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	<title>Arquivos Liza Minnelli &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Seja 15 anos atrás ou agora, Sex and the City 2 é uma péssima ideia</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 13:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai Em 1998, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) apresentou aos telespectadores tudo sobre a vida sexual – dela e dos outros, em Nova Iorque. Sex and the City, a série, foi um sucesso que durou seis temporadas, vencendo oito Globos de Ouro e seis Emmys. Quatro anos após a finalização da produção original, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/15-anos-sex-and-the-city-2/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Seja 15 anos atrás ou agora, Sex and the City 2 é uma péssima ideia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36776" aria-describedby="caption-attachment-36776" style="width: 550px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-36776 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image6.jpg" alt=" Imagem de uma cena do filme Sex and the City 2. As personagens Samantha, Carrie, Miranda e Charlotte estão em uma varanda, sorrindo e segurando taças com drinques alaranjados. Todas estão vestidas com um estilo diferente: a primeira usa um conjunto dourado com cinto prateado, a segunda veste um vestido rosa claro e um turbante colorido, a terceira usa um vestido estampado em tons terrosos e a quarta um vestido branco e vermelho com listras." width="550" height="361" /><figcaption id="caption-attachment-36776" class="wp-caption-text">O segundo filme de Sex and the City não foi bem recebido pelo público (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1998, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) apresentou aos telespectadores tudo sobre a vida sexual – dela e dos outros, em Nova Iorque. </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1038g0498ro"><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a série, foi um sucesso que durou seis temporadas, vencendo oito Globos de Ouro e seis </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quatro anos após a finalização da produção original, a protagonista e suas três amigas retornam para um longa, </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-o-filme-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City &#8211; O Filme</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2008)</span><span style="font-weight: 400;">, que se entende bem como um episódio extenso e de qualidade questionável do seriado. As personagens lidam com praticamente os mesmos problemas que enfrentaram ao longo dos seis anos, e isso inclui a relação conturbada entre a loira e </span><a href="https://claudia.abril.com.br/coluna/ana-claudia-paixao-hollywood-cinema-series/sex-and-the-city-homem-toxico/"><span style="font-weight: 400;">Mr. Big</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Chris Nott), que, enfim, se casam, mesmo depois de algumas ‘complicações’ do dia especial. E é a partir daí que </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue.</span></p>
<p><span id="more-36739"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apenas dois anos vivendo a </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/a-opiniao-de-sarah-jessica-parker-sobre-o-relacionamento-de-carrie-e-mr-big-em-sex-and-the-city/"><span style="font-weight: 400;">vida de casada</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi o suficiente para Bradshaw sentir o desgaste do convívio diário. Enquanto Big entende que o matrimônio é um ponto final na vida de solteiro que tinha – com festas, encontros, jantares fora, bebidas, e se torna um homem que gosta de ficar em casa assistindo televisão e pedindo </span><i><span style="font-weight: 400;">delivery</span></i><span style="font-weight: 400;">, Carrie, apesar de amá-lo, sente falta da agitação de ser solteira, quando encontrava seu grupo em um </span><i><span style="font-weight: 400;">brunch</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou </span><i><span style="font-weight: 400;">drinks</span></i><span style="font-weight: 400;"> no meio de semana.</span></p>
<figure id="attachment_36774" aria-describedby="caption-attachment-36774" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36774" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-4.png" alt="Imagem de uma cena do filme Sex and the City 1. Uma cena caótica de casamento ao ar livre. No centro da imagem, Carrie está vestida de noiva, com vestido branco volumoso e véu está visivelmente furiosa e joga agressivamente um buquê de flores brancas contra um homem de terno preto, que tenta se proteger curvando-se e levantando o braço. As flores e pétalas se espalham pelo ar, sugerindo o impacto do arremesso. Ao fundo, algumas pessoas assistem surpresas, com expressões de espanto. À direita, parte de um carro prateado está visível, reforçando o clima de confusão na cena." width="640" height="413" /><figcaption id="caption-attachment-36774" class="wp-caption-text">No primeiro filme, Big não aparece ao grandioso casamento que fez Carrie se tornar a ‘noiva do ano’ da Vogue (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Possivelmente, esse comportamento já era algo esperado pelo telespectador, que acompanhou durante as seis temporadas as </span><a href="https://screenrant.com/sex-and-the-city-show-carrie-bradshaw-worst-moments/"><span style="font-weight: 400;">atitudes</span></a><span style="font-weight: 400;"> confusas e questionáveis da colunista. A decepção, porém, vem da percepção de que a personagem não evoluiu, muito menos aprendeu com seus erros. O esposo, por exemplo, demonstra mais maturidade, no sentido de perceber que envelheceram e não tem como a vida continuar igual.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As outras três amigas também lidam com dificuldades em suas jornadas. Entretanto, a sensação que Michael Patrick King, diretor e roteirista do filme, passa, é de que o desenvolvimento pessoal de cada uma foi feito por alguém que conhece apenas o básico da série, como se estivessem seguindo </span><a href="https://medium.com/@denekab/sex-and-the-city-archetypes-a-deep-dive-into-the-personalities-of-the-leading-ladies-412cc9c11f25"><span style="font-weight: 400;">estereótipos</span></a><span style="font-weight: 400;">, e não por uma pessoa já familiarizada com o universo criado. A transição da TV para o cinema deixou as personagens mais ‘vazias’, fúteis, ficando mais fácil de gostar dos personagens, visto que não tem muito a ser analisado. </span></p>
<figure id="attachment_36778" aria-describedby="caption-attachment-36778" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36778" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image8-800x480.jpg" alt="Fotografia de Michael Patrick King com as quatro atrizes principais de Sex and the City. À esquerda, Kristin Davis, uma mulher de peles claras, cabelo marrom na altura do ombro, usando um vestido de alças finas prateado com detalhes pretos. Ao seu lado, Kim Cattrall, uma mulher de pele clara, cabelo loiro ondulado, usando um vestido branco de alças grossas, com as mãos na cintura das pessoas ao seu lado. No meio da fotografia, Michael Patrick King, um homem branco de cabelo curto e escuro, olhos azuis, usando terno e calça social pretos, com uma camisa social branca por baixo e uma gravata preta. Ao seu lado, Sarah Jessica Parker, uma mulher branca, loira com cabelos presos, de olhos azuis, usando um vestido tomara que caia roxo com babados e um brinco verde água. Por fim, Cynthia Nixon, uma mulher branca, ruiva de cabelos curtos, de olhos claros, usando um vestido bege com flores rosas. " width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image8-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image8-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image8.jpg 