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	<title>Arquivos Helena Zengel &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>No limiar da denúncia colonial, Transamazônia permanece à beira do confronto</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2026 17:43:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires A Amazônia, no cinema internacional, costuma surgir como superfície de projeção: um espaço onde fantasias espirituais, dilemas morais e impasses civilizatórios são encenados a partir de um olhar estrangeiro. Transamazônia, quarto longa-metragem da diretora sul-africana Pia Marais, se insere diretamente nessa tradição. Estreado no Festival de Locarno em 2024 e apresentado no Brasil &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/no-limiar-da-denuncia-colonial-transamazonia-permanece-a-beira-do-confronto/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "No limiar da denúncia colonial, Transamazônia permanece à beira do confronto"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36676" aria-describedby="caption-attachment-36676" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36676" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/35-800x450.png" alt="Uma paisagem de floresta tropical densa, úmida e nebulosa. No centro da imagem, sobre o chão lamacento e escuro, veem-se destroços metálicos retorcidos, aparentemente de uma pequena aeronave acidentada. Raios de luz solar filtram através da neblina e das grandes folhas de palmeiras." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/35-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/35-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/35-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/35-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/35-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/35.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36676" class="wp-caption-text">A trama parte da sobrevivência de Rebecca aos destroços de um acidente aéreo (Foto: Filmes do Estação)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Amazônia, no cinema internacional, costuma surgir como superfície de projeção: um espaço onde fantasias espirituais, dilemas morais e impasses civilizatórios são encenados a partir de um olhar estrangeiro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Transamazônia</span></i><span style="font-weight: 400;">, quarto longa-metragem da diretora sul-africana Pia Marais, se insere diretamente nessa tradição. Estreado no Festival de Locarno em 2024 e apresentado no Brasil no </span><a href="https://www.festivaldorio.com.br/br/noticias/pia-marais-fala-sobre-transamazonia-filme-que-retrata-exploracao-da-fe-e-da-floresta"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio</span></a><span style="font-weight: 400;"> – onde integrou a Mostra COP 30 em 2025 –, o filme carrega consigo o peso simbólico de falar sobre fé, meio ambiente e povos indígenas a partir de uma coprodução intercontinental (França, Alemanha, Suíça, Tailândia e Brasil). Desde a gênese do projeto, inspirada livremente na história real de Juliane Koepcke – a única sobrevivente de um acidente aéreo na Amazônia peruana em 1971 –, a obra se constrói sobre deslocamentos: culturais, geográficos e narrativos.</span></p>
<p><span id="more-36669"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama acompanha Rebecca (Helena Zengel), jovem que sobrevive à queda de um avião na floresta amazônica e passa a ser vista como um milagre vivo pela comunidade religiosa pentecostal liderada por seu pai, o missionário estrangeiro Lawrence Byrne (Jeremy Xido). A partir desse ponto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Transamazônia </span></i><span style="font-weight: 400;">articula três vertentes narrativas: a relação entre pai e filha, marcada por manipulação e silêncio; a aculturação religiosa como prática histórica de dominação; e o embate entre </span><a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2025/07/08/madeireiros-ilegais-lucram-com-projetos-de-credito-de-carbono-na-amazonia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">madeireiros ilegais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma comunidade indígena que protege seu território. A ambição da obra está justamente em fazer esses eixos colidirem, mas sua fragilidade aparece quando nenhum deles é aprofundado o suficiente para sustentar o peso das questões que levanta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No centro emocional da narrativa está a relação entre Rebecca e Lawrence. A ascensão da jovem como figura milagrosa, capaz de fazer pessoas voltarem a andar ou despertarem de um coma, é instrumentalizada pelo pai como capital simbólico de sua igreja. </span><a href="https://www.lagoanerd.com.br/post/a-lenda-de-ochi-fantasia-da-a24-ganha-novos-cartazes"><span style="font-weight: 400;">Helena Zengel</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrega uma performance contida, que sugere fissuras internas mais interessantes do que se é permitido explorar no roteiro, assinado por Pia Marais, Willem Droste e Martin Rosefeldt. Já Jeremy Xido constrói um Lawrence ambíguo, dividido entre fé, poder e paternidade, mas limitado por um arco dramático que frequentemente soa mal resolvido. Revelações tardias e pouco orgânicas, como segredos familiares descobertos de maneira abrupta, enfraquecem o conflito íntimo que poderia funcionar como espelho das ruínas morais provocadas pela ganância humana.</span></p>
