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	<title>Arquivos Jai Courtney &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Por meio do voyeurismo, Animais Perigosos manifesta seu olhar sobre o Terror</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2025 19:00:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Davi Marcelgo Sentir medo não é a única forma de se conectar com um filme de Terror. Ora, podemos ser atingidos por outras facetas, do prazer à indiferença. Essa relação é guiada por particularidades de quem assiste, como crenças, familiaridade com o gênero e sensibilidade. O Terror Frontal, aquele &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/animais-perigosos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Por meio do voyeurismo, Animais Perigosos manifesta seu olhar sobre o Terror"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_35929" aria-describedby="caption-attachment-35929" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-35929" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1.jpg" alt="Cena do filme Animais PerigososNa imagem, do ponto de vista de cima para baixo, o personagem Moses está, de costas para a câmera, preso em um gancho, servindo de isca para tubarões. Ele está pendurado, acima do mar, balançando as pernas em desespero. Na água há sangue e um tubarão nadando. No canto superior direito da foto, há a popa de um barco. " width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1-768x427.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35929" class="wp-caption-text">50 anos após o clássico Tubarão de Spielberg, Sean Byrne cria sua própria caçada (Foto: Diamond)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sentir medo não é a única forma de se conectar com um filme de Terror. Ora, podemos ser atingidos por outras facetas, do prazer à indiferença. Essa relação é guiada por particularidades de quem assiste, como crenças, familiaridade com o gênero e sensibilidade. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IKSgLtc8TQw"><span style="font-weight: 400;">Terror Frontal</span></a><span style="font-weight: 400;">, aquele que dispensa a construção psicológica para assustar, parte do que está no plano para apavorar ou causar nojo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Animais Perigosos</span></i><span style="font-weight: 400;"> parte do </span><a href="https://personaunesp.com.br/janela-indiscreta-70-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">voyeurismo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para criar catarse e prazer – características intrínsecas do </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">.  </span><span id="more-35928"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema foi e é formado pela presença esmagadora de homens brancos em sua produção. É claro que o olhar de quem filma será determinante para a forma como as cenas são concebidas. Sobretudo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher </span></i><span style="font-weight: 400;">sempre gostou de centralizar a violência em corpos femininos, embora sejam protagonistas, as </span><a href="https://ariadnes.org/2025/03/08/a-feminilidade-no-horror-slasher/"><i><span style="font-weight: 400;">final girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e suas amigas que quebram as regras são esfaqueadas por assassinos (homens) há mais de 50 anos. Sean Byrne norteia seu longa nos moldes do subgênero, colocando Zephyr (</span><a href="https://www.instagram.com/reel/DLSviAhvFUu/"><span style="font-weight: 400;">Hassie Harrison</span></a><span style="font-weight: 400;">) em todo tipo de adversidade, levando-a ao extremo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que torna este filme diferente de seus contemporâneos, afinal, falar de tesão pela violência não é a descoberta do fogo, é a sua frontalidade em assumir esse perfil: seu antagonista é obcecado pelo registro de tubarões devorando iscas humanas. Se, em 1978, John Carpenter fazia o espectador vestir a máscara no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ECg1wwHMbC8"><i><span style="font-weight: 400;">POV</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da abertura de </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-halloween-a-noite-do-terror-1978/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween: A Noite do Terror</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Byrne, por sua vez, a cada grito emitido pela protagonista, transforma o observador em </span><i><span style="font-weight: 400;">filmmaker</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_35930" aria-describedby="caption-attachment-35930" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35930" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1-800x450.jpg" alt="Cena do filme Animais PerigososNa imagem, a personagem Zephyr está com os pulsos algemados nos braços de uma cadeira metálica. Ela está apavorada, gritando. O cenário é em um barco, atrás da personagem, em desfoque, há várias tralhas. No lado esquerdo, há uma câmera apoiada em um tripé. Está de noite e as luzes do veículo iluminam a mulher. Zephyr é uma mulher branca, de cabelos longos e loiros, na faixa dos 35 anos. Veste um uniforme de surfe na cor azul e shorts curto. