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	<title>Arquivos Luis Felipe Silva &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Luis Felipe Silva &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Pequena Miss Sunshine e a hora de trocar o pneu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Oct 2016 22:03:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Felipe Silva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma década depois de seu lançamento, a viagem continua. Luis Felipe Silva Depois de viajar cerca de 1.300 km, chegava ao Brasil, há dez anos, uma Kombi amarela caindo aos pedaços. Dentro dela, uma família pouco convencional que, mesmo somadas as diferenças, se uniu em torno do sonho de ganhar um concurso de beleza da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pequena-miss-sunshine-hora-de-trocar-pneu/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Pequena Miss Sunshine e a hora de trocar o pneu"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma década depois de seu lançamento, a viagem continua.</em></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5667" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/10/pequena-miss-sunshine.jpg" alt="pequena-miss-sunshine" width="655" height="491" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/pequena-miss-sunshine.jpg 655w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/pequena-miss-sunshine-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>Luis Felipe Silva</strong></p>
<p>Depois de viajar cerca de 1.300 km, chegava ao Brasil, há dez anos, uma Kombi amarela caindo aos pedaços. Dentro dela, uma família pouco convencional que, mesmo somadas as diferenças, se uniu em torno do sonho de ganhar um concurso de beleza da pequena Olive interpretada por Abigail Breslin.</p>
<p><span id="more-5648"></span></p>
<p>Pequena Miss Sunshine (<i>Little Miss Sunshine</i>) foi lançado no Brasil em 20 de outubro de 2006 e arrancou lágrimas e sorrisos do público. Num tom de comédia-dramática a trama gira em torno de um concurso de beleza para pré-adolescentes em que Olive se inscreve. A família, que mora em Albuquerque, se vê obrigada a viajar até o estado da Califórnia onde aconteceria o concurso.</p>
<p>Os menos atentos suporiam que é mais um feijão com arroz requentado à la Sessão da Tarde e que pouco tem de novidade. Mas já nas primeiras cenas, a apresentação icônica e individual dos principais personagens dá certo sabor de curiosidade. Como no filme: Olive, a Pequena que dá nome ao filme e sonha em ganhar um concurso de Miss; seu pai, Richard (Greg Kinnear) que tenta emplacar seu programa de autopromoção “Recusa-se a vencer”; Dwayne (Paul Dano) um adolescente problemático no auge dos seus 15 anos que faz um voto de silêncio; Edwin (Alan Arkin), pai de Richard, viciado em heroína; Sheryl (Toni Collette) mãe de Olive que tenta administrar toda a família ao mesmo tempo e o tio Frank (Steve Carell), um suicida recém-frustrado.</p>
<figure id="attachment_5670" aria-describedby="caption-attachment-5670" style="width: 1200px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5670" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/10/famc3adlia.jpg" alt="familia" width="1200" height="796" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/famc3adlia.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/famc3adlia-300x199.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/famc3adlia-768x509.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/famc3adlia-1024x679.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-5670" class="wp-caption-text">Da esquerda pra direita: Richard, Olive, Edwin, Tio Frank, Dwayne e Sheryl (Imagem: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>As chances de à época, com esses personagens,<em> Pequena Miss Sunshine</em>, ser nivelado mediocremente e imergir na grande lagoa azulada das sessões vespertinas da TV aberta, no Brasil, eram altas. Mas, não por acaso, o filme ganhou o Oscar de melhor roteiro original no ano seguinte. Assinado por Michael Arndt, o roteiro foi comprado pela soma de US$ 250 mil. E algumas peculiaridades talvez o tenham lhe rendido tantos elogios.</p>
<p>Na trama, algumas questões são tratadas de forma leve. A homossexualidade é tomada pelos olhos de uma criança e de adultos ao mesmo tempo. O valor da vida é confrontado pelo ego ferido de um típico personagem da sociedade moderna. Somam-se as reflexões das privações em favor dos bônus, dos sonhos e de como lidar e se comportar diante de completos desastres pessoais.</p>
<p>Detalhista, Miss Sunshine tem referências sutis e nos leva a conexões pouco óbvias. Nietzsche, por exemplo, aparece sob a forma de, quem sabe, seu livro mais famoso: <em>Assim falou Zaratustr</em>a. E é personificado, na <i>hora mais silenciosa</i>, quando as palavras se retiram da boca de Dwayne. Os conselhos de Edwin ao seu neto podem ser desacreditados por seu vício, mas a fundo, tem muito mais de sentido e culto ao c<i>arpe diem</i> de <i>Sociedade dos Poetas Mortos (1989) </i>do que meros devaneios de um velho rebelde.</p>
<p>Olive, por sua vez parecer ter sido emprestada de <i>Alô, Sr. Deus aqui é Anna</i>, (livro de Fynn, 1974). Sua ternura e leveza dispensam ensaios e confirmam a apresentação feita nas primeiras páginas do livro e, consequentemente, nas primeiras cenas do filme: “É fácil saber a diferença entre uma pessoa e um anjo. A maior parte de um anjo está no lado de dentro e a maior parte de uma pessoa está no lado de fora”. O toque de Abigail à personagem lhe renderia não só elogios como a indicação a melhor atriz coadjuvante ao Oscar de 2007.</p>
