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	<title>Arquivos Jogos &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Os Melhores Jogos de 2021</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 21:42:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cada vez mais, o número de jogadores do Persona cresce, e ainda bem. Em 2021, a Editoria se movimentou com ânsia para dar novos passos dentro do mundo dos Games, e aumentar a produção de conteúdo acerca desse universo. É um caminho árduo, mas trabalhamos e estivemos ligados na Gamescom, a maior feira de jogos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-jogos-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Jogos de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26210" aria-describedby="caption-attachment-26210" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-26210 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/melhores-games-wordpress.gif" alt="rte retangular na cor dourada. No canto superior direito está escrito em branco “OS MELHORES JOGOS DE 2021”. No lado inferior esquerdo, vemos uma foto em preto e branco da personagem Ratchet, do jogo Ratchet &amp; Clank: Rift Apart, com borda de cor amarelo escuro seguindo a silhueta da imagem. Há também, no canto inferior direito desta foto, um gif em loop com três linhas se deslocando. No lado superior esquerdo, vemos uma foto em preto e branco da personagem Kena, do jogo Kena Bridge of Spirits, com borda de cor amarelo seguindo a silhueta da imagem. Há também, no lado esquerdo desta foto, um gif em loop com dois pontos de interrogação surgindo. Ao centro da imagem, vemos uma foto em preto e branco da personagem Alex Chen, do jogo Life is Strange True Colors, com borda de cor amarelo pastel seguindo a silhueta da imagem. Há também, no lado superior esquerdo desta foto, um gif em loop com três borboletas surgindo uma a uma. No canto inferior direito há o logo do Persona, um olho com a íris de cor amarelo pastel." width="1024" height="538" /><figcaption id="caption-attachment-26210" class="wp-caption-text">Entre o melhor dos Jogos em 2021, tivemos Ratchet &amp; Clank: Em Uma Outra Dimensão testando a potência do PlayStation 5, o ganhador de Melhor Jogo Independente no The Game Awards, Kena: Bridge of Spirits, e a aguardada continuação Life is Strange: True Colors (GIF: Reprodução/Arte: Ana Clara Abbate/Texto de Abertura: Nathália Mendes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada vez mais, o número de jogadores do Persona cresce, e ainda bem. Em 2021, a Editoria se movimentou com ânsia para dar novos passos dentro do mundo dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/games/"><i><span style="font-weight: 400;">Games</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e aumentar a produção de conteúdo acerca desse universo. É um caminho árduo, mas trabalhamos e estivemos ligados na </span><a href="https://www.instagram.com/p/CTQrwq6t5xq/"><i><span style="font-weight: 400;">Gamescom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a maior feira de jogos digitais que existe, acompanhando </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1430668091755741187?s=21"><span style="font-weight: 400;">os lançamentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais importantes do meio por 3 dias, das grandes distribuidoras até as independentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois, assistimos nossos jogos favoritos no </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1469449496400646146?s=21"><i><span style="font-weight: 400;">The Game Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, premiação reconhecida mundialmente, a maior e mais aguardada do universo dos </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1469449550813409288?s=21"><span style="font-weight: 400;">Entre polêmicas</span></a><span style="font-weight: 400;">, franquias retomadas, e</span> <span style="font-weight: 400;">boas surpresas, o ano foi apenas o começo do Persona nos Jogos. Assim, inspirados pela nova geração de consoles, apresentamos os </span><b>Melhores Jogos de 2021. </b></p>
<p><span id="more-26164"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvedoras, distribuidoras e jogadores estavam sedentos para ver as atualizações e os novos consoles. </span><i><span style="font-weight: 400;">Final Fantasy XIV: Endwalker </span></i><span style="font-weight: 400;">está no topo dessa lista. No começo, lá em 2010, o gênero de </span><a href="https://www.wired.com/2010/10/final-fantasy-xiv-reviews/"><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i><span style="font-weight: 400;"> em multijogador</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">MMORPG</span></i><span style="font-weight: 400;">) era tido como ultrapassado, mas a saga terminou consagrada, e levando o prêmio de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mUj1dGY5rpM"><span style="font-weight: 400;">Melhor Jogo Contínuo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">TAG 2021</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre eles também está </span><i><span style="font-weight: 400;">Halo Infinite</span></i><span style="font-weight: 400;">, que retornou após 6 anos de mapa aberto, e </span><a href="https://br.ign.com/halo-infinite/95080/review/review-halo-infinite"><span style="font-weight: 400;">caiu nas graças dos </span><i><span style="font-weight: 400;">gamers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de tal forma que </span><i><span style="font-weight: 400;">Halo </span></i><span style="font-weight: 400;">foi o ganhador do prêmio do público no </span><i><span style="font-weight: 400;">TAG</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil Village </span></i><span style="font-weight: 400;">compartilha da mesma quantidade de troféus na premiação, com seu Melhor Jogo de Performance. O jogo, que foi lançado no aniversário de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v3QW-CX9_A0"><span style="font-weight: 400;">25 anos da série</span></a><span style="font-weight: 400;">, ofereceu alguns dos melhores vilões de toda a sua trajetória e muito amor para seus fãs. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">It Takes Two </span></i><span style="font-weight: 400;">faz parte dos mais amados com sua aventura e o prêmio máximo do </span><i><span style="font-weight: 400;">TAG</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oTo_fc7k7HY"><span style="font-weight: 400;">Jogo do Ano</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sua estética singular e narrativa de valor se uniu à jogabilidade, proporcionando vínculos reais aos jogadores. Na mesma onda de surpresas que aquecem nossos corações fica </span><i><span style="font-weight: 400;">Kena: Bridge of Spirits</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com sua história bonita e sensível, e um visual digno de animações da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele </span><a href="https://dropsdejogos.uai.com.br/noticias/indie/veja-o-momento-que-kena-bridge-of-spirits-vence-como-melhor-indie-no-tga/"><span style="font-weight: 400;">arrematou</span></a><span style="font-weight: 400;"> o Melhor </span><i><span style="font-weight: 400;">Indie </span></i><span style="font-weight: 400;">do ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais um entre os mais esperados, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jY5neHkqT_Y"><span style="font-weight: 400;">famosa franquia</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Life is Strange</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançou </span><i><span style="font-weight: 400;">True Colors</span></i><span style="font-weight: 400;">. A continuação tem um enredo amadurecido com empatia, luto, e o poder de ver as emoções dos outros através de sua protagonista, ganhando merecidamente como Jogo de Impacto em 2021. O também favorito foi </span><i><span style="font-weight: 400;">Deathloop</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo o mais indicado no </span><i><span style="font-weight: 400;">TAG</span></i><span style="font-weight: 400;"> com sua jogabilidade não-linear que apenas a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=93LLB_tKNZ0"><i><span style="font-weight: 400;">Arkane Studios</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é capaz de oferecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O brasileiro </span><i><span style="font-weight: 400;">Unsighted</span></i><span style="font-weight: 400;">, pelo contrário, foi deixado de lado, mesmo sendo um </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sucesso. Suas </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/12/primeiras-transexuais-a-criarem-um-game-no-brasil-buscam-empatia-e-inclusao.shtml"><span style="font-weight: 400;">desenvolvedoras</span></a><span style="font-weight: 400;">, Tiana Pixel e Fernanda Dias, criaram de maneira independente algo autêntico, político e vivo, um marco no gênero </span><a href="https://www.gameblast.com.br/2015/04/metroidvania-historia-de-um-genero.html"><i><span style="font-weight: 400;">metroidvania</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Longe dos holofotes ficou a continuação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Subnautica</span></i><span style="font-weight: 400;">, o lançamento cheio de neve, lição de moral, e </span><a href="https://www.ign.com/articles/subnautica-below-zero-review"><span style="font-weight: 400;">modo exploração</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Below Zero</span></i><span style="font-weight: 400;">. E quem compartilha com a saga aquática o gosto por outras realidades é </span><i><span style="font-weight: 400;">Ratchet &amp; Clank: Em Uma Outra Dimensão</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se em time que ganha não se mexe, a franquia dos </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/voxel/221293-ratchet-clank-pior-melhor-segundo-critica.htm"><span style="font-weight: 400;">heróis intergalácticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> sabe o que está fazendo ao demonstrar graficamente a capacidade tecnológica de </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2018/04/o-que-e-ray-tracing-veja-como-funciona-a-tecnologia-para-placas-de-video.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">ray tracing</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">PlayStation 5</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nessa mesma perspectiva, a </span><b>Editoria do Persona</b><span style="font-weight: 400;"> faz parte de quem está cada vez mais empolgado com as evoluções, inquietos por experimentar todos os universos, e contar para os outros até onde é possível chegar jogando. Por isso, aproveite bem, pois, você sairá com os dedinhos coçando, na busca de um controle.</span></p>
<figure id="attachment_26165" aria-describedby="caption-attachment-26165" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-26165" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/deathloop-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena do jogo Deathloop. Em primeira pessoa, vemos Colt disparando tiros contra seus inimigos, que atiram de volta. Colt usa luvas de couro com a inscrição “Pennyworth” costurada no dedão. Colt segura uma pistola em cada mão: a da esquerda possui os dizeres “POP! POW! escritos na lateral em uma fonte rosa, enquanto a da direita lê “BLAM!” na outra lateral. Ambas as armas possuem um cabo rosa, mas apenas o da esquerda está visível, por conta da arma estar levantada, enquanto a outra aponta para a frente. Na frente de Colt, uma mulher caucasiana e magra de vestido verde com círculos rosas e máscara branca está segurando um facão na mão direita, se preparando para atacar. Do lado direito dela, um homem de jaqueta amarela e máscara branca levanta a arma para atirar. Atrás dele, escondido atrás de uma grade, outro dispara, e vemos a trajetória da bala indo até Colt. A batalha está acontecendo em uma rua nevada vazia, à noite, com um carro vintage estacionado atrás da mulher com o facão, embaixo de um letreiro de neon que diz “CANDY” em letras coloridas e maiúsculas. O resto da rua é iluminado com lâmpadas esféricas dispostas ao longo de fios por entre os prédios, e vemos um cartaz vermelho ao fundo, com os dizeres “JUMP TO YOUR DEATH!” escritos em letras brancas maiúsculas." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/deathloop-gabriel-arruda.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/deathloop-gabriel-arruda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/deathloop-gabriel-arruda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/deathloop-gabriel-arruda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/deathloop-gabriel-arruda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/deathloop-gabriel-arruda-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26165" class="wp-caption-text">Deathloop foi o jogo mais indicado do The Game Awards 2021, levando para casa as estatuetas de Melhor Direção de Arte e Melhor Direção de Jogo (Foto: Bethesda Softworks)</figcaption></figure>
<p><b>Deathloop</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O </span><i><span style="font-weight: 400;">Loop</span></i><span style="font-weight: 400;"> é conhecimento”: este é o mantra de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8A3FZ0NuXXM"><i><span style="font-weight: 400;">Deathloop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova produção dos criadores da série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mQuHpdUbq6U"><i><span style="font-weight: 400;">Dishonored</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Você pode tentar pegar uma arma e tentar atirar em tudo que ver pela frente, mas não é assim que você derrota o </span><i><span style="font-weight: 400;">loop </span></i><span style="font-weight: 400;">temporal no qual o protagonista, Colt, se encontra. Com o objetivo de matar oito alvos na pequena ilha de Blackreef antes que o dia acabe, o jogador tem que usar as informações que adquire em cada ciclo para otimizar sua abordagem, em busca de arranjar um jeito de riscar todos os nomes de sua lista antes que Julianna, sua rival rancorosa e responsável pela segurança dos chamados “Visionários”, te ache primeiro.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Deathloop</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um quebra-cabeça vivo e pulsante, que fala com o jogador a cada passo de Colt, e um mundo que reage vivamente às suas escolhas e oferece uma liberdade de movimento não-linear que apenas a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=93LLB_tKNZ0"><i><span style="font-weight: 400;">Arkane Studios</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é capaz de oferecer. Com uma trama que se desenvolve através das pistas encontradas e as excelentes performances de Jason E. Kelley e Ozioma Akagha como os assassinos briguentos, contando ainda com uma </span><a href="https://www.wired.com/story/deathloop-game-art-style/"><span style="font-weight: 400;">direção de arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> modernista saída diretamente dos anos 60 e um modo </span><i><span style="font-weight: 400;">multiplayer </span></i><span style="font-weight: 400;">maquiavélico, </span><i><span style="font-weight: 400;">Deathloop </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma exploração infinitamente divertida e recompensadora de ansiedades contemporâneas e a própria natureza de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> como um meio.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Momentos Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">a “primeira” vez que Julianna te mata e o caminho para chegar até o </span><i><span style="font-weight: 400;">loop </span></i><span style="font-weight: 400;">perfeito.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26166" aria-describedby="caption-attachment-26166" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-26166" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/final-fantasy-xiv-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena do jogo Final Fantasy XIV: Endwalker. Emet-Selch, de perfil, na frente de um espaço estrelado , com ruínas ao negro à direita, ao fundo. Emet-Selch é um homem caucasiano de olhos amarelos e cabelos brancos e longos puxados para trás. Uma luz azul clara o ilumina, e ele olha para frente de maneira tranquila." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/final-fantasy-xiv-gabriel-arruda.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/final-fantasy-xiv-gabriel-arruda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/final-fantasy-xiv-gabriel-arruda-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26166" class="wp-caption-text">“Além do limite do destino, soam lâminas sombrias e luminosas, anunciando a chegada do Fim.” (Foto: Square Enix)</figcaption></figure>
<p><b>Final Fantasy XIV: Endwalker</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se há uma coisa que não falta na indústria de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> são histórias de </span><a href="https://www.ign.com/articles/biggest-video-game-comebacks"><span style="font-weight: 400;">superação</span></a><span style="font-weight: 400;">: títulos que começaram com notas terríveis e foram, pouco a pouco, conquistando novamente seus jogadores através de novas expansões e atualizações. Porém, talvez nenhuma dessas histórias brilhe tanto quanto a de </span><i><span style="font-weight: 400;">Final Fantasy XIV Online</span></i><span style="font-weight: 400;">, que começou em 2010 como um </span><i><span style="font-weight: 400;">MMORPG</span></i> <a href="https://www.wired.com/2010/10/final-fantasy-xiv-reviews/"><span style="font-weight: 400;">ultrapassado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e hoje é reconhecida como uma das melhores tramas da famosa franquia da </span><i><span style="font-weight: 400;">Square Enix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o lançamento da expansão </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zTTtd6bnhFs"><i><span style="font-weight: 400;">Endwalker</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a obra se consagra como tal e fecha uma história contada por anos de maneira satisfatória e subversiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo diretamente os aclamados eventos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4tyuIh12_HU"><i><span style="font-weight: 400;">Shadowbringers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), a nova expansão conta seus acontecimentos com admirável confiança, graças ao retorno da roteirista </span><a href="https://www.vg247.com/final-fantasy-14-shadowbringers-interview-best-final-fantasy-in-years"><span style="font-weight: 400;">Natsuko Ishikawa</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, junto com o resto da direção criativa, entregam um fim digno para vários dos arcos iniciados anos atrás, se diferenciando de outros títulos do mercado pela profundidade de seus personagens e se posicionando como um verdadeiro marco na história do gênero. Juntando a tudo isso a adição de duas novas e dinâmicas classes, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FXYUjJrGMjA"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Masayoshi Soken e mais de 50 horas de atividades, </span><i><span style="font-weight: 400;">Final Fantasy XIV: Endwalker</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais do que mereceu a estatueta de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mUj1dGY5rpM"><span style="font-weight: 400;">Melhor Jogo Contínuo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1469449496400646146?s=20&amp;t=z1L6CPrDi4qCjHvyZHiC1Q"><i><span style="font-weight: 400;">The Game Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Momentos Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">o encontro de Emet-Selch, Hythlodaeus e Venat em Elpis e o discurso final de G’raha Tia.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26167" aria-describedby="caption-attachment-26167" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26167" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/halo-manchete.jpg" alt="Cena do jogo Halo Infinite que mostra o protagonista Master Chief mirando uma paisagem de montanhas." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/halo-manchete.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/halo-manchete-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/halo-manchete-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/halo-manchete-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/halo-manchete-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/halo-manchete-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26167" class="wp-caption-text">Halo Infinite colocou Master Chief em um mundo novo pronto para ser explorado, e o resultado foi uma mistura surpreendente de nostalgia e novidade dentro de um ‘jogo de tiro’ (Foto: 343 Industries/Xbox Game Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Halo Infinite</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PyMlV5_HRWk"><i><span style="font-weight: 400;">Halo Infinite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi tão bem feito que poderia facilmente ser transformado em um filme. A franquia sempre foi gloriosa na ação e aventura, mas seu último lançamento é, sem dúvidas, o melhor jogo de tiro de 2021, com seus gráficos e ambientação fantásticos do anel </span><i><span style="font-weight: 400;">Zeta Halo</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a jogabilidade que a última geração de consoles da </span><i><span style="font-weight: 400;">Microsoft</span></i><span style="font-weight: 400;"> exige. No </span><a href="https://www.theenemy.com.br/xbox/jogamos-halo-infinite-campanha"><span style="font-weight: 400;">modo campanha</span></a><span style="font-weight: 400;">, a história enfatiza o desafio de Master Chief contra os Banidos, após ter sido lançado no espaço em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FlTEpNJc_LQ"><i><span style="font-weight: 400;">Halo 5</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Enquanto isso, o </span><i><span style="font-weight: 400;">multiplayer</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma porta de entrada para que novos jogadores conheçam a franquia. A combinação de tradição e atualizações foi perfeita para mostrar que </span><i><span style="font-weight: 400;">Infinite</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o começo do futuro para o jogo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A desenvolvedora </span><i><span style="font-weight: 400;">343 Industries</span></i> <a href="https://br.ign.com/halo-infinite/95080/review/review-halo-infinite"><span style="font-weight: 400;">cumpriu o desafio</span></a><span style="font-weight: 400;"> de reviver a história depois de 6 anos do último jogo lançado, e dar destaque para Master Chief antes de entregar nos braços dos fãs a grande novidade de poder explorar um mundo aberto na franquia. As missões são desbloqueadas aos poucos, conforme a própria história do jogo avança e novas áreas são conquistadas, o que trouxe uma jogabilidade sensacional no novo modo. Depois de </span><a href="https://observatoriodegames.uol.com.br/xbox/xbox-series-x/phil-spencer-admite-que-a-revelacao-original-de-halo-infinite-nao-foi-feita-corretamente"><span style="font-weight: 400;">muito atraso</span></a><span style="font-weight: 400;"> na continuação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halo</span></i><span style="font-weight: 400;"> por sua péssima primeira impressão em 2020, o resultado entregue foi tão exemplar que rendeu ao jogo o prêmio do público, </span><i><span style="font-weight: 400;">Player’s Voice Award</span></i><span style="font-weight: 400;">, no </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1469449496400646146?s=21"><i><span style="font-weight: 400;">The Game Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2021. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Momentos Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">os ecos da Cortana enquanto o Master Chief procura pela sua nova Inteligência Artificial Arma na introdução do jogo; a </span><i><span style="font-weight: 400;">cutscene </span></i><span style="font-weight: 400;">da vilã Harbinger iniciando a “Reforma”; e a luta dentro do Auditório Silencioso que revela a morte da Cortana.</span></p>
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<figure id="attachment_26168" aria-describedby="caption-attachment-26168" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26168" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/it-takes-two-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena do jogo It Takes Two. Cody e May estão sentados num sofá, presos por travas na cintura, sendo aconselhados pelo Dr. Hakim. Cody (à esquerda) é um boneco de argila com cabelo feito de grama e uma camiseta de tecido laranja remendada, com um broche verde na forma de uma folha no peitoral esquerdo e uma calça cinza e verde. May (à direita) é uma boneca de madeira com cabelo feito de fio de lã azul e uma camiseta amarela feita de tecido e calças azuis remendadas e um broche azul no peito direito. Atrás do sofá, o Dr. Hakim é um livro vermelho com boca sorridente e olhos e humanos, sobrancelhas e bigode formados por fitas rosas e mãos formadas por folhas de papel rasgadas. Em sua capa, em letras douradas cursivas, lê-se “Book of Love”, com o “o” de “love” estilizado na forma de um coração. Abaixo do título, o nome “Dr. Hakim” numa fonte menor. May e Cody estão sentados num sofá vermelho, presos por duas travas douradas que partem dos acentos e abraçam suas cinturas. Atrás deles, um fundo branco infinito se estende." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/it-takes-two-gabriel-arruda.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/it-takes-two-gabriel-arruda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/it-takes-two-gabriel-arruda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/it-takes-two-gabriel-arruda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/it-takes-two-gabriel-arruda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/it-takes-two-gabriel-arruda-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26168" class="wp-caption-text">Você já viu dois personagens e pensou “Tudo que eles precisam é de uma sessão de terapia”? (Foto: EA)</figcaption></figure>
<p><b>It Takes Two</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Certamente tivemos muitos momentos intensos nos jogos em 2021, mas uma das experiências mais marcantes foi baseada em nada mais do que amizade e cooperação. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EHxWT8Ol66I"><i><span style="font-weight: 400;">It Takes Two</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o mais novo título do estimado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=blwlcwlAXwA"><span style="font-weight: 400;">estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">Hazelight</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> te coloca na pele de um casal em vias de se separar, mas que são forçados a trabalhar juntos, após um pedido de sua filha os transformar em miniaturas de argila e madeira. A partir daí, os dois são lançados em uma versão alternativa de sua própria casa, recheada por personagens fantásticos enquanto vão, pouco a pouco, reconstruindo seu relacionamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Às vezes, sua estética o faz parecer uma mistura louca entre </span><a href="https://personaunesp.com.br/toy-story-3-10-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-nossa-mente-mais-complexa-que-parece/"><i><span style="font-weight: 400;">Divertida Mente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mas apesar do visual singular, há um sabor especial na obra que se diferencia e oferece seu próprio valor sentimental, unindo a narrativa à jogabilidade e criando vínculos reais entre seus jogadores que, em uma época de isolamento social, são mais importantes do que nunca. Ganhando o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oTo_fc7k7HY"><span style="font-weight: 400;">prêmio máximo</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1469449496400646146?s=20&amp;t=z1L6CPrDi4qCjHvyZHiC1Q"><i><span style="font-weight: 400;">The Game Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">It Takes Two</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um jogo enganosamente simples, mas que se torna maior que a soma de suas partes por meio do amor que seus desenvolvedores projetam em cada um de seus aspectos.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Momentos Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> o mergulho psicodélico dentro de um lago subterrâneo; o <em>RPG</em> isométrico que nos transformou em cavaleiras e magos; e aquela vez em que nós tivemos que esquartejar um elefante de pelúcia.</span></p>
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<figure id="attachment_26169" aria-describedby="caption-attachment-26169" style="width: 1618px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26169" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kena-manchete.jpg" alt="Cena do jogo Kena: Bridge of Spirits que mostra a protagonista Kena encarando uma máscara de raposa dourada flutuando em sua frente." width="1618" height="951" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kena-manchete.jpg 1618w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kena-manchete-800x470.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kena-manchete-1024x602.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kena-manchete-768x451.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kena-manchete-1536x903.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kena-manchete-1200x705.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26169" class="wp-caption-text">A história bonita e sensível de Kena: Bridge of Spirits foi acompanhada por brilhantes cutscenes e uma mágica trilha sonora, sem interferir na jogabilidade (Foto: Ember Lab)</figcaption></figure>
<p><b>Kena: Bridge of Spirits</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O melhor jogo de 2021, </span><a href="https://youtu.be/pWh5388AEHw"><i><span style="font-weight: 400;">Kena: Bridge of Spirits</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> parece uma genuína animação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ninguém esperava que os gráficos seriam tão incríveis ou que a história fosse tão emocionante, mesmo que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Ember Lab</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua produtora independente, fizesse animações antes de adentrar no mundo dos </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;">. Para além dos gráficos, o estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">adventure </span></i><span style="font-weight: 400;">resgatou a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/voxel/226542-kena-bridge-of-spirits-jornada-deliciosamente-retro.htm"><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> de exploração</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o diferencial do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um mapa de tamanho ideal. A experiência de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kena</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser traduzida como uma imersão emocionante e única em meio aos demais lançamentos do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu enredo, desenrolado em um vilarejo assombrado por espíritos que não conseguiram descansar após a morte, e a jornada da protagonista em guiá-los para a paz, vai magicamente conquistando o coração, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Kena</span></i><span style="font-weight: 400;"> transforma a paisagem em uma encantadora floresta montanhosa e conhece criaturas incríveis em sua jornada. Não por acaso, ele foi o </span><a href="https://dropsdejogos.uai.com.br/noticias/indie/veja-o-momento-que-kena-bridge-of-spirits-vence-como-melhor-indie-no-tga/"><span style="font-weight: 400;">ganhador</span></a><span style="font-weight: 400;"> da categoria Melhor Jogo Independente no </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1469449496400646146?s=21"><i><span style="font-weight: 400;">The Game Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2021, sendo mais um estímulo para que a protagonista e seus amigos </span><a href="https://www.playstation.com/pt-br/games/kena-bridge-of-spirits/meet-the-rot-kena-bridge-of-spirits-cute-sidekick-creatures/"><i><span style="font-weight: 400;">Rots</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhem uma merecida continuação. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Momentos Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> a interação de Kena com os Rots, que é especialmente fofa quando ela os encontra, ou os dá chapéus, pulam em sua cabeça e nadam atrás dela; o momento em que Kena descobre a história das 3 primeiras almas que precisa guiar; e a história do último espírito e sua conexão com cada personagem e característica do jogo.</span></p>
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<figure id="attachment_26170" aria-describedby="caption-attachment-26170" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26170" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/life-is-strange-true-colors-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena do jogo Life is Strange: True Colors. Alex Chen, uma mulher asiática de cabelos pretos e lisos penteados para a direita, está virada para a frente e olha para a direita. Ela tem olhos castanhos, usa óculos grandes de armação vermelha fina e arredondada e uma jaqueta jeans por cima de um moletom azul com o capuz abaixado. Atrás dela, fora de foco, à esquerda podemos ver um poste de madeira circulado por flores violetas. À direita, podemos ver um canteiro de flores rosas e, mais atrás, uma casa amarela fora de foco. A cena se passa ao final do dia, com o Sol se pondo. Costurado no peito esquerdo da jaqueta de Alex, podemos ver a cabeça de um tigre aparecendo." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/life-is-strange-true-colors-gabriel-arruda.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/life-is-strange-true-colors-gabriel-arruda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/life-is-strange-true-colors-gabriel-arruda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/life-is-strange-true-colors-gabriel-arruda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/life-is-strange-true-colors-gabriel-arruda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/life-is-strange-true-colors-gabriel-arruda-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26170" class="wp-caption-text">Assim como seus antecessores, Life is Strange: True Colors ganhou na categoria Games for Impact do The Game Awards 2021, por conta de sua forte trama emocional (Foto: Square Enix)</figcaption></figure>
<p><b>Life is Strange: True Colors</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Deck Nine Games</span></i><span style="font-weight: 400;"> (a mesma por trás do fantástico </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bVq3JMcA9qQ"><i><span style="font-weight: 400;">Before The Storm</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b6CkzwVAr0M"><i><span style="font-weight: 400;">Life is Strange: True Colors</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é o terceiro lançamento principal da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jY5neHkqT_Y"><span style="font-weight: 400;">famosa franquia</span></a><span style="font-weight: 400;"> episódica da </span><i><span style="font-weight: 400;">Square Enix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seguindo o formato antológico de seus antecessores, o novo capítulo da série apresenta uma nova protagonista tendo que lidar com poderes sobrenaturais e o mundo à sua volta. Alex Chen (interpretada excepcionalmente por Erika Mori) se revela logo na narrativa como a melhor personagem que a franquia já nos ofereceu, possuidora de uma maturidade única e de uma profundidade que faltavam nos outros títulos, fruto das dificuldades pelas quais passou antes mesmo de assumirmos controle de seus passos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O poder de ver as emoções dos outros através de auras coloridas se adequa unicamente à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_BxyzLiy3MU"><span style="font-weight: 400;">trama de </span><i><span style="font-weight: 400;">True Colors</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que lida com temas de empatia, pertencimento e luto de maneira mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4e8YojXVdGY"><span style="font-weight: 400;">sutil e sensível</span></a><span style="font-weight: 400;"> que os jogos anteriores, mas sem nunca perder o charme que conquistou milhões de jogadores. Com o uso de tecnologia de captura de movimentos para trazer suas atuações para o primeiro plano, a nova adição da </span><i><span style="font-weight: 400;">Deck Nine</span></i><span style="font-weight: 400;"> estabelece um novo patamar para envolvimento emocional narrativo dentro da série, oferecendo escolhas introspectivas e silenciosas que vão se acumulando mais e mais, explodindo em um final completamente arrebatador. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Momentos Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> o </span><a href="https://dropsdejogos.uai.com.br/noticias/no-larp-o-live-action-de-rpg-sem-dados-ou-fichas-o-publico-e-o-artista-afirma-pesquisador/"><span style="font-weight: 400;">LARP</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Haven Springs para animar Ethan; o beijo de Alex no Festival de Primavera e a explosão de cores que ele causa; e a última conversa entre Alex e Gabe no telhado.</span></p>
