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	<title>Arquivos Kyoto &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>5 anos de Punisher: O fim está longe de ser aqui</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 20:00:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Phoebe Bridgers talvez seja uma das artistas mais sinestésicas dessa nova safra do indie folk. Desde Strangers in the Alps, seu álbum de estreia, sua música tem cheiro, clima e cor de interior e isolamento. A voz serena e a harmonia calma de uma produção muita das vezes composta só por guitarra e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/punisher-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos de Punisher: O fim está longe de ser aqui"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35397" aria-describedby="caption-attachment-35397" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35397" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-800x800.png" alt="Capa do álbum Punisher, de Phoebe Bridgers. Nela, vemos Phoebe, uma mulher branca de cabelos platinados. Ela veste um macacão preto com estampa de esqueleto. Ela está centralizada na parte inferior enquanto olha para cima. Ela está em um deserto, com uma montanha de fundo e uma noite estrelada. A imagem está tratada de forma que o chão está na cor vermelha e o fundo na cor azul" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5.png 1000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35397" class="wp-caption-text">Olof Grind, fotógrafo responsável pela identidade visual do álbum, disse que o tom soturno da capa foi ideia de Phoebe, que queria a imagem mais assustadora possível (Foto: Dead Oceans)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Phoebe Bridgers talvez seja uma das artistas mais sinestésicas dessa nova safra do </span><i><span style="font-weight: 400;">indie folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Desde </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0qWcLfCZ8wtcoOdX14oGNI"><i><span style="font-weight: 400;">Strangers in the Alps</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu álbum de estreia, sua música tem cheiro, clima e cor de interior e isolamento. A voz serena e a harmonia calma de uma produção muita das vezes composta só por guitarra e violinos presente em sua discografia na carreira solo, dão a impressão de estarmos sozinhos em um ambiente em que gritar nosso sentimentos resultam neles te atingindo em forma de eco, por isso, a escolha de se recolher em sua própria autopiedade e depreciação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma linha recorrente nos versos de artista o desejo de querer desaparecer, seja no sentido material da palavra ou até mesmo em ser abduzida por uma nave espacial. Ironicamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">, que completa cinco anos,</span> <span style="font-weight: 400;">veio no cenário favorável para que isso acontecesse. Com a </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/music/story/2020-06-18/phoebe-bridgers-punisher"><span style="font-weight: 400;">pandemia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de covid-19, grande parte do mundo tinha sumido para seu próprio universo particular. Porém, em efeito contrário, o fato de estarmos vivendo a reclusão e desconexão com si próprio já cantada por Phoebe só fez com que nos aproximássemos de sua obra no momento em que ela justamente transitava entre otimismo e esperança.</span></p>
<p><span id="more-35396"></span></p>
<figure id="attachment_35398" aria-describedby="caption-attachment-35398" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35398" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5-800x531.png" alt="Foto de Phoebe Bridgers, Nela vemos a cantora com um macacão preto com estampa de esqueleto. Ela está em uma planice de terra, com várias poças em volta, enquanto encara a câmera." width="800" height="531" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5-800x531.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5-768x510.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5.png 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35398" class="wp-caption-text">Um fator que contribui para a mística da tristeza envolta da cantora são seus relacionamentos, sendo o mais famoso com o ator Paul Mescal (Foto: Olof Grind)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se tem uma estreia boa como a de Bridgers, muito se teoriza sobre seu </span><i><span style="font-weight: 400;">sophomore</span></i><span style="font-weight: 400;">, claro, sempre esperando algo a mais. A questão aqui é que a cantora é bastante consciente do que faz e onde pode chegar. De fato </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">é, por si só, mais melodramático e apocalíptico que seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, no entanto não faz com que ele necessite ir além ou ser esse algo a mais, até porque o diferencial da carreira da artista sempre vai estar em suas obras, que é sua </span><a href="https://www.wmagazine.com/culture/phoebe-bridgers-punisher-snl-guitar-interview"><span style="font-weight: 400;">composição</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bridgers é uma cronista fantasiada de musicista. A forma como suas letras são </span><a href="https://www.nme.com/big-reads/phoebe-bridgers-cover-interview-2020-punisher-2685827"><span style="font-weight: 400;">tão descritivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e específicas dão a impressão de que o mundo gira mais devagar para ela e de que todas suas emoções são imensamente mais intensas. Dessa forma, o álbum funciona como um amplificador para nossos próprios sentimentos que, ao invés de se esconder embaixo do lençol do fantasma, decide parecer mais a mostra com sua fantasia de esqueleto.</span></p>