1000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36778" class="wp-caption-text">Michael Patrick King produziu, dirigiu e roteirizou os dois filmes, além de ter escrito alguns episódios da série (Foto: Evan Agostini)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Samantha (Kim Cattrall) é um grande exemplo disso. Ao longo da obra original, a profissional de relações públicas mostra-se uma mulher que pode ser enxergada como um exemplo a ser seguido, sendo completamente </span><a href="https://forbes.com.br/forbeslife/2023/06/5-licoes-de-vida-de-samantha-jones-que-volta-ao-mundo-de-sex-and-the-city/#foto5"><span style="font-weight: 400;">independente</span></a><span style="font-weight: 400;">, poderosa, dona de si mesma, sexualmente ativa e, talvez por tudo isso, a que menos se relaciona emocionalmente com homens. Porém, quando se relacionou, encontrou o melhor entre todos que já apareceram na série: Smith Jerrod (Jason Lewis), que, diferente da maioria dos personagens masculinos da série, aparenta ter uma grande responsabilidade afetiva pela namorada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos filmes, Jones é reduzida apenas a uma caricatura de uma mulher que tem sua vida sexual como prioridade. Esse estereótipo da executiva ser tão independente a fez terminar com Smith, o que foi uma pena, visto que a relação dos dois era a mais madura entre as personagens principais. Além disso, apesar de ser a mais velha do grupo, a loira aparenta ser imatura o suficiente a ponto de embarcar em uma ‘aventura libidinosa tropical’ na praia de Abu Dhabi, com alguém que mal conhecera, onde mulheres precisam estar sempre cobertas, ser presa por isso, e achar que está </span><a href="https://deliriumnerd.com/2023/06/21/samantha-em-sex-and-the-city-and-just-like-that/"><span style="font-weight: 400;">certa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Talvez durante o seriado fosse mais cômico, mas no longa, no qual a personagem já tem mais de 50 anos, chega a ser desrespeitoso com a </span><a href="https://ocp.news/colunistas/estilo-em-abu-dhabi-a-evolucao-da-moda-tradicional-arabe"><span style="font-weight: 400;">cultura</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país. Causa estranheza ao ver alguém tão dona de si não perceber que isso é vergonhoso.</span></p>
<figure id="attachment_36777" aria-describedby="caption-attachment-36777" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36777" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7-800x800.jpg" alt="Imagem da série Sex and the City, mostra Samantha, uma mulher loira com cabelo liso na altura dos ombros, usando uma blusa vermelha, sentada em uma cabine de restaurante ou lanchonete. Ela está em primeiro plano, ligeiramente voltada para alguém fora de quadro, com uma expressão de leve ironia ou reprovação. Atrás dela, há outras pessoas sentadas. Na parte inferior da imagem há uma legenda em inglês que diz: &quot;If you were 25, that would be adorable, but you're 32 now, so that's just stupid.&quot;" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7.jpg 1116w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36777" class="wp-caption-text">Samantha sempre se mostrou a mais madura do grupo de amigas (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a série, Charlotte (Kristin Davis) sempre foi considerada a ‘princesinha’ do grupo. A mais delicada, que queria encontrar o marido perfeito, ser a esposa impecável e ter filhos encantadores. Infelizmente, seu arco no longa foi resumido apenas em sua preocupação de perder o marido para a ‘babá sem sutiã’ que cuida de suas </span><a href="https://ew.com/tv/and-just-like-that-sex-and-city-charlotte-yorks-daughters-photos/"><span style="font-weight: 400;">duas filhas</span></a><span style="font-weight: 400;">, seguindo seu roteiro de esposa graciosa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seis anos após o fim da série, a personagem não mostra ter perdido sua essência, porém, também não apresentou evolução alguma, o que talvez seja frustrante para seus fãs. No começo do seriado, vemos a garota, ainda novinha, sendo curadora de uma </span><a href="https://www.donttakepictures.com/dtp-blog/2019/10/9/charlotte-doesnt-work-here-and-other-changes-in-the-nyc-art-world"><span style="font-weight: 400;">galeria de arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Nova York, com sua formação em História da Arte. Entretanto, nada disso foi aproveitado ou sequer mencionado, o que é uma pena, visto que, inicialmente, a amiga de Carrie nos foi apresentada como alguém independente e certa de si mesma, e que não largaria tudo para ser ‘só’ esposa. </span></p>
<figure id="attachment_36772" aria-describedby="caption-attachment-36772" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36772" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-5.png" alt=" Imagem de uma cena do filme Sex and the City 2. Em um ambiente interno bem iluminado, com grandes janelas ao fundo, uma mulher e uma menina estão sentadas lado a lado em uma mesa. A mulher, de cabelos castanhos longos e ondulados, veste uma blusa verde vibrante com um detalhe em forma de flor próximo ao ombro. Ela sorri levemente, olhando para frente. À sua direita está uma menina com cabelos longos, lisos e escuros, usando uma faixa verde e vestido roxo. A menina tem uma expressão séria ou levemente emburrada, olhando diretamente para a câmera enquanto segura um objeto decorativo vermelho (parecendo feito de limpadores de cachimbo). Em primeiro plano, na mesa, há um arranjo de flores e um copo com bebida. A cena transmite uma sensação de contraste entre a serenidade da mulher e o humor da criança." width="600" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-36772" class="wp-caption-text">Charlotte adotou uma garota, Lily, antes de engravidar de sua filha caçula (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Miranda (Cynthia Nixon) aparenta ser a única a ter algumas mudanças corajosas. Na primeira parte, assistimos o inesperado (ou não!) casamento de Stanford (</span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2021/09/willie-garson-conhecido-por-atuacao-em-sex-and-city-morre-apos-luta-contra-cancer.html"><span style="font-weight: 400;">Willie Garson</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Anthony (Mario Cantone), os melhores amigos gays de Carrie e Charlotte, respectivamente. Na cerimônia, a advogada está como sempre vimos – pensando em trabalho, deixando seus prazeres pessoais para resolver pendências com seu chefe através do celular, presa em sua obsessão pelo dever profissional, como uma verdadeira </span><i><span style="font-weight: 400;">workaholic</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, com o crescimento de seu filho </span><a href="https://www.marieclaire.com.au/news/celebrity/sex-and-the-city-brady-hobbes-joseph-pupo-now/"><span style="font-weight: 400;">Brady</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Joseph Pupo), que, inclusive, é pouco explorado pelos roteiristas, ela percebe que pode perder a vida –  e de sua família – por trabalhar demais, e toma uma atitude fora do seu padrão: sai da empresa que não a respeita como mulher, mãe e funcionária, para uma em que é valorizada. É um ato inesperado que evidencia desenvolvimento em meio a tantos personagens estagnados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, ela, a nossa estrela: Carrie Bradshaw. A protagonista sempre foi uma personagem </span><a href="https://www.meer.com/pt/85686-o-icone-controverso-carrie-bradshaw"><span style="font-weight: 400;">complexa</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que torna difícil ter uma opinião concreta e absoluta sobre a sua personalidade. Ora sentimos pena, ora sentimos raiva, ora amamos e ora odiamos. No filme, mais uma vez, a colunista oscila entre o trágico e o irritante. Dá para sentir pena, porque depois de seis temporadas, Carrie tem o que queria: o amor de Mr. Big. Mas também dá para ter raiva porque a personagem não sabe o que fazer com isso. </span></p>
