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	<title>Arquivos Madagascar &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Há 20 anos, Madagascar se remexia muito pela primeira vez</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 12:39:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Em 2005, Madagascar chegou aos cinemas com uma proposta ousada: transformar a história de quatro animais em uma jornada existencial sobre liberdade, identidade e pertencimento. Alex (Ben Stiller), Marty (Chris Rock), Melman (David Schwimmer) e Glória (Jada Pinkett Smith) viviam no conforto do Zoológico do Central Park, cercados de comida, cuidados veterinários e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/madagascar-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 20 anos, Madagascar se remexia muito pela primeira vez"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35440" aria-describedby="caption-attachment-35440" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35440" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-1-800x450.jpg" alt="Cena do filme Madagascar. Na imagem, os quatro personagens principais — Alex, o leão; Marty, a zebra; Melman, a girafa; e Gloria, a hipopótamo — estão em uma praia tropical. Eles estão lado a lado, parecendo surpresos e confusos. Ao fundo, há um mar azul brilhante e céu limpo. A areia é clara, a iluminação é forte e ensolarada, transmitindo o clima de um ambiente quente. Os personagens estão posicionados de frente, encarando algo fora da imagem." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35440" class="wp-caption-text">Madonna, Jennifer Lopez e Gwen Stefani chegaram a ser cotadas para dar voz à personagem Glória. (Foto: DreamWorks Animation)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2005, </span><i><span style="font-weight: 400;">Madagascar</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas com uma proposta ousada: transformar a história de quatro animais em uma jornada existencial sobre liberdade, identidade e pertencimento. Alex (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-2a-temporada-de-ruptura/"><span style="font-weight: 400;">Ben Stiller</span></a><span style="font-weight: 400;">), Marty (Chris Rock), Melman (David Schwimmer) e Glória (Jada Pinkett Smith) viviam no conforto do Zoológico do Central Park, cercados de comida, cuidados veterinários e aplausos diários. Mas quando Marty decide fugir do seu lar para conhecer o mundo real, a sua fuga desencadeia uma série de eventos que os levam até a ilha de Madagascar. Lá, eles têm contato com seu habitat natural pela primeira vez e começam a repensar o que é ter uma vida ‘normal’. O filme, com sua leveza, toca em temas mais profundos do que aparenta.</span><span id="more-35439"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A crítica aos zoológicos é sutil, mas presente. Mesmo que bem alimentados, os animais vivem enjaulados e têm suas personalidades moldadas por expectativas humanas. Marty pressente que algo está errado, mesmo sem saber explicar o real problema. Sua vontade de correr livremente é reprimida por olhares bem-intencionados, porém controladores. Em contraponto</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> Alex é um símbolo do animal domesticado, um predador que virou atração turística, condicionado a saborear bifes e posar para fotos. Quando o instinto aparece, o leão entra em colapso, revelando a contradição entre o que ele é e o que esperam dele. A “</span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckrrlm44r5mo"><span style="font-weight: 400;">jaula dourada</span></a><span style="font-weight: 400;">” do parque se mostra, afinal, apenas uma cela disfarçada. </span></p>
<p><figure id="attachment_35441" aria-describedby="caption-attachment-35441" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35441" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-2-800x485.jpg" alt="Cena do filme Madagascar. Na imagem mostra Alex, parte do corpo de Melman e Glória no metrô de Nova York. Eles estão com a expressão de entediados, esperando chegar no destino final. Os tons ao fundo são quentes, com bancos amarelos e vermelhos, propagandas e outdoors." width="800" height="485" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-2-800x485.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-2-1024x621.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-2-768x465.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-2-1536x931.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-2-2048x1241.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-2-1200x727.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35441" class="wp-caption-text">Os dubladores brasileiros dos personagens são: Alexandre Moreno (Alex), Felipe Grinnan (Marty), Ricardo Juarez (Melman) e Heloísa Périssé (Glória) [Foto: DreamWorks Animation]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O longa deixa claro que conforto não é sinônimo de felicidade. A rotina do</span><i><span style="font-weight: 400;"> zoo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é segura, ainda assim também anestesiante. Ao sair para o mundo, os protagonistas se deparam com o caos, o medo e a falta de controle – no entanto também com a descoberta, a empolgação e a liberdade. A mudança de ambiente, tão rejeitada inicialmente, passa a ser uma oportunidade de crescimento. Não é à toa que, ainda que podendo voltar para </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-ultima-noite-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nova York</span></a><span style="font-weight: 400;">, os personagens escolhem continuar na selva. A ideia de que romper com a rotina é um risco necessário para se viver plenamente aparece com força, especialmente no arco de Alex, que precisa reaprender a ser ele mesmo