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	<title>Arquivos Karolina Wydra &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Sem nenhuma previsibilidade, Pluribus conta uma boa história e serve de respiro em meio a produções medianas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 13:00:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Talita Mutti Imagine viver em um mundo feliz, sem guerras, sem qualquer tipo de preconceito e com uma consciência coletiva que trabalha em prol do bem do próximo e do planeta. Parece um sonho? Um mundo utópico que nunca será possível de alcançar? Talvez. Mas, para Carol Sturka (Rhea Seehorn), isso resume seu pior pesadelo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pluribus-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sem nenhuma previsibilidade, Pluribus conta uma boa história e serve de respiro em meio a produções medianas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36906" aria-describedby="caption-attachment-36906" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36906" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-800x339.jpg" alt="Rhea Seehorn, mulher branca, loira e de olhos azuis, está posicionada no centro da imagem. Ela veste uma camisa azul escura com um casaco preto aberto por cima. A foto foi tirada em um ângulo que destaca o chão de pedras como fundo principal. No canto superior direito, aparecem algumas plantas." width="800" height="339" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-800x339.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-1024x433.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-768x325.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-1536x650.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-1200x508.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36906" class="wp-caption-text">Rhea Seehorn em “Pluribus”, já disponível no Apple TV (Foto: AppleTV)</figcaption></figure>
<p><b>Talita Mutti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine viver em um mundo feliz, sem guerras, sem qualquer tipo de preconceito e com uma consciência coletiva que trabalha em prol do bem do próximo e do planeta. Parece um sonho? Um mundo utópico que nunca será possível de alcançar? Talvez. Mas, para Carol Sturka (Rhea Seehorn), isso resume seu pior pesadelo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pluribus</span></i><span style="font-weight: 400;">, série da </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-estudio-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV</span></i></a><span style="font-weight: 400;">  lançada em novembro de 2025. </span><a href="https://personaunesp.com.br/breaking-bad-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Vince Gilligan</span></a><span style="font-weight: 400;">, criador do seriado, conquistou o público pela trama envolvente e misteriosa e também pela ausência de respostas fáceis, fazendo com que a produção se tornasse a série mais assistida da história da plataforma. Talvez esse sucesso venha justamente do respiro em meio a alguns lançamentos do ano, que funcionam à base de explicações óbvias e finais tediosos, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016).</span></p>
<p><span id="more-36905"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma descoberta feita por um astrônomo, algo começa a fugir do controle e a infectar a humanidade com o que parece ser um ‘vírus da felicidade’. O planeta passa por uma </span><a href="https://www.instagram.com/reel/DQ7UwDZktM-/"><span style="font-weight: 400;">mudança drástica</span></a><span style="font-weight: 400;">, na qual cada ser humano passa a fazer parte de um todo. De alguma forma, todas as mentes se conectam e, a partir disso, compreendem como trabalhar por um mundo melhor. Todos compartilham conhecimentos, experiências, crenças e gostos, porém, funcionam em uníssono, sem priorizar ninguém, apenas o bem-estar do próximo. Entre bilhões de pessoas ‘infectadas’, 13 não se juntam a essa consciência única. Uma delas é a protagonista, escritora frustrada e rabugenta que perdeu a esposa no dia da infecção e que, agora, precisa conviver com essa nova realidade perturbadora.</span></p>
<figure id="attachment_36908" aria-describedby="caption-attachment-36908" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36908" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-800x339.jpg" alt="Rhea Seehorn está de costas, posicionada no canto esquerdo da imagem, vestindo um agasalho de fundo branco com traços em verde, amarelo, azul e rosa. À frente, Karolina Wydra, mulher branca de cabelos castanhos e olhos castanhos, está sentada usando um agasalho com traços em rosa e azul. Ao fundo, há um cenário de inverno; as paredes de vidro deixam ver árvores, duas cadeiras e a neve do lado de fora." width="800" height="339" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-800x339.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1024x433.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-768x325.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1536x650.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1200x508.