<figure id="attachment_36675" aria-describedby="caption-attachment-36675" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36675" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/34-800x450.png" alt="Sob uma iluminação fria e azulada, Rebecca (Helena Zengel) e seu pai Lawrence (Jeremy Xido) estão de pé, lado a lado, segurando microfones próximos à boca. Ambos vestem roupas brancas e parecem cantar ou orar de olhos fechados ou baixos. O fundo é composto por uma cortina branca translúcida." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/34-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/34-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/34-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/34-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/34-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/34.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36675" class="wp-caption-text">A ascensão da jovem Rebecca como figura &#8220;milagrosa&#8221; é instrumentalizada pelo pai missionário como capital simbólico para sua igreja pentecostal (Foto: Filmes do Estação)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a perspectiva de Pia Marais, a aculturação religiosa surge como um costume que o Brasil conhece desde os primeiros anos da colonização. O missionarismo de Lawrence além de prática espiritual, é uma forma de reorganizar o ambiente, os corpos e as crenças locais. O filme acerta ao apontar esse mecanismo como parte de um novo colonialismo, no qual </span><a href="https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/faltou-dizer-colunas-e-blogs/juros-aos-ceus-existe-uma-linha-tenue-entre-fe-lucro-e-manipulacao-697496/"><span style="font-weight: 400;">fé, lucro e poder</span></a><span style="font-weight: 400;"> caminham juntos. No entanto, permanece no limiar da denúncia: identifica o problema, mas evita tensioná-lo até as últimas consequências, preferindo uma abordagem ambígua que nunca se transforma em confronto direto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo ocorre no eixo ambiental. Filmado majoritariamente no território indígena </span><a href="https://cop.dol.com.br/belem-para/povo-asurini-lanca-plano-de-gestao-ambiental-para-terra-indigena-koatinemo/7046/"><span style="font-weight: 400;">Asurini do Xingu</span></a><span style="font-weight: 400;">, com sequências rodadas também na Guiana Francesa, em áreas liberadas para o desmatamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Transamazônia </span></i><span style="font-weight: 400;">apresenta o conflito entre madeireiros ilegais e povos originários como pano de fundo constante. Há momentos de forte presença dos personagens indígenas, como o Silas, interpretado por Hamã Sateré, descendente das etnias Tikuna e Sateré-Mawé, cuja performance se destaca justamente pela economia de palavras e intensidade corporal. Ainda assim, esses personagens raramente têm voz narrativa própria. O longa opta por observá-los à distância, reduzindo sua participação a reações de raiva ou resistência, sem lhes conceder perspectiva, discurso ou centralidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa escolha revela um problema estrutural que atravessa seus 112 minutos. O conflito se organiza, em grande medida, como o embate entre dois grupos de personagens brancos – missionários e exploradores – tendo os povos indígenas como objeto da disputa, e não como sujeitos da narrativa. O resultado é uma sensação de déjà-vu: esse conceito já foi explorado inúmeras vezes pelo Cinema, e a expectativa era por uma abordagem mais revolucionária. Em vez disso, a produção flerta perigosamente com a lógica do </span><a href="https://mundonegro.inf.br/o-complexo-do-branco-salvador-no-cinema-norte-americano/"><i><span style="font-weight: 400;">white savior</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Se a intenção era escapar dessa armadilha, o resultado final não consegue se desvencilhar dela.</span></p>
<figure id="attachment_36670" aria-describedby="caption-attachment-36670" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36670" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-800x532.jpg" alt="Um close-up na floresta mostra Silas (Hamã Sateré), um jovem indígena de cabelos escuros e colar de contas olhando seriamente para a esquerda, ao lado de Rebecca (Helena Zengel), uma jovem branca de cabelos loiros cacheados olhando para a direita. Ela usa um colar com uma pequena cruz dourada. O fundo é uma vegetação densa e desfocada." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1.jpg 1202w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36670" class="wp-caption-text">Os personagens indígenas, apesar de performances intensas, por vezes são observados à distância, sem centralidade narrativa (Foto: Filmes do Estação)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Formalmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Transamazônia </span></i><span style="font-weight: 400;">é dirigido com segurança. A fotografia de Mathieu de Montgrand constrói uma Amazônia imersiva e atmosférica, frequentemente celebrada pela crítica por sua beleza e força sensorial. A floresta garante uma atmosfera sobrenatural, conferindo à obra um tom entre o thriller ambiental e o drama espiritual. No entanto, essa mesma atmosfera, em alguns momentos, se sobrepõe à densidade dramática: a forma engole o conflito, e o impacto estético não se converte em aprofundamento narrativo. O elenco de apoio – que inclui os brasileiros </span><a href="https://gq.globo.com/artes-e-cultura/noticia/2025/05/ator-revela-como-foi-gravar-cena-de-abuso-em-filme-perguntei-se-estava-tudo-bem.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Rômulo Braga</span></a><span style="font-weight: 400;">, com sua presença sempre sólida, e Philipp Lavra – reforça essa sensação de potencial subutilizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final, </span><i><span style="font-weight: 400;">Transamazônia </span></i><span style="font-weight: 400;">se revela um filme de intenções claras e execução contida. As três vertentes que estruturam a narrativa coexistem, mas não se atravessam com a força que prometem. Ainda assim, por mais que o longa não aprofunde plenamente esses tópicos, ele é suficiente para colocar holofotes sobre discussões urgentes, especialmente no contexto contemporâneo de exploração ambiental e fé lucrativa. Pia Marais entrega um retrato </span><a href="https://agenciadecomunicacao.uneb.br/primeira-escola-brasileira-do-pensamento-decolonial-inicia-atividades-na-uneb-programacao-vai-ate-30-08/"><span style="font-weight: 400;">anticolonial</span></a><span style="font-weight: 400;"> que permanece à beira de seu verdadeiro potencial: observando fissuras importantes, mas hesitando em atravessá-las.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Transamazônia - Trailer Nacional " width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/maVmquAkRs0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Relatos do Mundo: a influência de uma boa história no Oeste Selvagem</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2021 18:31:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vinícius Siqueira Uma das muitas coisas que alguém busca ao ler um livro, escutar uma música, olhar pela janela, ler os jornais ou, no caso, assistir um filme é simplesmente ganhar para si uma boa história. Uma história não necessariamente com finais felizes ou tristes, amargos ou cruéis, simples ou complexos. Mas, simplesmente, uma história &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/relatos-do-mundo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Relatos do Mundo: a influência de uma boa história no Oeste Selvagem"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18819" aria-describedby="caption-attachment-18819" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18819" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-1.jpg" alt=": Cena do filme Relatos do Mundo. Na imagem, vemos os personagens Capitão Jefferson Kyle Kidd, interpretado por Tom Hanks, e Johanna Leonberger, interpretado por Helena Zengel. Ambos estão sentados em uma carroça. O fundo da foto é claro e de cores bem saturadas. Tom Hanks aparece como um homem velho, de cabelos e barbas grisalhos e usando um casaco pesado e um chapéu. Helena Zengel aparece como uma criança de cabelos loiros, olhos azuis, pele bem clara e usando um vestido amarelo e um casaco marrom." width="2048" height="961" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-1.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-1-300x141.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-1-1024x481.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-1-768x360.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-1-1536x721.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-1-1200x563.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18819" class="wp-caption-text">Relatos do Mundo lida com alguns clichês já conhecidos no gênero e apresenta um tom de realismo fino e constante, por fim, tecendo um drama bem construído e ambientado no Velho Oeste (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Vinícius Siqueira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das muitas coisas que alguém busca ao ler um livro, escutar uma música, olhar pela janela, ler os jornais ou, no caso, assistir um filme é simplesmente ganhar para si uma boa história. Uma história não necessariamente com finais felizes ou tristes, amargos ou cruéis, simples ou complexos. Mas, simplesmente, uma história bem contada e que segure sua atenção por alguns momentos, lhe fazendo esquecer do que se passa ao seu entorno. O que o espectador, muitas vezes, não se dá conta é do poder inerente à uma história bem contada. E é esse tipo de influência que tece a trama primorosa de </span><a href="https://youtu.be/vVgeFF8-bQM"><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">News of the World</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original).</span></p>