<figure id="attachment_36773" aria-describedby="caption-attachment-36773" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36773" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-3-800x415.jpg" alt="Imagem de uma cena da série Sex and the City. Foto tirada em uma calçada, ao fundo aparece uma coluna branca que faz parte de uma casa e vários galhos pendurados do topo até a metade da foto. No lado esquerdo, Mr. Big, um homem branco de cabelos curtos marrom, usando um terno preto com linhas quase não aparentes da mesma cor, uma camisa social branca e uma gravata vinho. Na direita, Carrie, de perfil, uma mulher branca, de olhos claros e cabelos dourados cacheados, usando uma jaqueta branca e segurando um café. " width="800" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-3-800x415.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-3-1024x532.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-3-768x399.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-3.jpg 1040w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36773" class="wp-caption-text">”And there he was, wearing Armani on a sunday” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A loira passou a série em um </span><a href="https://screenrant.com/sex-city-carrie-big-relationship-timeline/"><span style="font-weight: 400;">vai e vem</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Mr. Big. Experimentou, enfim, o casamento no primeiro longa, mas descobriu que a vida à dois com o homem misterioso que tanto se humilhou para ter não era bem o que ela pensava. Eles tinham pensamentos diferentes sobre o que significava essa cumplicidade, e a ideia do marido – terem dois dias de ‘folga’ da aliança, é tão absurda quanto conveniente para os dois, já que o companheiro poderia fazer o que a jornalista não gostava (ficar no sofá comendo </span><i><span style="font-weight: 400;">delivery</span></i><span style="font-weight: 400;">) e ela o que sentia falta: sair com as amigas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez de forma previsível, a primeira preocupação da colunista não foi pensar que ela e seu amado não combinassem tanto assim, e sim em como ela iria contar isso para as meninas, já sabendo que pessoas normais não tiram férias do casamento (toda semana!). Ela mesma sabe, pelo seu histórico de </span><a href="https://medium.com/@anaclaudiapaixao/carrie-bradshaw-no-div%C3%A3-por-que-ela-n%C3%A3o-%C3%A9-necessariamente-uma-refer%C3%AAncia-saud%C3%A1vel-474e39bf23fe"><span style="font-weight: 400;">situações duvidosas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que as amigas iriam julgar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um dado momento, Carrie comenta que “</span><i><span style="font-weight: 400;">nunca se sentiu tão longe de casa, ou de si mesma</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Na verdade, a personagem estava sendo tão </span><a href="https://luizaten.medium.com/eu-odeio-carrie-bradshaw-0bacff3d4eab"><span style="font-weight: 400;">ela</span></a><span style="font-weight: 400;"> quanto sempre foi: insatisfeita em seu relacionamento com Big, tendo discordância com as amigas, pensando apenas em si mesma e tomando decisões impulsivas. A cereja do bolo neste filme de terror foi quando, no meio de um mercado de temperos em Abu Dhabi, a mais de mil quilômetros de distância, Carrie encontra Aidan (John Corbett), seu </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/filmes-e-series/noticia/2023/01/and-just-like-that-relembre-a-historia-de-amor-entre-carrie-e-aidan-durante-sex-and-the-city.ghtml"><span style="font-weight: 400;">antigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> namorado. Adicionando mais uma decisão questionável para sua lista, a jornalista decide sair com o ex e eles acabam se beijando. </span></p>
<figure id="attachment_36771" aria-describedby="caption-attachment-36771" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36771" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-800x800.jpg" alt="Aidan e Carrie estão de frente um para o outro, conversando e sorrindo em um mercado com decoração exótica, cheio de lanternas, objetos artesanais e luz suave ao fundo. Aidan veste camisa branca e jeans, com uma bolsa tiracolo marrom. Carrie usa uma saia longa lilás com barra branca, uma blusa preta e um casaquinho cinza, segurando uma bolsa colorida. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36771" class="wp-caption-text">Carrie e Aidan chegaram a ficar noivos durante o seriado (Foto: Warner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse ‘detalhe’ foi mais um fator desnecessário, já que não teve desdobramentos – Carrie e Aidan não ficaram juntos, Big e a colunista não brigaram, foi um acontecimento sem desenvolvimentos ou consequências. Serviu apenas para reafirmar o </span><a href="https://www.vox.com/2021/12/9/22825492/carrie-bradshaw-satc-main-character-syndrome"><span style="font-weight: 400;">padrão Carrie</span></a><span style="font-weight: 400;"> de decisões: faz algo no impulso, se arrepende e não tem nenhuma consequência. A incapacidade dela de lidar com a estabilidade que tanto dizia querer é notório. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do desenvolvimento das personagens, ou a falta dele, a produção também peca em diversos sentidos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre foi lembrado por seus looks estonteantes, com roupas de grife e sapatos caríssimos. Dessa vez, porém, é uma das questões mais chamativas, só que de forma negativa. Patricia Field foi a responsável pelo </span><a href="https://www.vogue.co.uk/gallery/sex-and-the-city-2-fashion-and-costumes"><span style="font-weight: 400;">guarda-roupa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da obra, assim como da série e do longa anterior, mas deixou muito a desejar. Roupas extremamente bregas, com muitas (muitas!) estampas e acessórios fazendo hora extra. </span></p>
<figure id="attachment_36775" aria-describedby="caption-attachment-36775" style="width: 725px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36775" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image5.jpg" alt="Imagem da cena do filme Sex and the City 2. Quatro mulheres andando lado a lado em um deserto, vestidas com roupas coloridas que misturam elementos ocidentais e orientais. Da esquerda para a direita: Samantha usa um vestido longo bege com detalhes coloridos e um acessório na cabeça; Charlotte veste calça vermelha, blusa/vestido cinza e chapéu de palha, com um kimono colorido esvoaçante; Carrie usa um conjunto branco com faixa na cabeça; e Miranda está com um vestido longo de listras coloridas e chapéu preto com faixa. " width="725" height="505" /><figcaption id="caption-attachment-36775" class="wp-caption-text">As roupas escolhidas pelo quarteto para um passeio no deserto (Foto: HBO Max/Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator negativo foi a mudança de cenários tão abrupta. A primeira ambientação foi o casamento de Anthony e Stanford, que, inclusive, contou com a participação especial completamente aleatória de </span><a href="https://ew.com/article/2010/05/21/sex-and-the-city-2-liza-minnelli-single-ladies/"><span style="font-weight: 400;">Liza Minnelli</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que deve ter aumentado o orçamento, assim como a de Miley Cyrus, ambas legais, mesmo que desnecessárias. De repente, a obra vira de cabeça para baixo e o segundo cenário é nos </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/dubai-proibe-gravacoes-de-sex-and-the-city-2/"><span style="font-weight: 400;">Emirados Árabes Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, graças às parcerias de Samantha e sua formação em relações públicas. Fez-se uma grande piada: desde comentários irônicos sobre as roupas e a cultura do local, a apreciação sutil dos Estados Unidos ou o desrespeito com as regras do país, tudo pareceu errado. