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	<title>Arquivos Longa-metragem &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Longa-metragem &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Nova ’78 chega como eco distante do grito que um dia moveu William S. Burroughs</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 14:05:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eduardo Dragoneti Assistido na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Nova ’78 é uma viagem fragmentada ao coração da contracultura dos anos 1970. Dirigido por Aaron Brookner e Rodrigo Areias, o documentário parte de imagens até então inéditas, gravadas pelo tio de Aaron, Howard Brookner, da Nova Convention (1978), evento que celebrou o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/nova78-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Nova ’78 chega como eco distante do grito que um dia moveu William S. Burroughs"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36075" aria-describedby="caption-attachment-36075" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/nova1.jpg" alt=" Cena do documentário Nova ’78. William S. Burroughs, um homem branco, idoso, de sobretudo claro e óculos, caminha por uma rua de Nova York na década de 1970, cercado por carros antigos e placas de postos de gasolina." width="512" height="250" /><figcaption id="caption-attachment-36075" class="wp-caption-text">O documentário foi exibido no 78º Festival de Cinema de Locarno (Foto: Pinball London)</figcaption></figure>
<p><b>Eduardo Dragoneti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistido na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><i><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova ’78</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma viagem fragmentada ao coração da contracultura dos anos 1970. Dirigido por Aaron Brookner e Rodrigo Areias, o documentário parte de imagens até então inéditas, gravadas pelo tio de Aaron, Howard Brookner, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova Convention (1978)</span></i><span style="font-weight: 400;">, evento que celebrou o retorno do multiartista </span><a href="https://revistacontinente.com.br/secoes/arquivo/william-burroughs--o-malvado-favorito-da-contracultura"><span style="font-weight: 400;">William S. Burroughs</span></a><span style="font-weight: 400;"> (1914-1997) aos Estados Unidos e reuniu nomes de diferentes vertentes da Arte, como Patti Smith, Frank Zappa, Laurie Anderson, Allen Ginsberg e </span><a href="https://personaunesp.com.br/nirvana-samsung-philip-glass-ibirapuera/"><span style="font-weight: 400;">Philip Glass</span></a><span style="font-weight: 400;">. O resultado é uma cápsula de tempo que tenta reconstituir um encontro histórico, mas que – ao emergir mais de quarenta anos depois – carrega o peso de chegar </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-laura/?fbclid=PAb21jcANtnUhleHRuA2FlbQIxMQABpxVZFo8LBOJ3U0bE097a0eZiQawNERLKUulMfdqKG-AbW7WZ1Fzyf-w2N0WY_aem_W4AhkKxE23oBylUV7hciug"><span style="font-weight: 400;">tarde demais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-36074"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Burroughs, o objeto de estudo do documentário e um espírito inquieto da </span><a href="https://www.nypl.org/blog/2017/03/02/where-start-beat-generation"><i><span style="font-weight: 400;">beat generation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é mostrado aqui como alguém que inspira e, ao mesmo tempo, escapa. O filme o observa de perto, cercado de amigos e admiradores, mas raramente o alcança por completo. É como se a câmera de Brookner o reverenciasse demais para interrogá-lo. Há uma clara admiração, em certos momentos excessiva, que dilui a espontaneidade do encontro. Burroughs está disposto a falar, porém discorre com certas reservas. O escritor sem filtros parece sempre um pouco deslocado, como se faltasse a intimidade necessária para se abrir por inteiro. Ainda assim, é impossível não sentir o magnetismo que o cercava. Sua </span><a href="https://bravo.abril.com.br/cinema-tv/como-luca-guadagnino-transpos-o-livro-queer-para-as-telas/"><span style="font-weight: 400;">homossexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> assumida, sua ironia afiada e sua presença poderosa fascinam o espectador.</span></p>
<figure id="attachment_36076" aria-describedby="caption-attachment-36076" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/nova2.jpg" alt="Cena do documentário Nova ’78. William S. Burroughs, de costas, é visto em silhueta, de chapéu e óculos, com as luzes do palco ao fundo criando um contraste entre sombra e brilho" width="512" height="288" /><figcaption id="caption-attachment-36076" class="wp-caption-text">O longa faz parte da seção Foco Reino Unido na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Pinball London)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se desenrola nas imagens da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova Convention</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um retrato de artistas tentando entender um mundo à beira do colapso. Falava-se sobre preconceito, </span><a href="https://www.artforum.com/features/abstract-expressionism-weapon-of-the-cold-war-214234/"><span style="font-weight: 400;">liberdade criativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, tecnologia e política internacional com uma lucidez que impressiona. Enquanto alguns ironizavam a exploração espacial como símbolo do avanço humano quando a própria Terra continuava ruindo, havia aqueles que alertavam contra o fundamentalismo religioso, a perseguição a minorias e a censura moral. Essas pautas, todas alarmadas </span><a href="https://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/02/william-burroughs-o-escritor-que-binventou-o-heavy-metalb.html"><span style="font-weight: 400;">por Burroughs</span></a><span style="font-weight: 400;">, permanecem desconfortavelmente atuais e, paradoxalmente, é esse mesmo anacronismo que enfraquece o impacto da produção. O que seria revolucionário em 1978 soa, em 2025, como um eco tardio de uma rebeldia já absorvida pela história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Brookner e Areias partem de um material monumental, tendo mais de quarenta horas de gravações </span><i><span style="font-weight: 400;">16mm</span></i><span style="font-weight: 400;">, entre bastidores e performances nas mãos. A </span><a href="https://www.sescsp.org.br/editorial/colecao-restaurados-o-resgate-da-memoria-na-restauracao-cinematografica/"><span style="font-weight: 400;">restauração</span></a><span style="font-weight: 400;"> dessas imagens, feita entre 2012 e 2024, é um feito técnico, mas também afetivo, notável, para aqueles que conviveram com Burroughs. Entretanto, na tentativa de preservar o espírito da </span><a href="https://www.thecollector.com/hippie-counterculture-movement-1960s-1970s/"><span style="font-weight: 400;">época</span></a><span style="font-weight: 400;">, os diretores se prendem demais à forma bruta. A montagem é caótica e propositalmente livre, refletindo o improviso da própria convenção. Essa escolha, porém, acaba sacrificando a emoção em nome da fidelidade estética. A dupla optou por uma experiência mais arqueológica do que cinematográfica, em que o registro vale bem mais do que o gesto criativo.</span></p>
<figure id="attachment_36077" aria-describedby="caption-attachment-36077" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36077" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/nova3.jpg" alt="Cena do documentário Nova ’78. William S. Burroughs, um homem branco, idoso, de estatura média, sentado em uma cadeira no canto de um quarto simples e desorganizado, cercado por roupas, caixas e equipamentos." width="512" height="288" /><figcaption id="caption-attachment-36077" class="wp-caption-text">O documentário conta com sessões presenciais em São Paulo e online pelo SpcinePlay (Foto: Pinball London)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, há momentos em que </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova ’78</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontra força na imperfeição. Quando </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/6-musicas-para-entender-carreira-de-patti-smith-madrinha-do-punk/"><span style="font-weight: 400;">Patti Smith</span></a><span style="font-weight: 400;"> surge em cena ou </span><a href="https://jacobin.com.br/2021/04/quando-acabaremos-com-a-guerra-humana/"><span style="font-weight: 400;">Ginsberg</span></a><span style="font-weight: 400;"> fala sobre sexualidade e política, há uma energia viva entoada nos gritos da platéia que parece rasgar o tempo. São fragmentos que lembram por que aquela geração acreditava tanto no poder transformador da arte. Ao mesmo tempo, é impossível não sentir uma certa melancolia, pois a esperança que havia em 1978, de um mundo mais livre, mais consciente e menos hipócrita, foi se diluindo no cinismo dos anos seguintes, refletindo hoje muitos dos mesmo problemas que os </span><a href="https://www.visualcapitalist.com/which-generation-influence-u-s-politics/"><i><span style="font-weight: 400;">Baby Boomers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> costumavam denunciar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A força simbólica de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova ’78</span></i><span style="font-weight: 400;"> está justamente em revelar esse fracasso. O filme não oferece respostas, porque a ele nada foi perguntado, entretanto algumas questões surgem naturalmente ao final do </span><a href="https://mostra.org/filmes?tags=document%C3%A1rio"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“O que significa ser livre em um mundo que continua a punir a diferença?” </span></i><span style="font-weight: 400;">Com seu olhar tão sereno que chega a  transparecer descrença, Burroughs parece sugerir que a verdadeira revolução talvez nunca tenha acontecido. </span><a href="https://www.britannica.com/art/Beat-movement"><span style="font-weight: 400;">Sua própria vida</span></a><span style="font-weight: 400;">, marcada por vícios, amores e exílios, é um testemunho de que liberdade e autodestruição caminham lado a lado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nova 78" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ThRFmwUsJc0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Mesmo 35 anos depois, Harry e Sally: Feitos um para o Outro continua impecável</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Dec 2024 17:14:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rafael Gomes  Harry e Sally: Feitos Um para o Outro estreou em Julho de 1989 mundialmente. No Brasil, o filme demorou mais alguns meses para ser lançado, em Dezembro de 1989. O longa abriu as portas para a Comédia romântica em Hollywood na década de 1990, voltando a cativar o grande público através de títulos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/aniversario-35-anos-harry-e-sally-feitos-um-para-o-outro/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Mesmo 35 anos depois, Harry e Sally: Feitos um para o Outro continua impecável"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34616" aria-describedby="caption-attachment-34616" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34616 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-800x450.png" alt="Cena do filme Harry e Sally : Feitos um para o outro , na imagem temos duas pessoas sentadas lado a lado, a esquerda, temos Harry, um homem com cabelo curto que utiliza um suéter preto sobre uma camisa azul claro com gravata. Ele olha para a mulher ao lado essa mulher é Sally, que possui cabelos loiros e cacheados, usando uma blusa branca de mangas compridas cruzadas no peito. Eles parecem estar em um momento de conversa descontraída, com expressões amigáveis e olhares carinhosos. O fundo tem um papel de parede suave, sugerindo um ambiente aconchegante." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34616" class="wp-caption-text">Harry e Sally: Feitos um para o Outro foi o filme que moldou a fórmula de sucesso das comédias românticas das décadas de 1990 e 2000 (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Rafael Gomes</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally: Feitos Um para o Outro</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em Julho de 1989 mundialmente. No Brasil, o filme demorou mais alguns meses para ser lançado, em Dezembro de 1989. O longa abriu as portas para a Comédia romântica em Hollywood na década de 1990, voltando a cativar o grande público através de títulos de enorme sucesso como: </span><i><span style="font-weight: 400;">Sintonia de Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quatro Casamentos e Um Funeral</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-chamado-notting-hill-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Um lugar chamado Notting Hill</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> e O Casamento do Meu Melhor Amigo</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Na contramão do gênero, </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra que o amor de verdade é sempre imperfeito, sendo necessário uma boa dose de tolerância para encontrar o par ideal.</span></p>
<p><span id="more-34607"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inspiração dos personagens foi do diretor Rob Reiner, do produtor Andy Schinman e da escritora Nora Ephron. Harry e Sally representam os opostos idealizados entre homens e mulheres, produtos que ganharam forma e história. A ideia deles era outro projeto, porém, a conversas do trio derivou para relacionamentos e todos estavam rindo com as situações vistas sob óticas opostas. Reiner chegou até comentar em entrevista à </span><i><span style="font-weight: 400;">CNN</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XtgPNQCJQHc"><span style="font-weight: 400;">final do filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> seria bastante diferente, porém, em uma reviravolta amorosa em sua vida pessoal, tivemos um final feliz.</span></p>
<figure id="attachment_34615" aria-describedby="caption-attachment-34615" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34615" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-800x450.png" alt="Cena do filme Harry e Sally , com duas pessoas em uma loja de eletrodomésticos. A esquerda temos Sally, uma mulher com cabelo loiro e ondulado, ela está segurando um microfone e um papel na mão,parecia estar cantando ou falando. Ela veste uma blusa branca de manga comprida e tem uma bolsa preta à tiracolo. Ao lado dela temos Harry, um homem de cabelo curto que está com uma expressão de surpresa ou confusa, ele veste uma camisa de flanela xadrez em tons de azul. O fundo é de uma loja de eletrodomésticos, com pessoas ao fundo e itens expostos" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34615" class="wp-caption-text">A química do casal está na amizade dos personagens; eles se conhecem tão bem que ambos sabem todos os seus defeitos (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor conta que sempre quis fazer um filme sobre duas pessoas que se tornam amigas e não fazem sexo, justamente porque sabem que isso vai mudar o relacionamento deles, Só que acabam transando do mesmo jeito. Ephron, que vinha de bons roteiros (</span><i><span style="font-weight: 400;">Silkwood &#8211; O Retrato de uma Coragem </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Difícil Arte de Amar</span></i><span style="font-weight: 400;">), topou o desafio. A história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally: Feitos um para o Outro</span></i><span style="font-weight: 400;"> é simples: Sally e Harry se conheceram em 1977 em uma viagem para Nova York, voltando a se esbarrar após um período de 12 anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de Nora Ephron surpreende pela forma que os dois protagonistas constroem as suas relações, quebrando clichês da Comédia romântica; como um romance que o destino uniu, um encontro de alma gêmea ou pessoas que combinam. Ephron nos apresentou pessoas completamente diferentes. Na sequência inicial do longa, Harry e Sally destoam completamente, a música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BXmEJL1mnuU"><i><span style="font-weight: 400;">It Had To Be You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> toca nos minutos iniciais para comentar a falsa incompatibilidade dos dois, a música retornaria ao final do filme com outro significado, na mensagem de que os opostos se atraem.</span></p>
<figure id="attachment_34614" aria-describedby="caption-attachment-34614" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34614" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-800x450.png" alt="Cena de Harry e Sally : Feitos um para o outro mostra duas pessoas conversando em um parque durante o outono. A esquerda, temos uma mulher, Sally, vestida com um chapéu cinza, casaco cinza claro e calça larga, com uma bolsa pendurada no ombro. Já a direita, temos um homem o Harry, que usa uma jaqueta marrom e calças escuras. Ambos estão cercados por árvores com folhas alaranjadas e amarelas, e o chão está coberto por uma camada de folhas caídas. Ao lado deles, há um banco de parque e um poste de luz antigo, criando uma atmosfera de outono" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34614" class="wp-caption-text">Nova York é um personagem à parte na história do filme, aparecendo sempre com cores quentes quando Harry e Sally estão juntos em cena, já quando Harry está sozinho, mostra-se um lado mais solitário da cidade (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/a-saga-dos-titulos-de-filmes-como-sao-traduzidos-para-o-brasil"><span style="font-weight: 400;">título do filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally: Feitos Um para o Outro</span></i><span style="font-weight: 400;"> é horrível. Harry não é feito para Sally e vice-versa. No começo do longa, ambos personagens estão na casa dos 20 anos, com personalidades completamente contraditórias. Harry era considerado um cara mais astuto do que de fato é e Sally tem um senso de inocência que se opõe à prepotência do protagonista. É após dois encontros ocasionados pelo destino que ambos se aproximam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O período de 12 anos em que se passa o filme desde o primeiro encontro dos dois, a sensação de tempo passado e intimidade no relacionamento se deve a grande direção de Rob Reiner, somado com um excelente trabalho de montagem do longa, bem dinâmica, em que temos os protagonistas passando por museus, parques e restaurantes, gerando um acumulado de experiências e tornando crível o sentimento entre o casal. </span><a href="https://www.untappedcities.com/when-harry-met-sally-nyc-film-locations-35-years-later/"><span style="font-weight: 400;">Nova York</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma parte essencial de </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cidade é retratada com as cores quentes, mesmo em estações mais geladas, demonstrando o sentimento de calor dos protagonistas, mas também é solitária, nos momentos íntimos dos protagonistas.</span></p>
<figure id="attachment_34613" aria-describedby="caption-attachment-34613" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34613" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-800x533.png" alt="Harry e Sally estão agachadas lado a lado em um ambiente interno iluminado pela luz natural. Sally, mulher à esquerda, tem cabelos loiros ondulados e está usando um suéter vermelho, segurando uma garrafa de água. Harry, à direita, tem cabelo curto e barba, vestindo um suéter de lã branco e tênis brancos. Ambos olham para frente, com expressão pensativa. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5.png 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34613" class="wp-caption-text">Harry e Sally mostra como a base de um grande relacionamento se dá através da amizade entre o casal (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta com passagens de tempo e momentos chaves da história, em que aparecem casais de ‘velhinhos’ que contam como se conheceram e se uniram, no estilo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lzi2G68CMiE"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses amores de outros tempos são a constatação estruturante para o enredo, em que cada casal tem sua própria história, sendo a singularidade no amor, o diferencial de um casal do outro. Nós já sabemos que ambos irão ficar juntos, mas o que importa é a trajetória que irá conduzi-los.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro traz Harry e Sally conversando sobre temas não convencionais do romance tradicional, como trabalho, Cinema e relações passadas, reforçando a ideia de confiança mútua que um tem com o outro. A construção dessa relação culmina em um clímax em que os protagonistas percebem, depois de diversas decepções amorosas, como eles se encaixam perfeitamente, apesar das diferenças. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q9JSVGS4dHU"><span style="font-weight: 400;">fala final de Sally</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é o tradicional “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu te amo</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mas sim um carinhoso “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu te odeio</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Isso porque ela realmente o odeia, visto que conhece todas as facetas de Harry, assim como Harry conhece todas as manias dela, como a demora ao pedir um lanche. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse amplo conhecimento de um com o outro que se permite o surgimento de amor e também a descoberta de defeitos. A relação de ambos tem o seu charme pelo sentimento de amor não surgir de paixões proibidas ou à primeira vista. O filme acredita que a </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/maioria-dos-relacionamentos-amorosos-comeca-como-amizades-apontam-estudos/"><span style="font-weight: 400;">base de uma grande relação</span></a><span style="font-weight: 400;"> está na amizade. Harry, no começo, acredita que não é possível homens e mulheres terem uma relação assim, pois a atração, em algum momento, irá atrapalhar. Esse dilema dá o desenrolar da história. </span></p>