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35930" class="wp-caption-text">Hassie Harrison fez parte do elenco de Yellowstone (2018-2024) [Foto: Diamond]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A obsessão de Tucker (</span><a href="https://personaunesp.com.br/esquadrao-suicida-viloes-domesticados-nao-mordem/"><span style="font-weight: 400;">Jai Courtney</span></a><span style="font-weight: 400;">) por tubarões tem origem em sua infância: ele carrega a cicatriz de uma mordida. O fascínio habita uma linha tênue entre respeito e poder sobre as criaturas, pois ele compreende a magnitude da força e instinto do predador. Porém, ao se manter distante, usando pessoas como iscas e se escondendo atrás de uma câmera, o personagem se posiciona como um cineasta que entrega ao público a catártica vitória da heroína, só que dotado de uma agência sobre seus corpos, suas ações e suas vidas, um poder na história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O antagonista age pela satisfação toda vez que revisita as fitas em que registra o ataque dos animais, obtendo prazer – podendo ser decifrado como a sensação de orgulho ou domínio – de cada experiência </span><i><span style="font-weight: 400;">voyeurística</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os diretores e o público acenam para a mesma direção, afinal, um cria o regozijo e o outro paga para ver. Um domina, o outro goza. Nessa relação, principalmente quanto ao papel feminino nessas narrativas, muito já foi discutido e ainda é, por exemplo, a presença de mulheres como protagonistas (e sobreviventes) no gênero é apontado como uma representação boa sob a perspectiva de ter, em cena, uma mulher que não é a mocinha indefesa, mas uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-pQzXI2go1s"><span style="font-weight: 400;">lutadora </span></a><span style="font-weight: 400;">(é Zephyr quem salva seu par romântico)</span><span style="font-weight: 400;">. Porém, outras leituras afirmam que essa representatividade é contraditória, pois essas personagens sempre aparecem em condições degradantes e agressivas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As mulheres, majoritariamente brancas, são escolhidas pela suposição de que elas representam sentimentos melhores do que homens, além da construção social sobre a delicadeza e vulnerabilidade feminina agirem como pontos para gerar empatia e sensação de ameaça para quem vê. A pesquisadora </span><a href="https://www.instagram.com/carissinhavieira/"><span style="font-weight: 400;">Carissa Vieira</span></a><span style="font-weight: 400;"> diz que existe até uma relação fálica nessa dinâmica: para obter empatia do espectador masculino, as </span><i><span style="font-weight: 400;">finals girls</span></i><span style="font-weight: 400;"> se equivalem aos assassinos quando usam objetos em formato de pênis para se defender: facas, tacos, pistolas e serras, assim se assemelham aos homens cis.</span></p>
<figure id="attachment_35931" aria-describedby="caption-attachment-35931" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-800x327.jpg" alt="Cena do filme Animais PerigososNa imagem, Tucker oferece, com a mão direita, uma bandeja com dois copos com bebidas e um sanduíche para Zephyr, que está no canto esquerdo da imagem, apenas com a parte de trás da cabeça visível, em desfoque. Ao fundo, há uma mulher de cabelos escuros, apenas sua testa e o topo da cabeça estão visíveis. Tucker, no centro da imagem, usa uma camisa de botões na cor azul marinho. Ele é um homem branco, de cabelos e barba loiros, na faixa dos 40 anos de idade. O cenário se trata de um quartinho em um barco cheio de encanamentos. " width="800" height="327" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-800x327.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-1024x419.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-768x314.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35931" class="wp-caption-text">Nick Lepard assina o roteiro (Foto: Diamond)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns filmes reforçam essa lógica, como </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-massacre-da-serra-eletrica-2/"><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica 2</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1986), que enquadra o equipamento na região da genitália da personagem de Caroline Williams, em uma construção de cena que remete à pornografia. Já outras obras tentaram desconstruir, criticar ou assimilar a violência nas mulheres de diferentes formas. </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/isabela-boscov/corrente-do-mal-2/"><span style="font-weight: 400;">Corrente do Mal</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2014) tematiza a experiência sexual feminina e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1982), da diretora Amy Holden Jones, incorpora os elementos sobre dominação masculina e nudez das vítimas de forma exagerada. No pôster, o assassino aparece de costas, na altura da virilha, enquanto as personagens estão no chão, apenas de lingerie, encarando a figura acima delas. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/arraste-me-para-o-inferno-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Arraste-Me para o Inferno</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2009), de Sam Raimi, perscruta o Terror Frontal a partir das relações de Christine Brown (Alison Lohman) com o mercado de trabalho e com os padrões corporais da sociedade. Ao longo das décadas, cineastas entenderam qual é a presença das mulheres nas produções e passaram a fazer narrativas que centralizassem o protagonismo para além de um corpo que apanha e revida, agora essencial para o sentido do enredo. Entre suas contradições, o </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> era o gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodiano</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ia contra o conservadorismo de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/biografia-mostra-semelhancas-e-as-muitas-diferencas-entre-ronald-reagan-e-trump.shtml"><span style="font-weight: 400;">Ronald Reagan</span></a><span style="font-weight: 400;"> (presidente dos Estados Unidos entre os anos de 1981 a 1989), havia nudez, sexo, corpos filmados e coloridos causando desejo no público, álcool e muito sangue, porém também uma moralidade embutida, através das regras do subgênero que </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1996) revelou aos cinéfilos, entre elas, a castidade feminina como forma de salvação.</span></p>
<figure id="attachment_35932" aria-describedby="caption-attachment-35932" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-800x396.jpg" alt="Cena do filme O Massacre da Serra Elétrica 2Na imagem, no canto direito, uma serra elétrica prateada encosta na região da genital de uma mulher, que está no canto esquerdo.. A parte íntima está protegida, coberta por um short jeans curto que ela usa. A pele da mulher é na cor clara e as cores da imagem são escuras, mas com a presença de tons vermelhos. Da personagem, apenas vemos o short e as coxas, que estão abertas, em posição de penetração. " width="800" height="396" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-800x396.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1024x507.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-768x380.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1536x761.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1200x594.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35932" class="wp-caption-text">Esta cena de O Massacre da Serra Elétrica 2 (1986) garante discussões na bolha cinéfila até hoje (Foto: Cannon Films)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Animais Perigosos </span></i><span style="font-weight: 400;">parte da consciência sobre o olhar como mediador da experiência cinematográfica e meio de difundir ideias e provocar sentimentos. Existe o prazer em ver Zephyr quebrando uma janela com a mão, arrancando o próprio dedo ou nadando de braçada por quilômetros, afinal, existe o </span><a href="https://valkirias.com.br/o-slasher-como-um-subgenero-que-reflete-o-proprio-tempo/"><span style="font-weight: 400;">pacto do Terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seu público, que espera encontrar na obra o que o gênero promete: a protagonista que sofre e a sanguinolência. Mas também existe a câmera de Sean Byrne, que assimila até mesmo a catarse de Tucker sobre os tubarões, quando ele é engolido pelos animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cena em </span><i><span style="font-weight: 400;">slow motion</span></i><span style="font-weight: 400;">, com o assassino aparecendo dentro da boca da criatura e respingos da água do mar enfeitando a lente, dá a sensação de ver o Capitão Gancho de </span><a href="https://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/02/simbolo-da-infancia-eterna-filme-peter-pan-completa-60-anos.html"><i><span style="font-weight: 400;">Peter Pan</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1953) ser engolido pelo crocodilo Tic-Tac. Naquele momento, a câmera, aquela que filmava as iscas de Tucker ganchadas, se esperneando para evitar o inevitável, ganha a ótica da garota final e da contemporaneidade que assume esse ponto de vista feminino em algumas narrativas. Zephyr derrota seu algoz por um instrumento masculino, mas se antes era qualquer um fálico, neste filme, passa a ser o olhar, que também é capaz de assediar e transmitir dominância.  </span></p>