<figure id="attachment_35399" aria-describedby="caption-attachment-35399" style="width: 651px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35399" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-651x800.png" alt="Ensaio de Phoebe Bridgers para a revista The Fader. Nela vemos Phoebe, uma mulher branca de cabelos platinados Ela veste um vestido preto de mangas curtas e está fotografada do busto para cima. Ela apoia a mão esquerda no queixo enquanto olha para cima. Ao fundo, uma parede na cor marrom claro" width="651" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-651x800.png 651w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-833x1024.png 833w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-768x944.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-1250x1536.png 1250w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-1200x1474.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4.png 1627w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35399" class="wp-caption-text">A música de Phoebe Bridgers ressoa em nomes que vão de Taylor Swift a Gracie Abrams (Foto: The Fader/ Molly Matalon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O apocalipse de </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">é bem sutil, funcionando como aquela garoa inicial que cai do céu mais feio e carregado. A </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/phoebe-bridgers-punisher-interview-1002273/"><span style="font-weight: 400;">tristeza característica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Phoebe Bridgers aqui vem em doses homeopáticas, primeiro nos dando o ombro para depois permitir chorar. Tirando a intro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Garden Song</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos guia do que esperar para a sequência do álbum: uma artista que, de uma forma onírica, consegue olhar para seus sentimentos como se fosse uma externa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos poucos, o disco se abre tanto para a tristeza quanto para uma produção um pouco mais aprimorada. E são esses elementos que exaltam a contradição deste segundo trabalho. Mesmo com um sentimentalismo pesado, na verdade esse registro é o mais otimista da curta discografia. </span><a href="https://www.thelineofbestfit.com/features/interviews/how-phoebe-bridgers-made-kyoto-best-song-2020"><i><span style="font-weight: 400;">Kyoto</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">quase escancara isso: além do arranjo espirituoso, ela consegue tratar seus </span><i><span style="font-weight: 400;">daddy issues</span></i><span style="font-weight: 400;"> de forma mais madura e sincera. Phoebe não deixa de lamentar o amor quebrado, a fé corrompida ou o medo do futuro – e faz isso da forma mais doída possível. Entretanto, o grande diferencial é que aqui ela se mostra receptiva a passar por eles, vendo esses vários fins de mundo como começos de outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Savior Complex </span></i><span style="font-weight: 400;">e a faixa-título deixam bem claro as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gjQJYzEf44Q&amp;ab_channel=RIML_TV"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> da artista e suas intenções. Ele é propositalmente melancólico, remetendo a Joni Mitchell e </span><a href="https://www.npr.org/2020/04/16/834971727/phoebe-bridgers-elliott-smith-figure-8-20th-anniversary"><span style="font-weight: 400;">Elliot Smith</span></a><span style="font-weight: 400;"> – este sendo inspiração clara de </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">, replicando uma tristeza que é, ao mesmo tempo, devastadora e acolhedora. Nesse sentido, o álbum se assemelha com o próprio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6IZGwvxhXvw&amp;ab_channel=MadmanFilms"><i><span style="font-weight: 400;">Melancolia</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2011), onde a serenidade perante ao fim do mundo, ao invés de causar estranheza, se torna calorosa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Phoebe Bridgers - Kyoto (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Tw0zYd0eIlk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apostar no minimalismo da produção é essencial para que o registro revitalize a experiência além-auditiva na qual a cantora ficou conhecida. Tony Berg – compositor de</span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six </span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Ethan Gurska, que é neto do lendário John Williams, repetem o acerto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger in the Alps</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mais uma vez conseguem, através da ambientação e escolha de instrumentos, construir um quarto imaginário em um dia chuvoso, afastado de tudo e todos, onde se ecoa a voz de Phoebe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">foi responsável por catapultar a cantora para o público em geral, seu trabalho de estreia fez isso com a crítica e a indústria. Por isso, a voz de Phoebe não ecoa sozinha. No intervalo entre o primeiro trabalho e a produção deste, a cantora resolveu dar um tempo no protagonismo isolado e apostou em colaborações na cena </span><i><span style="font-weight: 400;">indie folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Como resultado, o agrupamento que fez com Julien Baker e Lucy Dacus, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-record-critica/"><span style="font-weight: 400;">boygenius</span></a><span style="font-weight: 400;">, dá as caras nas faixas derradeiras, enquanto Conor Oberst, vocalista do </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/5o206eFLx38glA2bb4zqIU"><span style="font-weight: 400;">Bright Eyes</span></a><span style="font-weight: 400;"> com quem Phoebe fundou o projeto </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3NBmfDV6Yh3hjuQUBVvYgO"><span style="font-weight: 400;">Better Oblivion Community Center</span></a><span style="font-weight: 400;">, empresta sua voz para faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas se engana quem pensa que a similaridade em conceito de seus dois álbuns representa certo conformismo da artista. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Phoebe já dá lampejos dos caminhos que pode percorrer sem perder seu DNA, e isso fica a cargo das suas últimas faixas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Graceland Too</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, remete o </span><i><span style="font-weight: 400;">folk </span></i><span style="font-weight: 400;">do primeiro álbum e o mescla com o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> – explicando o porquê de Julien Baker, natural de Nashville, integrar a faixa. Já a catártica </span><i><span style="font-weight: 400;">I Know the End</span></i><span style="font-weight: 400;"> abdica da artista com carinha de </span><a href="https://personaunesp.com.br/primavera-sound-critica/"><span style="font-weight: 400;">festival</span></a><span style="font-weight: 400;"> no final de tarde e apresenta uma Phoebe pronta para conduzir um coro histérico em arena, ao mesmo tempo em que entrega a melhor e mais potente faixa de sua carreira.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Phoebe Bridgers - I Know the End (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/WJ9-xN6dCW4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 25 anos, idade com que Phoebe produziu o disco, são tão imediatistas que realmente todo dia parece o fim do mundo – digo por experiência própria. Mas o que a artista faz aqui é de uma singularidade que a destaca dos demais. </span><a href="https://www.theringer.com/2020/06/19/music/phoebe-bridgers-punisher-interview-new-album"><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">consegue capturar a banalidade da tristeza moderna e a transformar em música, fazendo com que o horizonte, por mais apocalíptico que seja, se torne apenas em uma paisagem a se admirar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, o registro cresce a cada audição, principalmente se ela vier acompanhada de um fim de ciclo, seja ele qual for. Pois, se Phoebe está disposta a “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DXqZ66XK3z8&amp;ab_channel=PhoebeBridgers-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">te dar a lua</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mínimo que ela espera é algo tão místico ou grandioso de sua parte, e essa barganha só se é entendida quando, a lá </span><i><span style="font-weight: 400;">memento mori</span></i><span style="font-weight: 400;">, percebe-se suas várias mortalidades e fins, que podem estar dobrando a esquina, em uma segunda-feira qualquer ou te esperando na porta de casa. E eu acho que um dos meus fins é aqui, até mais, te vejo no próximo.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Punisher" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6Pp6qGEywDdofgFC1oFbSH?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Phoebe Bridgers e a loucura racional de Punisher</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2021 16:33:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira A melhor parte de entrar em contato com gêneros, ritmos e cantores que não estamos acostumados a escutar é ter uma experiência totalmente nova, que se intensifica de acordo com nossa entrega. E nada seria mais intenso do que Punisher, de Phoebe Bridgers. O disco que concorre a Melhor Álbum de Música &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/punisher-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Phoebe Bridgers e a loucura racional de Punisher"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17781" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit; color: #1a1a1a; font-size: 16px;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3.jpg" alt="Capa