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	<title>Arquivos Isabela Batistella &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Isabela Batistella &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>A sensível narrativa de OMORI: depressão e trauma</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 15:26:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada pela mente fragmentada de um protagonista não-confiável e a busca pela superação Isabela Batistella Com a produção do jogo datando desde 2014, OMORI foi publicado na Steam (plataforma de jogos online para PC/Mac) no dia 25 de dezembro de 2020, pela desenvolvedora e ilustradora independente OMOCAT. Baseado na webcomic da diretora, hikikomori – &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/omori-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A sensível narrativa de OMORI: depressão e trauma"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">A jornada pela mente fragmentada de um protagonista não-confiável e a busca pela superação</span></i></p>
<figure id="attachment_21336" aria-describedby="caption-attachment-21336" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-21336" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-0.jpg" alt="A imagem é um desenho e apresenta cores em tons pastéis. Em um espelho flutuante, é possível ver o reflexo do personagem Omori - o único que está em preto e branco, com uma expressão apática no rosto. À sua direita, Kel, um personagem com uma blusa quadriculada e colorida, cabelo nos ombros e um sorriso grande. À esquerda, Aubrey, uma menina, mais baixa que os outros e de aspecto fofo, com um sorriso tímido e um lacinho rosa no cabelo. Atrás de todos, Hero, com um sorriso carinhoso." width="640" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-21336" class="wp-caption-text">Um espelho flutuante; seus amigos sorriem carinhosamente atrás de você (Foto: OMOCAT)</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Batistella</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a produção do jogo datando desde 2014, </span><i><span style="font-weight: 400;">OMORI</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi publicado na </span><i><span style="font-weight: 400;">Steam</span></i><span style="font-weight: 400;"> (plataforma de jogos </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;"> para </span><i><span style="font-weight: 400;">PC/Mac</span></i><span style="font-weight: 400;">) no dia 25 de dezembro de 2020, pela desenvolvedora e ilustradora independente </span><i><span style="font-weight: 400;">OMOCAT</span></i><span style="font-weight: 400;">. Baseado na </span><i><span style="font-weight: 400;">webcomic</span></i><span style="font-weight: 400;"> da diretora,</span><a href="https://www.omocat-blog.com/post/57264870461/omoriboy-omoris-story-omoris-sketchbook-omori"> <span style="font-weight: 400;">hikikomori</span></a><span style="font-weight: 400;"> – termo em japonês que se refere a um indivíduo que escolheu se isolar socialmente por extensos períodos de tempo – a história segue a trajetória de Sunny e seu alter ego Omori, explorando um mundo de sonhos surreais e a realidade.  </span></p>
<p><span id="more-21333"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro cenário do jogo, que será retomado algumas vezes ao longo da história, é o chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">White Space</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Espaço Branco). E é justamente isso mesmo. Nele, o personagem encontra apenas um </span><i><span style="font-weight: 400;">notebook</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu gatinho Mewo, um caderno de desenhos e uma caixa de lenços “</span><i><span style="font-weight: 400;">para limpar sua tristeza</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Além disso, uma lâmpada negra pendurada no teto. Não é possível enxergar nada nela: é a ausência de pensamentos e ideias.</span></p>
<figure id="attachment_21335" aria-describedby="caption-attachment-21335" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-21335" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Composicao-1.gif" alt=" São dos GIFS dispostos lado a lado, ambos em desenho, preto e branco e com poucos elementos. No primeiro, uma caixa de lenços, um notebook e uma lâmpada negra aparecem em sequência. No segundo,com uma perspectiva vista de cima, o personagem Omori está deitado no chão, usando uma blusa preta, shorts listrados e uma meia até o joelho preta. Ao seu lado estão um notebook e uma caixinha de lenços. Acima de tudo, uma lâmpada negra." width="650" height="244" /><figcaption id="caption-attachment-21335" class="wp-caption-text">O “Espaço Branco” e seus itens (GIF: OMOCAT)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversas mãozinhas vermelhas estão espalhadas ao longo do </span><i><span style="font-weight: 400;">looping</span></i><span style="font-weight: 400;"> em branco, como se estivessem tentando manter o personagem dentro daquele espaço confinado. Uma porta aparece de vez em quando, e, ao sair, o charme de </span><i><span style="font-weight: 400;">OMORI</span></i><span style="font-weight: 400;"> se apresenta ao jogador. Conhecemos seu grupo de amigos: Aubrey, Kel, Hero, Mari e Basil. A maneira com a qual