<p>A produção é simples, mas foi demorada. Dos primeiros rascunhos de Arndt à última tomada: cinco anos. Ao custo de US$ 8 mi (valor modesto) o longa rendeu pouco mais de US$ 100 mi em bilheteria. Foram usadas quatro Kombi VW T2 Microbus modificadas. E não por acaso: a altura e profundidade do veículo permitem uma filmagem ampla de todos os personagens.</p>
<figure id="attachment_5673" aria-describedby="caption-attachment-5673" style="width: 480px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5673" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/10/profundidade.jpg" alt="profundidade" width="480" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/profundidade.jpg 480w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/profundidade-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 480px) 85vw, 480px" /><figcaption id="caption-attachment-5673" class="wp-caption-text">A VW T2 Microbus possibilitou diversas cenas com todos os personagens travando diálogos e interagindo simultaneamente. (Imagem: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>A continuidade é certeira e tem pouquíssimos deslizes. A fotografia, sob os cuidados de Tim Suhrstedt, surpreende. As filmagens, que ocorreram no Arizona e no sul Californiano, talvez tenham ajudado por estarem intimamente ligadas ao roteiro (que originalmente previa uma viagem da costa leste de Maryland para a Florida).</p>
<p>Indicada ao Grammy de 2007 a trilha sonora inclui <a href="https://www.youtube.com/watch?v=c_-cUdmdWgU"><i>Chicago</i></a><i>, </i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rRlLOhoMClE"><i>Fifteen years ago</i></a><i> e </i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-V9QHv7kK_g"><i>Till the end of Time</i></a>. O filme levou ainda indicações ao Globo de Ouro, ao festival de Tóquio e rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante a Alan Arkin. A explicação do grande sucesso de <em>Pequena Miss Sunshine</em> não é óbvia, mas marca a estreia com pé direito dos diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris. Prova disso foi a indicação a melhor filme no Oscar daquele mesmo ano.</p>
<p>Ainda hoje, dez anos depois, <em>Pequena Miss Sunshine</em>, está na graças do público. Talvez, porque as questões levantadas à época, ainda sejam recorrentes. Talvez, por todos terem o desejo veemente de conquistar algo como Olive ou todos já terem passado pelas revoltas de Dwayne. Às vezes, é preciso uma dose de loucura de Edwin e de insanidade do tio Frank. É preciso desistir de algo como Richard. É preciso persistir em algo como Sheryl. A certeza trazida pelo filme é que de quando em quando precisamos parar nossa Kombi e trocarmos o pneu &#8211; e é bom que o estepe esteja em dia.</p>
<figure id="attachment_5672" aria-describedby="caption-attachment-5672" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5672" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/10/olive-reproduc3a7c3a3o.jpg" alt="olive-reproducao" width="500" height="206" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/olive-reproduc3a7c3a3o.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/olive-reproduc3a7c3a3o-300x124.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-5672" class="wp-caption-text">Primeira cena do filme em que Olive está assistindo à premiação de Miss (Imagem: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Mais que comédia ou drama, <em>Pequena Miss Sunshine</em> traz à tona uma sátira às questões que ainda são tabus e outras que, de tão impetradas em nosso senso comum, ainda são vistas com estranheza se fugirmos à normatização. A mais importante – o padrão de beleza moderno – é o ponto chave. Mais que satirizá-lo, Miss Sunshine, quebra-o. Retoma a afirmação de que a beleza, individual e intrínseca, não pode ser medida em fita métrica. Que a busca por uma representação do belo, exclui uma infinidades de apresentações também belas.  Engatando a terceira marcha, nos emociona com um final pouco usual, mas que, ao certo, nos desperta o desejo de seguir viagem com a família Hoover.</p>
<figure id="attachment_5671" aria-describedby="caption-attachment-5671" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-5671 aligncenter" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/10/kombi.jpg" alt="kombi" width="600" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/kombi.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/kombi-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-5671" class="wp-caption-text">Família Hoover empurrando a Kombi que está com a embreagem quebrada (Imagem: Reprodução)</figcaption></figure>
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		<title>Regina Spektor &#8211; Remember Us to Life: um novo gosto à memória</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2016 21:47:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Felipe Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Spektor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora previsível, o sétimo álbum da cantora emerge sentimentos e faz convite ao cultivo de lembranças Luis Felipe Silva, estudante de jornalismo da UNESP-Bauru Como quem musicou um velho diário, Regina Spektor lançou, no último dia 30 de setembro, seu mais recente álbum. Sem muitas surpresas, Remember us to life &#8211; o sétimo de estúdio &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/regina-spektor-remember-us-to-life-novo-gosto-memoria/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Regina Spektor &#8211; Remember Us to Life: um novo gosto à memória"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Embora previsível, o sétimo álbum da cantora emerge sentimentos e faz convite ao cultivo de lembranças</em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5375" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/10/regina-spektor-remember-us-to-life.jpeg" alt="regina-spektor-remember-us-to-life" width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/regina-spektor-remember-us-to-life.