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	<title>Arquivos Jhenifer Oliveira &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Jhenifer Oliveira &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Met Gala 2026: A arte é viva!</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jhenifer Oliveira e Livia Queiroz A primeira segunda de maio é um dos momentos mais aguardados quando se trata de juntar moda, cinema e luxo: o Met Gala. Ela resguarda não só a audiência de quem tem sede pelo conhecimento têxtil, mas também aqueles que são apaixonados pelo corpo como uma forma de se expressar. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/met-gala-2026-a-arte-e-viva/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Met Gala 2026: A arte é viva!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37291" aria-describedby="caption-attachment-37291" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37291" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-800x450.jpg" alt="Em um fundo granulado rosa, com cantos superiores preenchidos com flores rosadas, o título centralizado evidencia o dress code do Met Gala deste ano, Moda é Arte. Da esquerda para a direita, Anok Yai, mulher negra com maquiagem dourada e vestido preto com um capuz; Sabrina Carpenter, mulher loira, branca com vestido preto de rolo de fita cinematográfico e adorno de diamantes na cabeça; Jisoo, mulher asiática de cabelo preto e mechas soltas, usando um vestido rosa claro e detalhes em azul; Naomi Osaka, mulher negra asiática com vestido e chapéu branco com detalhes de folhas e luva em vermelho; Hunter Schafer, mulher trans branca, loira, vestida de branco com detalhes florais e pequenas rosas brancas no vestido e um laço em seu cabelo, e Beyoncé, mulher negra, loira usando um adorno semelhante a uma coroa em diamantes e seu vestido que simula um esqueleto também com pedras brilhantes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37291" class="wp-caption-text">O Met Gala 2026 homenageia todas as formas de se produzir arte (Arte: Livia Queiroz)</figcaption></figure>
<p><b>Jhenifer Oliveira e Livia Queiroz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira segunda de maio é um dos momentos mais aguardados quando se trata de juntar moda, cinema e luxo: o </span><a href="https://www.vogue.com/article/everything-you-need-to-know-about-the-met-gala-video"><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ela resguarda não só a audiência de quem tem sede pelo conhecimento têxtil, mas também aqueles que são apaixonados pelo corpo como uma forma de se expressar. O </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;"> escolhido por </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/met-gala/noticia/2026/05/anna-wintour-elege-look-chanel-para-o-met-gala-2026.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Anna Wintour</span></a><span style="font-weight: 400;"> este ano explora justamente este conceito, a moda como arte.</span></p>
<p><span id="more-37290"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de amplo, esse direcionamento trouxe mais liberdade para os convidados transmitirem sua interpretação do que é essa forma de manifestação humana e como ela se encaixa em seu corpo e história. A exposição do teatro apresentada trouxe uma vertente semelhante, com o tema </span><a href="https://www.metmuseum.org/press-releases/costume-institute-spring-2026"><i><span style="font-weight: 400;">Costume Fashion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (Arte do Figurino, em tradução literal). </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/charles-frederick-worth-conheca-o-criador-da-alta-costura/"><span style="font-weight: 400;">Charles Frederick Worth</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das principais figuras responsáveis por ter consolidado a ideia que moda também é uma expressão artística, provavelmente estaria orgulhoso de ver aquilo que tanto defendia ser o tema central do Met Gala este ano.</span></p>
<figure id="attachment_37292" aria-describedby="caption-attachment-37292" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37292" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-800x450.jpg" alt="Em uma galeria ampla e iluminada, diversos manequins exibem peças de roupas em tons variados. No centro do espaço, um vestido longo vermelho se destaca sobre uma plataforma elevada, cercado por roupas esculturais e silhuetas experimentais distribuídas pelas paredes brancas do ambiente. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37292" class="wp-caption-text">A exibição deste ano aborda uma temática importante além de sua central, todo corpo importa, incluindo aqueles que a passarela tentou esconder (Foto: Charles Sykes/Invision/AP)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nomes como, Hudson Williams, </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hunter Schafer</span></a><span style="font-weight: 400;">, Emma Chamberlain, </span><a href="https://personaunesp.com.br/eyes-wide-open-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;">, Madonna e muitos outros se destacaram ao seguirem o dress code trazendo referências criativas às suas produções. O<a href="https://youtu.be/FQnETkP9sE8?si=zW6OybEhw6EUMXaI"> ator</a> de  <i>Heated Rivalry </i>(2025), apostou em um conjunto azul claro com detalhes pretos e uma cauda, assinado pela <i>Balenciaga</i>. O outfit é uma releitura de um bolero de 1947 do fundador da grife, que se inspirou no traje de toureiro espanhol – uma forma de arte performática conhecida na Espanha. Outro nome que trouxe a arte à tona foi a estrela de<i> Euphoria </i>(2019), vestida como a pintura <i>Mäda Primavesi </i>(1912) de Gustav Klimt. O visual desenvolvido pela <a href="https://youtu.be/5LIwV80K29E?si=B7f9_ErUHziaksif"><i>Prada</i></a> conta com um vestido de cauda longa, repleto de arranjos de flores e uma camada branca por cima, fazendo referência às características da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZLN-JythCFk"><i><span style="font-weight: 400;">influencer</span></i></a> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZLN-JythCFk"><span style="font-weight: 400;">Emma Chamberlain</span></a><span style="font-weight: 400;"> está cada vez mais inserida no mundo da moda e entregando looks estonteantes que a destacam na multidão de celebridades presentes. No </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2026, ela foi a estrela da noite, um holofote merecido para a obra de arte que revelou em forma de vestido. Ironicamente ou não, a referência de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem da obra de Van Gogh, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noite Estrelada</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1889), e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Grito</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1893), de Munch. Já a cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Espresso</span></i><span style="font-weight: 400;"> optou por revelar uma outra forma da criatividade: o cinema. Sua arte veio em forma de rolos de fita do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Sabrina</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1954), com um vestido </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;"> feito sob medida para a </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele compõe uma saia assimétrica que já se tornou assinatura da cantora neste evento também revestido em fita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Madonna chegou ao topo como rainha do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> por sua clara genialidade artística, e em um evento como este, ela não se faria passar despercebida. Sua </span><a href="https://www.vogue.com/article/madonna-met-gala-2026"><span style="font-weight: 400;">composição de </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não traz significado em si, mas da performance que ele compõe. Inspirado em um fragmento da obra de Leonora Carrington, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Tentação de Santo Antônio</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1945), sua figura vestida em </span><i><span style="font-weight: 400;">all black Saint Laurent</span></i><span style="font-weight: 400;"> e coberta por um véu representa, ao lado de sete mulheres em vestidos claros e blindadas com uma renda branca, o questionamento dos costumes da fé cristã, a luta contra o patriarcado e a busca por iluminação espiritual.</span></p>
<p><a href="https://www.vogue.com/video/watch/the-run-through-inside-the-met-gala-with-chase-sui-wonders">https://www.vogue.com/video/watch/the-run-through-inside-the-met-gala-with-chase-sui-wonders</a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este ano, muitos homens também marcaram seu destaque, como </span><a href="https://wwd.com/fashion-news/fashion-features/karan-johars-met-gala-debut-anchors-indias-craft-driven-representation-1238942827/"><span style="font-weight: 400;">Karan Johar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.gq.com/story/jeremy-pope-met-gala-2026-vivienne-westwood"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Pope</span></a><span style="font-weight: 400;">. O diretor apareceu com uma obra de arte em forma de vestimenta tradicional indiana completa em bordado dourado e imagens inspiradas em pinturas clássicas do seu país de origem, uma linda homenagem aos artesãos. Já o ator superou as expectativas, usando um item de arquivo de </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/vivienne-westwood-a-rebeliao-que-vestiu-a-historia-da-moda/"><i><span style="font-weight: 400;">Vivienne Westwood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da coleção de outono de 1996, chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">Escravo do Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma jaqueta-corset formada por centenas de pérolas em cores diferentes formando um peitoral e em suas costas pedras de rubi marcando feridas.  