<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Lindsey Buckingham &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/lindsey-buckingham/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/lindsey-buckingham/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 04 Mar 2026 14:38:03 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Lindsey Buckingham &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/lindsey-buckingham/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Há 50 anos, Fleetwood Mac renascia das cinzas sob o sol da Califórnia</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/ha-50-anos-fleetwood-mac-renascia-das-cinzas-sob-o-sol-da-california/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/ha-50-anos-fleetwood-mac-renascia-das-cinzas-sob-o-sol-da-california/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 13:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Bianca Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Fleetwood Mac]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Spencer]]></category>
		<category><![CDATA[John McVie]]></category>
		<category><![CDATA[Lindsey Buckingham]]></category>
		<category><![CDATA[Mick Fleetwood]]></category>
		<category><![CDATA[Peter Green]]></category>
		<category><![CDATA[Stevie Nicks]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=36976</guid>

					<description><![CDATA[<p>Bianca Costa O ano era 1975, momento em que Fleetwood Mac estava à beira do desaparecimento. Assim, nasceu o décimo álbum da banda, o autointitulado Fleetwood Mac. Não era exagero, depois de quase dez anos mergulhados no blues britânico, trocando integrantes como quem tenta remendar uma embarcação furada, o grupo parecia ter perdido o próprio &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ha-50-anos-fleetwood-mac-renascia-das-cinzas-sob-o-sol-da-california/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 50 anos, Fleetwood Mac renascia das cinzas sob o sol da Califórnia"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ha-50-anos-fleetwood-mac-renascia-das-cinzas-sob-o-sol-da-california/">Há 50 anos, Fleetwood Mac renascia das cinzas sob o sol da Califórnia</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36981" aria-describedby="caption-attachment-36981" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36981" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5.png" alt="Descrição: Capa do álbum Fleetwood Mac (1975). A imagem é em preto-e-branco e mostra duas pessoas em pé dentro de um arco de porta. À esquerda, uma figura alta, vestindo terno escuro e segurando uma bengala, olha para cima enquanto parece soprar ou segurar uma pequena esfera. À direita, outra pessoa, mais baixa, de barba e cabelos médios, está apoiada contra a parede com uma mão levantada. Acima deles, o nome ‘Fleetwood Mac’ aparece em letras grandes e estilizadas." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-36981" class="wp-caption-text">Capa do álbum Fleetwood Mac, lançado em 1975, o primeiro grande sucesso da banda (Foto: Herbert Worthington)</figcaption></figure>
<p><b>Bianca Costa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano era 1975, momento em que Fleetwood Mac estava à beira do desaparecimento. Assim, nasceu o décimo álbum da banda, o autointitulado </span><a href="https://m.youtube.com/watch?v=tpgmlk7OVg4"><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Não era exagero, depois de quase dez anos mergulhados no </span><i><span style="font-weight: 400;">blues </span></i><span style="font-weight: 400;">britânico, trocando integrantes como quem tenta remendar uma embarcação furada, o grupo parecia ter perdido o próprio pulso. Formada em 1967 por Peter Green, Mick Fleetwood, John McVie e Jeremy Spencer, o grupo nasceu como um projeto sólido de </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a </span><a href="https://www-elle-com.translate.goog/culture/music/a42977664/fleetwood-mac-timeline/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc&amp;_x_tr_hist=true"><span style="font-weight: 400;">instabilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> criativa, marcada por saídas, crises e problemas pessoais, fez eles se perderem no próprio labirinto sonoro.</span></p>
<p><span id="more-36976"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi então que o acaso entrou em cena. Em 1974, enquanto buscavam um novo guitarrista, o produtor Keith Olsen ouviu uma demo de Lindsey Buckingham, jovem californiano que ao lado de Stevie Nicks, formava a dupla </span><i><span style="font-weight: 400;">Folk</span></i> <a href="https://rollingstone.com.br/musica/a-historia-de-origem-de-stevie-nicks-e-lindsey-buckingham/"><i><span style="font-weight: 400;">Buckingham Nicks</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1973). A gravação trazia algo raro: frescor, energia e uma luz que não existia há anos no universo da banda. Encantado, o produtor lançou a proposta da banda para Lindsey, que aceitou com uma condição: Stevie viria junto.</span></p>
