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	<title>Arquivos Jamil McCraven &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Edifício Gagarine: as máquinas de demolição não destroem sonhos</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2021 22:51:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>João Batista Signorelli Em 1963, o astronauta soviético Yuri Gagarin, primeiro homem a realizar uma viagem espacial, foi à França com uma missão: participar da inauguração de um moderno conjunto habitacional que levava o seu nome, erguido pelo Partido Comunista Francês. Décadas depois, acompanhando o declínio do partido, o enorme edifício sem manutenção entrou em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/edificio-gagarine-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Edifício Gagarine: as máquinas de demolição não destroem sonhos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21768" aria-describedby="caption-attachment-21768" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-21768" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/894d3e_e6e9a84a96c740559ce7518a3b053b54_mv2.jpg" alt="Cena do filme Edifício Gagarine. Ao centro da foto está Youri, um jovem negro vestindo um macacão de astronauta. Ele é visto de cima, flutuando ao centro de uma escada quadrada em caracol. Ele olha para cima. " width="1000" height="562" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/894d3e_e6e9a84a96c740559ce7518a3b053b54_mv2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/894d3e_e6e9a84a96c740559ce7518a3b053b54_mv2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/894d3e_e6e9a84a96c740559ce7518a3b053b54_mv2-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21768" class="wp-caption-text">O drama francês é um dos 15 filmes da programação da Edição Especial do Festival do Rio 2021 (Foto: Haut et Court)</figcaption></figure>
<p><strong>João Batista Signorelli</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1963, o astronauta soviético Yuri Gagarin, primeiro homem a realizar uma viagem espacial, foi à França com uma missão: participar da inauguração de um moderno conjunto habitacional que levava o seu nome, erguido pelo Partido Comunista Francês. Décadas depois, acompanhando o declínio do partido, o enorme edifício sem manutenção entrou em decadência, <a href="http://www.nytimes.com/2019/09/11/world/europe/france-communists-cite-gagarine-paris.amp.html">até vir a ser demolido</a> entre 2019 e 2020, em um longo processo que durou cerca de 16 meses. Em meio à destruição, a dupla Fanny Liatard e Jérémy Trouilh encontrou a delicadeza, que tomou a forma de filme em </span><i><span style="font-weight: 400;">Edifício Gagarine, </span></i><span style="font-weight: 400;">filme francês exibido no quinto dia do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio-2021/"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-21767"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Youri, um jovem morador do </span><i><span style="font-weight: 400;">Cité Gagarine </span></i><span style="font-weight: 400;">que sonha em ir para o espaço</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">faz todo o possível para manter o edifício em boas condições para que ele não venha a perder o seu lar e sua comunidade. Porém, quando o prédio é encaminhado para a demolição, Youri se recusa a abandoná-lo, transformando a área de alguns apartamentos em uma espécie de micro-estação espacial particular. Para este longa que recebeu o selo oficial do Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2020, um  evento real abre brechas para a ficção, e o drama social flerta com o realismo fantástico.</span></p>
<figure id="attachment_21770" aria-describedby="caption-attachment-21770" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-21770" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/gagarine-2.jpg" alt="Cena do filme Edifício Gagarine. A imagem mostra um grupo de jovens de diferentes etnias, todos voltados para o lado esquerdo, olhando para cima. Eles usam óculos iguais, com as cores azul, branco e preto. " width="1024" height="429" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/gagarine-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/gagarine-2-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/gagarine-2-768x322.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21770" class="wp-caption-text">Os moradores do Cité Gagarine se reúnem para assistir a um evento cósmico (Foto: Haut et Court)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se no primeiro ato do filme vemos a união da comunidade do edifício </span><i><span style="font-weight: 400;">Cité Gagarine</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se expressa de forma especial na bela cena em que todos juntos observam um eclipse solar, com o passar do longa a vemos se dispersar, desintegrando-se do mesmo modo que o próprio prédio ao ser preparado para a demolição, enquanto o protagonista resiste às transformações. Youri, em dificuldade em lidar com as mudanças, revela </span><a href="https://thefilmstage.com/glasgow-review-gagarine-is-one-of-the-greatest-representations-of-autism-in-cinema/"><span style="font-weight: 400;">traços de autismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um retrato sincero e que fala por si só: a inclusão aqui não é utilizada para impulsionar </span><i><span style="font-weight: 400;">Gagarine</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas encarada com naturalidade para a narrativa.