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	<title>Arquivos História Verídica &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Os sonhos arruinados dos Garotos do Ninho são o norte de Longe do Ninho</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Sep 2024 14:37:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Análise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Lavorato Lançado cinco anos depois do incêndio no CT do Flamengo, que matou dez jogadores da base em Fevereiro de 2019, Longe do ninho: Uma investigação do incêndio que deu fim ao sonho de dez jovens promessas do Flamengo de se tornarem ídolos no país do futebol é um livro que honra as memórias &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/longe-do-ninho-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os sonhos arruinados dos Garotos do Ninho são o norte de Longe do Ninho"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33933" aria-describedby="caption-attachment-33933" style="width: 249px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33933" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Capa-Longe-do-Ninho.jpg" alt=" Capa do livro Longe do Ninho, de Daniela Arbex. O fundo da capa é preto. Nesse fundo, há brilhos vermelhos representando estrelas. No centro da capa, em vermelho, há o nome da escritora Daniela Arbex. Logo abaixo, no centro, vem o título: Longe do Ninho. Por fim, ainda no centro: há a continuação do título: Uma investigação do incêndio que deu fim ao sonho de dez jovens promessas do Flamengo de se tornarem ídolos no país do futebol. Em torno desses dizeres há os bustos das dez vítimas: acima, da esquerda para direita, aparece Pablo Henrique (menino negro de , Vitor Isaías e Jorge Eduardo. Do lado direito, de cima para baixo, há Samuel Rosa e Rykelmo. No lado inferior, da esquerda para a direita, encontram-se Athila, Bernardo e Christian. Do lado esquerdo, de cima para baixo, há Gedson e Arthur. No centro superior direito aparece a logo da Intrínseca em vermelho." width="249" height="365" /><figcaption id="caption-attachment-33933" class="wp-caption-text">Longe do ninho é um livro triste, mas necessário (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado cinco anos depois do incêndio no CT do Flamengo, que matou dez jogadores da base em Fevereiro de 2019, </span><i><span style="font-weight: 400;">Longe do ninho: Uma investigação do incêndio que deu fim ao sonho de dez jovens promessas do Flamengo de se tornarem ídolos no país do futebol </span></i><span style="font-weight: 400;">é um livro que honra as memórias daqueles se foram e dos dezesseis jovens que sobreviveram. </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=daniela+arbex"><span style="font-weight: 400;">Daniela Arbex</span></a><span style="font-weight: 400;">, jornalista investigativa, não falha em trazer – assim como em  </span><a href="http://personaunesp.com.br/colonia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2013), </span><i><span style="font-weight: 400;">Cova 312</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2015) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo dia a mesma noite</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018) – o desrespeito dos responsáveis pelo </span><span style="font-weight: 400;">incêndio</span><span style="font-weight: 400;"> que vitimou Arthur Vinícius, Athila Paixão, Gedson Santos, Pablo Henrique de Souza, Vitor Isaías, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Jorge Eduardo dos Santos, Samuel Rosa, Rykelmo de Souza e seus sonhos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma escrita impactante, a autora se debruça em dez mil folhas de arquivos sobre o caso para trazer à tona a imprudência da instituição do Flamengo e seus dirigentes. Durante as 266 paginas, acompanhamos a reconstituição do caso e nos é revelado que o local de ‘moradia’ – contêineres totalmente inadequados nunca deveriam ser chamados pelo termo –, localizado no centro de treinamento do Flamengo, Ninho do Urubu, não tinha </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/esportes/audio/2024-02/historia-hoje-cinco-anos-da-tragedia-do-ninho-do-urubu#:~:text=Uma%20trag%C3%A9dia%20acabou%20com%20o,8%20de%20fevereiro%20de%202019"><span style="font-weight: 400;">alvará</span></a><span style="font-weight: 400;"> como alojamento. Determinado como estacionamento em um dos documentos, as famílias confiaram seus filhos à instituição, pensando que a mesma iria tratá-los com respeito e decência, mas o que é mostrado indica o contrário. </span></p>