<figure id="attachment_36980" aria-describedby="caption-attachment-36980" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36980" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-800x800.jpg" alt="Capa de um álbum em fotografia preto-e-branco. Dois jovens adultos aparecem dos ombros para cima, posando lado a lado e sem camisa. A pessoa à esquerda tem cabelos longos e escuros, olhar direto para a câmera e um colar com penas. A pessoa à direita tem cabelos cacheados e bigode, também olhando para a câmera. Acima deles, o título do álbum aparece em letras grandes e amarelas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4.jpg 984w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36980" class="wp-caption-text">Capa do disco Buckingham Nicks (1973), primeiro álbum da dupla e sua porta de entrada para a Fleetwood Mac (Foto: Jimmy Wachtel)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A chegada dos dois mudou tudo. Com Buckingham e Nicks, Fleetwood Mac deixou para trás a rigidez do </span><i><span style="font-weight: 400;">Blues </span></i><span style="font-weight: 400;">britânico e renasceu sob o sol da Califórnia, incorporando harmonias vocais luminosas, melodias arredondadas, letras mais íntimas e uma química que parecia finalmente completar o quebra-cabeça. A nova formação – Mick Fleetwood, John McVie, Christine McVie, Lindsey Buckingham e Stevie Nicks – forma a base do que se tornaria uma das </span><a href="https://www.radiorock.com.br/noticias/a-historia-complicada-de-fleetwood-mac-amores-e-conflitos"><span style="font-weight: 400;">bandas mais marcantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história do </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse encontro decisivo resultou em </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/5-curiosidades-sobre-disco-homonimo-de-fleetwood-mac-lista/"><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Batizado com o nome da banda e lançado em 11 de julho de 1975, o disco simboliza esse renascimento. É o primeiro registro da formação clássica, ainda recém-descoberta, e reflete a habilidade da banda em capturar a essência do momento e transformá-la em algo atemporal. Há nele uma leveza inesperada, como se cada integrante tivesse encontrado, finalmente, um lugar seguro dentro da própria música.</span></p>
<figure id="attachment_36979" aria-describedby="caption-attachment-36979" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-800x800.jpg" alt="Fotografia em preto-e-branco de cinco pessoas em um estúdio de gravação. À esquerda, uma mulher está sentada em uma cadeira, pernas cruzadas, usando botas de cano alto e uma saia longa. À direita, um homem está sentado no chão, reclinado, com expressão séria. Atrás deles, três pessoas estão de pé: uma mulher ao centro, ligeiramente sorrindo, e dois homens, um com barba e camisa aberta e outro com colete e camiseta branca. Cabos e equipamentos de estúdio aparecem no chão e no fundo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-768x767.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1200x1198.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36979" class="wp-caption-text">O começo do recomeço (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;"> “I’ve been afraid of changin” </span><i><span style="font-weight: 400;">(Eu tenho medo de mudanças)</span></i><span style="font-weight: 400;"> – </span><i><span style="font-weight: 400;">Landslide </span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Musicalmente, o disco traduz essa travessia entre sombra e luz, passado e futuro. Lindsey Buckingham busca energia </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">com arranjos precisos e guitarras elétricas; Christine McVie oferece o romantismo melancólico do piano; </span><a href="https://stevienicks-info.translate.goog/music/fleetwood-mac-1975/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc"><span style="font-weight: 400;">Stevie Nicks</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolve tudo em mistério, com uma poesia que parece vir de outro plano. O resultado é uma combinação que passeia do </span><i><span style="font-weight: 400;">Folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> à introspecção, sempre ancorada numa sensibilidade confessional, que se tornaria mais tarde, característica marcante da banda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abertura do disco parte de </span><a href="https://www.letras.mus.br/fleetwood-mac/14978/"><i><span style="font-weight: 400;">Monday Morning</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, composição de Buckingham. A letra fala sobre relacionamentos instáveis e o desejo de seguir em frente, metáfora perfeita para o momento. As faixas deslizam com uma naturalidade mágica entre estilos e emoções, sempre guiado por uma honestidade quase palpável. Não importa o ritmo ou a instrumentação: tudo no álbum parece sussurrar alguma verdade íntima sobre transição, perda e descoberta.</span></p>