esses personagens interagem é extremamente delicada, sendo capaz de despertar </span><a href="https://personaunesp.com.br/shrek-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">sentimentos de nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e carinho ao longo do avanço da narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo a ser explorado apresenta elementos surreais e fantasiosos. Cenários e </span><i><span style="font-weight: 400;">npc’s</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://seugame.com/npc/"><i><span style="font-weight: 400;">non-player characters</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) são representados de forma onírica, com uma paleta de cores colorida e suave, em tons pastéis. Após a apresentação, a história começa verdadeiramente: um dos amigos de Omori, Basil, desaparece, deixando para trás apenas uma mancha negra no chão. A jornada se inicia, e o grupo parte em busca de seu amigo perdido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A jogabilidade, criada em </span><i><span style="font-weight: 400;">RPGMaker,</span></i><span style="font-weight: 400;"> com clara referência de jogos como </span><a href="https://geekquest.org/2019/11/26/review-de-earthbound-um-jogo-imprevisivel/#:~:text=Como%20j%C3%A1%20foi%20dito%20anteriormente,jogador%20pode%20ficar%20perdido%20facilmente."><i><span style="font-weight: 400;">EarthBound</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://1realahora.com/yume-nikki-apos-10-anos-jogo-ganha-site-com-estranha-contagem-regressiva/"><i><span style="font-weight: 400;">Yume Nikki</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é um refresco durante o jogo. As batalhas ocorrem contra inimigos excêntricos, muitas vezes animais ou frutas, sendo divertidas e dinâmicas. As emoções são exploradas nesse quesito: é possível interagir com os companheiros de time durante as batalhas, alterando suas emoções (raiva, alegria, tristeza e medo) – cada qual com uma vantagem e desvantagem dentro da luta.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="OMORI 2020 Trailer" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/CyVv-jFJiJ8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><b>O aspecto psicológico</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme avançamos na narrativa, descobrimos que o protagonista não é exatamente confiável, e que sua mente está cheia de armadilhas e cortinas de fumaça que escondem a verdadeira face da sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/bo-burnham-inside-critica/"><span style="font-weight: 400;">depressão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao sair do mundo dos sonhos e entrarmos na realidade, nos deparamos com Sunny: um adolescente solitário, que não sai de casa há muito tempo e que irá mudar de cidade em cinco dias. Apesar de sua aparência e personalidade serem semelhantes ao seu </span><i><span style="font-weight: 400;">alter ego </span></i><span style="font-weight: 400;">Omori, é possível notar algumas diferenças, sendo uma delas a ausência de amigos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A temática de depressão e ansiedade é extensamente abordada e pode ser considerada uma constante dentro da história. O time de desenvolvedores não teve medo de explorar as nuances dessa doença psíquica, que é o ponto de partida para a narrativa fantasiosa e até mesmo as atitudes do protagonista. No mundo real do jogo, descobrimos que uma tragédia aconteceu há alguns anos, e esse foi o motivo do afastamento do grupo de amigos e do eventual isolamento de Sunny, que passou a ser assombrado por visões que ele chama de </span><i><span style="font-weight: 400;">Something </span></i><span style="font-weight: 400;">(Algo).</span></p>
<figure id="attachment_21337" aria-describedby="caption-attachment-21337" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21337" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-1-1.jpg" alt="A imagem é um desenho, com aspecto escuro e elementos de terror, no estilo de RPG: ícone do personagem Sunny em preto e branco, com a palavra “apavorado” em cima representando suas emoções, e abaixo sua barra de vida em vermelho e de ‘magia’ em azul. Ao lado do ícone, as opções “lutar...” ou “fugir!” estão disponíveis. O cenário é composto por um monstro preto, com olhos tortos e um sorriso largo, de muitos dentes, descendo uma escada. Sete braços se esticam na direção do protagonista." width="640" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-21337" class="wp-caption-text">Na imagem, Sunny em uma ‘luta’ contra Something no mundo real (Foto: OMOCAT)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">OMORI</span></i><span style="font-weight: 400;">, nada é o que parece. Enquanto nos aventuramos no mundo dos sonhos, exploramos, ao mesmo tempo, a mente fragmentada e traiçoeira de Sunny – e sua fuga da </span><i><span style="font-weight: 400;">‘verdade’</span></i><span style="font-weight: 400;">, que catalisa seus traumas e sua depressão. O que se inicia como a busca por um amigo perdido se torna, aos poucos, a busca pelas memórias que o personagem enterrou nas camadas mais profundas de sua mente, que podemos chamar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Black Space</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Espaço Preto).