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	<title>Arquivos Gregory Corso &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O Último Beat revisita uma geração pelo olhar íntimo de quem ficou</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 13:00:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Há encontros que parecem ter sido marcados pela própria história. Em 2007, o cineasta Ferdinando Vicentini Orgnani cruzou o caminho de Lawrence Ferlinghetti, poeta, editor e um dos pilares da Geração Beat. Dali nasceu uma amizade, e dela, um testemunho. O filme O Último Beat, exibido na 49ª Mostra Internacional de Cinema em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-ultimo-beat-revisita-uma-geracao-pelo-olhar-intimo-de-quem-ficou/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Último Beat revisita uma geração pelo olhar íntimo de quem ficou"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36136" aria-describedby="caption-attachment-36136" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36136" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1-800x450.png" alt="O poeta Lawrence Ferlinghetti, em cena do documentário 'A Última Batida', sentado em uma mesa na área externa de um café. Ele usa um boné escuro, um cachecol vermelho e um casaco texturizado, e sorri levemente para a câmera. Ao fundo, desfocados, outros clientes sentam-se em mesas e uma placa verde de 'ESPRESSO' se projeta da fachada." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36136" class="wp-caption-text">O rosto de Ferlinghetti carrega o peso doce de quem já viu o mundo mudar (Foto: 39 Films)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há encontros que parecem ter sido marcados pela própria história. Em 2007, o cineasta Ferdinando Vicentini Orgnani cruzou o caminho de Lawrence Ferlinghetti, poeta, editor e um dos pilares da Geração </span><i><span style="font-weight: 400;">Beat</span></i><span style="font-weight: 400;">. Dali nasceu uma amizade, e dela, um testemunho. O filme </span><i><span style="font-weight: 400;">O Último Beat</span></i><span style="font-weight: 400;">, exibido na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, na categoria Apresentação Especial, emerge como o registro derradeiro de um homem que fez da palavra um ato político. Mais do que um retrato biográfico, o documentário soa como um eco distante – uma reverberação tardia da utopia </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;">, que ainda tenta resistir ao peso do complexo militar-industrial que Ferlinghetti denunciava com ironia e lucidez.</span></p>
<p><span id="more-36133"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-foi-a-geracao-beat/"><span style="font-weight: 400;">Geração </span><i><span style="font-weight: 400;">Beat</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">surgiu nos Estados Unidos do pós-guerra, quando um grupo de jovens escritores e poetas começou a romper com as convenções morais e literárias de seu tempo. Jack Kerouac, Allen Ginsberg, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nova78-critica/"><span style="font-weight: 400;">William Burroughs</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Gregory Corso escreviam em fluxo contínuo, sem filtros, misturando espiritualidade oriental, sexo, drogas e rebeldia política. Suas obras, marcadas por um impulso de liberdade absoluta, denunciaram a hipocrisia do </span><i><span style="font-weight: 400;">american way of life</span></i><span style="font-weight: 400;"> e anteciparam o espírito contestador da contracultura dos anos 1960. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ferlinghetti, ao publicar esses autores pela </span><a href="https://citylights.com/"><span style="font-weight: 400;">City Lights Books</span></a><span style="font-weight: 400;">, transformou-se no editor de uma revolução – o elo entre o gesto poético e o gesto político que redefiniria a literatura moderna. Revisitar sua trajetória hoje, em um tempo igualmente saturado por guerras, algoritmos e ruídos, é reencontrar uma pergunta incômoda: ainda há lugar para a poesia?</span></p>
<figure id="attachment_36134" aria-describedby="caption-attachment-36134" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-1-800x450.png" alt="Numa cena de rua do documentário 'A Última Batida', um grupo de pessoas se reúne na calçada. Em primeiro plano, uma mulher idosa de casaco vermelho segura um folheto com a foto de um homem, enquanto um homem idoso de barba branca, óculos e colete vermelho gesticula ao seu lado. Ao fundo, outros membros do grupo, prédios da cidade e uma placa de 'Tarot Card Reading' são visíveis." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36134" class="wp-caption-text">Cada plano de Orgnani é uma carta de despedida em movimento (Foto: 39 Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmado entre Roma e São Francisco, o documentário costura os últimos anos de vida de Lawrence Ferlinghetti com as memórias de uma geração que se desfez no ar. O olhar de </span><a href="https://mostra.org/diretores/ferdinando-vicentini-orgnani"><span style="font-weight: 400;">Orgnani</span></a><span style="font-weight: 400;"> é íntimo, quase devocional. Não há pressa nem espetáculo. Há conversa, tempo e silêncio. A câmera acompanha o poeta com uma ternura que só um bom amigo poderia registrar. É bonito perceber como o filme transforma a topografia urbana em extensão da alma do artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, toda homenagem carrega o risco da idealização. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Último Beat</span></i><span style="font-weight: 400;">, o gesto de afeto do diretor é também o limite da obra. A devoção que atravessa o longa o torna caloroso, mas, em certos momentos, o distancia do espectador que não partilha da mitologia </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;">. O documentário sugere mais do que explica, evoca mais do que apresenta. Falta-lhe, talvez, a centelha crítica que </span><a href="https://revistarosa.com/3/lawrence-ferlinghetti-poemas"><span style="font-weight: 400;">Ferlinghetti</span></a><span style="font-weight: 400;"> cultivava com tanta disciplina – aquela que transformava cada verso em questionamento. Ainda assim, há algo honesto nesse descompasso: a consciência de que nenhuma lente é capaz de capturar plenamente um espírito que viveu em permanente movimento.</span></p>
<figure id="attachment_36135" aria-describedby="caption-attachment-36135" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36135" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36135" class="wp-caption-text">Ferlinghetti reflete que as palavras podem transformar os poetas em ‘repórteres do espaço’, capazes de interpretar os desafios de tempos apocalípticos (Foto: 39 Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor deste registro está no que ele testemunha. São raras as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lKCblAJtzgE"><span style="font-weight: 400;">últimas imagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Ferlinghetti, as conversas em que sua voz hesita entre lucidez e cansaço e os depoimentos de amigos parecem despedir-se não só de um homem, como também de uma era. O recital final, em que o poeta lê seus versos diante do público, encerra o filme com uma espécie de silêncio cósmico – não de ausência, mas de continuidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título do filme, então, ganha nova espessura.</span><i><span style="font-weight: 400;"> O Último Beat </span></i><span style="font-weight: 400;">não designa apenas o último sobrevivente de um </span><a href="https://blog.estantevirtual.com.br/2021/05/20/9-livros-para-conhecer-a-geracao-beat/"><span style="font-weight: 400;">movimento</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém a última batida dele. Lawrence Ferlinghetti foi, e ainda é, esse repórter do espaço – aquele que observa o colapso e insiste em registrar a beleza. Orgnani, ao filmá-lo, não encerra um ciclo, e sim o prolonga. Seu documentário é menos epitáfio do que eco: o som de uma geração que, mesmo perdida, continua nos lembrando que imaginar é liberdade.</span></p>
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<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-ultimo-beat-revisita-uma-geracao-pelo-olhar-intimo-de-quem-ficou/">O Último Beat revisita uma geração pelo olhar íntimo de quem ficou</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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