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	<title>Arquivos Luana Muniz &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Persona Entrevista: Rian Córdova e Leonardo Menezes</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2021 22:11:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diretores de Luana Muniz &#8211; Filha da Lua detalham a importância da representatividade trans na Arte e as dificuldades do Cinema independente Caroline Campos e Vitor Evangelista Quatro meses atrás, o Persona entrou em contato com o emocionante longa Luana Muniz &#8211; Filha da Lua. Naquele agosto, mês que celebra os documentários brasileiros, tivemos a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/entrevista-rian-cordova-e-leonardo-menezes/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Persona Entrevista: Rian Córdova e Leonardo Menezes"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Diretores de Luana Muniz &#8211; Filha da Lua detalham a importância da representatividade trans na Arte e as dificuldades do Cinema independente</span></i></p>
<figure id="attachment_25380" aria-describedby="caption-attachment-25380" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-25380 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress.jpg" alt="Arte retangular horizontal de fundo vermelho. No lado esquerdo, foi adicionado o texto &quot;PERSONA ENTREVISTA&quot; na vertical, repetidas vezes. No centro, foi adicionada uma foto em preto e branco dos diretores Rian Córdova e Leonardo Menezes. No lado direito, foi adicionada uma imagem do poster de seu filme, Luana Muniz - Filha da Lua, e acima, foram adicionados seus nomes, &quot;rian córdova e leonardo menezes&quot;." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25380" class="wp-caption-text">Em dose dupla, o Persona Entrevista de hoje conta com os cineastas Rian Córdova e Leonardo Menezes, em uma conversa à respeito de seu mais novo longa, o documentário Luana Muniz &#8211; Filha da Lua (Foto: Reprodução/Arte: Jho Brunhara)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos e Vitor Evangelista</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quatro meses atrás, o Persona entrou em contato com o emocionante longa </span><a href="https://personaunesp.com.br/luana-muniz-filha-da-lua-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Naquele agosto, mês que celebra os documentários brasileiros, tivemos a oportunidade de, além de conferir as sutilezas e conhecer a jornada da personagem-título, entrevistar seus dois realizadores. Em uma breve conversa terça-feira antes do almoço, Rian Córdova e Leonardo Menezes relataram desde os processos de criação do filme até o que o futuro os reserva daqui para a frente.</span></p>
<p><span id="more-25366"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dupla, que já tem experiência na Arte de documentar a vida de ícones da comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">do país, demorou um pouco para ver</span><i><span style="font-weight: 400;"> Luana Muniz</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas telonas, visto que o filme estreou de fato em 2017, no atual Festival LGBTQIA+ do Rio de Janeiro, mas só pôde ser apreciado pelo público em 2021. </span><i><span style="font-weight: 400;">“A gente sabe um pouco das questões que envolvem o descaso da Secretaria de Cultura Federal em relação a processos da Cultura – o </span></i><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/incendio-atinge-galpao-da-cinemateca-brasileira-em-sao-paulo-25132681#:~:text=RIO%20%E2%80%94%20Um%20inc%C3%AAndio%20atingiu%20um,da%20noite%20desta%20quinta%2Dfeira.&amp;text=A%20institui%C3%A7%C3%A3o%20enfrentou%20quatro%20inc%C3%AAndios,um%20novo%20inc%C3%AAndio%20%C3%A9%20real."><i><span style="font-weight: 400;">incêndio da Cinemateca</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> é um dos exemplos mais recentes – e a gente fica muito feliz que finalmente o filme vai poder chegar nos cinemas”</span></i><span style="font-weight: 400;">, conta Leonardo. </span></p>