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36908" class="wp-caption-text">Karolina Wydra já interpretou Dominika Petrova na série americana House MD (Foto: AppleTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos momentos mais </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/gSoLVRg5xrM"><span style="font-weight: 400;">simbólicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> acontece quando Carol e a maioria dos não infectados se reúnem à mesa para tentar entender o que aconteceu com a humanidade. Ela, a única pessoa branca entre eles, parece encarar a situação como uma afronta à própria identidade e liberdade. Já os demais, de diferentes nacionalidades e etnias não brancas, veem esse novo mundo como um espaço pacífico, no qual não existe dor, racismo ou qualquer elemento que condene a própria existência. Todos conseguem conviver com suas famílias mesmo nessa condição, menos ela e Manousos (Carlos Manuel Vesga), um homem latino que se agarra ao conservadorismo do mundo antigo e sequer se faz presente à mesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cenário </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">pós-apocalíptico</span></a><span style="font-weight: 400;"> é completamente diferente do que costuma aparecer em séries e filmes de ficção científica. Trata-se de um espaço organizado e limpo, que serve de palco para os movimentos orquestrados dos ‘contaminados’. O mais comum nessa temática é o questionamento sobre a origem do fenômeno, o que o causou e quem foi o responsável. Foram alienígenas? O foco da primeira temporada de Pluribus não está nisso, apesar de oferecer pequenas explicações, ainda que pouco claras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em determinado momento, é apresentada não apenas a perspectiva de Carol, mas também a de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F5dCqf_NKwc"><span style="font-weight: 400;">Manousos</span></a><span style="font-weight: 400;">, que vai em busca da escritora na tentativa de reverter a situação. Um dos defeitos da trama está justamente no encontro entre eles. Algo que construiu muita expectativa, principalmente pelo fato de ambos pensarem de forma semelhante, acaba se concretizando de maneira infantil, como se fossem adolescentes desconhecidos. Além disso, o encontro não é dos mais produtivos, já que não há qualquer avanço ou tentativa real de acordo. Aqui, a acidez constante de Carol e agressividade de Manousos falam mais alto.</span></p>
<figure id="attachment_36907" aria-describedby="caption-attachment-36907" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-800x533.jpg" alt="Rhea Seehorn aparece vestindo uma camisa bege e calça jeans, segurando um celular à frente de Manousos, um homem branco com cabelo curto e castanho que usa camiseta cinza, calça social e relógio, enquanto segura um guarda-chuva rosa. Ao fundo, há vegetação seca que se encontra com o céu azul, sem nuvens." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36907" class="wp-caption-text">O encontro entre Manousos e Carol marca último episódio da 1ª temporada de Pluribus (Foto: AppleTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação de Rhea Seehorn é um ponto crucial nessa teia de perguntas sem respostas, especialmente nos monólogos que revelam momentos de emoção e, ao final, apresentam pontos de virada. Algo muito característico de outros </span><a href="https://www.google.com/search?q=pluribus+interview&amp;num=12&amp;sca_esv=e0108723e50a180c&amp;udm=39&amp;biw=1280&amp;bih=585&amp;aic=0&amp;sxsrf=ANbL-n7Y9f_B3xLaCjOF0rimuEsNesqUfw%3A1768325802501&amp;ei=qoJmacGqHpCG5OUPqKuS-A4&amp;ved=0ahUKEwjBp7j6homSAxUQA7kGHaiVBO8Q4dUDCBI&amp;uact=5&amp;oq=pluribus+interview&amp;gs_lp=Eh1nd3Mtd2l6LW1vZGVsZXNzLXNob3J0LXZpZGVvcyIScGx1cmlidXMgaW50ZXJ2aWV3MgUQABiABDIIEAAYgAQYywEyCBAAGBYYChgeMgYQABgWGB4yBhAAGBYYHjIGEAAYFhgeMgYQABgWGB4yBhAAGBYYHjIIEAAYgAQYogQyCBAAGIAEGKIESOMZUKIIWNcYcAF4AJABAJgBqAGgAbcKqgEEMC4xMLgBA8gBAPgBAZgCC6AClQvCAg0QABiABBixAxgUGIcCwgIQEAAYgAQYsQMYQxiDARiKBcICDRAAGIAEGLEDGEMYigXCAgoQABiABBhDGIoFwgIGEAAYBxgewgILEAAYgAQYsQMYgwHCAggQABiABBixA8ICChAAGIAEGBQYhwLCAgwQABiABBixAxgKGAuYAwCIBgGSBwQxLjEwoAfoP7IHBDAuMTC4B5ALwgcGMi0xMC4xyAdDgAgA&amp;sclient=gws-wiz-modeless-short-videos#fpstate=ive&amp;ip=1&amp;vld=cid:384dd4bb,vid:hGk4VGCL3tU,st:0"><span style="font-weight: 400;">protagonistas </span></a><span style="font-weight: 400;">das séries criadas por Gilligan, como em </span><a href="https://personaunesp.com.br/breaking-bad-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Breaking Bad </span></i></a><span style="font-weight: 400;">(2008). Não é à toa que a atriz faturou o prêmio de Melhor Atriz de Série de Drama no </span><a href="https://revistaoeste.com/cultura/rhea-seehorn-e-a-melhor-atriz-de-serie-de-drama-no-globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://inmagazine.ig.com.br/cinema-tv/rhea-seehorn-serie-drama/amp"><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></a><span style="font-weight: 400;">. É possível sentir a solidão da personagem, mesmo antes do dia em que o mundo virou de ponta-cabeça. Uma escritora que enfrenta um bloqueio criativo, no entanto parece ter sentido uma faísca dentro de si em meio ao caos. Não é como se ela se sentisse viva novamente, porém ao menos passa a valorizar a própria existência e aquilo que perdeu, como a esposa. Algo que serve de estratégia para que Zosia possa se aproximar e se relacionar com Carol.</span> <span style="font-weight: 400;">É uma dinâmica estranha, considerando que todos no planeta estão ali no corpo de Zosia ao se envolver com Carol, mas, ao mesmo tempo, parece real. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de o encerramento da temporada não ter sido dos melhores, justamente por conta do encontro indiferente entre Carol e Manousos, há a abertura de caminhos que podem ser explorados na segunda temporada, já confirmada por Gilligan. O próprio diretor afirma que </span><a href="https://ew.com/pluribus-season-2-release-will-take-a-while-vince-gilligan-11873854"><span style="font-weight: 400;">não há pressa</span></a><span style="font-weight: 400;"> para concluir o futuro da produção e que trabalhará o tempo que for necessário. Não há pontos negativos nisso. </span><i><span style="font-weight: 400;">Pluribus</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma série em que cada detalhe precisa ser cuidadosamente articulado para o desenvolvimento da trama. Não são apenas </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> que alimentam teorias entre o público,  e sim particularidades narrativas que se encaixam para construir uma contextualização o menos óbvia possível. </span></p>
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