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	<title>Arquivos John M Chu &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Wicked arrisca trazer a potência dos palcos da Broadway para as telas</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 14:42:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Giovanna Freisinger Um dos musicais mais adorados de todos os tempos do Teatro chegou com tudo às telonas. Wicked não só encarou a grandiosidade da obra, como a potencializou ao máximo em cada detalhe da produção. Foi assim que o diretor Jon M. Chu conquistou o impossível e satisfez as altas expectativas dos fãs de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/wicked-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Wicked arrisca trazer a potência dos palcos da Broadway para as telas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34859" aria-describedby="caption-attachment-34859" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-34859" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-1-800x444.png" alt="Cena do filme Wicked. À esquerda, a personagem Elphaba, de pele verde e cabelos longos pretos em tranças finas, roupas pretas e um chapéu com a ponta alta e triangular. À direita, a personagem Glinda, branca e de cabelos longos loiros, com roupas rosas. As duas estão viradas para frente e olhando para cima" width="800" height="444" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-1-800x444.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-1-1024x569.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-1-768x426.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-1-1536x853.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-1-1200x666.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-1.png 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34859" class="wp-caption-text">Com muito em jogo, Wicked atinge sucesso nas bilheterias e na crítica especializada (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos musicais mais adorados de todos os tempos do Teatro chegou com tudo às telonas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Wicked </span></i><span style="font-weight: 400;">não só encarou a grandiosidade da obra, como a potencializou ao máximo em cada detalhe da produção. Foi assim que o diretor </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jon M. Chu</span></a><span style="font-weight: 400;"> conquistou o impossível e satisfez as altas expectativas dos fãs de longa data do musical da <em>Broadway</em> – mesmo sendo vítima de sua própria ambição em momentos importantes. A responsabilidade que Chu assumiu com este filme foi a de lidar com a nostalgia existente no coração de muitas pessoas e, ao mesmo tempo, renovar a história, para compartilhar essa paixão antiga de tantos com novas audiências. O longa entrou com força na corrida das grandes premiações do ano, conquistando dez indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, incluindo a de Melhor Filme.</span></p>
<p><span id="more-34856"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O espetáculo (com músicas de </span><a href="https://youtu.be/IlbmRRu_3fk?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Stephen Schwartz</span></a><span style="font-weight: 400;"> e libreto de Winnie Holzman) é uma adaptação do romance de mesmo nome, escrito por Gregory Maguire, que reconta a história da Bruxa Má do Oeste, do universo de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/qual-a-relacao-de-wicked-com-classico-o-magico-de-oz/"><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Mágico de Oz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A releitura imagina a origem da personagem, em uma grande metáfora sobre a fragilidade dos conceitos de bem e mal. O sucesso estrondoso do musical em 2003 fez com que não demorasse muito para a produção rodar o mundo, tanto que ganhou a sua primeira montagem brasileira em 2016. Enquanto diversas razões podem separar o grande público dos teatros, a obra, ainda assim, alcançou muitos corações ao longo dos anos com a sua trilha sonora – e também, claro, gravações piratas de celulares escondidos nas plateias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas décadas após a estreia da peça, o filme de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wicked</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona porque é regado a amor pelo material original por toda a equipe envolvida. Em qualquer boa adaptação de teatro musical para o Cinema, é necessária a compreensão do que faz a história especial em seus elementos, para saber usar o meio para expandir aquele mundo de formas que o original não consegue. É exatamente isso que Jon M. Chu e a diretora de Fotografia </span><a href="https://www.marieclaire.com/culture/movies/wicked-cinematographer-alice-brooks-interview/"><span style="font-weight: 400;">Alice Brooks</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguem fazer, traduzindo o sentimento de uma apresentação ao vivo, além de trazer novas dimensões para os detalhes e retratos mais íntimos dos personagens.</span></p>
