<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Hassie Harrison &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/hassie-harrison/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/hassie-harrison/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 18 Oct 2025 13:07:33 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Hassie Harrison &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/hassie-harrison/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Por meio do voyeurismo, Animais Perigosos manifesta seu olhar sobre o Terror</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/animais-perigosos-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/animais-perigosos-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Oct 2025 19:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[Animais Perigosos]]></category>
		<category><![CDATA[Davi Marcelgo]]></category>
		<category><![CDATA[Hassie Harrison]]></category>
		<category><![CDATA[Jai Courtney]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Lepard]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Sean Byrne]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=35928</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Davi Marcelgo Sentir medo não é a única forma de se conectar com um filme de Terror. Ora, podemos ser atingidos por outras facetas, do prazer à indiferença. Essa relação é guiada por particularidades de quem assiste, como crenças, familiaridade com o gênero e sensibilidade. O Terror Frontal, aquele &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/animais-perigosos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Por meio do voyeurismo, Animais Perigosos manifesta seu olhar sobre o Terror"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/animais-perigosos-critica/">Por meio do voyeurismo, Animais Perigosos manifesta seu olhar sobre o Terror</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_35929" aria-describedby="caption-attachment-35929" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-35929" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1.jpg" alt="Cena do filme Animais PerigososNa imagem, do ponto de vista de cima para baixo, o personagem Moses está, de costas para a câmera, preso em um gancho, servindo de isca para tubarões. Ele está pendurado, acima do mar, balançando as pernas em desespero. Na água há sangue e um tubarão nadando. No canto superior direito da foto, há a popa de um barco. " width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1-768x427.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35929" class="wp-caption-text">50 anos após o clássico Tubarão de Spielberg, Sean Byrne cria sua própria caçada (Foto: Diamond)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sentir medo não é a única forma de se conectar com um filme de Terror. Ora, podemos ser atingidos por outras facetas, do prazer à indiferença. Essa relação é guiada por particularidades de quem assiste, como crenças, familiaridade com o gênero e sensibilidade. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IKSgLtc8TQw"><span style="font-weight: 400;">Terror Frontal</span></a><span style="font-weight: 400;">, aquele que dispensa a construção psicológica para assustar, parte do que está no plano para apavorar ou causar nojo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Animais Perigosos</span></i><span style="font-weight: 400;"> parte do </span><a href="https://personaunesp.com.br/janela-indiscreta-70-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">voyeurismo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para criar catarse e prazer – características intrínsecas do </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">.  </span><span id="more-35928"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema foi e é formado pela presença esmagadora de homens brancos em sua produção. É claro que o olhar de quem filma será determinante para a forma como as cenas são concebidas. Sobretudo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher </span></i><span style="font-weight: 400;">sempre gostou de centralizar a violência em corpos femininos, embora sejam protagonistas, as </span><a href="https://ariadnes.org/2025/03/08/a-feminilidade-no-horror-slasher/"><i><span style="font-weight: 400;">final girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e suas amigas que quebram as regras são esfaqueadas por assassinos (homens) há mais de 50 anos. Sean Byrne norteia seu longa nos moldes do subgênero, colocando Zephyr (</span><a href="https://www.instagram.com/reel/DLSviAhvFUu/"><span style="font-weight: 400;">Hassie Harrison</span></a><span style="font-weight: 400;">) em todo tipo de adversidade, levando-a ao extremo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que torna este filme diferente de seus contemporâneos, afinal, falar de tesão pela violência não é a descoberta do fogo, é a sua frontalidade em assumir esse perfil: seu antagonista é obcecado pelo registro de tubarões devorando iscas humanas. Se, em 1978, John Carpenter fazia o espectador vestir a máscara no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ECg1wwHMbC8"><i><span style="font-weight: 400;">POV</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da abertura de </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-halloween-a-noite-do-terror-1978/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween: A Noite do Terror</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Byrne, por