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	<title>Arquivos Grammy &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Something Beautiful: quando a realização artística de Miley Cyrus pesa mais que a perfeição</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2026 15:00:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Flávia Ferracini Depois do sucesso estrondoso de Flowers, faixa central de Endless Summer Vacation (2023), Miley Cyrus entrega Something Beautiful, um de seus projetos mais introspectivos até aqui. Trata-se de uma tentativa consciente de se afastar de uma performance puramente pop e se aproximar de uma experiência mais pessoal e autoral. É um trabalho que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/something-beautiful-quando-a-realizacao-artistica-de-miley-cyrus-pesa-mais-que-a-perfeicao/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Something Beautiful: quando a realização artística de Miley Cyrus pesa mais que a perfeição"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36790" aria-describedby="caption-attachment-36790" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36790" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/71dwkblYvL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg" alt="Texto Alt: Miley Cyrus aparece de frente, com o rosto envolto por fios translúcidos e brilhantes, iluminados por uma luz forte ao fundo. O fundo é escuro, criando um efeito dramático e etéreo. Flávia Ferracini" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/71dwkblYvL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/71dwkblYvL._UF10001000_QL80_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/71dwkblYvL._UF10001000_QL80_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/71dwkblYvL._UF10001000_QL80_.jpg 1000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36790" class="wp-caption-text">A capa do nono álbum de estúdio de Miley Cyrus revela sua ambição estética em Something Beautiful (Foto: ⓒ GLEN LUCHFORD)</figcaption></figure>
<p><b>Flávia Ferracini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do sucesso estrondoso de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7DSAEUvxU8FajXtRloy8M0?si=f609a98741874469"><i><span style="font-weight: 400;">Flowers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faixa central de </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Endless Summer Vacation</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023), Miley Cyrus entrega </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;">, um de seus projetos mais introspectivos até aqui. Trata-se de uma tentativa consciente de se afastar de uma performance puramente </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e se aproximar de uma experiência mais pessoal e autoral. É um trabalho que nasce menos da necessidade de reafirmação comercial e mais do desejo de realização artística – algo que a própria Miley já afirmou ser um objetivo antigo em sua carreira.</span></p>
<p><span id="more-36786"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nono álbum de estúdio da ex-disney se insere numa tradição de discos </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que buscaram expandir os limites do gênero ao flertar com o conceito de arte total: como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6rePArBMb5nLWEaY9aQqL4?si=sQqp2PeMT4idovCCJFyVnA"><i><span style="font-weight: 400;">The Fame Monster</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2009), de Lady Gaga, e</span><a href="https://personaunesp.com.br/madonna-ray-of-light-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Ray of Light</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1998), de Madonna, projetos que reposicionaram suas artistas dentro da indústria ao unir som, imagem e intenção estética. Essa ambição dialoga diretamente com os critérios da Academia do Grammy, que indicou o trabalho da artista na categoria de Melhor Álbum Pop Vocal em sua 68º edição. É um reconhecimento não apenas da sua técnica e voz, mas também de sua intenção autoral.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ofhk0Wt6h3Q"><span style="font-weight: 400;">Em entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.cosmopolitan.com/entertainment/music/a64692103/miley-cyrus-something-beautiful-spotify-event/"><span style="font-weight: 400;">conversas mais íntimas com fãs</span></a><span style="font-weight: 400;">, Miley revelou que este é um disco construído a partir de experiências pessoais, boas e ruins, envoltas em uma estética glamourosa, brilhante e estilizada. O incêndio de sua casa em Malibu, seguido pelo divórcio, surge como um marco simbólico desse processo: acontecimentos que, segundo a própria cantora, precisaram ocorrer para que ela chegasse ao lugar de maturidade artística e reconhecimento que hoje ocupa. Há também um atravessamento importante de sua jornada de sobriedade, que influencia diretamente a forma como ela revisita o passado: com mais consciência e menos autopunição, transformando dor em matéria-prima criativa.</span></p>
<figure id="attachment_36788" aria-describedby="caption-attachment-36788" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36788" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-7-800x450.png" alt="Texto Alt: Miley Cyrus, uma mulher branca, de olhos claros e cabelo loiro com mechas pretas, aparece deitada em um fundo que parece um tecido de seda vinho, encarando a câmera, ela está com uma roupa de couro preta, incluindo luvas nas mãos, uma das suas mãos está delicadamente em encontro ao seu queixo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-7.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36788" class="wp-caption-text">Som, imagem, estética e narrativa se misturam no último grande projeto de Miley Cyrus (Foto: ⓒ GLEN LUCHFORD)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Miley, que durante anos afirmou não se importar com premiações, passou a olhar para o Grammy com outros olhos após o reconhecimento tardio que recebeu por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G7KNmW9a75Y"><span style="font-weight: 400;">Flowers</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tenha sido concebido para </span><i><span style="font-weight: 400;">charts </span></i><span style="font-weight: 400;">ou números, a artista reconhece o valor simbólico desse espaço institucional, que deveria a ter prestigiado muito antes. No disco, há uma tentativa de carregar consigo toda essa bagagem: a música, os visuais, a moda e um conceito glamouroso cuidadosamente construído. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ambição estética se estende para além do álbum: este também ganhou um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fA83zBizgps"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> que acompanha o projeto, funcionando como uma extensão simbólica de sua proposta conceitual. A obra busca ocupar o espaço do pop como arte total – som, imagem, estética e narrativa – mas acaba revelando os limites dessa ambição dentro da lógica da indústria contemporânea. Não se trata exatamente de um fracasso; ele dispõe de todos os recursos necessários. O que se percebe, porém, é uma falta de direção simbólica mais clara. O conceito existe mais no discurso e no visual do que no som, fazendo com que o visual frequentemente preceda a experiência sonora. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Something Beautiful by Miley Cyrus | Official Trailer | Hulu" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fA83zBizgps?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco começa de forma especialmente forte, com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7jWUnmVEcqR3KggTiSNWAW?si=91607148fba545c4"><i><span style="font-weight: 400;">Prelude</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a faixa-título </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;">. É nesse momento que a voz de Miley encontra um espaço verdadeiramente arriscado, afastando-se do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">convencional e se aproximando da experimentação sonora. Há a sugestão de um caminho ousado e emocionalmente denso, que revela o potencial de um álbum que poderia ter sido ainda mais coeso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os destaques, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2rDMtmPctM67hICAZTKAjx?si=e3fed2066fa74350"><i><span style="font-weight: 400;">End of the World</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta um</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> elegante e melancólico, no qual o hedonismo surge como uma forma consciente de sobrevivência em meio ao esgotamento emocional. Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/28RGHzCKNZEAWquYbZl3EI?si=8af95f4705be47fe"><i><span style="font-weight: 400;">More to Lose</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos momentos mais vulneráveis, apostando em uma interpretação contida e madura, em que a artista canta sobre amar sabendo que sempre haverá algo a perder. Em contraste, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3kTKU3tMAm411E7Jo4uTBw?si=8305eb5671804192"><i><span style="font-weight: 400;">Give Me Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como um ponto de intimidade quase confessional, reduzindo o disco ao essencial: voz, sentimento e desejo por conexão.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Miley Cyrus - Something Beautiful (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/y2nu8zpVBmY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4EJjVfB2pQNn0ZFe1DgUOX?si=6d9d4cd5323347dd"><i><span style="font-weight: 400;">Walk of Fame</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, assume um papel simbólico central. A faixa ultrapassou os limites do álbum e ganhou vida própria nas redes sociais, especialmente em </span><i><span style="font-weight: 400;">edits </span></i><span style="font-weight: 400;">(vídeos curtos criados por fãs de celebridades ou personagens) que reforçam sua mensagem sobre memória, legado e permanência. Essa circulação cultural amplia o sentido da música, que soa quase como um comentário metalinguístico sobre carreira, fama e o desejo de deixar uma marca que sobreviva ao tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/22WFoPT9VIJlZ0VcJVkCpm?si=60784f57d9c54d08"><i><span style="font-weight: 400;">Every Girl You’ve Ever Loved</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com participação de Naomi Campbell, representa um dos momentos mais performáticos do disco. A presença da supermodelo reforça o diálogo entre música, moda e imagem que Miley tenta construir ao longo do projeto. A faixa flerta com a ideia de poder, desejo e projeção feminina, funcionando como um retrato da persona pública que a artista aprendeu a dominar, ainda que, em alguns momentos, essa construção pese mais no conceito do que na musicalidade.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<figure id="attachment_36787" aria-describedby="caption-attachment-36787" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36787" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6-800x488.png" alt="Texto Alt: Imagem em preto e branco de Miley Cyrus em uma rua à noite. Ela está de frente para a câmera, olhando diretamente para a lente, usando um casaco de pelúcia com padrão contrastante em tons claros e escuros. Seu cabelo está preso no alto da cabeça, com parte solta caindo pelos ombros. Ao fundo, a rua aparece desfocada, com luzes urbanas e prédios, criando um clima noturno e cinematográfico. " width="800" height="488" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6-800x488.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6-1024x625.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6-768x469.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6-1200x732.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36787" class="wp-caption-text">O noivo de Miley Cyrus, Maxx Morando, foi produtor e compositor (co-autor) do álbum (Foto: ⓒ GLEN LUCHFORD)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como a própria </span><i><span style="font-weight: 400;">Walk of Fame</span></i><span style="font-weight: 400;"> simboliza a ideia de viver para sempre, Miley Cyrus já conquistou esse espaço no imaginário cultural. Ela é uma das vozes mais icônicas de sua geração, alguém que marcou infâncias com </span><i><span style="font-weight: 400;">Hannah Montana </span></i><span style="font-weight: 400;">(2006), atravessou fases distintas, escândalos e reinvenções, e construiu uma carreira que nunca teve medo de se arriscar. De </span><a href="https://open.spotify.com/album/6cfcdjtSR9ARnpnpwtEGaS?si=oISPaMMcSh2eHrvH-g3Vsg"><i><span style="font-weight: 400;">Dead Petz</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015) à era </span><a href="https://open.spotify.com/album/5BRhg6NSEZOj0BR6Iz56fR?si=DADIIQ7kQCyNriTKDAq41w"><i><span style="font-weight: 400;">Plastic Hearts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), que a reposicionou no </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e consolidou sua versatilidade, Miley permanece relevante justamente por não se fixar em uma única identidade.</span></p>
<p><a href="https://www.grammy.com/news/2026-grammys-nominations-full-winners-nominees-list"><span style="font-weight: 400;">Na disputa pelo Grammy</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum Vocal Pop, Miley enfrenta projetos fortes e coesos de outros grandes nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo. Ainda assim, independentemente de levar ou não a estatueta, ela já saiu vencedora. Pela coragem de experimentar, pela entrega vocal consistente e por reafirmar sua relevância artística em uma indústria que raramente permite longevidade sem reinvenção. </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode não ser um álbum perfeito, mas ele é honesto, ambicioso e profundamente humano. Um verso da faixa-título ajuda a amarrar esse espírito, um pedido simples, que resume a busca não por respostas grandiosas, no entanto, por sentido, beleza e permanência em meio ao caos.</span></p>