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<figure id="attachment_26171" aria-describedby="caption-attachment-26171" style="width: 1917px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26171" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/RatchetClank-Enrico-Souto.jpg" alt="Cena do jogo Ratchet &amp; Clank: Em Uma Outra Dimensão. Imagem colorida e retangular. Nela, vemos duas pessoas de perfil, se encarando com sorrisos tímidos. Ambos são animais antropomorfizados, semelhantes a felinos, com longas orelhas como as de raposas e listras em suas pelagens. Do lado esquerdo da imagem, está Ratchet. Ele tem olhos verdes, usa uma proteção de couro na cabeça e sua pelagem é alaranjada. Além disso, ele veste uma camiseta laranja e longas luvas marrons, que se estendem até seus cotovelos. Atrás dele, preso em suas costas, está Clank, um pequeno robô prateado, com olhos esverdeados e uma antena vermelha na cabeça. Já do lado direito da imagem, está Rivet. Ela tem olhos azuis, tem óculos de proteção presos sobre sua cabeça, usa brincos prateados nas orelhas e sua pelagem é azulada. Além disso, ela veste um cachecol vermelho, uma regata azul-escura e longas luvas alaranjadas que se estendem até o seu cotovelo. Mais ao fundo, desfocado, pode-se ver a silhueta de um homem de pele verde vestindo uma armadura. O cenário é noite." width="1917" height="978" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/RatchetClank-Enrico-Souto.jpg 1917w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/RatchetClank-Enrico-Souto-800x408.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/RatchetClank-Enrico-Souto-1024x522.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/RatchetClank-Enrico-Souto-768x392.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/RatchetClank-Enrico-Souto-1536x784.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/RatchetClank-Enrico-Souto-1200x612.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26171" class="wp-caption-text">A encantadora Rivet é um refresco muito bem-vindo à saga exclusiva dos consoles da Sony, e espera-se que ela continue aparecendo em próximas sequências (Foto: Insomniac Games)</figcaption></figure>
<p><b>Ratchet &amp; Clank: Em Uma Outra Dimensão (Ratchet &amp; Clank: Rift Apart)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ratchet e Clank, heróis intergalácticos, precisam enfrentar Dr. Nefarious e seu maligno plano de aniquilar o universo. Esse tem sido um roteiro padrão desde o início da franquia </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/voxel/221293-ratchet-clank-pior-melhor-segundo-critica.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Ratchet &amp; Clank</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Rift Apart</span></i><span style="font-weight: 400;"> não parece interessado em propor mudanças, em vários sentidos. À título de exemplo, a inconfundível </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 3ª pessoa da série, que mistura elementos de jogos de tiro com plataforma, mantém-se presente, frenética e estimulante como nunca. E de fato, em time que ganha não se mexe. A novidade do novo título da </span><a href="https://www.smh.com.au/technology/video-games/miles-morales-makes-for-a-sensational-second-spider-story-20201106-p56c46.html"><i><span style="font-weight: 400;">Insomniac Games</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está em outro lugar. Se a típica ameaça de Nefarious continua, ela agora vem acompanhada de viagens </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><span style="font-weight: 400;">interdimensionais</span></a><span style="font-weight: 400;"> a </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">contrapartes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de outra realidade. Uma premissa curiosa, que entretanto não passa de um pretexto. Na verdade, </span><a href="https://www.ign.com/articles/ratchet-and-clank-rift-apart-ps5-review"><i><span style="font-weight: 400;">Ratchet &amp; Clank: Rift Apart</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, assim como </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/voxel/jogos/knack/analise"><i><span style="font-weight: 400;">Knack</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi para o antecessor </span><i><span style="font-weight: 400;">PS4</span></i><span style="font-weight: 400;">, tem como principal finalidade testar os limites de performance do </span><i><span style="font-weight: 400;">PlayStation 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, sobretudo, de seu </span><a href="https://tecnoblog.net/meiobit/418725/sony-playstation-5-ps5-especificacoes-ficha-tecnica/"><span style="font-weight: 400;">potente SSD</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, nesse âmbito, não há do que reclamar. O </span><i><span style="font-weight: 400;">loading</span></i><span style="font-weight: 400;"> quase inexistente concedido pelo console proporciona mudanças de cenário praticamente instantâneas e sequências de ação ainda mais vívidas e eletrizantes. Além disso, a aplicação impressionante da tecnologia do </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2018/04/o-que-e-ray-tracing-veja-como-funciona-a-tecnologia-para-placas-de-video.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">ray tracing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> transforma </span><i><span style="font-weight: 400;">Rift Apart</span></i><span style="font-weight: 400;"> na melhor demonstração gráfica do </span><i><span style="font-weight: 400;">PS5</span></i><span style="font-weight: 400;"> até aqui – durante a jogatina, é difícil não imaginar estar controlando uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/soul-critica/"><span style="font-weight: 400;">animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="https://personaunesp.com.br/historia-pixar-como-revolucionou-mundo-cinema/"><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. E mais boas notícias: o brilho de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ratchet &amp; Clank: Em Uma Outra Dimensão</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai muito além de uma amostra tecnológica. O jogo apresenta uma narrativa cativante, com um humor mordaz, acessível, e cheio de personagens carismáticos. A adição da Rivet, que divide o protagonismo com Ratchet, não apenas acrescenta à jogabilidade e à história, como também fortalece as relações e dinâmicas da equipe. E se é esse nível de qualidade que a </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-01/coluna-corrida-da-nova-geracao-de-videogames"><span style="font-weight: 400;">atual geração</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem a nos oferecer, então estaremos muito bem servidos. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Momentos Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">a missão na Base Pirata de Ardolis;</span> <span style="font-weight: 400;">e o resgate de Ratchet e Kit.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26172" aria-describedby="caption-attachment-26172" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26172" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/resident-evil-village-gabriel-arruda.jpeg" alt="Cena do jogo Resident Evil Village. A família de vilões se reúne para discutir o que fazer com Ethan Winters em uma construção desmoronada. No centro da foto, alguns degraus acima de outros personagens, Mãe Miranda, uma mulher caucasiana magra, se ergue de modo empoderado, usando um hábito negro com os braços estendidos para os lados e as palmas para frente, com quatro pares de asas negras deixando se estendendo atrás de si. Ela usa uma máscara dourada e um halo estilizado atrás de si. Atrás dela, diversos humanóides bestiais estão empertigados em vigas ou ruínas expostas, iluminados por um grande buraco no teto. Um pouco atrás de Mãe Miranda, à esquerda, Donna Beneviento, uma figura oculta por um véu negro, está sentada obedientemente. Abaixo dos degraus, à direita, Lady Dimitrescu, uma mulher caucasiana magra e gigantesca, de olhos amarelos e cabelos pretos, se senta numa cadeira de madeira velha. Ela usa um vestido branco longo, um chapéu de aba larga preto e fuma um cigarro que segura na mão direita, preso num suporte. Na frente dela, uma boneca de cordas em vestido de noiva feita de porcelana está de pé, sozinha, olhando para frente. Do lado esquerdo, Karl Heisenberg, um homem caucasiano de cabelos cinza e óculos escuros, está de pernas cruzadas, esparramado num banco, usando um sobretudo cinza e um chapéu marrom, calças cinza-escuras e botas pretas, segurando um charuto entre os dedos. Atrás dele, Moreau, um homem deformado e corcunda encapuzado por um tipo de lona escura, com uma coroa de ossos amarrados na cabeça e um rosto inchado de bolhas. O pé da escada é iluminado por algumas velas de ambos os lados." width="1920" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/resident-evil-village-gabriel-arruda.jpeg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/resident-evil-village-gabriel-arruda-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/resident-evil-village-gabriel-arruda-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/resident-evil-village-gabriel-arruda-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/resident-evil-village-gabriel-arruda-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/resident-evil-village-gabriel-arruda-1200x600.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26172" class="wp-caption-text">Resident Evil Village oferece alguns dos melhores vilões de toda a série (Foto: Capcom)</figcaption></figure>
<p><b>Resident Evil Village</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado no aniversário de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v3QW-CX9_A0"><span style="font-weight: 400;">25 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> da icônica série de terror da </span><i><span style="font-weight: 400;">Capcom</span></i><span style="font-weight: 400;">, o oitavo capítulo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil </span></i><span style="font-weight: 400;">parece simultaneamente abraçar o passado enquanto olha para o futuro. Sequência direta de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oZ6-9aLZs3s"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 7 biohazard</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova adição à franquia mantém a divisiva perspectiva em primeira pessoa que marcou sua antecessora, mas também retoma alguns dos elementos mais celebrados de sua história, tal como o personagem Mercador, o manejamento de inventário e o famoso modo Mercenários de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G_yvkRRV1h4"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 4</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mais ainda do que os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u3wS-Q2KBpk"><i><span style="font-weight: 400;">remakes </span></i><span style="font-weight: 400;">recentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Village</span></i><span style="font-weight: 400;"> se lê como uma carta de amor para seus fãs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de carecer de uma trama tão marcante quanto as outras, sua direção de arte eclética e sua pseudo família de vilões mutantes têm charme de sobra para cativar os jogadores do início ao fim da aventura: a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6KvMNrmZuvc"><span style="font-weight: 400;">premiada</span></a> <span style="font-weight: 400;">performance </span><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EBI59ZdP6mY"><span style="font-weight: 400;">Maggie Robertson</span></a><span style="font-weight: 400;"> como a gigantesca Lady Dimitrescu </span><a href="https://www.polygon.com/2021/1/15/22233028/resident-evil-village-capcom-preview-fans-love-big-vampire-lady"><span style="font-weight: 400;">dominou a <em>internet</em></span></a><span style="font-weight: 400;"> antes mesmo de sabermos seu nome, inspirando incontáveis </span><a href="https://www.pcgamer.com/the-flood-of-lady-dimitrescu-fanart-will-drown-us-all-and-we-will-like-it/"><i><span style="font-weight: 400;">fanarts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://screenrant.com/resident-evil-8-village-best-lady-dimitrescu-cosplays/"><i><span style="font-weight: 400;">cosplays</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com uma mistura única de ação e terror em primeira pessoa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil Village</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz sua marca na série e, graças ao carisma de seus personagens, marca os jogadores também.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Momentos Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> a luta contra Lady Dimitrescu no castelo e a revelação de sua forma final; a fuga do bebê monstruoso na mansão Beneviento; e a investida final contra Mãe Miranda nos pés de Chris Redfield.</span></p>
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<figure id="attachment_26173" aria-describedby="caption-attachment-26173" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26173" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/subnautica-manchete.jpg" alt="Cena do jogo Subnautica: Below Zero que mostra um alienígena robótico fazendo diversas funções ao mesmo tempo através de braços robóticos que sobrevoam ao seu redor. O alienígena é bípede, está ao centro, e é uma criatura alta, com uma cabeça em formato semelhante à letra ‘V’ e olhos roxos brilhantes no mesmo formato ao centro, enquanto seus braços parecem finas armaduras e suas grossas pernas lembram um bode nas patas traseiras, todo o seu corpo tem linhas roxas brilhantes. O fundo é uma construção alienígena de luzes verdes." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/subnautica-manchete.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/subnautica-manchete-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/subnautica-manchete-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/subnautica-manchete-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/subnautica-manchete-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/subnautica-manchete-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26173" class="wp-caption-text">Subnautica: Below Zero aprofundou sua lição de moral sobre a grandeza de planetas e espécies desconhecidas, provando ser mais do que um jogo de sobrevivência (Foto: Unknown Worlds Entertainment/Shiny Shoe LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Subnautica: Below Zero</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rdix1XxaZyU"><i><span style="font-weight: 400;">Subnautica: Below Zero</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um exemplo de como uma continuação consegue expandir o mapa de exploração de um jogo. A habilidade das produtoras </span><i><span style="font-weight: 400;">Unknown Worlds Entertainment </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Shiny Shoe LLC </span></i><span style="font-weight: 400;">em criar outro mundo, diferente do primeiro e com novos biomas explorados com complexidade, foi exemplar. A segunda parte da franquia de </span><a href="https://www.ign.com/articles/2018/01/26/subnautica-review"><i><span style="font-weight: 400;">Subnautica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também mostrou que explorar um mapa embaixo d’água é tão maneiro quanto se enfiar em montanhas cobertas de neve, sendo um dos melhores lançamentos de 2021. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mérito do jogo, mais uma vez, é sua história cada vez mais bonita sobre a sobrevivência e recuperação de planetas alienígenas infectados por um vírus. Seu </span><a href="https://www.ign.com/articles/subnautica-below-zero-review"><span style="font-weight: 400;">mundo aberto</span></a><span style="font-weight: 400;"> é fantástico, construído sabiamente para combinar a exploração, sobrevivência e ensinamentos sobre o desconhecido em uma </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;">. A continuação conseguiu manter seu mistério, revelando peças importantes e fantásticas como o Arquiteto, e deixando novamente um final aberto para </span><a href="https://www.inverse.com/gaming/subnautica-3-below-zero-director-interview"><span style="font-weight: 400;">a continuação</span></a><span style="font-weight: 400;">, que acontecerá, mas em um futuro desconhecido. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Momentos Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">a</span> <span style="font-weight: 400;">exploração no gelo onde outros humanos habitavam anteriormente e realizavam pesquisas em criaturas do planeta; e a descoberta do Arquiteto e das construções alienígenas no subterrâneo.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26174" aria-describedby="caption-attachment-26174" style="width: 1460px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26174" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Unsighted-Enrico-Souto.jpg" alt="Cena do jogo em pixel art Unsighted. Imagem colorida e retangular. Nela, vemos duas mulheres descansando em uma floresta e olhando romanticamente uma para a outra. Primeiro, sentada, está Raquel. Ela tem seu corpo feito de metal prateado, tem cabelos longos da cor rosa e veste uma regata e calça da mesma cor. Apoiando sua cabeça sobre a coxa de Raquel, está Alma. Ela é negra, tem cabelos brancos, e usa uma armadura azul. As duas dão as mãos, e Raquel acaricia os cabelos de Alma com a outra." width="1460" height="821" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Unsighted-Enrico-Souto.jpg 1460w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Unsighted-Enrico-Souto-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Unsighted-Enrico-Souto-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Unsighted-Enrico-Souto-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Unsighted-Enrico-Souto-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26174" class="wp-caption-text">Eu e minha casa shippamos Alma e Raquel (Foto: Humble Games)</figcaption></figure>
<p><b>Unsighted</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma indústria de </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;"> cujo </span><a href="https://dropsdejogos.uai.com.br/noticias/cyberpunk-2077-continua-cheio-de-bugs-mesmo-apos-atualizacoes/"><span style="font-weight: 400;">maior </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> propõe um exercício vazio e descontextualizado da estética </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/informatica/cyberpunk.htm"><i><span style="font-weight: 400;">cyberpunk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a custo de uma </span><a href="https://www.polygon.com/2020/12/4/21575914/cyberpunk-2077-release-crunch-labor-delays-cd-projekt-red"><span style="font-weight: 400;">lógica de produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> exploratória que abusa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gl5FWY0ON1A"><span style="font-weight: 400;">milhares de trabalhadoras</span></a><span style="font-weight: 400;">, é um jogo </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">, brasileiro, produzido por uma equipe de duas </span><i><span style="font-weight: 400;">gamedevs</span></i><span style="font-weight: 400;"> trans, que proporciona o mais imaculado dos feitos da ficção científica recente. Tiana Pixel e Fernanda Dias formam o corpo da </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/12/primeiras-transexuais-a-criarem-um-game-no-brasil-buscam-empatia-e-inclusao.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Studio Pixel Punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, desenvolvedora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Unsighted</span></i><span style="font-weight: 400;">: um jogo </span><i><span style="font-weight: 400;">pixel art</span></i><span style="font-weight: 400;"> que segue uma jogabilidade de </span><a href="https://www.gameblast.com.br/2015/04/metroidvania-historia-de-um-genero.html"><i><span style="font-weight: 400;">Metroidvania</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em uma perspectiva de câmera </span><a href="https://www.giantbomb.com/top-down-perspective/3015-788/"><i><span style="font-weight: 400;">top down</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Um monte de </span><a href="http://www.sbgames.org/sbgames2015/anaispdf/cultura-short/147938.pdf"><span style="font-weight: 400;">verborragia </span><i><span style="font-weight: 400;">gamer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que sozinho jamais definiria a riqueza tanto de sua </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> desafiadora, mas intuitiva e divertida, quanto da diversidade de seu elenco de personagens, repleto de vivências </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/lgbtqia/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> representadas com a maior honestidade e humanidade possível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cenário é Arcadia, um mundo arruinado após uma guerra entre humanos e autômatos. Controlamos Alma, uma dessas androides, que corre contra o tempo para salvar a si e a seu povo de se transformarem em máquinas de matar isentos de consciência: os Unsighted. Porém, apesar do tom de urgência e do limite de tempo, que tornam tudo ainda mais desesperador, somos imersos naturalmente na mitologia do jogo, construindo vínculos sinceros com os habitantes da vila, de modo que realmente sentimos vida naquele universo. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Unsighted</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá total liberdade para que o jogador possa se </span><a href="https://mimimidias.podbean.com/e/048-unsighted-fernanda-e-tiani-lancaram-um-jogo-para-voce-se-expressar-como-quiser/"><span style="font-weight: 400;">expressar como quiser</span></a><span style="font-weight: 400;">, tornando cada experiência com a história única e autêntica. O </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta múltiplos caminhos, mas que são ordenados de maneira tão orgânica, que sequer percebemos quando tomamos decisões. Com uma história poderosa – e sempre política – sobre traumas, afetos e as mazelas de um sistema capitalista cruel, </span><i><span style="font-weight: 400;">Unsighted</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a obra mais viva do ano. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Momentos Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">a primeira aparição de um Unsighted; e a busca por Prometeu, Cavaleire dos Ventos</span></p>
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		<title>Round 6: jogos infantis nunca foram tão perigosos</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2021 12:30:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabrielli Natividade da Silva  Round 6, a nova série original da Netflix, foi lançada no dia 17 de setembro e já conta com uma legião de fãs e recordes de audiência. A história narra como 456 pessoas afundadas em dívidas aceitaram participar de uma sequência de seis jogos, onde o vitorioso levaria um prêmio bilionário &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/round-6-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Round 6: jogos infantis nunca foram tão perigosos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24459" aria-describedby="caption-attachment-24459" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24459" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-3.jpg" alt="Cena da série Round 6. Ao centro é possível ver um dos funcionários dos jogos, vestindo um macacão vermelho e uma máscara que cobre todo o seu rosto, é preta e tem um triângulo branco desenhado, ele está carregando um rifle. Atrás de si estão vários jogadores de costas e enfileirados, todos vestem um conjunto de moletom verde escuro e com listras brancas laterais, também são vistos outros funcionários. Ao fundo na imagem, pode-se ver um muro pintado com um céu azul e nuvens e alguns brinquedos de playground bem maiores que o normal. " width="1500" height="844" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-3.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24459" class="wp-caption-text">Ocupando o 1º lugar na Netflix de quase 100 países, Round 6 é o novo fenômeno da plataforma (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Gabrielli Natividade da Silva </b></p>
<p><a href="https://youtu.be/Ncra_hUVtMM"><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova série original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi lançada no dia 17 de setembro e já conta com uma legião de fãs e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/round-6-e-primeira-serie-da-netflix-alcancar-topo-de-83-paises-entenda/"><span style="font-weight: 400;">recordes de audiência</span></a><span style="font-weight: 400;">. A história narra como 456 pessoas afundadas em dívidas aceitaram participar de uma sequência de seis jogos, onde o vitorioso levaria um prêmio bilionário e os perdedores morreriam. Claro, jogos de sobrevivência não são novidade – alguns sucessos como </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/jogos-mortais-segredos-curiosidades-186738/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Mortais</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2019/02/06/escape-room-10-motivos-pelos-quais-filme-pode-ser-ou-nao-o-novo-jogos-mortais-g1-ja-viu.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Escape Room</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">já retrataram isso antes –, contudo as semelhanças param por aí. </span><i><span style="font-weight: 400;">Squid Game </span></i><span style="font-weight: 400;">tem um roteiro muito original, que oferece não só ação como um conceito e uma crítica muito importantes por trás de tudo, além de uma estética nova que mistura um pouco da realidade com elementos surreais. </span></p>
<p><span id="more-24457"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por trás das câmeras de </span><i><span style="font-weight: 400;">Round 6, </span></i><span style="font-weight: 400;">o grande responsável pela fama da série é o diretor e roteirista </span><a href="https://www.instagram.com/hwangdonghyukdirector/"><span style="font-weight: 400;">Hwang Dong-Hyuk</span></a><span style="font-weight: 400;">, o qual também se mostrou surpreso com o grande alcance de seu mais novo projeto. O criador revelou em entrevistas que seu roteiro estava pronto desde 2009 e que foi </span><a href="https://portalpopline.com.br/round-6-diretor-revela-que-serie-foi-rejeitada-por-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">rejeitado</span></a><span style="font-weight: 400;"> várias vezes por ser </span><i><span style="font-weight: 400;">“esquisito”</span></i><span style="font-weight: 400;"> demais. A teoria de Hwang é que as condições de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51450570"><span style="font-weight: 400;">desigualdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> atuais facilitaram a popularização da série, já que ela passou a ser uma boa representação da vida real. Levando em conta todas as crises econômicas e sociais vistas em grande parte do mundo, todas particularmente relacionadas com os problemas causados pelo capitalismo, o diretor está provavelmente certo. </span></p>
<figure id="attachment_24460" aria-describedby="caption-attachment-24460" style="width: 1265px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24460" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-2.jpg" alt="Cena da série Round 6, em que vê-se o dormitório dos jogadores. É um quarto extenso e branco, em três das quatro paredes há camas pretas empilhadas. Por todo o lugar, principalmente no centro, estão espalhados os jogadores, todos de costas para a câmera. Na quarta parede há uma grande porta, onde alguns funcionários estão reunidos e olhando para os participantes do jogo." width="1265" height="760" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-2.jpg 1265w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-2-800x481.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-2-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-2-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-2-1200x721.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24460" class="wp-caption-text">Até onde o desespero por uma vida melhor te levaria? (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">456 pessoas foram selecionadas para participar desses jogos sanguinários e, obviamente, apenas alguns tiveram suas vidas fora deles retratadas, levando os espectadores a uma outra perspectiva. Fica nítido que não há “mocinhos” em </span><i><span style="font-weight: 400;">Squid Game</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que são apresentados são </span><a href="https://www.aicinema.com.br/anti-heroi/"><span style="font-weight: 400;">anti-heróis</span></a><span style="font-weight: 400;"> – todos os personagens do elenco principal têm vidas miseráveis que os levaram a escolhas que desafiam os limites de moral e ética, tanto dentro quanto fora do jogo. Esse fator é a chave para trazer os personagens para a realidade, tornando eles nada mais que humanos em situações desesperadoras, causando uma relação de amor e ódio e uma possível identificação em quem assiste a série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falando um pouco sobre os jogos em si, vale mencionar que é muito bonito ver como a cultura sul coreana foi explorada ao máximo nos </span><a href="https://cineclick.uol.com.br/listas/entenda-os-jogos-de-round-6"><span style="font-weight: 400;">jogos infantis tradicionais</span></a><span style="font-weight: 400;"> que passaram a ser reconhecidos e </span><a href="https://www.b9.com.br/151633/bar-curitiba-cerveja-gratis-desafio-biscoito-round-6/"><span style="font-weight: 400;">reproduzidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao redor do mundo, especialmente no Ocidente, que tem um contato tão mínimo com a Coreia do Sul e outros países da Ásia. A ideia de serem brincadeiras de crianças realmente torna tudo mais interessante, já que é um contraste gigantesco com todo o sangue derramado durante os desafios; o resultado foi uma grande tensão e o tão desejado fator do inesperado em todos os episódios, principalmente durante o agora tão famoso </span><i><span style="font-weight: 400;">“Batatinha Frita 1, 2, 3”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_24458" aria-describedby="caption-attachment-24458" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24458" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-2.jpg" alt="Cena da série Round 6. Na imagem estão centralizadas as personagens Ji-yeong e Kang Sae-byeok (respectivamente da esquerda para a direita, aos olhos do observador). Ambas são jovens, possuem traços coreanos e cabelos curtos - o de Ji-yeong é liso, enquanto o de Kang Sae-byeok é ondulado. As duas garotas estão sérias, a da esquerda olha para a da direita, enquanto esta olha para a frente. Ao fundo é visto o céu alaranjado de um pôr-do-sol, a parte de cima de uma casa simples e um poste de luz com sua fiação. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24458" class="wp-caption-text">A dinâmica entre os personagens de Round 6 é cativante e com certeza vai fazer você se viciar na série (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Claro, se for para falar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i><span style="font-weight: 400;">, não dá para deixar de fora a atuação impecável que a série apresenta. São incontáveis personalidades diferentes, todas muito bem desenvolvidas e todas com o seu sentido próprio. Em destaque estão </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/round-6-vendedor"><span style="font-weight: 400;">Gong Yoo</span></a><span style="font-weight: 400;"> (uma das maiores estrelas da Coreia do Sul), que teve uma participação curta e, mesmo assim, conquistou a todos com seu personagem misterioso; e a atriz iniciante </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/round-6-quem-e-jung-ho-yeon-jogadora-67-da-serie-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Jung Ho-Yeon</span></a><span style="font-weight: 400;">, a mulher que nunca havia recebido um papel realmente importante antes &#8211; tendo atuado apenas como modelo -, mas rapidamente se tornou a queridinha do público por ter tornado sua personagem, Kang Sae-byeok, tão interessante e intrigante. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, como sempre, acertou em cheio na escalação de elenco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pois bem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Squid Game </span></i><span style="font-weight: 400;">não se tornou um fenômeno global à toa. A série é realmente especial e continua o legado do vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/parasita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Parasita</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em trazer ao público a cultura sul coreana e seus problemas. Com um sucesso absurdo e o final incerto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i><span style="font-weight: 400;">, os fãs  especulam e clamam por uma </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/round-6-que-se-sabe-sobre-uma-possivel-segunda-temporada-25224902"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas isso ainda é uma ideia crua para Hwang Dong-Hyuk, e, por enquanto, só é possível se deliciar com os 9 capítulos cheios de drama, caos e emoção. </span></p>
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		<title>Alan Wake Remastered é mais do que uma luz no fim do túnel</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Oct 2021 17:36:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda e João Paulo de Oliveira Mais de uma década após seu lançamento original no Xbox 360, o pesadelo cult da Remedy Entertainment toma nova forma em Alan Wake Remastered, entregando a experiência definitiva da obra idealizada por Sam Lake. Inicialmente amaldiçoado por um período de desenvolvimento caótico, uma janela de lançamento &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/alan-wake-remastered-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Alan Wake Remastered é mais do que uma luz no fim do túnel"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24228" aria-describedby="caption-attachment-24228" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24228" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-1.jpeg" alt="Cena do jogo Alan Wake Remastered. Alan Wake está de costas para a câmera, no meio de uma estrada, encarando um tornado de energia escura que avança e levanta carros, barris e outros objetos. Alan possui cabelos negros e usa um paletó cinza de tweed com um capuz de moletom abaixado por cima. Na mão esquerda ele segura uma lanterna apontada para o chão. À sua esquerda está um edifício baixo envolto por uma cerca de madeira baixa. Mais a frente, a silhueta de um poste elétrico aparece contra a floresta mais a frente, iluminado por uma fonte de luz vindo de algum lugar dessa floresta. À direita de Alan, uma árvore silvestre se ergue e podemos ver outra cerca circundando o outro lado da estrada. A cena toda está ocupada por uma névoa densa e sobrenatural. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-1.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-1-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-1-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-1-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-1-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24228" class="wp-caption-text">“O mistério sem resposta é o que fica na cabeça, e é dele que nos lembraremos no fim” (Foto: Remedy Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda e João Paulo de Oliveira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais de uma década após seu lançamento original no </span><i><span style="font-weight: 400;">Xbox 360</span></i><span style="font-weight: 400;">, o pesadelo </span><i><span style="font-weight: 400;">cult</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Remedy Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;"> toma nova forma em </span><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake Remastered</span></i><span style="font-weight: 400;">, entregando a experiência definitiva da obra idealizada por Sam Lake. Inicialmente amaldiçoado por um período de desenvolvimento caótico, uma janela de lançamento inoportuna e um grande número de versões piratas, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remaster</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega como uma segunda chance para que a franquia alcance </span><a href="https://www.gamevicio.com/noticias/2021/10/remedy-entertainment-fala-sobre-os-motivos-que-levaram-a-volta-de-alan-wake-no-mercado/"><span style="font-weight: 400;">o sucesso que sempre mereceu</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-24227"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualizada para a nova geração de consoles com a ajuda do estúdio </span><a href="https://d3tltd.com/new-project-announcement-alan-wake-remastered-coming-october-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">d3t</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a remasterização é fruto de uma parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">publisher </span></i><a href="https://www.epicgames.com/store/pt-BR/news/epic-games-publishing-announcement?lang=pt-BR"><i><span style="font-weight: 400;">Epic Games</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, descrita como o menor dentre dois projetos. Apesar de não haver mais informações sobre o segundo produto, é altamente provável que seja uma sequência de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PT5yMfC9LQM&amp;t=2s"><i><span style="font-weight: 400;">Control</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, título anterior da </span><i><span style="font-weight: 400;">Remedy</span></i><span style="font-weight: 400;"> que trouxe de volta o protagonista titular de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que uma segunda chance para a franquia, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Remastered </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma reintrodução de um dos títulos mais importantes da última década, responsável por introduzir preceitos visuais e </span><a href="https://www.tweaktown.com/news/70847/alan-wake-was-originally-an-episodic-game-series/index.html"><span style="font-weight: 400;">narrativos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se tornaram via de regra em diversas camadas da indústria. A jornada do escritor Alan Wake por uma cidade pacata no Noroeste Pacífico lutando contra as forças sinistras da Escuridão ganha uma nova roupagem, abrindo as águas de seu profundo lago para uma nova leva de teorias e expectativas para seu futuro.</span></p>