Alguns dos destaques da noite mostram ao público que a </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/o-futuro-e-artesanal-o-retorno-do-feito-a-mao/"><i><span style="font-weight: 400;">handmade couture</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a arte, a antiguidade mais fina da moda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma década sem comparecer ao evento, </span><a href="https://youtu.be/m4m4HQ4OJrY?si=ZKCvl4sk99ZTQEHc"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez um retorno memorável ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i><span style="font-weight: 400;"> como co-anfitriã, dividindo o posto com Anna Wintour, Venus Williams e Nicole Kidman. Para marcar a ocasião, Bey e Nicole apostaram em duas produções diferentes ao longo da noite. No tapete vermelho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Queen B</span></i><span style="font-weight: 400;"> surgiu com um vestido repleto de pedrarias assinado por </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/balmain-olivier-rousteing-a-moda-e-racista/"><span style="font-weight: 400;">Olivier Rousteing</span></a><span style="font-weight: 400;">. No encerramento do evento, a cantora trocou o visual por uma criação de Robert Wun, peça que chamou atenção por conter mais de um milhão de cristais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kidman também apostou em um visual marcante ao usar um modelo vermelho-rubi da </span><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;">, bordado com lantejoulas e penas por </span><a href="https://elle.com.br/moda/a-historia-de-matthieu-blazy-o-novo-herdeiro-do-trono-da-chanel"><span style="font-weight: 400;">Matthieu Blazy</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mais tarde, a atriz apareceu com outro vestido da mesma grife, que transmitia um ar de conforto enquanto mantia a paleta de cores quentes. Já Williams vestiu uma peça personalizada de cristais Swarovski, que foi inspirada em sua própria obra de arte <a href="https://www.searchablemuseum.com/robert-pruitts-venus-williams-double-portrait/"><i>Venus Williams Double Portrait </i>(2022)</a>, e para incrementar, um acessório metálico no pescoço, desenhado pela própria atleta.</span></p>
<figure id="attachment_37293" aria-describedby="caption-attachment-37293" style="width: 678px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37293" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed.png" alt="Três mulheres estão em pé diante de microfones em um palco iluminado por luzes vermelhas. À esquerda, uma mulher veste um vestido preto brilhante com detalhes prateados e um penteado preso em coque alto. No centro, uma mulher loira usa um vestido claro com estampas florais em tons de vermelho e rosa. À direita, uma mulher veste um vestido preto transparente coberto por brilho, acompanhado de um véu que cobre parcialmente o rosto e o corpo. O fundo do palco apresenta colunas e elementos arquitetônicos destacados pela iluminação vermelha intensa." width="678" height="481" /><figcaption id="caption-attachment-37293" class="wp-caption-text">Com a junção dos campos de esporte, atuação e música, as anfitriãs desta edição entregam looks icônicos para representarem o tema &#8220;Moda é Arte&#8221; (Foto: Kevin Mazur/Getty Images)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da temática do evento ser de extrema importância e um critério geral de julgamento do público sobre cada </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;">, é impossível negar presenças que acertaram em suas escolhas, afinal, a arte é moda e moda é arte independente do </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.vogue.com/article/doechii-2026-met-gala"><span style="font-weight: 400;">Doechii</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi um dos destaques, com um </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> vinho assinado por </span><i><span style="font-weight: 400;">Marc Jacobs</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora expõe seu corpo como arte ao complementá-lo com seu vestido e ornamento do cabelo. </span><a href="https://ffw.com.br/noticias/moda/hailey-bieber-aposta-em-busto-metalico-e-capa-fluida-em-look-balmain-no-met-gala-2026/"><span style="font-weight: 400;">Hailey Bieber</span></a><span style="font-weight: 400;"> também fugiu do tema proposto, e mesmo assim, é inegável a beleza de sua apresentação, em um busto