<figure id="attachment_36977" aria-describedby="caption-attachment-36977" style="width: 551px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36977" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1.jpg" alt="Descrição: Capa com fundo amarelo. O nome da banda e o título “Rhiannon” aparecem em destaque. À direita, há uma foto em preto e branco dos cinco integrantes sentados de forma descontraída, com visual típico dos anos 1970. À esquerda, uma imagem menor do álbum e informações técnicas do disco." width="551" height="557" /><figcaption id="caption-attachment-36977" class="wp-caption-text">Poster sobre a gravação em vídeo de Rhiannon, música presente no álbum (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas faixas cristalizam isso: </span><i><span style="font-weight: 400;">Rhiannon</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, é o feitiço que define a persona de Stevie Nicks, uma mulher livre em movimento, quase sobrenatural. </span><i><span style="font-weight: 400;">Over My Head</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Say You Love Me</span></i><span style="font-weight: 400;"> revelam a delicadeza pop de Christine McVie, sempre navegando entre o romance e a vulnerabilidade. </span><a href="https://performingsongwriter-com.translate.goog/stevie-nicks-landslide/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc"><i><span style="font-weight: 400;">Landslide</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o centro emocional do disco: Nicks, diante da dúvida, criando uma das meditações mais suaves e profundas sobre mudança e amadurecimento dos anos 1970.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em complemento disso, Buckingham surge com guitarras luminosas que fazem o álbum vibrar. Sua intensidade aparece tanto no pop convidativo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Monday Morning</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto na escuridão de </span><a href="https://musicaboasemrotulos.blog/2025/06/12/fleetwood-mac-im-so-afraid/"><i><span style="font-weight: 400;">I’m So Afraid</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que fecha o disco como quem encara um espelho sem nem piscar. No conjunto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i><span style="font-weight: 400;"> consolida um encontro improvável entre mundos distintos. Cada faixa carrega fragmentos de identidades e feridas. E é justamente esse mosaico emocional que torna essas canções em algo tão duradouro e único: um retrato da banda prestes a se reinventar, ainda marcada pelo passado, mas já visando um vislumbre do futuro glorioso. </span></p>
<figure id="attachment_36978" aria-describedby="caption-attachment-36978" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-800x540.jpg" alt="Descrição: Fotografia em preto-e-branco de cinco pessoas posando lado a lado, sorrindo. Todos estão próximos e com os braços entrelaçados, transmitindo camaradagem. À esquerda, duas pessoas com barba e cabelo curto; ao centro, uma mulher loira com vestido escuro; à direita, outra mulher loira apoiando o braço no homem ao lado, que tem cabelo volumoso e barba. Todos estão usando roupas elegantes, típicas da década de 1970." width="800" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-800x540.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1024x691.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-768x518.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1536x1037.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1200x810.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36978" class="wp-caption-text">“Dreams unwind, love&#8217;s a state of mind” (sonhos se desenrolam, amor é um estado de espiríto) — Rhiannon (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sobre recomeçar. Abriu caminho para uma nova identidade sonora, marcou a união definitiva desses cinco músicos e trouxe à tona aquilo que a banda tinha de mais humano: o amor, o medo, a coragem, a crise e o desejo de reconstruir. Cada integrante escreve a partir de si, mas o resultado é coletivo. O público sentiu isso, e após mais de um ano de turnê, o álbum alcançou o primeiro lugar na </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/1975-12-13/"><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vendeu milhões de cópias, inaugurando a fase mais brilhante do grupo e pavimentando o caminho para o lendário </span><a href="https://www.omelete.com.br/amp/musica/wikimetal-fleetwood-mac-rumours"><i><span style="font-weight: 400;">Rumours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1977).