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	<title>Arquivos Mac Miller &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 13:00:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o rapper estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou K.I.D.S., sua quarta mixtape. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-kids/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36846" aria-describedby="caption-attachment-36846" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-36846 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1.jpg" alt="Capa da mixtape K.I.D.S. (Kickin' Incredibly Dope Shit) do rapper Mac Miller, lançada em 2010. A imagem mostra quatro jovens sentados em arquibancadas de madeira ao ar livr. Mac Miller está ao centro, em primeiro plano, com expressão relaxada e olhar direto para a câmera. Ele veste camiseta branca, boné azul para trás, bermuda bege e tênis branco com meias altas. À esquerda, um dos rapazes, sem camisa e com uma bandana vermelha, segura um microfone e está ao lado de um grande boombox. À direita, outros dois jovens conversam, um deles com uma camiseta cinza e o outro usando uma regata com a frase &quot;Loose Lips&quot;. No topo da imagem, há uma faixa de papel rasgado escrito “ROSTRUM RECORDS &amp; MOST DOPE PRESENT:” em letras pequenas, seguido pelo título &quot;K.I.D.S&quot; em letras grandes e coloridas. Cada letra com uma textura ou imagem diferente, incluindo fotos e arte gráfica. Abaixo, em letras azuis, amarelas e verdes, lê-se &quot;KICKIN INCREDIBLY DOPE SHIT&quot;. À direita da palavra “SHIT”, há uma ilustração do personagem Baby Mario (da Nintendo). No canto inferior esquerdo está escrito “MAC MILLER” em letras vermelhas com sombra amarela, em uma tipografia estilizada. " width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-36846" class="wp-caption-text">K.I.D.S. foi a responsável por lançar Mac Miller ao sucesso (Foto: Rostrum Records)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua quarta </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a </span><a href="https://www.rostrumrecords.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Rostrum Records</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, gravadora americana com quem trabalhou até 2014, quando firmou parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-36843"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miller se inspira com muita sensibilidade no polêmico filme </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/o-polemico-filme-kids-ontem-hoje-16976670"><i><span style="font-weight: 400;">Kids</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 1995, drama que mostra o conturbado mundo dos adolescentes e o perigo de ser um jovem sem orientação. Na primeira música,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Kickin Incredibly Dope Shit [intro],</span></i><span style="font-weight: 400;"> Mac usa um monólogo de Telly, um dos personagens principais da obra, para introduzir o ouvinte ao álbum, trazendo uma sensação de nostalgia mesmo para quem ainda não assistiu. O cantor faz o ouvinte se sentir acolhido, abraçado, pois diz o que pensamos sobre algo que amamos – no caso dele, a música – mas que não conseguimos por em palavras. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Quando somos jovens, muita coisa não importa / Quando você acha algo que você se importa / Isso é tudo que você tem / Quando você vai dormir de noite você sonha com [música] / Quando você acorda, é a mesma coisa / Está ali na sua cara, você não pode fugir / Às vezes quando você é jovem, o único lugar para ir é para dentro / [Música], é o que eu amo, tire isso de mim e eu realmente não tenho nada&#8221;</span></i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Mac Miller - Knock Knock" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6bMmhKz6KXg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a responsável por lançar Mac Miller aos </span><a href="https://www.vagalume.com.br/mac-miller/popularidade/"><span style="font-weight: 400;">holofotes</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na época, as redes sociais estavam começando a crescer e influenciar pessoas, e foi através delas que Mac divulgou muito de seu trabalho. Ele mesmo diz na primeira música que não foi ‘normal’ um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> atingir o sucesso que ele conquistou tendo apenas 18 anos. Ainda na música introdutória, Miller canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O garoto mais trabalhador da América / jogando com os profissionais</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Apesar de estar feliz com a situação, o cantor ainda não está satisfeito. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quero a capa da [revista] Time, Homem do Ano, tem minha imagem presa em sua mente</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando com duas de suas 10 </span><a href="https://thissongissick.com/post/ranking-the-top-25-songs-of-mac-millers-career/"><span style="font-weight: 400;">músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais ouvidas, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Spins</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que ganhou um sucesso ainda maior com o crescimento do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok </span></i><span style="font-weight: 400;">– e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nikes On My Feet</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S. </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra de forma certeira a visão de um jovem sonhador que ainda quer conquistar o mundo. Mac sabe que a vida é boa agora e que deve ficar mais difícil no futuro, por isso tenta aproveitar ao máximo o momento e não quer envelhecer. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ser jovem é tão legal / Não quero nunca envelhecer</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida realmente ficou mais difícil para o cantor quando ele cresceu. Nas obras lançadas após a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller já demonstra maturidade, talvez um cansaço pela ‘vida de adulto’, lidando com a </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/08/cultura/1536364920_305821.html"><span style="font-weight: 400;">depressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o vício nas drogas. O contrário acontece em </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">: o céu é muito baixo para ser considerado um limite para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, nada pode lhe parar. Mac demonstra isso em </span><i><span style="font-weight: 400;">Get Em Up</span></i><span style="font-weight: 400;">, dizendo que independente do que falem ou façam, ele ainda estará aqui, crescendo. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Costumava ser o palhaço da sala / Mas agora eu rio por último</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_36845" aria-describedby="caption-attachment-36845" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2.jpg" alt="Capa do álbum Swimming (2018) do rapper Mac Miller. A imagem é minimalista, com fundo totalmente branco. No centro, Mac Miller está sentado descalço dentro de um compartimento vertical e retangular de cor preta, semelhante ao interior de uma cabine de avião. Acima de sua cabeça, há uma janela de avião, por onde se vê um céu azul claro. Mac Miller veste um terno rosa claro com uma camisa branca e uma gravata estampada com tons escuros e coloridos. No canto inferior direito da imagem há o selo de “Parental Advisory Explicit Content”, indicando conteúdo explícito no álbum." width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-36845" class="wp-caption-text">wimming (2018) é um dos álbuns em que Mac Miller se abre sobre sua depressão (Foto: REMember Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, os temas das 16 músicas são quase sempre os mesmos: a vontade de ser criança para sempre; a responsabilidade que está tendo com seu sucesso; a superioridade com os haters, ter várias garotas no seu pé e não se preocupar com mais nada. Porém, com sua originalidade e </span><a href="https://genius.com/artists/Larry-fisherman"><span style="font-weight: 400;">domínio musical</span></a><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller consegue fazer cada uma se destacar individualmente, com ritmos diferentes e batidas contagiantes. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ride Around</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, a letra é comum e sem significados profundos, mas é a sonoridade que a diferencia das outras músicas. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Abaixe as janelas / aumente o sistema / Nós estamos apenas tentando andar por aí / porque nós não ligamos / Temos um tanque cheio de gasolina e alguma merda para fumar / Ei, vamos pegar a estrada”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do tom animado na maior parte do álbum, Mac também expõe seus sentimentos em </span><i><span style="font-weight: 400;">All I Want Is You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Poppy</span></i><span style="font-weight: 400;">. A primeira é uma música de amor, dedicada a apenas uma </span><a href="https://www.ranker.com/list/mac-miller-loves-and-hookups/celebrityhookups"><span style="font-weight: 400;">garota,</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não ‘todas as garotas me querem’, presente em várias músicas da </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Me falaram para nunca me apaixonar / Isso nunca funciona com você”</span></i><span style="font-weight: 400;">. A canção já traz referências do que Miller faria em </span><i><span style="font-weight: 400;">Divine Feminine</span></i><span style="font-weight: 400;">, um de seus futuros álbuns, na qual se dedica mais a expressar seu amor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Poppy</span></i><span style="font-weight: 400;"> é dedicada para o avô do cantor, em que Mac parece estar em um diálogo com ele. É uma música mais emocional, já mostrando que o rapper sabe fazer mais do que falar sobre as delícias da vida adolescente, como fez em seus futuros trabalhos </span><a href="https://personaunesp.com.br/circles-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, álbuns muito mais profundos e que expressam os sentimentos mais íntimos do cantor. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Mas me sinto tão sozinho tentando lidar com sua morte / Segurando minha respiração, querendo que eu tivesse mais um dia / Querendo que você estivesse lá quando eu me formar”.</span></i></p>
<p><figure id="attachment_36844" aria-describedby="caption-attachment-36844" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids3.jpg" alt="Fotografia de estúdio que mostra Mac Miller com sua família, posando juntos diante de um fundo neutro. Ao centro da imagem, sentada, está uma senhora idosa de expressão gentil, vestindo uma jaqueta estampada colorida com detalhes em rosa, verde e dourado, colares de pérolas e uma blusa preta. Ela segura as mãos de Mac Miller, que está logo atrás, à esquerda. Mac Miller aparece sentado parcialmente atrás dela, com as mãos cruzadas sobre os joelhos. Ele usa uma camiseta branca, uma corrente prateada e um casaco vermelho. À esquerda dele está um homem jovem de camiseta cinza e calça preta, com os braços apoiados nas pernas. À direita da senhora, também sentada, está uma mulher ruiva de óculos, blusa azul e expressão sorridente. Em pé atrás dela está um homem mais velho, de óculos, cabelos grisalhos e camisa azul-escura, sorrindo levemente com uma mão apoiada no ombro da mulher à sua frente. " width="512" height="384" /><figcaption id="caption-attachment-36844" class="wp-caption-text">Miller McCormick (irmão), Mac McCormick, Marcia Weiss (avó), Karen Meyer (mãe) e Mark McCormick (pai) [Foto: Karen Meyer]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Mesmo com duas músicas carregadas de emoção, Mac Miller faz um brilhante trabalho com </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, deixando todas as músicas com batidas alegres e contagiantes. Sabe aquela sensação quando você está escutando uma música e ela te dá vontade de sair por aí cantando? De quando você coloca uma música no rádio do carro e quer fazer uma cena ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">à lá</span></i><span style="font-weight: 400;">’ </span><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i><span style="font-weight: 400;">, subir no teto solar e cantar para a cidade toda ouvir enquanto alguém dirige? É exatamente isso que define a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">. É o sair da adolescência para o descobrimento do desconhecido mundo </span><a href="https://jornal.usp.br/atualidades/a-dificil-arte-de-se-tornar-adulto-faz-adolescencia-se-prolongar/"><span style="font-weight: 