do álbum Punisher. Mostra Phoebe Bridgers em pé e olhando para o céu, de perfil, com um macacão preto que imita um esqueleto. Ela está em um lugar cheio de pedras e ao fundo há uma montanha. O céu está estrelado e em azul escuro forte, enquanto o resto do quadro está sendo iluminado por uma luz vermelha. " width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A melhor parte de entrar em contato com gêneros, ritmos e cantores que não estamos acostumados a escutar é ter uma experiência totalmente nova, que se intensifica de acordo com nossa entrega. E nada seria mais intenso do que </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Phoebe Bridgers. O disco que concorre a Melhor Álbum de Música Alternativa no</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2021</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma descoberta transcendental de entrega e história, embalada pela mais perfeita melodia. Novo, fresco e autêntico, ele encanta por elevar a todas as potências sem perder a mão.</span></p>
<p><span id="more-17780"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem iniciado com uma construção de atmosfera que vai dar sequência ao fantástico mundo de Bridgers, a coletânea não hesita em formar um caminho narrativo entre suas faixas. Como crônicas literárias que se unem em um grande livro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">organizou suas músicas em um grande álbum. Talvez seja pretensioso falar, mas a delicadeza e as epifanias empregadas pela cantora em seus “contos” me levam a crer que ela seria uma grande apreciadora das obras de </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/10/cultura/1544426497_594113.html"><span style="font-weight: 400;">Clarice Lispector</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como a literata, Phoebe transforma vivências rotineiras em poesias e grandes ensinamentos de vida. O seu próprio </span><a href="https://contobrasileiro.com.br/amor-conto-de-clarice-lispector/"><i><span style="font-weight: 400;">“cego mascando chiclete&#8221;</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> permeia todas as faixas na dicotomia entre o querer e o ser, entre expectativa e realidade. É em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Tw0zYd0eIlk"><i><span style="font-weight: 400;">Kyoto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que ela canta: </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Eu queria ver o mundo/Através dos seus olhos até que isso aconteceu/Então eu mudei de ideia”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assim como Lispector, os momentos de revelação de Bridgers são celestiais, sem se perderem no fantasioso, e acima de tudo cotidianos. </span></p>
<figure id="attachment_17782" aria-describedby="caption-attachment-17782" style="width: 870px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17782" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1.jpg" alt="Imagem de Phoebe Bridgers da cintura para cima. Ela usa um macacão preto com desenho de esqueleto e tem os cabelos loiros soltos. Ao fundo há algumas árvores. Uma luz vermelha ilumina o rosto da cantora." width="870" height="580" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1.jpg 870w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17782" class="wp-caption-text">No Grammy 2020, Bridgers ainda concorre a Melhor Música de Rock e Melhor Performance de Rock com Kyoto (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse sentimento transcendental de apreciação tem como grande exemplo a trilha </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">. Calma e caótica ao mesmo tempo, Phoebe traz uma experiência completa a cada nova música, construída com uma autenticidade que vem faltando na indústria. Conseguimos sentir a voz da cantora em meio às narrativas de maneira tão íntima e sincera que nos coloca dentro das histórias ali contadas. Essa sensação de entrega consegue se manter única, assim como os trabalhos, tão autorais e inovadores quanto, de bandas como </span><a href="https://open.spotify.com/artist/46CitWgnWrvF9t70C2p1Me?si=gcroSMNLQE2hsHov8h3o1w"><span style="font-weight: 400;">Daughter</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, o que mais chama atenção nas melodias de Bridgers é seu modo de cantar. Ela entoa cada faixa com liberdade e singularidade, moldando o tempo das palavras e se permitindo brincar com as sonoridades. Essa forma de harmonia traz uma estética ímpar que pode ou não agradar o público. Mas apesar do gosto pessoal, as fisionomias surrealistas que a voz de Phoebe toma não podem ser consideradas nada menos do que arte em sua forma mais pura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez fosse difícil descrever as milhares de sensações que o disco passa se não como a trilha perfeita para se escutar contemplando o nada e sentindo tudo, seja deitado na cama olhando para o teto ou para uma bela paisagem. Assim, o que realmente prende em </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">não só sua infinidade de qualidades técnicas, mas o poder que ele tem sobre nossos sentidos. Quase como uma viagem, podemos desfrutar um pouco da essência de Bridgers em uma experiência de renovação, porque o “eu” que entra em </span><i><span style="font-weight: 400;">DVD Menu</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é o mesmo que sai em </span><i><span style="font-weight: 400;">I Know The End</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_17783" aria-describedby="caption-attachment-17783" style="width: 940px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17783" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1.jpg" alt="Imagem de Bridgers de perfil com os cabelos platinados soltos. Ela usa uma blusa branca coberta por um blazer preto. Ao fundo há uma rua desfocada." width="940" height="550" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1.jpg 940w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1-300x176.