueta de couro preta, uma camiseta branca e calças pretas, com uma expressão animada e lábios entreabertos. Eles parecem estar no centro da imagem. O enquadramento é em plano médio, mostrando os homens da cintura para cima. A iluminação é difusa, provavelmente de fontes de luz naturais, com uma atmosfera alegre e descontraída. " width="800" height="463" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-6-800x463.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-6-1024x593.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-6-768x445.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-6-1536x890.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-6-1200x695.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-6.png 1852w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36922" class="wp-caption-text">O nome da banda Sunset Curve é uma referência à famosa curva em Sunset Boulevard em Los Angeles (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibida em plena pandemia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Julie and the Phantoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destacou pela forma sensível com que abordou o luto, sem cair em melodrama excessivo. A série entende a dor da perda como algo contínuo, que não se resolve facilmente, e aposta nas amizades como ferramenta fundamental para atravessar esse processo. A música surge como ponte entre mundos, entre vivos e mortos, entre passado e presente, um conceito que ecoa em outras produções contemporâneas, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016), especialmente na associação entre música e alma vista no arco da Maldição do Vecna, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, o cancelamento impediu que relações centrais fossem desenvolvidas com a profundidade necessária. A falta de evolução da dinâmica entre Julie e Luke é particularmente dolorosa, sobretudo diante da química evidente dos dois em </span><a href="https://youtu.be/YduFDvZqIhQ"><i><span style="font-weight: 400;">Perfect Harmony</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O que poderia se tornar um dos romances mais memoráveis da televisão juvenil ficou suspenso no tempo, reforçando a sensação de incompletude que acompanha a série desde seu fim abrupto.</span></p>
<figure id="attachment_36921" aria-describedby="caption-attachment-36921" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36921" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-7.png" alt="Cena de Julie and the Phantoms. A cena mostra um grupo de cinco adolescentes de etnias variadas reunido em um ginásio. No canto esquerdo, Flynn, uma jovem negra com cabelo trançado, usa uma jaqueta vermelha com estampa de leopardo sobre uma blusa rosa, uma minissaia jeans e tênis rosa choque, de braços cruzados e olhar fixo. Ao seu lado, Julie, uma jovem com pele escura e cabelos cacheados, usa um macacão camuflado com patches e tênis rosa, com uma expressão de surpresa. O terceiro, Luke, é um jovem caucasiano de pele clara e cabelo castanho, usa uma regata cinza com uma estampa e calças pretas, com um gorro laranja. O quarto, Alex, é um jovem loiro, usa uma camisa cinza sobre uma camisa lilás e uma pochete preta e o último jovem, Reggie, também caucasiano, veste uma camisa xadrez vermelha e preta sobre uma camiseta preta, calças pretas e uma corrente. Todos parecem estar olhando para algo fora da imagem com expressões de surpresa ou expectativa. O fundo mostra um ginásio com um escudo esportivo na parede, com iluminação clara, provavelmente artificial, e um tom geral jovial e vibrante. A composição é em plano fechado, com os jovens em pé, levemente descentralizados." width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-7.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-7-768x480.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36921" class="wp-caption-text">Cheyenne Jackson (Caleb Convington), Jadah Marie (Flynn) e Booboo Stewart (Willie), trabalharam anteriormente com Kenny Ortega em Descendentes 3 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Visualmente, </span><a href="https://youtu.be/3ZoRPHprFOw?si=i6GbNkAfTjlb7y3P"><i><span style="font-weight: 400;">Julie and the Phantoms</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também deixou sua marca. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">looks </span></i><span style="font-weight: 400;">maximalistas, cheios de camadas, brilho, estampas e personalidade, se destacaram em uma era dominada pelo minimalismo e acabaram influenciando tendências entre fãs. Essa estética dialogava diretamente com a proposta da produção: celebrar a expressão individual, a emoção exagerada e a intensidade juvenil, valores que também se refletem em suas músicas motivacionais e energéticas, além de referenciar o estilo dos anos 2000.