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	<title>Arquivos Lance Henriksen &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A revolução das máquinas pode acontecer antes da previsão para 2038 feita por Detroit: Become Human</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 13:00:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Fernanda Cabrera A cidade Detroit, localizada no Estado de Michigan, foi a escolhida para o cenário de um dos maiores jogos de todos os tempos: Detroit: Become Human, lançado pelo estúdio francês Quantic Dream, desenvolvedora dos jogos Heavy Rain (2010) e Beyond: Two Souls (2013) – grandes marcos da jogabilidade em narrativa. David Cage, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-detroit-become-human/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A revolução das máquinas pode acontecer antes da previsão para 2038 feita por Detroit: Become Human"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36948" aria-describedby="caption-attachment-36948" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36948" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-7-800x450.png" alt="Imagem retangular apresenta um robô com aparência de humano no centro. É possível vê-lo apenas dos ombros para cima. O robô possui o olho esquerdo verde e o olho direito azul. Seu rosto está coberto por uma estrutura robótica, metálica e rígida. Sua expressão é séria e olha diretamente para a câmera. Veste um uniforme azul, com detalhes geométricos em amarelo e os ombros cobertos por preto. Ao fundo, há um vidro que reflete cores coloridas e os prédios da cidade embaçados." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-7-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-7.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36948" class="wp-caption-text">Detroit: Become Human foi inicialmente lançado de forma exclusiva para PlayStation 4 em maio de 2018, mas ganhou uma versão para Microsoft Windows em 2019 (Foto: Quantic Dream)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Fernanda Cabrera</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cidade Detroit, localizada no Estado de Michigan, foi a escolhida para o cenário de um dos maiores jogos de todos os tempos: </span><i><span style="font-weight: 400;">Detroit: Become Human</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado pelo estúdio francês </span><a href="https://www.quanticdream.com/en"><i><span style="font-weight: 400;">Quantic Dream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, desenvolvedora dos jogos</span> <a href="https://store.steampowered.com/app/960910/Heavy_Rain/"><i><span style="font-weight: 400;">Heavy Rain</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><a href="https://store.steampowered.com/app/960990/Beyond_Two_Souls/"><i><span style="font-weight: 400;">Beyond: Two Souls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2013) – grandes marcos da jogabilidade em narrativa. David Cage, escritor e diretor, emocionou o público </span><i><span style="font-weight: 400;">gamer</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma história impactante que revela, não somente um entretenimento temporário, mas também uma reflexão sobre a capacidade da Inteligência Artificial e as ações humanas por trás disso. </span></p>
<p><span id="more-36945"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O jogo possui </span><a href="https://www.playstation.com/pt-br/editorial/great-narrative-games-on-ps4/"><span style="font-weight: 400;">foco em narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o desenvolvimento depende das escolhas do jogador. Existem mais de 40 finais possíveis, ainda com variações. O </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-59617541"><span style="font-weight: 400;">Efeito Borboleta</span></a><span style="font-weight: 400;">, relacionado com a Teoria do Caos, define que pequenas mudanças causam grandes diferenças finais – exatamente isso que </span><i><span style="font-weight: 400;">Detroit: Become Human</span></i><span style="font-weight: 400;"> se propõe a fazer. As decisões aparentemente insignificantes, no início da narrativa, são capazes de determinar o resultado final. Assim como em um filme, o jogo possui cenas de diálogo entre personagens e é responsabilidade do jogador</span> <span style="font-weight: 400;">escolher as respostas mais adequadas à sua história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo apresenta três personagens principais: </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/Connor"><span style="font-weight: 400;">Connor</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/Kara"><span style="font-weight: 400;">Kara</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/Markus"><span style="font-weight: 400;">Markus</span></a><span style="font-weight: 400;">, todos jogáveis em capítulos separados. O cenário se resume a uma Detroit futurista e puramente tecnológica, no ano de 2038. Humanos convivem com robôs humanoides, conhecidos como androides. A empresa </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/CyberLife"><i><span style="font-weight: 400;">CyberLife</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é responsável por criá-los e os vende em modelos específicos às necessidades do cliente. Apesar dos avanços, a humanidade regrediu drasticamente, marcada por ignorância e desigualdade. Ao ameaçar o desemprego e questões sociais, os androides passam a ser vítimas de violência física e psicológica. Os chamados divergentes – aqueles que simulam sentimentos reais e ações além de sua programação – são resultado da opressão às máquinas que as despertam para a realidade.</span></p>
