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	<title>Arquivos Leonard Cohen &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A poesia prevaleceu no adeus de Leonard Cohen</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2016 19:16:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nilo Vieira E 2016 continua impiedoso: começou levando o maior artista da década de 70, depois ceifou a figura mais emblemática da década seguinte e agora levou um dos grandes nomes dos anos 60. Morreu no último dia 7 o poeta, compositor e cantor canadense Leonard Cohen, aos 82 anos de idade e em menos de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/leonard-cohen-poesia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A poesia prevaleceu no adeus de Leonard Cohen"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6458" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/11/leonard_cohen_58456.jpg" alt="leonard_cohen_58456" width="1279" height="876" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen_58456.jpg 1279w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen_58456-300x205.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen_58456-768x526.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen_58456-1024x701.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen_58456-1200x822.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Nilo Vieira</strong></p>
<p>E 2016 continua impiedoso: começou levando <a href="https://criticapersona.wordpress.com/2016/02/10/o-tempo-e-espaco-de-david-bowie/" target="_blank" rel="noopener">o maior artista da década de 70</a>, depois ceifou <a href="https://criticapersona.wordpress.com/2016/05/23/prince-a-chuva-que-virou-tempestade/" target="_blank" rel="noopener">a figura mais emblemática da década seguinte</a> e agora levou um dos grandes nomes dos anos 60. Morreu no último dia 7 o poeta, compositor e cantor canadense Leonard Cohen, aos 82 anos de idade e em menos de um mês após lançar seu mais recente álbum de estúdio, o bom <em>You Want It Darker </em>&#8211; escolhido por nossa curadoria mensal como um dos <a href="https://criticapersona.wordpress.com/2016/11/01/os-melhores-discos-de-outubro2016/" target="_blank" rel="noopener">melhores álbuns do mês passado</a>.<span id="more-6335"></span></p>
<p>Embora nunca tenha sido um cantor das massas, não há dúvida que Cohen foi um dos artistas mais influentes de sempre. O seminal grupo The Sisters of Mercy assim se chama graças à uma música de <em>Songs of Leonard Cohen</em>, Nick Cave e seu lirismo fúnebre jamais existiriam sem a poesia coheniana e até Kurt Cobain clamou por uma &#8220;pós-vida à la Leonard Cohen&#8221; na canção &#8220;Pennyroyal Tea&#8221;. O DNA de Leonard é palpável em quase qualquer vertente musical sombria após sua estreia, do <em>folk</em> melancólico ao <em>slowcore, </em>passando pelo<em> pós-punk, gótico </em>e<em> indie rock</em>.</p>
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<p>Por ironia do destino, sua música mais conhecida só viria a ganhar fama na voz de outros intérpretes. &#8220;Hallelujah&#8221; precisou primeiro ganhar uma releitura de John Cale, do The Velvet Underground, anos após o lançamento da original e depois ainda cair no conhecimento do britânico Jeff Buckley para então o planeta prestar atenção. Peça constante em trilhas de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=v4tYJdDj3_8" target="_blank" rel="noopener">filmes</a>, seriados e reality shows musicais, a canção é um ótimo exemplo das características mais marcantes de Leonard Cohen: o uso de simbolismos, metáforas complexas e sua inconfundível voz grave. No entanto, tanto a música quanto o álbum a qual ela pertence passam longe de ser a obra-prima deste prolífico músico. Apesar do poder das palavras, a produção recheada de sintetizadores tipicamente oitentistas não envelheceu tão bem.</p>
<p>A disputa por esse título costuma ficar entre sua elogiada estreia, <em>Songs of Leonard Cohen </em>(1967) e o também estupendo <em>Songs of Love and Hate</em> (1971), muito recomendados para quem estiver a fim de conhecer sua obra. Em ambos, os dedilhados certeiros no violão ditam o rumo junto à poesia cinzenta de Cohen, com arranjos de corda e coros vocais dando as caras em momentos pontuais. O amor, tema onipresente em sua obra, é apresentado sobre diversos prismas: platônico, temporário, passado, distante, tenro, religioso. As descrições  de suas musas partem mais de detalhes psicológicos do que físicos, embora esconder líbido nunca tenha sido uma preocupação do poeta (a própria &#8220;Hallelujah&#8221; que o diga).</p>