<figure id="attachment_34612" aria-describedby="caption-attachment-34612" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34612" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-800x600.png" alt="Em uma cena do filme “Harry e Sally” há uma multidão de pessoas em uma festa, onde confetes e balões enfeitam o ambiente. No centro da imagem, há Harry homem e Sally uma mulher e estão dançando juntos, sorrindo um para o outro. Harry tem cabelo curto e usa uma jaqueta clara, enquanto Sally tem cabelos loiros cacheados e veste uma roupa elegante. Ao redor deles, outros casais dançam e se abraçam, em clima de celebração e alegria. A cena é cheia de cores vibrantes e expressões felizes" width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34612" class="wp-caption-text">Harry e Sally juntos em um final que, posteriormente, se tornou clássico nos filmes de Comédia romântica (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sally representa muito o que Nora Ephron pensava como mulher, não à toa, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/longe-do-cinema-meg-ryan-completa-60-anos-relembre-seus-filmes/"><span style="font-weight: 400;">Meg Ryan</span></a><span style="font-weight: 400;"> estrelou diversos outros filmes de Ephron. Rob Reiner havia o pessimismo de Harry, assim como o humor do protagonista. Durante a produção do roteiro, que começou em 1984, Reiner lançou dois filmes que fizeram enorme sucesso, o clássico da sessão da tarde </span><i><span style="font-weight: 400;">Conta Comigo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1986) e o excelente </span><i><span style="font-weight: 400;">A Princesa Prometida</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1987). O filme poderia ser muito diferente, diversos atores recusaram os papéis de Harry, como por exemplo, Tom Hanks, Richard Dreyfuss e Michael Keaton, no final, o escolhido foi Billy Crystal. Já pelo lado de Sally, recusaram as atrizes Molly Ringwald e Elizabeth Perkins, deixando o papel para Ryan.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta com momentos que entraram para a história do Cinema, como por exemplo a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6pQgbEEFPq0"><span style="font-weight: 400;">cena da lanchonete</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde Harry acredita que não é possível fingir um orgasmo e Sally começa a fingir no meio da lanchonete. Essa cena é uma das mais famosas não só do gênero de comédias românticas, mas em geral. Outro momento marcante é a declaração de Harry para Sally na celebração de ano novo, em que o personagem sai correndo atrás dela, proferindo uma das falas mais clássicas: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quando você percebe que quer passar o tempo com uma pessoa, você quer que esse tempo comece o mais rápido possível”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre aparece em listas dos melhores filmes já feitos. A proposta original era manter ambos como amigos, porém, decidiram ir para um resultado menos realista, colocando “</span><i><span style="font-weight: 400;">felizes e neuróticos para sempre”</span></i><span style="font-weight: 400;">, se tornando uma alternativa nas comédias românticas desde então. O longa foi indicado ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kT6QnJLxWxw&amp;list=PLJ8RjvesnvDPs8Hps1ARYA5DBdT-UEyEz&amp;index=23"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e abriu caminho para Nora Ephron se reinventar como diretora de Cinema, produzindo clássicos da Comédia romântica, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Sintonia de Amor</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1993) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Mensagem para Você </span></i><span style="font-weight: 400;">(1998). </span></p>
<figure id="attachment_34611" aria-describedby="caption-attachment-34611" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34611" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-800x450.png" alt="um homem e uma mulher estão parados próximos a um carro amarelo. A à esquerda está a mulher, Sally, tem cabelos loiros ondulados e veste uma blusa azul sobre uma camisa clara. Ela está com as mãos nos quadris, parecendo falar com Harry. homem, à direita, tem cabelo curto escuro e veste um moletom cinza. Ele segura um bastão e uma sacola em uma das mãos, e parece estar ouvindo a mulher. No carro, há um adesivo com as palavras &quot;University of Chicago&quot;.]" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34611" class="wp-caption-text">O sucesso de Harry e Sally também está em como ele lida com o tempo, o desenvolvimento gradual da amizade e o crescimento dos personagens de forma incrível (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto cultural do filme pode ser sentido em diversas produções cinematográficas da década de 1990 e começo de 2000, porém, atualmente, ainda há exemplos de influência desse clássico. Um deles é a série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+ </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – onde há diversas referências ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Rom-Communism</span></i><span style="font-weight: 400;">, principalmente no quinto episódio da segunda temporada, com diversas homenagens aos filmes de Nora Ephron –, mas também na relação entre dois personagens, Ted e Rebecca, provando que a tese de Harry está errada; homens e mulheres podem ser apenas amigos. Mesmo após 35 anos do lançamento, continua um ‘filmaço’, seu ritmo é perfeito, o humor ainda funciona e a história de ambos com todos seus encontros e desencontros dão charme ao longa, fazendo com que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=imf92LMQKJQ"><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">seja lembrado e reverenciado como um dos melhores do gênero. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=imf92LMQKJQ"><span style="font-weight: 400;"> </span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/aniversario-35-anos-harry-e-sally-feitos-um-para-o-outro/">Mesmo 35 anos depois, Harry e Sally: Feitos um para o Outro continua impecável</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Duas décadas depois, De Repente 30 é apenas para os nostálgicos</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Dec 2024 16:06:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Costanza Guerriero 30 é a idade do sucesso! Essa era a ideia que as páginas da revista Poise apresentavam para a jovem Jenna Rink (Christa B. Allen), em meio às cores, hits e looks da década de 1990. A imagem de mulheres magérrimas, elegantes, sensuais, e ainda, donas de suas próprias carreiras: a mulher de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/de-repente-30-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Duas décadas depois, De Repente 30 é apenas para os nostálgicos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34530" aria-describedby="caption-attachment-34530" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34530" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1--800x450.webp" alt="Cena do filme De Repente 30. Uma menina e uma mulher estão lado a lado dentro de um elevador de paredes de madeira. Do lado esquerdo, está a atriz Renee Olstead interpretando Becky, uma menina branca, de lábios e bochechas coradas, de cabelos longos castanhos. Ela veste um vestido polo preto e uma bolsa marrom do lado esquerdo do corpo. Ela olha para a mulher que está do seu lado direto. A mulher é a atriz Jennifer Garner interpretando a personagem Jenna Rink. Ela é uma mulher branca que usa batom cor de rosa e está com os cabelos castanhos presos em dois birotes. Ele usa um vestido regata Versace, nas cores verde, verde água e com uma faixa em marrom. no seu colo tem um colar em formato de borboleta verde. ela carrega do seu lado esquerdo uma bolsa pequena roxa. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1--800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1--1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1--768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1--1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1-.webp 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34530" class="wp-caption-text">&#8220;Eu não quero ser original, eu quero ser descolada&#8221; (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">30 é a idade do sucesso! Essa era a ideia que as páginas da revista Poise</span> <span style="font-weight: 400;">apresentavam para a jovem Jenna Rink (</span><span style="font-weight: 400;">Christa B. Allen), em meio às cores,</span><i><span style="font-weight: 400;"> hits </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 1990. A imagem de mulheres magérrimas, elegantes, sensuais, e ainda, donas de suas próprias carreiras: a mulher de 30 anos faz tudo e de tudo, enquanto uma jovem de 13 anos pode apenas tirar péssimas fotos para o livro do ano e encher os sutiãs com papel higiênico. </span><a href="https://www.vogue.com/article/jennifer-garner-judy-greer-13-going-on-30-20th-anniversary"><span style="font-weight: 400;">Vinte anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> depois, </span><span style="font-weight: 400;">as paredes da casa dos sonhos já estão um pouco desbotadas, mas será que ainda restam o </span><i><span style="font-weight: 400;">glitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pó do desejo nos quais </span><a href="https://youtu.be/5UrCaXLBN30?si=6nxT3BPBKI5Mv9OY"><i><span style="font-weight: 400;">De Repente 30</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estava envolto em 2004? </span></p>
<p><span id="more-34528"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">13 going on 30</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) chegou aos cinemas brasileiros em Agosto daquele ano e marcou uma geração que cresceu na era de ouro das comédias românticas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;">, junto de seus contemporâneos: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Diário da Princesa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Como se Fosse a Primeira Vez</span></i><span style="font-weight: 400;">. O longa-metragem, estrelado por Jennifer Garner e Mark Ruffalo, narra a história de Jenna (</span><span style="font-weight: 400;">Christa B. Allen)</span><span style="font-weight: 400;">, que no seu desastroso décimo terceiro aniversário desejou tão fortemente ter 30 anos, que foi transportada para dezessete anos depois. Na badalada cidade de Nova York, ela tem tudo que sempre sonhou: um enorme apartamento, um </span><i><span style="font-weight: 400;">closet</span></i><span style="font-weight: 400;"> recheado de grifes e o cargo de editora na revista que lia quando pré-adolescente. O que ela não esperava, é que a Jenna adulta (Garner) não é uma pessoa tão legal quanto ela imaginava e seu melhor amigo Matt (Ruffalo) não fala com ela há tempos. </span></p>