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O jogo bebe da fonte psicológica sem medo, tanto para os elementos de terror quanto para os narrativos. É possível associar os eventos que Sunny passa ao longo da história a um fenômeno chamado</span><a href="https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-de-sa%C3%BAde-mental/transtornos-dissociativos/amn%C3%A9sia-dissociativa"> <span style="font-weight: 400;">Amnésia Dissociativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, segundo a Ph.D. em psiquiatria Megan M. Hosein, “</span><i><span style="font-weight: 400;">incorpora elementos de estados de fuga psicogênica, memória reprimida e amnésia traumática</span></i><span style="font-weight: 400;">”, sendo o conceito de repressão relacionado a eventos traumáticos e</span><a href="https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-de-sa%C3%BAde-mental/ansiedade-e-transtornos-relacionados-ao-estresse/transtorno-de-estresse-p%C3%B3s-traum%C3%A1tico"> <span style="font-weight: 400;">PTSD (Estresse pós-traumático)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns momentos da narrativa, o jogador precisa fazer algumas escolhas. Mesmo as mais simples, como escolher ou não atender a porta em determinado momento, podem alterar a trajetória do jogo e seu final. São duas as rotas possíveis no jogo: a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rota do Sol</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde se escolhe sair de casa no ‘mundo real’ – com dois finais principais, um bom e um ruim; e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rota Hikikomori</span></i><span style="font-weight: 400;">, que não explora a Cidade de Faraway verdadeira e se passa majoritariamente no mundo dos sonhos.</span></p>
<figure id="attachment_21334" aria-describedby="caption-attachment-21334" style="width: 639px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21334" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-4-1.png" alt=" A imagem é um desenho com cores suaves, representando dois irmãos de mãos dadas. À direita, a irmã mais velha apresenta cabelos longos e castanhos, um sorriso doce e veste uma jardineira azul por cima de uma blusa branca. À direita, seu irmão mais novo segura sua mão, bem mais baixo que ela e ainda com uma chupeta na boca. Ele tem cabelo curto e castanho, com um olhar surpreendido." width="639" height="307" /><figcaption id="caption-attachment-21334" class="wp-caption-text">Sunny e Mari são irmãos, e sua relação é importantíssima para a progressão da história (Foto: OMOCAT)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">OMORI</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um jogo delicado, até mesmo nos seus aspectos de terror psicológico, e trata a superação dos medos, doenças mentais e traumas de forma suave. Não é para todos, certamente, pois seus tópicos sobre depressão, automutilação e suicídio podem servir de gatilho para algumas pessoas. No entanto, é uma trajetória divertida e envolvente, cheia de surpresas e </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/205280-plot-twist-entenda-o-recurso-narrativo-filmes-series.htm"><i><span style="font-weight: 400;">plot-twists</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que não deixam de fascinar o jogador desprevenido. Se você é fã de </span><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i><span style="font-weight: 400;">, não pode perder essa experiência brilhante. </span></p>
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		<title>30 anos depois, Berserk continua sendo um clássico entre os mangás</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Sep 2019 22:58:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar dos hiatos e da negligência, a ‘Era de Ouro’ no cenário mercadológico ainda não acabou para Kentaro Miura Isabela Batistella Completando seus 30 anos em agosto deste ano, a obra de maior sucesso de Kentaro Miura, Berserk, não está mais próxima de seu desfecho quanto estava há 10 anos. Sem uma devida periodicidade de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/berserk-30-anos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "30 anos depois, Berserk continua sendo um clássico entre os mangás"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em><span style="font-weight: 400;">Apesar dos hiatos e da negligência, a ‘Era de Ouro’ no cenário mercadológico ainda não acabou para Kentaro Miura</span></em></p>
<figure id="attachment_12744" aria-describedby="caption-attachment-12744" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-12744" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Capa-Figura-1-1024x529.jpg" alt="" width="840" height="434" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Capa-Figura-1-1024x529.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Capa-Figura-1-300x155.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Capa-Figura-1-768x397.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Capa-Figura-1-1200x620.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Capa-Figura-1.jpg 1279w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12744" class="wp-caption-text">Na imagem, o Bando do Falcão (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Batistella</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Completando seus 30 anos em agosto deste ano, a obra de maior sucesso de Kentaro Miura, Berserk, não está mais próxima de seu desfecho quanto estava há 10 anos. Sem uma devida periodicidade de publicação, segue sua trajetória sem se aproximar de seu devido fim. Mesmo com tais nuances, a história – atualmente em seu capítulo #359 – reuniu uma legião de fãs tão grande e tão fiel que Miura tem a liberdade de exercer seus charmes e hiatos o quanto quiser: ao lançar um capítulo, todo o </span><i><span style="font-weight: 400;">fandom</span></i><span style="font-weight: 400;"> está lá para ler. </span></p>
