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	<title>Arquivos James Dean &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Há 5 anos, Norman Fucking Rockwell! consagrava Lana Del Rey como uma das melhores compositoras do século XXI</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Dec 2024 15:18:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires “Caramba, moleque/Você me fodeu tão gostoso que eu quase disse ‘Eu te amo&#8217;” é a primeira frase que Lana Del Rey diz em seu sexto álbum de estúdio, Norman Fucking Rockwell!. A letra faz parte da faixa-homônima do disco, cujo nome é referência ao famoso pintor do século XX, conhecido pela sua representação &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/norman-fucking-rockwell-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Norman Fucking Rockwell! consagrava Lana Del Rey como uma das melhores compositoras do século XXI"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34575" aria-describedby="caption-attachment-34575" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-34575" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-1.jpg" alt="Na imagem da capa do álbum 'Norman Fucking Rockwell!', vemos a cantora Lana Del Rey ao lado de Duke Nicholson. Ambos estão em um barco com o mar e o céu azul ao fundo. Lana veste uma blusa verde neon e estende a mão para frente, com uma expressão esperançosa olhando para a frente. Duke, vestido com uma camisa preta e calças brancas, está ligeiramente à frente, estendendo o braço em direção ao horizonte, como se estivesse apontando algo à distância. Atrás deles, uma bandeira americana está parcialmente visível, flamulando no vento. Ao fundo, também é possível ver uma cidade em chamas, provavelmente Los Angeles. O título do álbum está posicionado no canto superior esquerdo em um estilo que lembra uma explosão de quadrinhos, e as iniciais 'LDR' (Lana Del Rey) estão no canto inferior direito, em um estilo semelhante." width="736" height="736" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-1.jpg 736w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-1-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34575" class="wp-caption-text">Na capa de Norman Fucking Rockwell!, Lana Del Rey e Duke Nicholson, neto do ator Jack Nicholson, navegam em direção ao horizonte, fugindo da nostalgia norte-americana em chamas (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Caramba, moleque/Você me fodeu tão gostoso que eu quase disse ‘Eu te amo&#8217;</span></i><span style="font-weight: 400;">” é a primeira frase que Lana Del Rey diz em seu sexto álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;">. A letra faz parte da faixa-homônima do disco, cujo nome é referência ao famoso </span><a href="https://arteref.com/arte-moderna/quem-foi-norman-fucking-rockwell/"><span style="font-weight: 400;">pintor</span></a><span style="font-weight: 400;"> do século XX, conhecido pela sua representação do </span><i><span style="font-weight: 400;">American Dream</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em meio a uma bela produção orquestral, Del Rey canta sobre esse homem prepotente, autodepreciativo, tóxico emocionalmente e, bem, um homem. É a forma brilhante que a artista encontra de introduzir a temática que irá se estender: uma reflexão sobre o mundo contemporâneo sob suas lentes melancólicas, ambientalizada na Califórnia da década de 1960.</span></p>
<p><span id="more-34574"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em agosto de 2019, </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi e é, até hoje, o álbum mais aclamado criticamente de Lana Del Rey, totalizando uma média de 87 no agregador </span><a href="https://www.metacritic.com/music/norman-fucking-rockwell!/lana-del-rey"><i><span style="font-weight: 400;">Metacritic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">de maior sucesso foi a deliciosa reinterpretação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Doin’ Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, da banda </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2yT8RsCarJA"><span style="font-weight: 400;">Sublime</span></a><span style="font-weight: 400;">, em que no clipe, uma versão gigante da cantora  anda pelas ruas de Los Angeles. O disco, produzido, em sua maioria, por Jack Antonoff, é uma cápsula daquele ano, representando o momento cultural e social da época e que consagrou a intérprete como uma das melhores compositoras do século XXI.