<figure id="attachment_34534" aria-describedby="caption-attachment-34534" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34534" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-2-1-800x533.jpg" alt="Cena do filme De Repente trinta. Na imagem estão os atores Christa B. Allen e Sean Marquette, sentados no chão sob um carpete cinza,em volta de uma casa de bonecas cor de rosa. A atriz interpreta Jenna Rink, ela é uma garota branca, com cabelos loiros presos e uma franja volumosa. Ela veste um top azul cravejado com pedras redondas, um cinto com o fecho em formato de flor e uma saia preta com bolinhas amarelas, roxas e azuis. Do seu lado esquerdo, está o ator mirim, um garoto branco com cabelos castanhos lisos, ele veste um casaco vermelho de ziper. Ela está despejando a purpurina de um saquinho laranja, sobre a casa de bonecas. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-2-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-2-1-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-2-1-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-2-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34534" class="wp-caption-text">Diferentemente de Como Perder Um Homem em 10 dias, o longa não tem nenhuma perspectiva de reboot, mas o elenco se reuniu em uma videoconferência para celebrar seus vinte anos (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Distribuída pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Columbia Pictures</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção apostou em um tom divertido, no qual a química entre Ruffalo e Garner acontece no plano futuro, como se fosse uma espécie de sonho da protagonista – o que parece ser insinuado no primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">take</span></i><span style="font-weight: 400;"> do filme com um céu azul ensolarado envolto de purpurina cor-de-rosa. Uma das principais críticas feitas pelo espectador de 2024 é apontar que Matt teria se apaixonado por uma garota de 13 anos no </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/o-que-de-repente-30-e-pobres-criaturas-tem-em-comum-veja-semelhancas/"><span style="font-weight: 400;">corpo de uma mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tal acontecimento não é ponderado quando se olha pela perspectiva de que tudo seria fruto da imaginação da menina. Contudo, enquanto parte do público atual busca problematizar a trama, a outra metade ainda continua completamente deslumbrada por um dos mais consagrados </span><a href="https://seacrowbooks.com/blog/friends-to-lovers"><i><span style="font-weight: 400;">friends to lovers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do Cinema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o romance entre Jenna e Matty é trazido sem malícia, algumas outras cenas de Garner com o coadjuvante Samuel Ball, intérprete do namorado da Jenna de 30  anos, refletem o estranhamento que uma adolescente teria com um homem mais velho fazendo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaptease</span></i><span style="font-weight: 400;">. Garner </span><a href="https://youtu.be/i-S4kvxHqgw?si=QXav5YhPJ9DYUQVf&amp;t=633"><span style="font-weight: 400;">conta</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, na época, o desconforto da personagem era o que ela de fato estava sentindo ao gravar a cena, mesmo tendo a mesma faixa etária do colega de elenco. A forma como Jenna rejeita o namorado que sua versão adulta havia escolhido, deixa claro o que seria inapropriado e pouco atraente para uma menina, e a inocência do amor sentido na adolescência floresce quando ela valida o carinho e a diversão que vive com seu melhor amigo, mesmo que tudo ocorra na sua imaginação. </span></p>
<figure id="attachment_34529" aria-describedby="caption-attachment-34529" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34529" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7.jpg" alt="Cena do filme De Repente 30. Um close dos atores Jennifer Garner e Mark Ruffalo conversando. Do lado esquerdo a atriz Garner interpreta Jenna Rink, uma mulher branca de cabelos castanhos, presos na lateral por uma presilha em forma de flor branca. Ela veste um vestido tomara que caia branco florido rosa, e usa um colar em formato de flor pequeno e laranja. Seus prazos estão cruzados sobre o peito e em um dos seus pulso ela veste um relógio. Ela está sorrindo, olhando para o ator Ruffalo, que interpreta Matt Flamhaff. Ele é um homem branco com cabelos castanhos escuros, veste uma camiseta marrom e está gesticulando com as mãos. ao fundo se-se uma tenta com araras e cabides com roupas, uma pessoa é vista em desfoque, próximo a equipamentos de filmagem como um autofalante. " width="800" height="440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-768x422.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34529" class="wp-caption-text">Garner e Ruffalo trabalharam juntos novamente no filme O Projeto Adam, de 2022 (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">De Repente 30</span></i><span style="font-weight: 400;"> carrega ainda outra </span><a href="https://gamarevista.uol.com.br/semana/ta-saindo-com-alguem/estereotipos-de-genero-e-raca-comedia-romantica/"><span style="font-weight: 400;">problemática</span></a><span style="font-weight: 400;"> comum à época ao reforçar o estereótipo do corpo ideal magro e esbelto. O audiovisual da década de 2000 indubitavelmente foi um poderoso soldado da ditadura da beleza, que assombrou toda a geração millennial e que, hoje, é combatida com maior responsabilidade quando distúrbios de imagem e alimentares são retratados nas produções. Ainda que o filme reconheça o problema nesse discurso, mostrando como a substituição de mulheres reais por modelos causa a baixa autoestima de jovens mulheres e o que o </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;"> deve ser condenado, a mensagem fica pouco explícita, da mesma forma que ocorre em obras contemporâneas a ele como</span> <a href="https://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><i><span style="font-weight: 400;">Mean Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (Ano de lançamento) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Confissões de uma Adolescente em Crise</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Ano de lançamento).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;"> está bem representado no clichê das ‘</span><a href="https://evoke.ie/2024/04/24/extra/13-things-you-didnt-know-about-13-going-on-30"><span style="font-weight: 400;">Seis Gatinhas</span></a><span style="font-weight: 400;">’, o ‘grupinho’ das meninas populares que Jenna tanto sonhava em fazer parte. A líder delas, Tom-tom (Alexandra Kyle) ou no salto temporal conhecida como Lucy (Judy Greer), acaba por ser </span><a href="https://www.collinsdictionary.com/pt/dictionary/english/frenetical"><span style="font-weight: 400;">aminimiga</span></a><span style="font-weight: 400;"> da protagonista, mas, apesar de quando criança ser um projeto de Regina George, na versão adulta, ganha a sagacidade de Greer, dando um toque cômico e irônico para a vilã. A qualidade do elenco é admirável, sobretudo quando se fala na escolha dos atores, crianças e adultos, não apenas pela incrível semelhança entre Greer e Kyle, mas também das próprias intérpretes de Jenna. A escolha foi tão certeira que Christina B. Allen chegou a interpretar, novamente, a versão mais jovem de Garner no filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Adoráveis Ex-Namoradas</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2009. Vinte anos depois, Allen ainda é a cara de Garner, como mostra em seu </span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/filmes/de-repente-30-christa-b-allen-recria-seu-look-de-jenna-em-video-nostalgico-e-impressiona-com-semelhanca-com-jennifer-garner-vem-ver/"><i><span style="font-weight: 400;">Tik Tok</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_34531" aria-describedby="caption-attachment-34531" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34531" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-800x336.jpg" alt="Cena do filme De Repente 30. A atriz Garner interpretando Jenna está em foco, com cara de assustada. Ela é uma mulher branca de cabelos médios castanhos e lisos. Seu rosto marca uma expressão de susto, com a boca bem aberta e as sobrancelhas juntas. Ela veste uma camisola de cetim rosa e um tapa olho colorido ,que está posicionado em sua testa. Ela segura os seios com as duas mãos. Ao fundo vemos uma estante lateral com livros e vasos. " width="800" height="336" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-800x336.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-1024x430.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-768x323.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-1536x645.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-2048x860.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-1200x504.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34531" class="wp-caption-text">O diretor, Gary Winick, contou que, obviamente, não sabia nada sobre o que era ser uma ‘garotinha’ de treze anos, mas sabia o que era ter um desejo atendido depois de muito pedir e isso foi suficiente para nos convencer (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Gary Winick e roteirizado por Josh Goldsmith e Cathy Yuspa, o longa-metragem bebeu da fonte de filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mágico de Oz</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1939), </span><i><span style="font-weight: 400;">A Felicidade não Se Compra </span></i><span style="font-weight: 400;">(1946) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Quero ser Grande</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1988), mas, apesar de se inspirar em renomados </span><a href="https://variety.com/2023/film/global/13-going-on-30-musical-adaptation-london-1235739109/"><span style="font-weight: 400;">musicais</span></a><span style="font-weight: 400;">, não se enquadra no gênero. O que ocorre é uma magnífica </span><a href="https://youtu.be/1RLIkL_hnJY?si=h5QclNtKXFHAF8i1"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvente, assinada por </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Theodore_Shapiro"><span style="font-weight: 400;">Theodore Shapiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, trabalhando com a nostalgia de uma geração, que hoje são considerados clássicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e também das comédias românticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dança ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Thriller</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">de Michael Jackson, que anima a todos na festa da revista Poise, já é consagrada como uma das melhores cenas da produção, mas antes de chegar lá, temos a icônica cena de Jenna descobrindo seu </span><i><span style="font-weight: 400;">closet </span></i><span style="font-weight: 400;">repleto de sapatos, vestidos e maquiagens ao som de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eH3giaIzONA"><i><span style="font-weight: 400;">I Wanna Dance with Somebody</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na versão de Whitney Houston. Desse modo, o espectador é envolto por uma seleção musical que automaticamente o transporta para o final da década de 1990 e início de 2000, com</span><i><span style="font-weight: 400;"> Ice Ice Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Vanilla Ice e </span><i><span style="font-weight: 400;">Love is a Battlefield</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Pat Benatar.</span></p>