<figure id="attachment_24229" aria-describedby="caption-attachment-24229" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24229" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-2.jpeg" alt="Imagem promocional do jogo Alan Wake Remastered. Alan Wake está de pé no lado direito da imagem, virado para nós, apontando uma lanterna para a câmera com a mão esquerda e um revólver na mão direita, apontando para baixo. Alan é um homem caucasiano de cabelos pretos e curtos e uma barba rala. Ele usa um terno de tweed bege por cima de um moletom, com um capuz nas costas. Atrás dele, a silhueta de uma região montanhosa com uma floresta se estendendo à frente. Na parte esquerda da imagem, uma fumaça escura preenche o espaço." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-2.jpeg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-2-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-2-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-2-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-2-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-2-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24229" class="wp-caption-text">O novo modelo do personagem principal reflete melhor a performance do ator Matthew Porretta (Foto: Remedy Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito antes do formato episódico de jogos ser popularizado por títulos como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RtkkHAmgYWs"><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AURVxvIZrmU"><i><span style="font-weight: 400;">Life is Strange</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sam Lake e Mikko Rautalahti</span> <span style="font-weight: 400;">já experimentavam com uma ideia similar. É fácil ver como os roteiristas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Remedy</span></i><span style="font-weight: 400;"> se inspiraram em narrativas surrealistas, a exemplo </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/twin-peaks/"><i><span style="font-weight: 400;">Twin Peaks</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Além da Imaginação</span></i><span style="font-weight: 400;">, para criar a pitoresca cidade de Bright Falls, e como o formato episódico serviu como uma luva na hora de estruturar a história do jogo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvido por cerca de três anos como um jogo de sobrevivência em mundo aberto, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake</span></i><span style="font-weight: 400;"> original foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AoHkGDu0_Hw"><span style="font-weight: 400;">completamente retrabalhado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo estúdio entre 2008 e 2010, de modo a construir uma experiência mais fechada e tensa do que eles planejavam. Porém, detalhes como o </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> meticuloso da cidade e os seus arredores ainda mostram sinais das ambições de seus realizadores. Apesar de podermos apreciar a beleza rústica de Bright Falls apenas de maneira linear, a obra passa um senso de lugar bastante convincente, limitando ao máximo a quantidade de elementos não-diegéticos na tela para garantir a imersão dos jogadores. A perspectiva </span><a href="https://www.gameinformer.com/2019/03/11/how-controls-gameplay-differs-from-past-remedy-games"><span style="font-weight: 400;">não-linear</span></a><span style="font-weight: 400;"> seria mais bem desenvolvida em </span><i><span style="font-weight: 400;">Control</span></i><span style="font-weight: 400;">, que coloca os jogadores dentro de um gigantesco edifício </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7n7ylXPueYE"><span style="font-weight: 400;">brutalista</span></a><span style="font-weight: 400;"> para batalhar contra forças extradimensionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake</span></i><span style="font-weight: 400;">, o terror e o sobrenatural assumem </span><a href="https://youtu.be/Iupwc2vuwxM"><span style="font-weight: 400;">formas mais arquetípicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e reconhecíveis, mas que nos envolvem através da maneira misteriosa com que são apresentadas. Após chegarem na cidade e conhecerem alguns de seus curiosos habitantes, Alan (Matthew Porretta) e sua esposa, Alice (Brett Madden), são atacados por uma força sombria e incorpórea que parece infectar o ambiente, arrastando Alice para dentro de um lago e forçando seu marido à mergulhar atrás dela. Depois disso, Alan acorda atrás do volante de um carro na beira de um penhasco, sem memórias do que aconteceu na última semana, mas encontrando páginas de uma história que descreve os eventos que acontecem ao seu redor, aparentemente escrita por ele mesmo.</span></p>
<figure id="attachment_24230" aria-describedby="caption-attachment-24230" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24230" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-3.jpg" alt="Cena do jogo Alan Wake Remastered. Alan Wake está de costas para nós, na parte esquerda da tela, de pé na grama, olhando para uma estação de rádio à sua frente. Alan é um homem caucasiano de cabelos curtos. Ele usa um terno de tweed claro com um moletom por baixo, o capuz visível pendendo nas costas. Ele segura uma espingarda na mão direita e uma lanterna com a esquerda, apontando-a para a estação. Na parte direita da tela, a estação de rádio, um edifício de madeira branca em formato de “L”, com um letreiro em neon vermelho na parte de cima dizendo “Radio Station” em letras maiúsculas. À esquerda da estação, um pequeno outdoor com três anúncios ilegíveis se ergue, iluminado por lanternas na parte de baixo. Atrás deles, algumas silhuetas de árvores silvestres se erguem. A luz da lua ilumina parte da cena, com o astro semi-visível na parte de cima, no meio da tela." width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-3.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-3-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24230" class="wp-caption-text">No mundo sombrio de Alan Wake Remastered, a luz vai ser seu guia (Foto: Remedy Entertainment)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake </span></i><span style="font-weight: 400;">é certamente um conto de Terror (a introdução começa com uma citação do próprio mestre do gênero, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/stephen-king/"><span style="font-weight: 400;">Stephen King</span></a><span style="font-weight: 400;">), colocando o  jogador no papel de alguém sem preparo e com equipamentos extremamente limitados, dando ênfase na tensão de cada encontro, e construindo aos poucos um envolvente </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">de ação cinematográfico. Mas ele também é, em sua estrutura e narrativa, uma história sobre contar histórias, um metatexto sobre a própria </span><i><span style="font-weight: 400;">Remedy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e seu processo de reinvenção nos anos 2000.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descrito como um escritor prolixo, Alan Wake é responsável pela saga de livros policiais estrelando o detetive Alex Casey, mas que está sofrendo com um bloqueio criativo há cerca de dois anos, desde que encerrou a série, junto com a vida de seu detetive fictício. Similarmente, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Remedy </span></i><span style="font-weight: 400;">ficou famosa no início do milênio pela série de jogos de ação </span><a href="https://meups.com.br/noticias/max-payne-remedy-comemora-20-anos-da-serie/"><i><span style="font-weight: 400;">Max Payne</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que te colocam na pele de um ex-policial obcecado por vingança. A procura de Alan por sua próxima inspiração se tornou então uma maneira do próprio estúdio lidar com seu futuro, tendo de encontrar uma nova direção para levar suas ideias.</span></p>
<figure id="attachment_24231" aria-describedby="caption-attachment-24231" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24231" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-4.jpg" alt="Cena do jogo Alan Wake Remastered. Alan Wake está do lado de uma porta de madeira branca fechada, dentro de um edifício. A ponta de um machado arrebenta parte da porta, com a lâmina enferrujada soltando farpas pelo ar. A cena faz referência ao filme O Iluminado. Alan está na parte direita da tela e o machado arrebentando a porta está na esquerda, na frente dele. Alan é um homem caucasiano de cabelos pretos curtos e barba rala. Ele possui um corte na parte direita da testa que está sangrando e escorrendo pela bochecha. Atrás de Alan há uma grade quadriculada, e atrás da grade há uma janela em que vislumbramos o céu noturno." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24231" class="wp-caption-text">O jogo carrega suas inspirações com orgulho (Foto: Remedy Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na transição da ação para o terror e suspense, eles trouxeram várias de suas experiências anteriores, na mesma medida que retrabalharam outras. Ao invés do infame </span><a href="https://www.bol.uol.com.br/fotos/2019/07/23/max-payne-faz-18-anos-conheca-mais-10-jogos-que-usam-efeitos-bullet-time.htm?foto=9"><i><span style="font-weight: 400;">bullet time</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Max Payne</span></i><span style="font-weight: 400;">, que permite que o jogador desacelere o tempo de modo a atirar em mais pessoas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake</span></i><span style="font-weight: 400;"> recompensa os jogadores com uma câmera lenta ao desviar dos inimigos ou quando um golpe especialmente bem dado atinge mais de um de uma vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É tudo sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">timing </span></i><span style="font-weight: 400;">e conservação de energia. Para lutar contra a Escuridão, Alan precisa, antes de tudo, de uma lanterna: o item mundano é um dos mais importantes e é o único que vai sendo constantemente melhorado ao longo das quase </span><a href="https://howlongtobeat.com/game?id=319"><span style="font-weight: 400;">15 horas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do título. Para que suas armas tenham efeito contra os habitantes possuídos, ele precisa primeiro apontar sua lanterna contra eles e esperar que a camada sombria que os cobre se dissipe. Com essa fórmula, cada embate torna-se uma dança de desvios e pausas críticas onde cada movimento conta.</span></p>
<figure id="attachment_24232" aria-describedby="caption-attachment-24232" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24232" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-5.jpg" alt="Cena do jogo Alan Wake Remastered. Alan luta contra os habitantes possuídos pela Escuridão no meio de um campo de exploração de madeira dentro de uma floresta. Alan é um homem caucasiano de cabelos pretos e curtos, usando um terno de tweed com um moletom por baixo, com o capuz pendendo nas costas. Ele está na parte esquerda da tela, apontando uma lanterna contra um dos possuídos com a mão esquerda enquanto a direita segura uma espingarda apontando para baixo. Na parte direita da tela, três possuídos caminham em sua direção. O mais próximo, usando um colete e um equipamento de proteção laranjas, se prepara para lançar um martelo em Alan. O segundo, em que Alan está apontando a lanterna, também usa o mesmo tipo de roupa e, onde a luz o toca, fagulhas luminescentes surgem. Um terceiro está vindo pela esquerda, usando uma camisa quadriculada e um chapéu vermelho. Atrás deles, toras de madeira cortadas estão empilhadas, com um trator estacionado à esquerda preparado para retirá-las. No plano de fundo, há uma floresta iluminada pela luz do luar e um poste de luz atrás do trator. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-5.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24232" class="wp-caption-text">A luz é a sua melhor arma (Foto: Remedy Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como enfatizado pelo próprio diretor criativo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Remedy</span></i><span style="font-weight: 400;">, Sam Lake, em um de seus comentários que podem ser habilitados dentro do próprio título, um “</span><i><span style="font-weight: 400;">remaster</span></i><span style="font-weight: 400;">” foca em melhorar graficamente um jogo, deixando sua aparência mais próxima dos jogos da geração atual, mas sem alterar aspectos da estrutura em si. </span><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake Remastered</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz diversas dessas atualizações gráficas, como a resolução 4K e a tecnologia do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8uV83Zm745Q"><i><span style="font-weight: 400;">DLSS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acessível apenas em computadores que possuem placas de vídeo da marca </span><i><span style="font-weight: 400;">Nvidia </span></i><span style="font-weight: 400;">a partir da geração </span><i><span style="font-weight: 400;">RTX</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O aumento da resolução é algo muito perceptível para quem possui um monitor com resolução maior que 1920&#215;1080 </span><i><span style="font-weight: 400;">pixels</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em contrapartida, esse aumento gráfico acaba fazendo com que o jogo possa apresentar travamentos em computadores menos potentes. Como forma de driblar eles, a remasterização de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui a tecnologia </span><i><span style="font-weight: 400;">DLSS</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, de forma resumida, processa o jogo em uma resolução menor e elimina, através de inteligência artificial, o </span><i><span style="font-weight: 400;">“embaçamento”</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a imagem teria ao ser esticada para a resolução do seu monitor, dando um produto final muito próximo do que seria a resolução se o </span><i><span style="font-weight: 400;">DLSS </span></i><span style="font-weight: 400;">não estivesse ativado, mas exigindo um menor processamento do computador.</span></p>
<figure id="attachment_24233" aria-describedby="caption-attachment-24233" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24233" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-6.png" alt="Uma comparação entre as cenas de Alan Wake Remastered e o Alan Wake original. Ambas as cenas retratam Alan Wake, um homem caucasiano usando um terno tweed com um moletom por baixo, o capuz pendendo nas costas, de perfil, olhando para a direita e um carro vermelho ao fundo, com sua esposa, Alice, no volante. Alice é uma mulher caucasiana e loira, usando uma jaqueta de couro marrom. Na imagem da direita, retratando o jogo remasterização, a resolução está melhor, as texturas estão mais definidas e os detalhes da iluminação na roupa do personagem e no carro estão mais bonitos. A cena é iluminada pela luz do entardecer." width="740" height="416" /><figcaption id="caption-attachment-24233" class="wp-caption-text">Mudanças na iluminação e nas texturas fazem o título reluzir (Foto: GameRant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dessas tecnologias implementadas, ganhamos muito mais profundidade no jogo pela escolha do estúdio em refazer todas as </span><i><span style="font-weight: 400;">cutscenes</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando mais </span><a href="https://segmentnext.com/face-model-alan-wake-remastered/"><span style="font-weight: 400;">expressão e vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> para as personagens, visto que podemos perceber ainda mais a interpretação dos atores, criando uma atmosfera até mais envolvente que a presente no jogo original. Porém, é bem perceptível a falta do cuidado fora dessas cenas, onde a movimentação dos personagens ainda é travada, gerando um certo estranhamento ao passar rapidamente de uma das sequências para o jogo normal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em termos de história, ela se mantém fiel ao original, apesar da confirmação do universo compartilhado entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Control</span></i><span style="font-weight: 400;"> mudar a perspectiva que temos sobre alguns dos acontecimentos e seus personagens. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Control</span></i><span style="font-weight: 400;">, temos uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qlyr-aH0ZHY"><i><span style="font-weight: 400;">DLC</span></i><span style="font-weight: 400;"> inteira</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazendo referência aos eventos que acontecem em Bright Falls durante </span><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas na remasterização essa ligação é extremamente sutil e apenas perceptível para os jogadores mais atentos. Alguns</span><i><span style="font-weight: 400;"> QR codes</span></i><span style="font-weight: 400;">, que no jogo original eram simples </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;">, aqui são substituídos por </span><i><span style="font-weight: 400;">links </span></i><span style="font-weight: 400;">para alguns vídeos que mostram o próprio Alan escrevendo diretamente do “</span><i><span style="font-weight: 400;">Dark Place</span></i><span style="font-weight: 400;">”, local onde ele estaria preso desde o final do jogo original, dez anos atrás , </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/voxel/214809-alan-wake-2-remedy-epic-trabalham-juntas-sequencia-rumor.htm"><span style="font-weight: 400;">reforçando os rumores</span></a><span style="font-weight: 400;"> de que a tão esperada sequência para o título de 2010 esteja finalmente em desenvolvimento.</span></p>
<figure id="attachment_24234" aria-describedby="caption-attachment-24234" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24234" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-7.jpeg" alt="Cena do jogo Alan Wake Remastered. Alan Wake está sentado na frente de uma escrivaninha antiga em uma cabana, de costas para nós. Alan é um homem caucasiano usando um terno de tweed com um moletom por baixo, o capuz pendendo nas costas. A cabana, a escrivaninha e a cadeira são feitas de madeira, com a luz do dia entrando por uma janela acima dela. Em cima da escrivaninha vemos um abajur antigo, de forma quadrada, desligado. Dos lados da janela vemos cortinas azuis escuras abertas. Do lado de fora, a figura de uma montanha preenche quase toda a janela. " width="1800" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-7.jpeg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-7-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-7-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-7-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-7-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/alan-wake-7-1200x600.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24234" class="wp-caption-text">Não é um lago, Alan (Foto: Remedy Entertainment)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake Remastered </span></i><span style="font-weight: 400;">é um pacote bastante humilde, revitalizando um dos jogos </span><i><span style="font-weight: 400;">single-player</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais importantes da última década e trazendo suas excelentes expansões, sem revisar a experiência, escolhendo manter ela da maneira que foi concebida. Com enfoque em atualizar seu visual para algo aceitável em consoles e computadores modernos, a remasterização está sendo vendida por um preço que reflete essa humildade, passando bem </span><a href="https://meups.com.br/noticias/alan-wake-remastered-data-preco-edicoes/"><span style="font-weight: 400;">longe do valor</span></a><span style="font-weight: 400;"> de jogos contemporâneos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2010, o mundo talvez não estivesse preparado para tudo que </span><i><span style="font-weight: 400;">Alan Wake</span></i><span style="font-weight: 400;"> almejava alcançar. Uma narrativa surreal e transmídia, contada não só pelo jogo, mas por HQs, </span><i><span style="font-weight: 400;">webséries </span></i><span style="font-weight: 400;">e até mesmo álbuns musicais, o título estava quase destinado a fracassar num primeiro momento, </span><a href="https://www.vg247.com/alan-wake-control-universe-sam-lake"><span style="font-weight: 400;">prosperando nas sombras</span></a><span style="font-weight: 400;"> conforme mais e mais pessoas descobriam o prazer dos segredos de Bright Falls e suas muitas faces, se afundando em seu oceano de teorias e conspirações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em 2021, a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Remastered</span></i><span style="font-weight: 400;"> oferece a experiência completa e definitiva do título,  reunindo o conteúdo adicional dos episódios </span><i><span style="font-weight: 400;">The Signal</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Writer</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando à velhos fãs a chance de rever o clássico com novos olhos e possibilitando que uma nova geração de jogadores se apaixone por seu Terror atmosférico e sua narrativa episódica. Por mais que ofereça poucos novos recursos além dos comentários de Sam Lake, é um pacote que mais do que justifica seu valor e insere novas baterias na lanterna do escritor mais famoso dos </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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		<title>Dead Space é um pesadelo antigo com sustos modernos</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 12:56:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda Durante a EA Play Live de julho, foi anunciado que o primeiro jogo da franquia sci-fi de terror e sobrevivência Dead Space ganharia um remake completo. A obra do falecido estúdio Visceral (na época chamado EA Redwood Shores) será atualizada para a nova geração de consoles e PCs, entregando “melhorias na &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/dead-space-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Dead Space é um pesadelo antigo com sustos modernos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22259" aria-describedby="caption-attachment-22259" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22259" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-1.jpg" alt="Imagem promocional do jogo Dead Space. Isaac Clarke, em sua armadura futurista cor de ferrugem, de frente para um fundo preto infinito, iluminado de cima por uma luz branca. Na sua coluna, uma linha azul segmentada e nas suas roupas, sangue. Ele olha para a direita e, em seu capacete, três luzes azuis horizontais." width="1000" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-1-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-1-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22259" class="wp-caption-text">A primeira aventura de Isaac Clarke receberá um remake para PlayStation 5, Xbox Series e PC (Foto: Electronic Arts)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a </span><i><span style="font-weight: 400;">EA Play Live </span></i><span style="font-weight: 400;">de julho,</span> <a href="https://www.theenemy.com.br/pc/dead-space-novo-e-anunciado-pela-ea"><span style="font-weight: 400;">foi anunciado</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o primeiro jogo da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400;"> de terror e sobrevivência </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganharia um </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> completo. A obra do falecido estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">Visceral </span></i><span style="font-weight: 400;">(na época chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">EA Redwood Shores</span></i><span style="font-weight: 400;">) será atualizada para a nova geração de consoles e </span><i><span style="font-weight: 400;">PCs</span></i><span style="font-weight: 400;">, entregando “</span><i><span style="font-weight: 400;">melhorias na história, nos personagens e nas mecânicas de gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;">”, se utilizando da famosa </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/software/141606-ea-divulga-video-incrivel-frostbite-proxima-geracao-consoles.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Frostbite Engine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O clássico de 2008 será retrabalhado pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">EA Motive</span></i><span style="font-weight: 400;">, o estúdio responsável por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f2VmOqjV_7Q"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Squadrons</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que está encarando o projeto como uma “</span><i><span style="font-weight: 400;">carta de amor para a franquia</span></i><span style="font-weight: 400;">”, segundo um </span><a href="https://news.ea.com/press-releases/press-releases-details/2021/Electronic-Arts-Announces-the-Return-of-Dead-Space-a-Remake-of-the-Sci-Fi-Classic-Survival-Horror-Game/default.aspx"><span style="font-weight: 400;">comunicado oficial</span></a><span style="font-weight: 400;"> da empresa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas será que </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space </span></i><span style="font-weight: 400;">precisa mesmo de um </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;">? A primeira aventura do engenheiro Isaac Clarke estabeleceu, ou pelo menos ajudou a popularizar, várias das tendências </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5pvlUEAuTwA"><span style="font-weight: 400;">observadas no gênero</span></a><span style="font-weight: 400;"> até hoje, muitas vezes sendo considerado como um dos melhores jogos de terror de todos os tempos. O que há no pesadelo espacial de Isaac que precisa ser revisado e, mais importante, como revisá-lo sem comprometer a experiência original?</span></p>
<p><span id="more-22258"></span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Dead Space - Trailer - Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/q2gwJUvbBHA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Brilha, brilha, estrelinha…</span></i><span style="font-weight: 400;"> Muito acima da colônia de mineração </span><i><span style="font-weight: 400;">Aegis VII</span></i><span style="font-weight: 400;">, a gigantesca nave </span><i><span style="font-weight: 400;">USG Ishimura </span></i><span style="font-weight: 400;">vaga silenciosamente pela imensidão do espaço. Dentro dela, um solitário engenheiro luta para obter respostas e sobreviver a uma praga que se alastrou por toda a tripulação, obrigando-os a retornar na forma dos grotescos </span><i><span style="font-weight: 400;">necromorfos</span></i><span style="font-weight: 400;">, monstros de membros alongados e distorcidos cujo único impulso discernível é matar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isaac Clarke (nomeado em honra dos autores de ficção científica, </span><a href="https://deadspace.fandom.com/wiki/Isaac_Clarke#:~:text=The%20name%2C%20%22Isaac%20Clarke%22,Butler%20and%20Poul%20Anderson%20respectively."><span style="font-weight: 400;">Isaac Asimov e Arthur C. Clarke</span></a><span style="font-weight: 400;">) não estava, em nenhum sentido da palavra, preparado para essa situação. Ele não é um herói de ação, um matador treinado pronto para botar ordem na casa e expulsar os monstros. Ele é só um mecânico procurando por sua namorada desaparecida, tentando não morrer no processo. Ele também é um protagonista terrivelmente quieto, apenas expressando sons de dor (quando recebe dano ou morre) e alívio (quando não morre). Parte do que torna a sua atmosfera de terror tão densa, é o quanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space </span></i><span style="font-weight: 400;">enfatiza a fragilidade de Isaac perante os eventos que estão se desenrolando ao longo de suas 12 horas de narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, é nessa fragilidade que encontramos sua maior força, tanto como protagonista quanto como avatar do jogador nessa situação estarrecedora: Isaac é alguém que resolve problemas. Separado do oficial de segurança Hammond (Peter Mensah) e da especialista de computadores Daniels (Tonantzin Carmelo), Isaac recebe instruções dos dois à distância para achar maneiras de consertar a nave e ir superando as dificuldades técnicas que se apresentam, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Secfn81KB8k"><span style="font-weight: 400;">cenário após cenário</span></a><span style="font-weight: 400;">. Essa estrutura procedural de “resolver problemas” faz com que até as situações mais críticas sejam quebradas em etapas e que o jogador se conecte com a personalidade de seu protagonista silencioso.</span></p>
<figure id="attachment_22260" aria-describedby="caption-attachment-22260" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22260" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-2.jpg" alt="Imagem promocional do jogo Dead Space. Isaac, usando sua armadura cor de ferrugem, mira em um necromorfo em um corredor escuro. Na sua coluna, uma linha azul segmentada. Ao lado de sua arma, um visor holográfico azul apresenta o número 10 entre colchetes. A luz de uma lanterna no capacete de Isaac ilumina o monstro, que é uma forma humana contorcida e incinerada, com as mãos grudadas no torso se estendendo para frente enquanto dois membros ossudos surgem de seus ombros e se inclinam para frente." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22260" class="wp-caption-text">Armado com seu cortador de plasma, Isaac têm de superar os desafios que se apresentam para poder escapar do inferno da Ishimura (Foto: Electronic Arts)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas das mecânicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay </span></i><span style="font-weight: 400;">foram modeladas a partir do altamente popular </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G_yvkRRV1h4"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 4</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, jogo que mudou o foco da aclamada franquia do terror para a ação. A câmera no ombro do protagonista e a mira </span><i><span style="font-weight: 400;">laser</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como a variedade de maneiras de dar cabo dos inimigos e manejamento do inventário são claros exemplos disso. Sua narrativa também veste suas inspirações com orgulho: o clássico </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DoIw3Zcw5oI"><i><span style="font-weight: 400;">O Enigma do Horizonte</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de 1997 é uma das obras citadas pelo </span><a href="https://www.polygon.com/interviews/2020/12/16/22178915/callisto-protocol-striking-distance-glen-schofield-interview-dead-space-sci-fi-horror-pubg"><span style="font-weight: 400;">criador da franquia</span></a><span style="font-weight: 400;">, Glen Schofield, na criação dos ambientes da </span><i><span style="font-weight: 400;">Ishimura</span></i><span style="font-weight: 400;">:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Eu achei que O Enigma do Horizonte sucedeu em criar narrativas que aconteciam nos planos de fundo. Uma das personagens está de costas na cabine do piloto e, atrás dela, as luzes se acendem e o vidro está coberto de sangue, não parece normal, parece que algo horrível aconteceu e essa personagem não faz ideia. E eu queria que essa sensação se mantivesse durante todo o jogo.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Glen Schofield, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BQ3iqq49Ew8"><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">How Dead Space’s Scariest Scene Almost Killed the Game</span><span style="font-weight: 400;">”</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A atmosfera é concretizada através de um </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de som inspirado, que adiciona personalidade não só às criaturas, mas à própria nave também. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontra seu terror nos cantos frios e escuros de uma espaçonave à deriva, nas cenas nojentas que se desenrolam e nos inimigos macabros que Isaac encontra. E a única maneira de enfrentá-los é seguir em frente e ouvir os conselhos escritos em sangue nas paredes: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Corte os membros deles.”</span></i></p>
<figure id="attachment_22261" aria-describedby="caption-attachment-22261" style="width: 1279px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22261" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-3.jpg" alt="Captura de tela do jogo Dead Space. Isaac Clarke, em sua armadura cor de ferrugem, olha para uma bancada com diversos itens, um dos quais está brilhando. Na parede em cima da bancada, a frase “Corte os membros deles” está escrita com sangue e mãos ensanguentadas marcam o lado direito dela. Na coluna de Isaac, uma linha azul-clara segmentada. Na parede esquerda, um sinal de eletricidade amarelo triangular está pendurado na grade." width="1279" height="639" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-3.jpg 1279w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-3-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-3-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-3-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-3-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22261" class="wp-caption-text">Quem avisa, amigo é (Foto: <a href="https://www.geeknative.com/63948/make-us-whole-a-dead-space-retrospective/">Geek Native</a>)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com todas as influências, o jogo ainda consegue criar novas mecânicas que mudam radicalmente a experiência. Nada de </span><a href="https://kotaku.com/the-history-of-headshots-gamings-favorite-act-of-unrea-5625054"><i><span style="font-weight: 400;">headshots</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aqui, a única maneira de dar cabo de um </span><i><span style="font-weight: 400;">necromorfo </span></i><span style="font-weight: 400;">é separando seus membros do corpo e pisar neles para garantir que estão mortos. Esse sistema adiciona uma dose de estratégia aos conflitos, deixando cada combate equilibrado e justo, por mais que Isaac esteja sempre em desvantagem. Cada vez mais os bichos vão deixando de parecer humanos e, com isso, sua estratégia para dar cabo deles também precisa ir se diversificando. Dispensando os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Tu3Klia9iVw"><span style="font-weight: 400;">movimentos elaborados de Leon Kennedy</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space</span></i><span style="font-weight: 400;"> aposta na simples brutalidade de seu protagonista, com grandes resultados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A situação de Isaac se reflete no equipamento que o engenheiro tem à sua disposição para dar cabo da ameaça: uma armadura pesada que limita seus movimentos e armas improvisadas, adaptadas para as ameaças. Os recursos são sempre limitados e fazer uma melhoria em um aspecto sempre significa não fazê-la em outro, criando um sistema de risco e recompensa viciante, que incentiva os jogadores à acharem e dominarem suas próprias preferências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a mais icônica dentre as armas futuristas de Isaac seja a primeira que ele encontra, no início do jogo, abandonada por alguém que provavelmente não leu os avisos nas paredes: o </span><i><span style="font-weight: 400;">cortador de plasma</span></i><span style="font-weight: 400;">. Usada por mineiros para separar elementos, o cortador é uma ferramenta compacta e simples, disparando três tiros em linha, podendo mudar o eixo de vertical para horizontal com apenas um botão. Bem como o próprio Isaac, é uma bela de uma gambiarra, fazendo o que tem de ser feito e, caso você invista seriamente nela, a melhor arma disponível. Capaz de despachar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_aKAc6DnuFU"><span style="font-weight: 400;">onda após onda</span></a><span style="font-weight: 400;"> de mortos reanimados com tiros bem posicionados, o cortador de plasma é uma das ferramentas principais durante a jornada.</span></p>