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com esse disco, o </span><a href="https://open.spotify.com/artist/08GQAI4eElDnROBrJRGE0X?si=lx4F2qsqSVize6_OP_uM6A"><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac </span></a><span style="font-weight: 400;">deixou de ser uma banda britânica desconhecida e se transformou em um símbolo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sofisticado dos anos 1970, equilibrando emoção, técnica, drama e doçura. Foi o início de uma era dourada, e também das tempestades emocionais que viriam depois. Porém, pelo menos por um breve instante tudo parecia novo, possível e cheio de luz.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Fleetwood Mac (Deluxe Edition)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0OQxaj2MqTb9nEtoTPfN4P?si=-syXtvhKTS2HX5ekWoNv_A&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ha-50-anos-fleetwood-mac-renascia-das-cinzas-sob-o-sol-da-california/">Há 50 anos, Fleetwood Mac renascia das cinzas sob o sol da Califórnia</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/ha-50-anos-fleetwood-mac-renascia-das-cinzas-sob-o-sol-da-california/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">36976</post-id>	</item>
		<item>
		<title>E o Grammy vai para…Daisy Jones &#038; The Six!</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 May 2023 19:40:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[Amazon Prime Video]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aurora]]></category>
		<category><![CDATA[Camila Morrone]]></category>
		<category><![CDATA[Checco Varese]]></category>
		<category><![CDATA[Clara Sganzerla]]></category>
		<category><![CDATA[Daisy Jones & The Six]]></category>
		<category><![CDATA[Denise Wingate]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Fleetwood Mac]]></category>
		<category><![CDATA[Folk rock]]></category>
		<category><![CDATA[Josh Whitehouse]]></category>
		<category><![CDATA[Leticia Stradiotto]]></category>
		<category><![CDATA[Lindsey Buckingham]]></category>
		<category><![CDATA[Nabiyah Be]]></category>
		<category><![CDATA[Phoebe Bridgers]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Riley Keough]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Rumours]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Claflin]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastian Chacon]]></category>
		<category><![CDATA[Série]]></category>
		<category><![CDATA[Sound City]]></category>
		<category><![CDATA[Stevie Nicks]]></category>
		<category><![CDATA[Subcultura]]></category>
		<category><![CDATA[Suki Waterhouse]]></category>
		<category><![CDATA[Taylor Jenkins Reid]]></category>
		<category><![CDATA[Will Harrison]]></category>
		<category><![CDATA[Woodstock]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=30871</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aviso: o seguinte texto discursa sobre temas que podem se tornar gatilhos para algumas pessoas que sofrem/sofreram com dependência química e violência sexual. Clara Sganzerla e Letícia Stradiotto Separe sua calça boca de sino, seu óculos escuro, uma blusa com a estampa mais divertida do seu armário e entre na atmosfera dos anos 70 com &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "E o Grammy vai para…Daisy Jones &#038; The Six!"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/">E o Grammy vai para…Daisy Jones &#038; The Six!</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Aviso: o seguinte texto discursa sobre temas que podem se tornar gatilhos para algumas pessoas que sofrem/sofreram com dependência química e violência sexual.</span></i></p>
<figure id="attachment_30872" aria-describedby="caption-attachment-30872" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30872" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1.jpg" alt="Fotografia da série Daisy Jones &amp; The Six. Na foto, os personagens Billy Dunne e Daisy Jones estão centralizados. Da esquerda para a direita, temos Daisy. Ela é ruiva, tem cabelos longos e cacheados nas pontas, usa um brinco redondo e roupas brancas com transparência. Ela está de olhos fechados. Ao seu lado, Billy possui cabelos castanhos e ondulados na altura dos ombros, usa uma jaqueta marrom e uma camisa branca. Ele olha para o horizonte. O cenário atrás dos dois é de um céu azul límpido, e a luz amarelada do pôr do sol os ilumina. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30872" class="wp-caption-text">Entre brigas, farpas e composições, Billy e Daisy nos hipnotizaram com a famosa fórmula enemies to lovers (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Clara Sganzerla e Letícia Stradiotto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Separe sua calça boca de sino, seu óculos escuro, uma blusa com a estampa mais divertida do seu armário e entre na atmosfera dos anos 70 com a banda mais incrível que, até então, não existia. A nova série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">baseada no livro de mesmo nome da autora </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2022/08/taylor-jenkins-reid-daisy-jones-evelyn-hugo-carrie-soto"><span style="font-weight: 400;">Taylor Jenkins Reid</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos apresenta, com muito drama, romance e emoção, a ascensão e queda do grupo mais polêmico e amado do </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/vitrine/reidverso-como-os-livros-de-taylor-jenkins-reid-se-conectam/"><i><span style="font-weight: 400;">Reidverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Antes de mergulhar na Los Angeles regada a drogas, sexo e </span><i><span style="font-weight: 400;">rock n’ roll</span></i><span style="font-weight: 400;">, não esqueça seus fones de ouvido e prepare-se para se apaixonar, chorar e voltar no tempo com </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-30871"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma adaptação cinematográfica excepcional, temos o prazer da experiência completa ao ler, ouvir e assistir a obra de Reid. A começar, é claro, pelo elenco. Depois de nos apaixonarmos por Finnick Odair em </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-filme-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou por Will Traynor em </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Eu Era Antes de Você</span></i><span style="font-weight: 400;">, Billy Dunne vai te levar do céu ao inferno com todos seus charmes e defeitos, encarnados por Sam Claflin. E, enquanto nos encantamos por Camila Dunne, interpretada por </span><a href="https://www.glamour.com/story/camila-morrone-new-here-interview"><span style="font-weight: 400;">Camila Morrone</span></a><span style="font-weight: 400;">, Riley Keough incendeia a cidade dos anjos protagonizando a alma livre, rebelde e quebrada da maior musa e principal peça desse triângulo amoroso, </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-daisy-jones-conheca-riley-keough-de-daisy-jones-the-six/"><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A melhor parte é que, felizmente, o drama da série não se limita aos vocalistas. A química envolvida entre Karen Sirko e Graham Dunne, materializada por </span><a href="https://www.vogue.co.uk/arts-and-lifestyle/article/suki-waterhouse-interview"><span style="font-weight: 400;">Suki Waterhouse</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Will Harrison, nos tirou algumas lágrimas. Já a oposição de Eddie Roundtree (Josh Whitehouse) ao egocentrismo exagerado de Billy antes da chegada de Daisy à banda foi exatamente o que precisávamos &#8211; isso sem contar com o alívio cômico Warren Rhodes (Sebastian Chacon). Ao todo, o grupo tornou-se uma família dentro e fora das telas, trazendo uma versão original da caótica energia </span><a href="https://warren.com.br/magazine/festival-de-woodstock/"><i><span style="font-weight: 400;">Woodstock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mesclada com outros ícones atemporais da Música da época.</span></p>
<figure id="attachment_30873" aria-describedby="caption-attachment-30873" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30873" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-1.jpg" alt="Fotografia de estúdio em preto e branco da banda fictícia Daisy Jones &amp; The Six. O grupo é composto por seis indivíduos, centralizados na foto. Da esquerda para a direita, temos Karen Sirko usando uma calça de veludo, uma blusa de manga longa estampada e um colete de veludo. Ela é loira e seu cabelo é médio, um pouco acima do busto. Ao seu lado, há o personagem Warren Rhodes. Ele tem cabelos cacheados castanhos na altura dos ombros, um bigode e usa calça jeans clara com cinto, além de estar segurando suas baquetas com a mão esquerda, que também abraça a personagem Karen. Sentada em uma banqueta alta, temos Daisy Jones. Ela é ruiva, possui uma franjinha curta e cabelos longos cacheados nas pontas. Ela está com as pernas levemente inclinadas para a direita, usa uma bota de salto com cano alto, um cardigan preto e um top estilo borboleta. Acima dela, há o personagem Eddie Roundtree. Seu cabelo é repicado e claro, um pouco acima dos ombros, e ele usa uma camisa vintage dos anos 70. Ao seu lado, o personagem Billy Dunne usa uma camisa com os primeiros botões abertos e uma calça jeans de lavagem escura. Seu cabelo é cacheado na altura do