400;">adulto</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato de Mac ter feito este trabalho com apenas 18 anos é um grande destaque. </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2018/09/15/kendrick-lamar-tributo-mac-miller/"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano de muito sucesso, por exemplo, teve seu destaque em 2012, com 25 anos. Kendrick inclusive era uma das inspirações de Miller e os dois artistas chegaram a trabalhar juntos em algumas ocasiões, como nas músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">Fight the Feeling</span></i><span style="font-weight: 400;">, da mixtape </span><i><span style="font-weight: 400;">Macadelic</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">God is Fair, Sexy Nasty</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Eminem, outro artista de grande sucesso, começou a brilhar aos 27 anos. Como diz na contagiante </span><i><span style="font-weight: 400;">The Spins</span></i><span style="font-weight: 400;">, parceria com a banda </span><i><span style="font-weight: 400;">Empire Of The Sun</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller ainda era um adolescente se formando no ensino médio: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu me formei / oh yes / eu acabei de me formar no ensino médio / haha”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como todos os outros </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4LLpKhyESsyAXpc4laK94U?si=wo-X9auYQYmCsJ4WXP8ivA"><span style="font-weight: 400;">trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do artista, </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquista os corações dos ouvintes, principalmente por trazer uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> de nostalgia, de ser criança, e até por ver Mac tão feliz e animado. Este maravilhoso trabalho faz Mac Miller se diferenciar dos demais, mostrando desde o início da carreira que ainda teria um grande futuro pela frente, com obras ainda mais pessoais e bem produzidas. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: K.I.D.S." style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1jzqEyjugAp9iLtRsj9LZg?si=05b6c108d21945cb&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A melancolia e a esperança em Circles, de Mac Miller, completam cinco anos</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 15:06:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai O primeiro dos, até o momento, quatro álbuns póstumos de Mac Miller, foi lançado cinco anos atrás. Circles foi gravado em 2018, mesmo ano de lançamento de Swimming, quinto álbum do estúdio de Mac, e após a morte do rapper.  Contudo só foi divulgado em janeiro de 2020, quando a família pediu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/circles-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A melancolia e a esperança em Circles, de Mac Miller, completam cinco anos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35336" aria-describedby="caption-attachment-35336" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35336" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum &quot;Circles&quot;, do cantor Mac Miller. São duas fotos sobrepostas, criando um efeito de movimento. Nas duas, o rapper aparece ao centro, usando uma blusa de frio preta, com a mão na cabeça. Em uma das fotos, Mac está de olhos fechados e com a cabeça tombada para o lado direito; na outra, com a cabeça parada ao centro e olhos abertos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35336" class="wp-caption-text">Circles, primeiro álbum póstumo de Mac Miller, completa 5 anos (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b><i>Ana Beatriz Zamai</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro dos, até o momento, quatro álbuns póstumos de Mac Miller, foi lançado cinco anos atrás. </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi gravado em 2018, mesmo ano de lançamento de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5wtE5aLX5r7jOosmPhJhhk"><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quinto álbum do estúdio de Mac, e após a morte do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper.</span></i><span style="font-weight: 400;">  Contudo só foi divulgado em janeiro de 2020, quando a família pediu para o produtor Jon Brion finalizar a obra. Se destacando como um dos poucos </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><span style="font-weight: 400;">brancos – </span><i><span style="font-weight: 400;">e bons</span></i><span style="font-weight: 400;"> – desse meio, Miller se afasta um pouco do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">para se misturar com o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-35334"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Brion é um produtor e compositor americano, responsável por </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3o5EnVZNJXtfPV8tCoagjI"><i><span style="font-weight: 400;">When The Pawn</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1998), de Fiona Apple e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5ll74bqtkcXlKE7wwkMq4g"><i><span style="font-weight: 400;">Late Registration</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2005) de Kanye West, além de sua parceria com o diretor Charlie Kaufman nas trilhas sonoras de </span><i><span style="font-weight: 400;">Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças </span></i><span style="font-weight: 400;">(2004) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinédoque </span></i><span style="font-weight: 400;">(2008). A própria família do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu a informação, em um </span><a href="https://www.instagram.com/p/B7EIkpkpHpA/?img_index=1"><span style="font-weight: 400;">post no Instagram</span></a><span style="font-weight: 400;">, que o produtor finalizou o disco de Mac Miller se baseando no tempo que passaram juntos e nas conversas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Jon, o projeto inicial do artista era um trio de álbuns que se complementariam. O primeiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2018, seria uma mistura de </span><i><span style="font-weight: 400;">song form</span></i><span style="font-weight: 400;"> – na tradução literal, forma da música, é a maneira que a obra é organizada, como refrões, pontes e versos – e </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. O segundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> – nome