dourado que contrasta com o azul vivo, look que já foi visto nas passarelas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Balmain</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Mesmo que o tema </span><i><span style="font-weight: 400;">Moda é Arte</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja uma proposta flexível e dá liberdade para cada celebridade se expressar através de obras, nem todo mundo conseguiu traduzir suas ideias de acordo com o que foi proposto. </span><a href="https://youtu.be/UnSg_WbN47Q?si=W0r4ALqDU3dSqvTt"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, usou uma peça da </span><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais clássica e minimalista, o vestido de cor champagne e com uma cauda bordada de pétalas de flores não ofereceu a ousadia e a interpretação conceitual que a temática pedia. </span><a href="https://people.com/kim-kardashian-met-gala-outfits-11965267"><span style="font-weight: 400;">Kim Kardashian</span></a><span style="font-weight: 400;"> optou por usar uma produção de alta-costura que faz mais jus à sua identidade pessoal, do que ao </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;"> do bazar. O traje desenvolvido pelo designer Jean Paul Gaultier conta com um corset alaranjado bem acinturado e sensual, e uma saia da mesma cor. </span></p>
<figure id="attachment_37294" aria-describedby="caption-attachment-37294" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37294" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-800x450.jpg" alt="Montagem com três celebridades posando no tapete do Met Gala diante de fotógrafos e convidados. À esquerda, uma mulher usa um vestido tom champagne tomara que caia, com tecido drapeado e longa cauda acetinada. No centro, outra mulher veste um look futurista laranja brilhante, semelhante a uma armadura metálica, combinado com uma saia de fenda frontal. À direita, uma modelo usa um vestido preto transparente e brilhante, justo ao corpo, com detalhes prateados e cauda longa. O ambiente é iluminado com diversos fotógrafos ao fundo registrando os looks." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37294" class="wp-caption-text">Apesar de vestirem peças relevantes de alta costura, alguns nomes não conseguiram entregar a ousadia e estética criativa que o tema buscava (Colagem: Jhenifer Oliveira)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de uma tristeza por ver algumas celebridades não entendendo a temática, tem-se aquelas que decepcionaram por terem surpreendido em anos anteriores. </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/met-gala/noticia/2026/05/gigi-hadid-aposta-em-naked-dress-para-o-met-gala-2026.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gigi Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, sempre apareceu ao evento com </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> estonteantes, e muito conectados à temática, porém, este ano, com um vestido translúcido preto da </span><i><span style="font-weight: 400;">Miu Miu</span></i><span style="font-weight: 400;"> e uma calcinha azul bebê, deixou a desejar com presença. Outro ponto negativo são as mesmas vestimentas </span><i><span style="font-weight: 400;">all black</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sempre, que, pelo bem da arte na moda, estão se mostrando cada vez menos numerosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre elogios e críticas, a edição de 2026 do </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala </span></i><span style="font-weight: 400;">ficou sem grandes nomes da cena da moda. Segundo os rumores que circulam pelos corredores, o possível motivo estaria relacionado ao patrocínio de </span><a href="https://exame.com/pop/protestos-contra-jeff-bezos-marcam-met-gala-2026-em-nova-york/"><span style="font-weight: 400;">Jeff Bezos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao evento. As controvérsias políticas em torno do bilionário, principalmente seu apoio ao governo Trump, teriam influenciado a decisão de algumas celebridades a não aceitarem o convite. Zendaya, uma das figuras mais conhecidas por entregar </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> extraordinários ao lado de seu fiel estilista, Law Roach, optou por não comparecer nesta edição. A ausência da modelo </span><a href="https://veja.abril.com.br/comportamento/como-bella-hadid-esta-transformando-moda-em-manifesto-politico/"><span style="font-weight: 400;">Bella Hadid</span> </a><span style="font-weight: 400;">também foi notada e gerou repercussão nas redes sociais, sendo interpretada como uma possível posição política e crítica à presença dos CEOs de grandes empresas de tecnologia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este pode ser considerado um </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala </span></i><span style="font-weight: 400;">histórico em ausência e presença. Sempre é muito desafiador escolher um </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> para um evento tão grande como esse. Porém, este ano foi possível enxergar como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pq9TGMzlLbU"><span style="font-weight: 400;">a moda é arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua plena construção. E o recado que esta edição nos deixa está na </span><i><span style="font-weight: 400;">handmade couture</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao encontro com o conceito, e, quando os dois se juntam, a moda vive. </span></p>
