<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Lizzy Bennet &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/lizzy-bennet/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/lizzy-bennet/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 11 Nov 2020 14:22:46 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.3</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Lizzy Bennet &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/lizzy-bennet/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Há 15 anos, o clássico de Jane Austen estreava no cinema com orgulho, mas sem preconceito</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2020 14:22:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
		<category><![CDATA[Keira Knightley]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Inglesa]]></category>
		<category><![CDATA[Lizzy Bennet]]></category>
		<category><![CDATA[Matthew Macfadyen]]></category>
		<category><![CDATA[Mr Darcy]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho e Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2006]]></category>
		<category><![CDATA[Pride and Prejudice]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Vanessa Marques]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=16611</guid>

					<description><![CDATA[<p>“É estranho pensar que todas as grandes mulheres da ficção tenham sido, até o advento de Jane Austen, não só retratadas pelo outro sexo, mas apenas de acordo com sua relação com o outro sexo&#8221;.   (Virginia Woolf) Vanessa Marques Orgulho e Preconceito (2005), dirigido por Joe Wright, é a adaptação para o cinema da obra &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 15 anos, o clássico de Jane Austen estreava no cinema com orgulho, mas sem preconceito"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/">Há 15 anos, o clássico de Jane Austen estreava no cinema com orgulho, mas sem preconceito</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><i>“É estranho pensar que todas as grandes mulheres da ficção tenham sido, até o advento de Jane Austen, não só retratadas pelo outro sexo, mas apenas de acordo com sua relação com o outro sexo&#8221;. </i><i>  (Virginia Woolf)</i></p>
<figure id="attachment_16615" aria-describedby="caption-attachment-16615" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-16615 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/prideandprejudice_97.jpg" alt="Na foto vemos cinco mulheres numa sala, com a protagonista, Elizabeth Bennet, na frente " width="1600" height="1047" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/prideandprejudice_97.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/prideandprejudice_97-300x196.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/prideandprejudice_97-1024x670.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/prideandprejudice_97-768x503.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/prideandprejudice_97-1536x1005.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/prideandprejudice_97-1200x785.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16615" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Kitty, Sra. Bennet, Elizabeth, Lydia, Jane e Mary, ao fundo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vanessa Marques</strong></p>
<p><i>Orgulho e Preconceito</i> (2005), dirigido por Joe Wright, é a adaptação para o cinema da obra famosa de Jane Austen. Sob uma capa de aparente inocência, a trama retrata os costumes rígidos e patriarcais da aristocracia rural inglesa do século 19. Estrelado por Keira Knightley (Elizabeth Bennet) e Matthew Macfadyen (Darcy), o longa-metragem, que retornou ao catálogo da <i>Netflix</i> em seu ano de debutante, mergulha o espectador numa estética delicada e sensorial, fruto da tríade indicada ao <i>Oscar</i> — produção, direção de arte e trilha sonora.</p>
<p><span id="more-16611"></span></p>
<p>A família Bennet, composta de cinco irmãs e nenhum filho homem, vive o desprazer de não possuir um herdeiro legítimo, visto que a mulher, pela Lei do Morgadio, não desfrutava do direito à herança. Nesse sentido, o casamento era a única fonte de segurança financeira e estabilidade, de modo que a matriarca Sra. Bennet (Brenda Blethyn) aspira casar suas filhas com rapazes abastados. Assim, a notícia da fixação temporária de Charles Bingley (Simon Woods), homem de posses e solteiro, numa propriedade vizinha aos Bennet, traz certa agitação para a vida pacata da família.</p>
<p>Durante os bailes e demais protocolos sociais, a ingênua Jane Bennet  (Rosamund Pike) captura a afeição imediata do novo morador de Netherfield Park. Na companhia de Bingley, o Sr. Darcy, embora mais endinheirado que o amigo, demonstra uma natureza taciturna e reservada. A primeira aparição do protagonista dá-lhe uma feição excessivamente<i> blasé</i> e arrogante. Logo, a relação dele com Elizabeth, oriunda de uma condição menos privilegiada, nasce entre diversas turbulências, dentre os quais obstáculos internos (orgulhos) e externos (preconceitos sociais).</p>
