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	<title>Arquivos James R. Hansen &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O Primeiro Homem: uma história de amor entre o homem e a Lua</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2018 00:16:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Numa maré de biografias estadunidenses que esfregam a bandeira vermelha e azul estrelada nas telas de IMAX mundo a fora, cheias de autorreferências e o hino tocando ao fundo, Damien Chazelle nada contra a maré e desenha os passos da chegada do homem a Lua de forma contida e silenciosa Vitor Evangelista O desafio de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-primeiro-homem-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Primeiro Homem: uma história de amor entre o homem e a Lua"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><span style="font-weight: 400;">Numa maré de biografias estadunidenses que esfregam a bandeira vermelha e azul estrelada nas telas de IMAX mundo a fora, cheias de autorreferências e o hino tocando ao fundo, Damien Chazelle nada contra a maré e desenha os passos da chegada do homem a Lua de forma contida e silenciosa</span></em></p>
<figure id="attachment_11203" aria-describedby="caption-attachment-11203" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-11203" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-1-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11203" class="wp-caption-text"><em>O filme já é aposta certeira nas vindouras premiações hollywoodianas (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desafio de contar uma história já conhecida do grande público nas telonas é imenso. Quando foi anunciado que Damien Chazelle (<em>Whiplash, <a href="http://personaunesp.com.br/la-la-land-o-sabor-agridoce-da-nostalgia/">La La Land</a></em>) seria o responsável por tal feito, entretanto, o mundo se tranquilizou. O jovem <em>oscarizado</em> dirige, pela primeira vez, um filme que não escreveu. O roteiro adaptado vem pelas mãos de Josh Singer, texto que internaliza o drama do norte-americano e entrega um filme quieto, sorrateiro, mas extremamente memorável.</span></p>
<p><span id="more-11202"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neil Armstrong é vivido aqui por Ryan Gosling, em sua segunda parceria com o diretor. Gosling é o ator ideal para o papel, a cara de paisagem do ator casa harmoniosamente com a frieza da persona do astronauta, a falta de afeto físico para com sua esposa Janet (a incrível Claire Foy) e a perseverança que pesa seus ombros são todas características que desmistificam o sonho americano, já tão conhecidas no Cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme caminha tão pelo outro lado que nem mesmo a bandeira estadunidense trepida na superfície lunar. Não há aqui segundo desperdiçados filmando os panos que estampam o quintal do país todo. Quando questionado sobre, Damien Chazelle foi sucinto, definindo a conquista retratada ali não só pertencente aos Estados Unidos e sim ao mundo todo. </span></p>
<p><figure id="attachment_11204" aria-describedby="caption-attachment-11204" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-11204" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11204" class="wp-caption-text"><em>O último grande filme espacial americano foi Gravidade (2013) de Alfonso Cuáron; O Primeiro Homem se inspira no espetáculo visual do mexicano na hora de capturar as imagens da Lua, todas feitas através de CG [Foto: Reprodução]</em></figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Com uma câmera na mão constante e incômoda, a fotografia de Linus Sandgren opta por tirar o <em>glamour</em> de todo escopo espacial que havíamos tido contato com até então. <em>Close-ups</em> indigestos, cenas longas das decolagens que a trupe de Armstrong passou até, enfim, alcançar o objetivo. Só há um alívio iminente quando a nave chega à Lua, onde Sandgren abraça toda a tecnologia <em>IMAX</em> e brinda o espectador com uma visão ímpar. Talvez na melhor representação lunar que a Sétima Arte já viu, digna de ser vista na maior tela possível, é</span><span style="font-weight: 400;"> de tirar o fôlego a rocha branca que orbita no espaço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fator interessante do filme é o eterno flerte de Neil (e da <em>Nasa</em> como um todo) para o alto, sempre mordendo os lábios enquanto olha pela janela, quase despindo o espaço. Constantemente retratado como uma conquista política e econômica, <em>O Primeiro Homem</em> encara o pouso na superfície como algo humano, uma necessidade carnal de ter em mãos. </span></p>
<figure id="attachment_11205" aria-describedby="caption-attachment-11205" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-11205" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1024x614.jpg" alt="" width="840" height="504" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-300x180.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-768x460.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1200x719.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3.jpg 2000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11205" class="wp-caption-text"><em>Depois de ganhar o Emmy por The Crown, Claire Foy pode chegar com força na categoria de Atriz Coadjuvante para o Oscar do ano que vem (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A parte política é tão jogada para escanteio que nem ao menos sabemos quem era o Presidente em exercício na Casa Branca no momento. </span><span style="font-weight: 400;">O filme retrata tão bem um recorte de Armstrong ao ponto do público não receber quaisquer informações prévias sobre sua vida e conquistas. Até mesmo o fato de Janet ser sua segunda esposa é omitido no roteiro. Só é dado espaço para informações que pavimentem as personagens que orbitam na trama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator extravagante nos filmes de Chazelle é a Música. Aqui, num tom sóbrio e de uma melancolia aguda, o diretor aproveita muito bem o silêncio. Grandes parcelas de tempo em que a câmera filma sem som algum, o público absorve tudo que ele coloca na tela. Essas parcelas de <em>First Man</em> são importantes para, mais uma vez, demolir a ideia de que toda conquista dos EUA é cheia de cantos vitoriosos e euforia sem limites. </span></p>
<figure id="attachment_11206" aria-describedby="caption-attachment-11206" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11206" class="wp-caption-text"><em>O filme foi sucesso no Festival de Cinema de Toronto, e arrancou aplausos e elogios para a direção de Chazelle, que tem 35 anos e 1 Oscar na estante, por La La Land (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>O Primeiro Homem</em> não é um filme fácil de ser assistido, porém. A escolha de silenciar momentos chave, incomodar com imagens trépidas, tudo isso pode causar descontentamento num público comercial. As quase duas horas e meia do longa parecem durar bem mais. Mas, quando se sobem os créditos, tudo vale a pena. L</span><span style="font-weight: 400;">onge de ser um filme esperado pelo diretor, ele agora infla o currículo e, se mostra preparado para enfrentar qualquer novo desafio.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-primeiro-homem-critica/">O Primeiro Homem: uma história de amor entre o homem e a Lua</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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