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		<title>O Esquadrão Suicida atira primeiro e pergunta depois</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 20:12:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caio Machado O primeiro Esquadrão Suicida foi lançado em 2016, ainda numa tentativa de construir um universo cinematográfico dos personagens da DC Comics para rivalizar com a Marvel. O filme dirigido por David Ayer foi um sucesso de bilheteria, mas um fracasso de crítica. Em 2018, o diretor James Gunn, conhecido pelos dois Guardiões da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-esquadrao-suicida-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Esquadrão Suicida atira primeiro e pergunta depois"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23277" aria-describedby="caption-attachment-23277" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23277" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-1.jpg" alt="Cena do filme O Esquadrão Suicida exibe várias pessoas paradas no meio da selva. O homem no canto direito veste uma camiseta vermelha e azul colada ao corpo, bastante chamativa, usa uma calça branca e um capacete prateado na cabeça. À esquerda, há um homem negro com cabelo muito curto vestindo uma armadura, um tubarão humanoide e uma mulher branca também protegida por uma armadura e com uma máscara de gás na cabeça. Além disso, vemos uma mulher branca, com cabelo preto longo e preso, vestindo uma regata verde-musgo. Atrás dela, dois homens negros observam, como se vissem algo fora do comum. Por último, vemos um homem branco musculoso e com uma tatuagem no braço esquerdo. Ele tem cabelo curto e usa uma camiseta amarela, estampada com o desenho de um coelho segurando uma placa. " width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23277" class="wp-caption-text">O Esquadrão Suicida foi lançado simultaneamente nos cinemas e no HBO Max nos Estados Unidos (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Caio Machado</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro </span><a href="https://personaunesp.com.br/esquadrao-suicida-machismo-super-vilao/"><i><span style="font-weight: 400;">Esquadrão Suicida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançado em 2016, ainda numa tentativa de construir um universo cinematográfico dos personagens da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;"> para rivalizar com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. O filme dirigido por David Ayer foi um sucesso de bilheteria, mas um fracasso de crítica. Em 2018, o diretor James Gunn, conhecido pelos dois </span><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia, </span></i><span style="font-weight: 400;">foi </span><a href="https://www.vox.com/2018/10/9/17957026/james-gunn-suicide-squad-2-sequel"><span style="font-weight: 400;">contratado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner </span></i><span style="font-weight: 400;">para fazer um novo filme do grupo de supervilões, com liberdade criativa para tomar rumos diferentes da obra de Ayer. Na época, a contratação ocorreu depois da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">ter demitido Gunn da direção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3 </span></i><span style="font-weight: 400;">devido à polêmica envolvendo </span><a href="https://www.vox.com/2018/7/20/17596506/disney-fired-james-gunn-guardians"><i><span style="font-weight: 400;">tweets </span></i><span style="font-weight: 400;">antigos do cineasta</span></a><span style="font-weight: 400;"> que faziam piadas de mau gosto envolvendo estupro e pedofilia. Em 2019, Gunn foi recontratado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas o diretor já estava envolvido na produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida.</span></i></p>
<p><span id="more-23276"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, em 2021, o filme finalmente foi lançado e acerta em tudo que seu antecessor tinha falhado. Na trama, o governo dos Estados Unidos envia a equipe dos criminosos mais perigosos do planeta para a ilha remota de Corto Maltese, repleta de inimigos. Armados e acompanhados pelo Coronel Rick Flag (Joel Kinnaman), eles viajam pela selva numa perigosa </span><a href="https://personaunesp.com.br/supernatural-critica/"><span style="font-weight: 400;">missão</span></a><span style="font-weight: 400;"> para destruir um laboratório que abriga um experimento capaz de ameaçar o mundo como conhecemos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/enola-holmes-critica/"><span style="font-weight: 400;">diferença</span></a><span style="font-weight: 400;"> principal entre </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida </span></i><span style="font-weight: 400;">e o filme de 2016 está no tom. Aqui, há um deboche e ironia muito maiores. A direção de James Gunn, sempre inquieta com seus giros de câmera e </span><a href="https://www.primeirofilme.com.br/site/o-livro/movimentos-no-quadro-da-camera-e-da-objetiva/#:~:text=Quando%20%E2%80%9Caproxima%E2%80%9D%20a%20imagem%20temos,permitindo%20que%20voc%C3%AA%20filme%20melhor."><i><span style="font-weight: 400;">zoom-ins</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">bruscos, evidencia um contraste entre a bobagem e a seriedade ao colocar seus personagens para cometerem assassinatos violentos a mando do governo, vestidos com roupas tão chamativas que parecem prontos para o Carnaval e se comportando como adolescentes nervosos. O humor mais sujo, para combinar com a censura alta do filme, serve para deixar clara a consciência que Gunn tem do quanto os personagens e a situação na qual estão inseridos são ridículos e convida o público para rir deles também.</span></p>