<blockquote><p><b><i>“Tell me something beautiful about this world”</i></b><b> – “Me diga algo bonito sobre este mundo.”</b></p></blockquote>
<p><iframe title="Spotify Embed: Something Beautiful" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/7h7smPzBYx8LOLI3ncM3vQ?si=k7gkVm8DRDuJYJTXigWpEw&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>O rock alternativo de 2013 mandou mensagem, e Sombr respondeu com I Barely Know Her</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 13:00:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Em 2025, depois de um ano dominado por artistas femininas como Charli XCX, Sabrina Carpenter e Chappell Roan, o cenário pop abriu espaço para nomes masculinos como ROLE MODEL e Conan Gray se destacarem – e é aí que Sombr aparece. Com seu álbum de estreia I Barely Know Her, Shane Boose consegue &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-rock-alternativo-de-2013-mandou-mensagem-e-sombr-respondeu-com-i-barely-know-her/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O rock alternativo de 2013 mandou mensagem, e Sombr respondeu com I Barely Know Her"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35600" aria-describedby="caption-attachment-35600" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35600" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-6-800x800.png" alt="Capa do álbum I Barely Know Her do artista Sombr. A imagem mostra um jovem com cabelo escuro e encaracolado, vestindo uma camiseta vintage branca com detalhes vermelhos e o número 77 em vermelho, que parece ter manchas de sangue. Ele está com uma expressão séria e aponta os dedos indicadores para a cabeça, usando vários anéis nas mãos. O fundo é liso e claro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-6-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-6-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-6-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-6-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-6-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-6.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35600" class="wp-caption-text">Sombr prova que a vulnerabilidade pode ser divertida e poética ao mesmo tempo (Foto: Bryce Glenn)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2025, depois de um ano dominado por artistas femininas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-rise-and-fall-of-a-midwest-princess-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chappell Roan</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">abriu espaço para nomes masculinos como </span><a href="https://personaunesp.com.br/kansas-anymore-the-longest-goodbye-critica/"><span style="font-weight: 400;">ROLE MODEL</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Conan Gray se destacarem – e é aí que Sombr aparece. Com seu álbum de estreia </span><i><span style="font-weight: 400;">I Barely Know Her</span></i><span style="font-weight: 400;">, Shane Boose consegue ocupar um nicho que vinha faltando: aquele</span><i><span style="font-weight: 400;"> rock </span></i><span style="font-weight: 400;">com flertes do</span><i><span style="font-weight: 400;"> indie </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2013, que lembra </span><a href="https://personaunesp.com.br/10-anos-depois-am-do-arctic-monkeys-ainda-e-iconicamente-sedutor/"><span style="font-weight: 400;">Arctic Monkeys</span></a><span style="font-weight: 400;"> e The Neighbourhood, mas sem perder a sensibilidade do </span><i><span style="font-weight: 400;">bedroom pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que ele vem lapidando há anos. O disco chega com uma mistura deliciosa de término de relacionamento e descoberta artística.</span></p>
<p><span id="more-35593"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não se engane: Sombr não é o típico ‘</span><a href="https://www.theguardian.com/fashion/2025/aug/22/labubus-bell-jar-tampons-performative-male-attracts-attention"><span style="font-weight: 400;">padrão alternativo performático</span></a><span style="font-weight: 400;">’ que você vê ostentando vinil, bebendo café superfaturado e lendo Sylvia Plath só para parecer </span><i><span style="font-weight: 400;">cool</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pelo contrário, ele desconstrói esse clichê com charme e autoironia, provando que dá para ser introspectivo, poético e, ao mesmo tempo, divertido. O trabalho é mais do que um álbum de término – é um retrato de um artista se encontrando, testando limites e fazendo de tudo para agradar seus fãs. Em um </span><i><span style="font-weight: 400;">post </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><a href="https://www.instagram.com/p/DNqcm0xO--o/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">recente ele declara: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Minha vida é dedicada a esta música e a servir vocês para sempre. Nada mais. Eu amo vocês de todo o coração. Isso é só o começo</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="sombr - back to friends (official video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/c8zq4kAn_O0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Por trás do nome Sombr está Shane Michael Boose, ou SMB, que escolheu o pseudônimo em uma fase mais sombria da vida, combinando perfeitamente com o clima melancólico e introspectivo de suas músicas. Depois de abandonar o ensino médio e deixar os dias de skate e matando aula para trás, ele viralizou com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/73Moxwjn2ElzQBIMstG2ga?si=7317d389bee44753"><i><span style="font-weight: 400;">caroline</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2022 e mergulhou de cabeça na carreira musical. Desde então, vem construindo uma persona única nas redes, especialmente no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, misturando humor autodepreciativo com o charme a là Finn Wolfhard e Timothée Chalamet. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">I Barely Know Her</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele sai de seu quarto para o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, entregando sua primeira grande declaração como artista com visão clara e identidade própria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No quesito produção, o disco de estreia é quase um feito solo de Sombr: ele é o único compositor de todas as faixas e toca guitarra, teclados, baixo e bateria na maior parte das músicas, conferindo uma sensação intimista e totalmente autoral. Ao seu lado, Tony Berg atua como co-produtor, trazendo sua experiência de veterano – com trabalhos recentes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/punisher-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Phoebe Bridgers</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Lizzy McAlpine – para expandir o som sem jamais apagar a personalidade única de Shane Boose. O resultado é uma mistura sofisticada de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 2010 com um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo moderno, que soa tanto familiar quanto revigorante.</span></p>
<figure id="attachment_35599" aria-describedby="caption-attachment-35599" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35599" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-5-800x443.png" alt="Uma foto em preto e branco do artista Sombr. O jovem, com cabelo escuro e encaracolado, está com a cabeça inclinada para baixo e para o lado. Ele usa uma jaqueta escura sobre uma camisa clara. A iluminação dramática cria um forte contraste e sombras em seu rosto. O fundo é liso e claro." width="800" height="443" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-5-800x443.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-5-1024x568.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-5-768x426.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-5.png 1133w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35599" class="wp-caption-text">Entre memórias e obsessões, Sombr entrega seu primeiro grande manifesto (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A faixa de abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">crushing</span></i><span style="font-weight: 400;">, já chega dando o tom do álbum: melodias envolventes e batidas marcantes que lembram os melhores momentos dos primeiros trabalhos do </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The 1975</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, misturando energia </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">com aquela melancolia </span><i><span style="font-weight: 400;">indie </span></i><span style="font-weight: 400;">que gruda na cabeça. Em contraste, </span><i><span style="font-weight: 400;">i wish i knew how to quit you</span></i><span style="font-weight: 400;"> mergulha na nostalgia dos anos 80 e transforma desejo em música pura, quase como se estivéssemos ouvindo a trilha sonora de um filme </span><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i><span style="font-weight: 400;">. Versos como “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você é o eco nas minhas veias</span></i><span style="font-weight: 400;">” e “</span><i><span style="font-weight: 400;">Vou escrever um livro com todos os motivos pelos quais poderia te chamar de lar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mostram a capacidade de Sombr de traduzir sentimentos intensos em imagens poéticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os destaques, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0TFTAtCYhp2tQ9KcJIZb55?si=f25afd9ce32048d5"><i><span style="font-weight: 400;">undressed</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a que melhor sintetiza a mistura do clima sombrio, composições confessionais e produção marcante. As letras de Sombr exploram lembranças e amores passados de forma íntima e intensa: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não quero que os filhos de outro homem tenham os olhos da garota que não esquecerei</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7qjZnBKE73H4Oxkopwulqe?si=3c72df6707cd4eee"><i><span style="font-weight: 400;">back to friends</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como o ponto de consolidação do disco: viral, cativante e direto, a faixa foi responsável por colocar Shane no radar da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Hot 100</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="sombr - 12 to 12 (official video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/cZgUiR31m-Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras canções, como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/05od2qm2MTSKCHxy1GBp5W?si=11a1d4e8aead4093"><i><span style="font-weight: 400;">12 to 12</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0t1fdMrn7JOg9DDsT95bxt?si=72d178943015436b"><i><span style="font-weight: 400;">we never dated</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acrescentam camadas interessantes à experiência. A primeira transforma obsessão em romantismo intenso, com uma vibe noturna que lembra uma caminhada por ruas iluminadas de Nova York, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">we never dated</span></i><span style="font-weight: 400;"> oferece uma reflexão melancólica e bem-humorada que condiz com o nome do disco, cantando sobre relacionamentos não concretizados: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Como é que nunca namoramos mas ainda me pego pensando em você diariamente?</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao futuro, Shane Boose tem um leque enorme de possibilidades à frente. Para quem acompanha o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo, o trabalho do cantor é uma experiência que merece ser ouvida, refletida e curtida – e pode ser apenas o início de uma carreira que promete ser memorável. No cenário de 2025, ainda em formação para muitos nomes em ascensão, Sombr já se destaca como um artista singular, e a corrida pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.billboard.com/music/awards/grammy-predictions-2026-big-four-categories-1236022107/"><i><span style="font-weight: 400;">Best New Artist</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2026 parece cada vez mais plausível. Mesmo sendo um álbum de estreia,</span><i><span style="font-weight: 400;"> I Barely Know Her </span></i><span style="font-weight: 400;">revela maturidade e visão artística consistentes, deixando claro que ele não chegou para brincar, mas para deixar sua marca.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: I Barely Know Her" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/7mvXPtV4jvA1hp5Wx2FAJA?si=87142f96755c4589&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-rock-alternativo-de-2013-mandou-mensagem-e-sombr-respondeu-com-i-barely-know-her/">O rock alternativo de 2013 mandou mensagem, e Sombr respondeu com I Barely Know Her</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Há 5 anos, Taylor Swift transformava isolamento em enredo e silêncio em poesia com folklore</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2025 13:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Dessner]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Jack Antonoff]]></category>
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		<category><![CDATA[Marcela Jardim]]></category>