<figure id="attachment_25375" aria-describedby="caption-attachment-25375" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-25375 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371.jpg" alt="Foto retangular. Luana Muniz, uma mulher branca, com batom vermelho, maquiagem dourada e unhas vermelhas olha no espelho, com as mãos no rosto." width="1200" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371-800x320.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371-1024x410.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371-768x307.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25375" class="wp-caption-text">Sobre o futuro da representatividade trans na Arte, Leonardo foi enfático: “que elas sejam protagonistas de novela, que elas sejam o que elas quiserem ser, porque talento está aí em todo mundo” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dessa demora para a concretização do sonho de colocar Muniz no posto de estrela de Cinema, os diretores revelam felicidade diante do crescente número de pessoas trans e travestis em </span><a href="https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2020/erika-hilton-como-afro-transexual-da-periferia-tornou-se-mulher-mais-votada-do-brasil-1-24762943"><span style="font-weight: 400;">posição de poder</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil de 2017 para cá. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Faz a gente relembrar a importância de ter histórias sobre travestis e transgêneros como protagonistas no Cinema nacional”,</span></i><span style="font-weight: 400;"> complementa o cineasta. E se tem algo que Luana Muniz se qualifica como, com certeza é no papel de protagonista. A mulher, que </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/gente,morre-luana-muniz-a-travesti-ativista-que-ficou-famosa-ao-posar-ao-lado-do-padre-fabio-de-melo,70001767808"><span style="font-weight: 400;">faleceu em 2017</span></a><span style="font-weight: 400;"> devido a complicações de uma pneumonia, infelizmente não chegou a ver sua trajetória nas telonas, mas, como os relatos que compõem o filme mostram, sua presença será sentida enquanto sua mensagem for compartilhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz era comprometida com a verdade, define Rian. A dupla conheceu a artista por conta de sua </span><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/apos-materia-no-profissao-reporter-travesti-vira-famosa-e-da-autografos/"><span style="font-weight: 400;">aparição no Profissão Repórter</span></a><span style="font-weight: 400;"> – onde ela esbravejou pelas ruas cariocas que </span><i><span style="font-weight: 400;">“travesti não é bagunça!”</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, mas eles se aproximaram mesmo no processo de criação do filme</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y1AzIZIijVA"><i><span style="font-weight: 400;">Lorna Washington: Sobrevivendo a Supostas Perdas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que colocava foco na jornada da transformista e amiga próxima de Muniz. </span><i><span style="font-weight: 400;">“A luta dela era por esse reconhecimento de tratamento digno, que por conta do Brasil ser uma sociedade machista e homofóbica, elas passaram, especialmente Luana, por todo esse processo de opressão que as travestis passam no Brasil”</span></i><span style="font-weight: 400;">. De fato, Luana construiu sua história da maneira que quis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua potente rede de proteção ganha foco ao longo dos quase oitenta minutos do documentário, e como ilustra a direção, foi fundamental para a construção da imagem da mulher. Essa característica se torna até estética, ao passo que Muniz primeiro nos é apresentada por terceiros para só então dar as caras na telona. O cuidado em ouvir esses personagens, em sua maioria mulheres trans e travestis, foi primordial para a produção. Sendo dirigido por dois homens cis, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve o tato de iluminar as mulheres que, assim como a protagonista, batalham por uma vida digna.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Criar uma história coletiva, claro que é sobre a Luana e a vida dela, mas de certa forma é uma história compartilhada pelo fato da Luana ter sido essa referência na vida de tantas e tantos”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_25368" aria-describedby="caption-attachment-25368" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-25368 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua.jpg" alt="Foto de Luana Muniz, um mulher loira e idosa, usando roupas intimas estilo cabaret, vermelhas e pretas, e com uma perna levantada, em frente a uma cortina brilhante. Ela está de lado, piscando com o olho direito e segurando plumas vermelhas ao lado corpo. A sua frente, vemos a cabeça de várias pessoas que assistem ao espetáculo." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25368" class="wp-caption-text">“A travesti precisa se impor, senão a sociedade a engole” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o que era para ser um filme para homenagear uma vida em plena atividade, se tornou um documentário póstumo que não se acanha em celebrar a trajetória controversa de sua estrela. Como Luana faleceu na reta final das filmagens, Leonardo Menezes e Rian Córdova mudaram os rumos da produção e abriram uma nova leva de gravações para trazer especialmente esse “olhar para trás” das vidas que foram fortalecidas pela artista e, de quebra, não deixar o nome Luana Muniz se perder no limbo da frágil memória brasileira – até porque, para Rian, o interessante é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y_96MA6_mjs"><span style="font-weight: 400;">contar histórias novas</span></a><span style="font-weight: 400;"> pouco visibilizadas, e não reproduzir biografias batidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quando se trata de Luana, ambos os realizadores se recordam de sua figura com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R8KVci0qiV0"><span style="font-weight: 400;">muito carinho</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ela não mudava pelo fato da câmera estar ligada ou desligada. Ela era quem ela era, quer você goste ou não”</span></i><span style="font-weight: 400;">, relembra Leonardo, enquanto Rian complementa: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu acho que ela ficaria orgulhosa e feliz de ver que a força dela inspira tantas pessoas ainda. A Luana vive de fato uma saga de heroína onde a gente fica torcendo para que ela vença no final”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seja pela alcunha de Filha da Lua, Rainha da Lapa ou Guardiã das Travestis, o fato é que resgatar a memória de Luana Muniz em </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/11/4963887-no-mundo-a-cada-10-assassinatos-de-pessoas-trans-quatro-foram-no-brasil.html"><span style="font-weight: 400;">pleno 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, no país que mais mata pessoas trans do mundo, é um ato de coragem e uma reafirmação da importância histórica da dona daquele Casarão rosa na avenida Mem de Sá.</span></p>
<figure id="attachment_25374" aria-describedby="caption-attachment-25374" style="width: 725px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25374 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/20171119-ta-achando-que-travesti-e-bagunca-o-documentario.jpg" alt="Foto vertical de um grafite. Nele, vemos a representação de Luana Muniz com uma coroa, vestido preto, sentada no trono e com um balão de fala &quot;TRAVESTI NÃO É BAGUNÇA&quot;. Ao redor, várias palavras completam o desenho como &quot;LAPA&quot; &quot;DIGNIDADE&quot; e &quot;RESPEITO&quot;" width="725" height="906" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/20171119-ta-achando-que-travesti-e-bagunca-o-documentario.jpg 725w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/20171119-ta-achando-que-travesti-e-bagunca-o-documentario-640x800.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25374" class="wp-caption-text">“Evidenciar quem você quer ser é uma mensagem muito poderosa” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Pesquisando, a gente se deparou com o documentário </b><b><i>Lorna Washington: Sobrevivendo a Supostas Perdas</i></b><b>, também dirigido por vocês dois. Como funciona esse trabalho em equipe? Como vocês separam as tarefas?</b></p>
<p><b>Leonardo:</b> <i><span style="font-weight: 400;">“É um trabalho complementar, eu assumo as partes técnicas, gravação, montagem final, e o Rian faz a parte de idealização do roteiro, contatos, pré-entrevistas. Nos dois filmes, Rian ficou mais com o roteiro, e depois nós comentávamos como seria a narrativa presente no filme, com se encaixam os momentos. Fazer a Luana aparecer no filme um pouco tarde depois das pessoas falarem sobre ela; fazer esse recorte cronológico no filme, primeiro conhecer ela e depois sua história e ver os impactos na vida dos outros. Nos dividimos, sempre alguém está fazendo algo mas enquanto cinema independente nós dividimos tarefas”.</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Se vocês pudessem escolher alguma outra figura marcante para documentar, qual seria e por quê?</b></p>