que Miller já havia decidido anteriormente, seria apenas </span><i><span style="font-weight: 400;">song-based</span></i><span style="font-weight: 400;"> – algo que está relacionado ou construído a partir de canções – sem o conhecido </span><a href="https://www.redbull.com/br-pt/musica-hip-hop--guia-de--estilos"><i><span style="font-weight: 400;">frat rap</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do cantor. O terceiro projeto, sem nome e músicas conhecidas por Jon ou pelo público, seria apenas de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A ideia era fazer álbuns com dois estilos diferentes que se complementam, formando um círculo, com o conceito sendo nadando em círculos – </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming </span></i><span style="font-weight: 400;">in </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_35337" aria-describedby="caption-attachment-35337" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35337" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-800x533.png" alt="O cantor Mac Miller aparece ao centro da imagem, usando uma camisa de frio. Ao fundo, sua casa, onde aparece a porta, uma parte do telhado e algumas folhas. Mac está com o cabelo raspado, mas não totalmente, sorrindo, com barba. Sua tatuagem de, aparentemente, uma rosa, aparece no pescoço. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3.png 1581w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35337" class="wp-caption-text">Mac Miller faleceu em setembro de 2018, com 26 anos, por overdose acidental com mistura de opióide, cocaína e álcool (Foto: Clarke Tolton/Rolling Stones)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mac Miller já era um grande compositor e produtor por si só. O que Brion fez foi expandir criativamente e experimentalmente seu talento, criando uma nova fase na vida musical do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse novo período, que teve início ainda no registro anterior, foi marcado por músicas com letras mais sinceras, acompanhadas pelas batidas presentes no enorme </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/57YJQe0ayvIaRZJ3PW5nFP"><span style="font-weight: 400;">currículo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Brion: minimalistas, poéticas e nostálgicas, comuns nas trilhas cinematográficas do produtor. Alguns dos responsáveis por essas batidas foram dois aliados que Jon trouxe: o baterista Matt Chamberlain (Fiona Apple) e o baixista e guitarrista Wendy Melvoin (Prince).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das exceções do álbum é a música </span><i><span style="font-weight: 400;">I Can See</span></i><span style="font-weight: 400;">, que tem um teor mais psicodélico e futurista, até mesmo no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rGxOUnlHpGI"><span style="font-weight: 400;">videoclipe</span></a><span style="font-weight: 400;">. O som combina com a letra, que além de versos que devaneiam, como “</span><i><span style="font-weight: 400;">E agora eu sei que, se viver é apenas um sonho, então nós também somos (apenas um sonho)</span></i><span style="font-weight: 400;">”, também é a faixa que Mac se mostra mais direto no pedido de socorro, em dizer que está se afundando: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Bom, eu preciso que alguém me salve, hmm/ Antes que eu me enlouqueça</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_35338" aria-describedby="caption-attachment-35338" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35338" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-3.png" alt="No canto esquerdo da imagem, uma mulher usando terno e cabelo curto liso amarelo neon. No outro canto, uma mulher de calça preta com o celular na mão. Ao centro, Mac Miller aparece com um moletom bege, cabelo raspado, mas não totalmente, com a mão cobrindo a boca. Suas tatuagens da mão e dedos aparecem. Ao seu lado esquerdo, Ariana Grande faz o mesmo gesto com as mãos. Ariana está de top branco, um casaco rosa transparente, uma choker rosa, um óculos de sol rosa na cabeça, e os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo. " width="770" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-3.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-3-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35338" class="wp-caption-text">Muitos fãs acreditam que a voz feminina no fundo de I Can See é da artista Ariana Grande, namorada de Mac por alguns anos (Foto: Instagram/@arianagrande)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi em </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, juntamente com </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, que Mac Miller conseguiu expressar seus sentimentos em relação à </span><a href="https://www.vulture.com/2018/09/mac-miller-interview.html"><span style="font-weight: 400;">depressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sua dependência em drogas. A primeira ideia é pensar que, se o álbum tem essa temática, as músicas apresentam um teor depressivo e triste, mas não é o caso – não por completo. O artista demonstra ter crescido e aprendido suas lições, encontrando paz em se deixar mostrar quem é e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CMyUoCVYCME"><span style="font-weight: 400;">o que sente</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Blue World </span></i><span style="font-weight: 400;">é o exemplo perfeito para demonstrar essa evolução. Usando o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de “</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2iXNeaqJ1Ef3YZ3iEak8tU"><i><span style="font-weight: 400;">It´s a Blue World</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, do quarteto The Four Freshmen, Mac intercala entre como se sente em relação às drogas e a depressão, como se o diabo (em referência às drogas) estivesse batendo em sua porta, e a esperança de que tudo vai dar certo. Em meio a uma batida mais agitada do que o restante e mais próximo do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Miller diz “</span><i><span style="font-weight: 400;">Esse mundo maluco me deixa louco</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mas depois “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nós nem estamos preocupados, apenas rimos, isso é maravilhoso/ Você sabe como é, não está quebrado, então não tente consertar/ Ei, um dia desses todos nós sobreviveremos, não tenha medo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Blue World" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/track/2hwOoMtWPtTSSn6WHV7Vp5?si=4ae444f3f4154313&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A revista digital </span><i><span style="font-weight: 400;">Pitchfork</span></i><span style="font-weight: 400;">, em sua </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/mac-miller-circles/"><span style="font-weight: 400;">crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">, comentou que foi muito difícil categorizar </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, pela quantidade de aspectos diferentes. Outras críticas descreveram o álbum como </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, funk e </span><i><span style="font-weight: 400;">emo-rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, com elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">lo-fi</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">indie folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">synth-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém não foi a partir de </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o artista evoluiu seu estilo. Miller saiu de </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2009, como um </span><a href="https://www.albumoftheyear.org/user/calbrandell/album/40489-kids-kickin-incredibly-dope-shit/"><span style="font-weight: 400;">rapaz imprudente</span></a><span style="font-weight: 400;"> conhecido pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">frat rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, e avançou para álbuns cada vez mais sinceros e profundos, indo desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue Slide Park</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Watching Movies With The Sound Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">GO:OD AM</span></i><span style="font-weight: 400;"> para </span><i><span style="font-weight: 400;">The Divine Feminine</span></i><span style="font-weight: 400;">, provavelmente sua obra mais completa e diversificada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, e, enfim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, que passa pelo seu lado mais profundo, mostrando o que se pode ver como créditos finais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum conta com apenas um </span><i><span style="font-weight: 400;">feat</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hand Me Downs</span></i><span style="font-weight: 400;">, na presença de Baro Sura. A voz rouca de Mac combina com a de </span><a href="https://genius.com/a/who-is-baro-the-melbourne-singer-rapper-featured-on-mac-miller-s-hand-me-downs"><span style="font-weight: 400;">Baro</span></a><span style="font-weight: 400;">, trazendo um bom equilíbrio e dando uma liberdade a Mac de mostrar seu </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de novo, mesmo que intercalado com a poesia da música, e toda essa combinação transforma a música na melhor do álbum. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Hand Me Downs</span></i><span style="font-weight: 400;">, Miller demonstra que o que sente não é de hoje, mas que agora está piorando: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Desde que me lembro, tenho me mantido firme, mas estou me sentindo estranho</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O videoclipe traz pedaços da gravação e produção, com Mac tocando os instrumentos presentes na música e que, assim como a canção, trazem conforto para o fã, que sente uma proximidade do cantor.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mac Miller - Hand Me Downs" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fYEXdCCpfVQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de Mac estar no ciclo do desespero à uma possível redenção, constantemente com o pensamento de que talvez morrer não seja tão ruim quanto viver, ele estende a mão ao ouvinte, como quem diz “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não é porque eu estou assim, que você também precisa estar</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Esse suporte pode ser visto – e ouvido, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2oiKD8bPHTYNyCfj2nafJL"><i><span style="font-weight: 400;">Hands</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que destoa do restante do álbum tanto na batida quanto na letra, por ter um teor positivo. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Por que você não acorda de seus pesadelos?/ Quando foi a última vez que você reservou um tempinho para si mesmo?/ Não há razão para ficar tão deprimido/ Porque carregar esse peso vai quebrar seus joelhos de vidro</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser considerado como uma carta de despedida de Mac Miller para os fãs, já que os outros álbuns póstumos lançados até o momento (“</span><i><span style="font-weight: 400;">Faces”</span></i><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">I Love Life, Thank You” </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2ANFIaCb53iam0MBkFFoxY"><i><span style="font-weight: 400;">Balloonerism</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o último tendo sido lançado no aniversário de </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">) foram gravados antes deste registro, só não haviam sido finalizados e divulgados. Mesmo que sem saber que seria sua última mensagem, Mac nos diz para aproveitar mais a vida, ir com calma e sem pressa, viver um dia de cada vez e depois pensamos no amanhã. Como diz em </span><i><span style="font-weight: 400;">Complicated</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Algumas pessoas dizem que querem viver para sempre/ Isso é muito tempo, vou apenas viver o hoje. [&#8230;] Antes de começar a pensar no futuro/ Primeiro, posso viver o hoje?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Circles" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5sY6UIQ32GqwMLAfSNEaXb?