<figure id="attachment_22264" aria-describedby="caption-attachment-22264" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22264 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-5.jpg" alt="Imagem promocional do jogo Dead Space. Isaac Clarke, em sua armadura cor de ferrugem, olha para a projeção holográfica azul de seu inventário, que contém itens de cura e munições, descrição de diversos itens, atributos e diferentes abas. Podemos ver uma luz azul vindo do capacete de Isaac e, na sua coluna, uma linha azul vertical segmentada. Do lado direito dela, um semi-círculo preenchido de azul. Isaac segura uma arma futurista na mão direita e, na sua frente, há uma parede coberta por uma grade." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-5.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22264" class="wp-caption-text">O design diegético dos menus de Dead Space garantem a imersão no pesadelo (Foto: Electronic Arts)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito antes de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=K0u_kAWLJOA"><i><span style="font-weight: 400;">God of War</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018) organizar uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=l_RpwPcfhB8"><span style="font-weight: 400;">campanha de </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> inteira baseada em sua narrativa em </span><i><span style="font-weight: 400;">one take</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space</span></i><span style="font-weight: 400;"> já apresentava ambições similares. Apesar de conter pausas entre seus capítulos conforme Isaac se move entre os diferentes setores da </span><i><span style="font-weight: 400;">Ishimura</span></i><span style="font-weight: 400;">, essas pausas ainda são diegéticas o suficiente para impressionar. Juntando a isso o fato de todos os menus estarem integrados em tempo real com o visor do protagonista, a simples ação de acessar um deles vira uma experiência em si só, um cálculo de risco e um teste de atenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a parte mais celebrada de sua </span><a href="https://www.impacta.com.br/blog/qual-e-o-papel-de-um-designer-de-interface-em-games/"><i><span style="font-weight: 400;">UI</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (“</span><i><span style="font-weight: 400;">user interface</span></i><span style="font-weight: 400;">”) seja a maneira como ela convém a “vida” do protagonista: na coluna de Isaac, podemos ver uma coluna de luz que vai diminuindo de tamanho e mudando de cor conforme ele recebe dano. Isso permite que o jogador esteja sempre consciente da surra que está tomando e dos itens que precisará usar para se recuperar sem que tire os olhos da ação e se distraia. Mais de 10 anos depois, o </span><i><span style="font-weight: 400;">HUD</span></i><span style="font-weight: 400;"> criado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">EA Redwood Shores</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda é considerado um dos patamares de excelência na criação de interfaces diegéticas em jogos.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Nós descobrimos que o </span><a href="https://www.fabricadejogos.net/posts/artigo-heads-up-displays-hud-e-a-aplicacao-em-jogos-digitai/"><span style="font-weight: 400;">HUD</span></a><span style="font-weight: 400;"> (“heads-up display”) é efetivamente uma janela de vidro que separa você, o jogador, do personagem que você controla. Então, se nós conseguíssemos levantar essa barreira, você repentinamente mantinha essa conexão.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dino Ignacio, antigo </span><span style="font-weight: 400;">UI designer</span><span style="font-weight: 400;"> de </span><span style="font-weight: 400;">Dead Space</span><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IXv3B-l4uVM"><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Why games can’t abandon the HUD</span><span style="font-weight: 400;">”</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_22262" aria-describedby="caption-attachment-22262" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22262" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-4.jpg" alt="Captura de tela do jogo Dead Space. Isaac Clarke, em sua armadura cor de ferrugem, corre por um dos corredores da nave Ishimura. Isaac está do lado esquerdo, de costas para a tela. Na sua coluna, vemos uma linha luminosa azul segmentada e, do lado direito dela, um semicírculo preenchido até a metade por uma cor vermelha. No centro da tela, uma projeção holográfica azul em formato retangular de uma mulher fala com ele. Do lado direito do corredor futurista, há uma grande janela que expõe o interior de uma sala, com um objeto dentro. Há ventiladores alinhados na parede direita." width="1280" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-4-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-4-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-4-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dead-space-4-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22262" class="wp-caption-text">Mesmo separado de seus companheiros, Isaac mantém contato constante com eles ao longo da aventura (Foto: <a href="https://www.giantbomb.com/dead-space/3030-20800/forums/true-english-gent-reviews-dead-space-115986/">Giant Bomb</a>)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como dito anteriormente, a maior parte da narrativa do título acontece nos </span><a href="https://thelastofus.com.br/noticias/nem-todos-os-jogadores-param-para-perceber-as-historias-por-tras-dos-detalhes-em-the-last-of-us-2/"><span style="font-weight: 400;">ambientes</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o engenheiro encontra e nas formas cada vez mais grotescas que os </span><i><span style="font-weight: 400;">necromorfos </span></i><span style="font-weight: 400;">tomam. Assim, o silêncio do protagonista surge não como um impedimento na narrativa, mas como uma legítima resposta emocional aos eventos que acontecem. Se para mim é difícil descrever a visão de um feto cadavérico com três tentáculos tentando me matar, suponho que para Isaac também seja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme você explora os corredores apertados e os intestinos mecânicos da </span><i><span style="font-weight: 400;">USG Ishimura</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma conspiração de segredos e cultos religiosos começa a surgir, e a verdade por trás do destino da tripulação é revelada. Por mais que não conte com as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eaW0tYpxyp0"><span style="font-weight: 400;">sequências cinematográficas de títulos modernos</span></a><span style="font-weight: 400;">, o mistério ao redor da narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua imersivo e engajante e, apesar de sua idade, seus visuais ainda ajudam a contar sua história (com exceção das expressões faciais de seus personagens).</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Dead Space Remake - Official Reveal Trailer | EA Play Live" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/C1yiuM7blIw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos raros casos em que, mais de uma década após seu lançamento, é realmente difícil enxergar aspectos que estejam explicitamente ultrapassados. Sua câmera, seu combate metódico, sua narrativa cênica, são todos observados em títulos modernos, não só de terror, e até mesmo adotados por franquias antigas. Considerando isso, o que um </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> do título teria a oferecer?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da narrativa ter o seu apelo, é possível ver como a obra se beneficiaria de melhores resoluções nas plataformas da nova geração e computadores potentes. Honestamente, só imaginar a quantidade e variedade de <em>necromorfos</em> com texturas e sons ainda mais realistas me faz ter calafrios. A história pessoal de Isaac e sua busca por Nicole (Iyari Limon) também precisa de poucos ajustes, principalmente melhorando a expressividade das personagens e capturando as nuances de seus atores. A </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/voxel/221780-dead-space-remake-tera-opcoes-acessibilidade.htm"><span style="font-weight: 400;">já confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;"> adição de opções de acessibilidade também são mais do que bem vindas, já que são cada vez mais  presentes em jogos </span><a href="https://www.cyberhorus.com.br/artigo/a-aa-aaa-entenda-a-definicao-dos-jogos"><span style="font-weight: 400;">AAA</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas um </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> também precisa de algo a mais. Por mais que melhorias técnicas sejam importantes, títulos recentes como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u3wS-Q2KBpk"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eHdaWMP7D2s"><i><span style="font-weight: 400;">Final Fantasy VII Remake</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> provam que mais do que </span><i><span style="font-weight: 400;">“cartas de amor”</span></i><span style="font-weight: 400;">, esses jogos precisam se justificar sozinhos. É preciso que haja intenção por trás das mudanças e que essas mudanças reflitam o sentido dado pela obra original. Um </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space</span></i><span style="font-weight: 400;"> precisa achar maneiras inovativas de implementar diversas mecânicas que na época foram novidade, mas que hoje são via de regra, usando as ferramentas à sua disposição, muito como o desafortunado herói de sua história.</span></p>
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		<title>As experiências visuais do 5º Festival Ecrã</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2021 17:05:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois da jornada através do Cinema Fantástico que foi o Fantaspoa XVII, o Persona volta para o mundo dos festivais de Cinema, mas desta vez se aproximando ainda mais do experimental e incomum. A 5ª edição do Festival Ecrã de Experimentações Audiovisuais nos levou por caminhos dos mais abstratos, passando pelo intrigante, profundo, ou simplesmente &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cobertura-5o-festival-ecra/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As experiências visuais do 5º Festival Ecrã"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21860" aria-describedby="caption-attachment-21860" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21860 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/poster.png" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/poster.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/poster-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/poster-768x404.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21860" class="wp-caption-text">Entre longas, médias, curtas, videoartes, artes imersivas e games, Julho de 2021 nos trouxe as experimentações artísticas e sensoriais do 5º Festival Ecrã (Arte: Vitor Tenca/Texto de Abertura: Caio Machado e João Batista Signorelli)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois da jornada através do Cinema Fantástico que foi o </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobertura-fantaspoa-xvii/"><span style="font-weight: 400;">Fantaspoa XVII</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>Persona </b><span style="font-weight: 400;">volta para o mundo dos festivais de Cinema, mas desta vez se aproximando ainda mais do experimental e incomum. A </span><a href="https://www.festivalecra.com.br"><span style="font-weight: 400;">5ª edição do Festival Ecrã de Experimentações Audiovisuais</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos levou por caminhos dos mais abstratos, passando pelo intrigante, profundo, ou simplesmente incompreensível. De narrativas estruturadas à experiências puramente estéticas, o Ecrã foi </span><i><span style="font-weight: 400;">online, </span></i><span style="font-weight: 400;">gratuito e apresentou, além de longas e curtas, outras das inúmeras possibilidades proporcionadas pelo audiovisual: videoartes, performances, instalações, artes interativas e até mesmo </span><i><span style="font-weight: 400;">games </span></i><span style="font-weight: 400;">marcaram presença no festival que aceita tudo, menos o convencional e o conformista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Festival surgiu timidamente em 2017, com apenas 10 obras ao longo de 2 dias, e cresceu a cada ano até explodir em 2020, em sua primeira edição </span><i><span style="font-weight: 400;">online,</span></i><span style="font-weight: 400;"> quando deu a uma enorme quantidade de cinéfilos, órfãos das salas de cinema e sedentos por novidades, a chance de descobrir dezenas de obras audiovisuais inovadoras. Em sua 5ª edição, realizada de 15 a 25 de julho, o jovem festival permanece independente de patrocinadores e sem cobrar um único centavo de seus espectadores, o que significa que o evento precisa buscar meios alternativos para se manter financeiramente. Por isso, o Ecrã abriu uma </span><a href="https://benfeitoria.com/5festivalecra"><span style="font-weight: 400;">campanha de financiamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> coletivo para esta edição, com a qual é possível contribuir até o dia 15 de agosto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de uma plataforma própria, a quinta edição teve uma curadoria heterogênea como toda seleção de um Festival experimental deve ser. Trazendo desde obras de cineastas essenciais para o Cinema de vanguarda mundial, como James Benning e Ken Jacobs, à produções estudantis saídas diretamente das universidades brasileiras, o Ecrã ofereceu um panorama amplo de produções nacionais e internacionais das mais diversas, que buscam romper as fronteiras e arrebentar as caixinhas do tradicional e do óbvio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das 120 produções presentes na programação do Festival, o Persona assistiu 40, todas comentadas a seguir por </span><b>Caio Machado</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>Caroline Campos</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>Gabriel Gatti</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>João Batista Signorelli</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>Vitor Evangelista</b><span style="font-weight: 400;">. Nos 10 dias de Festival, vimos um pouco de tudo: filmes macabros, engraçados, surpreendentes, incômodos, ou apenas abstratos demais para serem descritos. Se você quer sair do óbvio e passar longe do previsível, pode ter certeza que logo abaixo encontrará material de sobra para se interessar. </span></p>
<p><span id="more-21816"></span></p>
<h3><b>Longa e Média-Metragens</b></h3>
<figure id="attachment_21827" aria-describedby="caption-attachment-21827" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21827" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cancoes-Engarrafadas-1-4.png" alt="Cena do filme Canções Engarrafadas 1-4. A imagem mostra um fragmento da tela de um computador com a linha do tempo em um programa de edição de vídeo. Acima da linha há uma régua com marcações temporais, e na faixa de vídeo há diversos fragmentos recortados representando cortes no vídeo. Em destaque na metade direita, há um recorte maior que mostra a imagem de um homem com roupas militares com um lança-foguetes em seu ombro atirando para a esquerda." width="980" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cancoes-Engarrafadas-1-4.png 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cancoes-Engarrafadas-1-4-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cancoes-Engarrafadas-1-4-768x397.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21827" class="wp-caption-text">A diretora Chloé Galibert Lainé já esteve presente na edição anterior do festival, com ‘Assistindo a Dor dos Outros’, outro filme criado a partir de gravações da tela de computador. (Foto: Chloé Galibert Lainé e Kevin B. Lee)</figcaption></figure>
<p><b>Canções Engarrafadas 1-4 (Bottled Songs 1-4, Chloé Galibert Lainé e Kevin B. Lee, Alemanha, França e EUA, 2020)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Canções Engarrafadas 1-4 </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma pancada das fortes. Por pouco mais de uma hora, Kevin B. Lee e Chloé Galibert-Laîné dissecam em quatro “canções” as representações do Estado Islâmico na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet </span></i><span style="font-weight: 400;">feitas pela própria organização terrorista e pela mídia internacional. Os pesquisadores-artistas transformam sua investigação em ensaio, e o seu ensaio em Arte na forma de um documentário de </span><i><span style="font-weight: 400;">desktop </span></i><span style="font-weight: 400;">capaz de deixar qualquer um boquiaberto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de quatro </span><i><span style="font-weight: 400;">e-mails</span></i><span style="font-weight: 400;"> trocados entre Kevin e Chloé, somos levados a questionar a veracidade e as motivações por trás de um vídeo do Estado Islâmico propagado entre os veículos de informação, a destrinchar um longa-metragem de propaganda terrorista, buscar informações a respeito de um jovem radical jihadista, e por fim especular sobre a transformação de um repórter britânico em porta-voz das mensagens do </span><i><span style="font-weight: 400;">ISIS</span></i><span style="font-weight: 400;">. Do poder de impacto das imagens, ao modo com elas se transformam e são ressignificadas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, as canções da dupla de realizadores falam de tanta coisa, que cada uma delas mereceria um artigo inteiro por si só. Certamente, uma das melhores coisas que vi em 2021 até o momento. </span><b>&#8211;</b> <b>João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_21835" aria-describedby="caption-attachment-21835" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21835" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Edicao-de-Videos-com-Adobe-Premiere-Pro.png" alt="Cena do filme Edição de Vídeos com Adobe Premiere Pro: Guia do Mundo Real para Configurações e Fluxo de Trabalho. A imagem é uma captura de tela de um computador, e mostra uma sessão aberta em um programa de edição de vídeos. Acima se destacam duas imagens do filme sendo editado. Na imagem da esquerda, em primeiro plano no canto esquerdo desfocado há um homem coreano com uma camisa rosa sobre uma camiseta branca e uma câmera fotográfica próxima do rosto, e em segundo plano uma mulher coreana de camiseta azul clara olhando para o homem com expressão séria. Ao fundo em desfoque, há vegetação verde. Na segunda imagem, à direita, as mesmas pessoas são apresentadas de corpo inteiro e em pé um de frente para o outro. Ele fotografa ela, sobre um gramado rodeado por árvores. No canto direito, sobre o vão estreito entre duas árvores está o cursor do computador apontando para uma pequena silhueta humana feminina escondida ali. Na metade de baixo da imagem, à esquerda há uma lista de pastas de arquivos, e do centro para a direita a linha do tempo do filme com fragmentos de vídeos e arquivos de som." width="980" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Edicao-de-Videos-com-Adobe-Premiere-Pro.png 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Edicao-de-Videos-com-Adobe-Premiere-Pro-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Edicao-de-Videos-com-Adobe-Premiere-Pro-768x397.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21835" class="wp-caption-text">Edição de Vídeos com Adobe Premiere… é outro filme de desktop a figurar na programação do Festival Ecrã, trabalhando, porém, em um contexto fictício. (Foto: Seong Yoon Hong)</figcaption></figure>
<p><b>Edição de Vídeos com Adobe Premiere Pro: Guia do Mundo Real para Configurações e Fluxo de Trabalho ( 그녀를 지우는 시간, Seong Yoon Hong, Coreia do Sul, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a uma programação de produções que buscam se aproximar do onírico, abstrato, conceitual, e por vezes incompreensível, </span><i><span style="font-weight: 400;">Edição de Vídeos com Adobe Premiere Pro: Guia do Mundo Real para Configurações e Fluxo de Trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;"> se torna oásis para quem busca algo acessível sem necessariamente ser convencional. É o </span><i><span style="font-weight: 400;">filme-pipoca </span></i><span style="font-weight: 400;">do Festival Ecrã, que mistura de maneira deliciosa o </span><i><span style="font-weight: 400;">desktop-movie, </span></i><span style="font-weight: 400;">o romance, a comédia, o terror, além do tradicional guia de gestão de crises para quando editores de vídeo encontram algo bem errado no material de filmagem com o qual estão trabalhando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um típico filme de romance é interrompido por seu diretor tentando finalizá-lo com a ajuda de uma editora experiente, e ambos acabam sendo impedidos de trabalhar devido a uma série de erros no arquivos que podem ou não arruinar o filme, e talvez a própria vida do par responsável pela pós-produção. O diretor sul-coreano Seong Yoon Hong oferece, em seu média metragem de título enorme, não apenas entretenimento puro, como também um mergulho na frustração de uma artista ao ter a sua visão arruinada por erros estúpidos e evitáveis. Mas ao final, as intenções artísticas são mais importantes do que o que é possível de ser feito com o material real? </span><i><span style="font-weight: 400;">Edição de Vídeos com Adobe Premiere… </span></i><span style="font-weight: 400;">nos mostra que os erros abrem brechas para experimentações, e, conforme este filme (ou seria ‘este guia’?) nos ensina, o experimento e o entretenimento são perfeitamente capazes de andar juntos. </span><b>&#8211;</b> <b>João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_21843" aria-describedby="caption-attachment-21843" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21843" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Natalis.png" alt="Cena do filme Natalis apresenta uma igreja com um santo dentro de uma redoma de vidro e metal, usando uma batina branca e uma estola vermelha. Na frente da cúpula está uma cruz pequena de metal, duas velas e duas colunas na lateral." width="1366" height="705" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Natalis.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Natalis-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Natalis-1024x528.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Natalis-768x396.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Natalis-1200x619.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21843" class="wp-caption-text">Raquel Monteiro guia a narrativa de Natalis por meio de cenas de câmeras de segurança e do silêncio (Foto: Raquel Monteiro)</figcaption></figure>
<p><b>Natalis (Raquel Monteiro, Brasil, 2021)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se imagine visualizando gravações de câmeras de segurança ao redor do mundo, durante os dias 24, 25 e 26 de dezembro. É justamente essa a proposta de Raquel Monteiro no filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Natalis</span></i><span style="font-weight: 400;">. A diretora já havia marcado no Festival Ecrã em 2020 por dirigir e roteirizar o curta </span><a href="https://www.planoaberto.com.br/ceu-na-terra/"><i><span style="font-weight: 400;">Céu Na Terra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta a história dos encontros e desencontros de Patrícia e Paula durante o Carnaval carioca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Natalis</span></i><span style="font-weight: 400;">, Monteiro foi mais ambiciosa na proposta. Logo de início, somos introduzidos ao poema </span><i><span style="font-weight: 400;">Lucrèce à la fenêtre</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/christian-prigent-escritor-poeta-critico-nada-representa-homem-como-poesia-17641389#:~:text=Christian%20Prigent%2C%20escritor%2C%20poeta%20e,a%20poesia'%20%2D%20Jornal%20O%20Globo"><span style="font-weight: 400;">Christian Prigent</span></a><span style="font-weight: 400;">, que fala sobre o fazer das coisas a partir do vazio. No momento seguinte, a cineasta nos coloca em uma janela com vista para paisagens ao redor do mundo. O filme surge com grande imponência, se desenvolve na monotonia dos ambientes e se encerra com a incógnita do real sentido da obra. Para a caracterização dos ambientes, a diretora apresenta vídeos com uma velocidade menor de fotos por segundo e ritmo pausado. Esses recursos permitem que a cineasta faça de seu trabalho um laboratório aberto a novos experimentos sensoriais dentro do audiovisual e fazem com que cada um dos picotes de cena proporcionem uma nova experiência. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_21851" aria-describedby="caption-attachment-21851" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21851" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Toda-Luz-Que-Podemos-Ver.jpg" alt="Cena do filme Toda Luz Que Podemos Ver exibe uma paisagem com vegetação rasteira e seca, montanhas ao fundo e o céu azul com poucas nuvens. Ao centro da imagem aparece um homem de roupa preta andando pela vegetação baixa." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Toda-Luz-Que-Podemos-Ver.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Toda-Luz-Que-Podemos-Ver-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Toda-Luz-Que-Podemos-Ver-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Toda-Luz-Que-Podemos-Ver-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Toda-Luz-Que-Podemos-Ver-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Toda-Luz-Que-Podemos-Ver-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21851" class="wp-caption-text">Amor e fúria guiam a trama de Toda Luz Que Podemos Ver ( Foto: Pablo Escoto)</figcaption></figure>
<p><b>Toda Luz Que Podemos Ver (Toda La Luz Que Podemos Ver, Pablo Escoto Luna, México, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2014, Pablo Escoto Luna fundou, junto com Salvador Amores e Jesús Núñez, a cooperativa de Cinema </span><a href="https://riosdenueva.tumblr.com/todalaluz"><span style="font-weight: 400;">ríos de Nueva</span></a><span style="font-weight: 400;">, para buscar novas formas de fazer Cinema no México. Com essa proposta em mente, o diretor produziu </span><i><span style="font-weight: 400;">Toda Luz Que Podemos Ver</span></i><span style="font-weight: 400;">, um longa bucólico que apresenta melodrama épico, aventura e, ainda, um lado psicológico  conforme a trama se desenvolve.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa se passa um dia antes da guerra entre Popocatépetl e Ixtaccihuatl, dois vulcões do </span><span style="font-weight: 400;">Parque Nacional Izta-Popo Zoquiapan, no México. Segundo a </span><a href="https://www.mitoselendas.com.br/2019/08/lenda-de-popocatepetl-Iztaccihuatl.html"><span style="font-weight: 400;">lenda asteca</span></a><span style="font-weight: 400;">, o por não conseguirem viver seu amor, uma princesa e um guerreiro foram transformados em vulcões após sua morte. </span><span style="font-weight: 400;">No decorrer do longa, quem se destacou como protagonista foram as paisagens, repleta de montanhas, cores na vegetação e a coloração azul radiante do céu. </span><i><span style="font-weight: 400;">Toda Luz Que Podemos Ver</span></i><span style="font-weight: 400;"> também é exitoso ao propagar a cultura no México, porém a narrativa lenta chega a ser desmotivante em certos pontos da história. Nesse espectro, o longa percorre altos e baixos durante a trama, mas entrega ao telespectador a nova forma de cinema proposta por Escoto. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_21837" aria-describedby="caption-attachment-21837" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21837" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Eu-Ando-Sobre-a-Agua.jpg" alt="Cena do filme Eu Ando Sobre a Água em que aparece um homem negro bem de perto, sendo visível apenas seus olhos e o nariz. Sua expressão é de tristeza." width="1920" height="991" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Eu-Ando-Sobre-a-Agua.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Eu-Ando-Sobre-a-Agua-800x413.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Eu-Ando-Sobre-a-Agua-1024x529.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Eu-Ando-Sobre-a-Agua-768x396.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Eu-Ando-Sobre-a-Agua-1536x793.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Eu-Ando-Sobre-a-Agua-1200x619.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21837" class="wp-caption-text">Eu Ando Sobre a Água é marcada pelo retorno de Khalik Allah à esquina da rua 125 com a Avenida Lexington, seu principal ponto de criação (Foto: Khalik Allah)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Ando Sobre a Água (IWOW: I Walk on Water, Khalik Allah, EUA, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Khalik Allah é um cineasta e fotógrafo que costuma retratar as minorias sociais em suas obras. Seu documentário </span><a href="https://www.newyorker.com/goings-on-about-town/movies/alice-in-wonderland"><i><span style="font-weight: 400;">Field Niggas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, retrata a vida dos habitantes da esquina da rua 125 com a Avenida Lexington, em Nova Iorque. Todo seu trabalho é apresentado de forma real e crua, tanto que sua obra foi descrita como ópera de rua e o seu filme, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Ando Sobre a Água</span></i><span style="font-weight: 400;">, não foge à regra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa retorna à </span><span style="font-weight: 400;">esquina da rua 125 com a Avenida Lexington para documentar o cotidiano dos haitianos em situação de rua. O documentário reflete a humanidade visceral típica dos trabalhos de </span><span style="font-weight: 400;">Allah, que registra sua amizade com Frenchie, seus relacionamentos e seu cotidiano.</span><span style="font-weight: 400;"> Toda essa jornada se apresenta de forma similar, porém menos interessante ao filme </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/08/1798539-autocritica-faz-de-fome-um-filme-ambicioso-e-maduro.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Fome</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que retrata a vida de um morador de rua na metrópole paulista. Mas apesar disso, Allah realiza um trabalho valioso em </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Ando Sobre a Água </span></i><span style="font-weight: 400;">ao dar voz aos imigrantes que vivem em situação de rua. A narrativa nada romantizada provoca no telespectador a angústia e os anseios daqueles que se encontram nessas situações. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_21844" aria-describedby="caption-attachment-21844" style="width: 1064px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista.jpg" alt="Cena do filme O Céu Socialista que exibe duas mãos de uma pessoa branca unindo os indicadores e o polar para formar um triângulo. Ao fundo é possível ver o céu azul." width="1064" height="549" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista.jpg 1064w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista-800x413.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista-1024x528.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista-768x396.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21844" class="wp-caption-text">Ken Jacobs brinca de ser Deus em O Céu Socialista (Foto: Ken Jacobs)</figcaption></figure>
<p><b>O Céu Socialista (The Sky Socialist, Ken Jacobs, EUA, 1965)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo é repleto de injustiça e crueldade. A Segunda Guerra Mundial, por exemplo, marcou a humanidade com o holocausto, dentre outros eventos nefastos. Pensando na ideia de um deus justo para todos, Ken Jacobs produziu</span><i><span style="font-weight: 400;"> O</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Céu Socialista</span></i><span style="font-weight: 400;">. O diretor é conhecido pelo seu modo experimental de fazer Cinema, chegando a propor o termo </span><a href="https://www.classiccinemas.com.au/about-paracinema"><span style="font-weight: 400;">paracinema</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos anos 1970, para definir as produções que não se encaixavam nos padrões cinematográficos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com esses ideais em mente, Jacobs realiza um trabalho quase como de um pintor expressionista abstrato em </span><i><span style="font-weight: 400;">O</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Céu Socialista</span></i><span style="font-weight: 400;">. O enredo se passa na rua Ferry, em Manhattan, primeiro lar do cineasta, e introduz os enredo e os personagens por meio de interlúdios, assim como nos filmes mudos. Durante a narrativa somos apresentados a uma alegoria na qual </span><a href="https://www.annefrank.org/en/anne-frank/who-was-anne-frank/quem-foi-anne-frank/"><span style="font-weight: 400;">Anne Frank</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi poupada da morte em </span><span style="font-weight: 400;">Bergen-Belsen e segue sua vida até se apaixonar pelo subestimado escritor surrealista, Isadore Lhevinne. Durante as décadas seguintes à produção do longa, Jacobs apresentou sua obra em diversos formatos e durações, mas o original 8mm é o ideal para perpetuar essa trama sobre o sonho da justiça.</span> <b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_21840" aria-describedby="caption-attachment-21840" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21840" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem-da-Percepcao.jpg" alt="Cena do filme Imagem da Percepção em que há um homem e uma mulher, um ao lado do outro, desfigurados por efeitos digitais. Suas vestimentas e o fundo apresentam tons de marrom e bege." width="1920" height="991" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem-da-Percepcao.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem-da-Percepcao-800x413.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem-da-Percepcao-1024x529.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem-da-Percepcao-768x396.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem-da-Percepcao-1536x793.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem-da-Percepcao-1200x619.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21840" class="wp-caption-text">Imagem da Percepção é a loucura elevada a décima quinta potência (Foto: Guli Silberstein)</figcaption></figure>
<p><b>Imagem da Percepção (Image of Perception, Guli Silberstein, Reino Unido, 2021)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Arte nem sempre precisa ser bonita. A sensação de desconforto pode estar presente em grandes obras, assim como no filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Imagem da Percepção</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Guli Silberstein. O longa faz parte do projeto </span><a href="http://videowords.altervista.org/"><i><span style="font-weight: 400;">VideoWords</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que propõe a interpretação visual de vinte e oito palavras por diversos artistas ao redor do mundo, tendo sido oferecido o substantivo loucura para Silberstein. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Imagem da Percepção</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um tributo ao visionário </span><a href="https://criticaretro.blogspot.com/2017/10/uma-pagina-de-loucura-page-of-madness.html"><i><span style="font-weight: 400;">Uma Página de Loucura</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Teinosuke Kinugasa, que conta a história de um marinheiro que se emprega em um manicômio para libertar sua amada lá presa. Na obra de Silberstein, a experiência do filme é mais cognitiva, já que o casal e sua filha estão presos ao passado e ao presente da mente humana. Para refletir essa sensação, o diretor recorre a técnicas de processamento e  manipulação de imagens e, com isso, consegue nos colocar no lugar de um paciente do hospício. Outro ponto positivo da obra é a trilha sonora, os acordes dissonantes são a cereja do bolo para esse longa repleto de loucura, desconforto e amor. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_21817" aria-describedby="caption-attachment-21817" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21817" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/52-Filmes-Curtos.png" alt="Cena do filme 52 Filmes Curtos que apresenta uma mulher branca de cabelos castanhos curtos usando um sutiã azul e uma calcinha rosa em frente a um portão de metal branco." width="1280" height="661" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/52-Filmes-Curtos.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/52-Filmes-Curtos-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/52-Filmes-Curtos-1024x529.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/52-Filmes-Curtos-768x397.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/52-Filmes-Curtos-1200x620.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21817" class="wp-caption-text">O cotidiano é muito mais interessante visto pelas lentes de Frances Arpaia (Foto: Frances Arpaia)</figcaption></figure>