<p><b>Leonardo:</b> <i><span style="font-weight: 400;">“Vou misturar um pouco das duas na resposta. Agora, a gente está olhando para projetos que retratam mais coletivos e grupos do que especificamente uma pessoa. A gente está olhando, por exemplo, para um projeto sobre relação entre gerações LGBT, então a gente está retratando isso com filmes, e a gente já captou grande parte do material. Até porque a pandemia deixou isso um pouco mais difícil. Então a gente gravou tanto no </span></i><a href="http://www.boatelacueva.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">La Cueva</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, era a balada mais antiga do Brasil, que a gente espera que reabra, está fechada há quase um ano e meio, é uma balada que existe desde 1964 aqui no Rio e era majoritariamente frequentada por pessoas mais idosas, LGBT, então claro é um espaço que requer todo um cuidado nessa reabertura que a gente espera que reabram. Lá, aconteceu as primeiras edições da festa V de Viadão, uma festa majoritariamente mais jovem, com pessoas em torno de vinte e poucos anos, mas as primeira edições foram no La Cueva, então tinha essa mistura entre pessoas de vinte e poucos anos com pessoas de sessenta, setenta anos, na mesma festa, e a gente achava isso muito interessante, de poder retratar essa intergeracionalidade LGBT, até porque pouco se fala sobre a terceira idade LGBT. Então mostrar isso numa conexão com frequentadores mais jovens.”</span></i></p>
<figure id="attachment_25369" aria-describedby="caption-attachment-25369" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25369 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1.jpg" alt="Cena do documentário Luana Muniz - Filha da Lua. A foto é dentro do camarim e mostra Luana Muniz sentada, gesticulando e com uma expressão de sorriso no rosto. Ela veste um vestido prata brilhoso, tem cabelos castanhos modelados alto na cabeça e as unhas estão pintadas de vermelho. Ao fundo, vemos espelhos e produtos de beleza desfocados." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25369" class="wp-caption-text">“Do Rio a Belém, de São Luís a Porto Alegre, você via que as pessoas realmente choravam junto, davam gargalhadas até em momentos tensos (&#8230;) Tanto dentro quanto fora do Brasil, é curioso como as pessoas se conectam a figura dela” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quais são seus próximos passos, em dupla ou individuais?</b></p>
<p><b>Leonardo: </b><i><span style="font-weight: 400;">“Outro que a gente também está olhando é para a cena transformista do Rio de Janeiro na época pré-pandemia, faz uma relação também intergeracional entre a </span></i><a href="https://turmaok.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">Turma OK</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, que é um clube LGBT muito antigo, desde a década de 50 existe aqui no Rio, ainda em funcionamento, depois da estreia vamos para lá foi vai ter uma apresentação da Lorna em homenagem a Luana Muniz, e ao mesmo tempo a gente vai mostrar o </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pPOR_dZ7QLQ"><i><span style="font-weight: 400;">Drag-se</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> que é um movimento de drags que começou no início da década passada aqui no Rio e elas também se apresentavam muito no a Turma OK, então a gente vai cruzar essas histórias, e o movimento entre as drags mais antigas e as drags mais recentes. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">E a gente está também tocando um projeto sobre a </span></i><a href="https://www.grupodignidade.org.br/em-1999-paulo-gustavo-estampou-capa-censurada-da-revista-sui-generis/"><i><span style="font-weight: 400;">revista Sui Generis</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, que foi uma revista LGBT que estreou na década de 90, ficou dez anos publicando e teve diferentes personalidades na capa, como Renato Russo, Marina Lima, Cássia Eller, Pedro Almodóvar, por aí vai, então a gente quer retratar um pouco desses bastidores da cena LGBT dos anos 90, que se fala muito, já tem filmes que retratam cena LGBT dos anos 60, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ny98d_zkMVk"><i><span style="font-weight: 400;">São Paulo em Hi-Fi</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, a década de 70, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Otch5bIi8L8"><i><span style="font-weight: 400;">Dzi Croquette</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, anos 80, mas sobre os anos 90 ainda tem poucos então a gente está tentando mais esses projetos”. </span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> passou pelos cinemas brasileiros no segundo semestre de 2021.