<p><span id="more-18818"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado no ano de 2020 nos cinemas americanos, mas chegando ao Brasil (e ao resto do mundo) apenas em 2021 após ser comprado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">e passar a ser exibido no mundo pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, a obra é dirigida por Paul Greengrass. E ela lida com alguns clichês relacionados ao gênero de </span><a href="https://www.avmakers.com.br/blog/generos-cinematograficos-e-suas-convencoes/"><i><span style="font-weight: 400;">western</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(faroeste), pinceladas políticas e pontadas de realismo já características do diretor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama em si é bem redigida e traz uma ambientação e personagens que relembram os clássicos da categoria, ao passo que também apresenta um ponto de vista diferente do cenário clássico do Velho Oeste. A obra é inspirada no romance homônimo escrito por </span><a href="https://www.nytimes.com/2016/10/13/books/news-of-the-world-paulette-jiles.html"><span style="font-weight: 400;">Paulette Jiles</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2016, e é protagonizado por Tom Hanks e pela </span><a href="https://youtu.be/ilFeedG0rEs"><span style="font-weight: 400;">estrela em ascensão</span></a><span style="font-weight: 400;"> Helena Zengel. Paul Greengrass faz bom uso de sua herança como documentarista ao trazer um certo realismo ao filme e abordar temáticas como racismo e preconceito no Velho Oeste americano.</span></p>
<figure id="attachment_18820" aria-describedby="caption-attachment-18820" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18820" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-2.jpg" alt="Cena do filme Relatos do Mundo. Na imagem, é possível ver o Capitão Jefferson Kyle Kidd, vestindo um casaco escuro e um chapéu, montado em um cavalo marrom. Também é possível ver Johanna Leonberger, usando uma capa marrom grossa por cima de um vestido amarelo. No fundo da imagem também é possível ver várias carroças e cavalos acompanhando uma caravana. As cores da imagem são bem claras, com uma paleta de cores mais amarelada e saturada." width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-2.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18820" class="wp-caption-text">A relação entre o Capitão Jefferson Kyle Kidd e Johanna Leonberger se desenvolve em um ritmo lento, indo de amizade até algo mais paternal, mas que dá o tempo necessário ao espectador para absorver o conjunto de emoções contidas nas interações (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente do que se esperaria de um filme pertencente ao gênero de </span><i><span style="font-weight: 400;">western</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/mad-max-estrada-da-furia-o-reboot-da-distopia/"><span style="font-weight: 400;">narrativa de ação</span></a><span style="font-weight: 400;">, e sim um drama que visa desconstruir levemente a imagem do público de um protagonista de faroeste e demonstrar o valor de uma história em um cenário abalado. O enredo se passa em 1870 no Texas, logo após a </span><a href="https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/guerra-civil-americana.htm"><span style="font-weight: 400;">Guerra Civil Americana</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma época e um meio ainda extremamente abalados pelo confronto entre o Norte e o Sul dos Estados Unidos e também pelas resoluções desse. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra tem seu início com uma das cenas que marcam a sua essência: Capitão Jefferson Kyle Kidd (Tom Hanks) se preparando para ler as notícias para as pessoas no condado de Wichita Falls, uma região de herança confederada antes de ser anexada pela União. Ele é um veterano confederado que perdeu tudo na Guerra Civil &#8211; trabalho, negócio, esposa, fé e propósito &#8211; e que passou a ganhar a vida viajando de cidade em cidade para realizar essa leitura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama em si tem início após o personagem de Hanks levar um golpe do acaso em uma de suas viagens: ele se depara com Johanna Leonberger (Helena Zengel, indicada ao </span><a href="https://deadline.com/2021/02/news-of-the-world-star-helena-zengel-golden-globe-nomination-news-1234686389/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ao </span><i><span style="font-weight: 400;">SAG Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> com apenas doze anos de idade), uma criança de uma família alemã que foi tirada de casa por nativos Kiowa, crescendo entre os mesmo e adotando seus costumes antes de ser “resgatada” por soldados da União. E esse encontro força ambos a buscar um propósito para suas respectivas histórias. Kidd quer encontrar um motivo para continuar a sua própria narrativa, e a garota quer uma maneira de lidar com a perda de sua família biológica e sua adotiva.</span></p>
