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	<title>Arquivos Jade Oukid &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Sirât é a estrada até lugar nenhum</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 13:00:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Alerta: este texto contém alguns spoilers Guilherme Moraes Sirât é o nome de uma ponte que supostamente liga o inferno ao paraíso. Louis (Sergi López) está procurando sua filha mais nova, junto com seu filho, Esteban (Bruno Nuñez Arjona); Jade (Jade Oukid), Tonin (Tonin Janvier), Bigui (Richard Bellamy), Stef (Stefania Gadda) e Josh (Joshua Liam &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-sirat/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sirât é a estrada até lugar nenhum"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Alerta: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">este texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_36972" aria-describedby="caption-attachment-36972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1-800x450.png" alt="Cena de Sirât. Quatro pessoas e um cachorro estão em uma vasta planície branca e árida, sob uma luz solar intensa. Em primeiro plano, uma mulher de cabelos escuros e vestido estampado vermelho observa o horizonte. Ao lado dela, dois homens estão sentados no chão junto a mochilas e um cachorro branco de pequeno porte. À direita, um homem grisalho de camisa azul está de pé, com a mão na cintura, observando os outros. O clima é de exaustão e desolação." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1.png 1008w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36972" class="wp-caption-text">O diretor Oliver Laxe entrou em polêmica após citar suposto ufanismo de brasileiros na Academia do Oscar (Foto: El Deseo)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><a href="https://www.ingresso.com/noticias/significado-titulo-filme-sirat-oscar-2026"><span style="font-weight: 400;">Sirât</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o nome de uma ponte que supostamente liga o inferno ao paraíso. Louis (Sergi López) está procurando sua filha mais nova, junto com seu filho, Esteban (Bruno Nuñez Arjona); Jade (Jade Oukid), Tonin (Tonin Janvier), Bigui (Richard Bellamy), Stef (Stefania Gadda) e Josh (Joshua Liam Henderson) estão indo em direção a outra festa no deserto, porém, a travessia até ela será complicada. Dessa forma, os sete se juntam para atravessá-la. Oliver Laxe busca materializar o Sirât nessa jornada, no entanto, o filme esquece do destino, foca na trajetória e acaba em lugar nenhum.</span></p>
<p><span id="more-36970"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa tem algumas semelhanças com algumas obras de Kelly Reichardt, principalmente pela maneira como tenta evocar o discurso político. Pelo cenário desértico e pelo grupo pequeno que se torna uma pequena sociedade e vai se reestruturando conforme os problemas e decisões aparecem – temática que vem desde </span><i><span style="font-weight: 400;">No Tempo das Diligências </span></i><span style="font-weight: 400;">(1939) de John Ford – lembra </span><a href="https://www.planoaberto.com.br/critica/o-atalho-2011/"><i><span style="font-weight: 400;">O Atalho</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2010); a maneira como o panorama político social aparece e os personagens aparentam estar alheios a ele, remete à </span><a href="https://letterboxd.com/tuoto/film/the-mastermind-2025/"><i><span style="font-weight: 400;">The Mastermind</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado ano passado. Apesar de um pouco similar, o que torna a fita de Oliver Laxe muito inferior para as duas de Reichardt é a diferença gigantesca entre ambos os diretores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mastermind</span></i><span style="font-weight: 400;">, o protagonista vive em uma época turbulenta na história dos Estados Unidos, os anos 1970, a propaganda militar, os panteras negras, movimentos anti-guerras, etc. Josh O’Connor, no papel principal, está alienado de tudo o que está à sua volta, pensando estar protegido por sua condição financeira, vivendo o </span><a href="https://maisretorno.com/portal/termos/a/american-way-of-life"><i><span style="font-weight: 400;">American Way of Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, a realidade o alcança de qualquer maneira. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sirât </span></i><span style="font-weight: 400;">tem uma pegada parecida. Os militares rondando, os jornais, o que é dito no rádio, os pequenos comentários dos personagens, etc. Contudo, o filme não faz nada quanto a isso, Louis e Esteban estão em uma jornada familiar e os outros estão a caminho de um evento social. Nada ali indica um discurso político, seus motivos são precários narrativamente, a construção de contexto é pobre, tudo leva a lugar nenhum.</span></p>
<figure id="attachment_36971" aria-describedby="caption-attachment-36971" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-1.png" alt="Cena de Sirât. Um homem de meia-idade e um menino pré-adolescente estão parados lado a lado em um terreno de terra batida e avermelhada. O homem, de cabelos grisalhos e camiseta cinza com mochila nas costas, olha para o lado com expressão cansada. O menino, vestindo uma camiseta amarela com estampa, olha na mesma direção. Ao fundo, uma multidão de pessoas se movimentam em meio a uma névoa de poeira sob um céu nublado, sugerindo um ambiente de festival ou acampamento ao ar livre." width="768" height="452" /><figcaption id="caption-attachment-36971" class="wp-caption-text">Sirât foi o filme de abertura da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: El Deseo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor também parece ter a falsa ideia de que a técnica cinematográfica vale por si só; que os sentimentos artificiais se bastam. Laxe e as engenheiros de som (Amanda Villavieja e </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-maes-paralelas/"><span style="font-weight: 400;">Laia Casanovas</span></a><span style="font-weight: 400;">) se aproveitam da experiência cinematográfica para criar uma ambientação diferente para o público, com as batidas das músicas vindo de diferentes lugares, como se estivéssemos dentro do universo. A ideia pode ser boa, mas não tem objetivo. O momento em que os personagens dançam no campo minado, enquanto estão numa situação terrível é uma das piores sequências do longa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para efeito de comparação, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Onde Começa o Inferno </span></i><span style="font-weight: 400;">(1959), antes da batalha final, os quatro que estão defendendo a cadeia tocam </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3TcYdyK_ehY"><i><span style="font-weight: 400;">My Rifle, My Pony and Me</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de maneira que amenize a tensão e os una, tornando o confronto e a possível morte mais aceitável. É a tentativa de ser feliz uma última vez. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sirât</span></i><span style="font-weight: 400;">, a música, a engenharia de som e o movimento dos atores – que parecem estar em transe – só reforçam a alienação, até do próprio público. Essa tomada só não é pior que a das explosões no final. As dinâmicas entre os personagens são tão fracas, que no momento derradeiro do </span><a href="https://cinemacao.com/2026/01/05/critica-sirat/"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> não há qualquer preocupação com eles. Sem conexão, a construção de suspense e tensão vira apelativa e artificial; não tem sensação de ameaça, é apenas incômodo. A obra parece acreditar que essas emoções valem por si só, mas não valem.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sirât </span></i><span style="font-weight: 400;">compete nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Som no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2026. Pensando da campanha que vem fazendo desde Cannes, não é nenhuma surpresa a nomeação para a categoria internacional, assim como também não causa nenhum espanto a indicação para a categoria técnica, entretanto, é triste ver como o Oscar olha para esse prêmio apenas pela sua engenharia e complexidade de produção, não por sua intenção e utilidade narrativa. No final, Oliver Laxe também mostrou que é tão alienado quanto seu longa, ao fazer um </span><a href="https://www.instagram.com/p/DUqYYfMDqbt/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">comentário infeliz</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ignorante sobre a presença dos brasileiros na Academia. Quem tem telhado de vidro não atire pedras na do vizinho.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Sirât | Trailer Oficial Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Qcagr7Sw6Do?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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