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o maior fantasma que assombra </span><i><span style="font-weight: 400;">Julie and the Phantoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> são suas inúmeras perguntas sem resposta. Qual é, afinal, o assunto inacabado de Willie e dos meninos da </span><a href="https://youtu.be/Q6bFYaVXMiY?si=bl8_sn-ue5VyMui1"><span style="font-weight: 400;">Sunset Curve</span></a><span style="font-weight: 400;">? O que explica o fato de Julie conseguir tocá-los após a apresentação no Orpheum? Qual a real conexão deles com a mãe da protagonista? E, talvez a mais intrigante: de onde vêm e até onde vão os poderes de Caleb? Cinco anos depois, essas lacunas infelizmente continuam abertas, transformando a série em um eterno ‘quase’, uma obra que provou sua força, mas foi privada do direito de se concluir.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Julie and the Phantoms | Trailer da temporada 01 | Dublado (Brasil) [HD]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6ewpnbl3FEo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ha-cinco-anos-julie-and-the-phantoms-chegava-a-beira-da-perfeicao-mas-foram-impedidos-de-continuar-brilhando/">Há cinco anos, Julie and the Phantoms chegava à beira da perfeição mas foram impedidos de continuar brilhando</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/ha-cinco-anos-julie-and-the-phantoms-chegava-a-beira-da-perfeicao-mas-foram-impedidos-de-continuar-brilhando/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">36920</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Julie and The Phantoms consegue o melhor de ambos os mundos</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2020 14:36:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Clara Leandro Candido]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[High School Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Julie and The Phantoms]]></category>
		<category><![CDATA[Julie e os Fantasmas]]></category>
		<category><![CDATA[Kenny Ortega]]></category>
		<category><![CDATA[Madison Reyes]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Os Descendentes]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Série]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=15990</guid>

					<description><![CDATA[<p>Anna Clara Leandro Candido  &#8220;You get the best of both worlds,  Chillin&#8217; out, take it slow. Then you rock out the show.&#8221; É quase impossível que qualquer um pertencente a geração de crianças dos anos 2000 seja capaz de ler essa frase sem cantá-la. Hoje, produções como essa estão em decadência, sendo substituídas por narrativas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Julie and The Phantoms consegue o melhor de ambos os mundos"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/">Julie and The Phantoms consegue o melhor de ambos os mundos</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_15991" aria-describedby="caption-attachment-15991" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15991" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/9158b5bc57e8301a5543d07b77aaed6f.600x600x1.jpg" alt="" width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/9158b5bc57e8301a5543d07b77aaed6f.600x600x1.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/9158b5bc57e8301a5543d07b77aaed6f.600x600x1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/9158b5bc57e8301a5543d07b77aaed6f.600x600x1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15991" class="wp-caption-text">&#8220;Não desistiremos da música. Nós podemos tocar de novo, esse é um dom que nenhum músico negaria&#8221; &#8211; Luke (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Anna Clara Leandro Candido </strong></p>
<p><em>&#8220;You get the best of both worlds,  Chillin&#8217; out, take it slow. Then you rock out the show.&#8221;</em> É quase impossível que qualquer um pertencente a geração de crianças dos anos 2000 seja capaz de ler essa frase sem cantá-la. Hoje, produções como essa estão em decadência, sendo substituídas por narrativas que agradam mais as novas gerações que estão chegando e preferem <em>streamings</em> ao bom e velho sofá em frente à TV.</p>