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Das profundezas do mais íntimo de Mac Miller, surge Circles</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2021 17:40:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Geovana Arruda A introspecção e a melancolia ganham espaço em Circles, álbum póstumo do rapper Malcolm James McCormick, mais conhecido como Mac Miller. Lançadas em 17 de janeiro de 2020, as faixas, finalizadas pelo produtor Jon Brion, contém cada pedaço da mente de um cantor e compositor brilhante, porém acompanhadas de todos os seus problemas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/circles-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Das profundezas do mais íntimo de Mac Miller, surge Circles"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17658" aria-describedby="caption-attachment-17658" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17658 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/f5528ff2f79b8c9aaf79f41beaea2379-1000x1000x1.jpg" alt="A imagem é a foto de capa do álbum Circles, do rapper Mac Miller. Na imagem, há uma foto de Mac Miller com a mão esquerda apoiada em sua cabeça, tampando um de seus olhos. Também há uma outra imagem de Mac por cima, com menor opacidade, ele está com a cabeça apoiada em seu braço esquerdo. Mac é um homem branco, de cabelo raspado, barba rala, com tatuagens no corpo e que está vestindo uma blusa de manga comprida preta. A imagem está em tons preto e branco." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/f5528ff2f79b8c9aaf79f41beaea2379-1000x1000x1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/f5528ff2f79b8c9aaf79f41beaea2379-1000x1000x1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/f5528ff2f79b8c9aaf79f41beaea2379-1000x1000x1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/f5528ff2f79b8c9aaf79f41beaea2379-1000x1000x1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17658" class="wp-caption-text">Capa do disco Circles: 1 ano da maior lição que Mac Miller nos deixou (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Geovana Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A introspecção e a melancolia ganham espaço em </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, álbum póstumo do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> Malcolm James McCormick, mais conhecido como Mac Miller. Lançadas em 17 de janeiro de 2020, as faixas, finalizadas pelo produtor Jon Brion, contém cada pedaço da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/disco-postumo-de-mac-miller-circles-e-o-lembrete-gentil-de-uma-mente-caotica-e-criativa-analise/"><span style="font-weight: 400;">mente</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um cantor e compositor brilhante, porém acompanhadas de todos os seus problemas pessoais, que ficaram ainda mais claros após esse grande monólogo de Mac. </span></p>
<p><span id="more-17655"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco, que estava sendo trabalhado desde 2018, é como um desabafo final e uma continuação digna do álbum </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/gente,swimming-de-mac-miller-e-indicado-a-melhor-album-de-rap-no-grammy,70002637351"><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambos retratando sua luta diária contra seus próprios demônios. Em entrevista ao</span> <a href="https://www.nytimes.com/2020/01/20/arts/music/mac-miller-jon-brion-circles.html"><i><span style="font-weight: 400;">The New York Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Jon Brion contou sobre o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma segunda parte de um projeto de três etapas que Mac estava construindo, sendo </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;"> a primeira: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Uma hibridização do hip-hop com a forma do som, Circles um som base, e o último seria provavelmente um álbum de hip-hop puro&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao falar, visivelmente emocionado, o produtor revelou para Zane Lowe, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple Music</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua relação com Malcolm, tanto na construção das faixas, quanto em sua amizade. Mac estava em sua fase de mais honestidade consigo mesmo, trabalhando em letras profundas e na musicalidade baseada nos instrumentos. Brion apenas estava ali como um articulador do seu talento, incentivando-o a quebrar barreiras e não esconder nada. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jon Brion and Zane Lowe - Circles Interview" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/faEKDnNXt4o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente do Malcolm de </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue Slide Park</span></i><span style="font-weight: 400;">, que cantava sobre festas, mulheres e aventuras de um jovem que iniciava sua carreira em 2011, seu último álbum segue uma linha completamente destoante. A musicalidade sempre foi grande destaque em suas composições, e em </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> não poderia ser diferente. O disco evidencia mais instrumentos como baixo, piano, violão e bateria, ao invés de apenas os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> virais do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual, pendendo para o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz, funk e R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporâneo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um adendo, se na quarentena você foi adepto ao estilo </span><a href="https://canaltech.com.br/musica/especial-o-que-e-musica-lo-fi-e-por-que-ela-explodiu-durante-a-pandemia-163834/"><i><span style="font-weight: 400;">lo-fi</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para se concentrar nos estudos e no </span><i><span style="font-weight: 400;">home office</span></i><span style="font-weight: 400;">, com certeza irá viajar com as batidas melódicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Apesar de não ser </span><i><span style="font-weight: 400;">low fidelity</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, muito pelo contrário, ter uma produção excelente e de ótima qualidade musical, o estilo de grande parte das trilhas é suave.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A musicalidade do disco lembra alguns outros cantores e, apesar das letras profundas, é perfeita para ouvir em tardes quentes em que você só quer relaxar. No único </span><i><span style="font-weight: 400;">feat</span></i><span style="font-weight: 400;"> presente na obra, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hand me Down</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> australiano Baro Sura casa sua voz perfeitamente com a de Mac, lembrando muito produções de Frank Ocean. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Complicated,</span></i><span style="font-weight: 400;"> podemos facilmente remeter os sintetizadores à</span><i><span style="font-weight: 400;"> Redbone,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Childish Gambino; e, ainda em </span><i><span style="font-weight: 400;">Hands,</span></i><span style="font-weight: 400;"> relembrar o álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/cool-tape-vol-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cool Tape Vol. 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Jaden Smith.</span></p>