<p>Impressiona, acima de tudo, o intimismo com que o tema é tratado em qualquer uma das possibilidades. Ainda que a linguagem não seja sempre fácil para uma interpretação imediata, o que se ouve não é um sujeito garboso declamando versos de modo acadêmico, mas um homem comum, falando diretamente a nós, tentando extrair alguma beleza das tristezas cotidianas. &#8220;<em>Entre a marca de nascença e a mancha/ Entre o oceano e a sua veia aberta/ Entre o boneco de neve e a chuva/ Outra vez, outra vez/ O amor te chama pelo nome</em>&#8220;, entoa em &#8220;Love Calls You By Your Name&#8221;. Em outro clássico, &#8220;Famous Blue Raincoat&#8221;, Cohen literalmente canta como se estivesse redigindo uma carta, incluindo até sua própria assinatura na letra. Uma jogada de mestre.</p>
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<p>Outro grande mérito desses dois grandes discos é conseguir captar de modo cristalino a essência do artista, tanto os defeitos como qualidades. Desse modo, sua poesia também transparece aspectos não tão louváveis de sua personalidade, como a possessividade (&#8220;One of Us Cannot Be Wrong&#8221;), seu lado boêmio agressivo (&#8220;Diamonds in the Mine&#8221;) e acusações invasivas (&#8220;Master Song&#8221;). E é justamente por expor essa parte sombria que sua arte é tão poderosa: acima de tudo, ela é humana, imperfeita e fala por si só &#8211; vale ressaltar que, nesses quase cinquenta anos de carreira, Leonard foi sempre bastante reservado perante a mídia e, mesmo <a href="https://www.theguardian.com/music/2016/oct/12/leonard-cohen-i-am-ready-to-die" target="_blank" rel="noopener">a sua última e controversa entrevista, onde afirmou estar pronto para morrer</a>, parece não ter dito nada além do que suas composições já tinham deixado subentendido.</p>
<p>Começando sua jornada na música de maneira tardia, Leonard Cohen lançou seu primeiro disco já com 33 anos nas costas. Todavia, a sua real maturidade era de cunho espiritual: como ninguém, entendeu que a melancolia é parte da vida e que a solução não era ignorá-la, mas sim trabalhar em cima até encontrar o sentido de volta para a superfície e traçar um novo caminho. Nesse meio tempo onde a tristeza toma conta de cada indivíduo, o mundo não para e muito menos perdoa, então essa tarefa cabe a cada um antes de voltar de vez para a realidade massacrante. Em &#8220;Anthem&#8221;, um de seus versos mais marcantes bem define: &#8220;<em>há uma rachadura em tudo/ é por onde entra a luz</em>&#8220;.</p>
<p>Pode-se então afirmar que, ao longo de sua trajetória, Cohen explorou toda e qualquer rachadura para que a luz pudesse atingir cada canto onde a escuridão encurralava alguém. Não tinha medo do escuro, então aceitou com tranquilidade a sua situação. A idade pesava (<a href="http://chegamos a esta época em que somos tão velhos que nossos corpos caem aos pedaços" target="_blank" rel="noopener">&#8220;(&#8230;) chegamos a esta época em que somos tão velhos que nossos corpos caem aos pedaços&#8221;</a>, escreveu em uma linda despedida para uma de suas musas mais famosas, Marianne) e sua missão já havia sido cumprida com louvor. Estava realmente preparado para a morte &#8211;  nós é que não.</p>
<figure id="attachment_6477" aria-describedby="caption-attachment-6477" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-6477 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen-the_complete_studio_albums_collection_cd_03_songs_of_love_and_hate-back-1024x1024.jpg" alt="leonard_cohen-the_complete_studio_albums_collection_cd_03_songs_of_love_and_hate-back" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen-the_complete_studio_albums_collection_cd_03_songs_of_love_and_hate-back-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen-the_complete_studio_albums_collection_cd_03_songs_of_love_and_hate-back-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen-the_complete_studio_albums_collection_cd_03_songs_of_love_and_hate-back-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen-the_complete_studio_albums_collection_cd_03_songs_of_love_and_hate-back-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen-the_complete_studio_albums_collection_cd_03_songs_of_love_and_hate-back-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/leonard_cohen-the_complete_studio_albums_collection_cd_03_songs_of_love_and_hate-back.jpg 1417w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-6477" class="wp-caption-text">Eles prenderam um homem/ Que queria dominar o mundo/ Os tolos/ Prenderam o homem errado (contracapa de <em>Songs of Love and Hate</em>)</figcaption></figure>
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