<figure id="attachment_18821" aria-describedby="caption-attachment-18821" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18821" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-3.jpg" alt="Cena dos bastidores do filme Relatos do Mundo. Na imagem, é possível ver em primeiro plano uma tela preta de enquadramento direcionada para Tom Hanks, usando um casaco cinza e chapéu, e Helena Zengel, que está usando uma capa marrom nos ombros e um vestido amarelo. No fundo da imagem ainda podem ser vistos em torno de seis figurantes, todos usando casacos e chapéu de vaqueiro. Em último plano pode ser vista a paisagem de uma colina verde no período do dia." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-3.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-3-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18821" class="wp-caption-text">Foto dos bastidores da produção: Relatos do Mundo é a segunda obra na qual Tom Hanks e o diretor Paul Greengrass trabalham juntos &#8211; a primeira foi Capitão Phillips (2013) (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue a mesma linha de realismo fino já característico da direção de Paul Greengrass, e é a segunda obra que o diretor e Tom Hanks trabalham juntos &#8211; sendo a primeira o filme </span><a href="https://youtu.be/GEyM01dAxp8"><i><span style="font-weight: 400;">Capitão Phillips</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2013) -, e a estreia do ator no gênero de faroeste. No entanto, apesar do peso do nome de Hanks, e do mesmo apresentar o auge de uma atuação paternal, o seu protagonismo é colocado em cheque pela atriz mirim com quem contracena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, a produção arrecadou </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/m/news_of_the_world"><span style="font-weight: 400;">cerca de 11,4 milhões de dólares</span></a><span style="font-weight: 400;"> em bilheteria nos Estados Unidos antes de ser lançada na plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de possuir vários clichês, a narrativa nos presenteou com uma história bem consistente e até emocionante; com Tom Hanks demonstrando um bom relacionamento com o gênero de </span><i><span style="font-weight: 400;">western</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Helena Zengel como uma artista talentosa e em crescimento no mundo do cinema.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="NOTICIAS DEL GRAN MUNDO | Featurette Tom Hanks | VOSE HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/02F00MP6xE8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção da narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue um ritmo razoavelmente lento, dando tempo para o espectador absorver a gama de sentimentos e reflexões implícitas e explícitas no roteiro adaptado por Paul Greengrass e Luke Davies. O ponto alto do enredo, e a base para todos os acontecimentos, é o desenvolvimento da consciência do Capitão em relação à Johanna e sobre suas atitudes com a mesma, que está em um estado quase de </span><a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0034-76122019000200271#:~:text=A%20anomia%20%C3%A9%20uma%20condi%C3%A7%C3%A3o%20presente%20na%20sociedade,cumprir%20as%20regras%20sociais%20%28Agnew%2C%201997%3B%20McClosky%2C%201976%29."><span style="font-weight: 400;">anomia</span></a><span style="font-weight: 400;"> diante da sociedade. No fim, ele encontra em seu relacionamento uma oportunidade para dar um sentido à sua própria trajetória e às histórias que conta de cidade em cidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos possíveis erros cometidos pelo espectador ao assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo </span></i><span style="font-weight: 400;">é a comparação do mesmo com o filme dos Irmãos Coen, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bravura-indomita-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Bravura Indômita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010), pelo fato de ambas as produções se fundamentarem no desenvolvimento de uma relação paternal entre um homem martirizado pelo tempo e uma jovem perdida no mundo &#8211; no caso da obra de Ethan e Joel Coen, Mattie Ross e Rooster Cogburn. No entanto, enquanto o personagem de Jeff Bridges buscava um fim para a sua história e a personagem de Hailee Steinfeld dava sentido para a sua na busca por vingança, Kyle Kidd quer encontrar um motivo para continuar sua própria história e Johanna procura um porto seguro para se apoiar em frente à um mundo cruel.</span></p>
<figure id="attachment_18822" aria-describedby="caption-attachment-18822" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18822" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-4.jpg" alt=" Cena do filme Relatos do Mundo. Na imagem, é possível ver Jefferson Kyle Kidd usando um casaco cinza e colete escuro, sentado em um banco segurando uma caneca de metal e olhando para Johanna Leonberger, que está sentada no chão segurando um livro e está vestindo um casaco marrom com um vestido amarelo. Ambos estão ao ar livre durante a noite em frente a uma fogueira, cercados por caixas, sacolas, uma carroça e equipamentos de viagem." width="800" height="458" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-4.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-4-300x172.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-The-World-4-768x440.