<figure id="attachment_34535" aria-describedby="caption-attachment-34535" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34535" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-800x450.jpg" alt="Cena do filme De repente 30. A atriz Garner interpretando Jenna está em um quarto, em pé sobre a cama. Ela está com os braços e lábios abertos, como se cantasse uma música. Ela veste um conjunto de pijama cor de rosa e um cachecol rosa. Seus cabelos castanhos estão presos em um rabo de cavalo. Em torno da cama vemos quatros garotas com pijamas e roupas engraçadas, como casaco de pele animal print, sutiã por cima da camiseta e bolsas com pijama. o quarto tem as parede bege e um quadro horizontal acima da cama. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34535" class="wp-caption-text">Na época, a trilha sonora do longa ficou no top 50 da parada musical estadunidense BIllboard 200 nos Estados Unidos (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não podemos deixar de citar Rick Springfield, o maior ídolo de Jenna, aparecendo em vários momentos, como na televisão de tubo no seu aniversário de treze anos e, até mesmo, em miniatura dentro da casa dos sonhos, que Matty constrói para ela. </span><i><span style="font-weight: 400;">Jessie&#8217;s Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem seu momento especial em um dos cortes derradeiros, quando a protagonista está na sua </span><a href="https://youtu.be/Ww9svfjRWxY?si=VaHsR0eC5ivoz5_u"><span style="font-weight: 400;">clichê cena</span></a><span style="font-weight: 400;"> de perseguição do amor verdadeiro antes que ele se case com outra, em meio ao trânsito de táxis amarelos em Nova York. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://people.com/13-going-on-30-wardrobe-revisited-20-years-later-costume-designer-interview-exclusive-8634320"><span style="font-weight: 400;">figurino</span></a><span style="font-weight: 400;"> da produção é algo que cintila até os anos atuais. Não deve-se passar um mês sem que as redes sociais façam referência ao vestido colorido </span><i><span style="font-weight: 400;">Versace</span></i><span style="font-weight: 400;">, cuja réplica foi utilizada por Ariana Grande em um episódio do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Voice </span></i><span style="font-weight: 400;">(2021) e por Bruna Marquezine, em 2023. A estética </span><i><span style="font-weight: 400;">Y2K</span></i><span style="font-weight: 400;"> carregada pela peça retomou atenção nos anos dois mil e vinte, de modo que não apenas o </span><a href="https://www.cnn.com/2024/04/23/style/13-going-on-30-versace-dress-jennifer-garner/index.html"><span style="font-weight: 400;">icônico vestido</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também os acessórios coloridos, jóias extravagantes e enfeites de cabelo pontiagudos utilizados por Jenna sejam corriqueiramente lembrados. A extravagância das lantejoulas e a lucidez do colar de borboletas utilizados no início da trama, aos poucos, vão sendo substituídos por </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais sutis, vestidos floridos e calças </span><i><span style="font-weight: 400;">jeans</span></i><span style="font-weight: 400;">, acompanhando o desenvolvimento e amadurecimento da personagem, que para de acreditar nas modelos estampadas na fictícia revista</span> <span style="font-weight: 400;">Poise e passa a se compreender como uma pessoa de verdade.</span></p>
<figure id="attachment_34569" aria-describedby="caption-attachment-34569" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34569" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9-800x508.jpg" alt="Cena do filme De Repente 30. As atrizes Garner e Greer, estão apoiadas em um balcão em uma festa. Do lado esquerdo a atriz Garner interpreta Jenna e usa um vestido colorido , com as cores predominantes azul, verde, rosa e marrom. ela tem os cabelos castanhos presos e segura na frente do seu corpo uma bolsa pequena rosa. Do lado direto, a atriz interpreta Lucy, uma mulher branca com cabelos médios lisos e loiros. Ela usa um vestido sereia verde com rendas em preto. Ela está com as duas mãos posicionadas na cintura e olha para o lado. " width="800" height="508" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9-800x508.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9-1024x651.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9-1200x762.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34569" class="wp-caption-text">A figurinista do longa afirma em entrevista para People Magazine que o verdadeiro vestido Versace foi perdido, mas que o restante do guarda-roupa ainda continua preservado<br />(Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.instyle.com/reviews-coverage/13-going-30-outfits-15th-anniversary"><span style="font-weight: 400;">figurinista</span></a><span style="font-weight: 400;"> Susie DeSantos, em uma entrevista a People Magazine, conta que não imaginava a tamanha referência da cultura</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o vestido </span><i><span style="font-weight: 400;">Versace</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria, contudo, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> making of </span></i><span style="font-weight: 400;">do filme, </span><a href="https://youtu.be/i-S4kvxHqgw?si=MiztUJPRLaJ7U57N"><i><span style="font-weight: 400;">Making of a Teen Dream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aponta o desejo do diretor </span><span style="font-weight: 400;">Winick em trabalhar com grandes marcas que, por fim, marcaram a década com suas coleções. Dentre elas, podemos citar </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolce &amp; Gabbana</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Miu Miu</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Marc Jacobs</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essas grifes não vestiram apenas Garner, como também </span><span style="font-weight: 400;">Greer em suas sensuais calças de cintura baixa e regatas de renda, além de Ruffalo, mesmo em suas simples vestes, que puderam refletir a personalidade introspectiva do fotógrafo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento da protagonista é bem refletido pelas vestimentas ao longo do enredo com ajuda da trilha sonora. A música</span> <a href="https://youtu.be/3jL4S4X97sQ?si=g4dq-nC2j1CPPQ2d"><i><span style="font-weight: 400;">Vienna</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Billy Joel</span></a><span style="font-weight: 400;"> é centro da trama, quando Jenna percebe que mesmo tendo tudo aquilo que ela sempre sonhou na infância, de nada adiantava se ela as havia conquistado com mau caráter e longe das pessoas que verdadeiramente a amam. É o maior momento de </span><a href="https://youtu.be/4T2rWBNGliI?si=2Rve-mc3VQwE_XNB"><span style="font-weight: 400;">reflexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> no filme, no qual todos os jovens adultos podem se identificar. Se lembram quando desejamos tanto sermos adultos? Pois bem, esse momento chegou e é muito mais difícil do que imaginávamos. Jenna se enfiando na cama para dormir com a mãe e comendo panquecas em formatos de ursinho, representa aquilo que todos desejamos no momento em que as coisas se complicam: voltar a ser criança por um instante, na segurança e no acolhimento dos pais. O arco de redenção da personagem ocorre no momento em que se destaca na apresentação da nova imagem da revista que trabalha.</span></p>
<figure id="attachment_34570" aria-describedby="caption-attachment-34570" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34570 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-800x600.jpg" alt="Cena do filme De Repente 30. A atriz Garner interpretando Jenna está no centro. Ela veste um conjunto de saia, camiseta e cardigan rosa claro. Seus cabelos castanhos estão soltos até a natura do ombro. ela segura uma bexiga cor de rosa. Ao fundo há três cartazes pretos com fotografias de beauty e moda, na sua frente há a beirada de uma mesa de mármore e a borda de um quadro branco aparece apoiado na mesa, com três bexigas nas cores rosa, amarelo e azul respectivamente." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-1200x900.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34570" class="wp-caption-text">&#8220;Acho que todos nós queremos sentir alguma coisa que já esquecemos ou rejeitamos porque não percebemos o quanto estávamos deixando para trás&#8221; (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://youtu.be/Ao9XR5a4uJA?si=G4iotOw85Dlykhcb"><span style="font-weight: 400;">monólogo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Jenna torna toda a mensagem do filme bem explícita, de uma forma até muito simplista, o que faz sentido considerando que a trama foi desenvolvida para o público juvenil. A jovem mulher propõe que a revista represente pessoas reais, do cotidiano das leitoras: como suas vizinhas; primas; meninas do colegial;  irmãs; entre outras. Assim, para que as garotas cresçam com representações de beleza real em cada etapa da vida e sejam incentivadas a aproveitar o que é bom em cada fase. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas décadas após sua estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">De Repente 30</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode não ser mais a primeira escolha do público para qual foi originalmente desenvolvido; os conceitos e as relações mudaram e muitas das referências já não fazem mais sentido. Contudo, a produção ainda é um excelente entretenimento para aqueles que cresceram assistindo ao filme na </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/sessao-da-tarde-traz-de-repente-30-dumbo-e-mais-nesta-semana-confira-a-programacao-de-22-a-26-de-abril,a5038dd8952c31937d9473fcb6d2b6a5kuda59xo.html"><span style="font-weight: 400;">Sessão da Tarde</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> H</span><span style="font-weight: 400;">oje, disponível na </span><a href="https://www.netflix.com/br-en/title/60034573"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para sempre que precisarmos nos lembrar de desacelerar e celebrar quem um dia já fomos. </span></p>