<p><span id="more-12714"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientada durante a Idade Média, com um plano de fundo que perpassa desde a estrutura social injusta, a peste negra e até mesmo a Santa Inquisição – além de elementos fantásticos, é claro, como deuses, demônios e fadas, a obra é marcada pelo uso de violência gráfica e conteúdo sexual, batalhas sangrentas e temas sensíveis (como estupro e abuso psicológico), e apesar de tudo, vai muito além disso. Com uma narrativa sentimental e humana, o autor lida com o psicológico de cada personagem de forma muito delicada. Seus sonhos, traumas, amores e decepções, são desenvolvidos dentro de um contexto cruel, e cada atitude e diálogo possui uma consequência e importância dentro do enredo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma genérica, a trama de Berserk acompanha a trajetória de Guts, um ex-mercenário e espadachim amaldiçoado, forçado a vagar sem descanso para sobreviver e buscar vingança; e Griffith, um jovem ambicioso e inspirador que criou o Bando do Falcão, um próspero grupo de mercenários que se uniram voluntariamente a ele para ajudá-lo a alcançar seu sonho: ser um rei, e mudar as estruturas sociais injustas em que estão inseridos.</span></p>
<figure id="attachment_12745" aria-describedby="caption-attachment-12745" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-12745" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-2-1024x400.jpg" alt="" width="840" height="328" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-2-1024x400.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-2-300x117.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-2-768x300.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-2.jpg 1136w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12745" class="wp-caption-text">À esquerda, o “Espadachim Negro” Guts, e à direita, o “Falcão Branco” Griffith (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O arco introdutório de Berserk, o “Espadachim Negro” (e esse veio 20 anos antes da existência do raso protagonista de <em>Sword Art Online</em>, Kirito, diga-se de passagem), apresenta uma narrativa que destoa do restante da obra. Aqui, o protagonista é quase um vilão: aparenta ser apenas um bárbaro, desprovido de sentimentos e movido apenas pelo ódio e pelo desejo de se vingar. No entanto, alguns capítulos depois, a história segue quase como um gigantesco <em>flashback</em>, contextualizando sua infância trágica e abusiva dentro de um grupo de mercenários e acompanhando sua trajetória a partir de então. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O arco seguinte, denominado “A Era de Ouro”, está inserido dentro desse <em>flashback</em> e, portanto, apresenta essa mudança brusca de contexto – que se mantém o mesmo até os capítulos atuais, com algumas (grandes) ressalvas. Essa saga também introduz o Bando do Falcão, recheada de cenas sentimentais e focada inteiramente na construção de relações humanas profundas. Centrando sua narrativa no desenvolvimento da relação dos dois personagens principais, também traz personagens secundários brilhantes e marcantes, como Caska e Judeau. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A circunstância em que os protagonistas se encontram é importante para a relação que ambos constroem: Guts parte de uma infância conturbada e traumática, seguindo sua vida sem propósito e apenas indo de batalha em batalha; e Griffith é o “Falcão Branco”, um jovem líder que sonha em construir seu próprio reino. Dentro dessa visão superficial, Miura constrói um plano psicológico complexo, tomando o cuidado de detalhar cada interação entre os integrantes do Bando, para que cada elemento – diálogos, circunstâncias passadas, vínculos criados – justifique o final para o qual a história se encaminha. (</span><i><span style="font-weight: 400;">Lembrando que o Griffith não fez nada de errado&#8230; ok, há controvérsias.</span></i><span style="font-weight: 400;">)</span></p>