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Luana Muniz, Filha da Lua – Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/QbdlqtRI2IA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A intimidade libertina de Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2021 19:47:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos e Vitor Evangelista Luana Muniz viveu uma vida coletiva. Isso não é apenas dito, mas também mostrado pelo filme que carrega, além de seu nome, uma alcunha muito singular: Filha da Lua. Travesti, ativista, atriz, prostituta e Rainha da Lapa. Bocuda, intensa, carismática e protetora. Sob as lentes de Rian Córdova e Leonardo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/luana-muniz-filha-da-lua-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A intimidade libertina de Luana Muniz &#8211; Filha da Lua"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22310" aria-describedby="caption-attachment-22310" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-scaled.jpg" alt="Cena do filme Luana Muniz - Filha da Lua. A foto mostra Luana sentada em seu camarim, maquiada, de vestido prateado e unhas vermelhas, olhando diretamente para a câmera. Ela tem a mão esquerda apoiando o rosto. Ao seu redor, vemos outras pessoas se preparando para o show. " width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22310" class="wp-caption-text">Em pouco mais de uma hora, o sentimental, mas não melancólico, Luana Muniz &#8211; Filha da Lua nos convida ao enevoado camarim da Rainha da Lapa (Foto: Guilherme Correa/Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos e Vitor Evangelista</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz viveu uma vida coletiva. Isso não é apenas dito, mas também mostrado pelo filme que carrega, além de seu nome, uma alcunha muito singular: Filha da Lua. Travesti, ativista, atriz, prostituta e Rainha da Lapa. Bocuda, intensa, carismática e protetora. Sob as lentes de Rian Córdova e Leonardo Menezes, o mundo conhece e se despede daquela que já deveria estar marcada na memória de um país ensinado a </span><a href="https://personaunesp.com.br/manhas-de-setembro-critica/"><span style="font-weight: 400;">odiar minorias</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mês em que é celebrado o </span><a href="https://www.instagram.com/p/CSSlAR6rKGT/"><span style="font-weight: 400;">Dia do Documentário Brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> busca o sóbrio no lugar do </span><a href="https://personaunesp.com.br/professor-polvo-critica/"><span style="font-weight: 400;">quimérico</span></a><span style="font-weight: 400;">. Unidos na direção, os cineastas revisitam momentos da vida da artista, partindo do hoje para retomar as cicatrizes que formaram a armadura dessa guardiã da comunidade LGBTQIA+. Mas se engana quem pensa que os 78 minutos de rodagem pintam Luana como uma santa padroeira.</span></p>
<p><span id="more-22309"></span></p>
<figure id="attachment_22311" aria-describedby="caption-attachment-22311" style="width: 888px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22311" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2.jpg" alt="Cena do filme Luana Muniz - Filha da Lua. A foto mostra Luana de perfil. Ela usa peruca preta, bem curta, e solta fumaça do cigarro pela boca. Ela usa batom vermelho, cílios postiços e brincos enormes, cheios de strass." width="888" height="592" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2.jpg 888w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22311" class="wp-caption-text">Luana se definia como uma “puta atriz” e conciliava as duas profissões (Foto: Ana Carolina Fernandes/Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe do lugar comum em que aterrissam os filmes póstumos, o longa abraça todas as facetas da impressionante mulher, que ficou famosa uma década atrás quando desceu a porrada em um cliente e bradou a frase que </span><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/apos-materia-no-profissao-reporter-travesti-vira-famosa-e-da-autografos/"><span style="font-weight: 400;">ganhou as manchetes da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“travesti não é bagunça!”