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		<title>Em Robot Dreams, o pesadelo é o descarte das relações</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Mar 2024 20:54:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Jamily Rigonatto “Agora eu sei que tenho um coração, porque ele está doendo” é uma das frases mais populares do universo do audiovisual. Emitida pelo Homem de Lata em O Mágico de Oz, a citação marcou o futuro das produções cinematográficas quando o assunto é abordar a relação dos robôs com o ato de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/robot-dreams-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Robot Dreams, o pesadelo é o descarte das relações"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_32604" aria-describedby="caption-attachment-32604" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32604" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/robo_topo-800x420.png" alt="Cena de Robot Dreams. Na imagem, o robô e o cachorro estão com os pés na beira da praia. Os dois são cinzas. O robô veste uma boia de braço rosa e o cachorro um short nas cores azul, amarelo e laranja. Ao fundo há areia e diversas barraquinhas de praia." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/robo_topo-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/robo_topo-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/robo_topo-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/robo_topo.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32604" class="wp-caption-text">Meu Amigo Robô foi lançado em 2023 e concorre ao Oscar de Melhor Animação (Foto: Wild Bunch)</figcaption></figure>
<p><strong>Jamily Rigonatto</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Agora eu sei que tenho um coração, porque ele está doendo</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">é uma das frases mais populares do universo do audiovisual. Emitida pelo Homem de Lata em</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AP2vrDQOfCU"><i><span style="font-weight: 400;"> O Mágico de Oz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a citação marcou o futuro das produções cinematográficas quando o assunto é abordar a relação dos robôs com o ato de sentir. Certamente, a inspiração recaiu na realização de </span><i><span style="font-weight: 400;">Robot Dreams</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme lançado em 2023 sob a direção do espanhol</span> <span style="font-weight: 400;">Pablo Berger. Nas linhas doces da animação, a quebra de um vínculo se mostra mecânica e lancinante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa-metragem conta a história de um cachorro que vive em um universo sem humanos, povoado apenas por animais que agem como tais. Cansado de estar sozinho, seu movimento é similar aos da geração da <a href="https://rhpravoce.com.br/colab/geracao-waze-a-tecnologia-esta-deixando-o-ser-humano-perdido/">tecnologia</a>: procurar em uma máquina a fuga de realidade. É assim que ele adquire um robô, com o qual logo desenvolve, impressionantemente, uma amizade sincera, que em pouco se desmonta em reviravoltas. </span></p>
<p><span id="more-32595"></span></p>
<figure id="attachment_32602" aria-describedby="caption-attachment-32602" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32602" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/meu-amigo-robo4-800x450.jpg" alt="Cena de Robot Dreams. Na imagem, o cachorro e o robô andam pela neve. Ambos são cinzas e estão de mãos dadas. Ao fundo, há diversos prédios cinzas. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/meu-amigo-robo4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/meu-amigo-robo4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/meu-amigo-robo4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/meu-amigo-robo4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/meu-amigo-robo4.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32602" class="wp-caption-text">Robot Dreams é classificado como uma comédia, mas nos dilacera em tristeza (Foto: Wild Bunch)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">São em cenas delicadas, acompanhadas apenas pela trilha sonora – já que o filme não tem nenhuma fala –, que o enredo, também assinado pelo diretor, nos leva por um caminho leve, cheio de momentos divertidos que imprimem a sensação de que as coisas seguirão até um final feliz. No entanto, é em um desses momentos de acalento e doçura que o cão e o robô se deparam com a dor das <a href="https://personaunesp.com.br/close-critica/">rupturas</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na praia, tomados por espírito livre e companheirismo, uma fatalidade acontece e as peças metálicas do melhor amigo de lata são molhadas, impedindo que o cachorro consiga o tirar da areia e tenha que ir embora sem ele. A partir desse momento, os papéis se invertem e quem precisa buscar uma forma de fugir de uma realidade desoladora e vazia é o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RYnfz2ey3iU">maquinário</a>, agora abandonado e sem perspectivas. </span></p>
<figure id="attachment_32601" aria-describedby="caption-attachment-32601" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32601" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura_de_Tela_222-800x420.png" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura_de_Tela_222-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura_de_Tela_222-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura_de_Tela_222-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura_de_Tela_222.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32601" class="wp-caption-text">O filme se passa na década de 1980, mas cabe perfeitamente para a atualidade (Foto: Wild Bunch)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os eventos se tornam distintos. Para um, há a tentativa de resgate do amigo, mas também a possibilidade de encontrar socialização, diversão e muito mais em um espaço da vida real. O outro, fica à mercê de algo que sequer sabíamos que um objeto robotizado poderia ter: a imaginação. Nesta, a existência mantém a força em sonhar com a beleza e desejar que a existência não se resuma a espera pelo momento de parar de vez. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro se estabelece em uma dualidade e é impossível não comparar o cachorro com os seres humanos. O abandono, mesmo que não intencional, coloca em cheque o quanto as relações podem ser descartáveis, seja com pessoas, máquinas, animais de estimação e o que mais houver. Assim, a humanidade no cão se revela poderosa, o suficiente para que seus sentimentos estejam acima de qualquer coisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda a similaridade não é feita de acaso. A cada passo, os movimentos parecem se aproximar de uma alegoria à contemporaneidade, juntando a dependência tecnológica e a era dos amores líquidos em uma tacada só. Nessas condições, uma empatia pelo robô se esgueira pelas pontas e fica impossível não sentir um gosto amargo nas reações do cão. Ele poderia fazer mais, mas será que nós faríamos?  </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/0CHV_ZDlhrA?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao visual, </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Robô </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; como foi traduzido no Brasil – tem traços realmente adoráveis que remetem às animações clássicas dos anos 2000. Moldado no tradicional 2D, o filme tem ilustrações sutis e pouco marcadas, mas extremamente expressivas. É isso que contribui para uma narrativa limpa e clara, fácil de ser entendida sem a presença dos diálogos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, como nem tudo são flores, assistir à produção parece nos levar para um ciclo em alguns momentos. É claro que todo o cerne é bem trabalhado, mas não há necessidade de se desenvolver em longas 01h30, que em certo ponto parecem minutos demais para história de menos. Com certa economia de tempo, o resultado seria mais dinâmico e não entregaria o massante de esperar e esperar por um clímax com final feliz que nunca virá.</span></p>
<figure id="attachment_32599" aria-describedby="caption-attachment-32599" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32599" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/57269-800x424.png" alt="" width="800" height="424" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/57269-800x424.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/57269-768x407.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/57269.png 1002w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32599" class="wp-caption-text">Robot Dreams é a adaptação audiovisual da graphic novel homônima, assinada por Sara Varon (Foto: Wild Bunch)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que com ressalvas, é inegável que a produção surpreende e o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2024 não pensa diferente. O filme concorre na categoria de Melhor Animação ao lado dos gigantes </span><i><span style="font-weight: 400;">Nimona</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/elementos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-menino-e-a-garca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Menino e a Garça</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Sua narrativa doce e amarga conquistou os corações dos críticos desde a estreia no </span><span style="font-weight: 400;">76º Festival de Cinema de Cannes, ocorrido em Maio de 2023.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de fazer parte de uma das principais programações de Cinema do mundo,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Robot Dreams</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquistou o prêmio de Melhor Animação no <a href="https://europeanfilmawards.eu/?p=1">European Film Awards</a>, uma das nomeações mais importantes do setor europeu. O título ainda foi reconhecido na mesma categoria pelo Prêmio Goya 2024, no qual também foi lembrado como Melhor Roteiro Adaptado.</span></p>
<figure id="attachment_32597" aria-describedby="caption-attachment-32597" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32597" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-w1280-1.webp" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-w1280-1.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-w1280-1-768x432.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32597" class="wp-caption-text">“Nossos corações estavam tocando no tom que nossas almas cantavam” (Foto: Wild Bunch)</figcaption></figure>
<p>A vida segue, mesmo que não do jeito que esperamos. Essa é a lição deixada por um longa-metragem cheio de emoção, no qual os rompimentos são cortantes, mas não impedem que o tempo passe e a vida siga. Os rumos podem parecer injustos, porém, extremamente embebidos de realidade, o que impede que tenhamos em nós uma verdadeira revolta.</p>