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		<category><![CDATA[Taylor Swift]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Cinco anos atrás, em julho de 2020, Taylor Swift surpreendia o mundo ao lançar folklore, um disco inesperado em todos os sentidos. Lançado sem anúncio prévio, no auge do isolamento pandêmico, o álbum marcava uma guinada radical em sua estética musical e narrativa. Longe da grandiosidade colorida de Lover (2019) ou da pulsação &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ha-5-anos-taylor-swift-transformava-isolamento-em-enredo-e-silencio-em-poesia-com-folklore/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Taylor Swift transformava isolamento em enredo e silêncio em poesia com folklore"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35479" aria-describedby="caption-attachment-35479" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35479" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-3.png" alt="Capa do álbum folklore. Fotografia em preto e branco de uma floresta alta e densa envolta por neblina, com árvores longilíneas e um ambiente silencioso e etéreo. No centro inferior da imagem, Taylor Swift aparece sozinha, de pé entre as árvores, vestindo um longo sobretudo xadrez de estilo vintage. Sob o casaco, vislumbra-se um vestido fluido. Seu cabelo está solto, levemente ondulado e natural, caindo sobre os ombros. Ela mantém uma postura estática e contemplativa, com os braços relaxados ao lado do corpo. Sua figura humana se funde ao cenário melancólico, evocando introspecção e solidão bucólica." width="900" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-3.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-3-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-35479" class="wp-caption-text">folklore é o 8° álbum de estúdio da cantora (Foto: Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cinco anos atrás, em julho de 2020, Taylor Swift surpreendia o mundo ao lançar folklore, um disco inesperado em todos os sentidos. Lançado sem anúncio prévio, no auge do isolamento pandêmico, o álbum marcava uma guinada radical em sua estética musical e narrativa. Longe da grandiosidade colorida de </span><a href="https://personaunesp.com.br/aniversario-lover-5anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019) ou da pulsação icônica de </span><i><span style="font-weight: 400;">Reputation </span></i><span style="font-weight: 400;">(2017), </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore </span></i><span style="font-weight: 400;">é cinza, úmido e contido. Um mergulho no íntimo. Em meio ao silêncio coletivo que marcava aquele momento da história, Swift parecia responder com um disco que não gritava, mas sussurrava. Que não seduzia com batidas, mas encantava com palavras, texturas e histórias fragmentadas. A obra é, antes de tudo, um disco de escuta – não para tocar no carro em movimento, e sim para ouvir como quem lê um diário escondido entre folhas velhas.</span></p>
<p><span id="more-35476"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado de Aaron Dessner (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2cCUtGK9sDU2EoElnk0GNB?si=MT2aVesYTGeJkpcpQpAKXg"><i><span style="font-weight: 400;">The National</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff</span></a><span style="font-weight: 400;">, Swift trocou os refrões brilhantes por melodias etéreas e minimalistas. Os arranjos soam como se estivessem sendo tocados dentro de uma cabana de madeira, entre ecos e passos lentos. O piano é o protagonista discreto de muitas faixas, acompanhado por cordas delicadas e sintetizadores ambientes que criam um clima de suspensão. Em vez da intensidade emocional à flor da pele, </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trabalha com a memória, com a ausência, com o que foi e não volta. A ausência de espetáculo visual e a estética </span><i><span style="font-weight: 400;">cottagecore </span></i><span style="font-weight: 400;">ajudaram a cimentar a imagem de um disco feito fora do tempo e das exigências da indústria. Entretanto, por trás dessa escolha está também um gesto artístico: Taylor Swift deixa de se colocar no centro e escolhe contar histórias – às vezes suas, às vezes de personagens imaginados, e muitas vezes uma mistura de ambos.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_35478" aria-describedby="caption-attachment-35478" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35478" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-2-800x450.png" alt="Imagem em preto e branco, em plano fechado, com fundo desfocado de natureza banhada por luz suave. Taylor Swift aparece em destaque, olhando sobre o ombro em direção à câmera com expressão serena e levemente melancólica. Seu cabelo está preso em um coque solto, com mechas onduladas caindo suavemente ao redor do rosto. Ela usa um vestido de alça fina, e sua pele reflete a luz natural com delicadeza. Uma das mãos toca o rosto num gesto suave, criando uma atmosfera de intimidade, fragilidade e contemplação." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-2.png 1077w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35478" class="wp-caption-text">hoax e the 1 foram as últimas músicas adicionadas no disco (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse impulso narrativo ganha forma exemplar no núcleo mais comentado do disco: o triângulo amoroso formado pelas faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">cardigan</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">august</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">betty</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nas três músicas, Swift constrói uma mesma história sob diferentes pontos de vista, como se pedisse ao ouvinte que montasse o quebra-cabeça com as peças que ela oferece. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4R2kfaDFhslZEMJqAFNpdd?si=c6d5e94c4b9f4b3e"><i><span style="font-weight: 400;">cardigan</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, temos a jovem Betty, traída e melancólica, lembrando como foi descartada e depois procurada de novo. A canção é um lamento doce, com um piano melódico que acompanha o ressentimento contido da personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3hUxzQpSfdDqwM3ZTFQY0K?si=b7956d9bc0234da3"><i><span style="font-weight: 400;">august</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a narrativa muda: agora ouvimos a voz da garota com quem James – o elo do triângulo – viveu um caso de verão. Ela não é a vilã: é apenas alguém que acreditou em promessas não ditas, alguém que se entregou à ilusão com os pés descalços na areia. Por fim, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5kI4eCXXzyuIUXjQra0Cxi?si=c0cc126837604f31"><i><span style="font-weight: 400;">betty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta o lado de James, em uma tentativa de desculpas juvenil, marcada por insegurança, culpa e nostalgia. É uma canção </span><i><span style="font-weight: 400;">country-pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que parece resgatar a loirinha adolescente dos primeiros discos, mas com a maturidade narrativa de uma artista que agora compreende a complexidade emocional de todos os envolvidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao construir esse triângulo, Swift rompe com a lógica binária das relações afetivas – não há heróis ou vilões, apenas pessoas tentando lidar com as consequências de seus atos. Essa escolha revela um amadurecimento não apenas lírico, como também ético. A cantora, que antes narrava suas relações com clareza autobiográfica, agora opta por ficcionalizar, e, ao fazer isso, amplia o escopo de sua arte. Mais do que expor suas dores, ela oferece ao ouvinte a experiência de habitar outras subjetividades. É um gesto que exige escuta e empatia. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0PZ7lAru5FDFHuirTkWe9Z"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, portanto, não é apenas um disco sobre sentimentos, é sobre perspectivas, sobre a instabilidade das verdades afetivas e sobre a beleza de contar histórias que nunca podem ser totalmente lineares.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - cardigan" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/K-a8s8OLBSE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, há duas faixas centrais de </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dialogam com as ideias de narrativa, ficcionalização e crítica social: </span><i><span style="font-weight: 400;">mad woman</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">the last great american dynasty</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ambas revelam uma faceta sagaz de Taylor Swift: a da cronista que observa estruturas de poder, gênero e memória com ironia e precisão. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2QDyYdZyhlP2fp79KZX8Bi?si=7d08a16a91fe4839"><i><span style="font-weight: 400;">mad woman</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela retoma um dos temas mais recorrentes de sua obra – a demonização da mulher raivosa –, porém aqui o faz com sutileza e veneno contido. A música é um sussurro ácido sobre a forma como a raiva feminina é sempre lida como loucura, enquanto a violência masculina é banalizada ou justificada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2Eeur20xVqfUoM3Q7EFPFt?si=0d9f31520b5e498c"><i><span style="font-weight: 400;">the last great american dynasty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, talvez, o experimento narrativo mais ousado do álbum. Inspirada na vida de </span><a href="https://www.vogue.com/article/the-outrageous-life-of-rebekah-harkness-taylor-swifts-high-society-muse"><span style="font-weight: 400;">Rebekah Harkness</span></a><span style="font-weight: 400;">, antiga proprietária da mansão comprada por Swift em Rhode Island, a música transforma uma figura histórica marginalizada em personagem de uma pequena epopeia feminista. A canção narra os escândalos que marcaram a vida de Rebekah com um tom quase jornalístico até que, no fim, a intérprete vira a lente para si mesma e traça um paralelo entre elas. Ao se colocar como herdeira simbólica daquela mulher ‘difamada’, a compositora afirma a continuidade de um ciclo: mulheres que ousam viver fora das regras continuam sendo chamadas de ‘erradas’ e ‘problemáticas’. Essas duas canções, portanto, não apenas aprofundam o caráter literário de </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também o politizam.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_35481" aria-describedby="caption-attachment-35481" style="width: 400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35481" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-1.png" alt="Foto em preto e branco de um campo gramado com árvores ao fundo, parcialmente ocultas pela névoa. Taylor Swift está em pé no centro da imagem, usando um vestido leve de tecido xadrez com decote em “V”, por baixo de um longo casaco também xadrez. Seu cabelo está solto, com franjas e ondas suaves, compondo um visual natural e descomplicado. Ela segura as lapelas do casaco com ambas as mãos, enquanto seu olhar está voltado para o horizonte, com uma expressão calma e distante. A imagem evoca uma estética rural, silenciosa e nostálgica, com um ar de delicadeza melancólica." width="400" height="491" /><figcaption id="caption-attachment-35481" class="wp-caption-text">my tears ricochet foi a única música do disco escrita 100% pela intérprete (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, há espaço para autorreferência e introspecção, marcas que Taylor Swift nunca abandonou, mesmo em sua fase mais ficcional. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0ZNU020wNYvgW84iljPkPP?si=f98272cc95b648f5"><i><span style="font-weight: 400;">mirrorball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela se revela como uma artista frágil, refletindo as expectativas alheias como uma bola de espelhos que só existe enquanto gira. A metáfora é clara: Swift vive da performance constante, moldando-se ao olhar do público, ainda quando isso fere sua própria identidade. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7kt9e9LFSpN1zQtYEl19o1?si=a6d010d8eda0423a"><i><span style="font-weight: 400;">this is me trying</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> amplia essa exposição emocional. Nela, a narradora – talvez um personagem, talvez ela mesma – confessa arrependimentos profundos, como quem carrega o peso de seu potencial desperdiçado. É uma canção sobre o esforço silencioso de continuar, na mesma forma quando tudo parece perdido, e sua atmosfera rarefeita transmite um cansaço emocional difícil de nomear.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1MgV7FIyNxIG7WzMRJV5HC?si=a0b24b0adc6c4f12"><i>my tears ricochet</i></a> mergulha em um território ainda mais sombrio, frequentemente lido como um lamento direcionado à antiga gravadora da cantora, após a disputa pelos <a href="https://www.bbc.com/news/articles/cp3n799d0v5o">direitos de suas masters</a>. Mas, Swift transforma esse conflito empresarial em um funeral simbólico, onde ressentimentos ganham forma poética. A música não trata apenas de rupturas profissionais, e sim de de traições profundas, da dor de ter sua história tomada e recontada por outros. Juntas, essas faixas formam um eixo mais íntimo dentro de <i>folklore</i>, um espaço onde a artista deixa que suas próprias falhas, mágoas e cicatrizes apareçam – mesmo que envoltas por sussurros e metáforas. São momentos em que a ficção recua, e a vulnerabilidade se impõe.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_35480" aria-describedby="caption-attachment-35480" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35480" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-800x453.png" alt="Imagem em preto e branco mostrando um campo extenso de vegetação alta, com árvores ao fundo suavemente embaçadas pela luz intensa. Taylor Swift aparece no centro da composição, de perfil, olhando por cima do ombro direito. Ela usa um vestido longo, claro e esvoaçante, com mangas bufantes e detalhes delicados, em um estilo romântico e campestre. Seus cabelos estão presos em um coque baixo e solto, e a luz cria uma aura difusa ao seu redor, quase etérea. A imagem evoca uma atmosfera de sonho, contemplação e afastamento." width="800" height="453" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-800x453.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-1024x579.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-768x435.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-1536x869.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-1200x679.