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deixa com a sensação de que os produtores não souberam a hora de parar. Como na famosa citação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman: O cavaleiro das trevas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2008), “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ou você morre como herói, ou vive o suficiente para se tornar o vilão</span></i><span style="font-weight: 400;">”, a série era o herói, e deveria ter morrido ali. Tudo que veio depois – os dois longas-metragens e a série </span><a href="https://kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/critica/noticia/2022/01/and-just-desrespeita-boas-lembrancas-de-sex-and-city.html"><i><span style="font-weight: 400;">And Just Like That</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> — são os vilões, e mal construídos por sinal. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sex and the City 2 - Trailer Teaser" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wWXHjVMD_lE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>40 anos de Mr. Bad Guy: uma declaração entusiasmada de um Freddie Mercury totalmente reinventado</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2025 13:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Bohemian Rhapsody]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Diaz Após quatro décadas de seu lançamento, Mr. Bad Guy permanece como um testamento da reinvenção audaciosa de Freddie Mercury, revelando-se como um diamante irregular que expõe o homem por trás do mito. Longe do peso das expectativas do Queen, o início de sua carreira solo foi seu manifesto de liberdade pessoal e artística, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/40-anos-de-mr-bad-guy-uma-declaracao-entusiasmada-de-um-freddie-mercury-totalmente-reinventado/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "40 anos de Mr. Bad Guy: uma declaração entusiasmada de um Freddie Mercury totalmente reinventado"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35531" aria-describedby="caption-attachment-35531" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35531" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1-800x800.png" alt="Capa de um álbum musical do artista Freddie Mercury, onde aparece de óculos escuros reflexivos e bigode, olhando por cima do ombro com expressão confiante. Ele está ao ar livre sob luz do sol, com fundo esverdeado desfocado. No topo, o nome do cantor é destacado em azul e o nome “Mr. Bad Guy (Special Edition)” é posto abaixo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1.png 894w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35531" class="wp-caption-text">O álbum Mr. Bad Guy foi o primeiro álbum musical da carreira solo de Freddie Mercury durante um intervalo da banda Queen (Foto: Musicland Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Diaz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quatro décadas de seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Bad Guy</span></i><span style="font-weight: 400;"> permanece como um testamento da reinvenção audaciosa de </span><a href="http://www.freddiemercury.com/en/biography"><span style="font-weight: 400;">Freddie Mercury</span></a><span style="font-weight: 400;">, revelando-se como um diamante irregular que expõe o homem por trás do mito. Longe do peso das expectativas do </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-night-at-the-opera-45-anos/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Queen</span></a><span style="font-weight: 400;">, o início de sua carreira solo foi seu manifesto de liberdade pessoal e artística, onde finalmente pôde explorar sem limites o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">eletrônico, a </span><a href="https://eletrovibez.com/historia-da-dance-e-disco-music/"><i><span style="font-weight: 400;">disco music</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e baladas de arena – territórios que seus colegas Brian May e Roger Taylor viam com desconfiança. Gravado entre 1983 e 1985, durante um intervalo da banda, o disco é um mergulho sem redes na alma de um artista exausto de ser apenas ‘o vocalista do Queen’.</span></p>
<p><span id="more-35529"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As primeiras notas de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0xhwObF3CYLLEaYrSYVtFX?si=4f412c75bca8467d"><i><span style="font-weight: 400;">Let&#8217;s Turn It On</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se mostram como um convite irônico ao êxtase, apresentando sintetizadores brilhantes e batidas dançantes, em que Mercury contrasta sua definição difícil e declara suas intenções: não quer ser o maestro operístico antes visto em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fJ9rUzIMcZQ&amp;t=1s"><i><span style="font-weight: 400;">Bohemian Rhapsody</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas um </span><i><span style="font-weight: 400;">showman </span></i><span style="font-weight: 400;">hedonista que sorri enquanto canta. Essa dualidade entre luz e sombra percorre todo o álbum – desde a balada redentora que quase batizou o disco, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3M3dx45gyEiyOdMNIcBwva?si=9895a12d15dc46b0"><i><span style="font-weight: 400;">Made in Heaven</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com versos sobre destino e memórias dolorosas, ao </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop </span></i><span style="font-weight: 400;">alegre de</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4A3U94BsyUELJZ3uHZC7c8?si=ecbc0aa84c404320"><i><span style="font-weight: 400;">I Was Born to Love You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que soa como um hino ao amor despreocupado, porém carregado de uma urgência quase desesperada.</span></p>
<figure id="attachment_35532" aria-describedby="caption-attachment-35532" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35532" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-800x480.png" alt="Foto do artista Freddie Mercury cantando no palco com expressão intensa, vestindo uma jaqueta brilhante cheia de franjas coloridas. Ele segura o microfone com as duas mãos e está em destaque sob a luz de palco, com o peito parcialmente exposto e cabelo penteado para trás." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-1536x922.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1-1200x720.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-1.png 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35532" class="wp-caption-text">Em entrevista à Rolling Stone, Mercury resume seu álbum em ‘canções de amor, coisas a ver com tristeza, tortura e dor, mas ao mesmo tempo algo frívolo e irônico’<br />(Foto: Steve Jennings)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O título </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6BZuf8iLTI18rN8L8WarzL?si=5c9c20dacc5241fa"><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Bad Guy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não é acidental: Mercury abraça a persona de ‘vilão’ que a imprensa lhe atribuía, transformando-a num alter ego glamouroso com uma mistura de arrogância teatral e vulnerabilidade disfarçada. Na faixa-título, ele provoca uma fusão que o Queen jamais permitiria, unindo cordas épicas a um ritmo de disco. O verso &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Abra suas asas e voe comigo</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; é tanto uma afronta quanto um convite à fuga, expondo um jogo de máscaras que revela um artista cansado de ser o ‘rosto’ de uma banda e ávido por controlar sua própria narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Musicalmente, o álbum é uma celebração da tecnologia e da contradição. Mercury substitui a guitarra do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">clássico por teclados reluzentes e orquestrações grandiosas – </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0neR99kZATOgvG8K8cJEiG?si=51a781a7698c4b2e"><i><span style="font-weight: 400;">Man Made Paradise</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra o quão isso foi bem executado, enquanto as letras flertam com a autorreflexão. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2Is3PlW5Jq1Gz0VP0iZPTU?si=5e9a9a696aea4007"><i><span style="font-weight: 400;">There Must Be More to Life Than This</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um lamento existencial disfarçado de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">radiofônico, e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1RVn5HnFkveCHiFeWTMfYp?si=820fe4eb84554c4b"><i><span style="font-weight: 400;">Living on My Own</span></i></a><span style="font-weight: 400;">  – futuro </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">póstumo – expõe sua solidão com uma melodia dançante. A contraposição é a alma do disco: frivolidade e profundidade coexistem sem qualquer conflito, como quem ri para não chorar ou dança para não pensar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas produções hoje podem soar datadas pelos excessos de efeitos típicos dos anos 1980, como a sonoridade mal envelhecida de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5id41IBDx0DqIRjQqIQHWS?si=a3958369461f41cb"><i><span style="font-weight: 400;">Foolin&#8217; Around</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, há momentos de genialidade atemporal, como a fusão inesperada de </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> e acordes de guitarra em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/65kDzg2nbTJOEYWIrlSLaj?si=07768b14c2cf4bc7"><i><span style="font-weight: 400;">My Love Is Dangerous</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – uma prova de que a ousadia de Freddie Mercury ainda impressiona. Além disso, o álbum serviu como um espaço para explorar sua </span><a href="https://www.biography.com/musicians/freddie-mercury-sexuality"><span style="font-weight: 400;">sexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem metáforas. O compositor expõe seus sentimentos bissexuais com muita clareza e reflete uma representação de seu estilo de vida </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">durante o clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Living on My Own</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Freddie Mercury - Living On My Own (Official Video Remastered)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/DedaEVIbTkY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O destaque </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0otmxJEwq9JI1CidrcYEq4?si=155d07a147d749ef"><i><span style="font-weight: 400;">Love Me Like There’s No Tomorrow</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a composição mais marcante de Mercury de todo o projeto, carregada de uma intensidade emocional que transcende o tempo. Escrita durante seu </span><i><span style="font-weight: 400;">affair </span></i><span style="font-weight: 400;">com a atriz </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/como-foi-homenagem-de-freddie-mercury-ultima-mulher-que-amou/"><span style="font-weight: 400;">Barbara Valentin</span></a><span style="font-weight: 400;">, a balada sintetiza a filosofia de vida do cantor – amar como se não houvesse amanhã, numa mistura de urgência e doçura que só ele poderia criar. Os versos &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Deus sabe que aprendi a bancar o homem solitário / Nunca me senti tão deprimido em toda a minha vida</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; revelam uma vulnerabilidade rara no artista conhecido por sua personalidade extravagante. O arranjo de piano dramático e os coros angelicais elevam a música a um patamar quase espiritual, antecipando o tom que o vocalista exploraria anos depois em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7ofV2J7Ndzo2s5NBEgfpxl?si=e725901abfc44b06"><i><span style="font-weight: 400;">The Show Must Go On</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recepção crítica foi bastante dividida e muitos fãs estranharam a ausência do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">tradicional e, por isso, o álbum não foi um sucesso comercial estrondoso em 1985, embora tenha ganhado reconhecimento com o tempo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Bad Guy</span></i><span style="font-weight: 400;"> não era um desvio – era um retrato fiel de Mercury. Ele provou que sua genialidade não era dependente do Queen e, ironicamente, essa liberdade o reconectou à banda. Após </span><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Bad Guy</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele voltou ao grupo com energias renovadas para o memorável </span><a href="https://www.udiscovermusic.com/stories/queen-live-aid-concert-performance/"><i><span style="font-weight: 400;">Live Aid</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7g6hAuTCUIyC60CDVqIcY2?si=bb6459bf49a745d0"><i><span style="font-weight: 400;">A Kind of Magic</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1986)</span></a><span style="font-weight: 400;">, levando consigo a ousadia que experimentou solo.</span></p>
<figure id="attachment_35530" aria-describedby="caption-attachment-35530" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35530" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-2.png" alt="Imagem dividida em duas partes. À esquerda, uma pintura abstrata com tons predominantes de azul, rosa e branco sobre fundo dourado, com pinceladas verticais que lembram uma arte abstrata. À direita, um ateliê desorganizado, repleto de materiais de arte empilhados em prateleiras e no chão. Há quadros inacabados, latas de tinta, pincéis e objetos variados, formando um ambiente caótico e criativo." width="512" height="307" /><figcaption id="caption-attachment-35530" class="wp-caption-text">Pintura intitulada como Mr. Bad Guy, do artista Jack Coulter, em homenagem ao álbum cuja sinestesia ajudou a moldar sua arte</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção é tão diversa quanto seus gostos pessoais: uma colagem de referências que iam de </span><a href="https://personaunesp.com.br/michael-jackson-thriller-resenha/"><span style="font-weight: 400;">Michael Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;"> à </span><a href="https://faroutmagazine.co.uk/how-liza-minnelli-inspired-freddie-mercury/"><span style="font-weight: 400;">Liza Minnelli</span></a><span style="font-weight: 400;">. Há poucos pontos fracos por trás deste trabalho, mas até esses momentos revelam algo raro: a autenticidade de um artista que não precisava agradar a ninguém. Freddie Mercury, que produziu o disco majoritariamente sozinho, optou por valorizar a emoção mais do que a perfeição técnica. Historicamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Bad Guy</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um ato de reconhecimento. Aqui, descobrimos um novo lado de Mercury: um amante de gatos – como aparece em sua </span><a href="https://jornaldaparaiba.com.br/bichos/caderno-animal/os-filhos-felinos-de-freddie-mercury"><span style="font-weight: 400;">declaração</span></a><span style="font-weight: 400;"> para seus filhotes de estimação no encarte da obra. Ou, talvez, apenas um indivíduo comum que sofria por amores não correspondidos e que, acima de tudo, queria ser livre – mesmo que para isso precisasse de um pseudônimo próprio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quarenta anos depois, </span><a href="https://queennet.com.br/16/02/2022/noticias/curiosidades/mr-bad-guy-curiosidades-por-helenita-dos-santos-melo/"><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Bad Guy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> permanece como um disco </span><i><span style="font-weight: 400;">self-service</span></i><span style="font-weight: 400;">: dançante, melancólico, extravagante e íntimo. Pode não ser perfeito ou o melhor trabalho de Mercury, mas é honesto. E, no seu caso, honestidade era um luxo raro. O projeto esclarece a história de como o mito do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">cede espaço ao homem que, mesmo por apenas 40 minutos, ousou ser apenas Freddie – sem compromissos, sem medo. ‘Bad Guy’, no fim das contas, era só outro nome para ‘livre’.