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		<title>O Diabo Veste Prada 2 se veste de passado para se reinventar no novo</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2026 14:00:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Catarina Pereira e Jhenifer Oliveira Há 20 anos, O Diabo Veste Prada marcou uma geração traduzindo os bastidores da moda de luxo ao mundo e trazendo curiosidades sobre a produção editorial. O longa se tornou icônico, atingindo uma bilheteria de enorme sucesso – 326,6 milhões de dólares – e conquistando um Globo de Ouro e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-diabo-veste-prada-2/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Diabo Veste Prada 2 se veste de passado para se reinventar no novo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37273" aria-describedby="caption-attachment-37273" style="width: 646px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37273" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image2.png" alt="Duas mulheres estão lado a lado, encarando a câmera com expressão confiante. Ambas usam óculos escuros pretos e roupas em tons escuros. À esquerda, uma mulher mais velha, de cabelo curto grisalho, veste um blazer preto e brincos discretos. À direita, uma mulher mais jovem, com cabelo longo castanho ondulado, usa um colete preto com listras finas e um colar de pérolas. " width="646" height="427" /><figcaption id="caption-attachment-37273" class="wp-caption-text">A produção de O Diabo Veste Prada 2 mantém a essência e os principais criativos do original, incluindo o diretor David Frankel (Foto: Wendy Finerman Productions)</figcaption></figure>
<p><b>Catarina Pereira e Jhenifer Oliveira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há 20 anos, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-diabo-veste-prada-15-anos/"><i>O Diabo Veste Prada</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">marcou uma geração traduzindo os bastidores da moda de luxo ao mundo e trazendo curiosidades sobre a produção editorial. O longa se tornou icônico, atingindo uma bilheteria de enorme sucesso – 326,6 milhões de dólares – e conquistando um Globo de Ouro e inúmeras outras premiações, como BMI Film Award e Satellite Awards, além de contar com as atuações brilhantes de Anne Hathaway e Meryl Streep. Em 2026, a obra ganha uma sequência que chega aos cinemas com muita antecipação do público. </span></p>
<p><span id="more-37270"></span><br />
<span style="font-weight: 400;"><i>O Diabo Veste Prada 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> é uma continuação satisfatória que vai contra o movimento de sequências decepcionantes lançadas nos últimos tempos, como <em>Meninas Malvadas</em> (2024). O filme ainda se baseia na história de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dW4wpGg64pE">Anna Wintour</a></span><span style="font-weight: 400;">, ex-editora-chefe da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Vogue </i></span><span style="font-weight: 400;">americana, trazendo conflitos e crises da transição do jornalismo impresso para o digital e da corporativização do jornalismo editorial. Tudo isso sem perder o viés pessoal da evolução das memoráveis personagens Miranda Priestly (Meryl Streep) e Andrea Sachs (Anne Hathaway).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H9BfS_a66sU">David Frankel</a></span><span style="font-weight: 400;"> traz novamente um olhar sensível às relações interpessoais das personagens, como a conexão entre a Miranda e Andy, que, mesmo após anos, segue sendo complexa e interessante. O filme cria uma conexão com o público transmitindo uma intimidade maior com as protagonistas, que são retratadas em suas múltiplas faces. A direção de arte assinada por Jess Gonchor é excepcional para a sequência conversar com a obra anterior, já que segue trazendo as marcas do primeiro filme, mas sendo adaptadas para o momento atual.</span></p>