ombro e ele apoia sua mão esquerda na coxa de Daisy. Por último, temos Graham Dunne. Ele usa um conjunto de calça jeans e camisa na mesma estampa. Seu cabelo é também na altura dos ombros. Todos os personagens da foto são brancos. " width="564" height="533" /><figcaption id="caption-attachment-30873" class="wp-caption-text">O elenco foi acompanhado por coaches musicais e gravaram todas as cenas e músicas do álbum AURORA no estúdio Sound City (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da impecável fotografia de Checco Varese e o figurino dos sonhos de Denise Wingate, a cereja do bolo para os fãs foi, sem dúvidas, </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/daisy-jones-and-the-six-aurora/"><i><span style="font-weight: 400;">AURORA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em 11 faixas que contaram com a composição de </span><a href="https://personaunesp.com.br/punisher-critica/"><span style="font-weight: 400;">Phoebe Bridgers</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sam e Riley soltaram a voz para que canções inspiradas nos livros grudassem em nossas cabeças com um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> suave. A grande ironia, nesse caso, é descobrir que a neta do Elvis Presley, a intérprete de Daisy, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ExAuL80PYjc"><span style="font-weight: 400;">mentiu</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas audições ao dizer que cantava. Foi somente depois de algumas aulas que a pegada musical da família aflorou em seu espírito, entregando lindos vocais, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">The River</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Look At Us Now</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adentrando ainda mais nas particularidades da obra de Taylor Jenkins Reid, a trajetória da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> bebe da essência de um dos maiores nomes da Música nos anos 70: o grupo anglo-americano Fleetwood Mac. A </span><a href="https://www.usmagazine.com/entertainment/pictures/is-daisy-jones-and-the-six-based-on-fleetwood-mac-what-to-know/"><span style="font-weight: 400;">inspiração</span></a><span style="font-weight: 400;"> da autora está por trás do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Rumours</span></i><span style="font-weight: 400;">, conhecido por </span><i><span style="font-weight: 400;">hits </span></i><span style="font-weight: 400;">como </span><i><span style="font-weight: 400;">The Chain</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dreams</span></i><span style="font-weight: 400;">. O disco é amparado em ritmos do </span><i><span style="font-weight: 400;">folk rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, principalmente, pelas tensões amorosas moldadas em canções. Assim como Daisy e Billy, a história da banda ganha destaque pelas agulhadas de Stevie Nicks e Lindsey Buckingham em suas performances ao vivo. A cantora e o guitarrista começaram a namorar e, assim como todos os casais rodeados pelo sucesso, seu amor pode ter chegado ao fim no mundo da fama, porém, ainda estavam reféns. Com fúria, ódio e doses de cocaína, o casal performou com paixão e loucura em 1982. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não bastasse tal inspiração, o caos da fama &#8211; e, consequentemente, das drogas &#8211; em </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um pé na realidade de Stevie Nicks. No livro, a personagem é retratada como uma usuária frequente de substâncias ilícitas, incluindo a cocaína, algo que a cantora do Fleetwood Mac fala publicamente sobre o uso naquela década. A vocalista afirma que todos os integrantes eram viciados, mas </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/03/20/stevie-nicks-drogas/"><span style="font-weight: 400;">ela era a pior</span></a><span style="font-weight: 400;">. E se isso já é coincidência demais, aqui vai um bônus: a dependência de Nicks no narcótico mais utilizado pela indústria da Música a levou a uma overdose em 1986 que quase acabou com a sua vida. Assim como Daisy no oitavo episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Parece que a Gente Conseguiu</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que obteve doses excessivas da substância no organismo, mas foi salva por Billy Dunne.