<p><span id="more-33932"></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span>Na prática, em apenas um minuto e 28 segundos, o fogo se alastrou. Além das chamas, a fumaça preta tomou conta do alojamento. Em seguida, ocorreram explosões. Dez dos catorze sobreviventes tiveram apenas 45 segundos para fugir do local pela única porta de acesso da estrutura. Depois disso, nenhum garoto conseguiu chegar até a entrada, embora a maioria tenha tentado encontrar a saída.<span style="font-weight: 400;">”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para trazer seus fundamentos e veracidade, a jornalista redobra a atenção ao colocar os diversos registros (institucionais, públicos, jornalísticos, e-mails, entre outros…) acessíveis para o leitor. A apresentação de dados concretos dão substância o suficiente para mostrar que a narrativa quer ser a mais transparente e responsável diante dos fatos. Dividida em 12 partes, a escrita de Daniela Arbex nos monta e desmonta de tristeza ao longo dos capítulos, já que o livro foi constituído com passagens de tempos anteriores, durante e posteriores ao </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/jornalismo/coberturas/incendio-no-ninho-do-urubu/noticia/incendio-no-ninho-do-urubu.ghtml"><span style="font-weight: 400;">incêndio</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de inúmeros desdobramentos para não adequar a situação do alojamento da categoria de base – pagamentos de multa ao invés da regularização, burlamento de requerimentos do Ministério Público e outras irregularidades –, a terrível consequência desses atos veio na madrugada do fatídico dia de 2019. O livro expõe a irresponsabilidade dos diversos envolvidos, até depois da tragédia, e coloca nos holofotes a necessidade de </span><a href="https://www.lance.com.br/flamengo/quem-foi-punido-pela-tragedia-do-ninho-do-urubu.html"><span style="font-weight: 400;">justiça</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, até agora, em 2024, não aconteceu e, que de certa forma, tem que ocorrer pela dignidade das vítimas, sobreviventes e todos os atingidos.  </span></p>
<figure id="attachment_33935" aria-describedby="caption-attachment-33935" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-33935 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/unnamed-800x552.jpg" alt="Jogo Flamengo contra Madureira no Maracanã em 2020, um ano após a tragédia. Em primeiro plano, vemos os jogadores abraçados e organizados em duas fileiras, uma de cada time. Ao fundo, a arquibancada está lotada de torcedores fazendo homenagem com cartazes para os meninos." width="800" height="552" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/unnamed-800x552.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/unnamed-768x530.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/unnamed.jpg 984w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33935" class="wp-caption-text">No livro, vemos a injustiça, que vitimou dez atletas, sendo praticada às escondidas (Foto: André Durão)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=whNocVpKz28"><i><span style="font-weight: 400;">Longe do Ninho</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma obra difícil de superar – e que nem devemos –, pois estamos lidando com as mortes de meninos que eram filhos, irmãos, sobrinhos, netos, amigos e namorados; garotos com sonhos. Além de perderem suas vidas, outros padecem por essa tragédia dia após dia. Durante a narrativa, os sentimentos aflorados se misturam de uma maneira muito sincera: angústia, tristeza e dor que antecedem o trágico momento; raiva e ódio nos trechos que tratam sobre os irresponsáveis; e compaixão e luto quando nos é mostrada a relação dos adolescentes sobreviventes, como </span><span style="font-weight: 400;">Cauan, Francisco e Jhonatan,</span><span style="font-weight: 400;"> seus familiares e todo o acontecimento pós-tragédia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O capítulo mais difícil de ler é o da descrição de como foi a madrugada do incêndio. </span><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2024/03/05/tres-perguntas-do-pn-para-daniela-arbex-autora-de-longe-do-ninho"><span style="font-weight: 400;">Daniela</span></a><span style="font-weight: 400;"> Arbex, de modo sensível, revelou que a maioria dos meninos tentou fugir do desastre, porém, por inúmeras irregularidades do alojamento – à exemplo das grades nas janelas e portas que não abriam para fora –, a fuga foi dificultada ao máximo. O </span><a href="https://intrinseca.com.br/blog/2023/12/novo-livro-da-premiada-jornalista-daniela-arbex-retrata-o-incendio-do-ninho-do-urubu-que-vitimou-dez-jogadores-da-base-do-flamengo-e-permanece-sem-responsabilizacao/"><span style="font-weight: 400;">relato</span></a><span style="font-weight: 400;"> acaba se tornando muito íntimo e necessário, mostrando o que não se pode esquecer para que a história não se repita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor pelo futebol – que vinha muitas vezes da própria família, como a Dona Jô, avó de Vitor Isaías – e a possibilidade de mudar a realidade de suas famílias eram os motivadores para os meninos, com tão pouca idade, saíssem de seus ninhos familiares para um em que almejavam o sucesso: o Ninho do Urubu. Partindo de Minas Gerais, Paraná, Tocantins e do Brasil inteiro, os atletas enfrentavam seus e incertezas para conseguirem viver do esporte. Longe de </span><a href="https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/familias-de-vitimas-do-incendio-no-ninho-do-urubu-reclamam-de-falta-de-sensibilidade-do-flamengo/"><span style="font-weight: 400;">suas famílias</span></a><span style="font-weight: 400;">, a única troca que aliviava a distância eram as ligações e os aplicativos de mensagens. Nesse trecho, é muito arrebatador quando a autora nos apresenta algumas das </span><a href="https://ge.globo.com/google/amp/sp/tem-esporte/futebol/noticia/2023/02/08/pai-de-vitima-do-incendio-no-ninho-convive-com-saudade-diaria-quatro-anos-depois-quase-todo-dia-8-e-ruim-para-nos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">últimas mensagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> trocadas entre os meninos e seus familiares, além também dos contatos dos sobreviventes com os pais após o incêndio. </span></p>