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O texto de Córdova mantém a </span><a href="https://personaunesp.com.br/democracia-em-vertigem-critica/"><span style="font-weight: 400;">objetividade acima do floreio</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao escrever a figura de Luana em um trabalho quase jornalístico, buscando fontes e guiando-as em entrevistas precisas e complementares entre si. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O material começou a ser angariado quando a dupla de diretores filmava </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y1AzIZIijVA"><i><span style="font-weight: 400;">Lorna Washington: Sobrevivendo a Supostas Perdas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, documentário de 2016 que estrela aquela que foi a maior parceira de palco de Luana Muniz. A partir daí, os órfãos de coração da icônica Rainha da Lapa tentam colocar em palavras quem, de fato, foi a mulher que acolheu, guiou e, quando necessário, meteu o cacete em quem cruzava seu caminho. Apesar do leque rico de entrevistados, é Luana quem conta sua própria história. </span><a href="https://www.geledes.org.br/morre-travesti-luana-muniz-simbolo-da-lapa/"><span style="font-weight: 400;">Antes de falecer</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 2017, a artista eternizou nas câmeras de Rian Córdova e Leonardo Menezes um pouco do caminho inóspito, agressivo e desafiador que precisou enfrentar. </span></p>
<figure id="attachment_22312" aria-describedby="caption-attachment-22312" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22312" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3.png" alt="Cena do filme Luana Muniz - Filha da Lua. A foto mostra Luana em um close dos olhos. Vemos sua testa, e as sobrancelhas desenhadas, além dos olhos olhando para uma direção diferente da câmera. Ela usa rímel e cílios postiços." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22312" class="wp-caption-text">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua arrebatou prêmios em festivais no Rio, Goiás e fez seu caminho até a Califórnia (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de ter sido a “travesti que </span><a href="https://extra.globo.com/famosos/padre-fabio-de-melo-fala-de-amizade-com-travesti-luana-muniz-em-documentario-21667317.html"><span style="font-weight: 400;">posou ao lado do Padre Fábio de Melo</span></a><span style="font-weight: 400;">”, Luana Muniz foi presidente da Associação dos Profissionais do Sexo do Gênero Travesti, Transexuais e Transformistas do Rio de Janeiro, fundadora do </span><a href="https://www.cieds.org.br/noticias/detalhe/1009,projeto-damas-identidade-e-cidadania"><span style="font-weight: 400;">Projeto Damas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que capacita pessoas trans para o mercado de trabalho, e dona do Casarão rosa localizado na Av. Mém de Sá, nº 100. Foi em seu palácio da Lapa que a mulher se tornou uma mãe para a população vulnerável que o habitava. Prostitutas, pessoas soropositivas, membros da comunidade LGBTQIA+, pessoas em situação de rua – </span><a href="http://hshjovem.abiaids.org.br/luana-muniz-recebe-homenagem-em-museu-da-alemanha/8532"><span style="font-weight: 400;">resgatar a memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Luana é resgatar a memória de cada um.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que</span><i><span style="font-weight: 400;"> Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> economiza em técnicas cinematográficas, esbanja na construção imagética e textual de sua protagonista. A vida e o legado de Luana são objetos de estudo dos diretores, que hierarquizam seus personagens, dando ao espectador lampejos históricos. Muniz, obviamente, é </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/08/12/interna_cultura,1294984/conheca-luana-muniz-a-travesti-que-fez-historia-na-lapa-carioca.shtml"><span style="font-weight: 400;">a estrela do </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Filmada sempre paquerando a câmera, ela se vê acompanhada de suas grandes amigas, Claudette Colbert e Lorna Washington.</span></p>