<figure id="attachment_36947" aria-describedby="caption-attachment-36947" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36947" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-8-800x450.png" alt="Imagem retangular com três humanoides, do ombro para cima. Eles estão no centro para a direita da imagem, deixando a paisagem ao fundo na esquerda. Carregam uma expressão séria e olham para a câmera. À esquerda, Kara, com cabelos marrons curtos e olhos azuis. Veste um agasalho escuro, com detalhes em laranja e branco. Ao lado direito, Markus, de pele morena, um olho azul e outro verde. Veste um agasalho escuro com zíper. Ao lado, Connor, com olhos castanhos e cabelos marrons. Veste um uniforme cinza e gola branca. Ao fundo, cidade futurista com carros, prédios e céu nublado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-8-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-8-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-8-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-8-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-8-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-8.png 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36947" class="wp-caption-text">O jogador passa por um teste entre a razão e a empatia ao jogar com os três personagens principais e viver realidades diferentes (Foto: Quantic Dream)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Kara, interpretada por </span><a href="https://www.instagram.com/valoriecurry/"><span style="font-weight: 400;">Valorie Curry</span></a><span style="font-weight: 400;">, é a personagem com o arco mais emocionante: sofreu um acidente doméstico e não se lembra de seu passado. Quando é consertada por seu dono, </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/Todd_Williams"><span style="font-weight: 400;">Todd</span></a> (<span style="font-weight: 400;">Dominic Gould)</span><span style="font-weight: 400;">, é levada de volta para cuidar das tarefas domésticas e da filha pequena dele, </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/Alice"><span style="font-weight: 400;">Alice</span></a> (Audrey Boustani)<span style="font-weight: 400;">. Aos poucos, a personagem descobre que o seu dono possui um temperamento extremamente difícil e que desconta seus problemas pessoais na própria filha. Ao se deparar com a situação, Kara destrava algo em seu sistema que a faz sentir empatia pela garota. A partir de então, só cabe às habilidades e decisões do jogador conseguir planejar a fuga das duas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Markus, interpretado por </span><a href="https://www.instagram.com/ijessewilliams/"><span style="font-weight: 400;">Jesse Williams</span></a><span style="font-weight: 400;">, é imprescindível para a continuidade do jogo. O personagem foi um presente para </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/Carl_Manfred"><span style="font-weight: 400;">Carl</span></a> (<span style="font-weight: 400;">Lance Henriksen)</span><span style="font-weight: 400;">, um senhor de idade avançada, conhecido por ser um famoso artista. Carl encorajava o androide a encontrar seu lugar no mundo. Contudo, o pintor enfrentava perturbações no relacionamento com o próprio filho, </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/Leo_Manfred"><span style="font-weight: 400;">Leo</span></a> (Paul Spera)<span style="font-weight: 400;">, usuário de drogas. Markus torna-se divergente em um momento de clímax durante uma briga familiar e acaba descartado em um ferro-velho. O personagem foge e, inspirado pelas palavras de seu antigo dono, promete lutar por um futuro melhor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Connor, interpretado por </span><a href="https://www.instagram.com/bryandechart/"><span style="font-weight: 400;">Bryan Dechart</span></a><span style="font-weight: 400;">, é um dos personagens mais aclamados. Seu modelo foi criado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">CyberLife </span></i><span style="font-weight: 400;">para ser usado em investigações policiais. Quando os casos de divergentes preocupam as autoridades, a missão de Connor é investigar e eliminar as máquinas consideradas rebeldes. No meio do caminho, é obrigado a dividir o caso com </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/Hank_Anderson"><span style="font-weight: 400;">Hank</span></a> (Clancy Brown)<span style="font-weight: 400;">, um policial humano e rabugento, que não suporta androides. O mais desafiador para Connor é equilibrar o relacionamento com o parceiro – sem que isso interfira em sua investigação.</span></p>
