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	<title>Arquivos Jump In &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Jump In! e o questionamento da masculinidade tóxica</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Apr 2019 16:08:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Brooklyn Nine-Nine]]></category>
		<category><![CDATA[Como treinar seu dragão]]></category>
		<category><![CDATA[Júlia Paes de Arruda]]></category>
		<category><![CDATA[Jump In]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Júlia Paes de Arruda Muitos filmes abordam a figura do herói como corajoso por enfrentar seu inimigo. Harry Potter superou sete livros para enfim derrotar Voldemort. Daniel San mostrou sua força vencendo Johnny no torneio. Mas em  Jump In!, o protagonista Izzy é corajoso porque ele prefere pular corda ao invés de lutar boxe. Jump In! &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/jump-in-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Jump In! e o questionamento da masculinidade tóxica"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11953" aria-describedby="caption-attachment-11953" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-11953" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11953" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Júlia Paes de Arruda</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos filmes abordam a figura do herói como corajoso por enfrentar seu inimigo. Harry Potter superou sete livros para enfim derrotar Voldemort. Daniel San mostrou sua força vencendo Johnny no torneio. Mas em  </span><i><span style="font-weight: 400;">Jump In!</span></i><span style="font-weight: 400;">, o protagonista Izzy é corajoso porque ele prefere pular corda ao invés de lutar boxe.</span></p>
<p><span id="more-11952"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Jump In!</span></i><span style="font-weight: 400;"> é estrelado por Corbin Bleu, de </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical</span></i><span style="font-weight: 400;">, que vive Izzy Daniels, um boxeador adolescente e incentivado pelo pai (também seu treinador) a ganhar o título da Luva Dourada. Até esse momento, Izzy parece ser apaixonado por boxe e caçoa de sua vizinha Mary (Keke Palmer, de </span><i><span style="font-weight: 400;">True Jackson</span></i><span style="font-weight: 400;">) que pula corda como esporte. Isso muda quando a equipe de Mary perde uma das suas participantes e Izzy se oferece no lugar até que arrume outra para a equipe.</span></p>
<figure id="attachment_11954" aria-describedby="caption-attachment-11954" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-11954" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-2-1.jpg" alt="" width="1200" height="782" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-2-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-2-1-300x196.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-2-1-768x500.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-2-1-1024x667.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11954" class="wp-caption-text">A equipe de Izzy e Mary ganhou o nome de Hot Chili Steppers, referenciando a banda Red Hot Chilli Peppers. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante todo o filme, o boxe é abordado como um esporte restrito a homens. Lado a lado, vemos Izzy percebendo que o sonho de ser um lutador de boxe não é seu e sim de seu pai. Depois da morte da sua esposa, ele encontrou no boxe seu único refúgio. Isso é evidente no dia a dia da família. Mesmo depois do falecimento, o pai tenta manter os mesmos hábitos, como o jantar às sete da noite. Por isso, ele tenta encontrar no filho uma maneira de sentir feliz por momento à custa de um sonho que não o pertence. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa situação não é vista apenas em filmes adolescentes. </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/01/16/a-fantastica-historia-de-amadurecimento-de-como-treinar-o-seu-dragao.htm"><span style="font-weight: 400;">Como Treinar seu Dragão</span></a><span style="font-weight: 400;"> é exemplo disso. Na trama, Soluço tenta seguir os passos de seu pai: o chefe e o melhor </span><i><span style="font-weight: 400;">viking</span></i><span style="font-weight: 400;"> da vila onde mora. Para isso, ele precisa matar um dragão &#8211; cerimônia de passagem de um garoto para um </span><i><span style="font-weight: 400;">viking</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, Soluço não considera isso uma ideia viável. Aliás, ao se deparar com um Fúria da Noite, o dragão mais perigoso conhecido, ele não consegue matá-lo. Ao invés disso, ele sente empatia pelo dragão (e até lhe deu um nome: Banguela). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E isso se torna um empecilho para a vila, acostumada ver homens matando dragões e não tratá-los como iguais. Com o decorrer do filme, Soluço consegue mostrar que ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">viking</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou ser um homem, por que não?) não é necessário partir para a agressividade, oprimir seus sentimentos, ou, nesse caso, matar um dragão. Demonstrar fragilidade não te faz menos homem, só te faz um ser humano.</span></p>