<figure id="attachment_33936" aria-describedby="caption-attachment-33936" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-33936 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Mural-Longe-do-Ninho-800x592.jpg" alt=" Foto do Mural do Garotos do Ninho. Tirada em um dia ensolarado, a foto retrata uma parte da homenagem, onde aparece alguns rostos e seus respectivos nomes do lado: Rykelmo, Jorge Eduardo, Bernardo, Athila e Christian. No fundo preto, ao lado da pintura de Christian, há os escritos: logo acima, em vermelho, “Garotos do Ninho”. Abaixo, em branco, a frase “A grandeza do Flamengo está na humanidade da sua torcida.”. Em baixo da frase, há um coração com os nomes, em branco, dos feridos sobreviventes da tragédia: Cauan, Francisco e Jhonatan. Do lado do coração vermelho, encontra-se a identificação, em branco, da rede social do artista Airá OCrespo (@airaocrespo). Abaixo do coração, há a hashtag em vermelho #NaoEsquecemos" width="800" height="592" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Mural-Longe-do-Ninho-800x592.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Mural-Longe-do-Ninho-768x568.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Mural-Longe-do-Ninho.jpg 960w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33936" class="wp-caption-text">“A grandeza do Flamengo está na humanidade da sua torcida” (Foto: Arte Fora do Museu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A concepção do </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/ninho-do-urubu-autora-questiona-silencio-do-flamengo-sobre-tragedia"><span style="font-weight: 400;">livro-reportagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> veio após uma mensagem de Leda, mãe de Bernardo Pisetta, que se apresentou como </span><b>“</b><i><span style="font-weight: 400;">mãe de uma das vítimas da tragédia do dia oito</span></i><b><i>”. </i></b><span style="font-weight: 400;">Depois desse contato delicado, Arbex mostra-se, mais uma vez, como uma escritora que resgata a memória daqueles que nunca devem ser esquecidos. Com isso, as histórias dos meninos são contadas não somente pela perspectiva da calamidade, mas também pelas memórias de vida que foram constituídas nestes curtos anos de vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por estarem longe do núcleo familiar, os garotos do Ninho constituíram entre si uma outra família. Vivendo o mesmo sonho de serem jogadores de futebol profissional, amizades e trocas sinceras foram cultivadas, o que aliviava, de certa forma, todo o processo desse desejo incerto. Entre eles, eram criados inúmeros momentos divertidos, como uma saída para ir comer em uma lanchonete ou tomar um </span><span style="font-weight: 400;">açaí</span><span style="font-weight: 400;">, jogar uma partida de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Free Fire</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, claro, jogar uma bola. Essa reciprocidade  relatada durante todo o livro traz melancolia, porque entendemos de uma maneira avassaladora que foi tirado deles o </span><a href="https://www.jusbrasil.com.br/noticias/o-direito-a-vida-e-a-saude-no-eca/592506"><span style="font-weight: 400;">direito </span><span style="font-weight: 400;">à vida</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim da narrativa, a autora retrata a vida das famílias dentro desses cinco anos e também a trajetória de alguns dos atletas sobreviventes. Além disso, a obra traz também alguns manifestos feitos em homenagem: o </span><a href="https://arteforadomuseu.com.br/memorial-ao-garotos-do-ninho-do-urubu/"><span style="font-weight: 400;">mural</span></a><span style="font-weight: 400;"> com as imagens dos dez garotos produzido pelo artista Airá OCrespo e o movimento </span><a href="https://naoesquecemos.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">Não Esquecemos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, feito pelo Flamengo da Gente, que tem como objetivo enaltecer a memória das dez vítimas e nunca deixar o compromisso de jamais esquecer. Por isso, o livro é pelos que se foram, pelos que ficaram e por aqueles que jamais irão abraçar seus entes queridos novamente: </span><a href="https://twitter.com/hashtag/naoesquecemos?src=hashtag_click"><i><span style="font-weight: 400;">#NãoEsquecemos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote>
<h3><span style="font-weight: 400;">“Respondi que na verdade não escolho escrever sobre tragédias, mas sobre as omissões que causam tragédias, para que elas não se repitam. Afinal, se uma história não é contada, é como se ela não estivesse existido.”</span></h3>
<h5><span style="font-weight: 400;">&#8211; Longe do Ninho (2024)</span></h5>
</blockquote>
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