<figure id="attachment_36949" aria-describedby="caption-attachment-36949" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36949" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-4-800x450.png" alt="Imagem retangular de uma cena de ação. No cenário do alto de um prédio, o personagem Connor está deitado na beirada, na tentativa de chegar a tempo de salvar dois personagens: um robô e uma menina humana, mas que já estão caindo do prédio. Ao fundo, é possível ver a cidade noturna e iluminada, com outros edifícios e um trânsito movimentado. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-4.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36949" class="wp-caption-text">Os capítulos de Connor, o caça-divergentes, são repletos de aventura na investigação dos casos de divergência em androides (Foto: Quantic Dream)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso o jogador consiga </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YtPmIBqRwQU"><span style="font-weight: 400;">fugir</span></a><span style="font-weight: 400;"> da casa de Todd, Kara e Alice desenvolvem um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5F70MeXMT_o"><span style="font-weight: 400;">laço maternal</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o objetivo da androide é procurar um lugar seguro para que as duas possam viver. Com o toque de recolher e uma cidade extremamente alerta com a captura de divergentes, as duas sonham em atravessar a fronteira para o Canadá, já que o país não possui leis para androides. Entretanto, muitos conflitos surgem no meio do caminho – inclusive um encontro com Connor, que investiga a captura da divergente Kara. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio do caminho, as duas encontram o personagem </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/Luther"><span style="font-weight: 400;">Luther</span></a> (Evan Parke)<span style="font-weight: 400;">, um robô gigante que servia a um humano contrabandista de divergentes. Em um dos arcos narrativos, o grupo pode ser pego pelo toque de recolher durante a tentativa de chegar ao Canadá e eles precisam fugir de um centro de desativação. Em outro final possível, os três atravessam o lago da fronteira com um barco e o jogador precisa tomar as decisões certas para alcançar o Canadá. Contudo, independente das escolhas, Luther é baleado pela guarda costeira.</span></p>
<figure id="attachment_36952" aria-describedby="caption-attachment-36952" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36952" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image7-800x450.png" alt="Imagem retangular que mostra a personagem androide Kara no centro. Ela está olhando para baixo, com uma expressão séria no rosto. Seus cabelos estão escuros, sua pele é clara e de olhos azuis. Veste um casaco preto com detalhes em branco e laranja. Ao fundo, paisagem de uma floresta escura em uma noite que está nevando." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image7-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image7.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36952" class="wp-caption-text">Kara e Alice tentam fugir para serem livres em uma jornada totalmente emocional (Foto: Quantic Dream)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Markus, em seu arco narrativo, encontra um grupo de divergentes refugiados em um navio abandonado, conhecido como Jericho, e torna-se o líder do movimento que se espalha por todo o país – o de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sCT8ZiBLafY&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse é o momento mais decisivo da história, no qual o jogador precisa escolher entre liderar uma revolução agressiva ou uma passeata pacífica com Markus. Os capítulos do androide se resumem em responsabilidade: o líder precisa considerar opiniões diferentes de seus companheiros e tomar as decisões mais assertivas. O final de Markus pode ser de sucesso, com os humanos aceitando direitos iguais para os androides, ou de um grande fracasso, com a maioria dos robôs oprimidos ou desativados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo do jogo, a opinião pública dos humanos é medida e o jogador recebe um </span><i><span style="font-weight: 400;">feedback</span></i><span style="font-weight: 400;"> conforme suas escolhas e diálogos. A opinião pública é o resultado de como a população reage às ações dos androides e isso influencia diretamente nos finais possíveis para o jogador. Além disso, Markus lida com três autômatos que o acompanham: </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/North"><span style="font-weight: 400;">North</span></a> (Minka Kelly)<span style="font-weight: 400;">, que prefere lutar com o radicalismo e a violência; </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/Josh"><span style="font-weight: 400;">Josh</span></a> (Parker Sawyers)<span style="font-weight: 400;">, que prefere uma abordagem mais pacífica e </span><a href="https://detroit-become-human.fandom.com/wiki/Simon"><span style="font-weight: 400;">Simon</span></a> (<span style="font-weight: 400;">Ben Lambert)</span><span style="font-weight: 400;">, que prefere a calmaria, mas concorda com a maior parte das decisões de Markus. Os relacionamentos com o líder também são medidos e o androide precisa confrontar suas ideias com os demais.</span></p>