<figure id="attachment_17657" aria-describedby="caption-attachment-17657" style="width: 460px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17657 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ba411e15d9def7081b634cead8da855ffe-07-mac-miller-8.rdeep-vertical.w460.jpg" alt="A imagem é uma foto do cantor Mac Miller. Na imagem, Mac está sentado em uma poltrona marrom, com os braços apoiados nos joelhos e as costas inclinadas para frente. Mac é um homem branco, de cabelos castanhos claros curtos e barba castanha clara rala; ele possui várias tatuagens pelo corpo e veste uma camiseta branca, uma corrente dourada, calças jeans, meia branca e uma sandália preta com listras brancas." width="460" height="690" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ba411e15d9def7081b634cead8da855ffe-07-mac-miller-8.rdeep-vertical.w460.jpg 460w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ba411e15d9def7081b634cead8da855ffe-07-mac-miller-8.rdeep-vertical.w460-200x300.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 460px) 85vw, 460px" /><figcaption id="caption-attachment-17657" class="wp-caption-text">(Foto: Christaan Felber for Vultur)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Juntamente com a discografia, 14 vídeos foram lançados em seu canal do </span><i><span style="font-weight: 400;">Youtube</span></i><span style="font-weight: 400;"> para, de certa forma, ilustrar as músicas e sentimentos de Malcolm. Animações psicodélicas, repetidas e minimalistas fazem você viajar mais ainda na mente de um músico tão criativo, divertido e talentoso. Sabe aquela pergunta: </span><i><span style="font-weight: 400;">o que se passa na cabeça dele?</span></i><span style="font-weight: 400;"> Os clipes tentam respondê-la transmitindo a sensação de estar no imaginário de Mac Miller, como, por exemplo, na faixa que dá nome ao álbum,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que o cantor aparece sentado em posição reclusa, de olhos fechados, em cima de uma águia que está voando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com naturalidade, por todas as faixas temos a rouquidão da voz que transparece a solidão e o abandono de alguém que estava constantemente tentando se manter sóbrio, assim canta em </span><i><span style="font-weight: 400;">Woods</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu, amo? Posso obter o suficiente? Não fuja, amor. Odeie o amor, o desgosto o levará à falência. Muitos dias em transe, é melhor acordar”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os versos relatam um pouco sobre sua trajetória com a depressão e o uso de drogas, ambos presentes em boa parte da sua vida e já conhecidos abertamente pelos seus fãs e seguidores.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mac Miller - Hands" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/IHJWYamH5SA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mac sempre criticou a forma como a sociedade lida com as celebridades, em constante cobrança sobre tudo que fazem ou deixam de fazer, principalmente tratando-se da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, e em suas músicas não foi diferente. O carro-chefe do álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Good News,</span></i><span style="font-weight: 400;"> trata justamente sobre isto: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Não eles não gostam quando estou para baixo, mas quando estou voando oh, isso os deixa tão desconfortáveis, tão diferente, qual a diferença?”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa fiscalização sobre sua vida acaba se tornando uma espécie de gatilho para seus problemas, afinal, como diz na música, sua sobriedade não é notícia, mas o seu consumo de drogas também incomoda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após 2 anos de sua </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2018/11/05/rapper-mac-miller-morreu-por-overdose-com-mistura-de-opioide-cocaina-e-alcool-confirma-legista.ghtml"><span style="font-weight: 400;">morte</span></a><span style="font-weight: 400;"> por uma overdose acidental, no dia 7 de setembro de 2018, seu álbum póstumo soa como um epílogo e uma verdadeira nudez de sua alma. A música </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue World</span></i><span style="font-weight: 400;">, que utilizou o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de</span><i><span style="font-weight: 400;"> It&#8217;s a Blue World </span></i><span style="font-weight: 400;">do quarteto The Four Freshmen, é um alívio em meio ao caos e um escape de esperança: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Acho que enlouqueci, a realidade é tão difícil de encontrar. Quando o demônio tenta te chamar, mas porra, eu sempre brilho… É, bem, esse mundo perturbado me deixou louco. Talvez eu simplesmente me vire, fazer um 180°”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com uma batida mais agitada e diferente das outras faixas, mesmo ainda trazendo a pegada existencial do </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, a música carrega a vontade de Mac de dar a volta e deixar suas problemáticas para trás.</span></p>