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Mr Bad Guy (Special Edition)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5FfDjZOCUOH4viaDqB6ZPF?si=SAwZ3m1kRP6AA1WAWZTbaw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Halston tem pressa demais</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2021 17:32:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos Extravagante, icônico e controverso. A descrição pode ser facilmente aplicada a Ryan Murphy e suas criações, mas não há ninguém que contemple mais intensamente os três adjetivos do que o protagonista de sua nova minissérie: Halston. O rosto esquecido da moda americana, dono de um legado perdido e uma existência dramática, é tudo, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/halston-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Halston tem pressa demais"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22664" aria-describedby="caption-attachment-22664" style="width: 2126px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22664 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Screen-Shot-2021-05-03-at-11.03.46-AM.png" alt="Cena da série Halston. Ewan McGregor, um homem branco, ruivo, de paletó e gravata vermelha está posicionado no centro, da cintura para cima. Atrás, também podemos ver várias reproduções de Ewan, todos usando a mesma roupa." width="2126" height="1396" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Screen-Shot-2021-05-03-at-11.03.46-AM.png 2126w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Screen-Shot-2021-05-03-at-11.03.46-AM-800x525.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Screen-Shot-2021-05-03-at-11.03.46-AM-1024x672.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Screen-Shot-2021-05-03-at-11.03.46-AM-768x504.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Screen-Shot-2021-05-03-at-11.03.46-AM-1536x1009.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Screen-Shot-2021-05-03-at-11.03.46-AM-2048x1345.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Screen-Shot-2021-05-03-at-11.03.46-AM-1200x788.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22664" class="wp-caption-text">“Halston today. Halston tomorrow. Halston forever.”; a biografia do estilista garantiu 5 indicações ao Emmy 2021 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Caroline Campos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Extravagante, icônico e controverso. A descrição pode ser facilmente aplicada a </span><a href="https://www.arrobanerd.com.br/american-sports-story-american-love-story-ryan-murphy-fx/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Murphy e suas criações</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não há ninguém que contemple mais intensamente os três adjetivos do que o protagonista de sua nova minissérie: Halston. O rosto esquecido da moda americana, dono de um legado perdido e uma existência dramática, é tudo, menos comum. </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-05-15/festas-sexo-e-muita-moda-na-serie-sobre-o-avassalador-halston-o-estilista-do-glamour-dos-anos-setenta.html"><i><span style="font-weight: 400;">Halston</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou de mansinho no catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> – muito diferente do estardalhaço que o estilista fez no cenário frenético dos anos 70 – e, protagonizada por Ewan McGregor, voltou novamente os holofotes para a vida autodestrutiva daquele que revolucionou a forma como o mundo olhava para o estilo estadunidense.</span></p>
<p><span id="more-22660"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 5 episódios voam como foguetes para tentar contornar pelo menos o mínimo de quem foi e o que fez Roy Halston Frowick. </span><a href="https://aodisseia.com/halston-serie-fatos-reais-polemica-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Sem a aprovação dos familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">designer</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção é carregada em </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas seu formato apressado se assemelha mais a uma antologia de contos do mesmo personagem. Incapaz de suportar o peso da </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/05/quem-e-halston-conheca-a-chocante-historia-real-do-estilista"><span style="font-weight: 400;">importância de Halston</span></a><span style="font-weight: 400;">, o roteiro de Sharr White e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ryan-murphy/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;">, baseado no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Simply Halston</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Steven Gaines, esbanja caretice e cai na mesmice das narrativas de </span><a href="https://veja.abril.com.br/blog/e-tudo-historia/a-dramatica-vida-do-estilista-halston-o-que-e-real-na-serie-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">ascensão e queda</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma grande personalidade.</span></p>
<figure id="attachment_22662" aria-describedby="caption-attachment-22662" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22662 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/halston-plano-critico.jpg" alt="Cena da série Halston. Um grupo de pessoas está nela, olhando ao redor do ambiente. Da esquerda para direita: David Pittu, Ewan McGregor, Rebecca Davan, Krysta Rodriguez e Dilone." width="1170" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/halston-plano-critico.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/halston-plano-critico-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/halston-plano-critico-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/halston-plano-critico-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22662" class="wp-caption-text">De um lado, Christian Dior, Yves Saint Laurent, Hubert de Givenchy, Pierre Cardin e Emanuel Ungaro; do outro, Oscar de La Renta, Halston, Bill Blass, Anne Klein e Stephen Burrows – essa foi a Batalha de Versalhes (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pulando de ano para ano sem muito critério, </span><i><span style="font-weight: 400;">Halston</span></i><span style="font-weight: 400;"> se apoia em </span><i><span style="font-weight: 400;">flashes </span></i><span style="font-weight: 400;">da vida do estilista que funcionam, principalmente, por seu elenco primoroso. O </span><i><span style="font-weight: 400;">boom</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o </span><a href="https://www.popsugar.com.au/fashion/jackie-kennedy-halston-pillbox-hat-48324149/"><span style="font-weight: 400;">chapéu </span><i><span style="font-weight: 400;">pillbox</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Jackie Kennedy</span></a><span style="font-weight: 400;"> engatilha a história, mas o império de Halston é construído quase que subitamente através de percalços insignificantes e uma superficialidade absurda. É como se o ícone setentista de McGregor fosse criado narrativamente com a profundidade de uma fatia de pão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Halston</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com um batalhão de coadjuvantes de luxo que possuem o </span><a href="https://www.metropoles.com/colunas/claudia-meireles/halston-conheca-as-festas-epicas-do-estilista-no-studio-54"><span style="font-weight: 400;">mesmo peso</span></a><span