<p><b>52 Filmes Curtos (52 Short Films, Frances Arpaia, EUA, 2021)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A indústria cinematográfica é preponderantemente dominada por homens. A vitória de </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/oscar/2021/noticia/2021/04/26/chloe-zhao-vence-oscar-e-marvel-ganha-sua-primeira-diretora-ganhadora-de-oscar.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Chloé Zhao</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Diretora no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2021 é um evento raro nesse meio. Nesse ambiente inóspito para as minorias, surge Frances Arpaia, uma mulher trans </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seus filmes experimentais trabalham a questão da vida </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">e as lutas da comunidade. No caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">52 Filmes Curtos,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a cineasta buscou produzir um diário em forma de vídeos, registrando semanalmente um evento de sua vida. A ideia de criar uma </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;linha do tempo aberta para experimentação&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> surgiu em 2019 e foi interrompido durante alguns meses devido à pandemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse caderno audiovisual permitiu com que Arpaia explorasse novas ideias e técnicas em sua produção. Para unir as gravações a fim de criar uma narrativa coesa, por exemplo, a diretora utilizou de ferramentas de criação de imagens</span> <a href="https://www.abramus.org.br/noticias/16268/lo-fi-music/"><i><span style="font-weight: 400;">lo-fi</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para tornar as imagens <em>pixelizadas</em> e desfocadas. Depois de todo esse período de produção, </span><i><span style="font-weight: 400;">52 Filmes Curtos</span></i><span style="font-weight: 400;"> resultou em um trabalho que mostra poesia no cotidiano, não deixando de destacar a personalidade da diretora, que protagonizou toda a trama do longa. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_21821" aria-describedby="caption-attachment-21821" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21821" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Apyawa-Tapirape-Iraxao-Rarywa.jpg" alt="Cena do filme Apyãwa (Tapirapé) Iraxao Rarywa que exibe diversos indígenas, em sua maioria mulheres, vestindo roupas típicas de sua cultura, em volta de uma pessoa que usa uma vestimenta desfiada e toca um chocalho. O fundo é composto por casas, árvores e o céu azul." width="1920" height="991" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Apyawa-Tapirape-Iraxao-Rarywa.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Apyawa-Tapirape-Iraxao-Rarywa-800x413.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Apyawa-Tapirape-Iraxao-Rarywa-1024x529.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Apyawa-Tapirape-Iraxao-Rarywa-768x396.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Apyawa-Tapirape-Iraxao-Rarywa-1536x793.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Apyawa-Tapirape-Iraxao-Rarywa-1200x619.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21821" class="wp-caption-text">Apyãwa (Tapirapé) Iraxao Rarywa mostra o Brasil que ninguém vê (Foto: Tapirapé, Reis, Oliveira, Damas)</figcaption></figure>
<p><b>Apyãwa (Tapirapé) Iraxao Rarywa (Paula Grazielle Viana dos Reis, Luis Oliveira, Koria Tapirapé, Vandimar Marques Damas, Brasil, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil é contemplado com centenas de povos indígenas espalhadas por todo seu território. Dentre eles estão os indígenas </span><a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Tapirap%C3%A9"><span style="font-weight: 400;">Apyãwa (Tapirapé)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Karaj%C3%A1"><span style="font-weight: 400;">Iny</span></a><span style="font-weight: 400;">, que realizam a festa-rito-sazonal Iraxao Rarywa, no médio rio Araguais durante os tempos de chuva. No entanto, a seca dos córregos e das roças presentes no território Tapi&#8217;itãwa situado na Terra Indígena Urubu Branco (Amazônia) provocou a escassez dos principais alimentos típicos do festival. Essa história dos nativos brasileiros é contada no filme-ritual </span><i><span style="font-weight: 400;">Apyãwa (Tapirapé) Iraxao Rarywa</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário consiste em um projeto coletivo produzido pelos antropólogos Koria Yrywaxã Tapirapé e Paula Grazielle Viana dos Reis e pelos cineastas Luis Oliveira e Vandimar Marques Damas. Todo o trabalho executado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Apyãwa (Tapirapé) Iraxao Rarywa </span></i><span style="font-weight: 400;">reforça a força do parentesco indígena e da cosmopolítica amazônica, o que torna o filme muito significativo, principalmente em um período em que os indígenas correm risco de perder suas terras com a </span><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2021/07/07/o-que-e-o-pl-490-e-como-ele-afeta-a-vida-dos-povos-indigenas.htm"><span style="font-weight: 400;">PL 490</span></a><span style="font-weight: 400;">. A força de um povo e suas culturas, que foram menosprezadas desde a chegada dos europeus, ganham força nesse trabalho simbólico. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_21845" aria-describedby="caption-attachment-21845" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista_-Arredores-e-Outtakes.png" alt="Cena do filme O Céu Socialista: Arredores e Outtakes em que aparece um homem, usando camisa social branca, colete e gravata, preenchendo um copo, com desenho de uma mulher nua, com água. Em segundo plano, está uma mulher de jaqueta amarela e saia florida segurando uma jarra branca." width="1920" height="991" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista_-Arredores-e-Outtakes.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista_-Arredores-e-Outtakes-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista_-Arredores-e-Outtakes-1024x529.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista_-Arredores-e-Outtakes-768x396.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista_-Arredores-e-Outtakes-1536x793.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Ceu-Socialista_-Arredores-e-Outtakes-1200x619.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21845" class="wp-caption-text">54 anos depois, Ken Jacobs retorna para dar continuação a sua ode (Foto: Ken Jacobs)</figcaption></figure>
<p><b>O Céu Socialista: Arredores e Outtakes (The Sky Socialist: The Environs And Outtakes, Ken Jacobs, EUA, 2019) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nova Iorque é uma cidade em eterna metamorfose. O set de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Céu Socialista</span></i><span style="font-weight: 400;"> permanece em pé, porém repleto de renovações urbanas. Desta vez, a trama se passa durante o outono de 1964, período que permitiu o diretor explorar o crescimento de uma metrópole. Essas transformações fizeram com que a segunda parte da história de Ken Jacobs, intitulada de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Céu Socialista: Arredores e Outtakes</span></i><span style="font-weight: 400;">, se mova alguns quarteirões para o oeste da Broadway. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa segue o formato clássico de </span><a href="https://www.videoshack.com.br/blog-post/filmes-8mm-e-super-8-qual-e-a-diferenca/"><span style="font-weight: 400;">8mm</span></a><span style="font-weight: 400;">, utilizado em inúmeros trabalhos do veterano Jacobs. O diretor de grande renome para o Cinema independente, realiza um trabalho satisfatório em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Céu Socialista: Arredores e Outtakes, </span></i><span style="font-weight: 400;">porém segue totalmente dentro de sua zona de conforto. Com o diferencial de que desta vez, o cineasta proporciona breves momentos nostálgicos com o aparecimento do elenco original de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Céu Socialista, </span></i><span style="font-weight: 400;">que em seguida já retoma o </span><i><span style="font-weight: 400;">zoom </span></i><span style="font-weight: 400;">para enquadrar e capturar as paisagens transmorfas de Nova Iorque. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_21830" aria-describedby="caption-attachment-21830" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Com-Amor_-Volume-1-1987-1996.png" alt="Cena do filme Com Amor: Volume 1 1987-1996 exibe livros espalhados, sendo que um deles se chama Para Libertar o Cinema, em inglês, e apresenta o desenho de um homem sentado em uma cadeira olhando para trás." width="720" height="372" /><figcaption id="caption-attachment-21830" class="wp-caption-text">Com Amor: Volume 1 1987-1996 mostra o tempo passar diante dos nossos olhos (Foto: Michael Pilz)</figcaption></figure>
<p><b>Com Amor: Volume 1 1987-1996 (With Love: Volume 1 1987-1996, Michael Pilz, Áustria, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O austriaco Michael Pilz iniciou sua carreira trabalhando com fotografia e filme 8mm. Com sua ascensão no Cinema, o diretor começou a desenvolver obras que abordam aspectos técnicos, materiais e mentais da cinematografia. Nesse desenvolvimento experimental, o cineasta teve a ideia de editar todos os planos que ele fez em uma ordem cronológica para apresentar uma obra filosófica do Cinema. Esse trabalho, intitulado de </span><a href="http://www.michaelpilz.at/"><i><span style="font-weight: 400;">Cortinas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, serviu como um pré-projeto para o longa </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor: Volume 1 1987-1996,</span></i><span style="font-weight: 400;"> no qual Pilz nos apresenta o que está por trás das cortinas de suas de sua mente criativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse longa, Pilz convida os telespectadores a explorarem o mundo a partir de seus olhos e realiza um ato de liberação de memórias. Cenas, como a neve caindo e </span><span style="font-weight: 400;">uma criança desenhando em uma vidraça embaçada, são vislumbradas pelo diretor, que demonstra o seu lado colecionador de recordações. Ao relatar essas experiências vividas, fica claro que </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor: Volume 1 1987-1996 </span></i><span style="font-weight: 400;">se trata de um filme sobre o tempo, registrado de forma crua e verdadeira pelas lentes de um diretor. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_21850" aria-describedby="caption-attachment-21850" style="width: 972px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21850" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sombra.png" alt="Cena do filme Sombra exibe dois rapazes vestidos somente com roupas pretas. Usam maquiagem branca e preta ao redor dos olhos. Um está de frente para o outro em uma praça, durante a noite." width="972" height="493" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sombra.png 972w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sombra-800x406.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sombra-768x390.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21850" class="wp-caption-text">Sombra é um filme revoltado com nada (Foto: João Pedro Faro)</figcaption></figure>
<p><b>Sombra (João Pedro Faro, Brasil, 2020) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os primeiros minutos do longa de João Pedro Faro mostram dois jovens entediados, vivendo no Rio de Janeiro enquanto bebem, fumam, escutam </span><i><span style="font-weight: 400;">heavy metal </span></i><span style="font-weight: 400;">e conversam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> O que poderia ser um filme sobre tédio e alienação na cidade grande se torna um exercício vazio de estilo, com alguma cena ou outra que se aproveita bem da textura da baixa qualidade de imagem e cenas tão longas que chegam a perder o sentido. Faz muito barulho e, no fim, não significa nada.</span><b> &#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_21833" aria-describedby="caption-attachment-21833" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21833" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Desaprender-A-Dormir.jpg" alt="Cena do filme Desaprender a Dormir exibe dois homens deitados numa cama à noite. O homem à esquerda tem cabelo comprido, barba por fazer, usa uma blusa de manga longa e está deitado de barriga para baixo. O homem à direita está sem camisa, tem cabelo bem curto, tem bigode grosso e olha para o teto." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Desaprender-A-Dormir.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Desaprender-A-Dormir-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Desaprender-A-Dormir-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Desaprender-A-Dormir-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21833" class="wp-caption-text">É um milagre que Desaprender a Dormir consiga lidar com tantos temas sem se perder (Foto: Gustavo Vinagre)</figcaption></figure>
<p><b>Desaprender a Dormir (Gustavo Vinagre, Brasil, 2021)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo filme de Gustavo Vinagre traz discussões sobre vários temas, como as consequências do contato excessivo com pornografia, a existência de vida em Marte, a influência dos </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTubers </span></i><span style="font-weight: 400;">sobre os inscritos e o modo como o capitalismo quer que sejamos produtivos até quando estamos dormindo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É surpreendente como a direção consegue abordar assuntos tão diferentes entre si de forma tão coesa e criativa. Mesmo filmado em sua maioria dentro de apartamentos, o filme consegue construir uma atmosfera misteriosa sedutora, com elementos fantásticos inesperados e impactantes.</span><b> &#8211; Caio Machado</b></p>
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<h3><b>Curta-Metragens</b></h3>
<figure id="attachment_21818" aria-describedby="caption-attachment-21818" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21818" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Abutre-Negro-e-Condor.png" alt="Cena do filme Condor. A imagem mostra um elipse, com a lua parcialmente cobrindo o som, formando um anel luminoso em torno do satélite escurecido na metade direita da imagem. Todo o resto da imagem é preenchido pelo céu preto." width="980" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Abutre-Negro-e-Condor.png 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Abutre-Negro-e-Condor-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Abutre-Negro-e-Condor-768x397.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21818" class="wp-caption-text">Condor oferece um olhar poético para um evento cósmico (Foto: Kevin Jerome Everson)</figcaption></figure>
<p><b>Abutre Negro (2021, </b><b>Kevin Jerome Everson</b><b>) </b>e<b> Condor (2019, </b><b>Kevin Jerome Everson</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É bastante curioso o modo como muitos filmes experimentais minimalistas, ao abrirem mão de qualquer flerte com a complexidade evidente ou a elaboração, acabam ressignificando certos elementos básicos de seu conteúdo que jamais seriam objeto de atenção em circunstâncias normais. É esse o caso dos dois curtas realizados por Kevin Jerome Everson presentes no Festival Ecrã. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Abutre Negro,</span></i><span style="font-weight: 400;"> os </span><i><span style="font-weight: 400;">pixels </span></i><span style="font-weight: 400;">aparentes de uma captação mal iluminada se transformam em textura hipnotizante, enquanto para </span><i><span style="font-weight: 400;">Condor</span></i><span style="font-weight: 400;">, o tempo estendido longamente em um único plano dá a cada mínimo movimento a gravidade de um enorme evento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambos têm a lua como protagonista, mas se distanciam no que se refere à forma como o satélite é abordado pela câmera. </span><i><span style="font-weight: 400;">Abutre Negro </span></i><span style="font-weight: 400;">aparenta ser apenas um rascunho ou um ensaio para </span><i><span style="font-weight: 400;">Condor</span></i><span style="font-weight: 400;">:</span> <span style="font-weight: 400;">como o pássaro, o curta parece apenas se alimentar dos restos que sobraram da carcaça da produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Condor</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Já este segundo, aborda de maneira majestosa um eclipse solar em tempo real, levando o espectador a ir e voltar da mais ofuscante claridade à escuridão abismal em menos de 8 minutos. A sensação de descoberta, de compreender o que se passa, é recompensadora, e a possibilidade de testemunhar um evento cósmico como este de uma perspectiva tão privilegiada proporcionada pela câmera dão a este pequeno filme, um caráter de grandeza. </span><b>&#8211;</b> <b>João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_21822" aria-describedby="caption-attachment-21822" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21822" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Arsonista.png" alt="Cena do filme Arsonista. A imagem de baixa resolução mostra o incêndio da Catedral de Notre-Dame em Paris." width="980" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Arsonista.png 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Arsonista-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Arsonista-768x397.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21822" class="wp-caption-text">Quem é o responsável pelo incêndio? (Foto: Joshua Troxler)</figcaption></figure>
<p><b>Arsonista (2021, </b><b>Joshua Troxler</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como devemos agir diante de uma tragédia? Seguir pela calçada como se nada estivesse ali? Parar e observar, de fora e à distância como quem não quer nada? Ou ainda interferir, envolver-se? O artista Joshua Troxler articula diferentes imagens fazendo uma ponte entre o incêndio da Catedral de Notre-Dame com o de um carro no Harlem, da macro-destruição à micro. De um lado, a ação: o fogo. De outro, o resultado: as cinzas. O vídeo pode reverter o tempo, levar toda a fumaça de volta ao seu ponto de partida. Fora dele, algo mais pode ser feito? Nas maiores e nas menores tragédias, as cinzas são sempre irreversíveis.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_21824" aria-describedby="caption-attachment-21824" style="width: 1919px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21824" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/azul-profundo.png" alt="Cena do curta Azul Profundo. Um grupo de águas vivas brancas nadando em formação circular, vistas de baixo, em um oceano de azul escuro." width="1919" height="1079" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/azul-profundo.png 1919w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/azul-profundo-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/azul-profundo-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/azul-profundo-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/azul-profundo-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/azul-profundo-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21824" class="wp-caption-text">A composição naturalista de Azul Profundo é um mergulho breve e denso em um oceano de emoções (Foto: Sebastian Wiedemann)</figcaption></figure>
<p><b>Azul Profundo (2020, Sebastian Wiedemann)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Azul Profundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma experiência estética curta e doce que te imerge na solidão profunda do início da pandemia, no momento em que não haviam previsões realistas acerca de uma possível vacina e os prazos para tudo voltar ao normal continuavam se estendendo indefinidamente. Sebastian Wiedemann traduz poeticamente essa sensação na forma de um mar azul e melancólico, criando aos poucos um sentido de comunidade ao nos comparar à organismos marinhos e revelar que, mesmo à deriva no oceano tão profundamente azul, nunca estamos realmente sozinhos.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21834" aria-describedby="caption-attachment-21834" style="width: 989px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21834" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Descompostura.png" alt="Cena do curta Descompostura exibe uma foto em preto e branco em que uma mulher negra olha descontente para a câmera, enquanto está rodeada de pessoas brancas." width="989" height="505" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Descompostura.png 989w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Descompostura-800x408.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Descompostura-768x392.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21834" class="wp-caption-text">Descompostura peca ao não saber aproveitar a força que suas imagens carregam (Foto: Alline Torres, Víctor Alvino, Anaduda Coutinho e Marcio Plastina)</figcaption></figure>
<p><b>Descompostura (2021, Alline Torres, Víctor Alvino, Anaduda Coutinho e Marcio Plastina)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estrutura fragmentada do curta utiliza imagens de arquivo e manchetes de jornais para reconstruir uma parte da história do Brasil e evidenciar a presença das mulheres negras em meios compostos predominantemente por brancos. Apesar da  música colaborar para dar um peso sombrio às imagens, </span><i><span style="font-weight: 400;">Descompostura </span></i><span style="font-weight: 400;">se revela esquecível por não aproveitar tão bem a força e a tristeza inerente das fotografias que exibe. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_21838" aria-describedby="caption-attachment-21838" style="width: 1335px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21838" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Febre-40-Graus.png" alt="Cena do curta Febre 40° exibe cinco mãos femininas em tom verde-água. Em cima delas, lê-se a frase “agora eu me uno ao espectro” distorcida. Ao fundo, vê-se vários tentáculos vermelhos." width="1335" height="749" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Febre-40-Graus.png 1335w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Febre-40-Graus-800x449.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Febre-40-Graus-1024x575.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Febre-40-Graus-768x431.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Febre-40-Graus-1200x673.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21838" class="wp-caption-text">Febre 40° é uma viagem hipnótica acompanhada de música disco (Foto: Natália Reis)</figcaption></figure>
<p><b>Febre 40° (2021, Natália Reis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um visual lisérgico e frases instigantes que se distorcem na tela, o curta de Natália Reis investiga os limites entre o corpo humano e a tecnologia, entre o tesão e a eletricidade que corre dentro dos componentes eletrônicos. É uma verdadeira viagem ao som do clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">“Yes Sir, I Can Boogie”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_21847" aria-describedby="caption-attachment-21847" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21847" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Restos-e-Memorias.png" alt="Cena do curta Restos e Memórias de Filmagem exibe um homem de sessenta anos sentado em uma cadeira enquanto fala ao telefone. À sua frente, vemos a maquete de uma cidade em cima de uma escrivaninha e atrás dele vemos o monitor de um computador e as caixas de som." width="798" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Restos-e-Memorias.png 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Restos-e-Memorias-768x431.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21847" class="wp-caption-text">É um prazer poder acompanhar o processo criativo de Alex Cox em Restos e Memórias de Filmagem (Foto: Alex Cox)</figcaption></figure>
<p><b>Restos e Memórias de Filmagem (2021, Alex Cox)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alex Cox é conhecido pela direção no clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">cult Repo Man &#8211; A Onda Punk </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sid &amp; Nancy &#8211; O Amor Mata. </span></i><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Restos e Memórias de Filmagem</span></i><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos parte da rotina do cineasta num formato que lembra bastante um </span><i><span style="font-weight: 400;">vlog. </span></i><span style="font-weight: 400;">O mais interessante é poder acompanhar de perto o processo criativo artesanal dele e a forma como organiza uma cena antes de filmá-la. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_21846" aria-describedby="caption-attachment-21846" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21846" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Sonho-de-Benning.png" alt="Cena de O Sonho de Benning exibe um desenho simples, feito numa folha, de uma bola rolando até explodir. No canto inferior direito, vemos a assinatura de James Benning e o ano de 2019." width="980" height="503" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Sonho-de-Benning.png 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Sonho-de-Benning-800x411.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/O-Sonho-de-Benning-768x394.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21846" class="wp-caption-text">Abstrato como os próprios sonhos, O Sonho de Benning sugere uma reflexão sobre a brevidade da vida (Foto: Leonardo Pirondi)</figcaption></figure>
<p><b>O Sonho de Benning (2021, Leonardo Pirondi)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No breve </span><i><span style="font-weight: 400;">O Sonho de Benning, </span></i><span style="font-weight: 400;">ouvimos o famoso cineasta experimental descrever um sonho que teve enquanto vemos uma animação que tenta ilustrar isso. Limitado pela própria duração, é simples, abstrato e sugere uma pequena reflexão sobre a brevidade da vida.</span><b> &#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_21849" aria-describedby="caption-attachment-21849" style="width: 978px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21849" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Senhor-Jean-Claude.png" alt="Cena de Senhor Jean-Claude exibe uma foto antiga do ator usando uma faixa na cabeça e pulando, prestes a dar um chute em alguém." width="978" height="504" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Senhor-Jean-Claude.png 978w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Senhor-Jean-Claude-800x412.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Senhor-Jean-Claude-768x396.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21849" class="wp-caption-text">Senhor Jean-Claude utiliza apenas um frame do ator Jean-Claude Van Damme para desconstruir a noção de masculinidade propagada durante décadas (Foto: Guillaume Vallée)</figcaption></figure>
<p><b>Senhor Jean-Claude (2021, Guillaume Vallée)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de fotogramas do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">The Quest, </span></i><span style="font-weight: 400;">Guillaume Vallée faz diversas alterações na imagem de Jean-Claude Van Damme, na tentativa de desconstruir a noção de masculinidade que ele e outros astros do cinema de ação propagavam. O curta comove ao transformar a violência, contida num único </span><i><span style="font-weight: 400;">frame</span></i><span style="font-weight: 400;">, em ternura.</span><b> &#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_21852" aria-describedby="caption-attachment-21852" style="width: 1919px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21852" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tv-a-cabo.png" alt="Cena do curta TV a Cabo (Ou Uma Noite na Vida). Perspectiva quadrada. Uma dançarina de costas para a tela, colorizada em um tom rosa choque, com tons azuis, verdes e vermelhos do seu lado e um negro acima e abaixo." width="1919" height="1079" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tv-a-cabo.png 1919w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tv-a-cabo-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tv-a-cabo-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tv-a-cabo-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tv-a-cabo-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tv-a-cabo-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21852" class="wp-caption-text">A disrupção causada por um sinal de TV pirata durante a troca de canais vai do surreal até o macabro em questão de segundos (Foto: Rob Feulner)</figcaption></figure>
<p><b>TV a Cabo (Ou Uma Noite na Vida) (2020, Rob Feulner)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais eu penso sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">TV a Cabo</span></i><span style="font-weight: 400;">, mais eu aprecio a experiência mecânica e ritualística de surfar pelos canais de televisão (um sentimento que vem ficando cada vez mais raro com chegada da era do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">) dos Estados Unidos dos anos 90, observando as mudanças culturais e políticas que estava começando ou terminando de acontecer. A interrupção causada por um sinal pirata fornece uma quebra desse ritual que varia do simplesmente psicodélico até o macabro hipnotizante, e que complementa belamente a experiência.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21842" aria-describedby="caption-attachment-21842" style="width: 981px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21842" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Mil-e-Uma-Tentativas.png" alt="Cena de Mil e Uma Tentativas de Se Tornar um Oceano exibe uma mão branca mergulhada numa substância gelatinosa transparente." width="981" height="507" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Mil-e-Uma-Tentativas.png 981w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Mil-e-Uma-Tentativas-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Mil-e-Uma-Tentativas-768x397.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21842" class="wp-caption-text">Mil e Uma Tentativas de Se Tornar um Oceano repete sua ideia tantas vezes que chega a<br />ser cansativo (Foto: Wang Yuhan)</figcaption></figure>
<p><b>Mil e Uma Tentativas de Se Tornar um Oceano (2020, Wang Yuhan)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo nos primeiros minutos, dá para perceber que o curta quer mostrar a presença do fluxo e movimento das ondas na vida como um todo, desde um microrganismo  até o movimento sincronizado de soldados. Depois disso, o que ocorre é uma repetição dessa tese até a exaustão.</span><b> &#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_21856" aria-describedby="caption-attachment-21856" style="width: 1151px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21856 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/bai-gosti-1.png" alt="Cena do curta bai gosti / eros afogado em lágrimas. A cena mostra uma tela escura com iluminação noturna. " width="1151" height="753" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/bai-gosti-1.png 1151w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/bai-gosti-1-800x523.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/bai-gosti-1-1024x670.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/bai-gosti-1-768x502.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21856" class="wp-caption-text">O glitch vira rotina nesse canto apocalíptico (Foto: Vinícius Romero)</figcaption></figure>
<p><b>bai gosti / eros afogado em lágrimas (2021, Vinícius Romero) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Funcionando como o videoclipe daquela banda de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">experimental com a qual topamos sem querer no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, Vinícius Romero performa a metamorfose de sensações nada palpáveis em </span><i><span style="font-weight: 400;">bai gosti / eros afogado em lágrimas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com pinta de título mitológico, o curta se estende por desconfortáveis nove minutos, queimando medos, chamuscando temores. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_21857" aria-describedby="caption-attachment-21857" style="width: 1361px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21857" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/vitrines.png" alt="Cena do curta Vitrines, mostra um manequim de costas e o nome do curta em fonte branca" width="1361" height="765" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/vitrines.png 1361w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/vitrines-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/vitrines-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/vitrines-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/vitrines-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21857" class="wp-caption-text">Que saudade de ir ao shopping! (Foto: Coletivo Olhares)</figcaption></figure>
<p><b>Vitrines (2021, Coletivo Olhares)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o Coletivo Olhares que adentra um </span><i><span style="font-weight: 400;">shopping </span></i><span style="font-weight: 400;">do nascer do sol a seu pôr, mas são as imagens individuais das vitrines que intitula a obra as responsáveis por conversar com quem assiste os estáticos e performáticos 10 minutos. Os créditos sobem, depois do grupo, formado por João Pedro Diaz, Luã Leal, Mariana Martinelli e Sérgio Faria, vasculhar cada lata de lixo, mesa da praça de alimentação e cabide da <em>Renner</em>. Afinal de contas, quando o assunto é </span><i><span style="font-weight: 400;">shopping</span></i><span style="font-weight: 400;">, quem é a mercadoria? </span><b>&#8211;</b> <b>Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_21858" aria-describedby="caption-attachment-21858" style="width: 1017px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21858" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lucina.png" alt="Cena do curta Lucina Annulata que mostra o céu" width="1017" height="765" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lucina.png 1017w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lucina-800x602.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lucina-768x578.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21858" class="wp-caption-text">Lucina Annulata explora as múltiplas naturezas (Foto: Charlotte Clermont)</figcaption></figure>
<p><b>Lucina Annulata (2021, Charlotte Clermont)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São necessários menos de 5 minutos para que Charlotte Clermont capture o mundo em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">Lucina Annulata</span></i><span style="font-weight: 400;">. Produção canandense que usa de aparelhos analógicos para gravar os detalhes minuciosos de cavernas, florestas e do próprio corpo humano, o curta ainda rasga o ambiente com uma estridente trilha que conflita com o cântico marítimo e infantil que inunda nossos ouvidos.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_21839" aria-describedby="caption-attachment-21839" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21839" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fim-do-sofrimento.jpeg" alt="Cena de O Fim do Sofrimento. Com um fitro vermelho, podemos ver uma mulher negra do pescoço para cima segurando uma lança." width="1024" height="653" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fim-do-sofrimento.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fim-do-sofrimento-800x510.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fim-do-sofrimento-768x490.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21839" class="wp-caption-text">De qual planeta você seria? (Foto: Jacqueline Lentzou)</figcaption></figure>