<figure id="attachment_36950" aria-describedby="caption-attachment-36950" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36950" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image5-1-800x450.png" alt="Imagem retangular que mostra dois personagens: Markus e North. North está no centro da imagem, é uma robô de pele clara, olhos escuros e cabelos loiros. Está chorando e carrega uma expressão triste enquanto observa Markus. Usa uma touca cor vinho na cabeça e veste uma roupa preta com detalhes em branco e dourado que cobrem um ombro. Ao lado esquerdo, personagem Markus que está de costas e observa North. Possui pele escura e veste um casaco preto. Ao fundo, paredes da cidade em desfoque." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image5-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image5-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image5-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image5-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image5-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image5-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36950" class="wp-caption-text">Markus enfrenta um dilema ao liderar um movimento de liberdade enquanto tem a chance de se apaixonar por North (Fonte: Quantic Dream)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Connor possui muitos arcos diferentes. Fiel aos humanos, ele segue as leis à risca: seu único objetivo é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jh9VguPZQfI"><span style="font-weight: 400;">caçar divergentes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, ao se envolver com as histórias, o androide demonstra empatia pelas demais máquinas em suas falas e ações. A partir disso, o personagem enfrenta um pensamento martirizante ao longo da trama: a possibilidade de ser divergente e trair seus criadores. Ele é colocado à prova quando recebe o desafio de atirar em uma androide para conseguir mais informações sobre sua investigação. Nesse momento, Connor pode escolher não atirar, e fica perturbado ao sentir conexão com uma máquina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, o jogador pode tomar decisões e escolher diálogos mais frios, que resultam em um Connor confiante de ser apenas uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uCmH5HX0kM8"><span style="font-weight: 400;">máquina</span></a><span style="font-weight: 400;"> programada para caçar. O androide passa a se importar apenas com o seu caso, acredita que os divergentes são resultados de um erro de programação e que não possuem vida – seu objetivo passa a ser exclusivamente eliminar divergentes como Markus e Kara.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da história, Connor divide os casos de divergentes com Hank. Entretanto, o jogador tem a possibilidade de criar uma amizade entre os dois. Em um capítulo de investigação, o androide descobre que o policial perdeu um filho em uma tragédia, e que culpa as máquinas pelo ocorrido. Ao decorrer da trama, Hank começa a se identificar com o movimento dos robôs e percebe que a humanidade é o principal causador de tanto ódio e caos. O parceiro humano causa dúvidas em Connor sobre a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XnM8DOqO4DM"><span style="font-weight: 400;">possibilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sentir emoções e, no arco em que ele se torna divergente, o policial o apoia e passa a vê-lo como um filho.</span></p>
<figure id="attachment_36951" aria-describedby="caption-attachment-36951" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36951 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image6-1-800x450.png" alt="Imagem retangular que mostra o personagem Connor, um humanoide no centro da imagem, com a câmera no seu rosto. O androide possui pele clara e olhos castanhos. Carrega uma expressão séria e concentrada. Veste um casaco de couro preto e usa uma touca preta na cabeça. Está segurando uma arma preta nas mãos. Ao fundo, um espaço escuro com uma porta aberta. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image6-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image6-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image6-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image6-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image6-1.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36951" class="wp-caption-text">Connor tenta afastar o seu lado emocional na tentativa de continuar fiel aos humanos (Foto: Quantic Dream)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O jogo </span><i><span style="font-weight: 400;">Detroit: Become Human</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi indicado nas categorias: Melhor Direção, Melhor Narrativa e Melhor Performance (Bryan Dechart como Connor) na premiação </span><a href="https://meups.com.br/noticias/confira-todos-os-vencedores-do-the-game-awards-2018/"><i><span style="font-weight: 400;">The Game Awards 2018</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, </span><a href="https://www.playstation.com/pt-br/games/red-dead-redemption-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Red Dead Redemption II</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018) e </span><a href="https://www.playstation.com/pt-br/games/god-of-war/"><i><span style="font-weight: 400;">God of War</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018) levaram os prêmios. Na </span><a href="https://br.ign.com/god-of-war-project/72231/news/god-of-war-e-eleito-melhor-game-do-ano-no-bafta-game-awards-2019"><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Games Awards 