<p>Robot Dreams nos faz pensar. Refletir sobre quem somos e como tratamos as coisas que compõem o nosso redor, talvez realmente as descartemos cedo demais. Ainda assim, comprar a companhia de alguém soa verdadeiramente egoísta e igualmente solitário; não parece possível colocar na balança. Nos sonhos de um robô que sente demais, o que dói é se identificar tanto com o cruel despropositado dos encontros.</p>
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		<title>Park Chan-wook deixa a porta aberta em Decisão de Partir</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Mar 2023 18:00:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Quando as luzes se apagam, um detetive ocupa a mente com crimes não solucionados. A insônia somente levanta para longe da cama quando uma presença feminina desconcertante o coloca para dormir ao ritmo de uma respiração acolhedora, justo dela, a suspeita de um dos incontáveis casos que afastam o sono. Entre gotas de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/decisao-de-partir-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Park Chan-wook deixa a porta aberta em Decisão de Partir"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30521" aria-describedby="caption-attachment-30521" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30521" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-4-scaled.jpg" alt="Cena do filme Decisão de Partir. Na imagem, Song Seo-rae contempla algo à sua direita. Ela é uma mulher chinesa de cabelos e olhos escuros. A câmera a captura a partir da cintura. Song veste uma camiseta de botões e mangas longas na cor pêssego e uma saia longa estampada em tons frios como o azul. Ao fundo, o cenário é a sala de estar de uma casa repleta de objetos decorativos. O papel de parede é o que se destaca, sendo composto por ilustrações que simultaneamente se assemelham a montanhas e ondas, pintadas entre cores quentes e frias como o vermelho e o azul." width="2560" height="1636" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-4-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-4-800x511.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-4-1024x655.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-4-768x491.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-4-1536x982.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30521" class="wp-caption-text">Decision to Leave disputou a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2022, que coroou Park Chan-wook como Melhor Diretor (Foto: CJ Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as luzes se apagam, um detetive ocupa a mente com crimes não solucionados. A insônia somente levanta para longe da cama quando uma presença feminina desconcertante o coloca para dormir ao ritmo de uma respiração acolhedora, justo dela, a suspeita de um dos incontáveis casos que afastam o sono. Entre gotas de colírio para elucidar a visão e potes de sorvete que tentam substituir o jantar, </span><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1733643864792697-conheca-a-obra-do-cineasta-sul-coreano-park-chan-wook-diretor-de-oldboy"><span style="font-weight: 400;">Park Chan-wook</span></a><span style="font-weight: 400;"> desconstrói o romance como um gênero constantemente flertado pelo Cinema, une os protagonistas através dos simbolismos da partição e deixa a porta aberta para a interpretação em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=16uiSSzzVcs"><i><span style="font-weight: 400;">Decisão de Partir</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-30513"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fim de falar de amor, Chan-wook escancara o tato inato de </span><a href="https://best-of-netflix.com/why-you-need-to-see-korean-new-wave-pioneer-oldboy/"><span style="font-weight: 400;">pioneiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e elabora ao lado de Jeong Seo-kyeong um roteiro que diz ‘eu te amo’ sem ao menos escrever as três palavras. Mantendo a </span><a href="https://firstclasse.com.my/the-genius-of-park-chan-wook/"><span style="font-weight: 400;">singularidade e autenticidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> que atravessa uma das filmografias mais notáveis da história, o diretor sul-coreano assina os papéis do divórcio entre as narrativas que tratam de relações amorosas e o audiovisual, casados em comunhão de bens há séculos. Com uma </span><a href="https://www.cafecomkimchi.com.br/post/decision-to-leave-filme-park-chan-wook-tudo-sobre"><span style="font-weight: 400;">proposta inovadora</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele finalmente liberta o casal de uma representação datada, enraizada em um passado distante e reacende a chama da paixão que juntou estilo e meio pela primeira vez.</span></p>
<figure id="attachment_30520" aria-describedby="caption-attachment-30520" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30520" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2.gif" alt="Cena do filme Decisão de Partir. Da esquerda para a direita na imagem animada, Song Seo-rae e Jang Hae-joon observam algo posicionado atrás da lente da câmera que captura ambos a partir do busto. Song é uma mulher chinesa de cabelos e olhos escuros. Ela veste uma camiseta de botões e mangas longas na cor amarela. Jang é um homem sul-coreano de cabelos e olhos escuros. Ele veste uma camiseta de mangas longas na cor azul. Ao fundo, o cenário é uma sala de estar de uma casa repleta de objetos decorativos e iluminada por luzes brancas de lamparinas." width="1000" height="416" /><figcaption id="caption-attachment-30520" class="wp-caption-text">A atriz chinesa Tang Wei se esforçou para aprender os significados das suas falas em coreano (GIF: CJ Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, se a violência faz glória com o vermelho sangrento em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VwIIDzrVVdc"><i><span style="font-weight: 400;">Oldboy</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2003)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a nudez traduz a emancipação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-criada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Criada</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016)</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Decisão de Partir</span></i><span style="font-weight: 400;"> adota elementos menos explícitos, mas ainda assim revestidos pelo plano de fundo cruel do cotidiano. Contraditoriamente leve, o enlace do </span><a href="https://www.nytimes.com/2022/10/13/movies/decision-to-leave-review-park-chan-wook.html"><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> moderno</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece pairar sobre o ar que ocupa o espaço desde as ondas do mar até o cume das montanhas, sendo responsável pela dicotomia que dita as regras da narrativa: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Confúcio disse: “Os sábios amam a água, os benevolentes as montanhas.” Eu não sou benevolente, eu gosto do mar</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jang Hae-joon e Song Seo-rae são as personificações de opostos que se atraem. Dominador, o instinto investigativo de Hae-joon coloca Seo-rae na mira de seu binóculo que transcende tempo e lugar. Com uma técnica de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-k4ldmEP8es"><i><span style="font-weight: 400;">zoom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> peculiar e desconfortável, o público mergulha na imaginação do policial que, por sua vez, está totalmente perdido na intimidade mística da cuidadora de idosos. Teimoso e firme como as rochas, o ator Park Hae-il desloca o seu personagem para o choque estrondoso com as águas cristalinas da atriz </span><a href="https://www.voguehk.com/en/article/celebrity/tang-wei-decision-to-leave-interview/"><span style="font-weight: 400;">Tang Wei</span></a><span style="font-weight: 400;">, dona de uma atmosfera etérea em seu papel. </span></p>
<figure id="attachment_30519" aria-describedby="caption-attachment-30519" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30519" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3.gif" alt="Cena do filme Decisão de Partir. Na imagem animada, Song Seo-rae assopra as gotas de água que repousam sobre um curativo a prova do elemento, colocado no topo de sua mão. A câmera captura somente sua mão e sua boca. Ela é uma mulher chinesa que veste um suéter de mangas longas na cor azul." width="1000" height="416" /><figcaption id="caption-attachment-30519" class="wp-caption-text">O filme transmite sensações à flor da pele (GIF: CJ Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O conjunto dinâmico da dupla não somente caracteriza o duelo de personalidades, como também abre margens para as diferentes interpretações do longa, colocadas em xeque a todo o momento devido a </span><a href="https://www.newyorker.com/magazine/2022/10/17/the-persuasive-potency-of-decision-to-leave"><span style="font-weight: 400;">montagem apoteótica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Kim Sang-bum, parceiro de longa data de Park Chan-wook. Extasiante, sinuosa e por isso mesmo que funciona, a ordem dos planos é o que captura a atenção logo nos primeiros minutos, causando impacto com uma sensação </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CHJ4lGhAJok"><span style="font-weight: 400;">arrebatadora</span></a><span style="font-weight: 400;"> que permanece até os créditos finais. Aqui, são as cenas de luta corporal e de cadáveres em decomposição que ganham uma amplitude que ultrapassa o grotesco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal escolha de edição de </span><i><span style="font-weight: 400;">Decisão de Partir</span></i><span style="font-weight: 400;"> confunde, pode ser amada ou odiada sem um meio termo, porém, o deslumbre da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vpKqQqbyvc4&amp;t=40s"><span style="font-weight: 400;">fotografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> adiciona sentido e é novamente unanimidade na obra do cineasta. O genial </span><a href="https://www.filmcompanion.in/features/decision-to-leave-movie-park-chan-wook-cinematographer-breaks-down-6-scenes-from-the-ending-mubi-tang-wei-park-hae-il"><span style="font-weight: 400;">Kim Ji-yong</span></a><span style="font-weight: 400;"> toma decisões que se ligam às propostas ambiciosas de Sang-bum, transformando a poluição nuclear em colírio para os olhos e um sorvete anêmico em refeição para o estômago. No meio de um paraíso visual, o vermelho das romãs, a fumaça embaçada do cigarro e o azul dos corpos de maridos assassinados são meros detalhes frente ao ápice: a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZD0pqjB-73Y"><span style="font-weight: 400;">cena do interrogatório</span></a><span style="font-weight: 400;"> em que o foco da câmera transita entre Jang Hae-joon, Song Seo-rae e os seus reflexos no espelho. </span></p>