<figure id="attachment_22313" aria-describedby="caption-attachment-22313" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22313" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-scaled.jpg" alt="Cena do filme Luana Muniz - Filha da Lua. A foto mostra uma mulher colocando maquiagem nos olhos de Luana. As duas pessoas são brancas, e usam batom vermelho. Luana está em foco, olhando para frente, enquanto a outra mulher está concentrada no olho esquerdo da artista." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22313" class="wp-caption-text">Os muitos temas do documentário são enlaçados pelo forte senso de companheirismo, afeto e pela personalidade singular de Luana (Foto: Guilherme Correa/Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com as três nunca aparecendo juntas, o documentário costura suas falas e percepções a partir de um vínculo emocional poderosíssimo. Claudette, </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-diferenca-entre-drag-queen-travesti-e-transgenero/"><span style="font-weight: 400;">transformista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que aparece desmontada como Cláudio, desempenha a função de apresentar-nos uma Luana antes da Lapa, enquanto Lorna percorre o lado artístico que comandava números musicais, peças de teatro e filmes globais. A dança temática, que vai de uma adolescência difícil nas calçadas da ditadura até o início da vida de Luana como uma artista completa, enche o escopo do filme para que o roteiro encontre deixas pontuais para a inserção de novas figuras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.instagram.com/p/BTwzKF7B2nH/"><span style="font-weight: 400;">cantora Alcione</span></a><span style="font-weight: 400;">, madrinha e apoiadora do projeto mantido no Casarão, é o grande elo do público para com essa narrativa. A presença da Marrom é um atestado de fé de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;">, e os breves depoimentos da cantora apenas reforçam o que já estava claro: Luana Muniz viverá para sempre na memória de todas as pessoas que tocou. Uma delas, por sinal, é o </span><a href="https://www.instagram.com/p/BTxMGkQABEf/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">ator Luis Lobianco</span></a><span style="font-weight: 400;">, que relembra, arrependido, das noites na Lapa em que a observava de longe, com um receio respeitoso de se aproximar. Depois do falecimento da artista, Lobianco dedicou toda a temporada de sua peça </span><i><span style="font-weight: 400;">Gisberta </span></i><span style="font-weight: 400;">a ela.</span></p>
<figure id="attachment_22314" aria-describedby="caption-attachment-22314" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22314" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/5-1.jpg" alt="Cena do filme Luana Muniz - Filha da Lua. A foto mostra Luana dentro do camarim, rindo. Vemos sua boca aberta, feliz, e uma tatuagem no braço direito. Ao seu lado, alguém está cortado da imagem. " width="750" height="498" /><figcaption id="caption-attachment-22314" class="wp-caption-text">“Parei de mandar as pessoas pro inferno, porque um amigo meu me disse ontem que eu vou pro inferno também. Então eu fico mandando os outros ir pro inferno antes de mim e, quando eu chegar lá, eles já vão estar lá, mas eles não sabem do que eu sou capaz quando eu chegar no inferno, eles não sabem. Bolsonaro que me aguarde!” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pontuais, alguns dos outros relatos ilustram os momentos em que a mídia estampou Luana por todos os lados: o repórter Felipe Suhre comenta o burburinho do </span><i><span style="font-weight: 400;">Profissão Repórter</span></i><span style="font-weight: 400;">; o Padre Fábio de Melo compartilha os bastidores da infame foto. Mas, dentre todos, é o daquele quarteto de mulheres confidenciando a vida no Casarão o mais expressivo e cheio de significado. Juntas, Vanessa Muniz Brasil, Aretha Rayalla, Luiza Muniz e Eva Macpherson atam nós sentimentais, revivem episódios e sorriem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é na companhia delas, e apenas delas, que Rian Córdova e Leonardo Menezes visitam, por fim, o túmulo da Guardiã da Lapa. Sem chororô nem ganchos melosos, afinal, quem disse que Luana Muniz morreu? Seja na </span><a href="https://moovitapp.com/index/pt-br/transporte_p%C3%BAblico-Pra%C3%A7a_Luana_Muniz-Rio_de_Janeiro-site_14849466-322"><span style="font-weight: 400;">praça que carrega seu nome</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou nos grafites que estampam seu bordão, seja no relato de suas garotas ou em um documentário que traz o melhor e o pior de uma vida de batalhas, a presença da Filha da Lua ronda o centro carioca e, se apurar bem os ouvidos, ainda é possível ouvir um sonoro <em>“vai pro inferno!”</em> ecoando nas esquinas da Cidade Maravilhosa.</span></p>
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