style="font-weight: 400;"> na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que o estilista e, ainda assim, são renegados à falta de personalidade dentro da minissérie de Murphy. </span><a href="https://observador.pt/2021/03/12/de-um-berco-de-ouro-para-o-cabaret-os-75-anos-de-liza-minnelli-em-imagens/"><span style="font-weight: 400;">Liza Minnelli</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://ffw.uol.com.br/noticias/design-2/a-historia-e-o-legado-da-designer-elsa-peretti/"><span style="font-weight: 400;">Elsa Peretti</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.nytimes.com/2004/10/28/arts/joe-eula-fashion-illustrator-dies-at-79.html"><span style="font-weight: 400;">Joe Eula</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.maxima.pt/atual/detalhe/a-fada-madrinha-da-moda-americana"><span style="font-weight: 400;">Eleanor Lambert</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://wwd.com/fashion-news/designer-luxury/outside-view-halston-and-norton-simons-david-mahoney-1234845211/"><span style="font-weight: 400;">David Mahoney</span></a><span style="font-weight: 400;"> – a lista pode ser extensa, mas a carga dramática desses personagens é irrelevante. Elsa, por exemplo, é uma estrela nata, impecável. A </span><a href="https://vogue.globo.com/atualidades/noticia/2021/03/elsa-peretti-designer-e-ex-modelo-morre-aos-80-anos.html"><i><span style="font-weight: 400;">designer</span></i><span style="font-weight: 400;"> de joias</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais famosa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Tiffany</span></i><span style="font-weight: 400;"> é magistralmente interpretada por Rebecca Davan, só que seu papel na trajetória vem e vai sem muito contexto, e a personagem sai de cena sem finalização alguma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, se há alguém que consegue encher os olhos do espectador, é Krysta Rodriguez. Sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hWURas7fYwk"><span style="font-weight: 400;">Liza com Z</span></a><span style="font-weight: 400;"> – e não Lisa com S – envolve e encanta desde a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4ORBy8O52ZY&amp;t=53s"><span style="font-weight: 400;">primeira aparição</span></a><span style="font-weight: 400;">, reproduzindo o charme natural da vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">. É talento de sobra para o pouco tempo de tela que Rodriguez recebe. Felizmente, a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> não falha em representar a amizade da atriz com Halston, responsável por juntar as pecinhas quando o protagonista desmonta e colar tudo no devido lugar.</span></p>
<figure id="attachment_22665" aria-describedby="caption-attachment-22665" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22665 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1517403_487321.jpg" alt="Fotografia em modo paisagem de Halston e Liza Minnelli. Halston, um homem branco de cabelos loiros, está sentado no braço de uma cadeira. Ele usa uma camisa vermelha e calça branca. Ao seu lado, sentada abaixo na cadeira, Liza usa um vestido vermelho. Ela é uma mulher branca, de cabelos curtos e pretos. Seu braço direito está apoiado no queixo e, nele, há um bracelete dourado. Eles olham para a direita, com expressões concentradas." width="1000" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1517403_487321.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1517403_487321-800x482.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1517403_487321-768x462.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22665" class="wp-caption-text">Liza Minnelli é a única personalidade ainda viva dentre o elenco principal de Halston (Foto: Frédéric Tcheng/Sundance Institute)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata de seu protagonista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Halston</span></i> <a href="https://veja.abril.com.br/blog/e-tudo-historia/a-dramatica-vida-do-estilista-halston-o-que-e-real-na-serie-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">não sabe</span></a><span style="font-weight: 400;"> no que está mirando. O artista passa os cinco episódios preso em um furacão emocional que não se decide quanto a fonte de tanto desespero. De início, há o drama de uma família disfuncional, alimentado por </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> pontuais e perdidos que não agregam em absolutamente nada no conjunto da obra. Quando a mãe do personagem morre, sequer sabíamos se ele ainda possuía uma ou se, por acaso, ainda mantinha alguma conexão com ela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de se desprender dos conflitos familiares, vem a </span><a href="https://glamurama.uol.com.br/ficcao-x-realidade-compare-o-elenco-impecavel-da-serie-halston-que-acaba-de-estrear-na-netflix-com-os-personagens-da-vida-real/"><span style="font-weight: 400;">relação tenebrosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Victor Hugo. Interpretado por Gianfranco Rodriguez, o amante de Halston irrita especialmente pela falta de concretude e pela instabilidade de caráter. Sempre gritando que é um artista sem nunca mostrar qual é sua arte, o arco ainda decide finalizar com uma chantagem seguida de uma tentativa de reconciliação. Nesse momento, poderia facilmente surgir pontos de interrogação na tela para representar o estado de espírito de Ryan Murphy.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, a cereja do bolo: </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/blog-sala-de-tv/sexo-cocaina-depre-halston-retrata-lado-sombrio-da-fama,79a5e566c266e37af3f9ec664223b7c1gdn44l9d.html"><span style="font-weight: 400;">o vício em drogas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que desaparece do nada. Após uma construção gradual da dependência química, que começa com uma resistência responsável e caminha até um </span><i><span style="font-weight: 400;">GET IT, SASSY</span></i><span style="font-weight: 400;"> esbaforido por </span><a href="https://www.thewrap.com/halston-was-his-phone-really-full-of-cocaine-ryan-murphy/"><span style="font-weight: 400;">mais pó</span></a><span style="font-weight: 400;">, Halston, de uma cena para outra, está limpo. Simples assim. Mesmo que Liza tenha ido para a reabilitação e insistido para que ele a acompanhasse e Joe continuasse evidenciando como o vício impactava suas criações, o roteiro decidiu que não precisávamos entender o processo de recuperação do estilista.</span></p>
<figure id="attachment_22663" aria-describedby="caption-attachment-22663" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22663 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/5735872.jpg" alt="Cena da série Halston. Ewan McGregor está no centro, de paletó branco e camisa preta de gola alta. Ele tem um cigarro na boca, usa óculos escuros e está em uma posição dançante. Ao seu redor, outras pessoas também se divertem." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/5735872.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/5735872-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/5735872-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/5735872-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/5735872-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22663" class="wp-caption-text">A amizade de Halston com <a href="https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/a-amizade-de-halston-andy-warhol-que-nao-mostrada-na-serie-da-netflix-25027007">Andy Warhol</a> era muito mais concreta na vida real do que a série transparece; ambos eram frequentadores assíduos do Studio 54 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas aí esbarramos em um problema: como se revoltar com tanto furo na trama do protagonista quando este é interpretado pelo fabuloso </span><a href="https://deadline.com/2021/08/halston-ewan-mcgregor-halston-netflix-emmy-magazine-dialogue-1234818084/"><span style="font-weight: 400;">Ewan McGregor</span></a><span style="font-weight: 400;">? Pois é, impossível. O maior acerto da minissérie é a escalação pomposa do talento multifacetado de McGregor, que esbanja golas altas, óculos escuros e passa a temporada inteira rodeado de cigarros e orquídeas. Cheio de trejeitos, o ator abocanhou a única indicação da produção no evento principal do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, integrando a lista recheada da categoria de Melhor Ator em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme.  </span></p>
