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	<title>Arquivos I Never Learn &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Meia década de I Never Learn: amar dói, mas a gente sobrevive</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jun 2019 23:50:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jho Brunhara A tristeza é contagiosa, talvez até mais que a felicidade, e em uma geração que valoriza tanto estar na bad, certos álbuns são indispensáveis para madrugadas em que o fundo do poço é o único local possível da terra para se estar. Em maio, o arrebatador I Never Learn, terceiro álbum de Lykke &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/i-never-learn-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Meia década de I Never Learn: amar dói, mas a gente sobrevive"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12153" aria-describedby="caption-attachment-12153" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-12153" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/I-never-learn-1022x1024.jpg" alt="" width="840" height="842" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/I-never-learn-1022x1024.jpg 1022w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/I-never-learn-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/I-never-learn-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/I-never-learn-768x770.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/I-never-learn-1200x1202.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12153" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tristeza é contagiosa, talvez até mais que a felicidade, e em uma geração que valoriza tanto </span><i><span style="font-weight: 400;">estar na bad</span></i><span style="font-weight: 400;">, certos álbuns são indispensáveis para madrugadas em que o fundo do poço é o único local possível da terra para se estar. Em maio, o arrebatador</span><i><span style="font-weight: 400;"> I Never Learn, </span></i><span style="font-weight: 400;">terceiro álbum de Lykke Li, completou cinco anos. A cantora do hit </span><i><span style="font-weight: 400;">I Follow Rivers</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mudou da Suécia para Los Angeles após um término, onde passou dois anos escrevendo o disco. O resultado foram nove músicas poderosas, cruas e destruidoras. </span></p>
<p><span id="more-12152"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Crua. Talvez não exista palavra melhor para definir a sonoridade do álbum. Os instrumentos raspados, a voz</span><span style="font-weight: 400;"> sem modulação ou nitidez, os ruídos do estúdio antes de </span><i><span style="font-weight: 400;">No Rest For The Wicked</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sleeping Alone</span></i><span style="font-weight: 400;">. Um coração partido talvez seja uma das piores coisas que alguém pode vivenciar a nível sentimental, e é uma dor que vibra na mesma frequência que a voz de Lykke ao longo das faixas. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Lykke Li - I Never Learn" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5SrEdAeGj6Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><i><span style="font-weight: 400;">I Never Learn</span></i><span style="font-weight: 400;"> abre o álbum carregada de nostalgia e anuncia: </span><a href="https://genius.com/Lykke-li-i-never-learn-lyrics"><span style="font-weight: 400;">“o amor dele queima como um relâmpago”</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ouso dizer que essa é uma das melhores músicas já feitas. A forma como a melodia se encaixa com os instrumentos e a poesia metafórica – outro detalhe presente em quase todo o álbum –, é como se em apenas três minutos e seis segundos os sentimentos presentes na paixão e na desilusão fossem capaz de se condensar em uma canção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais de uma vez ao longo das faixas, Lykke se questiona de suas decisões e repassa todo o relacionamento na sua cabeça. Como nós, meros mortais, que enfrentamos dias e noites r</span>efletindo o que poderíamos ter feito de diferente, e se é que poderíamos ter mudado alguma coisa. Algumas coisas são inevitáveis, ou irreversíveis, como canta em <i>Gunshot.</i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As fases de um coração partido se assemelham ao luto, e se a música título é um anúncio de um ciclo que enfrentamos toda vez que nos apaixonamos, as outras faixas percorrem todos os períodos, da negação à aceitação. Talvez o que faça esse disco tão diferente não só dos outros da cantora, que uma vez já cantou que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eLEvLrrKCSA"><span style="font-weight: 400;">a juventude não conhece a dor</span></a><span style="font-weight: 400;">, é que em nenhum momento Li projeta a dor ou o fim em outra pessoa. “Em um mar de culpa, sob as estrelas caídas”.</span></p>
<figure id="attachment_12154" aria-describedby="caption-attachment-12154" style="width: 687px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-12154" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/the-life-philosophies-of-ethereal-pop-vixen-lykke-li-1413842418-687x1024.jpg" alt="" width="687" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/the-life-philosophies-of-ethereal-pop-vixen-lykke-li-1413842418-687x1024.jpg 687w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/the-life-philosophies-of-ethereal-pop-vixen-lykke-li-1413842418-201x300.jpg 201w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/the-life-philosophies-of-ethereal-pop-vixen-lykke-li-1413842418-768x1144.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/the-life-philosophies-of-ethereal-pop-vixen-lykke-li-1413842418.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12154" class="wp-caption-text">“O amanhã demora tanto, o esquecimento é tão longo” (Foto: Josh Olins)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O sofrimento quando somos forçados a nos desprender de outra pessoa é venenoso. Quanto mais nos fixamos a ele, mais somos intoxicados. Mais nos convencemos que o amor de verdade não existe, e que essa vida serve apenas para nos condenar a tristeza eterna e o arrependimento por todas as decisões – mesmo que isso não seja verdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma com que esse sentimento é capturado em músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Me Like I’m Not Made of Stone </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Never Gonna Love Again </span></i><span style="font-weight: 400;">quase que colocam Lykke cantando diretamente para quem ouve. E ficamos refém da ação de concordar. O amor verdadeiro dói como um tiro. “Dessa vez eu não posso correr, porque eu nunca mais vou amar de novo”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto caminha pelas fases do luto e processa tudo o se sentiu e ainda sente, a aceitação se aproxima, ainda que o medo do futuro seja preocupante. Se a promessa da faixa anterior era que seria impossível amar de novo, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Heart of Steel </span></i><span style="font-weight: 400;">a alma de Li</span> <span style="font-weight: 400;">implora que seu coração não se feche ao amor para sempre apenas porque se encontra destruído agora. Como no filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><span style="font-weight: 400;">Me Chame Pelo Seu Nome</span></a><span style="font-weight: 400;">, as palavras do pai de Elio se consolidam assim como as da cantora. “Mas se obrigar a não sentir nada para que não se sinta alguma coisa, que desperdício.” Não vale a pena se privar do amor apenas por uma decepção. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lykke Li - Gunshot (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/AIruwzhozTc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A grandiosidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">I Never Learn </span></i><span style="font-weight: 400;">se faz pela sua simplicidade. Por sua produção crua e verdadeira, consistente com os sentimentos que quer transmitir. Quando se ouve o disco com o coração partido, é impossível não se identificar com a atmosfera que ele carrega. E talvez seja doloroso estar imerso na tristeza, mas dói da mesma forma que é necessário para se seguir em frente. A negação não cura ninguém. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez nunca vamos aprender a amar da forma certa, sem se entregar rápido demais ou correr e machucar quem amamos. Talvez ninguém saiba realmente como conduzir os sentimentos. Mas enquanto a arte existir, ela servirá de refúgio para que possamos absorver esses sentimentos, entendê-los e nos entender. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma despretensiosa, Lykke Li soube transformar sua dor em músicas poderosas, densas e cheias de reflexões. Jamais saberemos quantas almas vagantes na tristeza das desilusões amorosas foram auxiliadas por esse álbum, mas é certo que o amor é um dos sentimentos mais frágeis que existem, e também um dos mais fortes. Tudo é um processo. Principalmente amar, mas esquecer também. Ou apenas aprender a viver com a ausência.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">We never learn.</span></i></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: I Never Learn" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/4fGqfyineAZmulNxgitERh"></iframe></p>
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