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Lana Del Rey - Doin&#039; Time" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/qolmz4FlnZ0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o começo de sua carreira, Lana Del Rey canta sobre mitologia e glória norte-americana. Referências a lendas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JRWox-i6aAk"><span style="font-weight: 400;">James Dean</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Elvis Presley, carros velozes nas rodovias de Los Angeles e a vontade de dançar o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> orquestral da década de  1960 como uma forma de escape são exemplos disso. Por cima desses cenários, ela escreve sobre amores intensos, mas perigosos e autodestrutivos, interpretando – e vivendo – uma personagem vulnerável e melancólica, porém, autoconsciente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa representação foi o motivo de muitas críticas ao longo dos anos, que alegam que a artista ‘glamouriza’ o abuso, o que Del Rey contrapôs em sua </span><a href="https://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2020/05/lana-del-rey-responde-criticas-sobre-glamurizar-abusos-e-anuncia-data-de-novo-album.html"><span style="font-weight: 400;">carta aberta</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Maio de 2020: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu fui honesta e otimista sobre os relacionamentos desafiadores que tive. Novidades! É o jeito que as coisas são para muitas mulheres. E essa, infelizmente, foi minha experiência até o ponto que aqueles álbuns foram feitos</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seus trabalhos anteriores, a cantora realmente usava o </span><a href="https://maisretorno.com/portal/termos/a/american-dream"><i><span style="font-weight: 400;">American Dream</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e suas relações interpessoais complicadas para criar uma estética e um universo, porém nunca apenas por uma lente positiva. A compositora também critica a superficialidade e os perigos da idealização. Suas letras podem sugerir uma luta interna entre a atração pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a consciência das falhas estruturais e morais da sociedade norte-americana. </span></p>
<figure id="attachment_34576" aria-describedby="caption-attachment-34576" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34576" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-2.jpg" alt="Lana Del Rey está ajoelhada no convés de um barco, usando uma blusa verde neon. Ela olha para cima com uma expressão contemplativa enquanto segura um pequeno modelo de barco de papel com várias velas, levantando-o em direção ao céu. O fundo da imagem mostra o mar tranquilo e um céu parcialmente nublado. A luz suave e os tons de azul e verde criam uma atmosfera de sonho e serenidade." width="564" height="798" /><figcaption id="caption-attachment-34576" class="wp-caption-text">Com um toque de delicadeza e vulnerabilidade, Lana Del Rey segura um barco de papel contra o céu, simbolizando sonhos e jornadas emocionais longínquas (Foto: Chuck Grant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;">, Lana Del Rey ainda utiliza suas referências temáticas usuais, mas tem como principal foco seu autodescobrimento, a atmosfera californiana e o contemporâneo norte-americano. </span><i><span style="font-weight: 400;">Cinnamon Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Happiness is a butterfly</span></i><span style="font-weight: 400;"> são a típica representação de sua personagem, presa em um relacionamento incerto: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Se ele é um assassino em série, então o que de pior/Que pode acontecer a uma garota que já está machucada?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Porém, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Greatest</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um desejo de nostalgia pelos tempos mais simples em contraste com o presente caótico. A artista sente falta da Música e do bar que os Beach Boys tocavam, enquanto canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O </span></i><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/moradores-do-havai-recebem-mensagem-com-alarme-falso-de-missil-balistico.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Havaí acaba de escapar de uma bomba</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">/</span></i><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/11/13/vai-a-42-o-no-de-mortos-no-gigantesco-incendio-da-california.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Los Angeles está em chamas</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, está ficando quente/</span></i><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2018/10/01/lana-del-rey-kanye-west/"><i><span style="font-weight: 400;">Kanye West</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> está loiro e desaparecido/</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AZKcl4-tcuo"><i><span style="font-weight: 400;">Life On Mars</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas uma música/Oh, a transmissão está quase começando</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mariners Apartment Complex</span></i><span style="font-weight: 400;">, outro grande destaque do álbum, é a faixa que mais explicitamente mostra o desenvolvimento pessoal de Del Rey. A compositora deixa de lado a postura delicada e submissa e assume a direção do barco com “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou o raio,o relâmpago, o trovão/O tipo de garota que vai te fazer pensar</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Ao mesmo tempo, reflete e reconhece seus erros: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eles confundiram minha gentileza com fraqueza/Eu estraguei tudo, eu sei, mas Jesus/Uma garota não pode apenas fazer o melhor que consegue?