2019</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Detroit: Become Human </span></i><span style="font-weight: 400;">foi indicado para: Realização Artística e Melhor Áudio, mas não levou os títulos. Já na </span><a href="https://warpzone.me/confira-os-vencedores-da-sxsw-gaming-awards-2019/"><i><span style="font-weight: 400;">SXSW Gaming Awards 2019</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o jogo foi indicado nas categorias: Excelência em Narrativa, – a qual levou o prêmio – Excelência em Animação e Excelência em Conquista Tecnológica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Quantic Dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> revelou uma </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=PLMqgL_IGQSAjK9z8l-cvjV0hC1jCMkXYA&amp;si=xWT_fPhfdfNuPg9r"><span style="font-weight: 400;">série de vídeos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que acompanha a produção do jogo: direção de arte dos personagens, filmagem de cenas e entrevista com atores. Todas as gravações foram filmadas em um espaço vazio, com marcações em </span><i><span style="font-weight: 400;">grid</span></i><span style="font-weight: 400;"> pela sala e pontos nos rostos dos atores para captura de movimentos – que realizam uma série de expressões faciais para serem animadas no computador. Os objetos de cena eram todos imaginários. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nós tivemos que imaginar absolutamente tudo no ambiente. O saco de areia é um corpo, o pedaço de corda representa uma cortina inteira</span></i><span style="font-weight: 400;">”, alega Bryan Dechart.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3mlnG0QIGKsAp50vTBKSur?si=_audBEftT7Gndmv_bCDInw"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora do game</span></a><span style="font-weight: 400;"> é impecável e organizada de acordo com o contexto de cada personagem. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3MhnTc9AODdRGMrtntEqIz"><span style="font-weight: 400;">John Paesano</span></a><span style="font-weight: 400;">, – que participou da composição musical de </span><a href="https://personaunesp.com.br/spider-man-5-anos/#more-32319"><i><span style="font-weight: 400;">Marvel’s</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Spider-Man</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018) – </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/0xgLzYXTSX00BF1UpyXQpi"><span style="font-weight: 400;">Nima Fakhrara</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/6qzi6mPoJU4cBlO76U1Il1"><span style="font-weight: 400;">Philip Sheppard</span></a><span style="font-weight: 400;"> compuseram, respectivamente, as trilhas de Markus, Connor e Kara. Para Markus, há tons mais heróicos que definem sua caminhada pela liberdade dos androides; Connor teve suas músicas baseadas em sons mecânicos, que simulam sua natureza racional na captura dos divergentes e a de Kara foi totalmente emocional, com foco em melodias tocadas por violino, que representam as superações ao lado de Alice.</span></p>
<figure id="attachment_36946" aria-describedby="caption-attachment-36946" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36946" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-9-800x450.png" alt="Imagem retangular com as personagens Kara e Alice. A androide, Kara, possui cabelos loiros presos e olhos azuis. Veste um uniforme preto com detalhes brancos e azuis. No lado direito da imagem, a menina Alice, com cabelos escuros e pele clara. Olhos fechados e guarda uma expressão melancólica. A câmera está com um close no rosto da garota. Ao fundo, Kara está prestando atenção em Alice, com um desfoque em seu rosto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-9-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-9-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-9.png 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36946" class="wp-caption-text">A trilha sonora escolhida para Kara e Alice representa uma história de dor e superação na busca por um lugar seguro para viver um amor maternal (Foto: Quantic Dream)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, o jogo é muito mais que apenas uma narrativa. </span><i><span style="font-weight: 400;">Detroit: Become Human</span></i><span style="font-weight: 400;"> provoca uma decisão difícil no jogador: salvar a humanidade de uma ameaça ou dar liberdade a máquinas que só querem ser livres? Por mais que a decisão certa pareça óbvia, é preciso lembrar que o jogador é humano, e está vulnerável a sentir emoções. Ademais, o </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;"> revela um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_tvFBeEFvtY"><span style="font-weight: 400;">dilema difícil</span></a><span style="font-weight: 400;"> de aceitar: máquinas são mais humanas que os próprios humanos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por trás de uma narrativa fictícia sobre revolução de androides,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Detroit: Become Human</span></i><span style="font-weight: 400;"> ressalta um tema importante: os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D2KIu_yDeJk"><span style="font-weight: 400;">impactos</span></a><span style="font-weight: 400;"> da Inteligência Artificial. É de conhecimento comum que as