<figure id="attachment_16616" aria-describedby="caption-attachment-16616" style="width: 2324px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-16616 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-2-pp.jpg" alt="Na foto vemos oito persoangens numa sala clássica" width="2324" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-2-pp.jpg 2324w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-2-pp-300x194.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-2-pp-1024x661.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-2-pp-768x496.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-2-pp-1536x991.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-2-pp-2048x1322.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-2-pp-1200x775.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16616" class="wp-caption-text">O figurino do filme foi criado por Jacqueline Durran, que também assinou os figurinos de <em>Anna Karenina</em> (2012) e <em>Little Women</em> (2019) (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Keira Knightley, a mocinha de <i>Piratas do Caribe</i>, interpreta uma protagonista incisiva, perspicaz e contestadora. Elizabeth não partilha das ambições econômicas da progenitora quanto ao matrimônio. Na realidade, ela se prova uma jovem expansiva que não teme expor enfaticamente as suas ideias. Como comenta a esnobe Lady Catherine (Judi Dench), Elizabeth <i>&#8220;dá a própria opinião de forma decisiva para uma pessoa de tão pouca idade”.</i> Com efeito, quando o primo Collins (Tom Hollander) a pede em casamento, Lizzy recusa por enxergar a faceta caricata e pedante daquele homem. O fato de ele ser o único potencial candidato a herdeiro do Sr. Bennet (Donald Sutherland) pouco faz diferença. Ela triunfa ao impor a sua vontade, contrariando a regência patriarcal e a lógica comercial vigente nos acordos matrimoniais.</p>
<p>Embora o romance seja o fio condutor do título original, a autora era particularmente isenta de sentimentalismo. Em seus livros, Austen desenvolveu os casais por meio de diálogos rápidos e mordazes, em oposição ao romantismo exagerado que lhe foi contemporâneo. O <a href="https://youtu.be/NSL55lOwznU">realismo</a>, a ironia e o anti-sentimentalismo pouco são explorados no filme, que destaca a tensão entre os pares opostos, o despertar da paixão repentina e o melodrama. É construído um romance altamente idealizado, desprovido de apelo sexual, que não hesita em esbanjar olhares e declarações profundas de Darcy ao longo do enredo.</p>
<figure id="attachment_16617" aria-describedby="caption-attachment-16617" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-16617 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-3-pp.jpg" alt="Na foto vemos ambos os protagonistas juntos ao amanhecer, Darcy e Elizabeth." width="1400" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-3-pp.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-3-pp-300x171.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-3-pp-1024x585.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-3-pp-768x439.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/imagem-3-pp-1200x686.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16617" class="wp-caption-text">O longa-metragem recebeu quatro indicações ao Oscar 2006 nas categorias Melhor Atriz, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O enfoque atribuído para a narrativa do casal, entretanto, leva ao equívoco comum de se pensar que a obra originária e sua criadora eram decididamente românticas. A escritora, que nunca se casou e introduziu críticas sociais em seus escritos, não era romântica. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=SirbSITcT5A">Austen</a> criava personagens femininas complexas e satirizava as contradições e futilidades da aristocracia inglesa. O seu advento, conforme Virginia Woolf reiterou no ensaio <i>Um Teto Todo Seu</i> (1929), permitiu que a ficção universal finalmente conhecesse o protagonismo feminino representado pelas lentes de uma escritora. Austen, portanto, não escreveu um conto de fadas, na verdade, ironizou toda uma classe orgulhosa e decadente, que buscava sustento através de associações amorosas lucrativas.</p>
<p>Num século em que mulheres não produziam manuscritos e sequer recebiam educação fora do âmbito doméstico, Jane Austen publicou o primeiro livro anonimamente, somente com os dizeres<em> “por uma dama”</em>. Dessa maneira, a intelectual deixou <a href="https://medium.com/lado-m/jane-austen-e-o-feminismo-por-que-jane-pode-ser-chamada-de-feminista-4e8c6c108ec5">legado</a> em sua escrita, a partir da concepção de uma heroína espirituosa e avessa aos costumes tradicionais. Em suma, é preciso lembrar que <i>Orgulho e Preconceito</i> não é um romance água com açúcar, mas uma obra que representa o pioneirismo e o olhar crítico de uma mulher que perpassou o <i>status quo</i> de seu tempo.</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/">Há 15 anos, o clássico de Jane Austen estreava no cinema com orgulho, mas sem preconceito</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">16611</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