<p><b>O Fim do Sofrimento (2021, Jacqueline Lentzou)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que ótimo seria se o universo interferisse cada vez que nos sentimos ocos por dentro. É assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">O Fim do Sofrimento</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona; uma solução para esse sentimento constante de deslocamento que, magicamente, encontra uma fonte intergalática no curta grego de Jacqueline Lentzou. Como se a Terra fosse uma estação para marcianos perdidos, a narrativa de 14 minutos brinca com imagens vermelhas e um diálogo marcado por metáforas e lutas por amor. Um pouco simplista no que se propõe, mas afogado em sentimentos. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_21820" aria-describedby="caption-attachment-21820" style="width: 1023px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21820" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/amostras-de-corpos.jpg" alt="Cena de Amostras de Corpos. Ao fundo, há uma imagem de uma mão branca e cima de uma pedra marcada. Sobreposta, há a imagem, menor, de um quadro de riscos roxos." width="1023" height="722" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/amostras-de-corpos.jpg 1023w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/amostras-de-corpos-800x565.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/amostras-de-corpos-768x542.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21820" class="wp-caption-text">1924 foi um ano interessante para a diretora (Foto: Astrid de La Chapelle)</figcaption></figure>
<p><b>Amostras de Corpos (2020, Astrid de La Chapelle)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que Lenin, o Monte Everest e um fóssil tem em comum? Bem, quando você descobrir, me avise, porque se depender de </span><i><span style="font-weight: 400;">Amostras de Corpos</span></i><span style="font-weight: 400;">, a situação fica complicada. O curta de 14 minutos de Astrid de La Chapelle percorre as facetas da persistência da vida que, mesmo após a morte, encontra uma forma de se transmutar em algo novo. Através de um batalhão de imagens transpostas, a linha de raciocínio da francesa é clara ao mesclar passado e presente, apesar da trilha sonora sufocante e uma leve obsessão pelas mãos do líder comunista. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_21853" aria-describedby="caption-attachment-21853" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21853" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/velho-mundo.jpg" alt="Imagem do curta Ao Velho Mundo. Podemos ver estilhaços de vidro por toda a tela, com um fundo preto," width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/velho-mundo.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/velho-mundo-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/velho-mundo-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/velho-mundo-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/velho-mundo-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21853" class="wp-caption-text">Há apenas um plano no curta que preenche toda a tela (Foto: Mark Leckey)</figcaption></figure>
<p><b>Ao Velho Mundo (Obrigado pelo Uso do seu Corpo) (2021, Mark Leckey)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine gravarem sua pataquada em um ponto de ônibus e transformarem em um curta experimental. Sim, foi isso que Mark Leckey fez em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ao Velho Mundo (Obrigado pelo Uso do seu Corpo) </span></i><span style="font-weight: 400;">ao repetir em </span><i><span style="font-weight: 400;">looping </span></i><span style="font-weight: 400;">e acrescentar diversas camadas a uma videocassetada de um cara atravessando uma vidraça. A experiência fica cada vez mais divertida conforme o inglês vai distorcendo sons e adicionando cacos de vidro e novas interpretações ao seu curta, que se transforma, como diz a própria sinopse, em uma oração ao vidro estilhaçado. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<h3><b>Videoarte</b></h3>
<figure id="attachment_21819" aria-describedby="caption-attachment-21819" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21819" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Alem-ca.png" alt="Cena de Além Cá, mostra parte de dois prédios que preenchem toda a imagem, com exceção de uma pequena parte de céu entre eles. À esquerda, o prédio tem paredes escuras e janelas grandes de vidro. Ao centro e à direita, o outro prédio da cor beje tem janelas de diferentes tamanhos e tem o desenho assemelhado a vários blocos encaixados de diversos modos. Ao centro e à distância, em uma sacada cheia de plantas, uma mulher de cabelos pretos e blusa roxa segura próximo à boca uma vuvuzela verde e amarela." width="980" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Alem-ca.png 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Alem-ca-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Alem-ca-768x397.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21819" class="wp-caption-text">Quem nunca ficou admirando as redondezas pela janela de um apartamento? (Foto: Vitória Severo)</figcaption></figure>
<p><b>Além cá (Vitória Severo, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem sair das fronteiras que podem ser alcançadas pela vista, mas indo além do isolamento e dos limites impostos pelas circunstâncias históricas, pelas paredes e altura de um apartamento, há todo um universo de pequenas histórias que podem ser acessadas simplesmente por um olhar através da janela. A pequena obra de Vitória Severo explora através de fotografias, o cotidiano daqueles que transitam à vista de seu lar, abrindo a própria janela para quem assiste. </span><i><span style="font-weight: 400;">Além cá </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece um olhar atento para os pequenos detalhes da vasta paisagem urbana que um apartamento pode oferecer. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_21823" aria-describedby="caption-attachment-21823" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21823" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/As-grandes-distancias.png" alt="Cena do filme As Grandes Distâncias. O reflexo da superfície de uma lagoa sobrepõe a imagem refletida de múltiplos galhos de árvores às pedras ao fundo da lagoa." width="768" height="397" /><figcaption id="caption-attachment-21823" class="wp-caption-text">O título ‘As Grandes Distâncias’ acrescenta mais possíveis camadas de sentido ao filme (Foto: Matheus Zenom)</figcaption></figure>
<p><b>As Grandes Distâncias (2020, Matheus Zenom)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">As Grandes Distâncias</span></i><span style="font-weight: 400;">, minha primeira reação foi de uma leve revolta, que ganhou contornos hiperbólicos na primeira versão deste comentário sobre o filme. A insistente simplicidade do curta acendeu um pensamento que demorou a se acalmar:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Para que ver o céu em uma tela de computador se eu posso ver… o céu?”</span></i><span style="font-weight: 400;"> Amenizado o susto, fui levado a refletir quais teriam sido os motivos para que tal reação tomasse forma em primeiro lugar. A falta de significados explícitos? O ritmo lento? Aquela terrível afirmação (</span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu poderia ter feito isso”</span></i><span style="font-weight: 400;">) da qual sempre queremos fugir, mas que sempre insiste em voltar?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reflexão foi feita: uma obra como essa, de ritmo lento, sem significados explícitos e que eu poderia ter feito, apresenta tão poucos elementos, que estes adquirem um peso e um grau de significância muito maior do que poderia ser esperado. Água, uma árvore e seu reflexo, céu e nuvens: todos poderiam passar batido em qualquer filme com uma quantidade regular de informações, mas em </span><i><span style="font-weight: 400;">As Grandes Distâncias</span></i><span style="font-weight: 400;">, caso o espectador o permita, assumem o protagonismo. Sem esquecer, claro, de outros dois elementos talvez ainda mais importantes: a câmera, com sua tímida movimentação de enorme amplitude, e o tempo, que atribui um peso crescente aos elementos anteriores. As grandes distâncias entre o público e um filme como este de fato existem, mas sempre existe a possibilidade de aproximação. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_21832" aria-describedby="caption-attachment-21832" style="width: 979px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21832" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Crying.png" alt="Cena de Chorar exibe metade do rosto de uma mulher, inclinado e pintado por tinta vermelha e verde, já seca." width="979" height="505" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Crying.png 979w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Crying-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Crying-768x396.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21832" class="wp-caption-text">A expressividade da realizadora é um dos destaques de Chorar (Foto: Maya Skye Henderson)</figcaption></figure>
<p><b>Chorar (Crying</b><b><i>, </i></b><b>Maya Skye Henderson, 2021)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmada num </span><i><span style="font-weight: 400;">close </span></i><span style="font-weight: 400;">bem próximo ao rosto da realizadora, a obra é um bom exercício sobre a expressividade contida no ato de chorar e os movimentos involuntários que ele provoca no rosto. Maya Skye Henderson prova que chorar alivia mesmo, mas também cansa.</span><b> &#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_21831" aria-describedby="caption-attachment-21831" style="width: 977px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21831" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cool-for-the-Summer.png" alt="Cena de Cool for the Summer exibe uma foto na galeria de um celular. Nela, uma mulher negra, com cabelo preto trançado, usa um vestido roxo e posa para a foto. Ao fundo, vemos uma bicicleta encostada na parede de um restaurante." width="977" height="505" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cool-for-the-Summer.png 977w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cool-for-the-Summer-800x414.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cool-for-the-Summer-768x397.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21831" class="wp-caption-text">Cool for the Summer apresenta as consequências psicológicas da quarentena à partir do relato de Vitória Liz (Foto: Vitória Liz)</figcaption></figure>
<p><b>Cool for the Summer (Vitória Liz, 2021)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em março de 2020, ninguém esperava que uma pandemia chegaria ao Brasil e mataria mais de meio milhão de pessoas. Achava-se que a vida continuaria normalmente, mas tudo mudou rápido demais depois da primeira morte por coronavírus no país. </span><i><span style="font-weight: 400;">Cool for the Summer </span></i><span style="font-weight: 400;">traz um enfoque extremamente sensível nessa frustração abrupta, utilizando imagens da vida normal de antes e um relato tocante sobre as consequências psicológicas avassaladoras de ser obrigado a ficar em quarentena.</span> <span style="font-weight: 400;">Para quem ainda está enfurnado dentro de casa, é impossível não se identificar. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_21841" aria-describedby="caption-attachment-21841" style="width: 637px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21841" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Invasao.png" alt="Cena de Invasão exibe uma espiral branca com uma imagem abstrata e borrada ao fundo." width="637" height="475" /><figcaption id="caption-attachment-21841" class="wp-caption-text">Ágil, Invasão é um curioso estudo sobre como a sociedade compreende o sexo (Foto: Hannah Maia)</figcaption></figure>
<p><b>Invasão (Hannah Maia, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta</span> <span style="font-weight: 400;">utiliza materiais que vão de imagens de livros de Biologia a cenas de filmes pornográficos antigos para propor um estudo interessante e agitado sobre como a sociedade enxerga o sexo.</span><b> &#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_21848" aria-describedby="caption-attachment-21848" style="width: 977px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21848" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sem-Titulo-2.png" alt="Cena do curta Sem Título #2 exibe, em preto e branco, o rosto de uma mulher olhando para cima." width="977" height="503" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sem-Titulo-2.png 977w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sem-Titulo-2-800x412.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Sem-Titulo-2-768x395.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21848" class="wp-caption-text">O olhar de Verónica Valenttino carrega uma intensidade difícil de ser mensurada (Foto: Priscyla Bettim e Renato Coelho)</figcaption></figure>
<p><b>Sem título #2 (Verónica Valenttino) (Priscyla Bettim e Renato Coelho, 2020)  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O preto e branco bem contrastado do curta compõe um retrato misterioso e bem expressivo da artista, acentuando suas marcas no rosto e o olhar que parece carregar um peso gigantesco.</span><b> &#8211; Caio Machado</b></p>
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<h3><b>Instalações e Artes Imersivas</b></h3>
<figure id="attachment_21828" aria-describedby="caption-attachment-21828" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21828" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cine-Metro.png" alt="Imagem digital reconstruída do Cine Metro. Mostra parte de um prédio cinza de múltiplos andares e estilo art-déco. Um grande sinal preto na vertical acompanha o prédio com a palavra ‘Metro’." width="980" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cine-Metro.png 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cine-Metro-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cine-Metro-768x397.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21828" class="wp-caption-text">A experiência imersiva restaura a memória de um passado que não volta mais. (Foto: Eduardo Calvet Correia)</figcaption></figure>
<p><b>Cine Metro (Cine Metro &#8211; Experiência Imersiva, Eduardo Calvet Correa, Brasil, 2021)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tempos onde a memória do Cinema brasileiro vem sendo largada às traças, uma homenagem a uma sala de cinema histórica do país é mais que bem-vinda. A experiência em realidade virtual criada por Eduardo Calvet Correa nos leva a um passeio de volta à inauguração do Cine Metro em 1936, um enorme cinema de 1800 assentos que marcou o Rio de Janeiro em sua época. Com atenção aos detalhes, Calvet Correa reconstrói digitalmente a luxuosa sala da MGM que não pode resistir ao teste do tempo: pouco sobrou do Cine Metro, que hoje é deixado ao abandono. </span><b>&#8211;</b> <b>João Batista Signorelli</b></p>
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<h3><b>Games</b></h3>
<figure id="attachment_21829" aria-describedby="caption-attachment-21829" style="width: 979px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21829" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Coisas-Que-Perdemos.png" alt="Imagem promocional do jogo Coisas que Perdemos no Fogo exibe o desenho de uma menininha de cabelo preso, usando vestido e sapatilhas. Ela está com a mão embaixo de um rolo de filme, como se fosse tocá-lo. Ao redor dela, há dois outros rolos de filme e, ao lado, lê-se “Coisas que Perdemos no Fogo” em letras grandes." width="979" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Coisas-Que-Perdemos.png 979w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Coisas-Que-Perdemos-800x409.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Coisas-Que-Perdemos-768x392.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21829" class="wp-caption-text">O jogo nacional busca conscientizar sobre a importância da preservação do audiovisual brasileiro (Foto: Thays Pantuza e Zumbido Audiovisual)</figcaption></figure>
<p><b>Coisas que Perdemos no Fogo (Thays Pantuza &amp; Zumbido Audiovisual, Brasil, 2021)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Coisas que Perdemos no Fogo </span></i><span style="font-weight: 400;">conta a história de uma menininha que entra dentro de seu desenho animado preferido e precisa apagar um incêndio no estúdio que o produzia  para salvá-lo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um visual lúdico e </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay </span></i><span style="font-weight: 400;">que consiste em clicar para realizar as ações desejadas, não é difícil entender a mensagem que Thays Pantuza e a Zumbido Audiovisual queriam passar: cuidar das organizações que preservam as produções audiovisuais de um país é importantíssimo. Em tempos de </span><a href="https://revistaglamour.globo.com/Lifestyle/Cultura/noticia/2021/07/na-abertura-do-festival-de-cannes-kleber-mendonca-filho-critica-o-governo-e-denuncia-situacao-da-cinemateca-brasileira.html"><span style="font-weight: 400;">descaso com a Cinemateca Brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;">, manter essa discussão é essencial. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_21825" aria-describedby="caption-attachment-21825" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21825" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Bagata.png" alt="Imagem do game Bagata. Um corredor amplo inteiramente digital de paredes marrons é atravessado inúmeras vezes por linhas marrom-escuras diagonais formadas por pequenos blocos retangulares. No canto direito, uma estrutura que parece ser uma placa de informações inclinada na diagonal com uma base cúbica emana uma luz vermelha." width="980" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Bagata.png 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Bagata-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Bagata-768x397.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21825" class="wp-caption-text">Bagata é tão misterioso quanto seu título (Foto: Heron P. Nogueira)</figcaption></figure>
<p><b>Bagata (Heron P. Nogueira, Brasil, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeira pessoa, somos convidados por </span><i><span style="font-weight: 400;">Bagata </span></i><span style="font-weight: 400;">a transitar entre corredores e salas do que parece ser um estranho museu abstrato com instalações misteriosas. Teremos algum objetivo, algum objeto para encontrar, um lugar para chegar? Nada. Isso não parece ser um problema, mas somente até uma visão externa do edifício indicar que existem muitos andares para cima, e o encontro com uma escada abrir a brecha para a possibilidade de ascender até lá. Passando por caminhos complicados e armadilhas, a subida termina em… frustração. Tapeado, acabo caindo de volta ao ponto de partida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A frustração vem dessa brecha entre o potencial objetivo inventado por mim, jogador, e a inexistência dele na realidade do jogo de Heron P. Nogueira. A partir do momento em que surgem contratempos à livre circulação no ambiente, somos levados a crer que esses são forças antagônicas impedindo-nos de chegar ao lugar para onde deveríamos ir; mas ao final, não era para ter chegado em lugar nenhum. Talvez houvesse algum modo de subir mais por um caminho que não encontrei, mas sem tê-lo encontrado, o que fica de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bagata </span></i><span style="font-weight: 400;">para mim (além de frases misteriosas e saudade de museus) é que, ainda que isso possa ser frustrante, nem sempre é preciso chegar a algum lugar. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_21836" aria-describedby="caption-attachment-21836" style="width: 979px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21836" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Esperando-Godot.png" alt="Imagem do jogo Esperando Godot: Uma Simulação exibe um visual pixelado, com dois homens parados em uma paisagem árida. Um dos homens utiliza terno e chapéu azuis enquanto o outro utiliza um terno preto." width="979" height="505" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Esperando-Godot.png 979w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Esperando-Godot-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Esperando-Godot-768x396.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21836" class="wp-caption-text">Adaptar Beckett para um jogo é uma ideia ousada, mas mal aproveitada no jogo de Nick Murray (Foto: Nick Murray)</figcaption></figure>
<p><b>Esperando Godot: Uma Simulação (</b><b><i>Waiting For Godot: A Simulator, </i></b><b>Nick Murray, Reino Unido, 2020) </b><b> </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia do jogo é curiosa: adaptar a famosa peça de Samuel Beckett para um jogo </span><i><span style="font-weight: 400;">pixelado</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que dois personagens conversam entre si enquanto esperam. As únicas ações que o jogador pode realizar é esperar ou não esperar. De resto, só é possível observar as ações dos dois personagens sem rosto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Várias questões vêm à mente: quem são eles? Por quem estão esperando? Por que esperam? Que lugar é esse? Em um contexto de pandemia, o jogo pode ser interpretado como uma metáfora para a quarentena, onde milhões de pessoas aguardam em suas casas algo que nem sabem se chegará (a volta da normalidade). Porém, não funciona bem como jogo por retirar a interatividade por completo e deixar somente a passividade monótona. De qualquer forma, é interessante pela ousadia.</span><b> &#8211; Caio Machado</b></p>
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		<title>A sensível narrativa de OMORI: depressão e trauma</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 15:26:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada pela mente fragmentada de um protagonista não-confiável e a busca pela superação Isabela Batistella Com a produção do jogo datando desde 2014, OMORI foi publicado na Steam (plataforma de jogos online para PC/Mac) no dia 25 de dezembro de 2020, pela desenvolvedora e ilustradora independente OMOCAT. Baseado na webcomic da diretora, hikikomori – &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/omori-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A sensível narrativa de OMORI: depressão e trauma"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">A jornada pela mente fragmentada de um protagonista não-confiável e a busca pela superação</span></i></p>
<figure id="attachment_21336" aria-describedby="caption-attachment-21336" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21336" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-0.jpg" alt="A imagem é um desenho e apresenta cores em tons pastéis. Em um espelho flutuante, é possível ver o reflexo do personagem Omori - o único que está em preto e branco, com uma expressão apática no rosto. À sua direita, Kel, um personagem com uma blusa quadriculada e colorida, cabelo nos ombros e um sorriso grande. À esquerda, Aubrey, uma menina, mais baixa que os outros e de aspecto fofo, com um sorriso tímido e um lacinho rosa no cabelo. Atrás de todos, Hero, com um sorriso carinhoso." width="640" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-21336" class="wp-caption-text">Um espelho flutuante; seus amigos sorriem carinhosamente atrás de você (Foto: OMOCAT)</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Batistella</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a produção do jogo datando desde 2014, </span><i><span style="font-weight: 400;">OMORI</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi publicado na </span><i><span style="font-weight: 400;">Steam</span></i><span style="font-weight: 400;"> (plataforma de jogos </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;"> para </span><i><span style="font-weight: 400;">PC/Mac</span></i><span style="font-weight: 400;">) no dia 25 de dezembro de 2020, pela desenvolvedora e ilustradora independente </span><i><span style="font-weight: 400;">OMOCAT</span></i><span style="font-weight: 400;">. Baseado na </span><i><span style="font-weight: 400;">webcomic</span></i><span style="font-weight: 400;"> da diretora,</span><a href="https://www.omocat-blog.com/post/57264870461/omoriboy-omoris-story-omoris-sketchbook-omori"> <span style="font-weight: 400;">hikikomori</span></a><span style="font-weight: 400;"> – termo em japonês que se refere a um indivíduo que escolheu se isolar socialmente por extensos períodos de tempo – a história segue a trajetória de Sunny e seu alter ego Omori, explorando um mundo de sonhos surreais e a realidade.  </span></p>
<p><span id="more-21333"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro cenário do jogo, que será retomado algumas vezes ao longo da história, é o chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">White Space</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Espaço Branco). E é justamente isso mesmo. Nele, o personagem encontra apenas um </span><i><span style="font-weight: 400;">notebook</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu gatinho Mewo, um caderno de desenhos e uma caixa de lenços “</span><i><span style="font-weight: 400;">para limpar sua tristeza</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Além disso, uma lâmpada negra pendurada no teto. Não é possível enxergar nada nela: é a ausência de pensamentos e ideias.</span></p>
<figure id="attachment_21335" aria-describedby="caption-attachment-21335" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21335" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Composicao-1.gif" alt=" São dos GIFS dispostos lado a lado, ambos em desenho, preto e branco e com poucos elementos. No primeiro, uma caixa de lenços, um notebook e uma lâmpada negra aparecem em sequência. No segundo,com uma perspectiva vista de cima, o personagem Omori está deitado no chão, usando uma blusa preta, shorts listrados e uma meia até o joelho preta. Ao seu lado estão um notebook e uma caixinha de lenços. Acima de tudo, uma lâmpada negra." width="650" height="244" /><figcaption id="caption-attachment-21335" class="wp-caption-text">O “Espaço Branco” e seus itens (GIF: OMOCAT)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversas mãozinhas vermelhas estão espalhadas ao longo do </span><i><span style="font-weight: 400;">looping</span></i><span style="font-weight: 400;"> em branco, como se estivessem tentando manter o personagem dentro daquele espaço confinado. Uma porta aparece de vez em quando, e, ao sair, o charme de </span><i><span style="font-weight: 400;">OMORI</span></i><span style="font-weight: 400;"> se apresenta ao jogador. Conhecemos seu grupo de amigos: Aubrey, Kel, Hero, Mari e Basil. A maneira com a qual esses personagens interagem é extremamente delicada, sendo capaz de despertar </span><a href="https://personaunesp.com.br/shrek-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">sentimentos de nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e carinho ao longo do avanço da narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo a ser explorado apresenta elementos surreais e fantasiosos. Cenários e </span><i><span style="font-weight: 400;">npc’s</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://seugame.com/npc/"><i><span style="font-weight: 400;">non-player characters</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) são representados de forma onírica, com uma paleta de cores colorida e suave, em tons pastéis. Após a apresentação, a história começa verdadeiramente: um dos amigos de Omori, Basil, desaparece, deixando para trás apenas uma mancha negra no chão. A jornada se inicia, e o grupo parte em busca de seu amigo perdido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A jogabilidade, criada em </span><i><span style="font-weight: 400;">RPGMaker,</span></i><span style="font-weight: 400;"> com clara referência de jogos como </span><a href="https://geekquest.org/2019/11/26/review-de-earthbound-um-jogo-imprevisivel/#:~:text=Como%20j%C3%A1%20foi%20dito%20anteriormente,jogador%20pode%20ficar%20perdido%20facilmente."><i><span style="font-weight: 400;">EarthBound</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://1realahora.com/yume-nikki-apos-10-anos-jogo-ganha-site-com-estranha-contagem-regressiva/"><i><span style="font-weight: 400;">Yume Nikki</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é um refresco durante o jogo. As batalhas ocorrem contra inimigos excêntricos, muitas vezes animais ou frutas, sendo divertidas e dinâmicas. As emoções são exploradas nesse quesito: é possível interagir com os companheiros de time durante as batalhas, alterando suas emoções (raiva, alegria, tristeza e medo) – cada qual com uma vantagem e desvantagem dentro da luta.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="OMORI 2020 Trailer" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/CyVv-jFJiJ8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><b>O aspecto psicológico</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme avançamos na narrativa, descobrimos que o protagonista não é exatamente confiável, e que sua mente está cheia de armadilhas e cortinas de fumaça que escondem a verdadeira face da sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/bo-burnham-inside-critica/"><span style="font-weight: 400;">depressão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao sair do mundo dos sonhos e entrarmos na realidade, nos deparamos com Sunny: um adolescente solitário, que não sai de casa há muito tempo e que irá mudar de cidade em cinco dias. Apesar de sua aparência e personalidade serem semelhantes ao seu </span><i><span style="font-weight: 400;">alter ego </span></i><span style="font-weight: 400;">Omori, é possível notar algumas diferenças, sendo uma delas a ausência de amigos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A temática de depressão e ansiedade é extensamente abordada e pode ser considerada uma constante dentro da história. O time de desenvolvedores não teve medo de explorar as nuances dessa doença psíquica, que é o ponto de partida para a narrativa fantasiosa e até mesmo as atitudes do protagonista. No mundo real do jogo, descobrimos que uma tragédia aconteceu há alguns anos, e esse foi o motivo do afastamento do grupo de amigos e do eventual isolamento de Sunny, que passou a ser assombrado por visões que ele chama de </span><i><span style="font-weight: 400;">Something </span></i><span style="font-weight: 400;">(Algo).</span></p>
<figure id="attachment_21337" aria-describedby="caption-attachment-21337" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21337" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-1-1.jpg" alt="A imagem é um desenho, com aspecto escuro e elementos de terror, no estilo de RPG: ícone do personagem Sunny em preto e branco, com a palavra “apavorado” em cima representando suas emoções, e abaixo sua barra de vida em vermelho e de ‘magia’ em azul. Ao lado do ícone, as opções “lutar...” ou “fugir!” estão disponíveis. O cenário é composto por um monstro preto, com olhos tortos e um sorriso largo, de muitos dentes, descendo uma escada. Sete braços se esticam na direção do protagonista." width="640" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-21337" class="wp-caption-text">Na imagem, Sunny em uma ‘luta’ contra Something no mundo real (Foto: OMOCAT)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">OMORI</span></i><span style="font-weight: 400;">, nada é o que parece. Enquanto nos aventuramos no mundo dos sonhos, exploramos, ao mesmo tempo, a mente fragmentada e traiçoeira de Sunny – e sua fuga da </span><i><span style="font-weight: 400;">‘verdade’</span></i><span style="font-weight: 400;">, que catalisa seus traumas e sua depressão. O que se inicia como a busca por um amigo perdido se torna, aos poucos, a busca pelas memórias que o personagem enterrou nas camadas mais profundas de sua mente, que podemos chamar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Black Space</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Espaço Preto).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O jogo bebe da fonte psicológica sem medo, tanto para os elementos de terror quanto para os narrativos. É possível associar os eventos que Sunny passa ao longo da história a um fenômeno chamado</span><a href="https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-de-sa%C3%BAde-mental/transtornos-dissociativos/amn%C3%A9sia-dissociativa"> <span style="font-weight: 400;">Amnésia Dissociativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, segundo a Ph.D. em psiquiatria Megan M. Hosein, “</span><i><span style="font-weight: 400;">incorpora elementos de estados de fuga psicogênica, memória reprimida e amnésia traumática</span></i><span style="font-weight: 400;">”, sendo o conceito de repressão relacionado a eventos traumáticos e</span><a href="https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-de-sa%C3%BAde-mental/ansiedade-e-transtornos-relacionados-ao-estresse/transtorno-de-estresse-p%C3%B3s-traum%C3%A1tico"> <span style="font-weight: 400;">PTSD (Estresse pós-traumático)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns momentos da narrativa, o jogador precisa fazer algumas escolhas. Mesmo as mais simples, como escolher ou não atender a porta em determinado momento, podem alterar a trajetória do jogo e seu final. São duas as rotas possíveis no jogo: a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rota do Sol</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde se escolhe sair de casa no ‘mundo real’ – com dois finais principais, um bom e um ruim; e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rota Hikikomori</span></i><span style="font-weight: 400;">, que não explora a Cidade de Faraway verdadeira e se passa majoritariamente no mundo dos sonhos.</span></p>
<figure id="attachment_21334" aria-describedby="caption-attachment-21334" style="width: 639px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21334" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-4-1.png" alt=" A imagem é um desenho com cores suaves, representando dois irmãos de mãos dadas. À direita, a irmã mais velha apresenta cabelos longos e castanhos, um sorriso doce e veste uma jardineira azul por cima de uma blusa branca. À direita, seu irmão mais novo segura sua mão, bem mais baixo que ela e ainda com uma chupeta na boca. Ele tem cabelo curto e castanho, com um olhar surpreendido." width="639" height="307" /><figcaption id="caption-attachment-21334" class="wp-caption-text">Sunny e Mari são irmãos, e sua relação é importantíssima para a progressão da história (Foto: OMOCAT)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">OMORI</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um jogo delicado, até mesmo nos seus aspectos de terror psicológico, e trata a superação dos medos, doenças mentais e traumas de forma suave. Não é para todos, certamente, pois seus tópicos sobre depressão, automutilação e suicídio podem servir de gatilho para algumas pessoas. No entanto, é uma trajetória divertida e envolvente, cheia de surpresas e </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/205280-plot-twist-entenda-o-recurso-narrativo-filmes-series.htm"><i><span style="font-weight: 400;">plot-twists</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que não deixam de fascinar o jogador desprevenido. Se você é fã de </span><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i><span style="font-weight: 400;">, não pode perder essa experiência brilhante. </span></p>
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		<title>Renovada, a continuação da história de Ori permanece encantadora</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 18:04:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Elisa Romera de Freitas Mais uma vez, a Moon Studio não poupou nossas lágrimas. A sensibilidade carregada pela continuação da história de Ori preenche nossos corações e transborda por nossos olhos que, após acompanharem as dores e anseios em  Blind Forest, são cativados, novamente, pela trama igualmente encantadora de Ori and the Will of the &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ori-and-the-will-of-the-wisps-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Renovada, a continuação da história de Ori permanece encantadora"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21182" aria-describedby="caption-attachment-21182" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21182" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1.jpg" alt="Imagem de Kun e Ori, centralizados e virados de costas um para o outro, ambos sobre a ponta de um penhasco. Em segundo plano, também centralizada, está a Árvore dos Espíritos, brilhando. Na parte superior é visível o nome do jogo escrito em um branco luminoso. Os elementos possuem tonalidades frias das cores branco, azul e roxo." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21182" class="wp-caption-text">O jogo, lançado em Março de 2020, conquistou uma legião de fãs graças ao seu impecável caráter artístico associado à ótima aplicação do gênero <a href="https://www.acidadeon.com/game-on/NOT,0,0,1615633,o-que-e-metroidvania.aspx">metroidvania</a> (Foto: <a href="https://www.nintendo.pt/Jogos/Nintendo-Switch/Ori-and-the-Will-of-the-Wisps-1842518.html">Nintendo</a>)</figcaption></figure>