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35480" class="wp-caption-text">No Spotify, folklore teve o maior número de streams de abertura por um álbum em 2020, com mais de 80,6 milhões de reproduções globais no primeiro dia (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as canções mais comoventes de </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">epiphany</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca por seu tom quase sacral e sua carga simbólica. A faixa é uma das mais atmosféricas e lentas do álbum, construída sobre camadas etéreas de sintetizadores e vocais distantes, como se estivesse sendo cantada de dentro de um sonho. Aqui, Taylor Swift costura duas narrativas: a do avô materno, Dean Swift, que lutou na Batalha de Guadalcanal na Segunda Guerra Mundial, e a dos profissionais de saúde que atuavam na linha de frente da pandemia de COVID-19. </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/taylor-swift-called-out-people-who-wont-wear-masks-covid-19"><span style="font-weight: 400;">Segundo a própria artista</span></a><span style="font-weight: 400;">, a canção foi escrita como uma homenagem àqueles que, em tempos de guerra ou de crise sanitária, encaram o sofrimento humano com coragem silenciosa, muitas vezes sem reconhecimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em versos como </span><i><span style="font-weight: 400;">“Only twenty minutes to sleep / But you dream of some </span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/08fa9LFcFBTcilB3iq2e2A?si=77ec5016f3a04eac"><i><span style="font-weight: 400;">epiphany</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> / Just one single glimpse of relief,”</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela traduz o esgotamento físico e emocional de médicos e enfermeiros, capturando com delicadeza a solidão e a carga psíquica desses profissionais durante o colapso hospitalar de 2020. Ao fazer essa conexão entre gerações e formas de cuidado, Swift amplia o escopo temático do disco, mostrando que </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;"> também é uma crônica do tempo em que foi criado, e que mesmo nas canções mais etéreas, pulsa um comentário agudo sobre o mundo real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado,</span><i><span style="font-weight: 400;"> exile </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">illicit affairs</span></i><span style="font-weight: 400;">, são dois dos momentos mais pungentes de </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;">, explorando diferentes formas de distanciamento afetivo. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4pvb0WLRcMtbPGmtejJJ6y?si=c72aac336a204bbd"><i><span style="font-weight: 400;">exile</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um dueto com Justin Vernon (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4LEiUm1SRbFMgfqnQTwUbQ?si=uJXj3n9ARWmeVZH6JyjSxg"><span style="font-weight: 400;">Bon Iver</span></a><span style="font-weight: 400;">), Swift constrói uma conversa entre dois ex-amantes que já não se entendem mais, como se falassem línguas diferentes. A troca de vozes, quase teatral, transforma a canção em um confronto resignado, em que mágoas antigas são ditas com frieza. Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2NmsngXHeC1GQ9wWrzhOMf?si=ddaf05d25d95406b"><i><span style="font-weight: 400;">illicit affairs</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma narrativa contida, delicada, sobre o desgaste de um romance clandestino, onde o amor dá lugar à vergonha e ao autoapagamento. A canção começa suave, quase cúmplice, entretanto culmina em um dos momentos mais intensos do álbum, quando Swift canta com amargura: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Don’t call me kid / Don’t call me baby.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ambas as faixas falam de relações condenadas, cada uma à sua maneira – uma como fim inevitável, outra como ruína emocional.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_35477" aria-describedby="caption-attachment-35477" style="width: 400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35477" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-2.png" alt="Foto em preto e branco capturada de costas, com Taylor Swift correndo por um campo de grama alta. Ela veste um vestido claro e fluido, com barra ondulando ao vento, parcialmente coberto por um casaco escuro e largo que cai sobre os ombros. Seus cabelos estão presos em um coque baixo e bagunçado. A imagem captura o movimento da fuga ou da liberdade, com um ar de espontaneidade e melancolia bucólica. A floresta desfocada ao fundo completa o cenário natural e introspectivo." width="400" height="536" /><figcaption id="caption-attachment-35477" class="wp-caption-text">folklore e evermore, o álbum lançado meses depois, são considerados irmãos pelos fãs e pela própria artista (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em novembro de 2020, Taylor Swift deu um passo além com a estreia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eHwZL17duJY"><i><span style="font-weight: 400;">folklore: The Long Pond Studio Sessions</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">. Dirigido e produzido por ela, este documentário-concerto íntimo foi gravado no </span><i><span style="font-weight: 400;">Long Pond Studio</span></i><span style="font-weight: 400;">, no interior de Nova York. O projeto apresenta versões acústicas de todas as 17 faixas originais, intercaladas por conversas descontraídas entre Swift, Aaron Dessner e Jack Antonoff, seja à beira de lareira ou com whisky e vinho à mão, revelando detalhes inéditos do processo de composição e produção. Além disso, durante a gravação, a artista aproveitou o momento para escrever novas músicas fora das câmeras, que mais tarde seriam incluídas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu álbum lançado logo em seguida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cinco anos depois, </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue como uma das obras mais reverberantes da discografia de Swift, não apenas pelo impacto imediato que teve, como o </span><a href="https://www.grammy.com/news/taylor-swift-wins-album-year-folklore-2021-grammys"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Álbum do Ano, por exemplo, mas por sua permanência afetiva e estética. É um disco que envelhece como uma carta escrita à mão: quanto mais o tempo passa, mais ele parece dizer. Sua influência estética também foi profunda: abriu caminho para obras como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5jmVg7rwRcgd6ARPAeYNSm"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e inspirou outras artistas a adotarem uma postura mais narrativa, melancólica e silenciosa em meio ao ruído constante da era digital.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, enfim, um marco de reinvenção, não apenas como movimento estratégico de carreira. Ele representa uma inflexão emocional, uma pausa no ritmo, um retorno à escuta. Ao trocarem o palco iluminado por uma cabana de lembranças, </span><a href="https://personaunesp.com.br/aniversario-lover-5anos/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seus personagens nos ensinaram que a ficção também pode ser uma forma de dizer a verdade. E que, muitas vezes, há mais honestidade em um sussurro bem contado do que em um grito confessional. É por isso que, meia década depois, ainda ouvimos o disco</span> <span style="font-weight: 400;">como quem entra devagar em uma casa antiga: sabendo que ali, no meio do silêncio e da madeira, há histórias que continuam pulsando.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: folklore (deluxe version)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1pzvBxYgT6OVwJLtHkrdQK?si=mV4KXgAMSTq_o1wb6Q3ZpQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Doechii resgata essência do hip-hop e se prova além do gênero com Alligator Bites Never Heal</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Feb 2025 16:50:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Talita Mutti No dia 13 de Junho de 2019, uma jovem chamada Jaylah Ji&#8217;mya Hickmon publicou um vídeo em seu canal no YouTube questionando o porquê da transição para a vida adulta ser tão difícil. Como poder investir nos próprios sonhos, se ela precisava pagar contas e lidar com a vida real? “Eu só quero &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/alligator-bites-never-heal-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Doechii resgata essência do hip-hop e se prova além do gênero com Alligator Bites Never Heal"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34830" aria-describedby="caption-attachment-34830" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-1.jpg" alt="Na imagem, Doechii, uma mulher negra, está sentada em uma cadeira de madeira sobre um tapete estampado, com uma parede de fundo em tom verde escuro. Ela veste uma saia verde, uma camisa branca, sapatos marrons e meias brancas. Seu cabelo está trançado, com acessórios decorativos. A mulher segura um jacaré albino em seu colo, olhando diretamente para a câmera." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34830" class="wp-caption-text">Alligator Bites Never Heal, mixtape de Doechii, faturou três nomeações no 67º Grammy Awards (Foto: Top Dawg Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Talita Mutti</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 13 de Junho de 2019, uma jovem chamada Jaylah Ji&#8217;mya Hickmon publicou um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=04rQ4rEkgZk"><span style="font-weight: 400;">vídeo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu canal no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> questionando o porquê da transição para a vida adulta ser tão difícil. Como poder investir nos próprios sonhos, se ela precisava pagar contas e lidar com a vida real? “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu só quero atingir meus objetivos, ser uma grande estrela, [&#8230;] mas eu sinto que preciso fazer uma escolha</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz. Arriscar continuar lutando pelos seus sonhos talvez tenha sido a melhor decisão da vida de Doechii, </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> que usou um trecho de seu desabafo em uma das faixas de sua </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/60UzB8mOCMpc7xkuJE6Bwc"><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançada em Agosto de 2024. Com o projeto, se tornou a terceira mulher a faturar o </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum de Rap na história da premiação, além de ter sido uma das nomeadas ao prêmio de Artista Revelação, junto de </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-tour-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a vencedora </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-rise-and-fall-of-a-midwest-princess-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chappell Roan</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-34829"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma lírica e narrativa complexas, Doechii lançou uma </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> que reafirmou seu potencial como </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> na indústria musical. </span><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui um nome e simbolismo que dão muito significado ao projeto – jacarés (tradução de </span><i><span style="font-weight: 400;">alligator</span></i><span style="font-weight: 400;">) são animais predominantes da Flórida, estado em que a compositora nasceu. Além disso, eles também são animais que conseguem se adaptar a diversos tipos de meio ambiente, fazendo com que sejam mais resistentes. Essa foi a comparação que a </span><i><span style="font-weight: 400;">cantora </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jml_NyEN3Rk&amp;t=3432s"><span style="font-weight: 400;">fez</span></a><span style="font-weight: 400;"> consigo mesma ao mostrar que ela é do tipo de artista que se perpetua em diferentes momentos e ambientes da cena, sem deixar sua essência se corromper, desenvolvendo o conceito em toda a narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A compositora já havia lançado outros projetos que a colocaram nos holofotes. Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2020, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0VV963BfZvQmjzZ14ai7Gu"><i><span style="font-weight: 400;">Oh The Places You&#8217;ll Go</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, carrega </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> virais, como </span><a href="https://youtu.be/8qnOpJfFfpU?si=UzWLOEO_9TJsUSzo"><i><span style="font-weight: 400;">Yucky Blucky Fruitcake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que fizeram a cantora assinar com a </span><a href="https://txdxe.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Top Dawg Entertainment</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">TDE</span></i><span style="font-weight: 400;">), mesma gravadora de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2YZyLoL8N0Wb9xBt1NhZWg"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Em 2022, Doechii lançou seu segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0MndM4dEwGOjtuKE1aP2Tb"><i><span style="font-weight: 400;">she / her / black bitch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pela </span><i><span style="font-weight: 400;">TDE</span></i><span style="font-weight: 400;">. Logo no ano seguinte, ela fez colaborações com grandes nomes na cena, como Kodak Black no </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=phtcAd8j6Ro"><i><span style="font-weight: 400;">What It Is (Block Boy)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que marcou sua entrada na </span><a href="https://www.billboard.com/charts/hot-100/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Hot 100</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e faturou a certificação de platina pela </span><a href="https://www.riaa.