<figure id="attachment_34860" aria-describedby="caption-attachment-34860" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34860" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-2-800x450.png" alt="Cena do filme Wicked. Na cena, dezenas de personagens dançam em torno de uma escultura de palha que imita a bruxa má. Eles estão ao centro de uma vila de casas com elementos fantásticos, como telhados compridos e coloridos e elementos naturais, como flores" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-2.png 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34860" class="wp-caption-text">A produção original de Wicked é o quinto musical a ficar mais tempo em cartaz na Broadway (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma coisa é fato: não existe um bom musical sem boas performances. Ao centro da história, </span><a href="https://variety.com/2024/film/features/wicked-cynthia-erivo-elphaba-black-queer-woman-1236218605/"><span style="font-weight: 400;">Cynthia Erivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> traz a sua própria interpretação para Elphaba (a Bruxa Má do Oeste), uma das personagens mais icônicas e desafiadoras do Teatro musical. Erivo não precisava se provar quanto ao seu talento extraordinário, a atriz já coleciona um </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy </span></i><span style="font-weight: 400;">e um </span><i><span style="font-weight: 400;">Tony </span></i><span style="font-weight: 400;">em seu currículo, era óbvio que seria uma boa escolha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, ela surpreende, agora com sua </span><a href="https://www.bbc.com/news/entertainment-arts-51371360"><span style="font-weight: 400;">segunda indicação</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">na categoria de Melhor Atriz (terceira indicação na premiação em geral). Apesar de toda a potência e emoção que sua voz evoca, durante a cena mais emocionante do filme (que se passa na festa em </span><a href="https://youtu.be/6ZNniTmsPdw?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Ozdust</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), ela não diz uma palavra. A sua atenção à sutileza e à vulnerabilidade da bruxa elevou um papel, já muito rico, a novos níveis e o resultado é o encontro entre força e delicadeza que acerta em cheio o coração da história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se Cynthia Erivo não fosse uma protagonista de presença tão forte, </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ariana Grande</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Glinda, A Boa, roubaria a cena. Merecidamente indicada ao  prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela traz todo o seu fator </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar </span></i><span style="font-weight: 400;">para o papel. A sua versão de </span><a href="https://youtu.be/ENkfNb1I0jc?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Popular</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não é nada menos do que espetacular e seu talento cômico é um ponto alto do filme. A escolha foi tão certa que é emocionante testemunhar a estrela onde parece o seu habitat mais natural. A empatia que a atriz tem expressado há anos pela personagem faz com que ela também acerte nos momentos de maior complexidade. Ao assistir ao filme, não restam dúvidas de que o carinho de Grande por Glinda transborda em sua performance.</span></p>
<figure id="attachment_34858" aria-describedby="caption-attachment-34858" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34858" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-3-800x450.png" alt="Cena do filme Wicked. As personagens Glinda e Elphaba se olham em um espelho. Glinda, branca, loira e vestida de rosa, apoia as mãos sobre os ombros de Elphaba, de pele verde, cabelos pretos em tranças finas e usando um casaco cinza e roxo sobre uma blusa branca" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-3.png 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34858" class="wp-caption-text">Ariana Grande tinha apenas dez anos de idade quando falou para Kristin Chenoweth, que originou o papel de Glinda, que ela queria interpretar a personagem (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em época de grandes filmes de estúdio usando e abusando de efeitos visuais até para as composições mais simples, o musical nos lembra da magia dos efeitos práticos e </span><a href="https://www.architecturaldigest.com/story/how-the-sets-of-the-new-movie-wicked-venture-off-the-beaten-yellow-brick-road"><i><span style="font-weight: 400;">sets</span></i><span style="font-weight: 400;"> físicos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entre a plantação de </span><a href="https://youtu.be/4Qp4tLTrX6A?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">nove milhões de tulipas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a construção de um trem de 16 toneladas, as decisões extravagantes para a ambientação ser algo palpável fazem o espectador se sentir dentro do filme, caminhando com os personagens pelo mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Oz</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não à toa, </span><a href="https://youtu.be/A77Mg3pvXT0?