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Para ele”</span></i><span style="font-weight: 400;">, relatou Jérémy Trouilh </span><a href="https://cineuropa.org/en/interview/393139/"><span style="font-weight: 400;">em entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> “o prédio é como uma espaçonave: se sair, não consegue respirar.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O flerte com a ficção científica e a viagem espacial não se limita à imaginação de Youri. A trilha sonora evoca sons de espaçonaves e botões de controle, construindo uma atmosfera completamente desassociada daquele bairro periférico de Paris. Em acréscimo, a fotografia engrandece suas locações a dimensões estratosféricas, encontrando a angulação certa para fazer um corredor parecer um túnel espacial, uma máquina em um depósito de sucata transformar-se em um enorme reator, ou um guindaste de obras fantasiar-se de foguete.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gravado no próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">Cité Gagarine</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">nos arredores, o longa de estreia dos diretores expande a narrativa que o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">já tinha trabalhado em seu primeiro curta-metragem </span><i><span style="font-weight: 400;">Gagarine, </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2015. Abrindo um diálogo que vai de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VB-5rodvHUc"><i><span style="font-weight: 400;">Aquarius</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tCAgtzMUCaA"><i><span style="font-weight: 400;">Perdido em Marte</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, Edifício Gagarine </span></i><span style="font-weight: 400;">parece ter uma relação especial com outro filme francês, a ponto de funcionarem quase como filmes-irmãos. Falo de </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt5535406/"><i><span style="font-weight: 400;">Swagger</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um documentário, que, reunindo um grupo de crianças e jovens da periferia de Paris, apresenta um recorte de suas vidas e visões de mundo, e eterniza algumas de suas imaginações e fantasias na forma audiovisual. </span></p>
<p><figure id="attachment_21771" aria-describedby="caption-attachment-21771" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-21771" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/gagarine-3.jpeg" alt="Cena do filme Edifício Gagarine. A imagem mostra uma adolescente negra de pele clara andando de bicicleta em uma ponte, e dois jovens correndo atrás, um negro de pele clara à esquerda, outro de pele escura à direita. Os três sorriem. Ela usa camiseta regata e brincos de argola e tem cabelos ruivos. O jovem da esquerda usa boné e uma camiseta azul e branca. O da direita usa uma camiseta cor-de-vinho e uma mochila nas costas. Ao fundo são vistos um guindaste, uma torre com um relógio e o céu alaranjado do fim da tarde." width="800" height="384" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/gagarine-3.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/gagarine-3-768x369.jpeg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21771" class="wp-caption-text">O filme é um belo retrato de amizade: Diana (Lyna Khoudri) e Houssam (Jamil McCraven) também acompanham a trajetória de Youri [Foto: Haut et Court]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Afinal, o prédio onde habita parte do elenco de </span><i><span style="font-weight: 400;">Swagger, </span></i><span style="font-weight: 400;">facilmente poderia ser o mesmo onde Youri vive, o tal Edifício Gagarine do título. Do mesmo modo, Youri com seus sonhos espaciais, poderia indisfarçadamente se passar por uma personagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">Swagger, </span></i><span style="font-weight: 400;">pois assim como elas, ele ainda resguarda uma pequena dose de inocência, o suficiente para sonhar e projetar-se para além da difícil realidade que impera em seu entorno. Indo mais além, os filmes funcionam quase como um espelho um do outro. Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Swagger </span></i><span style="font-weight: 400;">é um documentário que constrói cenários ficcionais para representar os sonhos de seu elenco, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gagarine </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma ficção que mesmo subindo um degrau na fantasia, não esquece que está atrelada a um cenário real. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Edifício Gagarine </span></i><span style="font-weight: 400;">é um belo retrato imaginativo que, mesmo flertando com a ficção e a fantasia em sua forma e estética, nunca se esquece que está intimamente conectado a circunstâncias reais. Sendo capaz de encontrar em meio a essa realidade uma dose de esperança, O final aberto da jornada de Youri nos leva a um breve memorial reunindo algumas das memórias e pensamentos daqueles que deixaram de habitar o prédio para sua demolição. Apesar da ficção nos conduzir a caminhos dos mais imaginários, o fim do </span><i><span style="font-weight: 400;">Cité Gagarine </span></i><span style="font-weight: 400;">não poderia ser mais concreto. </span></p>
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