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Recording Industry Association of America</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">RIAA</span></i><span style="font-weight: 400;">). A ironia aqui é que muitos fãs que consomem </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> questionaram o tipo de artista que Doechii gostaria de estabelecer na cena. Uma </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">cantando </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">? Para o fã que ainda tem dúvidas sobre isso, ela trouxe a resposta em </span><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="BOOM BAP | Swamp Session" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6skI89ZGaV4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com referências profundas aos ícones do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dita o ritmo do álbum, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> desenvolve uma sequência de faixas que se interligam entre si. Há uma construção inteligente da lírica em toda a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">; sem economizar nas rimas, ela mescla o significado dos versos ao pegar palavras com diferentes significados e com sons parecidos. Inicialmente, reconhecemos uma jovem adulta narrando seus pensamentos mais sinceros e externando-os em uma sequência de três faixas. Começamos com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Dz-ZEblalcE"><i><span style="font-weight: 400;">STANKA POOH</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">BULLFROG</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">BOILED PEANUTS</span></i><span style="font-weight: 400;">, que possuem uma temática introspectiva, com medos universais e inseguranças da artista. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">E se eu engasgar com este Slurpee? E se eu fizer sucesso?/E se meu carro explodir enquanto estou casualmente abastecendo e fumando um cigarro?</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, pondera em </span><i><span style="font-weight: 400;">STANKA POOH</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, Doechii usa da sequência para externar os medos e enfrentá-los ao mesmo tempo. A </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> não dá espaço para a vulnerabilidade.</span> <span style="font-weight: 400;">Ela não pode se dar ao luxo de ser vista como fraca. “</span><i><span style="font-weight: 400;">E se esses forem os únicos medos que levarei para o túmulo/Estou mijando em vocês, vadias, viva ou morta</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, conclui. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AfgNiEJwGWo"><i><span style="font-weight: 400;">CATFISH</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das faixas mais famosas da </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela traz à tona a falsidade, a mentira e o desgaste social. Doechii é agressiva e não aceita o fato de alguém estar à espreita, esperando uma brecha para atacar. Ela é impaciente com pessoas que falam, sondam e que, na verdade, não são ninguém.</span></p>
<figure id="attachment_34831" aria-describedby="caption-attachment-34831" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34831" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1-800x450.png" alt="Na imagem, Doechii, uma mulher negra de 26 anos, está em pé em frente a um fundo verde escuro. Ela usa uma blusa listrada nas cores amarela, verde, azul e branco. A artista sorri enquanto segura um jacaré albino em suas mãos, olhando diretamente para a câmera." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34831" class="wp-caption-text">Doechii destaca a raridade do jacaré albino como um elemento de identidade em Alligator Bites Never Heal (Foto: Top Dawg Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A compositora parece se provar em cada verso. Ela é a “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iGbeZNqklic"><i><span style="font-weight: 400;">Madonna do hip-hop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. São barras e barras afirmando que ela é a </span><a href="https://www.billboard.com/music/rb-hip-hop/kendrick-lamar-praises-doechii-1235805205/"><span style="font-weight: 400;">maior e melhor</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a forma como ela externa isso realmente faz você não querer duvidar dela. Aqui é importante citar o </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> impecável. A artista constrói sua lírica de maneira fluida, parecendo que as palavras seguidas uma das outras formam um corpo que tem um encaixe perfeito no projeto. Além de investir em rimas que agradam sonoramente, ela também usa e abusa de metáforas que, para entender, é necessário prestar atenção no que ela tem a dizer. Na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">STANKA POOH</span></i><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sujo os tênis e os coloco de volta na caixa/Como se fosse os Looney Tunes de volta em estoque</span></i><span style="font-weight: 400;">”, a cantora se refere à uma coleção que a animação fez com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;"> e revela que é uma metáfora de como ela gosta propositalmente de destruir, desmontar e sujar coisas ‘brilhantes’. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Do jeito que eu venho [&#8230;] exatamente como entrei na indústria, eu só gosto de sujar as coisas e depois colocá-las de volta na prateleira</span></i><span style="font-weight: 400;">”, menciona a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jml_NyEN3Rk&amp;t=3432s"><span style="font-weight: 400;">entrevista </span></a><span style="font-weight: 400;">sobre o projeto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com uma sequência mais voltada para o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista não deixa o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de fora. No final do projeto, encontramos outra série de faixas interligadas entre si, mas dessa vez com uma temática e melodias diferentes. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-91vymvIH0c"><i><span style="font-weight: 400;">BLOOM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, reconhecemos uma menina jovem com sonhos que, até então, eram impossíveis de serem alcançados. Surge o desespero em se tornar alguém na vida que ela se orgulhe, ao mesmo tempo, é necessário saber pôr os pés no chão e lidar com o mundo real, com as pessoas ao seu redor e consigo mesma. Na faixa, ela se conecta com aqueles que se veem em uma posição parecida e estão estagnados. Só que, logo depois, Doechii muda completamente de perspectiva e tranquiliza o ouvinte em </span><i><span style="font-weight: 400;">WAIT</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo uma temática reconfortante que abraça e serve de apoio para aqueles que têm sonhos destruídos e estão insatisfeitos. Para ela, a vida “</span><i><span style="font-weight: 400;">é como um acordo, esperando você sacar a dela</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Se entender como ela funciona, é possível alcançar os objetivos que deseja – e aqui ela tem lugar de fala, uma vez que foi nomeada em três categorias do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2025</span></i><span style="font-weight: 400;"> ‘apenas’ acreditando em si mesma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No projeto como um todo, é possível observar a sinceridade de cada faixa que Doechii compôs. </span><i><span style="font-weight: 400;">BOOM BAP</span></i><span style="font-weight: 400;"> serve como resposta para aqueles que questionam a forma como ela mistura </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outros gêneros, característica que a destaca na cena. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bouYiB94GHo"><i><span style="font-weight: 400;">DENIAL IS A RIVER</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> narra um acontecimento real da vida da artista, mas de uma forma dinâmica que traz o ouvinte a acompanhar uma sucessão de acontecimentos que facilmente seriam retratados em uma </span><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0096579/"><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, como foi feito no próprio videoclipe.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Doechii - DENIAL IS A RIVER (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/F0cdbR5ognY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale citar que o trabalho de Doechii nesse projeto não focou tanto na produção. O </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas faixas em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> predomina é constante e monótono. Não é como se a música não tivesse altos e baixos, pelo contrário: ela só não precisou desse recurso, bastou o </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> para ditar a crescente de cada faixa. Usando referências fortemente ligadas à essência do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a compositora mostra que ela é o que o legado que o gênero forneceu. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">NISSAN ALTIMA</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista usa uma referência do videoclipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z-48u_uWMHY"><i><span style="font-weight: 400;">Alright</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Kendrick Lamar, ao compor uma cena cantando no carro com os membros da produtora, gesticulando enquanto canta, assim como o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AfgNiEJwGWo"><i><span style="font-weight: 400;">CATFISH</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora usa de referência </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EQzvQO2LcA4"><i><span style="font-weight: 400;">Woo-Hah!! Got You All In Check</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Busta Rhymes, que também serve de inspiração para a música de Kendrick. </span><i><span style="font-weight: 400;">Woo-Hah!!</span></i><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, cita o grupo de hip-hop The Sugarhill Gang – que, coincidentemente, utiliza o som &#8216;woo hah&#8217; inspirado em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=d8yGrk0Sfxg"><span style="font-weight: 400;">DJ Hollywood</span></a><span style="font-weight: 400;">, um dos progenitores do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Doechii, sem saber, trilhou o mesmo caminho que muitas figuras do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> trilharam antes dela. Ela é o tipo de artista que respeita e aprende com aqueles que a antecederam. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jml_NyEN3Rk&amp;t=750s"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela menciona nomes que a inspiraram no processo de se tornar a artista que queria ser: </span><a href="https://personaunesp.com.br/renaissance-a-film-by-beyonce-critica/"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> como mulher negra e autêntica à frente da indústria musical; </span><a href="https://personaunesp.com.br/donda-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kanye West</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um produtor que veio do completo nada, mas que sabia do seu potencial e provou para o mundo, através de disciplina e insistência, quem ele é. Ela acrescenta, ainda, que a virada de chave em sua vida para juntar ambição e talento para viver da Música veio por meio do álbum </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1BZoqf8Zje5nGdwZhOjAtD"><i><span style="font-weight: 400;">The Miseducation of Lauryn Hill</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1998). Diante disso, Doechii mostra que tem o repertório necessário para se tornar um dos grandes nomes da cena atual. Ela exala a cultura do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo se arriscando no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, conseguindo sustentar com maestria o que produz. Ela pode fazer tudo, ou melhor, ela é “</span><i><span style="font-weight: 400;">tudo!</span></i><span style="font-weight: 400;">”, como grita a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao final de </span><i><span style="font-weight: 400;">BOOM BAP</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34832" aria-describedby="caption-attachment-34832" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34832 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-800x419.png" alt="Na imagem, Doechii está de lado para a câmera, sem sorrir, segurando o prêmio Grammy em suas mãos. O prêmio é representado por um gramofone de ouro. Ela usa uma camisa social de mangas longas e está em frente a um painel do evento, ocorrido em 2 de fevereiro de 2025, na Crypto.com Arena, em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos." width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-800x419.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-1024x536.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-768x402.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-1536x804.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-1200x629.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34832" class="wp-caption-text">Jaylah Ji&#8217;mya Hickmon se tornou a terceira mulher a ganhar o Grammy de Melhor Álbum de Rap, juntando-se a Cardi B e Lauryn Hill (Foto: Michael Buckner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Vencedora de um </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem nem mesmo ter lançado seu álbum de estreia, Doechii fez um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h1whp7ndRCs"><span style="font-weight: 400;">discurso</span></a><span style="font-weight: 400;"> sincero na cerimônia de premiação que emocionou e revelou o tipo de artista que ela é. Uma sonhadora que, mesmo enfrentando diversos desafios em sua trajetória, apostou em si mesma para crescer e se orgulhar do que se tornou. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sei que tem uma garota preta, tem muitas mulheres negras me assistindo. Eu quero dizer para vocês: vocês conseguem! Tudo é possível. Se vocês quiserem, é possível. Não permitam que ninguém projete estereótipos sobre vocês. [&#8230;] Vocês são exatamente quem deveriam ser</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, afirmou em sua fala, com o gramofone em mãos. Hoje, ela serve de inspiração para outras jovens como ela, elevando a autoestima e confiança daquelas que são ou já foram rejeitadas pela sociedade. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um soco no estômago da cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, que ainda se mantém majoritariamente masculina nos Estados Unidos. Trata-se de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> que transita entre diferentes gêneros ao longo das faixas, mas sem perder a essência do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo inovação e dinamismo ao estilo. Doechii desenvolveu o projeto a partir de experiências pessoais e vivências sensíveis, que moldaram tanto sua identidade como artista quanto como pessoa. O resultado é um trabalho sincero e transparente, que desperta a curiosidade do público sobre quem é essa jovem e qual seu potencial para o futuro na cena musical. Nesse caso, não será necessário esperar muito, já que ela anunciou seu álbum de estreia para 2025, em </span><a href="https://variety.com/2024/music/news/doechii-hitmakers-hip-hop-disruptor-alligator-bites-never-heal-1236237397/"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> à revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Variety.</span></i></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Alligator Bites Never Heal" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/60UzB8mOCMpc7xkuJE6Bwc?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>10 anos de 1989: o álbum que mudou a história do pop moderno</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 18:15:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Blank Space, Shake It Off e Bad Blood são apenas alguns hits de uma das eras mais icônicas da ‘loirinha’. Os clipes, a estética e as músicas do 1989 marcaram a transição de Taylor Swift do country para o pop, que mergulhou de cabeça nesse novo gênero – o que deu muito certo. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/1989-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos de 1989: o álbum que mudou a história do pop moderno"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34678" aria-describedby="caption-attachment-34678" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34678" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-800x800.png" alt="Uma foto estilo polaroid retratando Taylor Swift com o rosto parcialmente cortado, vestindo um suéter estampado com gaivotas voando contra um fundo azul. Abaixo da imagem, está escrito &quot;T.S.&quot; e &quot;1989&quot; em letras manuscritas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34678" class="wp-caption-text">O título do álbum é uma referência ao ano em que a cantora nasceu (Foto:<br />Big Machine Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Marcela Jardim</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/e-ORhEE9VVg?si=SpQwGJiPpFz0Y-zA"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Shake It Off </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Bad Blood</span></i><span style="font-weight: 400;"> são apenas alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> de uma das eras mais icônicas da ‘loirinha’. Os clipes, a estética e as músicas do </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcaram a transição de Taylor Swift do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, que mergulhou de cabeça nesse novo gênero – o que deu muito certo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Red</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2012), o antecessor do álbum, já havia mostrado sinais de uma mudança estilística, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a confirmação dessa transformação, apresentando um som claramente mais </span><i><span style="font-weight: 400;">synth-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e inspirado pela década de 1980.</span></p>
<p><span id="more-34677"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2014, o álbum foi um fenômeno cultural e comercial. Taylor Swift </span><a href="https://portalpopline.com.br/taylor-swift-1989-e-o-album-mais-vendido-dos-estados-unidos-no-primeiro-semestre/"><span style="font-weight: 400;">quebrou recordes</span></a><span style="font-weight: 400;">, vendendo mais de um milhão de cópias na primeira semana nos EUA e ultrapassando dez milhões de exemplares mundialmente. Nove anos depois, a relevância de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi reafirmada com o lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que também atingiu números impressionantes, retificando a artista como uma potência na indústria musical. Swift se tornou a </span><a href="https://www.instagram.com/taylorswiftbrofc/p/CzHqVNWrKVZ/"><span style="font-weight: 400;">primeira</span></a><span style="font-weight: 400;"> a ter seis álbuns estreando com mais de um milhão de cópias vendidas, um feito que reflete não só sua habilidade como compositora e </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também sua conexão inabalável com os fãs.</span></p>
<figure id="attachment_34679" aria-describedby="caption-attachment-34679" style="width: 705px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34679" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-2.png" alt="Uma foto polaroid mostrando Taylor Swift, apoiada em uma estrutura branca, olhando diretamente para a câmera com um ar introspectivo. Na parte inferior da imagem, há a frase manuscrita: &quot;Broke your heart, I'll put it back together.&quot;" width="705" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-34679" class="wp-caption-text">As cópias físicas do disco acompanham 13 polaroids da artista, que também é seu número da sorte e a quantidade de faixas na primeira versão do álbum (Foto: Big Machine Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou a revolução do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> na década de 2010, ajudando a consolidá-lo como o gênero dominante da época, com influência de artistas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/confessions-on-a-dance-floor-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Madonna</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/PIb6AZdTr-A?si=VQ9np1uvYAHTdTq9"><span style="font-weight: 400;">Cyndi Lauper</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outros ícones dos meados de 1980. A cidade, o verão, as gaivotas e o ar nostálgico representados na arte do álbum ajudaram a moldar a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> da época. A narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, que o torna um disco autêntico e pessoal, ressoou na forma como os artistas passaram a posicionar seus trabalhos. A busca pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> que equilibra intimidade e universalidade se tornou uma estratégia comum no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, exemplificada por álbuns como </span><i><span style="font-weight: 400;">25</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Adele, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Lorde. Musicalmente, o uso de sintetizadores, batidas eletrônicas e uma produção minimalista não só inovaram, mas também influenciaram outros artistas, como Sabrina Carpenter e Olivia Rodrigo, e criaram tendências duradouras no gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco é repleto de nostalgia e reflexões pessoais, com letras que lidam com amor, desamor, crescimento pessoal e a busca por identidade. Muitas das músicas do álbum são vistas como autobiográficas, com uma mistura de romance e introspecção. A crítica especializada foi bastante positiva, destacando a maturidade na escrita da artista, que passou a explorar questões de vulnerabilidade e empoderamento de maneira mais complexa. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> venceu em três categorias na edição de 2016 do </span><a href="https://www.grammy.com/artists/taylor-swift/15450"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo Álbum do Ano, a principal da premiação.</span></p>
<figure id="attachment_34680" aria-describedby="caption-attachment-34680" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34680" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-800x600.png" alt="Na fotografia, Taylor Swift posa sentada em um sofá cinza com um vestido marcante e glamouroso. O vestido tem um top laranja vibrante e uma saia volumosa rosa choque que se espalha pelo sofá. Ela está usando sandálias de salto alto douradas, com três troféus Grammy ao seu lado. O fundo é um tom escuro texturizado, conferindo um ar sofisticado à composição." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34680" class="wp-caption-text">1989 deu a Taylor Swift seu segundo prêmio de Álbum do Ano no Grammys (Foto: Recording Academy)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> é visível no </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><span style="font-weight: 400;">sucesso subsequente</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Taylor Swift, ao passo que a evolução de sua carreira pode ser analisada à luz do que o disco representou para sua reinvenção artística. A recepção da era, em comparação com outras fases da carreira da ‘loirinha’, foi singular. Além do sucesso do álbum, durante o mesmo período ocorreu os conflitos entre Taylor Swift e Katy Perry, o que resultou na música</span> <a href="https://youtu.be/QcIy9NiNbmo?si=zrqBe0FSjvLtbneN"><i><span style="font-weight: 400;">Bad Blood</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> faixa em colaboração de Kendrick Lamar. O videoclipe contou com a participação de celebridades e amigas da cantora, como Selena Gomez, Gigi Hadid, Cara Delevingne, Zendaya e Hayley Williams.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco foi marcado por videoclipes singulares e hiper produzidos. A produção da faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shake It Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra a ‘loirinha’ tentando se encaixar em diversos grupos sociais diferentes, como bailarinas, dançarinos de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e líderes de torcida. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ao invés de escrever uma música que estivesse me vitimizando, eu quis escrever uma música alegre, que desse às pessoas uma maneira de aguentar qualquer quantidade de coisas ridículas que a vida está colocando no caminho deles. Mas que também os faça querer dançar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, declarou a artista em </span><a href="https://taylorswift.com.br/taylor-explica-a-historia-por-tras-de-cada-faixa-do-1989/"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> para </span><i><span style="font-weight: 400;">iHeartRadio</span></i><span style="font-weight: 400;">, explicando o significado da canção e sua representação visual, que conta com mais de 3.5 bilhões de visualizações no </span><i><span style="font-weight: 400;">Youtube</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0108kcWLnn2HlH2kedi1gn?si=92663cac37d14ba0"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora contracena com o modelo norte-americano Sean O&#8217;Pry, onde há uma sátira em que a namorada é possessiva, carente e dramática e, ao descobrir que está sendo traída, faz a vida do ex um inferno, afirmando que ele logo será substituído. Taylor Swift inspirou sua personagem a partir das críticas e suposições da mídia em relação a sua pessoa, como disse na entrevista para </span><i><span style="font-weight: 400;">iHeartRadio</span></i><span style="font-weight: 400;">. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Comecei a pensar em como este personagem é interessante, se ela fosse uma pessoa real com todas estas qualidades e atributos, qual música ela escreveria? E tenho quase certeza que seria assim</span></i><span style="font-weight: 400;">”, conclui. Já o clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wildest Dreams</span></i><span style="font-weight: 400;"> captura o tom emocional da música, unindo beleza visual e uma narrativa sobre a efemeridade do amor. Com uma estética deslumbrante e cinematográfica, ele evoca romantismo e saudade, apesar de enfrentar críticas por possíveis conotações colonialistas. Ainda assim, destaca-se como um marco visual na carreira de Swift.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - Wildest Dreams" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/IdneKLhsWOQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao comparar as faixas </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0TyGh27YQ5LknmiDhCzJiT?si=85dd0138cd4c4980"><i><span style="font-weight: 400;">You Are In Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5QVVjX0ZItqlVpEuVCM9Yg?si=dd41d2deca044874"><i><span style="font-weight: 400;">This Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">revela-se uma narrativa de amadurecimento e introspecção emocional, características do universo lírico de Taylor Swift. Em ambas as músicas, encontramos retratos poéticos do amor; a primeira destaca a serenidade e a cumplicidade de uma relação estável, enquanto a segunda aborda a ideia do amor que vai e volta, sendo moldado pelo tempo e pela aceitação de sua natureza cíclica. Esses temas se conectam à visão mais madura da artista sobre relacionamentos, presente no álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde ela reflete o impacto do tempo nas conexões emocionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, já em composições como </span><i><span style="font-weight: 400;">How You Get the Girl </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Wonderland</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> se </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece visões contrastantes sobre o amor e os desafios que o cercam, refletindo a habilidade de Taylor Swift em explorar nuances emocionais complexas. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/733OhaXQIHY7BKtY3vnSkn?si=26eb244e17c14a36"><i><span style="font-weight: 400;">How You Get the Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela adota um tom direto e quase didático, descrevendo como reconquistar um amor perdido, capturando a simplicidade e a vulnerabilidade dos relacionamentos juvenis. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6HRsJu8vcnzYDN4t0570FY?si=e3452ed527f842ad"><i><span style="font-weight: 400;">Wonderland</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> utiliza a metáfora do clássico de Lewis Carroll, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas</span></i><span style="font-weight: 400;">, para representar a sedução e o caos de um romance avassalador, onde a paixão desenfreada leva à perda de controle. Juntas, essas faixas mostram como Swift navega por diferentes dimensões do amor, equilibrando leveza e intensidade, e demonstram sua habilidade para transformar experiências pessoais em histórias que ressoam universalmente.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - Out Of The Woods" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JLf9q36UsBk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Abordando outro lado do amor, a música </span><i><span style="font-weight: 400;">All You Had To Do Was Stay</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora diferentes estágios de frustração e nostalgia que emergem em relacionamentos complicados, destacando a habilidade de Taylor Swift em capturar nuances emocionais universais. Há um lamento direto sobre a simplicidade de manter uma conexão que foi quebrada, expressando vulnerabilidade através de um refrão marcante inspirado por um sonho peculiar. Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/10nqz67NQWWa7XPq7ycihi?si=147257afcddd4f93"><i><span style="font-weight: 400;">Welcome To New York</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das faixas que destacam temas de autodescoberta, liberdade e o impacto da mídia na vida pessoal, compondo uma narrativa coesa sobre como Taylor Swift lida com sua imagem pública e suas experiências pessoais. Há uma celebração da reinvenção, com a cidade simbolizando um espaço de liberdade e possibilidades, a música reflete otimismo e uma visão utópica, mas também pode ser vista como um comentário sobre a busca por autenticidade em meio à pressão da mídia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0lKUBmEyQfzsQHozyeXzES?si=1fd57f56853f49e2"><i><span style="font-weight: 400;">Clean</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, última faixa da primeira versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi escolhida pela artista para encerrar o álbum devido ao seu significado pessoal e emocional. Para ela, a canção representa a conclusão de um processo de superação que ela vivenciou nos últimos anos, especialmente em relação à exposição e críticas intensas sobre sua vida pessoal. Durante esse período, Swift sentiu que a atenção sobre sua vida fora da música havia ofuscado suas realizações artísticas, mesmo enquanto fazia </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> lotados ao redor do mundo e conquistava sucesso com suas canções. No entanto, ao finalizar o disco, a compositora sentiu que havia recuperado o controle de sua narrativa, com a música novamente no centro das discussões. A música aborda a experiência de enfrentar a dor e, com o tempo, alcançar a superação, refletindo o momento em que Taylor se sentiu renovada e em paz com sua trajetória.</span></p>
<figure id="attachment_34681" aria-describedby="caption-attachment-34681" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34681" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-686x800.png" alt="Uma fotografia estilo polaroid com um tom vintage mostrando Taylor Swift segurando barras de metal enquanto olha para a câmera. Ela veste uma blusa branca texturizada com gola e uma saia de estampa floral. Abaixo da imagem, está a frase manuscrita: &quot;I think I am finally clean.&quot;" width="686" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-686x800.png 686w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-877x1024.png 877w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-768x896.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34681" class="wp-caption-text">1989 é o álbum com mais videoclipes da ‘loirinha’, contando com o total de seis deles (Foto: Big Machine Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://youtu.be/P5JLMp08GC0?si=rBUynU8Dldn3K6Oa"><i><span style="font-weight: 400;">The 1989 World Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que aconteceu em 2015 para promover o álbum, foi cuidadosamente elaborada para criar uma experiência imersiva. O palco principal possuía uma passarela extensa que aproximava a cantora do público, complementado por plataformas móveis, telões gigantes e um sistema de iluminação sincronizado com cada música. Os </span><a href="https://comamordani.wordpress.com/2015/09/04/taylor-swift-o-fenomeno-looks-da-1989-world-tour-portuguesenglish/"><span style="font-weight: 400;">figurinos glamourosos e futuristas</span></a><span style="font-weight: 400;"> refletiam a estética arrojada e sofisticada do disco. Além das coreografias elaboradas e energizantes, um dos elementos mais inovadores foi a distribuição de pulseiras </span><i><span style="font-weight: 400;">LED</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos fãs, que piscavam em sincronia com a música, transformando a plateia em parte do espetáculo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mensagem central da turnê foi o empoderamento feminino e a celebração da auto-descoberta. Em discursos entre as músicas, a cantora frequentemente compartilhava reflexões sobre sua jornada pessoal, destacando temas de força, superação e independência. Um dos aspectos mais comentados da turnê foi a presença de convidados especiais em quase todas as apresentações, como </span><a href="https://youtu.be/O52TbIbCEKo?si=6KUjjKNeF3RPUxyt"><span style="font-weight: 400;">Mick Jagger</span></a><span style="font-weight: 400;">, Justin Timberlake, Lorde e Serena Williams. Essas participações tornaram cada show único, adicionando um elemento de imprevisibilidade e encanto ao espetáculo. Considerada como a turnê mais lucrativa de 2015, a grandiosidade do espetáculo fez com que a </span><i><span style="font-weight: 400;">The 1989 World Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornasse um marco cultural e artístico, elevando os padrões para turnês</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, o ato de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> na </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/taylor-swift-inicia-etapa-final-da-eras-tour-veja-quando-termina/"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma celebração vibrante e nostálgica de uma das eras mais transformadoras da carreira de Taylor Swift. Durante os shows, a cantora revive os </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Shake It Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Style</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas agora com uma energia renovada, que reflete não apenas seu crescimento como artista, mas também a ressignificação emocional dessas músicas uma década depois. Enquanto a era original de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi moldada pela estética </span><i><span style="font-weight: 400;">clean </span></i><span style="font-weight: 400;">e moderna, inspirada na década de 1980, com referências sutis à moda vintage e aos sintetizadores pulsantes que definiram o som do álbum, na </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> o ato se destaca por uma produção visual grandiosa. As roupas usadas por Taylor no palco são brilhantes e glamourosas, evocando um senso de espetáculo que ultrapassa a sofisticação discreta do passado. Os telões e cenografias utilizam tons vibrantes e luzes dinâmicas, complementando a energia contagiante das músicas e recriando o ambiente </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> otimista que o disco trouxe ao cenário musical na época.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift | The Eras Tour (Taylor’s Version) | Official Trailer | Disney+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5UBl0rLEl0w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A regravação do álbum foi tão bem recebida pelos fãs da artista quanto a primeira versão. A produção do </span><a href="https://gshow.globo.com/cultura-pop/noticia/taylors-version-entenda-por-que-a-cantora-esta-regravando-seus-albuns-antigos.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Taylor’s Version</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é fiel ao som cristalino e moderno da discografia original, com toques atualizados que refletem o amadurecimento vocal e técnico da cantora. Suas interpretações agora soam mais maduras, mas sem perder a energia e o frescor que tornaram </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> tão impactante. As ‘faixas do cofre’, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Is It Over Now?</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Now That We Don’t Talk </span></i><span style="font-weight: 400;">complementam perfeitamente o restante do álbum, explorando temáticas de amor, saudade e superação com a profundidade lírica característica da compositora. Essas adições não apenas enriquecem a discografia, assim como também dão aos fãs novos vislumbres das histórias e emoções da era </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assim como as regravações anteriores, </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor&#8217;s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> reafirma a posição de Taylor como uma artista que luta pela autonomia e pelos direitos criativos, enquanto celebra sua própria evolução e relação com os fãs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma década após seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> consolidou-se como um marco na história da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, redefinindo a trajetória de Taylor Swift e ampliando seu alcance artístico. O álbum apresenta letras que capturam com precisão as emoções e os dilemas de uma jovem adulta. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> atemporais, o disco não apenas dominou as paradas, mas também trouxe uma nova estética visual, minimalista e moderna, que influenciou profundamente a cultura popular. O </span><a href="https://taylorswift.com.br/1989-dias-do-1989-a-era-em-que-taylor-swift-conquistou-de-vez-o-mundo/"><span style="font-weight: 400;">sucesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se refletiu em sua recepção crítica e comercial, incluindo múltiplos </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de recordes impressionantes de vendas e </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> transcende o tempo e, mais do que apenas uma coletânea de músicas, o disco é um testemunho atemporal de reinvenção, relevância cultural e da capacidade da Arte em refletir e moldar uma geração.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: 1989 (Deluxe)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1yGbNOtRIgdIiGHOEBaZWf?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>THE TORTURED POETS DEPARTMENT: o que se passa na cabeça da cantora mais famosa do momento?</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 16:03:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Existem momentos na história em que o mundo se une em torno de um único artista, celebrando seu pico de sucesso com admiração. São instantes marcantes, onde a Música transcende o mero entretenimento e se torna um fenômeno cultural que define gerações. A Beatlemania na década de 1960, o lançamento de Thriller por &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "THE TORTURED POETS DEPARTMENT: o que se passa na cabeça da cantora mais famosa do momento?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34203" aria-describedby="caption-attachment-34203" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34203" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum com moldura branca ao redor de uma foto. Na foto, Taylor Swift está deitada em uma cama, com os olhos fora da imagem, mostrando apenas a boca. Ela veste shorts pretos e uma regata preta. No topo da imagem está escrito The Tortured Poets Department." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34203" class="wp-caption-text">Para Taylor Swift em THE TORTURED POETS DEPARTMENT: “Tudo é justo no amor e na poesia” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem momentos na história em que o mundo se une em torno de um único artista, celebrando seu pico de sucesso com admiração. São instantes marcantes, onde a Música transcende o mero entretenimento e se torna um fenômeno cultural que define gerações. A </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-beatles-get-back-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Beatlemania</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na década de 1960, o lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/michael-jackson-thriller-resenha/"><i><span style="font-weight: 400;">Thriller</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por Michael Jackson em 1982 e a ascensão de </span><a href="https://personaunesp.com.br/madonna-ray-of-light-critica/"><span style="font-weight: 400;">Madonna</span></a><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">‘Rainha do Pop’</span></i><span style="font-weight: 400;"> na década de 1990 são apenas alguns exemplos dessa catarse coletiva. Em cada um desses casos, a obsessão pela estrela era palpável, dominando conversas, inspirando moda e comportamento, e consolidando seu lugar como ícone cultural inegável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo aconteceu com Taylor Swift em 2023. Em Março daquele ano, a cantora iniciou uma das maiores turnês da história, a </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">. Celebrando todos os seus dez (agora, onze) álbuns, a sequência de </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> já ultrapassou a marca de </span><a href="https://forbes.com.br/forbes-mulher/2023/12/the-eras-tour-de-taylor-swift-supera-outras-duas-turnes-mais-lucrativas-de-2023-juntas/"><span style="font-weight: 400;">1 bilhão de dólares de arrecadação</span></a><span style="font-weight: 400;">, e está bem longe de acabar. Durante esse período, Swift ainda lançou duas regravações – </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, quebrou recordes nos cinemas com o lançamento do registro ao vivo da turnê e foi nomeada como Pessoa do Ano pela revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Time</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já no começo de 2024, seguindo a onda de conquistas, a artista se tornou a primeira a ganhar quatro vezes o prêmio de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/taylor-swift-e-a-primeira-artista-a-vencer-4-vezes-o-grammy-de-album-do-ano/"><span style="font-weight: 400;">Álbum do Ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo o último gramofone pertencente a </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É logo após esse turbilhão de acontecimentos que Taylor Swift lança seu 11º álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i><span style="font-weight: 400;">. O disco vendeu mais de 2,5 milhões de cópias em sua primeira semana nos EUA e debutou com 313 milhões de reproduções no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo a maior estreia da carreira da cantora e da plataforma. Ao longo de suas 16 faixas – na versão </span><i><span style="font-weight: 400;">standard</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, a compositora fala sobre o término de seu relacionamento de seis anos com o ator britânico </span><a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Joe Alwyn</span></a><span style="font-weight: 400;">, a breve mas intensa reaproximação com o cantor Matty Healy, vocalista da banda </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><span style="font-weight: 400;">The 1975</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a não muito bem-vinda opinião da mídia e de alguns fãs sobre sua vida pessoal.</span></p>