<figure id="attachment_23278" aria-describedby="caption-attachment-23278" style="width: 804px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23278" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-2.jpeg" alt="Cena do filme O Esquadrão Suicida exibe cinco pessoas andando na chuva. No canto direito, vemos um homem com armadura que o cobre dos pés à cabeça. À esquerda, vemos um homem branco careca com vários parafusos ao redor da cabeça, uma mulher branca loira, usando um vestido vermelho e apoiando uma lança enorme no ombro esquerdo; um homem vestindo uma camiseta vermelha e azul colada ao corpo, bastante chamativa, com uma calça branca e um capacete prateado na cabeça e um homem branco musculoso, que veste uma camiseta amarela, calça preta com joelheiras e apoia uma escopeta no ombro direito. " width="804" height="452" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-2.jpeg 804w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-2-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-2-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-23278" class="wp-caption-text">Logo nos primeiros minutos, o filme deixa claro que não será tão sombrio quanto os outros da DC (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para contrapor com a sujeira, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida </span></i><span style="font-weight: 400;">também faz alguns desvios na rota, desacelerando o ritmo e demonstrando uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/klara-e-o-sol-critica/"><span style="font-weight: 400;">sensibilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> maior quando não está acontecendo um banho de sangue na tela. É através desses momentos banais, como uma conversa num ônibus durante a noite ou uma gargalhada num barzinho, que o filme deixa de lado um cinismo maldoso para dar lugar à emotividade, oferecendo um vislumbre do passado dos membros do Esquadrão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas cenas tocantes, sabemos mais da vida difícil da Caça-Ratos 2 (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v8anMAE6Sl4"><span style="font-weight: 400;">Daniela Melchior</span></a><span style="font-weight: 400;">) nas ruas, a relação abusiva de Sanguinário (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=onhidXJGAQk"><span style="font-weight: 400;">Idris Elba</span></a><span style="font-weight: 400;">) com o pai e o grande trauma que o excêntrico Bolinha (David Dastmalchian) tem com a mãe, o que faz com que a veja em todos os lugares. Até mesmo Nanaue, o tubarão humanoide meio bobão (e de poucas palavras) dublado por Sylvester Stallone, tem seu momento de humanização. Esse breve aprofundamento faz com que nos importemos com eles por exporem seu lado mais frágil, fora das demonstrações de força que o combate exige. No fundo, eles são resultados de ambientes hostis que não os favoreceram de jeito nenhum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação aos outros “heróis” da equipe, Arlequina (Margot Robbie) tem sua própria aventura, separada do grupo em boa parte do longa. Carregado de amor, decepção, cores e violência, o percurso percorrido pela personagem funciona como uma emancipação do </span><a href="https://www.thedailybeast.com/suicide-squads-retrograde-misogyny-the-trials-of-margot-robbies-harley-quinn"><span style="font-weight: 400;">olhar machista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que esteve sobre ela no primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">Esquadrão</span></i><span style="font-weight: 400;">. É um arco narrativo que acabou combinando por acaso com o filme anterior da personagem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Aves de Rapina, </span></i><span style="font-weight: 400;">já que o diretor </span><a href="https://screenrant.com/suicide-squad-2-birds-prey-james-gunn-unaware/"><span style="font-weight: 400;">não sabia de sua produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto ele escrevia o roteiro. </span></p>
<figure id="attachment_23279" aria-describedby="caption-attachment-23279" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23279 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-1024x1024.jpg" alt="Cena do filme O Esquadrão Suicida exibe quatro pessoas no meio da selva. No canto direito, vemos uma mulher branca vestida somente com roupas pretas, luvas marrons e botas. Ela tem cabelo preto na altura dos ombros. Depois, vemos um homem negro, com cabelo muito curto, uma armadura que protege seu corpo e uma arma em mãos. Em seguida, vemos um homem branco que veste uma camiseta vermelha e azul colada ao corpo, bastante chamativa, com uma calça branca, botas azuis e um capacete prateado na cabeça. Ele carrega uma pistola enorme na mão direita. Por último, vemos um homem que veste uma malha branca repleta de bolinhas coloridas. Ele está usando óculos e braceletes. " width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23279" class="wp-caption-text">Na selva, os membros do Esquadrão Suicida parecem ter saído diretamente de uma festa de Halloween (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Harley só é inserida de vez na dinâmica do grupo pouco antes da ação final, que é onde James Gunn não poupa ninguém dessa equipe que aprendemos a gostar. A sequência violenta logo no