<p>Contudo, uma onda de<i> remakes</i> recentemente começou a trazer séries e filmes de 10-20 anos atrás e adaptá-las a nova realidade onde seu público-alvo se encontra. <i>Julie and The Phantoms</i> é exatamente isso, uma série com os mesmo moldes de <a href="http://www.adorocinema.com/filmes/filme-136571/"><i>Hannah Montana</i></a>, <a href="http://www.adorocinema.com/series/serie-590/"><i>As Visões da Raven</i></a> e <a href="http://www.adorocinema.com/filmes/filme-124065/"><i>High School Musical</i></a>, mas atualizadas para a nova geração de crianças e adolescentes.</p>
<p><span id="more-15990"></span></p>
<p>Adaptada pela <i>Netflix</i> a nova versão criada pelo <i>streaming</i> não se preocupa com uma produção grandiosa ou <i>plots-twists</i> inovadores. Ela utiliza de uma narrativa e personagens clichês para entreter o novo público, e trazer o sentimento de nostalgia para aqueles que cresceram assistindo esse tipo de produção.</p>
<figure id="attachment_15992" aria-describedby="caption-attachment-15992" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15992" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Design-sem-nome-2.png" alt="" width="600" height="300" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Design-sem-nome-2.png 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Design-sem-nome-2-300x150.png 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15992" class="wp-caption-text">À esquerda o elenco da versão estadunidense e a direta o da versão brasileira (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>A série conta a história de Julie (Madison Reyes), uma garota apaixonada por música e muito talentosa que, por conta da morte da mãe, não consegue mais tocar ou cantar. Um dia ela coloca o CD antigo de uma banda dos anos 90 chamada Sunset Curve para tocar em sua garagem/estúdio e três fantasmas aparecem para ela.</p>
<p>Alex (Owen Patrick), Reggie (Jeremy Shada) e Luke (Charlie Gillispie), os integrantes da banda, estavam quase alcançando a fama quando morrem por comer um cachorro quente estragado. Os personagens começam a se entender e descobrem que quando cantam com Julie, as pessoas vivas podem ver e escutar os meninos. Eles então decidem montar uma banda juntos.</p>
<p>Essa história é, na verdade, uma adaptação do seriado brasileiro <a href="https://www.omelete.com.br/netflix/julie-and-the-phantoms-versao-brasileira-comparada"><i>Julie e Os Fantasmas</i></a>, produzindo pela <em>Band</em> e a <i>Nickelodeon</i> entre 2011 e 2012. A base narrativa das duas produções é a mesma, mas apenas isso. A versão estadunidense mudou vários pontos para melhor adaptá-la ao novo público de crianças que assistem a série . Enquanto a produção brasileira, protagonizada por Mariana Lessa, focou no triângulo amoroso que foi criado entre os personagens, a da <i>Netflix</i> possui como foco principal as músicas e coreografia.</p>
<figure id="attachment_15993" aria-describedby="caption-attachment-15993" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15993" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/tumblr_899dba8806704f407c8ec73fa1db6b27_3c1f82df_640.gif" alt="" width="600" height="343" /><figcaption id="caption-attachment-15993" class="wp-caption-text"><em>Apresentação da música <a href="https://www.youtube.com/watch?v=-Pp07jgbPHU">Edge of Great</a> </em>(Gif: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Não por menos, já que o diretor de <i>Julie and The Phantoms</i> é Kenny Ortega, responsável também pela produção de <i>High School Musical</i> e de <i>Os Descendentes</i>, dois musicais bem aclamados pelos público infanto-juvenil, tanto o atual quanto o antigo. O produtor, além de ter uma marca registrada e experiência com musicais, sabe amarrar narrativa e música de uma maneira que agrada e envolve o espectador.</p>
<p>Com um diretor mais do que envolvido em musicais, era de se esperar uma certa qualidade na produção das músicas e coreografias da série. Há uma grande variedade de ritmos e estilos que marcam não só a narrativa mas também os personagens que as cantam. A banda Sunset Curve é bem puxada para o <i>rock</i>, mas quando eles estão com Julie o som fica mais para o<i> pop-rock</i>.</p>
<p>O fato da série se valer da banda para justificar toda a música e dança traz um tom mais realístico e fácil de aceitar. Diferente de muitos musicais que utilizam das letras e melodias para narrar a história, tornando-se incômodo para alguns espectadores que não são muito fãs desse estilo. As coreografias e fotografia também são muito bem trabalhadas e bonitas de se ver, valendo o destaque para o número musical do vilão Caleb, que protagoniza um <em>show</em> no estilo cassino de Las Vegas.</p>