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18822" class="wp-caption-text">Tom Hanks apresenta uma imagem já conhecida nos filmes de faroeste: a imagem do velho veterano silencioso, honrado e assombrado por seu passado (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns outros aspectos da obra valem ser mencionados, criticados e elogiados, por exemplo, a própria presença dos clichês &#8211;  especialmente aqueles relacionados à construção do personagem de Tom Hanks como um homem marcado pelo tempo e por memórias terríveis mas que ainda possui um forte sentimento paternal em si &#8211;  que enriquecem a narrativa somente até certo momento, antes de se tornarem uma simples falta de inovação. Outro ponto que merece ser citado é a </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_nnR0A2C1DsPkI5ML2IDHYNCwlZWCE5z6E"><span style="font-weight: 400;">Trilha Sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> Original que, apesar de incorporar o enredo de forma extremamente natural e adicionar um elemento que dá riqueza à paisagem, poderia estar mais presente durante algumas cenas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela é assinada por </span><a href="https://youtu.be/Hlfc2hy33jE"><span style="font-weight: 400;">James Newton Howard</span></a><span style="font-weight: 400;">, que já compôs as trilhas de filmes como </span><a href="https://youtu.be/FYzikPHKx0s"><i><span style="font-weight: 400;">O Sexto Sentido</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1999) e </span><a href="https://youtu.be/a-PVBsmiB0Y"><i><span style="font-weight: 400;">Batman: O Cavaleiro das Trevas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2008). E, finalmente, a composição da paisagem e do cenário como um todo, que, apesar de não ser tão vivo quanto em obras como </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/criticas/criticas-de-filmes/2018/11/critica-the-ballad-of-buster-scruggs"><i><span style="font-weight: 400;">A Balada de Buster Scruggs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), ainda se vale de pequenos detalhes oferecidos em pequenas medidas para o espectador, mas que ajudam a construir a tensão e o drama da época. </span></p>
<figure id="attachment_18823" aria-describedby="caption-attachment-18823" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18823" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-the-world-5-scaled.jpg" alt="Cena do filme Relatos do Mundo. Na imagem, é possível ver o personagem de Tom Hanks deitado e escorrendo um fio de sangue de sua testa; o mesmo também está segurando uma lata de metal cinza e está olhando para a personagem de Helena Zengel - a mesma está usando um vestido amarelo e está sentada. Ambos estão sobre uma colina durante o dia. Em segundo plano é possível ver uma planície seca." width="2560" height="1703" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-the-world-5-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-the-world-5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-the-world-5-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-the-world-5-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-the-world-5-1536x1022.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-the-world-5-2048x1363.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/News-of-the-world-5-1200x798.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18823" class="wp-caption-text">Imagem de Tom Hanks e da atriz mirim coadjuvante em ascensão, Helena Zengel (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo </span></i><span style="font-weight: 400;">teve boas avaliações nas </span><a href="https://www.goldderby.com/article/2021/news-of-the-world-reviews-box-office/"><span style="font-weight: 400;">críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> mundiais</span> <span style="font-weight: 400;">e nas bilheterias, com nomes de peso na direção, produção e no elenco, além de ter apontado os holofotes para uma das mais jovens e promissoras atrizes no mundo do cinema: Helena Zengel. O filme, ao todo, acumulou </span><a href="http://criticschoice.com/critics-choice-awards/"><span style="font-weight: 400;">sete indicações</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards, </span></i><span style="font-weight: 400;">duas ao</span> <a href="https://www.goldenglobes.com/winners-nominees/2020"><i><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">mais duas no </span><i><span style="font-weight: 400;">SAG Awards </span></i><span style="font-weight: 400;">e quatro para o </span><a href="http://www.satelliteawards.org/"><i><span style="font-weight: 400;">Satellite Awards</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Por causa de sua quantidade de nominações, valor de bilheteria e composição de elenco,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Relatos do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra como um nome forte para a temporada do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim, apesar de seus pequenos deslizes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> visa mostrar o valor de uma história bem contada e sobre como esse tipo de atividade afeta até os corações assombrados por memórias horrendas. Não sendo um filme de ação ou suspense, mas sim um drama muito bem construído e trabalhado por meio da soma de elementos como elenco, enredo, música, paisagem, uma boa história e bons ouvintes. Uma amálgama de alguns clichês que resultam em um enredo emocionante de um veterano de guerra e uma garota sozinha no mundo que tem de enfrentar os perigos do Texas e dos homens para darem motivo às suas vidas.</span></p>
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