<p><b>Elisa Romera de Freitas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma vez, a </span><a href="https://www.orithegame.com/moon-studios/"><i><span style="font-weight: 400;">Moon Studio</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não poupou nossas lágrimas. A sensibilidade carregada pela continuação da história de Ori preenche nossos corações e transborda por nossos olhos que, após acompanharem as dores e anseios em </span><a href="https://www.techtudo.com.br/review/ori-and-blind-forest.html"><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Blind Forest</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, são cativados, novamente, pela trama igualmente encantadora de </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2020/12/ori-and-the-will-of-the-wisps-sete-perguntas-e-respostas-sobre-o-game.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Ori and the Will of the Wisps</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-21181"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim que iniciado, acompanhamos o enredo diretamente após o </span><a href="https://youtu.be/Xb2e-dH8ty4"><span style="font-weight: 400;">fim do jogo anterior</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, com a família restabelecida, nos deliciamos de um pequeno e breve gostinho do cessar da solidão, essa que carregamos junto do personagem principal durante toda a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ori, depois de viver uma aflição contínua por ter perdido sua mãe adotiva, Naru, finalmente a recupera, construindo também um laço intenso de carinho com Gumo. Ele, por fim, não estava mais sozinho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Will of the Wisps</span></i><span style="font-weight: 400;">, não há mais a angústia da solidão. Apesar de, após um acidente, Ori se perder de seus companheiros e de sua irmã Kun, existe sempre a batalha para, novamente, se encontrarem. O sentimento em nossos corações, nesse novo desenrolar da história, é substituído por uma ansiedade em busca da união dos personagens.</span></p>
<figure id="attachment_21183" aria-describedby="caption-attachment-21183" style="width: 1350px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21183" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-2.jpg" alt="À esquerda, vê-se um ovo quebrado e, logo após, centralizada, está Naru segurando a bebê Kun em seu colo enquanto Ori acaricia sua cabeça e Gumo os observa afetivamente. O cenário é em uma toca na floresta Niwen, cheia de plantas e folhas esverdeadas, com a luz do sol adentrando o ambiente pelo buraco de acesso, centralizado no topo da imagem, trazendo cores quentes." width="1350" height="759" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-2.jpg 1350w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21183" class="wp-caption-text">Ori e Kun têm uma relação de irmãos, já que o primeiro acompanhou o nascimento e crescimento da corujinha filha de Kuro, o antigo vilão (Foto: <a href="https://www.xbox.com/pt-BR/games/ori-will-of-the-wisps">Microsoft</a>)</figcaption></figure>
<p><b>Uma nova etapa, menos solitária</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contextualizá-los na narrativa, tomo muito cuidado com as palavras para não estragar sua experiência enquanto jogadores, por isso, contarei apenas as primeiras cenas retratadas e deixarei que as demais, cheias de emoções e </span><a href="https://www.yazigi.com.br/noticias/ingles/o-que-e-plot-twist"><i><span style="font-weight: 400;">plot twists</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, fiquem abertas para que sejam vividas diretamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a tela do computador brilha na primeira imagem, vemos o nascimento de Kun e sua adoção pelos personagens, felizes por terem-lá consigo. Acompanhamos rapidamente o crescimento da pequena corujinha que, em dado momento, demonstra grande insatisfação por não poder voar, já que uma de suas asas é falha. Quando, por fim, Ori consegue ajudá-la a superar esse problema, os irmãos são pegos por uma tempestade e, assim, separados do resto da família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da visão de Ori, seguimos, então, em uma simples, mas bela, sequência de atos em busca de Kun e dos demais membros da família. Neste meio tempo, conhecemos diversos </span><a href="https://seugame.com/npc/"><i><span style="font-weight: 400;">NPCs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que nos auxiliam em nossa viagem, proporcionando pequenas </span><a href="https://medium.com/we-jab-you/pra-qu%C3%AA-existe-essa-tal-de-side-quest-89e85bbb946d"><i><span style="font-weight: 400;">side quests</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e sempre nos guiando até o nosso objetivo final, sem necessidade de desvios pelo caminho.</span></p>
<figure id="attachment_21184" aria-describedby="caption-attachment-21184" style="width: 1350px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21184" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem3.jpg" alt="No canta inferior esquerdo da imagem, Ori e Kun compartilham um abraço enquanto observam, no segundo plano, enormes corujas petrificadas, que se encontram centralizadas e abaixo de uma intensa chuva, que traz as cores acinzentadas e frias para a imagem. Logo ao lado de Kun, há a pena roxa de Kuro que repousa sobre uma poça d' água, localizada no centro do primeiro plano da imagem. O cenário que compõe as margens da fotografia, é constituído por árvores secas" width="1350" height="759" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem3.jpg 1350w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21184" class="wp-caption-text">Ori and the Will of the Wisps, fundamentalmente, é uma história sobre amor familiar e sobre encontrar seu lugar no mundo junto daqueles que lhe amam (Foto: <a href="https://www.xbox.com/pt-BR/games/ori-will-of-the-wisps">Microsoft</a>)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses novos personagens são falantes, diferentemente do primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">game, </span></i><span style="font-weight: 400;">em que a Árvore dos Espíritos e a bola espiritual protagonizaram todas as falas do jogo. Porém, toda a família, mesmo muda, é capaz de expressar cada um de seus sentimentos com esplendor, </span><a href="https://www.endoxon.com.br/analise/ori-and-the-will-of-the-wisps/632"><span style="font-weight: 400;">graças à excelência da animação e da trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Estrutura e mecânica renovadas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://canaltech.com.br/games/preview-ori-and-the-will-of-the-wisps-160902/"><i><span style="font-weight: 400;">NPCs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que habitam toda a floresta são, na realidade, uma das mais importantes implementações de </span><i><span style="font-weight: 400;">Will of the Wisps</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso pois, a partir deles, foi disponibilizado um sistema comercial. Distinto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Blind Forest</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que as habilidades eram automaticamente adicionadas ao personagem a partir de árvores de energia, desta vez, Ori pode obtê-las ao negociar com os animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, uma </span><a href="https://www.uol.com.br/start/ultimas-noticias/2020/03/10/review-ori-and-the-will-of-the-wisps-xbox-one-pc.htm"><span style="font-weight: 400;">nova gama de possibilidades foi implementada</span></a><span style="font-weight: 400;"> no jogo: agora não dependemos mais da bola espiritual para realizar os ataques, podemos invocar, também, outras armas como um grande martelo, uma espada, um arco, dentre outros. Entretanto, ainda devemos, para o desenrolar do jogo, encontrar as </span><i><span style="font-weight: 400;">skills</span></i><span style="font-weight: 400;"> oferecidas pelas árvores, além de resgatar os fragmentos de habilidade espalhados pela floresta.</span></p>
<figure id="attachment_21185" aria-describedby="caption-attachment-21185" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21185" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem4.jpg" alt="Em meio à floresta coberta de neve, ori, centralizado na imagem, observa um urso marrom gigante, quase do tamanho das árvores, que também tem sua cabeça coberta pela neve." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem4.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21185" class="wp-caption-text">O gênero do jogo, conhecido como metroidvania, é constituído por jogos de aventura e, particularmente, caracterizados por suas semelhanças com dois jogos clássicos: Metroid e Castlevania (Foto: <a href="https://www.windowscentral.com/ori-and-the-will-of-the-wisps-review">Windows Central</a>)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dessa vastidão, apenas três podem ser equipadas na </span><a href="https://xboxplay.games/po/news/ori-and-the-will-of-the-wisps-como-desbloquear-todas-as-habilidades-6791"><span style="font-weight: 400;">árvore de habilidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, por sinal, está com uma cara completamente nova. Para as </span><a href="https://tecnoblog.net/329412/ori-and-the-will-of-the-wisps-divertido-e-encantador/"><i><span style="font-weight: 400;">skills</span></i><span style="font-weight: 400;"> inativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; aquelas que ocorrem automaticamente, sem necessidade de apertar um botão -, há, ainda, quatro espaços iniciais, mas que são estendidos conforme a realização de </span><i><span style="font-weight: 400;">totens </span></i><span style="font-weight: 400;">e desafios. Prepare-se para utilizar muito esses espaços pois, ao decorrer do jogo, será necessário sempre se adaptar escolhendo diferentes habilidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as difíceis sequências de plataformas e com os chefões desafiadores, o que você mais vai precisar é compreender quando e como usar determinadas </span><i><span style="font-weight: 400;">skills</span></i><span style="font-weight: 400;">. Aqueles que jogaram </span><i><span style="font-weight: 400;">Blind Forest</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabem muito bem como é fácil </span><a href="https://neofusion.com.br/materia/analise/ori-and-the-will-of-the-wisps/"><span style="font-weight: 400;">perder a cabeça</span></a><span style="font-weight: 400;"> tentando, repetidamente, passar por partes específicas do mapa, o que se mantém na segunda obra. Mas, convenhamos, é aí que está grande parte da graça do gênero </span><a href="https://seugame.com/jogos-metroidvania/"><i><span style="font-weight: 400;">metroidvania</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um mapa muito mais extenso, os obstáculos também aumentam. Em diversos momentos, o verdadeiro desafio não é encarar aqueles enormes animais assustadores &#8211; também conhecidos como </span><a href="https://www.theenemy.com.br/xbox/criticas/review-ori-and-the-will-of-the-wisps"><i><span style="font-weight: 400;">bosses</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> -, mas sim fugir deles, o mais rápido possível, entre plataformas perigosíssimas. Nesses momentos, a ansiedade que já citei várias vezes domina nossas mentes, demonstrando a imersividade inabalável de um jogo tão bem construído.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ori and the Will of the Wisps - E3 2019 - Gameplay Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/2reK8k8nwBc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><b>Um mundo de artes fantasiosas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recheado de </span><i><span style="font-weight: 400;">cutscenes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e animações de qualidade inquestionável, </span><i><span style="font-weight: 400;">Will of the Wisps</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvidas, </span><a href="https://www.mauriciofaccin.com/blog/direcao-de-arte-e-design-nos-games-ori-and-the-blind-forest/"><span style="font-weight: 400;">uma obra de arte</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se integrando com o jogo, constantemente observamos em alguma das várias camadas do cenário, personagens importante para a </span><i><span style="font-weight: 400;">lore </span></i><span style="font-weight: 400;">correndo pelos cantos de maneira tão fluida que, às vezes, podemos até nos esquecer que aquilo que se passa em nossa tela não é um mundo verdadeiro, mas sim construído por </span><i><span style="font-weight: 400;">pixels</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao jogar </span><i><span style="font-weight: 400;">Ori</span></i><span style="font-weight: 400;">, a sensação é a de habitar temporariamente uma belíssima pintura aquarelada, cheia de seres místicos, espiritualidade e animais curiosos que, nessa continuação, interagem mais diretamente com o mundo e conosco. Tudo isso, em uma construção artística impecável que traz uma imersividade absoluta, interligando a história do jogo, o cenário magnífico e suas diversas dimensões e, claro, nós, jogadores.</span></p>
<figure id="attachment_21186" aria-describedby="caption-attachment-21186" style="width: 1350px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21186" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem5.jpg" alt="A visão da imagem é por trás de diversos gigantes ovos de aranha que constroem uma margem em sua parte inferior. No centro dela, há a entrada para o ninho de aranha com a mãe dos ovos atravessando-a. A grande aranha possui olhos brilhantes e pequenos fungos que saem de sua pele também brilhando. As principais cores que compõem a imagem são o verde musgo e o preto." width="1350" height="759" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem5.jpg 1350w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21186" class="wp-caption-text">Todo o belo cenário, com suas diversas camadas que trazem dimensão e imersividade ao jogo, constroem um mundo belíssimo e completo (Foto: <a href="https://www.xbox.com/pt-BR/games/ori-will-of-the-wisps">Microsoft</a>)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não poderia faltar, também, uma trilha sonora impecável, capaz de contribuir ainda mais com a capacidade de absorção do </span><i><span style="font-weight: 400;">game, </span></i><span style="font-weight: 400;">assim como com sua identidade, trazendo sempre aquele ar místico e sensível. E é exatamente isso que </span><i><span style="font-weight: 400;">Will of the Wisps</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos entrega. Com músicas diferentes para cada parte do mapa, a intensidade ocorre de acordo com as aventuras, acompanhando seus altos e baixos.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ori and the Will of the Wisps</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma obra completa. Ela atende com excelência todas as singularidades do gênero em que se enquadra, o </span><i><span style="font-weight: 400;">metroidvania</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto também exerce um impecável papel artístico, conquistando por completo qualquer jogador. O jogo, de uma história simples e encantadora, tem suas mecânicas &#8211; muito completas &#8211; facilmente compreendidas e, portanto, é ótimo para </span><i><span style="font-weight: 400;">gamers </span></i><span style="font-weight: 400;">iniciantes, que querem iniciar suas aventuras mas, ainda, não conhecem os funcionamento dos mapas e árvores de habilidades. Versátil, é inesquecível para todos que o conhecem.</span></p>
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		<title>Pixels não se sustenta mesmo com a nostalgia dos jogos</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2020 22:48:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[5 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Sandler]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gustavo Alexandreli Desde sua criação, os videogames sempre foram muito populares entre os jovens. Nas décadas de 80 e 90, o sucesso eram os fliperamas, locais onde era possível jogar os clássicos de Arcade. Essa época ficou marcada por jogos como Pac Man (1980), Galaga (1981), Donkey Kong (1981) entre outros. Pixels, longa lançado em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pixels-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Pixels não se sustenta mesmo com a nostalgia dos jogos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_14493" aria-describedby="caption-attachment-14493" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14493 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Pixels-Foto-2.jpg" alt="" width="1200" height="731" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Pixels-Foto-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Pixels-Foto-2-300x183.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Pixels-Foto-2-1024x624.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Pixels-Foto-2-768x468.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14493" class="wp-caption-text">Uma equipe de jogadores, um tanto quanto engraçada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gustavo Alexandreli</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua criação, os videogames sempre foram muito populares entre os jovens. Nas décadas de 80 e 90, o sucesso eram os fliperamas, locais onde era possível jogar os clássicos de Arcade. Essa época ficou marcada por jogos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Pac Man</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1980), </span><i><span style="font-weight: 400;">Galaga </span></i><span style="font-weight: 400;">(1981), </span><i><span style="font-weight: 400;">Donkey Kong </span></i><span style="font-weight: 400;">(1981) entre outros. <em>Pixels,</em> longa lançado em 23 de julho de 2015, traz ao espectador uma lembrança do nostálgico mundo dos <em>games</em> clássicos. Sob a direção do famoso Chris Columbus, o filme que mistura ação e ficção científica é animador, mas nada como uma piada sem graça para estragar o clima. A produção, que utiliza de muitos efeitos especiais para dar vida aos jogos, é formada pelas companhias <em>Happy Madison</em>, <em>1492</em> e <em>Columbia Pictures</em> com distribuição da <em>Sony Pictures</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Pixels</em> é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ugV6cLgwomo"><span style="font-weight: 400;">baseado no curta-metragem</span></a><span style="font-weight: 400;"> – de mesmo nome – do francês Patrick Jean. Em sua adaptação para o cinema, a trama tem início no ano de 1982, quando Sam Brenner (Adam Sandler) e seu amigo William Cooper (Kevin James) vão ao fliperama, e Sam se descobre um grande jogador. A dupla então vai ao 1° Campeonato de Jogos de Fliperama, onde conhecem Ludlow Lamonsoff (Josh Gad) – um louco por </span><a href="https://www.significados.com.br/teoria-da-conspiracao/"><span style="font-weight: 400;">teorias da conspiração</span></a><span style="font-weight: 400;"> – e o sempre confiante e debochado Eddie Plant (Peter Dinklage). A disputa entre os jogadores é gravada por agentes da NASA e agrupada com outros eventos e elementos da cultura <em>pop</em> de 1982, que então é lançada em uma sonda ao espaço em busca de contato com vida extraterrestre.</span></p>
<p><span id="more-14491"></span></p>
<figure id="attachment_14494" aria-describedby="caption-attachment-14494" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14494 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Pixels-Foto-3.jpeg" alt="" width="640" height="396" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Pixels-Foto-3.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Pixels-Foto-3-300x186.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-14494" class="wp-caption-text">Centípede, um jogo em meio a nossa realidade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O início é muito promissor, mas o filme toma um rumo que decepciona, produzindo um roteiro raso e sem profundidade na construção de diálogos. Por conta disto, o público é quem perde muito da sua interação com a trajetória de seus jogadores, pela escolha de pular toda a adolescência deles e reapresentar em fase adulta, com estilos de vida já formados. Além de algumas falhas em conectar as personagens com o público, os diálogos não dão maiores detalhamentos, e por muitas vezes as cenas que dão sequência a história são cortadas de forma abrupta. A junção de todos esses elementos dentro da obra deixa a impressão de que o cineasta quer correr com o filme, para encontrar de forma mais rápida uma solução para o problema. Neste caso um problema literalmente de um outro mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do roteiro não contagiar, nada melhor para uma ficção científica do que um ataque ao planeta Terra, comandado por alienígenas, que são videogames em formatos reais. E já que na maioria das vezes os diálogos não ajudam, por que não inserir uma piada? Mas o recurso humorístico estraga o clima, por ser altamente previsível. Os momentos cômicos antecipados pelo espectador podem ser explicada devido ao elenco. Michelle Monaghan, Josh Gad e Matt Lintz sustentam a obra em boa parte. Mas o destaque fica para Adam Sandler – que divide opiniões no meio cinematográfico – e Kevin James, que contribuem para a comédia repetitiva e já conhecida do público. A fórmula satírica presente em <em>Pixels</em> é corriqueira muito em função de outros filmes. Dentre eles, podem se destacar, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gente Grande</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2010) – em que ambos participam –, e sua continuação </span><i><span style="font-weight: 400;">Gente Grande 2 </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013), além de </span><i><span style="font-weight: 400;">Esposa de Mentirinha</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2011) e muitos outros.</span></p>
<figure id="attachment_14495" aria-describedby="caption-attachment-14495" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14495 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Pixels-Foto-4.jpg" alt="" width="600" height="315" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Pixels-Foto-4.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Pixels-Foto-4-300x158.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-14495" class="wp-caption-text">Pac-Man é o vilão!? (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ápice do longa gira em torno da ação presente nas batalhas, muito bem elaboradas. O espetáculo de luzes, cores e efeitos especiais atingem as expectativas de todos, trazendo também para os espectadores o sentimento de nostalgia. Este sentimento apesar de muito aparente no filme é direcionado para um público específico, neste caso, para as pessoas que vivenciaram os jogos em sua forma original, pois mexe com a memória afetiva, sendo um dos principais pontos de emoção do filme. É um estímulo, como uma tentativa de entender as muitas referências. Porém essa especificidade faz com que os mais novos que assistem não sejam cativados e sejam obrigados a pesquisar para entender sobre as menções, sendo cansativo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra, apesar de tudo, finaliza deixando claro o sentimento de visita ao passado e a vontade de jogar novamente o clássico Pac-Man. O filme não pode ser considerado um clássico, mas aos que não se preocupam com um roteiro impecável e se satisfazem com efeitos especiais e uma comédia usual, <em>Pixels</em> se encaixa perfeitamente dentro desses padrões.</span></p>
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		<title>The Last of Us Part II e a noite escura da alma</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2020 00:06:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Gabriel Oliveira F. Arruda]]></category>
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		<category><![CDATA[PlayStation 4]]></category>
		<category><![CDATA[The Last of Us]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda “Em uma noite escura, Com ânsias em amores inflamada – Ó ditosa ventura! –, Saí sem ser notada, Já minha casa estando sossegada; No escuro e bem segura, Pela secreta escada, disfarçada – Ó ditosa ventura! –, No escuro e bem velada, Já minha casa estando sossegada. Nessa noite almejada, Em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-ii-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Last of Us Part II e a noite escura da alma"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_14400" aria-describedby="caption-attachment-14400" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14400 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-1024x640.jpg" alt="" width="840" height="525" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-300x188.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-1536x960.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-2048x1280.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14400" class="wp-caption-text">“Você não pode parar isso” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda</strong></p>
<p style="text-align: left;">“Em uma noite escura,<br />
Com ânsias em amores inflamada<br />
– Ó ditosa ventura! –,<br />
Saí sem ser notada,<br />
Já minha casa estando sossegada;</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-14399"></span></p>
<p style="text-align: left;">No escuro e bem segura,<br />
Pela secreta escada, disfarçada<br />
– Ó ditosa ventura! –,<br />
No escuro e bem velada,<br />
Já minha casa estando sossegada.</p>
<p style="text-align: left;">Nessa noite almejada,<br />
Em segredo, que mais ninguém me via,<br />
Nem eu olhava nada,<br />
Sem outra luz ou guia<br />
Senão a que no coração ardia.”</p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">— </span><strong><em>Em uma noite escura</em></strong><span style="font-weight: 400;">, San Juan de La Cruz (tradução de Carlito Azevedo)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito por São João da Cruz, frade carmelita espanhol do século XVI, </span><em>Em uma noite escura</em> <span style="font-weight: 400;">trata da passagem da alma através das dúvidas e das mazelas em direção à união com Deus. Nessa “noite”, passamos por um caminho que é, por sua própria natureza, incompreensível. Nos sentimos alienados em um mundo sem sentido e arbitrário, cada vez mais distantes do divino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Narrativamente na “noite escura da alma” vemos nossos personagens incertos e desolados, vagando sozinhos noite adentro e atormentados por coisas piores que o homem. É um momento de dor e sofrimento, mas também de descobrimento e revelação, no qual reconstruímos as pessoas que éramos e achamos uma verdade profunda em nós mesmos. É nessa noite terrível e reveladora que as personagens de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II </span></i><span style="font-weight: 400;">habitam. </span></p>
<figure id="attachment_14401" aria-describedby="caption-attachment-14401" style="width: 1018px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14401 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fa20bd8ca2cd0c524a7f91d3ce07bb8c.png" alt="" width="1018" height="571" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fa20bd8ca2cd0c524a7f91d3ce07bb8c.png 1018w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fa20bd8ca2cd0c524a7f91d3ce07bb8c-300x168.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fa20bd8ca2cd0c524a7f91d3ce07bb8c-768x431.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14401" class="wp-caption-text">“Eu vou achar e matar até o último deles” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Anunciado ao final de 2016 para o PlayStation 4, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornou rapidamente um dos jogos mais aguardados da atual geração de consoles. Após diversos atrasos em sua produção, o jogo foi finalmente lançado em 19 de junho exclusivamente para o sistema da Sony, angariando uma recepção majoritariamente positiva por parte da crítica especializada, assim como controvérsias por conta de vazamentos ocorridos alguns meses antes de seu lançamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sequência direta do sucesso de 2013 da Naughty Dog que vendeu mais de 20 milhões de cópias e se tornou um dos jogos mais premiados de todos os tempos, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II </span></i><span style="font-weight: 400;">começa quase imediatamente após o final do primeiro, com Joel (Troy Baker), o então protagonista da história, explicando a seu irmão Tommy (Jeffrey Pierce) sua decisão de salvar a vida de Ellie (Ashley Johnson), uma garota de 15 anos que é, de alguma maneira, imune à infecção fúngica que destruiu a sociedade duas décadas atrás.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us Part II - PlayStation Experience 2016: Reveal Trailer | PS4" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/W2Wnvvj33Wo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Após um breve e tocante momento entre Joel e Ellie, avançamos 4 anos no tempo e tomamos controle dela, que vive pacificamente na comunidade de Jackson, Wyoming comandada por Tommy e sua esposa, Maria. Nesses momentos iniciais, vemos como a vida dela se assemelha a de uma adolescente comum: como ela se distanciou de Joel nos anos que se passaram e como ela tem de lidar com seus sentimentos por Dina (Shannon Woodward), sua melhor amiga que a beijou na frente de toda a comunidade na noite anterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, essa paz logo é interrompida por um evento traumático e violento que coloca Ellie em um caminho de vingança atrás daqueles que a machucaram, levando-a até as ruínas da cidade de Seattle, palco de uma guerra civil entre duas facções de sobreviventes igualmente interessadas em aniquilar uma à outra. É nesse cenário apocalíptico e desolador que Ellie parte à procura de sua própria justiça e paga o preço sangrento por ela ao longo do caminho.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us Part II - Official Story Trailer | PS4" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vhII1qlcZ4E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">As melhores histórias sobre zumbis e a queda da sociedade nunca são só sobre mortos-vivos e vírus misteriosos, mas sobre a perda da humanidade que nos leva aos nossos piores momentos. Apesar dos monstros da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil</span></i><span style="font-weight: 400;"> terem ficado cada vez mais grotescos com o passar dos anos, sua maior vilã continua sendo a coisa mais distante possível da humanidade: uma megacorporação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, a humanidade que Joel sente que perdeu por não ter conseguido proteger sua filha é reivindicada na conexão que ele forja com Ellie, uma garota que assim como ele não tem mais ninguém. Na sequência, essa humanidade é mais uma vez perdida nos ciclos de violência e ódio que nos cercam e dos quais nós inexoravelmente fazemos parte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua busca por justiça, Ellie passa por momentos arrasadores nos quais somos obrigados a olhar para ela e questionar se tudo aquilo vale realmente a pena: como justificar as atitudes que ela (e por consequência a própria pessoa que está jogando) comete? Essa jornada brutal de retribuição acontece em uma cidade dilacerada pela guerra e reclamada pela natureza, em um dos cenários mais belamente realizados da geração, que contrasta cruelmente com as ações que presenciamos, tanto por parte de Ellie quanto por outras personagens em suas próprias jornadas. </span></p>
<figure id="attachment_14402" aria-describedby="caption-attachment-14402" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14402 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14402" class="wp-caption-text">Após 24 anos do início da pandemia, Seattle se tornou um fantasma da civilização e daquilo que as personagens perderam (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O jogo não procura deslegitimar a sede por justiça de nenhuma das personagens, muito pelo contrário: toda as elas possuem justificativas para os atos que cometem e a narrativa nunca pede que quem está jogando esqueça disso. Para que o ciclo de violência se perpetue, é imperativo que estas justificativas sejam inquestionáveis e, até certo ponto, quase dogmáticas. Nós inicialmente não questionamos o direito de Ellie de ir atrás daqueles que, na nossa visão, merecem o peso de tal vingança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte do gênio de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;"> está na maneira com que ele rejeita esses imperativos, à procura de uma jornada mais honesta do que estamos acostumados a esperar de narrativas que revolvem ao redor de vingança e de injustiça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O jogo é estruturado de maneira mais complicada que seu antecessor, que se passa ao longo de pouco mais de um ano e é separado por estações que dão espaço para as personagens aprofundarem suas relações fora da tela. Aqui, Neil Druckmann (</span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Uncharted 4: A Thief’s End</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Halley Gross (</span><i><span style="font-weight: 400;">Westworld</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Too Old to Die Young</span></i><span style="font-weight: 400;">), roteiristas da sequência, utilizam o tempo de maneira mais lúdica e maleável. Há digressões para os anos em que Ellie passou crescendo em Jackson que ajudam a recontextualizar cada vez mais suas motivações, contribuindo para um desenvolvimento cada vez maior da personagem.</span></p>
<figure id="attachment_14403" aria-describedby="caption-attachment-14403" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14403" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-4.jpg" alt="" width="700" height="394" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-4.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-4-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-14403" class="wp-caption-text">Neil Druckmann e Halley Gross, roteiristas de The Last of Us Part II. Druckmann também atua como Diretor Criativo enquanto Gross foi a líder da narrativa (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao todo, é louvável ver o quanto </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;"> não está interessado em agir apenas como uma mera sequência, mas sim como uma obra completa e independente, com implicações extensas e profundas no resto da narrativa. Não há sentido em escrever uma sequência que não procure enfatizar as implicações do final do primeiro jogo ou que termine reproduzindo o mesmo status quo dele. A única justificativa para retornar a essa história e a estes personagens é a de contar algo que tenha o tipo de impacto que estamos vendo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todas as mecânicas do jogo também são estruturadas ao redor de sua narrativa e reproduzem elementos de suas personagens. É importante notar o quanto a Naughty Dog se utiliza de técnicas cinematográficas nas suas histórias e o quanto elas só são possíveis por conta da tecnologia e do orçamento necessários para trazer performances tão detalhadas de seus atores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros estúdios, principalmente estúdios independentes, também estão contando histórias cada vez mais humanas e detalhadas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollow Knight </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Celeste</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas que não recebem a mesma atenção que um blockbuster como </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso não é um argumento contra ou a favor do jogo, apenas algo que deve ser levado em consideração quando falamos sobre jogos no geral.</span></p>
<figure id="attachment_14404" aria-describedby="caption-attachment-14404" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14404 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5.jpg 1919w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14404" class="wp-caption-text">Apesar da interatividade do jogo as vezes se limitar à apertar um determinado botão que aparece na tela, essa simplicidade consegue atingir efeito máximo em algumas das partes mais intensas da trama (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o elenco atua de maneira impecável, tanto aqueles que já conhecíamos quanto as novas adições da trama. Troy Baker continua sendo excepcional no papel de Joel, agregando nuance e profundidade a um personagem já famoso por sua complexidade e ambiguidade moral. Shannon Woodward, veterana de </span><i><span style="font-weight: 400;">Westworld</span></i><span style="font-weight: 400;">, trabalha muito bem e é capaz de transmitir o relacionamento entre Dina e Ellie em poucas palavras, nos ajudando a completar lentamente as lacunas dos últimos 4 anos desde o final do jogo anterior. Laura Bailey faz Abby, uma mulher misteriosa em sua própria jornada de retribuição que cruza com o caminho de Ellie de maneira inesperada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho de Ashley Johnson ao interpretar uma Ellie mais velha, mais distante e obstinada e ao mesmo tempo ser capaz de voltar para a garota mais jovem e otimista que conhecíamos do primeiro jogo durante as digressões da narrativa não é nada menos do que fenomenal e digno de todo e qualquer prêmio que essa indústria seja capaz de oferecer. Parecem haver milhares de emoções em apenas um único momento do jogo, que não se contenta apenas em te dizer como as personagens estão se sentindo, mas te dá liberdade para interpretar as expressões que são evidentes na tela.</span></p>