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1-768x449.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17783" class="wp-caption-text">Garden Song fez parte da trilha sonora da primeira temporada de Grand Army, da Netflix, florescendo perfeitamente na cena (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de melancólico, </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">encanta pela mistura de influências de diferentes gêneros que unem os sintetizadores de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 1970 em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xprOOPOht8I"><i><span style="font-weight: 400;">ICU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao violão suave, e quase </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Graceland Too</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa mistura apazigua o caos das melodias criando um estilo particular pelo qual Bridgers é reconhecida. Porém, apesar de belo, o excesso de elementos às vezes pode incomodar. Por vezes a simplicidade de músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Moon Song</span></i><span style="font-weight: 400;"> são melhor desenvolvidas do que a abundância de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chinese Satellite</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os pontos mais fortes do álbum está a singularidade entre pessoal e universal. As histórias desenvolvidas em cada faixa funcionam com curtas-metragem de diferentes gêneros como romance, drama e até terror, que vistos de longe ganham outro panorama. As conexões são discretas de forma a não atrapalhar as narrativas e ainda construir um todo. Quando Bridgers canta, ao fim de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gheV7FyJPZ4"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a> <i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Eu serei o que você quiser”</span></i><span style="font-weight: 400;"> e inicia a faixa seguinte com </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu tenho andado em círculos/Fingindo ser eu mesma”</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela traz a composição para um nível tão pessoal que é quase como se estivéssemos lendo seu diário.</span></p>
<figure id="attachment_17784" aria-describedby="caption-attachment-17784" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1.jpg" alt="Imagem de Bridgers cantando. Ela está com os cabelos platinados para trás e usa um headphone. Ela está cantando em frente a um microfone e há vários aparelhos ao fundo. A imagem é em branco e preto." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17784" class="wp-caption-text">A mistura óbvia, mas ainda assim maravilhosa, entre Bridgers e The 1975, fizeram da faixa dos britânicos &#8220;Jesus Christ 2005 God Bless America” o contraste perfeito entre drama e calmaria (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda essa construção de histórias e sonoridades abre espaço para que as melodias estejam no mesmo patamar de importância que a voz de Phoebe nas músicas &#8211; isso se não estiverem até acima?! As particularidades de sons criam uma atmosfera densa e profunda com ruídos tridimensionais e, assim, mais impactantes. Esse mergulho às profundezas sonoras de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2bOigld3D1k"><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">podem ser sintetizado em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WJ9-xN6dCW4"><i><span style="font-weight: 400;">I Know The End</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A mais longa das onze faixas do álbum é também uma montanha russa de sentimentos e emoções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chega a ser difícil descrever a experiência, quase metafísica, de escutar esse disco e ter permissão de entrar na mente de Phoebe Bridgers. Para os fãs de ficção científica, </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">seria algo próximo a </span><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Twilight Zone</span></i><span style="font-weight: 400;"> em questão de elementos, sensações e loucura organizada. Imponente, excitante e atemporal, o álbum é o tipo de obra que escutamos nos sentindo honrados de ter acesso a ela.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Punisher" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/2xECuqnvvmVktV7UO8Dd3s?si=0gGQUmiaQ--Ep3U3rox0ww"></iframe></p>
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