<figure id="attachment_12746" aria-describedby="caption-attachment-12746" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-12746" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-3-1024x719.jpg" alt="" width="840" height="590" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-3-1024x719.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-3-300x211.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-3-768x539.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-3-1200x843.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12746" class="wp-caption-text">Griffith, o “Falcão Branco” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dilemas como a busca pelo pertencimento, respeito e até mesmo amizade surgem a partir de uma infância traumática para moldar o Espadachim Negro e suas decisões de diversas formas. Igualmente, à medida que o personagem do Falcão se desdobra aos nossos olhos, é perceptível o sentimento de culpa pela morte de seus aliados. Para além de um desejo egoísta de se reafirmar como especial no mundo, Griffith percebe que a única maneira de se redimir com os mortos é atingindo seu sonho – e este elemento leva Berserk ao ápice de sua característica trágico-épica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em certos pontos, a obra parece ter um desenvolvimento controverso quando comparada com outros mangás (em especial os clássicos de estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">seinen</span></i><span style="font-weight: 400;">), parecendo dar mais destaque em um personagem aparentemente ‘neutro’ e, em alguns momentos, até mesmo com características de ‘vilão’, e colocar em segundo plano o ‘herói’ aparente da história – mesmo que esse conceito maniqueísta seja completamente errôneo dentro do enredo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre isso, Kentaro Miura analisou em entrevista para o “Guia Oficial de Berserk”, que, a partir de determinado momento dentro da narrativa, as histórias se tornam paralelas. Em certo ponto, Guts é o vilão na história de Griffith e vice-versa. “Personagens de mangá tem a tendência de ser claramente divididos entre inimigos e aliados, o bem e o mal”, disse o autor. “Entretanto, estou criando Berserk sem incluir tais valores.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de seu enredo, é válido ressaltar a arte do mangá. Beirando uma cacofonia de elementos, esta característica pode ser motivo de incômodo ao leitor, inicialmente. No entanto, ao se acostumar com a narrativa visual, percebe-se que o exagero de elementos é parte da identidade da obra. É preciso ler com muita atenção nos pequenos detalhes: desde o alívio cômico até o cuidado do autor ao desenhar as expressões dos personagens em cada diálogo, que permitem uma conexão empática com cada um.</span></p>
<figure id="attachment_12747" aria-describedby="caption-attachment-12747" style="width: 725px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-12747" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-4-725x1024.jpeg" alt="" width="725" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-4-725x1024.jpeg 725w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-4-212x300.jpeg 212w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-4-768x1085.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-4.jpeg 906w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12747" class="wp-caption-text">Berserk, capítulo #359 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tratando de adaptações audiovisuais, Berserk possuí três, e apesar de possuírem pontos positivos, nem se comparam à grandiosidade do mangá. A primeira, um anime de 25 episódios lançado em 1997, engloba a “Era de Ouro”  de forma misteriosa, sombria e dramática, com uma animação admirável e com uma paleta de cores cativante. A segunda é considerada, por muitos fãs da obra, a melhor adaptação audiovisual da trama: a trilogia de filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Berserk: Ōgon Jidai-Hen&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, que trata o mesmo arco do mangá. Apesar do uso de <em>CGI</em> (imagens geradas por computação gráfica) em algumas cenas de ação, os traços do desenho são impecáveis em sua maioria, e os filmes seguem o ritmo ideal para prender a atenção do espectador e cativá-lo o suficiente para procurar mais sobre a obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tais adaptações, entretanto, sempre cometem o mesmo erro – e este, Gabi, só quem viveu sabe. Uma cena de estupro importantíssima para a trama é sempre representada de forma pífia, causando diversos mal-entendidos para aqueles que não consumiram o mangá de antemão. </span></p>
<figure id="attachment_12748" aria-describedby="caption-attachment-12748" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-12748" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-5-1024x433.jpg" alt="" width="840" height="355" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-5-1024x433.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-5-300x127.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-5-768x325.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-5-1200x508.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Figura-5.jpg 1680w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12748" class="wp-caption-text">Além de adaptada para dois animes, o arco da &#8220;Era de Ouro&#8221; também possuí uma trilogia de filmes: &#8220;Berserk: Ōgon Jidai-Hen&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A adaptação mais recente, o anime lançado em 2016, é quase sempre colocada no fundo mais escuro do baú: apesar de poucas cenas bem construídas, o uso excessivo de CGI e uma aceleração imprecisa da história acabaram com toda a incrível experiência que é Berserk. Vale uma dica? Comece pelos filmes. E nunca, </span><i><span style="font-weight: 400;">nunca</span></i><span style="font-weight: 400;">, fale sobre o anime de 2016. </span></p>
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