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Fleetwood Mac - The Chain (Official Music Video) [HD]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kBYHwH1Vb-c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a pegada mais densa na obscuridade química do sucesso não é tão presente na adaptação quando comparada ao livro. A série retrata com mão leve o vício exacerbado em drogas e bebidas no universo do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock’n’roll</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tal fato é justificado pelo objetivo de manter a obra como algo mais acessível e livre de polêmicas maiores, afinal, possui um sutil toque no público infanto-juvenil. Entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o</span><i><span style="font-weight: 400;"> soft</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção mantém o equilíbrio desejado pelos espectadores, regulando as doses de </span><a href="https://www.vice.com/pt/article/8x59qp/publicidade-cocaina-anos-1970"><span style="font-weight: 400;">perplexidade da subcultura</span></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo nessa estrada da harmonia, a série não erra ao adentrar nas contradições do passado. Mesmo na incessante busca pela liberdade e paz que inundava o </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/a-busca-pela-celebracao-e-liberdade-popularizaram-a-disco-music-nos-anos-70/"><span style="font-weight: 400;">cenário cultural da década</span></a><span style="font-weight: 400;">, ainda esbarramos no machismo e na homofobia. Dentro dessa narrativa de silenciamento, nossa </span><i><span style="font-weight: 400;">dancing queen </span></i><span style="font-weight: 400;">Simone Jackson (</span><a href="https://variety.com/2023/tv/news/daisy-jones-and-the-six-nabiyah-be-simone-1235555740/"><span style="font-weight: 400;">Nabiyah Be</span></a><span style="font-weight: 400;">) encontra sua luz nas pistas de Nova York, mas depara-se com a escuridão ao ter a mais clichê das escolhas no contrato de sua gravadora: o amor da sua vida ou a carreira dos seus sonhos. Nos surpreenderia se esse fosse o único caso do tipo dentro da produção. A história de vida de Daisy é manchada pelo abuso psicológico de seus relacionamentos amorosos, enquanto Karen sabe que arruinará sua carreira se assumir publicamente o relacionamento com seu colega de banda Graham &#8211; exatamente ao estilo “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Odh9ddPUkEY"><i><span style="font-weight: 400;">Ele queria uma esposa/Eu estava fazendo meu nome</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_30874" aria-describedby="caption-attachment-30874" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30874" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3.png" alt="Cena da série Daisy Jones &amp; The Six. Ao fundo, calçada com portas e janelas em uma rua de Nova Iorque, algumas paredes são feitas de tijolos e outras estão pintadas de branco. Do lado esquerdo, estão duas mulheres negras andando de bicicleta, uma na frente da outra. A de trás, é a personagem Simone, ela é uma mulher negra de cabelo black power e veste uma jaqueta laranja, blusa verde e calça vermelha. A da frente, é a personagem Bernie, ela é uma mulher negra de cabelo black power e veste uma jaqueta jeans escura, uma blusa estampada e calça marrom. Ambas estão olhando pra frente e sorrindo." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-1200x600.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30874" class="wp-caption-text">Em uma das narrativas mais lindas da série, o episódio She’s Gone é focado na história de Simone e Bernie nas ruas de Nova York (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama demonstra o crescimento do grupo musical ao longo dos curtos anos, com shows cada vez maiores e com fãs espalhados pelo mundo, os </span><i><span style="font-weight: 400;">groupies</span></i><span style="font-weight: 400;"> garantiram o seu lugar na Lua. Mas, ainda imersa no planeta Terra, estava </span><a href="https://fugitives.com/daisy-jones-and-the-six-character-camila-explained-2023-drama-series/"><span style="font-weight: 400;">Camila Dunne</span></a><span style="font-weight: 400;">. A esposa do galã de </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> talvez tenha ganhado o papel mais importante e emotivo na história. Camila é o ponto de racionalidade entre toda a bagunça e confusão dos holofotes, sendo a âncora responsável por manter firme a embarcação. Não se engane: ela pode até parecer apaixonada ou ingênua demais, mas sua sagacidade é demonstrada exatamente através do olhar que a fotógrafa exercita em sua vida &#8211; ficar ou não com Billy sempre foi, no fundo, uma escolha, e não uma dependência. Seu enredo, no fim, é tão comovente que nos faz questionar quem realmente é a protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse questionamento não é apenas dos telespectadores, mas também do próprio Billy Dunne, que se encontra constantemente dividido entre suas paixões. A narrativa construída com um compilado de entrevistas tange no estilo documentário e demonstra aquilo que não estava explícito na época. No entanto, um incômodo na trama é a ausência da