<figure id="attachment_30518" aria-describedby="caption-attachment-30518" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30518" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4.gif" alt="Cena do filme Decisão de Partir. Da esquerda para a direita na imagem animada, Song Seo-rae segura um cigarro aceso com as pontas dos dedos e chora encolhida enquanto Jang Hae-joon posiciona um cinzeiro logo abaixo de sua mão. A câmera captura ambos a partir da cintura. Song é uma mulher chinesa de cabelos escuros. Ela veste uma camiseta de mangas longas na cor verde e uma saia estampada em cores quentes. Jang é um homem sul-coreano de cabelos e olhos escuros. Ele veste terno preto e gravata listrada nas cores preta e cinza. Ao fundo, o cenário é a sala de estar de uma casa com um sofá aconchegante." width="1000" height="416" /><figcaption id="caption-attachment-30518" class="wp-caption-text">A obsessão persegue os protagonistas de Park Chan-wook (GIF: CJ Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Naquela noite em que você me encontrou no mercado, de repente você se sentiu vivo de novo, não é?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Extremamente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G0oOr7cSZPk"><span style="font-weight: 400;">palpável</span></a><span style="font-weight: 400;">, tanto pelas imagens que constroem a paisagem quanto pela trama fictícia que beira uma </span><a href="https://time.com/6221814/decision-to-leave-review/"><span style="font-weight: 400;">veracidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> quase ‘pé no chão’, o filme cutuca feridas com a provocação de sensações à flor da pele. De modo inacreditável, esse esforço em evocar os seis sentidos faz do longa algo simultaneamente parado no tempo, a frente dele e atemporal. Com uma atmosfera ancestral que prende visão e audição e a sensibilidade corrente que toca olfato, tato e paladar, há a ainda busca pelo eterno nas </span><a href="https://collider.com/decision-to-leave-park-chan-wook-themes-comments/"><span style="font-weight: 400;">entrelinhas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UwOVu96gvc0"><span style="font-weight: 400;">tema da obsessão</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é novidade na trajetória cinematográfica de Park Chan-wook e, com 11 títulos exibidos nas telas do Cinema, o tópico parece igualmente perseguir personagens, diretor e público. Em entrevista ao </span><a href="https://thefilmstage.com/park-chan-wook-on-decision-to-leave-methodical-directing-and-not-being-a-film-buff/"><i><span style="font-weight: 400;">The Film Stage</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Chan-wook revelou que </span><i><span style="font-weight: 400;">Decisão de Partir</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é uma homenagem ao gênero </span><a href="https://www.indiewire.com/2022/10/park-chan-wook-reveals-hes-not-the-biggest-fan-of-the-noir-genre-despite-success-of-decision-to-leave-1234775304/"><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas o resultado da leitura de romances policiais: ”</span><i><span style="font-weight: 400;">Na verdade, esse é um pequeno truque meu: finjo que o filme é do gênero noir e, em certo ponto, nós desviamos do gênero.</span></i><span style="font-weight: 400;">” Segundo ele e, de fato, o disfarçe de Song Seo-rae como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">femme fatale</span></i><span style="font-weight: 400;"> também contribui para essa subverção das histórias de amor.</span></p>
<figure id="attachment_30517" aria-describedby="caption-attachment-30517" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30517" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5.gif" alt="Cena do filme Decisão de Partir. Na imagem animada, Jang Hae-joon contempla o horizonte. A câmera captura as suas costas a partir da cintura. Jang é um homem sul-coreano de cabelos escuros. Ele veste um terno preto. Ao fundo da composição e a frente do protagonista, uma praia tomada pelo mar reflete o sol em suas ondas." width="1000" height="416" /><figcaption id="caption-attachment-30517" class="wp-caption-text">Park Hae-il traz o balanço perfeito de feições para um detetive nada equilibrado (GIF: CJ Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro tópico intensamente pautado pelo cineasta sul-coreano é o conflito histórico entre a sua nação e os companheiros de continente. Rodeado por mil tentáculos, ele traz à tona um envolvimento lésbico para o contexto da ocupação japonesa no começo do século XX em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Criada</span></i><span style="font-weight: 400;">. Agora, observando os </span><a href="https://www.theguardian.com/cities/2017/jul/18/seoul-south-korea-identity-crisis-brand-psy-gangnam-style"><span style="font-weight: 400;">problemas identitários</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ressurgem na Coreia e são refletidos nas obras, Park Chan-wook </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-features/making-of-decision-to-leave-park-chan-wook-explosive-style-mystery-drama-1235276259/"><span style="font-weight: 400;">sabiamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> pontua os desafios do deslocamento asiático e o jogo da conquista que permeia a região desde os primórdios da civilização. Em 2022, é a morte </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YaPxDz36UW4"><span style="font-weight: 400;">misteriosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um oficial de imigração aposentado que acende a luz sobre Seo-rae, a viúva chinesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atordoante com as reviravoltas, a trilha sonora dificulta a digestão dos eventos e é esse o efeito que proporciona a continuidade do </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/noticia/2023/01/park-chan-wook-subverte-expectativas-de-sexo-e-violencia-e-investe-no-amor-clcluqkf7002001ccrjk6x5cb.html"><span style="font-weight: 400;">ambiente</span></a><span style="font-weight: 400;"> instaurado pela trama. Produzida com acordes estridentes de violinos e notas adocicadas de flautas, a mescla instrumental de </span><span style="font-weight: 400;">Jo Yeong-wook</span><span style="font-weight: 400;"> injeta doses de adrenalina e endorfina, transitando como um maestro pelas sequências de estresse e conforto. Tomando partida por meio da união entre imagem e som, </span><a href="https://www.leisurebyte.com/closer-music-video-rm-decision-to-leave/"><i><span style="font-weight: 400;">RM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, integrante do grupo </span><i><span style="font-weight: 400;">BTS</span></i><span style="font-weight: 400;">, não esconde ser obcecado por </span><i><span style="font-weight: 400;">Decisão de Partir</span></i><span style="font-weight: 400;"> e traz as cenas de tirar o fôlego para o videoclipe da faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SmVqMedomh0"><i><span style="font-weight: 400;">Closer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parte do seu álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/2wGinO7YWLHN2sULIr4a7v?si=ZFwkbqEZQtWKYcOxXOgqKA]"><i><span style="font-weight: 400;">Indigo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_30516" aria-describedby="caption-attachment-30516" style="width: 947px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30516" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1.jpg" alt="Cena do filme Decisão de Partir. Da esquerda para a direita na imagem animada, Jang Hae-joon e Song Seo-rae estão sentados nos bancos de trás de um carro. Jang está adormecido e Song acordada olhando para algo à sua esquerda. A câmera captura ambos a partir da cintura. Jang é um homem sul-coreano de cabelos escuros. Ele veste terno marrom e gravata estampada nas cores vermelha e azul sobre uma camiseta branca. Song é uma mulher chinesa de cabelos e olhos escuros. Ela veste um casaco de inverno azul sobre uma camiseta preta com pontos brancos. Ao fundo, o cenário da janela traseira é a praia." width="947" height="627" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1.jpg 947w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-800x530.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-768x508.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30516" class="wp-caption-text">Ao fim, montanha e mar representam uma simbiose inexplicável pela ciência (Foto: CJ Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado no </span><a href="https://www.instagram.com/p/CgnO52sOQ9w/"><span style="font-weight: 400;">Festival de Cannes</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Maio do ano passado, pleno mês das noivas, o longa mira no divórcio entre o tradicional gênero do romance e o Cinema para traçar uma forma inédita de arrebatar corações. Exibido em salas seletas, ele detém a melhor bilheteria de Park nos Estados Unidos e é o mais assistido pelo país na plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><a href="https://collider.com/decision-to-leave-mubi-most-streamed-north-america/"><i><span style="font-weight: 400;">Mubi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">No campo das premiações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Decisão de Partir</span></i><span style="font-weight: 400;"> esteve na lista da Palma de Ouro e conquistou o prêmio de </span><a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/diretor-sul-coreano-park-chan-wook-volta-a-cannes-com-drama-policial-e-rom%C3%A2ntico-1.827090"><span style="font-weight: 400;">Melhor Diretor</span></a><span style="font-weight: 400;"> na cidade francesa. Já no Globo de Ouro e no </span><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i><span style="font-weight: 400;">, conseguiu vaga em Melhor Filme Estrangeiro, mas não levou para a casa e nem repetiu o feito no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2023.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A verdade é que Park Chan-wook continua sem o devido reconhecimento das academias e, com </span><i><span style="font-weight: 400;">Decisão de Partir</span></i><span style="font-weight: 400;">, a sensação que fica é a de que ele deseja ser levado pela água salgada junto de Jang Hae-joon e Song Seo-rae. Ao final, ninguém escapa da obsessão: cineasta, personagens e público parecem se tornarem obcecados por tudo aquilo que é intrínseco à obra. Imerso na profundidade de simbolismos pensados de maneira </span><a href="https://www.polygon.com/23445882/decision-to-leave-ending-explained-park-chan-wook-interview"><span style="font-weight: 400;">sagrada</span></a><span style="font-weight: 400;">, Chan-wook deixa a porta aberta para questionamentos sobre o amor e, essencialmente, se ele algum dia ele repetirá tal dicotomia entre montanha e mar, uma </span><a href="https://variety.com/2023/awards/asia/park-chan-wook-decision-to-leave-2-1235483407/"><span style="font-weight: 400;">simbiose</span></a><span style="font-weight: 400;"> que somente a sua Arte explica.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/b9j3ZFSkD3o?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;start=12&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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