<figure id="attachment_37272" aria-describedby="caption-attachment-37272" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37272" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image3-800x534.jpg" alt="Quatro pessoas posam em uma escadaria branca, uma mulher com um vestido preto, outra mais velha com um vestido vermelho, ao seu lado direito um homem de terno preto e ao lado dele uma mulher com uma roupa social branca. " width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image3-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image3.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37272" class="wp-caption-text">A première mundial de O Diabo Veste Prada 2 ocorreu em 20 de abril de 2026, em Nova York. (Foto: Wendy Finerman Productions)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto essencial ao falar sobre </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Diabo Veste Prada</i></span><span style="font-weight: 400;"> é o renomado figurino. O novo longa traz para as telas uma elegância minimalista, com peças-chave de grandes marcas, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Chanel </i></span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Dior</i></span><span style="font-weight: 400;">, sem necessitar de muito para criar looks icônicos. A responsável pelo visual é </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://stealthelook.com.br/molly-rogers-conheca-a-figurinista-que-assina-o-diabo-veste-prada-2/">Molly Rogers</a></span><span style="font-weight: 400;"> – parceira de </span><b>Patrícia Field</b><span style="font-weight: 400;">, figurinista do primeiro filme – que captou muito bem a sutileza necessária para ser extremamente sofisticado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É de se esperar que, em uma sequência, a dicotomia entre o velho e novo exista, mas em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3afPk3kjFTg"><i>O Diabo Veste Prada 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> esses antônimos convivem entre si dentro da narrativa sem necessitar explicitamente recorrer ao anterior. A grande problemática do enredo se apoia em conciliar as mudanças sofridas através do tempo pelas relações entre os personagens e seu amadurecimento, além das formas de se compreender jornalismo e arte. </span></p>
<figure id="attachment_37274" aria-describedby="caption-attachment-37274" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37274" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1-800x450.jpg" alt=" Mulher de cabelos longos e castanhos caminha ao ar livre enquanto fala ao celular. Ela usa óculos escuros, um colete preto de alfaiataria sem mangas e acessórios como colar e anéis. Sua expressão é atenta, com os lábios levemente entreabertos. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1.jpg 1366w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37274" class="wp-caption-text">A estreia de O Diabo Veste Prada 2 teve grande sucesso e vendeu aproximadamente US$ 233 milhões no mundo inteiro (Foto: Wendy Finerman Productions)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro feito por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xMXj7ps1Vtk">Aline Brosh McKenna</a></span><span style="font-weight: 400;"> tem enfoque crítico, abordando as mudanças do atual mercado através da ficção. A trama é surpreendente, apresentando uma não obviedade aos acontecimentos e mantendo o espectador cativado durante o filme inteiro. Os personagens são bem desenvolvidos, dando um maior espaço à novos enredos, como Nigel (Stanley Tucci) e Emily (Emily Blunt), que ganham um certo protagonismo na obra, esse teor emocional trás à produção uma nova visão da narrativa, que ganha discussões que abordam além do que foi apresentado originalmente no primeiro filme. Por outro lado, a história se perde ao propor um romance à Andy, que fica em último plano e não conversa com os outros eventos. A impressão que fica é que foi algo necessário para completar a vida da protagonista, sendo que sua carreira sempre foi o enfoque principal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Diabo Veste Prada 2 não decepciona ao prometer uma sequência icônica com novos cenários e propostas, porém com fidelidade ao sentimento de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2026/04/30/com-glamour-looks-impecaveis-e-humor-afiado-o-diabo-veste-prada-2-une-nostalgia-e-atualizacao-20-anos-apos-original.ghtml">nostalgia</a></span><span style="font-weight: 400;"> e apego ao antigo filme. Assim, o longa não procura apenas continuar a proposta da primeira obra, mas sim reinventá-la, e tem sucesso ao fazê-lo. Mesmo com novos enredos, os pontos de conexão entre o primeiro e o segundo exemplar de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Diabo Veste Prada</i></span><span style="font-weight: 400;"> mantém o espectador instigado e satisfeito com a continuação de uma história que lhe é tão íntima e adorada, não decepcionando quem vai aos cinemas buscando sentir o mesmo que sentiu há 20 anos. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O DIABO VESTE PRADA 2 | Trailer (2026) Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/AhuTRF7Dz5g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Menos impactante que o primeiro, mas ainda valioso, Wicked: Parte II</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 13:00:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jhenifer Oliveira Wicked: Parte II, um dos lançamentos mais esperados do ano, chega às telonas trazendo o desfecho da história que marcou a Broadway e encantou diversas pessoas em sua adaptação para o cinema. O diretor Jon M. Chu, que transformou Wicked – Ato I em uma das experiências cinematográficas mais arrebatadoras de 2024, agora &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-wicked-parte-ii/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Menos impactante que o primeiro, mas ainda valioso, Wicked: Parte II"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36461" aria-describedby="caption-attachment-36461" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36461" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-20-800x559.jpg" alt="Na imagem, há duas personagens: à esquerda, uma mulher de pele verde com trajes escuros e expressão séria e à direita uma mulher de pele branca com uma roupa delicada e sorrindo suavemente. As duas estão em um ambiente de luz quente olhando para o horizonte." width="800" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-20-800x559.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-20-1024x715.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-20-768x537.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-20.jpg 1145w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36461" class="wp-caption-text">Segundo filme utiliza uma paleta de cores mais escura para marcar a virada dramática da história (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Jhenifer Oliveira</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Wicked: Parte II</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos lançamentos mais esperados do ano, chega às telonas trazendo o desfecho da história que marcou a </span><i><span style="font-weight: 400;">Broadway </span></i><span style="font-weight: 400;">e encantou diversas pessoas em sua adaptação para o cinema. O diretor Jon M. Chu, que transformou </span><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Wicked – Ato I</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em uma das experiências cinematográficas mais arrebatadoras de 2024, agora amplia esse triunfo em 2025 ao explorar o espetáculo com mais profundidade emocional e maturidade estética.</span></p>
<p><span id="more-36460"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência chega um ano após o primeiro, que conquistou o público com seu impacto visual e emocional, e garantiu </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000132884/"><span style="font-weight: 400;">duas estatuetas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Oscar. Esse legado brilhante cria um cenário de expectativas que se torna o ponto de partida do novo filme, exigindo que a continuação não apenas corresponda, mas também expanda o que já havia sido feito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É justamente nessas esperanças que o trabalho de Jon M. Chu se sustenta. No segundo longa, o diretor tem o grande desafio de se manter fiel ao espírito da peça original e ter a audácia visual para reinventar cenas icônicas. A iluminação nos efeitos (Alice Brooks), a encenação dos números musicais e a paleta cromática dos personagens são monumentos essenciais para dar sensação de profundidade e carga emocional que a narrativa carrega. Nesse sentido, a equipe de direção de arte (Jordana Finkel e Sarah Ginn) se destaca ao unir a magia do espetáculo ao vivo com a ambição estética das produções atuais.</span></p>
<figure id="attachment_36462" aria-describedby="caption-attachment-36462" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-19-800x494.jpg" alt="Duas personagens se encaram em meio a uma vila com casas, uma usa um vestido claro e volumoso, e a outra veste roupas escuras. Entre elas, há um grande cartaz com a imagem de uma bruxa e o aviso “cuidado com a bruxa má”." width="800" height="494" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-19-800x494.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-19-1024x632.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-19-768x474.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-19.