exploração de alguns de seus personagens: o enredo deixa um pouco de lado o desenvolvimento de outros integrantes da banda. Com exceção de Karen e Graham, que vivem um romance, os membros do grupo como Eddie e Warren, muitas vezes, ficam em segundo plano, tendo um singelo destaque apenas no final da temporada. Dessa forma, o triângulo amoroso entre Camila, Billy e Daisy Jones é o motor responsável pelo clichê </span><i><span style="font-weight: 400;">rockstar</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que a universalidade das histórias consiste na </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/entre-paginas/daisy-jones-and-the-six-taylor-jenkins-reid/#:~:text=Em%20entrevista%20%C3%A0,eu%20quero%20esconder%3F%E2%80%9D."><span style="font-weight: 400;">instigação que motiva o público</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Jenkins Reid. Afinal, o que as estrelas estão nos mostrando e o que elas querem esconder de suas vidas?</span></p>
<figure id="attachment_30875" aria-describedby="caption-attachment-30875" style="width: 924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30875" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4.png" alt=" Fotografia da série Daisy Jones &amp; The Six. Ao fundo, é possível visualizar caixas de som, um sofá na cor marrom, alguns instrumentos musicais como a bateria e diversos tapetes estampados cobrem o chão. Centralizados e sentados no chão, temos três personagens: da esquerda para direita, Camila Dunne, uma mulher branca, cabelos longos e olhos castanhos. Ela usa uma blusa de manga longa e gola alta na cor creme, acessórios dourados e apoia sua mão direita à direita, no ombro de seu marido Billy Dunne. Ele usa uma camisa jeans de botões de lavagem média e uma calça jeans de lavagem escura. Ele tem cabelos castanhos e ondulados na altura do ombro. Apoiando seu braço no colo de Billy, temos Daisy Jones. A personagem é ruiva, possui franjinhas e o cabelo longo é cacheado nas pontas. Ela usa um brinco de argola prata e seu cropped é estampado e colorido, de tecido fluido e amarrado. Seu shorts jeans é curto e de lavagem escura." width="924" height="616" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4.png 924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30875" class="wp-caption-text">O triângulo amoroso entre Billy, Daisy e Camila rendeu composições como Please, Regret Me e Two Against Three (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O relacionamento de Daisy e Billy é eletrizante, e de</span> <a href="https://www.dazeddigital.com/life-culture/article/56491/1/obsessed-enemies-to-lovers-trope-love-island-hate-relationship"><i><span style="font-weight: 400;">enemies to lovers</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">os artistas se completam por possuírem muito em comum, principalmente os defeitos. O ego e a luxúria transformam a dupla em uma espécie de bomba que pode explodir a qualquer segundo: suas características, arrebatadas em conjunto com as fraquezas emocionais, estrondam o amor impossível, caindo na expectativa de querer aquilo que não podemos ter. Ao protagonizar seu último show em 1979, a banda </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> recebe seu devido término por ter se arriscado demais ao entrelaçar desejos de sentimentos inconcebíveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de Música e amor agrada por ser uma coleção de clichês, com personagens e composições extremamente viciantes em uma estética muito bem construída. De Pittsburgh para as águas internacionais, a obra de Taylor Jenkins é </span><a href="https://idris.com.br/blog/2021/06/04/tudo-sobre-as-adaptacoes-dos-livros-de-taylor-jenkins-reid/"><span style="font-weight: 400;">apenas um</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos livros de sucesso da autora que ultrapassaram as barreiras da ficção &#8211; no fundo, todos nós sentimos falta de uma banda tão icônica, polêmica e talentosa para aquecer nosso coração. E se o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é da </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-sete-maridos-de-evelyn-hugo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Evelyn Hugo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">Grand Slam</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">Carrie Soto</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> com certeza vai para </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: AURORA" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4ouqACcnzsOvtUlnj5abyo?si=AQZlGcK_R_yZAJioNlhL9A&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/">E o Grammy vai para…Daisy Jones &#038; The Six!</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">30871</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