<figure id="attachment_17659" aria-describedby="caption-attachment-17659" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17659 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/mac-miller1.jpg" alt="A imagem é uma fotografia do cantor Mac Miller. Na imagem, ele está sentado em um banquinho, no set de um estúdio fotográfico. Mac é um homem branco, de cabelo castanho claro raspado e barba castanha clara rala; ele possui algumas tatuagens pelo corpo e veste uma camiseta branca, uma corrente, uma blusa vermelha de manga cumprida, uma calça jeans e um par de meias brancas com desenhos de olhos azuis, não é possível ver seus pés na imagem." width="1000" height="619" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/mac-miller1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/mac-miller1-300x186.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/mac-miller1-768x475.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17659" class="wp-caption-text">Como forma de manter seu legado criativo, surgiu a Fundação Mac Miller (The Mac Miller Fund), que ajuda com recursos e oportunidades para jovens de comunidades carentes através da arte, e também  apoia organizações que identificam e tratam dos problemas de abuso de substâncias na indústria musical (Foto: Karen Meyers)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do término de Mac Miller com a cantora Ariana Grande, em maio de 2018, ficou evidente que suas batalhas eram interiores, e sua música virou reflexo delas, principalmente depois da cantora revelar em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> um pouco sobre o </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/ariana-grande-sobre-termino-com-mac-miller-nao-sou-baba-nem-mae/"><span style="font-weight: 400;">rompimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seu ex-namorado. Muitos psicólogos dizem que é preciso estar bem consigo para estar bem com o outro, mas Malcolm e Ariana conviviam com as tentativas dele em se manter sóbrio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sua relação com a artista com certeza marcou até seus últimos dias. Em parte das faixas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles,</span></i><span style="font-weight: 400;"> o amor romântico, a saudade e a construção de uma família são resquícios desse relacionamento tão amado pelos fãs e memorável para ambos. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">I Can See</span></i><span style="font-weight: 400;"> é possível ouvir uma voz feminina ao fundo, que levou admiradores do casal à loucura pois imagina-se que seja a voz da cantora. </span></p>
<figure id="attachment_17656" aria-describedby="caption-attachment-17656" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17656 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/b5abc7eeee598efb9c4ee43e4f292508.jpg" alt="A imagem é uma foto dos cantores Mac Miller e Ariana Grande. Eles estão na sala de uma casa, em que Mac está sentado no sofá tocando uma guitarra, enquanto Ariana está sentada no tapete, abraçada com as pernas de Mac. Mac é uma homem branco, de cabelos castanhos claros raspados e barba castanha-clara rala; ele possui tatuagens pelo corpo e veste um boné amarelo, uma blusa azul clara, uma calça jeans e meias brancas. Ariana é uma mulher branca de cabelos castanhos claros, que estão presos em um coque; ela veste uma blusa preta de manga cumprida, não é possível ver seu shorts na imagem." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/b5abc7eeee598efb9c4ee43e4f292508.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/b5abc7eeee598efb9c4ee43e4f292508-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/b5abc7eeee598efb9c4ee43e4f292508-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17656" class="wp-caption-text">Mac Miller e Ariana namoraram durante 2 anos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que parecia ser apenas o desfecho positivo desse ciclo que era a vida de Malcolm, </span><i><span style="font-weight: 400;">Surf e Once a day</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalizaram o disco com uma volta por cima de todas essas problemáticas perambulantes por suas músicas, trazendo a esperança de dias melhores. Mas, felizmente, em abril de 2020, o álbum ganhou sua versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;">, com duas novas faixas:</span><i><span style="font-weight: 400;"> Right</span></i><span style="font-weight: 400;">, falando sobre o amor e saudade, possivelmente de sua tão amada ex-namorada; e </span><i><span style="font-weight: 400;">Floating</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que parece ser um aconchegante adeus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O adeus se concretizou, de fato, no dia 31 de outubro de 2018, em que a família de Malcolm promoveu o </span><a href="https://djbooth.net/features/2018-11-02-mac-miller-celebration-of-life-concert"><i><span style="font-weight: 400;">Mac Miller’s A Celebration of Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">/tributo foi, assim como </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma verdadeira homenagem póstuma para um grande artista. Cantores amigos de Miller, como SZA, Travis Scott, Miguel, Chance The Rapper, Anderson Paak e John Mayer, fizeram um verdadeiro concerto de emoções ao cantarem músicas de Malcolm, falando majoritariamente de se manter positivo diante a vida.</span></p>
<figure id="attachment_17660" aria-describedby="caption-attachment-17660" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17660 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/mac-miller-benefit-show-celebration-of-life.jpg" alt="A imagem é uma fotografia do show de tributo para Mac Miller. Na imagem, podemos ver, em cima do palco, um telão com uma foto de Mac. No palco do show, estão vários cantores e equipe aplaudindo em direção ao telão; e, em frente, é possível ver a plateia aplaudindo, com as mãos para o alto. A imagem está em preto e branco. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/mac-miller-benefit-show-celebration-of-life.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/mac-miller-benefit-show-celebration-of-life-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/mac-miller-benefit-show-celebration-of-life-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/mac-miller-benefit-show-celebration-of-life-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17660" class="wp-caption-text">Uma celebração da vida (A Celebration of Life), tributo para Mac Miller (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode parecer apenas mais um álbum póstumo, mas é um presente que irá tocar a vida de todos para sempre. Ele é, nada mais nada menos, que a própria personificação de Mac Miller: um artista jovem, cheio de criatividade, com talento que transborda musicalidade, e que, assim como muitos de nós, enfrenta a sabotagem do seu próprio eu. Enxergar, em meio a todos os conflitos, esperança, gentileza e honestidade eram as especialidades dele. E, para nós, fica a sua lição.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Circles (Deluxe)" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/1YZ3k65Mqw3G8FzYlW1mmp?si=NA2YgSH1SW-n7y4qBgULBA"></iframe></p>
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