<figure id="attachment_15994" aria-describedby="caption-attachment-15994" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15994" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/calaeb.gif" alt="" width="600" height="389" /><figcaption id="caption-attachment-15994" class="wp-caption-text">Caleb antes da apresentação de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=rwcbGzX-qps">The other side of Hollywood</a> (Gif: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O antagonista também merece ser destacado por sua presença na série e atuação. Cheyenne Jackson, o ator que dá vida a Caleb, é um típico vilão no maior estilo <a href="https://personaunesp.com.br/mulan-2020-critica/"><em>Disney Clássica</em></a> possível. Cheio de carisma, risadas maléficas e planos diabólico, o personagem é responsável por dificultar o vida dos meninos e trazer um pouco mais do lado fantasmagórico do trama.</p>
<p>Além das músicas cativantes, outro ponto positivo que o <i>remake</i> traz é a representatividade. Enquanto o elenco brasileiro da série é majoritariamente branco, a atriz principal escolhida por Ortega, Madison Reyes, é latino-americana, assim como a família da personagem na série. Já Alex, o baterista, é abertamente homossexual e possuí seu próprio <i>plot</i> e interesse amoroso com Willie (Booboo Stewart). Ainda há uma relutância da série em aprofundar as demonstrações de afeto entre os personagens, mas espera-se que isso evolua com o passar da produção.</p>
<figure id="attachment_15997" aria-describedby="caption-attachment-15997" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15997" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/julie.gif" alt="" width="600" height="338" /><figcaption id="caption-attachment-15997" class="wp-caption-text">Julie and The Phantoms apresentando <a href="https://www.youtube.com/watch?v=b5kO8guseO4">Bright</a> (Gif: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i>Julie and the Phantoms</i> é uma produção feita visando um público infantil de no máximo 12 anos, ou seja, o <i>plot</i>, roteiro e direção não são complexos nem inovadores. Se forçada a ser qualquer coisa além disso, as qualidades que a série possuí irão decair, e os defeitos de uma narrativa infantil serão acentuados. Pois é praticamente impossível querer dar um sentido realista a uma narrativa onde a banda da garota é composta por três fantasmas, que só aparecem quando eles cantam juntos e ela fala para o público que são hologramas.</p>
<p>No entanto, a série é uma grande conquista para o público juvenil que não pôde ter o prazer de pegar seu prato do almoço ou jantar, sentar no sofá em frente à televisão e assistir <a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/15-curiosidades-sobre-as-visoes-da-raven"><i>As Visões da Raven</i></a>, <i>Zack &amp; Cody: Gêmeos em Ação</i> ou <a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/apos-11-anos-grupo-mexicano-rbd-anuncia-retorno-e-deixa-fas-enlouquecidos--32965"><i>Rebeldes</i></a>. A nova geração hoje assiste aos filmes e seriados a hora que quiserem através das plataformas de <em>streaming</em>, uma realidade que os produtores originais de <i>Julie e Os Fantasmas</i> nem sonhavam na época.</p>
<figure id="attachment_15998" aria-describedby="caption-attachment-15998" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15998" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/julie-and-the-phantoms-netflix.jpeg" alt="" width="1024" height="682" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/julie-and-the-phantoms-netflix.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/julie-and-the-phantoms-netflix-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/julie-and-the-phantoms-netflix-768x512.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15998" class="wp-caption-text">Apresentação final de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qbwa0SY4kCs">Stand Tall</a> (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Portanto, é importante que os antigos modelos dos seriados de sucesso sejam readaptados e atualizados, com representatividade e assuntos sociais importantes a serem discutidos, sem perder sua essência. Pois, além de proporcionar um entretenimento às crianças e adolescentes dessa nova geração, traz aos espectadores das produções originais um sentimento nostálgico e uma oportunidade de se distrair do cotidiano adulto. <i>Julie and The Phantoms</i> é o melhor, não só de dois mundos, mas também de duas gerações, possuindo ainda muito potencial e espaço para melhorar.</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/">Julie and The Phantoms consegue o melhor de ambos os mundos</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">15990</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