sua vez, a cada grito emitido pela protagonista, transforma o observador em </span><i><span style="font-weight: 400;">filmmaker</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_35930" aria-describedby="caption-attachment-35930" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35930" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1-800x450.jpg" alt="Cena do filme Animais PerigososNa imagem, a personagem Zephyr está com os pulsos algemados nos braços de uma cadeira metálica. Ela está apavorada, gritando. O cenário é em um barco, atrás da personagem, em desfoque, há várias tralhas. No lado esquerdo, há uma câmera apoiada em um tripé. Está de noite e as luzes do veículo iluminam a mulher. Zephyr é uma mulher branca, de cabelos longos e loiros, na faixa dos 35 anos. Veste um uniforme de surfe na cor azul e shorts curto. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35930" class="wp-caption-text">Hassie Harrison fez parte do elenco de Yellowstone (2018-2024) [Foto: Diamond]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A obsessão de Tucker (</span><a href="https://personaunesp.com.br/esquadrao-suicida-viloes-domesticados-nao-mordem/"><span style="font-weight: 400;">Jai Courtney</span></a><span style="font-weight: 400;">) por tubarões tem origem em sua infância: ele carrega a cicatriz de uma mordida. O fascínio habita uma linha tênue entre respeito e poder sobre as criaturas, pois ele compreende a magnitude da força e instinto do predador. Porém, ao se manter distante, usando pessoas como iscas e se escondendo atrás de uma câmera, o personagem se posiciona como um cineasta que entrega ao público a catártica vitória da heroína, só que dotado de uma agência sobre seus corpos, suas ações e suas vidas, um poder na história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O antagonista age pela satisfação toda vez que revisita as fitas em que registra o ataque dos animais, obtendo prazer – podendo ser decifrado como a sensação de orgulho ou domínio – de cada experiência </span><i><span style="font-weight: 400;">voyeurística</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os diretores e o público acenam para a mesma direção, afinal, um cria o regozijo e o outro paga para ver. Um domina, o outro goza. Nessa relação, principalmente quanto ao papel feminino nessas narrativas, muito já foi discutido e ainda é, por exemplo, a presença de mulheres como protagonistas (e sobreviventes) no gênero é apontado como uma representação boa sob a perspectiva de ter, em cena, uma mulher que não é a mocinha indefesa, mas uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-pQzXI2go1s"><span style="font-weight: 400;">lutadora </span></a><span style="font-weight: 400;">(é Zephyr quem salva seu par romântico)</span><span style="font-weight: 400;">. Porém, outras leituras afirmam que essa representatividade é contraditória, pois essas personagens sempre aparecem em condições degradantes e agressivas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As mulheres, majoritariamente brancas, são escolhidas pela suposição de que elas representam sentimentos melhores do que homens, além da construção social sobre a delicadeza e vulnerabilidade feminina agirem como pontos para gerar empatia e sensação de ameaça para quem vê. A pesquisadora </span><a href="https://www.instagram.com/carissinhavieira/"><span style="font-weight: 400;">Carissa Vieira</span></a><span style="font-weight: 400;"> diz que existe até uma relação fálica nessa dinâmica: para obter empatia do espectador masculino, as </span><i><span style="font-weight: 400;">finals girls</span></i><span style="font-weight: 400;"> se equivalem aos assassinos quando usam objetos em formato de pênis para se defender: facas, tacos, pistolas e serras, assim se assemelham aos homens cis.</span></p>
<figure id="attachment_35931" aria-describedby="caption-attachment-35931" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-800x327.jpg" alt="Cena do filme Animais PerigososNa imagem, Tucker oferece, com a mão direita, uma bandeja com dois copos com bebidas e um sanduíche para Zephyr, que está no canto esquerdo da imagem, apenas com a parte de trás da cabeça visível, em desfoque. Ao fundo, há uma mulher de cabelos escuros, apenas sua testa e o topo da cabeça estão visíveis. Tucker, no centro da imagem, usa uma camisa de botões na cor azul marinho. Ele é um homem branco, de cabelos e barba loiros, na faixa dos 40 anos de idade. O cenário se trata de um quartinho em um barco cheio de encanamentos. " width="800" height="327" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-800x327.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-1024x419.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-768x314.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35931" class="wp-caption-text">Nick Lepard assina o roteiro (Foto: Diamond)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns filmes reforçam essa lógica, como </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-massacre-da-serra-eletrica-2/"><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica 2</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1986), que enquadra o equipamento na região da genitália da personagem de Caroline Williams, em uma construção de cena que remete à pornografia. Já outras obras tentaram desconstruir, criticar ou assimilar a violência nas mulheres de diferentes formas. </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/isabela-boscov/corrente-do-mal-2/"><span style="font-weight: 400;">Corrente do Mal</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2014) tematiza a experiência sexual feminina e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1982), da diretora Amy Holden Jones, incorpora os elementos sobre dominação masculina e nudez das vítimas de forma exagerada. No pôster, o assassino aparece de costas, na altura da virilha, enquanto as personagens estão no chão, apenas de lingerie, encarando a figura acima delas. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/arraste-me-para-o-inferno-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Arraste-Me para o Inferno</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2009), de Sam Raimi, perscruta o Terror Frontal a partir das relações de Christine Brown (Alison Lohman) com o mercado de trabalho e com os padrões corporais da sociedade. Ao longo das décadas, cineastas entenderam qual é a presença das mulheres nas produções e passaram a fazer narrativas que centralizassem o protagonismo para além de um corpo que apanha e revida, agora essencial para o sentido do enredo. Entre suas contradições, o </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> era o gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodiano</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ia contra o conservadorismo de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/biografia-mostra-semelhancas-e-as-muitas-diferencas-entre-ronald-reagan-e-trump.shtml"><span style="font-weight: 400;">Ronald Reagan</span></a><span style="font-weight: 400;"> (presidente dos Estados Unidos entre os anos de 1981 a 1989), havia nudez, sexo, corpos filmados e coloridos causando desejo no público, álcool e muito sangue, porém também uma moralidade embutida, através das regras do subgênero que </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1996) revelou aos cinéfilos, entre elas, a castidade feminina como forma de salvação.</span></p>
<figure id="attachment_35932" aria-describedby="caption-attachment-35932" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-800x396.jpg" alt="Cena do filme O Massacre da Serra Elétrica 2Na imagem, no canto direito, uma serra elétrica prateada encosta na região da genital de uma mulher, que está no canto esquerdo.. A parte íntima está protegida, coberta por um short jeans curto que ela usa. A pele da mulher é na cor clara e as cores da imagem são escuras, mas com a presença de tons vermelhos. Da personagem, apenas vemos o short e as coxas, que estão abertas, em posição de penetração. " width="800" height="396" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-800x396.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1024x507.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-768x380.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1536x761.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1200x594.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35932" class="wp-caption-text">Esta cena de O Massacre da Serra Elétrica 2 (1986) garante discussões na bolha cinéfila até hoje (Foto: Cannon Films)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Animais Perigosos </span></i><span style="font-weight: 400;">parte da consciência sobre o olhar como mediador da experiência cinematográfica e meio de difundir ideias e provocar sentimentos. Existe o prazer em ver Zephyr quebrando uma janela com a mão, arrancando o próprio dedo ou nadando de braçada por quilômetros, afinal, existe o </span><a href="https://valkirias.com.br/o-slasher-como-um-subgenero-que-reflete-o-proprio-tempo/"><span style="font-weight: 400;">pacto do Terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seu público, que espera encontrar na obra o que o gênero promete: a protagonista que sofre e a sanguinolência. Mas também existe a câmera de Sean Byrne, que assimila até mesmo a catarse de Tucker sobre os tubarões, quando ele é engolido pelos animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cena em </span><i><span style="font-weight: 400;">slow motion</span></i><span style="font-weight: 400;">, com o assassino aparecendo dentro da boca da criatura e respingos da água do mar enfeitando a lente, dá a sensação de ver o Capitão Gancho de </span><a href="https://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/02/simbolo-da-infancia-eterna-filme-peter-pan-completa-60-anos.html"><i><span style="font-weight: 400;">Peter Pan</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1953) ser engolido pelo crocodilo Tic-Tac. Naquele momento, a câmera, aquela que filmava as iscas de Tucker ganchadas, se esperneando para evitar o inevitável, ganha a ótica da garota final e da contemporaneidade que assume esse ponto de vista feminino em algumas narrativas. Zephyr derrota seu algoz por um instrumento masculino, mas se antes era qualquer um fálico, neste filme, passa a ser o olhar, que também é capaz de assediar e transmitir dominância.  </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ANIMAIS PERIGOSOS | Trailer Oficial Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/AGVKcc8ycXA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/animais-perigosos-critica/">Por meio do voyeurismo, Animais Perigosos manifesta seu olhar sobre o Terror</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/animais-perigosos-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">35928</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