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Nathan Crowley e Lee Sandales</span></a><span style="font-weight: 400;"> também receberam uma indicação ao prêmio da Academia na categoria de Melhor Direção de Arte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, o apelo para o realismo e a imersão é uma faca de dois gumes em </span><i><span style="font-weight: 400;">Wicked</span></i><span style="font-weight: 400;">. Enquanto a construção de mundo é um bom diferencial do que estamos acostumados a ver ultimamente, os esforços são ofuscados pela mesma síndrome da maioria dos filmes recentes: um </span><a href="https://variety.com/2024/film/news/wicked-color-grading-desaturated-director-jon-m-chu-1236222065/"><span style="font-weight: 400;">tratamento de cor</span></a><span style="font-weight: 400;"> inexpressivo, que remove a fantasia para inserir uma atmosfera nublada e sem sal (especialmente na primeira metade do filme, que se passa na fictícia Universidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shiz</span></i><span style="font-weight: 400;">), trabalhando completamente contra toda a proposta do filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a mesma lógica, a iluminação naturalista de Alice Brooks mais atrapalha do que ajuda. Isso se torna particularmente evidente demais para ignorar durante o número musical de </span><a href="https://youtu.be/gCGFEW3FN2U?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Dancing Through Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A cena é arrebatada por uma luz contra a câmera, que toma conta do espaço, da coreografia e dos semblantes dos atores. Apesar de a diretora de Fotografia insistir em defender a escolha consciente, parece muito um erro crasso.</span></p>
<figure id="attachment_34857" aria-describedby="caption-attachment-34857" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34857" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-4-800x444.png" alt="" width="800" height="444" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-4-800x444.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-4-1024x569.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-4-768x426.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-4-1536x853.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-4-1200x666.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Wicked-4.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34857" class="wp-caption-text">A sequência foi gravada no mesmo período e tem data de estreia para 21 de novembro de 2025, exatamente um ano após a parte um (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A verdade é que os grandes problemas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wicked </span></i><span style="font-weight: 400;">vêm do mesmo lugar que os seus maiores acertos: a esmagadora pressão de honrar a obra original. Assim como a adaptação pede a imersão naquele mundo, o que se torna uma corda bamba, o mesmo pode ser dito do fator espetaculoso que é difícil traduzir do Teatro para o Cinema. Não é uma coincidência que a pior cena do filme seja justamente a mais importante, o número explosivo de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5QMrH5nszZZR3nefIj6Mar?si=8711985945594bf9"><i><span style="font-weight: 400;">Defying Gravity</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que encerra o primeiro ato do musical. O longa brinca o tempo todo com o modo como a música conduz o tom e o ritmo da narrativa. Durante os números musicais, são adicionadas às versões originais várias pausas para diálogos e outras extensões, que funcionam muito bem na maioria das cenas, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Popular</span></i><span style="font-weight: 400;">… mas não em todas.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Defying Gravity </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma das músicas mais emblemáticas do Teatro musical moderno pela força do pico dramático que explode com a icônica </span><a href="https://youtu.be/oiBlAKd6zkw?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">nota alta</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao final (para a qual Erivo cria sua própria versão). Jon M. Chu fez uma aposta de alto risco ao decidir estender a cena</span> <span style="font-weight: 400;">para tentar prolongar ainda mais o clímax nos últimos minutos do filme. A decisão do diretor funciona até certo ponto da música, antes de começar a prejudicar a conclusão e transformá-la em um trem desgovernado. As pausas introspectivas da protagonista atrapalham a progressão do momento e o excesso de interrupções impossibilita para o espectador se conectar com as emoções que deveria sentir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o enredo, até o final do ato, leva a esse momento decisivo para a protagonista e para a história, que vira de cabeça para baixo na sequência (vem aí a </span><a href="https://www.theguardian.com/film/2024/dec/02/wicked-part-two-what-to-expect"><span style="font-weight: 400;">Parte Dois</span></a><span style="font-weight: 400;">). O mais surpreendente é que a montagem no Teatro, com a simples ilusão de um fio sendo usado para levantar a atriz no ar, consegue ser mais catártica do que a cena no filme de 150 milhões de dólares em que ela está voando pelo céu, gravada como uma </span><a href="https://youtu.be/3mPq5ae03SA?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">sequência de ação</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400;">. A obra excelente construída até aqui dá de cara com um final frustrante. Claro, a </span><i><span style="font-weight: 400;">performance</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Cynthia Erivo quase compensa as decisões equivocadas para o número, talvez se pudéssemos ver mais a personagem e menos nuvens computadorizadas, esse quase seria o suficiente. </span></p>
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