tecnologias estão evoluindo cada vez mais e o</span><i><span style="font-weight: 400;"> game </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra que nem tudo está sob controle humano. Nas redes sociais, tornou-se uma tarefa complexa identificar se vídeos são reais ou gerados por Inteligência Artificial e ainda existe muito a ser explorado. A partir disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Detroit: Become Human</span></i><span style="font-weight: 400;"> levanta um questionamento para os jogadores: é possível as máquinas se rebelarem contra os humanos? </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Detroit: Become Human - E3 2016 Trailer | PS4" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/QD1pbWCJcKQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Ainda Há Tempo: não precisamos perdoar pais monstruosos</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2021 18:13:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jho Brunhara Viggo Mortensen já é um rostinho conhecido em Hollywood. O ator estadunidense encarnou Ben em Capitão Fantástico, e Tony Lipp no terrível Green Book. Em Ainda Há Tempo, a primeira investida de Mortensen atrás das câmeras, somos apresentados para um filme não só dirigido por ele, mas também escrito, produzido, atuado e embalado &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ainda-ha-tempo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ainda Há Tempo: não precisamos perdoar pais monstruosos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21928" aria-describedby="caption-attachment-21928" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21928 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-5-e1627681624354.jpg" alt="Cena do filme Ainda Há Tempo. Podemos ver o pai Willis, idoso, e seu filho, John, adulto, sentados na sala brigando. Willis está com a mão próxima da cara de John e gritando. Ambos são homens brancos de cabelos claros. A sala possui arquitetura rural dos Estados Unidos dos anos 80." width="1600" height="1052" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-5-e1627681624354.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-5-e1627681624354-800x526.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-5-e1627681624354-1024x673.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-5-e1627681624354-768x505.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-5-e1627681624354-1536x1010.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-5-e1627681624354-1200x789.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21928" class="wp-caption-text">Ainda Há Tempo é o filme em cartaz no décimo segundo dia do Festival do Rio 2021 (Foto: Perceval Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span> <span style="font-weight: 400;">Viggo Mortensen já é um rostinho conhecido em Hollywood. O ator estadunidense encarnou Ben em </span><a href="https://personaunesp.com.br/capitao-fantastico-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Capitão Fantástico</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e Tony Lipp no terrível </span><i><span style="font-weight: 400;">Green Book</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Há Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">, a primeira investida de Mortensen atrás das câmeras, somos apresentados para um filme não só dirigido por ele, mas também escrito, produzido, atuado e embalado por uma trilha sonora composta pelo mesmo. O longa chega de forma muito tardia ao Brasil por motivos pandêmicos (sua primeira exibição foi em janeiro de 2020), através do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio-2021/"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a qualidade da produção, infelizmente, não é suficiente para compensar a demora.  </span></p>
<p><span id="more-21927"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Há Tempo </span></i><span style="font-weight: 400;">se parece de espírito com </span><a href="https://www.geledes.org.br/green-book-o-guia-o-filme-negro-de-brancos-para-brancos/"><i><span style="font-weight: 400;">Green Book</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em primeiro momento, a construção emocionalmente apelativa e o ótimo trabalho dos atores fisga a atenção e te faz acreditar que este é um bom filme. Mas, quanto mais se pensa, mais o vislumbre desaparece. À começar pela premissa que é um pouco enganadora: a campanha de divulgação do longa dá a entender que a história será sobre um pai homofóbico que sofre de demência e o convívio que estabelece quando passa a morar com seu filho, gay e casado com outro homem. Porém, logo percebemos que o foco é menos sobre a questão da homofobia e muito mais sobre um homem idoso detestável, que não resguarda sua ruindade apenas para questões de sexualidade, apodrecendo tudo e todos em sua volta. </span></p>