<p><figure id="attachment_14405" aria-describedby="caption-attachment-14405" style="width: 646px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14405 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-6.jpg" alt="" width="646" height="362" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-6.jpg 646w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-6-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-14405" class="wp-caption-text">Shannon Woodward (Dina) e Ashley Johnson (Ellie) durante o processo de captura de movimentos para uma das cenas mais emblemáticas de The Last of Us Part II [Foto: Reprodução]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O foco no relacionamento entre ela e Dina também é revigorante na conjuntura atual da indústria de jogos. Com </span><a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2020-07-21/ubisoft-sexual-misconduct-scandal-harassment-sexism-and-abuse"><span style="font-weight: 400;">alegações recentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> expondo uma cultura de misoginia e abuso em diversos estúdios, com mulheres sendo silenciadas e histórias com protagonistas masculinos recebendo favoritismo, é ótimo ver o romance entre duas mulheres na frente e no centro de um dos títulos mais aguardados da década. A diretora Nia DaCosta (</span><i><span style="font-weight: 400;">Little Woods</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda de Candyman</span></i><span style="font-weight: 400;">) relatou em um </span><a href="https://twitter.com/NiaDaCosta/status/1280618540740083712"><span style="font-weight: 400;">tweet</span></a><span style="font-weight: 400;"> após terminar o jogo: </span>“(&#8230;) não é pouca coisa que duas mulheres tiveram o tipo de jornada e desenvolvimento de personagem geralmente reservado apenas para homens.”</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A interatividade do jogo também opera de maneira mais profunda em um nível narrativo, sofrendo uma reviravolta ao final de sua primeira metade que provoca o jogador de maneiras complexas e cruéis, mas que caminham para um entendimento mais sensível de suas motivações. Sua jogabilidade caminha entre fluidez e mecanicidade, em que cada encontro hostil te dá a sensação de estar em um filme de ação e corridas frenéticas de um ponto a outro do cenário são capazes de te deixar sem fôlego. Capítulos mais calmos te oferecem momentos para respirar e internalizar os acontecimentos violentos que os precedem, mas que ainda produzem emoções tão intensas quanto àquelas dos momentos mais tensos.</span></p>
<figure id="attachment_14407" aria-describedby="caption-attachment-14407" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-14407" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-7-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-7-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-7.jpg 1160w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14407" class="wp-caption-text">Em seus melhores momentos, os confrontos de The Last of Us Part II são capazes de invocar uma ferocidade animal no jogador (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um combate brutal, impactante e visceral, o jogo insere aquele que está jogando diretamente como ator da violência e da destruição, permitindo que ele se apoie nas justificativas de suas personagens para cometer esses atos, o que, paradoxalmente, acaba desconstruindo essas justificativas ao mesmo tempo que permite que você habite essas visões e verdadeiramente as compreenda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível identificar inúmeras referências textuais na narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde a inspiração no cinema western ao contar a história de uma heroína à procura de sua justiça em uma fronteira com a natureza selvagem, até semelhanças com o cinema samurai (</span><i><span style="font-weight: 400;">chanbara</span></i><span style="font-weight: 400;">), que narra o conflito entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">ninjō</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">giri</span></i><span style="font-weight: 400;">, a consciência e o dever (em termos gerais e imprecisos). É uma obra que convida esse tipo de análise ao mesmo tempo que provê uma experiência completa em si mesma e que não depende dessas referências para o seu entendimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora, mais uma vez composta pelo argentino Gustavo Santaolalla (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Segredo de Brokeback Mountain</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Relatos Selvagens</span></i><span style="font-weight: 400;">), toma uma direção mais sutil dessa vez, sem chegar a destoar do original, mas que reflete o turbilhão emocional em que as personagens estão inseridas, potencializando e elevando algumas das cenas mais emocionalmente complexas da trama a novos níveis.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="All Gone (The Promise)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/od8WJ08aaLc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter sido anunciado como uma obra sobre ódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;"> é intrinsecamente sobre o amor. Sobre o amor que é capaz de nos fazer menos sozinhos e sobre o amor capaz de nos isolar. É sobre a dor que nos permeia e que nos guia e sobre como procuramos nos libertar dela através de ainda mais dor. Nas palavras de Natalie Flores para a </span><a href="https://www.pastemagazine.com/games/the-last-of-us-part-ii/the-last-of-us-part-2-review/"><i><span style="font-weight: 400;">Paste Magazine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">:</span></p>
<p>“É uma história de pessoas impotentes e destruídas que acham que vão conseguir se consertar destruindo umas às outras. Não há vilões, mas também não há heróis, e The Last of Us Part II é inteligente o suficiente para não fingir que pode decidir quem se encaixa em cada categoria.”</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é uma história fácil, e isso reflete a maneira com que ela é contada, com digressões e mudanças bruscas de perspectiva que te forçam a questionar sua própria interpretação dos eventos que você não só presencia, mas em que você é um participante ativo. E de maneira similar, as conclusões a que você chega ao final dessa história arrasadora são só suas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A única luz que carregamos noite adentro é a que levamos conosco.</span></p>
<figure id="attachment_14408" aria-describedby="caption-attachment-14408" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-14408" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14408" class="wp-caption-text">“Quando tudo isso terminar, vou te ensinar a tocar violão” (Foto: IGN Brasil)</figcaption></figure>
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		<title>Hellblade: Senua’s Sacrifice, revolução e as vozes que ouvimos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Apr 2019 23:25:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Oliveira F. Arruda]]></category>
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		<category><![CDATA[Ninja Theory]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda Em 11 de abril de 2019, Hellblade: Senua’s Sacrifice foi lançado para o Nintendo Switch, marcando a chegada de um dos jogos mais revolucionários da atual geração para o último console que faltava. Lançado para PC e PlayStation 4 em agosto de 2017, e posteriormente para o Xbox One em 2018, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/hellblade-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Hellblade: Senua’s Sacrifice, revolução e as vozes que ouvimos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11935" aria-describedby="caption-attachment-11935" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11935" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-1.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11935" class="wp-caption-text">Senua terá de viajar aos lugares mais escuros de Hel para completar sua jornada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 11 de abril de 2019, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade: Senua’s Sacrifice</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi lançado para o Nintendo Switch, marcando a chegada de um dos jogos mais revolucionários da atual geração para o último console que faltava. Lançado para PC e PlayStation 4 em agosto de 2017, e posteriormente para o Xbox One em 2018, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade</span></i><span style="font-weight: 400;"> se propôs a entregar uma experiência </span><i><span style="font-weight: 400;">single player</span></i><span style="font-weight: 400;"> de apenas algumas horas e com pouco valor de rejogabilidade, custando apenas metade do preço de um grande lançamento.</span></p>
<p><span id="more-11934"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade </span></i><span style="font-weight: 400;">marca uma mudança fundamental no desenvolvimento de jogos digitais, pois entrega uma experiência que não pede ao jogador que se divirta ou que esqueça o mundo a sua volta, mas que antes escute: escute sua protagonista, escute as vozes na cabeça dela e escute a si mesmo, no final das contas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o jogador</span> <span style="font-weight: 400;">inicia </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade: Senua’s Sacrifice</span></i><span style="font-weight: 400;"> pela primeira vez, ele</span> <span style="font-weight: 400;">acha que sabe exatamente o que esperar. Após ter visto alguns dos trailers lançados até então e um gameplay simples de 10 minutos, alguns dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=42wG9WEl_9o&amp;list=PLbpkF8TRYizaT6GfMcKBG-RoUOQ6BJRXp"><span style="font-weight: 400;">diários de desenvolvimento</span> <span style="font-weight: 400;">publicados no YouTube</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele acha que o jogo será uma narrativa linear que, com sorte, vai explorar a psicose de sua protagonista de alguma maneira narrativa nova e interessante. Por um lado, o jogador não está enganado, mas por outro &#8211; ele não faz ideia do que o espera.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Hellblade: Senua&#039;s Sacrifice - Trailer Oficial - LEGENDADO PT-BR" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/mF2Hh-OExhY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade</span></i><span style="font-weight: 400;"> não usa a psicose de Senua apenas como um adereço narrativo ou como um artifício barato, mas sim como uma mecânica conceitual aplicada em cada aspecto de seu design.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro nome que aparece nos créditos iniciais é o de Paul Fletcher, creditado como Mental Health Advisor (Consultor de Saúde Mental), seguido por Elizabeth Ashman Rowe, Historical Advisor (Consultora Histórica). Fletcher é professor de neurociência na Universidade de Cambridge, especialista em psicose, enquanto Rowe é uma historiadora, também da Universidade de Cambridge, especializada em história e cultura escandinavas durante a Era Viking e a Idade Média.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É estranho esses serem os primeiros nomes creditados no desenvolvimento de um jogo digital, mas após jogar algumas horas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Senua&#8217;s Sacrifice</span></i><span style="font-weight: 400;">, a importância desses dois nomes se torna aparente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>A ponte para Hel</b></p>
<figure id="attachment_11936" aria-describedby="caption-attachment-11936" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11936" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-2.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11936" class="wp-caption-text">Senua fica cara a cara com a deusa Hela pela primeira vez (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A história conta a jornada de Senua (interpretada por Melina Juergens), uma guerreira celta que deve atravessar Hel, o reino que na mitologia nórdica é o lar daqueles que não morreram de maneira honrada, para reaver a alma de seu amado das mãos da deusa Hela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do jogo contar com inimigos físicos tais como guerreiros nórdicos desonrados e deuses vingativos, fica claro a partir da cena inicial que o maior inimigo será a própria percepção de Senua. O mundo a sua volta reage à sua psicose e as vozes que falam o tempo todo em sua cabeça podem rebaixá-la ou guiá-la, dependendo da situação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E elas estão sempre lá, então é melhor ir se acostumando. Premiado por seu excelente design de som, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade </span></i><span style="font-weight: 400;">é com certeza  melhor apreciado usando um bom fone de ouvido ou um headset poderoso. As gravações binaurais das vozes que se conflitam o tempo todo na mente de Senua tem um efeito bizarro sob a psique do jogador: no lugar de ícones de mapa ou de saúde para indicar onde ele deve ir ou quantos golpes ainda pode levar, tudo o que o jogo oferece são essas vozes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio de um confronto, elas alertam </span><i><span style="font-weight: 400;">quase </span></i><span style="font-weight: 400;">sempre que um golpe estiver vindo ou quando um inimigo estiver esperando para atacar por trás, enquanto que em exploração, comentam o progresso de Senua até então e pressionam a personagem cada vez que ela fizer uma curva errada ou demorar para se movimentar.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Hellblade: Senua&#039;s Sacrifice - Trailer de Senua - LEGENDADO PT-BR" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/FwIppjFePEM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas as vozes e os conflitos são apenas uma parte dessa jornada: Senua irá se deparar com desafios e quebra-cabeças que distorcem sua percepção de tempo e espaço e que vão pouco a pouco torcendo sua sanidade até que tudo que ela possa ver sejam sombras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num dos mais comuns, ela é obrigada a procurar formações no ambiente que se assemelham a runas nórdicas para passar por portas que, até ali, parecem completamente desobstruídas. Esses tipos de quebra-cabeça, assim como muitos outros, são referências aos sintomas obsessivo-compulsivos na psicose que aflige Senua. Ela é fisicamente incapaz de abrir as portas antes de achar as runas, mas nada indica que as portas não possam ser abertas além de um símbolo fantasmagórico pairando sobre elas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais tarde no jogo, Senua é obrigada a passar por quatro desafios para reforjar a lendária espada Gramr, dada por Odin ao herói Sigmund e mais tarde usada matar o dragão Fafnir, descrita como uma das únicas coisas capazes de matar um deus.</span></p>
<figure id="attachment_11937" aria-describedby="caption-attachment-11937" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11937" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/tumblr_owje7qHdJP1vollhho2_500.gif" alt="" width="500" height="281" /><figcaption id="caption-attachment-11937" class="wp-caption-text">Gramr é a única esperança de Senua para derrotar Hela (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante um desses desafios, Senua perde sua visão, no que é provavelmente uma das passagens mais tensas e bem construídas da atual geração: nela, o jogador e Senua são ameaçados por inimigos  que emitem sons grotescos, possuem formas apenas vagamente definidas e que </span><i><span style="font-weight: 400;">nunca são completamente visíveis</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se há uma expressão que possa descrever essa sequência, ela é “terror absoluto”. O que a segue é, obviamente, gratidão absoluta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma marca na qualidade do design das criaturas e do ambiente que esse trecho não é, por si só, difícil: as criaturas são lentas e a velocidade com que elas detectam Senua varia muito entre os ambientes pelos quais ela transita. Mas a Ninja Theory sabe que a dificuldade não é a raiz do medo, não para Senua; o medo está na possibilidade de se deparar com algo que não se possa descrever, algo que seja impossível de se entender, e chegar apenas perto o suficiente para que o medo se aposse de você por inteiro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Na sua espada ainda pulsa um coração</b></p>
<figure id="attachment_11938" aria-describedby="caption-attachment-11938" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11938" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-4.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-4.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11938" class="wp-caption-text">Senua e Melina (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Melina Juergens era apenas uma editora de vídeo na Ninja Theory quando foi chamada para fazer testes de maquiagem e iluminação enquanto a desenvolvedora procurava por uma atriz para viver a personagem. Três anos depois, Melina sobe ao palco das maiores premiações da indústria dos jogos para receber diversos prêmios por sua performance como Senua. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não foi uma tarefa fácil, como a própria Melina explica em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gFhzVtHwJjA&amp;has_verified=1"><span style="font-weight: 400;">um dos diários de desenvolvimento do jogo</span></a><span style="font-weight: 400;">: não só ela nunca havia atuado profissionalmente antes, mas atuar era um verdadeiro pavor seu. Durante as primeiras gravações, em que pediram para ela ler algumas linhas de diálogo, ela pediu a todos que se virassem de costas para que não pudessem vê-la. Mas isso acabou servindo como uma vantagem para interpretar Senua, já que seu medo refletia o medo da própria Senua ao se deparar com as multitudes de horrores em Hel e ao inferno de sua própria mente.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade</span></i><span style="font-weight: 400;"> também ganhou um prêmio por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J7thtFR1G2E"><span style="font-weight: 400;">sua tecnologia de cinematografia em tempo real na GDC</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Game Developers Conference</span></i><span style="font-weight: 400;">) de 2016, e que permitiu ao diretor e roteirista do jogo, Tameem Antoniades, trabalhar diretamente com a performance de Juergens enquanto ela ainda trabalhava com a captura de movimentos da personagem, com câmeras apontadas diretamente nos seus olhos em todas as horas e pontos de referência milimetricamente espaçados em seu rosto. </span></p>
<figure id="attachment_11939" aria-describedby="caption-attachment-11939" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11939" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-5.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-5.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-5-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11939" class="wp-caption-text">Tameem Antoniades foi capaz de trabalhar com a performance animada de Senua em tempo real antes das animações mais minuciosas serem adicionadas (Foto: The Sound Architect)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso tudo, Melina também buscou apoio fora de tela, se consultando com pessoas que sofrem de psicose e esquizofrenia, acompanhando as experiências delas para construir uma performance que, diferente de muitas outras, respeitasse aqueles que vivem diariamente com esses sintomas e ainda assim não fazer pouco caso deles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E tudo isso valeu a pena. Melina Juergens entrou para a história dos jogos digitais com uma das melhores performances de captura de movimento e dublagem já vistas em um jogo. Em dezembro de 2017 ela subiu ao palco do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Game Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das maiores premiações da indústria, para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hGZGM6RblGg&amp;t=120s"><span style="font-weight: 400;">receber a estatueta de Melhor Performance</span></a><span style="font-weight: 400;"> das mãos de ninguém menos do que Andy Serkis.</span></p>
<figure id="attachment_11940" aria-describedby="caption-attachment-11940" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11940" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-6.jpg" alt="" width="1600" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-6.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-6-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-6-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-6-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-6-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11940" class="wp-caption-text">Melina Juergens após receber o Game Award por Melhor Performance, ao lado de Andy Serkis (Foto: Twitter)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda expressão do rosto e todo movimento do corpo de Senua é também uma expressão de sua personalidade e de suas capacidades físicas e mentais. A sua condição nunca é vista como algo que a impeça de ser uma guerreira funcional: os demônios que a assolam são mais fundos e mais complexos do que isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem a sua jornada se resume a “derrotar” sua psicose, porque nenhuma condição mental é tão simples assim: as vozes em sua cabeça são as vozes dela mesma, vozes que contam a sua história de diversas maneiras, vozes que expressam seu medo, sua dúvida e sua raiva e toda uma miríade de emoções, algumas vezes interrompendo uma a outra e se repetindo de maneira excruciante, enquanto outras vezes oferecem palavras de apoio a uma Senua quase derrotada e abatida. Na introdução, o próprio jogador é recebido e identificado por uma dessas vozes, chamado para acompanhar a busca da protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O dano que Senua sofre ao longo do jogo não é só físico, mas também mental, e mais uma vez a mecânica do jogo brilha ao ser capaz de traduzir os sintomas da psicose para elementos tangíveis. Após seu primeiro conflito com os </span><i><span style="font-weight: 400;">homens do norte</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que o jogador é incapaz de vencer, não importa por quanto tempo tente), ela tem uma visão de si mesma morrendo e apodrecendo e, quando acorda, percebe uma escuridão se formando em seu braço direito.</span></p>
<figure id="attachment_11941" aria-describedby="caption-attachment-11941" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11941" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-7.jpg" alt="" width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-7.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-7-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-7-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11941" class="wp-caption-text">Os homens do norte tiraram tudo de Senua. Agora, ela vai tirar de volta (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O jogo então diz para o jogador: </span><b><i>“A podridão sombria irá crescer cada vez que você falhar. Se ela alcançar a cabeça de Senua, sua busca estará terminada e todo o progresso será perdido.”</i></b><span style="font-weight: 400;"> Esse é um sistema conhecido como </span><i><span style="font-weight: 400;">permadeath</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que a morte de um personagem jogável acarreta na perda do progresso na narrativa e o jogador é forçado a reiniciar o jogo, e é um sistema controverso até no melhor dos casos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade: Senua’s Sacrifice</span></i><span style="font-weight: 400;">, não fica claro exatamente quantas vezes o jogador pode morrer antes que a podridão chegue a cabeça de Senua, mas é um sistema muito efetivo </span><i><span style="font-weight: 400;">justamente </span></i><span style="font-weight: 400;">por causa disso. O combate em </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca fica repetitivo porque cada luta é percebida pelo jogador como uma nova oportunidade de perder todo o progresso feito. É um sistema injusto, muito como a própria condição de Senua, que é capaz de deixar paranóico até o mais experiente em jogos de combate.</span></p>
<figure id="attachment_11942" aria-describedby="caption-attachment-11942" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11942" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-8.jpg" alt="" width="768" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-8.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-8-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11942" class="wp-caption-text">Senua encara Valravn, o deus das ilusões (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Não haverão mais histórias depois desta</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É estranho tentar por a experiência de se jogar </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade: Senua’s Sacrifice </span></i><span style="font-weight: 400;">em palavras. É uma experiência tão intimista e tão diferente de tudo o que você já viu que é fácil se sentir sobrecarregado. Quando chegamos ao final do jogo, o que se segue não é uma explicação lógica para o que você acaba de presenciar, muito pelo contrário: o final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade </span></i><span style="font-weight: 400;">é emocionalmente devastador, perturbador e complicado. Não é algo que você </span><i><span style="font-weight: 400;">compreende </span></i><span style="font-weight: 400;">tanto quanto </span><i><span style="font-weight: 400;">sente</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assim como o resto do jogo, é difícil pôr em palavras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu cerne, é um jogo sobre solidão e companheirismo, compaixão e crueldade, covardia e sacrifício: coisas diametralmente opostas que são frequentemente encontradas juntas. O caminho pelo qual Senua segue é tortuoso e exaustivo; ela é constantemente atormentada por espectros do passado e vozes que imploram para que ela dê meia volta e esqueça da missão que ela se comprometeu a realizar. Senua sabe que isso não é mais possível, como uma das vozes não se cansa de lhe dizer: </span></p>
<blockquote><p><b><i>“A escuridão te tocou. Todo mundo pode ver no vazio dos seus olhos, um olhar afastado da vida. [&#8230;] E você queria se render? Abandoná-lo para encontrar paz com os deuses? Não. A escuridão não vai permitir. Então, você caminhará para o covil da fera, olhar no olho dela e ir à guerra. Esta é a sua missão. Esta é a sua jornada. É tudo que você tem.”</i></b></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_11943" aria-describedby="caption-attachment-11943" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11943" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-9.jpg" alt="" width="590" height="332" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-9.jpg 590w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-9-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 590px) 85vw, 590px" /><figcaption id="caption-attachment-11943" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas essa não é a única voz na cabeça de Senua, é apenas a mais cruel: a que fala nos lugares mais escuros, quando ela se encontra mais vulnerável aos pensamentos mais sombrios que beiram ao comportamento suicida. Há ainda a voz de uma mulher, que reflete melancolicamente sobre a condição de Senua após todas as vitórias e derrotas, nos dando um insight duplo sobre Senua e sua psicose:</span></p>
<blockquote><p><b><i>“Dizem que sonhos são visões de nossas memórias, pensamentos e medos vistos por nosso olho interior. Mas e se cada um de nós está sempre dormindo, mesmo quando acordado? E se nós somente vemos o que o nosso olho interior cria para a gente? [&#8230;] Talvez seja por isso que as pessoas tinham medo de ver o mundo pelos olhos dela. Pois se você acredita que a realidade de Senua é distorcida, você deve aceitar que a sua também pode ser.”</i></b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrever essa crítica até aqui foi relativamente fácil: foi ao mesmo tempo uma maneira de reviver uma experiência muito especial e de extrair novos sentidos dela e assim, apreciá-la ainda mais. Mas tirar uma conclusão disso tudo? Parece quase impossível. Mas assim como a maioria das coisas impossíveis, é só uma questão de tempo até aparecer alguém idiota o suficiente para tentar.</span></p>
<figure id="attachment_11944" aria-describedby="caption-attachment-11944" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11944" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-10.png" alt="" width="960" height="405" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-10.png 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-10-300x127.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-10-768x324.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11944" class="wp-caption-text">Há uma beleza macabra nas paisagens de Hel (Foto: Reddit)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade: Senua’s Sacrifice </span></i><span style="font-weight: 400;">é um jogo sobre dor e sofrimento: as dores que causamos uns aos outros, quer queiramos ou não e o sofrimento que só aqueles mais próximos de nós são capazes de infligir. Mas a verdade é que, se </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade </span></i><span style="font-weight: 400;">fosse apenas sobre isso, nada o distinguiria de outras produções que visam retratar estados mentais diferentes da “norma”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que o jogo da Ninja Theory faz e o que o torna tão revolucionário é que ele não fetichiza o sofrimento por qual Senua passa ou tenta fazer com que o jogador sinta pena dela. O que o roteiro de Tameem Antoniades faz tão bem é apresentar Senua primeiro como uma personagem e explorar sua psicose à partir daí. Em poucas palavras, Senua nunca deixa de ser a protagonista de sua própria história e sua psicose não é descrita como o único aspecto definitivo de sua personalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela vive em um mundo cercado por vozes que querem confundi-la e fazê-ela achar que está amaldiçoada. A jornada pela qual ela passa, no jogo, é a jornada pela qual ela conta sua própria história e acha sua própria voz.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade</span></i><span style="font-weight: 400;"> é também um jogo sobre esperança; sobre como nos lugares mais escuros costumamos formar as amizades mais intensas, sobre como o amor é capaz de nos salvar de nossos impulsos mais sombrios, sobre como as memórias ruins não apagam as boas e, finalmente, sobre os sacrifícios que fazemos.</span></p>
<figure id="attachment_11945" aria-describedby="caption-attachment-11945" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11945" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-11.jpg" alt="" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-11.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-11-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-11-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-11-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-11-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11945" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você ainda não se convenceu a pelo menos </span><i><span style="font-weight: 400;">tentar</span></i><span style="font-weight: 400;"> dar uma chance à jornada de Senua, só há uma coisa que ainda pode te convencer. Duas semanas após seu lançamento, a Ninja Theory publicou, através do canal oficial da PlayStation no YouTube, um vídeo de elogios ao jogo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A única diferença é que esses elogios não vinham de críticos especializados, mas sim dos próprios jogadores, que mandaram mensagens à desenvolvedora parabenizando-a por seu sucesso estrondoso ao retratar a experiência de se viver com psicose. O vídeo também é delineado por imagens feitas a partir do Modo Foto presente no jogo:</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Hellblade: Senua&#039;s Sacrifice - Accolades Trailer | PS4" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/39_dzijSmf0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde seu lançamento original em 2017 e seu relançamento para os consoles da Microsoft e da Nintendo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade</span></i><span style="font-weight: 400;"> vendeu mais de um milhão de cópias, ganhou 11 prêmios diferentes por seu design de som, sua narrativa e seu revolucionário retrato da saúde mental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em abril, após as metas de venda no novo console serem atingidas, a desenvolvedora fez uma doação de 25 mil dólares ao Mental Health America, uma instituição que tem por objetivo promover o bem estar mental nos Estados Unidos. Em outubro de 2018 o estúdio também ajudou a financiar uma bolsa de estudos promovida pela organização beneficente Head to Toe, que teria como enfoque treinar profissionais capacitados em lidar com pessoas com transtornos mentais. O nome da bolsa é “Senua’s Scholarship”.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganhou edições físicas para todas as plataformas e hoje a Ninja Theory faz parte da Microsoft, trabalhando em um novo título ainda não anunciado.</span></p>
<figure id="attachment_11946" aria-describedby="caption-attachment-11946" style="width: 1190px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11946" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-12.jpg" alt="" width="1190" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-12.jpg 1190w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-12-300x202.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-12-768x516.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-12-1024x688.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11946" class="wp-caption-text">A edição física de Hellblade para PlayStation 4, ao lado dos cinco prêmios BAFTA (dados pela Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão) que o jogo recebeu (Foto: 505 Games)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que se dê continuidade a revolução iniciada por </span><i><span style="font-weight: 400;">Hellblade: Senua’s Sacrifice </span></i><span style="font-weight: 400;">e jogos como </span><i><span style="font-weight: 400;">What Remains of Edith Finch</span></i><span style="font-weight: 400;">, que também exploram transtornos mentais como depressão e ansiedade usando a interatividade inerente a jogos digitais, é preciso que mais desenvolvedoras, tanto as independentes quanto as já estabelecidas na indústria, percebam o verdadeiro potencial desse entretenimento: jogos digitais são capazes de nos transportar para espaços mentais radicalmente diferentes dos nossos. </span><span style="font-weight: 400;">Capazes de criar vínculos com pessoas que não existem e de ao mesmo tempo retratar o mundo em que vivemos de maneiras inteiramente novas. São capazes de representar coisas que o cinema, a televisão e a literatura apenas sonham em fazer e dão espaço a vozes que nunca foram ouvidas. Então, por favor, vamos ouvir essas vozes, pelo menos dessa vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando contamos uma história sobre um de nós, contamos uma história sobre todos nós.</span></p>
<blockquote><p><b><i>“Nunca esqueça como é ver o mundo como uma criança: onde cada folha de outono é uma obra de arte, cada nuvem que se move, um filme, cada dia, uma nova história. Nós também emergimos dessa magia, como uma onda no oceano, apenas para retornar ao mar. Não lamente pelas ondas, pelas folhas e pelas nuvens. Mesmo na escuridão, as maravilhas e belezas do mundo não nos abandonam &#8211; sempre estão lá, esperando serem vistas.”</i></b></p></blockquote>
<figure id="attachment_11947" aria-describedby="caption-attachment-11947" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11947" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-13.jpg" alt="" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-13.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-13-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-13-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-13-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Foto-13-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11947" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
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