<figure id="attachment_11955" aria-describedby="caption-attachment-11955" style="width: 1420px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-11955" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-3.jpg" alt="" width="1420" height="799" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-3.jpg 1420w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-3-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11955" class="wp-caption-text">Soluço só se torna um viking de fato quando poupa a vida de Banguela e desconstrói a ideia de masculinidade da vila (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro da trama de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jump In!</span></i><span style="font-weight: 400;"> há ainda a figura de Rodney Tyler (Patrick Johnson Jr.), um garoto que todos tinham medo por bancar o durão dentro e fora do ringue. Após uma luta contra Izzy, que acaba vencendo, Rodney faz de tudo para que haja uma revanche. Até mesmo divulgar para todos da escola que Izzy não aceitava outra luta por “estar ocupado demais pulando corda”. Alvo de piadas e de risadas (mesmo de seus amigos), Izzy desiste de continuar pulando corda e aceita uma nova luta. </span><span>No final das contas, ele consegue provar que sentir raiva e partir para a agressão não é a solução, mesmo que a vida esteja com dificuldades. Rodney acaba descobrindo que </span><i><span>sentir raiva</span></i><span> é exaustante e é mais ainda quando ela se torna seu único refúgio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Paralelo a essa situação, podemos citar o seriado policial </span><a href="https://personaunesp.com.br/brooklyn-nine-nine-policia-do-avesso/"><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Nine-Nine</span></a><span style="font-weight: 400;">. A série tem mudado a figura midiática do que é ser um homem. O exemplo mais relevante é o do sargento Terry Jeffords (Terry Crews). Terry tem o estereótipo do cara durão: é forte, musculoso e alto. Entretanto, sua personalidade foge totalmente disso: é um dos personagens mais emotivos da 99ª Delegacia. Ele não sente vergonha de demonstrar seus sentimentos, principalmente envolvendo sua família, e não tem medo de parecer fraco aos olhos de seus colegas. </span></p>
<figure id="attachment_11956" aria-describedby="caption-attachment-11956" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11956" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-4-1.jpg" alt="" width="950" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-4-1.jpg 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-4-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-4-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11956" class="wp-caption-text">TERRY LOVES YOGURT (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra figura importante para a série é o capitão Raymond Holt (Andre Braugher). Ele é o cara de mais autoridade no departamento e, além de ser negro, é gay. Isso é de extrema relevância para o enredo já que foi o preconceito com a sua sexualidade que o incentivou </span><span style="font-weight: 400;">a seguir em frente na carreira de policial. E isso não o faz ser menos competente ou menos homem que os outros candidatos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Charles Boyle (Joe Lo Toglio) e Jake Peralta (Andy Samberg) também são exemplos de como a série aborda a masculinidade saudável. Enquanto Boyle não esconde sua paixão pela gastronomia, algo que seria visto como um </span><i><span style="font-weight: 400;">hobby</span></i><span style="font-weight: 400;"> feminino, e não hesita em ser um pai atencioso e carinhoso com seu filho; Jake mostra que o estereótipo de “</span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/moda-e-beleza,marca-quer-quebrar-o-estereotipo-de-masculinidade-campanhas-de-cuecas,70002244351"><span style="font-weight: 400;">machão</span></a><span style="font-weight: 400;">” tão idolatrado por ele não afeta sua forma de agir na realidade. O principal exemplo disso é sua relação com sua parceira, Amy Santiago (Melissa Fumero). Ele não a diminui e não a desqualifica no trabalho; mesmo após ficarem noivos, Jake dá seu apoio e tenta manter um relacionamento saudável, demonstrando seus sentimentos e suas preocupações.</span></p>
<figure id="attachment_11957" aria-describedby="caption-attachment-11957" style="width: 797px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11957" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-5-1.jpg" alt="" width="797" height="372" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-5-1.jpg 797w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-5-1-300x140.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-5-1-768x358.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11957" class="wp-caption-text">“Toda vez que alguém se dispõe a mostrar quem realmente é, o mundo se torna um lugar melhor e mais interessante” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação à </span><i><span style="font-weight: 400;">Jump In!, </span></i><span style="font-weight: 400;">Izzy Daniels consegue mostrar seu amadurecimento. Ainda que no início ele insiste em reproduzir a ideia da </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/22/estilo/1548175107_753307.html"><span style="font-weight: 400;">masculinidade tóxica</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua paixão pelas cordas fala mais alto. Além disso, se tornar um alvo de piadas de seus conhecidos não o tornou mais fraco. Ao contrário. Ele se tornou um modelo a ser seguido por sua família, por seus amigos e pelas crianças que escutam sua história. No fim de tudo, Izzy mostrou que pular corda, participar de uma competição e ser o vencedor não o torna “menos homem” que qualquer outro. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/jump-in-critica/">Jump In! e o questionamento da masculinidade tóxica</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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