<p><figure id="attachment_21929" aria-describedby="caption-attachment-21929" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21929" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-5.jpg" alt="Cena do filme Ainda Há Tempo. O pai, Willis, está em sua fase jovem adulto. Ele está de pé encostado no batente da porta da sala e observa o ambiente, segurando um cigarro na mão." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-5.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-5-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-5-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21929" class="wp-caption-text">A tradução para português do título original (Falling) não faz sentido nenhum e não reflete o teor do longa [Foto: Perceval Pictures]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Não há problema nenhum que um filme pareça algo e, durante seu </span><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento, se transforme em outra coisa. Porém, quando se usa da temática da homossexualidade para vender uma história, é no mínimo estranho que o produto final desvie tanto da mística construída na divulgação. Essa estranheza se acentua quando sabemos que Viggo Mortensen, até então, é um homem hétero, que interpreta um personagem homossexual em uma história desenvolvida e dirigida por ele mesmo. Quando perguntado em entrevistas, Mortensen disse </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/viggo-mortensen-nao-ve-problema-em-atores-heteros-interpretarem-personagens-homossexuais/"><span style="font-weight: 400;">não acreditar</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a sexualidade de um ator deveria ter importância para considerar a designação de um papel. É um debate complexo, mas, pelo menos aqui, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Há Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é cuidadoso o suficiente para não abusar de estereótipos ou se apresentar de forma ofensiva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de forrar a barriga com a trama da homossexualidade, o longa é muito mais sobre um pai e marido horrível para todos do seu convívio, e os dilemas de como lidar com uma pessoa com demência. O segundo tema já rendeu até </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> para Anthony Hopkins esse ano, por sua incrível atuação em </span><a href="https://personaunesp.com.br/meu-pai-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Pai</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produção que teve seu lançamento muito próximo da criação de Mortensen, ambos estreantes em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundance</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas quem levou a melhor foi Florian Zeller. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Há Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontra problemas justamente por sua concepção autoral: é a primeira vez de Viggo idealizando um filme e, consequentemente, estamos vendo sua arte de forma bruta. A direção encontra problema em construir a relação com o produto que ele quer criar, e a narrativa é disforme, sem a intenção de ser. As personagens, pelo menos, são interessantes, e ficam ainda mais com as grandes atuações. Lance Henriksen é fenomenal ao entregar o pai Willis. Escrito de forma caricata, Henriksen é tão bom que faz funcionar, e esquecemos que aquele ser repugnante não é documental. O resto do elenco interpreta rostos quase sempre muito contidos, como panelas de pressão que não podem explodir, mesmo com a fervura constante de Willis. </span></p>
<figure id="attachment_21931" aria-describedby="caption-attachment-21931" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-5-scaled.jpg" alt="Fotografia das gravações do filme Ainda Há Tempo. Nela, podemos ver a atriz que interpreta a personagem Sarah e o ator que interpreta Willis sentados numa mesa de almoço se cumprimentando. Viggo Mortensen, diretor e o ator de John, está de pé com fones de ouvido, olhando para Lance." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-5-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-5-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21931" class="wp-caption-text">Mortensen dedica o filme aos pais que faleceram com demência, mas a homenagem soa estranha em um longa sobre um homem odiável (Foto: Perceval Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As quase duas horas são cansativas, mas as atuações realmente sustentam a experiência. Viggo Mortensen como ator é o oposto de sua direção, e nos coloca imersos na personalidade contida de John. </span><a href="https://personaunesp.com.br/ozark-critica/"><span style="font-weight: 400;">Laura Linney</span></a><span style="font-weight: 400;">, que interpreta sua irmã mais nova, também conquista nas poucas cenas que aparece. O almoço com a família toda reunida é agoniante, mas a vergonha alheia e o desespero impressos na tela, estranhamente, não permitem desviar o olhar. Seja pela falta de filtro de Willis, seus delírios sexuais, o desconforto generalizado, ou a personalidade </span><i><span style="font-weight: 400;">no ponto</span></i><span style="font-weight: 400;"> da neta gótica Paula (Ella Jonas Farlinger), a única que permanece na mesa, representando uma geração que sempre tem o que dizer: “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu não tenho medo de você</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mortensen acerta, também, em não mostrar o momento em que John se assume gay para Willis. Ninguém aguenta mais assistir isso no cinema, já foi feito de todas as formas possíveis, e a maioria idêntica, revirando o mesmo processo horrível e doloroso, para servir apenas de ponte para a narrativa. A trama do pai se constrói por situações absurdas – como a do proctologista, cômica demais para o tom –, um milhão de </span><i><span style="font-weight: 400;">takes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Willis sendo misógino, racista, homofóbico e asqueroso no geral, e uma família tendo que lidar com o sentimento de impotência, afinal, quem é que vai tentar mudar a cabeça de um homem demente? </span></p>