<p><a href="https://claudia.abril.com.br/blog/ana-claudia-paixao-hollywood-cinema-series/krysta-rodriguez-em-liza-minelli/"><span style="font-weight: 400;">Krysta Rodriguez</span></a><span style="font-weight: 400;">, por sinal, foi injustamente cuspida para fora da premiação. Tudo bem que, se indicada, a atriz iria à festa pelos comes e bebes e para assistir à vitória de </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kathryn Hahn</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas sua falta foi sentida em uma categoria lotada de estrelas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hamilton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamilton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Mare of Easttown</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já para Ryan Murphy, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">da TV é destino conhecido e o roteirista e produtor conta com 36 indicações na sua carreira. Tudo que tem dedo do americano chama a atenção, em especial do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, muito amigável às suas produções. </span><a href="https://personaunesp.com.br/ahs-1984-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">AHS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://deliriumnerd.com/2018/05/25/o-assassinato-de-gianni-versace-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">ACS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/glee-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Glee</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywood-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/ratched-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ratched</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://blogs.correiobraziliense.com.br/proximocapitulo/critica-feud-bette-and-joan/"><i><span style="font-weight: 400;">Feud</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-politician-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Politician</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">– todas trilharam seus caminhos no tapete vermelho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://www.emmys.com/awards/emmys/creative-arts-emmys#:~:text=The%20Creative%20Arts%20Emmy%20Awards,animation%2C%20reality%20and%20documentary%20categories."><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">Criativo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Halston</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquistou outras 4 indicações, com destaque para o episódio 2, </span><i><span style="font-weight: 400;">Versalhes</span></i><span style="font-weight: 400;">, que aborda a </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/o-que-foi-batalha-de-versalhes-cinco-curiosidades-sobre-desfile-da-serie-halston-58808"><span style="font-weight: 400;">maior rinha da moda</span></a><span style="font-weight: 400;"> contemporânea, e o episódio 4, </span><i><span style="font-weight: 400;">A festa acabou</span></i><span style="font-weight: 400;">, com aquele gostinho das noitadas históricas e polêmicas do </span><a href="https://universoretro.com.br/sexo-drogas-e-disco-music-conheca-a-historia-da-lendaria-discoteca-studio-54/"><span style="font-weight: 400;">Studio 54</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sim, Murphy trabalha compulsivamente. Agora, se todas suas ideias são boas, já é outra história.</span></p>
<figure id="attachment_22661" aria-describedby="caption-attachment-22661" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22661 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/0c7c31ff699d28f7069afd00dcf4d811.jpeg" alt="Cena da série Halston. Ewan McGregor está no fundo da imagem, vestido inteiramente de preto. Ele está sentado em um sofá vermelo, que combina com o carpete também vermelho da sala. Ao seu redor, todas as paredes são de vidro, assim como a mesinha no canto esquerdo, que contém um vaso com orquídeas." width="1800" height="1201" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/0c7c31ff699d28f7069afd00dcf4d811.jpeg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/0c7c31ff699d28f7069afd00dcf4d811-800x534.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/0c7c31ff699d28f7069afd00dcf4d811-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/0c7c31ff699d28f7069afd00dcf4d811-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/0c7c31ff699d28f7069afd00dcf4d811-1536x1025.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/0c7c31ff699d28f7069afd00dcf4d811-1200x801.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22661" class="wp-caption-text">Com vestidos maravilhosos e uma direção de arte deliciosa, Halston te conquista pelos olhos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Do alto de sua imponência, no 21ª andar da </span><a href="https://pinupmagazine.org/articles/essay-the-rise-and-fall-of-halston-fashion-designer-olympic-tower-mirrors"><span style="font-weight: 400;">Olympic Tower</span></a><span style="font-weight: 400;">, Halston assiste à derrocada de seu império vermelho-sangue. A influência mercadológica na sua arte se torna insustentável e, tendo escolhido a popularidade acima da exclusividade, logo surgem questionamentos muito mais interessantes para a narrativa. Quando seu legado é sua marca e sua marca é seu nome, </span><a href="https://www.bustle.com/entertainment/how-halston-lost-his-company-name-true-story"><span style="font-weight: 400;">por quanto você o venderia</span></a><span style="font-weight: 400;">? A queda dramática do estilista, agora sem assinatura, é o desfecho clássico de uma biografia que praticamente seguiu um modelo pronto de produção. No fim das contas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Halston</span></i><span style="font-weight: 400;"> precisava de um </span><a href="https://neofeed.com.br/blog/home/a-ascensao-a-queda-e-o-legado-de-roy-halston-o-estilista-que-redefiniu-a-moda-americana/"><span style="font-weight: 400;">ponto final</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas recebeu grandes e incompletas reticências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Móveis, vestidos, chapéus, malas, perfumes. Se viesse com o autógrafo corrido do estilista genial, </span><a href="https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2021/05/21/alem-das-polemicas-por-que-a-serie-sobre-halston-e-importante-para-2021.htm"><span style="font-weight: 400;">o sucesso era certo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esquecido pela história e maltratado pelo mundo dos negócios, Halston faleceu em 1990 por complicações com a </span><a href="https://unaids.org.br/terminologia/"><span style="font-weight: 400;">AIDS</span></a><span style="font-weight: 400;"> – a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> optou por uma abordagem rasa e trivial da doença no último episódio. Ainda com críticos ferrenhos e seguidores devotos, </span><a href="https://www.fashionbubbles.com/historia-da-moda/halston/296399/"><span style="font-weight: 400;">o artista vai muito além</span></a><span style="font-weight: 400;"> do compilado de eventos que Murphy escolheu. Afinal, não é todo dia que se revoluciona a moda de um país inteiro. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ObaYtkq3DVo?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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