longe dos holofotes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A rejeição ao cárcere de animais é reforçada quando percebemos que a domesticação do leão fez dele um ser incapaz de lidar com sua própria natureza. Ele não sabe caçar, teme machucar os amigos e se culpa por sentir fome. A animação propõe uma reflexão sobre o impacto psicológico do cativeiro, apesar de quando ele vem embalado em luxo. A sociedade que o reverencia também o castra, impedindo que ele viva sua verdadeira essência. É essa contradição que torna sua trajetória tão interessante. </span><a href="https://herois.fandom.com/pt-br/wiki/Alex_(Madagascar)"><span style="font-weight: 400;">Alex</span></a><span style="font-weight: 400;"> não quer ser selvagem, mas também não quer ser mais uma farsa. Sua transformação se dá no encontro entre os dois mundos e na escolha de construir uma nova forma de existir. </span></p>
<figure id="attachment_35443" aria-describedby="caption-attachment-35443" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35443" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar.jpeg" alt="Cena do filme Madagascar. Na imagem mostra os quatro pinguins do filme: Kowalski, Capitão, Recruta e Rico. Os animais estão tomando sol, segurando uma placa de alumínio para se bronzearem, seus rostos já vermelhos. Eles estão sentados em cadeiras de praia improvisadas e estão acenando para algo." width="600" height="323" /><figcaption id="caption-attachment-35443" class="wp-caption-text">Os pinguins fizeram tanto sucesso que ganharam um filme próprio em 2014 (Foto: DreamWorks Animation)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, os coadjuvantes trazem energia e ‘absurdo’. Os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4jsFpmFWOSs"><span style="font-weight: 400;">pinguins</span></a><span style="font-weight: 400;">, com sua rebeldia organizada, funcionam como uma sátira ao espírito militar norte-americano: agem como uma tropa de elite, com hierarquia rígida, missões secretas e confiança exagerada, mesmo quando suas ações beiram o absurdo. Sua busca por autonomia — como na fuga meticulosamente planejada para a Antártida — expõe a contradição de certas utopias, mostrando que o ‘lar’ idealizado também pode ser inóspito. Julien e os lêmures representam uma fauna que, mesmo livre, vive sob regras próprias e delírios de grandeza. Essas interações reforçam a mensagem de que liberdade não é fazer o que se quer, ainda que entender as consequências disso. Cada grupo simboliza um tipo de prisão: física,  mental e  cultural. E escapar delas exige mais do que uma fuga – exige consciência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visualmente, o longa-metragem aposta no contraste: os cenários tropicais e realistas contrastam com os animais de traços caricatos e movimentos exagerados. Essa escolha reforça a sensação de deslocamento dos personagens, que parecem alienígenas em seu próprio habitat. A trilha sonora – com destaque para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PLEQRIisP_Q"><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">I Like to Move It</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></a><span style="font-weight: 400;"> – dá o tom festivo, mas também esconde as tensões em jogo. A comédia se sustenta nas situações absurdas, mas é no subtexto que o filme se torna relevante. Ao rir dos dilemas dos animais, o público é convidado a refletir sobre sua própria relação com a rotina, controle e liberdade. E nesse momento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Madagascar</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai além do entretenimento. </span></p>
<figure id="attachment_35444" aria-describedby="caption-attachment-35444" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35444" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/madagascar-4-1.jpg" alt="Cena do filme Madagascar. Na imagem tem foco em Rei Julien e Maurice, dois lêmures. Ao fundo, Martin parece feliz, assim como Glória, já Alex e Melman parecem confusos e desconfiados. Os animais se encontram na floresta." width="686" height="386" /><figcaption id="caption-attachment-35444" class="wp-caption-text">Os lêmures do filme são inspirados em animais endêmicos de Madagascar (Foto: DreamWorks Animation)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com sua estrutura simples, o filme acerta ao propor que o conforto da rotina nem sempre é sinônimo de vida plena. O medo da mudança é real, mas a repetição eterna de dias previsíveis pode ser ainda mais limitante. A selva, com seus perigos e incertezas, se mostra um espaço fértil de transformação. </span><a href="https://madagascar.fandom.com/wiki/Alex"><span style="font-weight: 400;">Alex</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seus amigos descobrem que é possível se reinventar fora das jaulas – físicas ou emocionais – e que a vida, embora imperfeita, precisa ser vivida em movimento. Ao longo da história, todos aprendem que mudar não é apenas uma possibilidade, mas uma necessidade para crescer e se conhecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passadas duas décadas, </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-madagascar/"><i><span style="font-weight: 400;">Madagascar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> continua relevante por falar de um dilema que ainda enfrentamos: viver confortavelmente preso ou arriscar-se em busca de algo autêntico. A crítica ao aprisionamento – dos animais e das pessoas – ganha força em tempos que se discute o bem-estar animal, saúde mental e propósito de vida. O longa nos lembra que não basta sobreviver: é preciso viver com intenção. E que, às vezes, para descobrir quem somos, é preciso abrir a jaula, mesmo que ela pareça segura.  </span></p>
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