<figure id="attachment_21934" aria-describedby="caption-attachment-21934" style="width: 1492px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21934 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-2.jpg" alt="Cena do filme Ainda Há Tempo. Eric, um homem de pele amarela, está com a mão no ombro de John, seu marido, por trás. Eles estão na cozinha." width="1492" height="887" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-2.jpg 1492w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-2-800x476.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-2-1024x609.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-2-768x457.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-2-1200x713.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21934" class="wp-caption-text">A ideia de que o personagem de Viggo fosse gay veio depois, originalmente esse traço de personalidade <a href="https://www.guiagaysaopaulo.com.br/noticias/cultura/viggo-mortensen-responde-com-deboche-sobre-papel-gay">não estava nos planos</a> (Foto: Perceval Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência final é a cereja podre do bolo. A colagem desnecessária é confusa e dissonante, como o beijo entre John e Eric (Terry Chen) totalmente anticlimático, e o delírio de Willis, no que parece ser a representação de sua morte. O fim da vida de forma miserável e feliz, transando com uma mulher de torso nu. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fk8IPWfaxVQ&amp;ab_channel=MovieCoverage"><i><span style="font-weight: 400;">Falling</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não se importa muito em redimir as ações de Willis, mas dá leve indicações de que ele é um ‘homem machucado’, e por isso terminou a vida com essa personalidade que apodrece tudo que se aproxima dele. Somos influenciados pela fala que seu pai era uma pessoa ruim, dando a entender que essa é a origem de sua amargura, pela cena do cervo, e no abraço doloroso com o filho após a briga explosiva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que, nesse caso, é impossível abandonar uma pessoa com demência, por mais horrorosa que ela seja. Mas, tudo que assistimos nos mostra que Willis sempre foi exatamente assim, desde a primeira cena que o vemos com seu filho recém nascido. Enquanto todos em sua volta tentam suportar sua personalidade, ajudá-lo e entendê-lo, ele se fecha mais e mais e se torna ainda mais cruel. Somos ensinados que família é algo que devemos aturar independente das circunstâncias, e que devemos sempre perdoar os que compartilham o nosso sangue, mas é uma </span><a href="https://medium.com/@camilanishimoto/voce-nao-e-ruim-por-se-afastar-da-familia-a89ae7071a9b"><span style="font-weight: 400;">retórica perigosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> que favorece indivíduos nojentos. </span></p>
<figure id="attachment_21935" aria-describedby="caption-attachment-21935" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21935" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-4.jpg" alt="Cena do filme Ainda Há Tempo. John e seu pai Willis estão mais jovens, andando de cavalo. Willis está tentando derrubar John de seu cavalo." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-4.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-4-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21935" class="wp-caption-text">O filme conta sua história através de cenas no presente e flashbacks (Foto: Perceval Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa é uma herança da </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2021/03/o-que-e-patriarcado-e-como-ele-mantem-as-desigualdades-de-genero/"><span style="font-weight: 400;">sociedade patriarcal</span></a><span style="font-weight: 400;">, em que a figura do homem detém o poder, e suas ações inconsequentes não precisam ser responsabilizadas: eles sentem que podem fazer o que bem entenderem, se julgarem que é o correto para o mundo, e assim se sentem acima de todos, independente das dores que causaram. Se distanciar não é abandonar, mas precisamos deixar para trás a culpabilização dos que desistiram de tentar consertar o vil.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fk8IPWfaxVQ&amp;ab_channel=MovieCoverage"><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Há Tempo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nunca chega a romantizar ou forçar o perdão de seus personagens com o pai, mas sempre deixa no ar o peso que eles têm de carregar, que é suportar a personalidade cruel e podre daquela figura paterna, e todas as dores que ela causou. É uma obrigação de perdoar imposta, silenciosa e fragmentada, que contamina as vítimas dessas violências. Não devemos nos sentir obrigados a perdoar pais monstruosos apenas pela relação de sangue. Homens adultos que não querem deixar de lado o orgulho e a maldade devem ser responsabilizados como homens adultos.</span></p>
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