início, que conta com atores conhecidos, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OI2o99rbxPc"><span style="font-weight: 400;">Pete Davidson</span></a><span style="font-weight: 400;">, Nathan Fillion e Michael Rooker, já deixava claro o quanto os supercriminosos são facilmente descartáveis e o clímax reforça isso ainda mais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao ver um personagem sendo fuzilado, outro colidindo com paredes como se estivesse num episódio dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Looney Tunes </span></i><span style="font-weight: 400;">e um terceiro sendo esmagado sem misericórdia, parece que Gunn os pune por terem feito escolhas erradas na vida e terem acabado ali, no lugar errado e na hora errada. Esse </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-silencio-das-filhas-critica/"><span style="font-weight: 400;">sadismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> incomoda, mas aparece em cenas tão divertidas de acompanhar, carregadas de exibicionismo e uma câmera lenta que deixa tudo parecendo um grande videoclipe, que acaba passando despercebido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto onde </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida </span></i><span style="font-weight: 400;">causa incômodos é em relação à sua trama </span><a href="https://personaunesp.com.br/cria-cuervos-45-anos/"><span style="font-weight: 400;">política</span></a><span style="font-weight: 400;">. O roteiro, escrito também por Gunn, deixa claro o caráter intervencionista da missão: a equipe está indo para lá com o objetivo de destruir um projeto que prejudica os “interesses norte-americanos”.</span></p>
<figure id="attachment_23280" aria-describedby="caption-attachment-23280" style="width: 890px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23280" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-5.jpg" alt="Cena do filme O Esquadrão Suicida exibe um homem negro, de cabelo muito curto e utilizando uma armadura que protege seu corpo. Ao lado direito, vemos um tubarão humanoide com a boca entreaberta, mostrando um pouco dos dentes. Ao fundo, vemos ruínas de um prédio e o céu branco por causa da fumaça." width="890" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-5.jpg 890w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-5-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-5-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23280" class="wp-caption-text">É numa fala de Sanguinário que o filme deixa escapar sua mensagem política subentendida (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais tarde, quando descobre-se que o verdadeiro objetivo é uma queima de arquivo, o filme acrescenta mais tensão à situação e mostra que existe a possibilidade dos segredos do governo estadunidense vazarem para a grande imprensa. Porém, no fim de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Suicide Squad</span></i><span style="font-weight: 400;">, isso é jogado no lixo quando opta-se por manter as informações escondidas. Uma fala de Sanguinário para a Caça-Ratos 2 resume bem a mensagem intimidadora de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida: </span></i><span style="font-weight: 400;">manter a reputação dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/sem-remorso-critica/"><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> é essencial e quem ousar questioná-la pode ser punido ou com a prisão ou com uma morte sem misericórdia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns podem argumentar que isso funciona como uma crítica à dominação norte-americana, mas como? Pela forma como aparece no filme, personificada na figura do Pacificador (</span><a href="https://www.arrobanerd.com.br/serie-da-hbo-max-sobre-o-peacemaker-ganha-cartaz-e-teremos-novidades-no-dcfandome-2021/"><span style="font-weight: 400;">John Cena</span></a><span style="font-weight: 400;">), parece mais uma tentativa torpe de agradar a </span><a href="https://personaunesp.com.br/1-contra-todos-critica/"><span style="font-weight: 400;">todos</span></a><span style="font-weight: 400;">, seja qual for sua posição política. Se esconde atrás de piadinhas bobas e do deboche para disfarçar o quanto é reacionário. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação a outros filmes da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece um caminho interessante a ser seguido. Abraça o exagero das histórias em quadrinhos e entrega uma experiência divertida, colorida e de uma humanidade inesperada. No entanto, por mais que tente, sua atitude irônica não consegue esconder uma mensagem política bem problemática diante do </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/08/23/eua-podem-prolongar-estadia-de-soldados-no-afeganistao-apos-a-data-prevista-diz-joe-biden.ghtml"><span style="font-weight: 400;">contexto mundial</span></a><span style="font-weight: 400;">. Isso não dá para ignorar.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-esquadrao-suicida-critica/">O Esquadrão Suicida atira primeiro e pergunta depois</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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