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/regina-spektor-remember-us-to-life-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/regina-spektor-remember-us-to-life-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/regina-spektor-remember-us-to-life-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/regina-spektor-remember-us-to-life-1024x1024.jpeg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Luis Felipe Silva, estudante de jornalismo da UNESP-Bauru</strong></p>
<p>Como quem musicou um velho diário, Regina Spektor lançou, no último dia 30 de setembro, seu mais recente álbum. Sem muitas surpresas, <i>Remember us to life</i> &#8211; o sétimo de estúdio da cantora &#8211; vem a público depois de um <i>pseudo-hiato </i>de mais de quatro anos. Nesse meio tempo, Regina foi mãe e emplacou “You&#8217;ve Got Time” como tema de <i>Orange is the new Black</i> (série original da Netflix), que lhe rendeu a indicação de Melhor Canção Composta para Mídia Visual no Grammy Awards em 2014.<span id="more-5362"></span></p>
<p>Regina conquistou o público com o single “Fidelity” (lançado em 2006) e imprime um estilo peculiar em suas canções. Cada música tem caráter único e, num mesmo álbum, podem-se perceber traços de jazz, folk e rock. Ainda assim, sua identidade vocal não deixa dúvidas de quem as interpreta. As letras são um caso à parte: em sua maioria, tratam de sentimentos de maneira introvertida, geralmente em primeira pessoa, embora Regina negue que sejam autobiográficas.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Regina Spektor - Fidelity [Official Music Video]" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/wigqKfLWjvM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>“Bleeding Heart”, faixa que abre o mais recente disco, traz um ritmo marcante que ressalta as habilidades vocais da cantora que não se acanha em usar toda sua extensão vocal e fazer melodias com pouco ou nenhum auxílio de instrumentos. Previsivelmente, sua voz se sobressai, seca e inexorável, sob uma marcação rítmica simples. A melodia fica por conta das construções vocais que Regina, com maestria, executa com afinação ímpar.</p>
<p>A versatilidade de Spektor é inegável e neste disco fica mais evidente. “Older and Taller”, por exemplo, agrada por sua musicalidade com arranjo mais complexo. Em contrapartida, já em clima intimista, “Grand Hotel” e “The Light”, demonstram que Regina precisa de pouco para fazer boa música.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Regina Spektor - Older and Taller [Official Audio]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5zB3fwHX83k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Em comparação com seu álbum anterior (<i>What We Saw From The Cheap Seats</i>, 2012), Regina emerge em suas canções tantas emoções quanto o fez com “How” (faixa que era quase uma súplica interna). Em dados momentos, ao ouvir <i>Remember us to life</i>, sente-se tanta calma como quando se ouve “<a href="https://www.youtube.com/watch?v=mUkbD9v0jBs">All Is Well</a>” de Austin Basham. Excluindo-se as divergências estilísticas, lembra Norah Jones em “<a href="https://www.youtube.com/watch?v=GozYEBItOCg">Don&#8217;t Know Why</a>” e tem-se a leveza e graça de Corinne Bailey Rae quando convida todas as garotas a aumentar o som em “<a href="https://www.youtube.com/watch?v=oWQl00LWEwE">Put Your Records On</a>”. Por fim, destoante e autorreflexiva, em dado momento mergulha na melancolia como Florence + The Machine.</p>
<p>Autobiográfico ou não, <i>Remember us to life</i>, dá novo gosto à memória. Talvez, por conta da recente maternidade de sua intérprete, parece até querer convencer quem o ouve a adotar um diário para não perder as lembranças pelo caminho. Regina parece ter dado melodia às sensações antigas e, embora previsível, deixa claro a razão pela qual ela conquistou as paradas musicais: qualidade. Mais que isso, a capacidade de dar nova roupa a seu estilo e fazê-lo indissociável de sua voz.</p>
<figure id="attachment_5382" aria-describedby="caption-attachment-5382" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5382" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/10/gallery_showbiz_celeb_pictures_160712_regina_spektor.jpg" alt="regina spektor performing 160712" width="768" height="1027" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/gallery_showbiz_celeb_pictures_160712_regina_spektor.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/gallery_showbiz_celeb_pictures_160712_regina_spektor-224x300.jpg 224w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/10/gallery_showbiz_celeb_pictures_160712_regina_spektor-766x1024.jpg 766w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-5382" class="wp-caption-text">Regina Spektor à época de sua indicação para o Grammy (Créditos: WENN.com)</figcaption></figure>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6C0ZhA7FLKwguVU8BWfkeS" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></p>
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