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36462" class="wp-caption-text">Muitos dos adereços de cena têm símbolos escondidos que remetem aos livros originais de Gregory Maguire (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a direção concentra esforços no espetáculo visual, são as atuações de </span><a href="https://youtu.be/Zc5snnxJ4BA?si=O5UxR03uzYZFAulN"><span style="font-weight: 400;">Ariana Grande</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/W84ROnKOxqM?si=lo2ccyYusmUwpSJP"><span style="font-weight: 400;">Cynthia Erivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que realmente sustentam a dimensão emocional que o filme tenta alcançar. A construção de suas personagens é retratada com tanta precisão que se torna difícil dissociá-las das artistas por trás dos papéis. Ao longo da obra, a conexão e intensidade que as duas expressam é genuína, fazendo com que o público se sinta tocado a cada cena compartilhada. Ambas possuem energias e posturas diferentes, mas que se completam para dar realidade ao papel de Glinda e Elphaba. Não por acaso, elas foram indicadas no primeiro filme ao Oscar de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora (</span><a href="https://youtu.be/OEIfzvXbAVA?si=JG4x6JcRvf1EBr2J"><span style="font-weight: 400;">Stephen Schwartz</span></a><span style="font-weight: 400;">) funciona bem ao resgatar faixas icônicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">No Good Deed</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">For Good</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém o excesso de números musicais torna o desenvolvimento cansativo, já que algumas sequências poderiam ser melhores como encenações contínuas. Em partes, isso é por conta da adição das músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">No Place Like Home</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Girl in the Bubble</span></i><span style="font-weight: 400;">, compostas especialmente para o longa, que surgem para suprir momentos dramáticos. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Thank Goodness</span></i><span style="font-weight: 400;">, presente no musical original, foi transformada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Every Day More Wicked</span></i><span style="font-weight: 400;"> no segundo ato, o que ajuda a dar mais coerência e fluidez à narrativa. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Então deixe-me dizer antes de nos separarmos: muita coisa em mim / É feita do que eu aprendi com você.” – Wicked: For Good, 2025</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de haver algumas inconsistências que mostram a fragilidade da obra, a narrativa se dispersa ao acompanhar múltiplos personagens em cenários (Nathan Crowley) distintos, resultando em acontecimentos que passam rápido demais, sem aprofundamento real e esvaziadas do impacto intenso que deveriam carregar. A história de </span><a href="https://cbn.globo.com/cultura/noticia/2025/06/28/stephen-schwartz-explica-mudanca-na-historia-de-nessarose-em-wicked-2-queriamos-ser-respeitosos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Boq e Nessa</span></a> <span style="font-weight: 400;">(interpretados por Ethan Slater e Melissa Bode, respectivamente) é um grande exemplo de como o desenrolar de alguns acontecimentos são ligeiros e pouco explorados. Na peça, o enredo funciona de forma natural devido aos elementos da arte cênica e da troca imediata com o público, porém no filme se dilui em cenas que nunca se encaixam verdadeiramente no todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o desenvolvimento paralelo da história de Dorothy acrescenta camadas interessantes ao diálogo com </span><i><span style="font-weight: 400;">O Maravilhoso Mágico de Oz </span></i><span style="font-weight: 400;">(1904), de </span><a href="https://nanu.blog.br/baum-saga-de-oz/"><span style="font-weight: 400;">Baum</span></a><span style="font-weight: 400;">, todavia sua inclusão dentro do universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wicked</span></i><span style="font-weight: 400;"> acaba soando um pouco desconexa. O longa que amplia esse mundo compartilhado deixa certos elementos excessivamente subjetivos, o que se revela confuso para quem não conhece profundamente a obra original. Essas escolhas reforçam a sensação de que o filme, apesar de sua ambição, nem sempre consegue unificar todas as suas propostas em um conjunto plenamente coeso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Wicked: For Good</span></i><span style="font-weight: 400;"> (na língua original) se mostra menos épico e emocionante que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">primeiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas ainda preserva sua grandiosidade visual. Embora desta vez seja mais profundo e escuro — com traços de humor e doçura menos presentes —, ele cumpre o que se propõe: concluir a história com sensibilidade suficiente para que o público compreenda a transformadora relação entre Glinda e Elphaba.</span></p>
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