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Além de ser uma ótima canção de autodescoberta, também é uma representação da experiência da mulher na sociedade. Ver a evolução da narrativa feminina na obra de Lana Del Rey é impressionante, considerando o impacto que causa em seu público. Como Billie Eilish disse no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_I0zYHil4D8"><i><span style="font-weight: 400;">Coachella</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ela é a razão da existência de metade de vocês, vadias.</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<figure id="attachment_34577" aria-describedby="caption-attachment-34577" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34577" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-800x421.jpg" alt="Uma fotografia de uma paisagem marítima, mostrando águas calmas que se estendem em direção a um pequeno quebra-mar à direita, onde um barco está ancorado. O céu está claro com poucas nuvens, criando uma atmosfera serena e tranquila. No canto superior esquerdo da imagem, há um gráfico no estilo de uma explosão de quadrinhos com as letras 'LDR', que fazem referência a Lana Del Rey. Ao longe, pequenas aves podem ser vistas voando perto do barco, adicionando um toque de vida à cena pacífica." width="800" height="421" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-800x421.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-1536x808.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-1200x631.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34577" class="wp-caption-text">O tranquilo cenário costeiro captura a essência serena do mar, a energia que Lana Del Rey nos convida a explorar nas profundezas da melancolia de Norman Fucking Rockwell! (Foto: Chuck Grant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em conjunto das letras impecáveis, o que torna ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">NFR!</span></i><span style="font-weight: 400;">’</span> <span style="font-weight: 400;">um excelente disco é sua produção. É envolvente a forma como Antonoff e Del Rey, entre outros colaboradores, conseguiram fazer com que todas as faixas soassem como um verão norte-americano de comercial da década de  1960, em que estamos assistindo ao pôr-do-sol na praia e ouvindo o rádio vindo de um </span><i><span style="font-weight: 400;">Mustang </span></i><span style="font-weight: 400;">ao fundo. O exemplo mais notório é a extensa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qg3DxELVPj4"><i><span style="font-weight: 400;">Venice Bitch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com seus nove minutos e trinta e sete segundos, que, representando uma viagem psicodélica, coloca o ouvinte no mesmo ambiente inebriante que os artistas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fuck it I love you</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Song</span></i><span style="font-weight: 400;"> também se destacam, em que a voz angelical da cantora se sobressai e nos faz acreditar que ela pode fazer qualquer canção à capela e já seria uma obra de Arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A coesão, tanto temática quanto atmosférica, sempre esteve presente nos discos de Del Rey, sendo </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell! </span></i><span style="font-weight: 400;">a epítome dessa característica, ao lado do recente </span><a href="https://personaunesp.com.br/candy-necklace-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Did You Know That There’s a Tunnel Under Ocean Blvd</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Honeymoon</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2015. É estonteante como a compositora consegue transformar os nossos pensamentos mais contraditórios e complexos em poesia. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não pergunte se eu estou feliz, você sabe que eu não estou/Mas o melhor que eu posso dizer é que não estou triste</span></i><span style="font-weight: 400;">”, ela reflete na faixa de encerramento, </span><i><span style="font-weight: 400;">hope is a dangerous thing for a woman like me to have &#8211; but i have it</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nem tudo é feito de extremos, a ausência de felicidade não implica tristeza e a esperança realmente pode ser um sentimento perigoso de se ter, mas precisamos dela para seguir em frente.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Norman Fucking Rockwell!" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5XpEKORZ4y6OrCZSKsi46A?si=fznSnFVSSBWO8scjussQMA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/norman-fucking-rockwell-5-anos/">Há 5 anos, Norman Fucking Rockwell! consagrava Lana Del Rey como uma das melhores compositoras do século XXI</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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