<p><span id="more-34202"></span></p>
<figure id="attachment_34204" aria-describedby="caption-attachment-34204" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34204" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-800x800.jpg" alt="Imagem do clipe de Fortnight. Taylor Swift está usando um vestido preto com mangas bufantes, escrevendo em uma máquina de escrever. Ela está em um escritório e olhando para a câmera." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34204" class="wp-caption-text">A estética da nova era traz temas como dark academia, poesias e máquinas de escrever como representação (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A eficácia da caneta de Swift já não é assunto a ser discutido há um bom tempo, mas em </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista consegue elevar sua escrita para um nível diferente. É possível observar uma extrema vulnerabilidade em forma de hipérboles e sentimentos fatalistas, porém, expressos nas mais rebuscadas palavras e analogias. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu mantenho esses anseios trancados/Em letras minúsculas dentro de um cofre</span></i><span style="font-weight: 400;">” a intérprete canta em um dos destaques do disco, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OOYlWF6V8t8"><i><span style="font-weight: 400;">Guilty as Sin?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, apesar de possuir algumas letras mais simples e literais – e alguns deslizes envolvendo </span><a href="https://personaunesp.com.br/nine-track-mind-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Charlie Puth</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, a obra, como um todo, se caracteriza por uma complexidade que exige múltiplas audições para ser desvendada e plenamente digerida em suas diversas camadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sonoridade, há uma mescla balanceada entre os três gêneros predominantes da discografia de Taylor Swift: </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop, country e folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mais uma vez, ela se junta a seus parceiros de longa data, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0nZy2z8sZsM5TIHzUpcq5E?si=BpUJvGG1TpiTQgL1QXRZ8g"><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2023/#:~:text=The%20National%20%E2%80%93%20First,In%20Your%20Hair."><span style="font-weight: 400;">Aaron Dessner</span></a><span style="font-weight: 400;">, para dar vida à sua visão musical. Nesse momento, a presença dos produtores foi crucial para a artista, especialmente ao explorar temas íntimos e confessionais, em que a confiança é um elemento essencial no processo criativo. No entanto, essa familiaridade também traz consigo um certo </span><i><span style="font-weight: 400;">déjà vu</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção apresenta diversas semelhanças com trabalhos anteriores da cantora, o que leva o ouvinte a desejar por algo novo e inovador. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fortnight</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">do projeto e com participação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;">, assume seu papel de introdução ao álbum de forma satisfatória, mas deixa a desejar em termos de energia. A letra, repleta de metáforas, resume os acontecimentos envolvendo ‘certos homens britânicos’ na vida da artista. A produção, no entanto, peca pela monotonia, não apresentando elementos que prendam a atenção do ouvinte e despertem a sensação de um grande sucesso, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b1kbLwvqugk"><i><span style="font-weight: 400;">Anti-Hero</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e-ORhEE9VVg&amp;pp=ygULYmxhbmsgc3BhY2U%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo assim, a melodia do refrão consegue grudar na cabeça depois de alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">replays.</span></i></p>
<figure id="attachment_34205" aria-describedby="caption-attachment-34205" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34205" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-800x800.jpg" alt="Imagem do clipe de Fortnight. Quatro pessoas em um laboratório, da esquerda para a direita: Ethan Hawke, Taylor Swift, Josh Charles e Post Malone. Ethan Hawke, Josh Charles e Post Malone estão usando uniformes de cientistas/médicos, com calças pretas e jalecos brancos. Taylor Swift está vestida com uma roupa branca, estilo camisa de força, e uma coroa. O laboratório contém equipamentos que lembram um cenário de Frankenstein, incluindo botões e remédios." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34205" class="wp-caption-text">No clipe de Fortnight, Taylor Swift convida dois integrantes da Sociedade dos Poetas Mortos, Ethan Hawke e Josh Charles (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a promoção midiática do ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">TTPD</span></i><span style="font-weight: 400;">’ levaram o público a acreditar que esse seria um álbum dissecando o fim do relacionamento de seis anos da cantora com Joe Alwyn. Referências a canções passadas, teoria dos </span><a href="https://billboard.com.br/quais-musicas-de-taylor-swift-representam-os-estagios-de-um-termino-ela-responde/"><span style="font-weight: 400;">estágios do luto</span></a><span style="font-weight: 400;"> e um </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/titulo-de-novo-album-de-taylor-swift-pode-ser-indireta-para-joe-alwyn-entenda/"><span style="font-weight: 400;">grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Whatsapp</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conhecido fizeram a cabeça de vários fãs. Porém tudo isso foi por água abaixo na morna faixa-título com a menção ao “</span><i><span style="font-weight: 400;">golden retriever tatuado</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O cantor </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/taylor-swift-e-matty-healy-a-linha-do-tempo-completa-do-suposto-relacionamento,c30e9f97be96cca08d5d8eb76b0d2501tnfxbbey.html"><span style="font-weight: 400;">Matty Healy</span></a><span style="font-weight: 400;"> permeia a vida de Swift desde 2014, mas ganha destaque maior nesse disco após chamas terem sido reacendidas logo depois do término da artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CCUr2pNJft4"><i><span style="font-weight: 400;">So Long, London</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quinta faixa do álbum – tradicionalmente, a mais pessoal e sentimental –, Taylor Swift oferece uma homenagem empática ao seu ex, </span><a href="https://www.youtube.com/results?search_query=london+boy"><span style="font-weight: 400;">Joe Alwyn</span></a><span style="font-weight: 400;">. A canção revela o conflito central: o desejo da cantora de se casar, contrastando com a hesitação do parceiro. No segundo verso, a artista canta &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Parei a RCP [ressuscitação cardiopulmonar], afinal não adianta&#8221;,</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma referência à música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQq9eP5OFhw"><i><span style="font-weight: 400;">You&#8217;re Losing Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de seu álbum anterior, </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022), onde ela afirma </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Eu não consigo sentir uma pulsação/Meu coração não bate mais&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">. Através dessa metáfora, a intérprete demonstra a frustração de tentar salvar um relacionamento já condenado. Apesar de seus ressentimentos, a faixa termina em um tom de aceitação e uma mensagem esperançosa: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Você achará alguém</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum dos poetas torturados vai além da negação e da depressão, explorando também o segundo estágio do luto: a raiva. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U2W173hRfyA"><i><span style="font-weight: 400;">But Daddy I Love Him</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Swift dirige um sermão de mãe aos fãs que se sentem no direito de controlar suas escolhas. No pós-refrão, a cantora explode: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu prefiro queimar toda a minha vida/Do que ouvir mais um segundo de toda essa baboseira e reclamação</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Esse sentimento tem como raiz a repercussão do relacionamento da artista com um certo </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/matty-healy-do-the-1975-responde-polemicas-queria-fazer-voces-sorrirem/"><span style="font-weight: 400;">cantor problemático</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém se estende a outros tópicos que envolvem sua fervorosa base de admiradores, os </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34206" aria-describedby="caption-attachment-34206" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-600x800.jpg" alt="Contra um fundo preto, Taylor Swift olha para a frente de perfil, com uma mão levantada à altura do peito. Seu cabelo está liso e sua boca entreaberta." width="600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-600x800.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-768x1024.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-1152x1536.jpg 1152w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-1536x2048.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-1200x1600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-scaled.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34206" class="wp-caption-text">“Ninguém gosta de uma mulher brava” (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de conversar com seus fãs, Taylor Swift também fala diretamente com a mídia – e com quem ‘não vai muito com a sua cara’. Desde o começo de sua carreira, a artista é colocada em uma caixa de compositora que só fala sobre ex-namorados e que não tem sua Arte levada a sério, ao mesmo tempo em que sua </span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/pop/noticia/taylor-swift-no-brasil-relembre-8-ex-namorados-da-cantora-e-veja-quais-musicas-escreveu-para-eles.ghtml"><span style="font-weight: 400;">vida pessoal</span></a><span style="font-weight: 400;"> é analisada minuciosamente e cada um de seus passos é </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/advogados-de-taylor-swift-ameacam-legalmente-jovem-que-rastreia-voos-da-cantora/"><span style="font-weight: 400;">rastreado</span></a><span style="font-weight: 400;">. Então, quando canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você não duraria uma hora no hospício onde me criaram” </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Who’s Afraid of Little Old Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, é possível sentir a exasperação de alguém que não se importa mais com a opinião pública ou, pelo menos, não tanto quanto antes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independentemente, é necessário reconhecer que Swift se beneficia de diversos privilégios e não é isenta de críticas. A silenciosa forma como a cantora lidou com o caso de </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2023/11/26/parentes-de-ana-benevides-fa-que-morreu-em-show-de-taylor-swif-no-rj-vao-a-ultima-apresentacao-em-sp.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Ana Benevides</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao passar pelo Brasil com a </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">, é um exemplo de como ela escolhe lidar minimamente com certas pautas, enquanto, com outras, age de forma mais presente. Além disso, a constante capitalização de sua Arte se torna cada vez mais difícil de diferenciar o produto e a Música. Artigos em sua loja, </span><a href="https://www.billboard.com/music/music-news/taylor-swift-drops-tortured-poets-lps-songwriting-voice-memos-1235686456/"><span style="font-weight: 400;">versões exclusivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus álbuns, </span><a href="https://www.instagram.com/p/C5veinNOueu/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">variações de vinis</span></a><span style="font-weight: 400;">, entre outros, podem ser interessantes para os fãs, mas acabam se tornando uma quantidade sufocante de conteúdo. Por estar em, praticamente, todos os lugares, a saturação de sua imagem pode se tornar algo negativo.</span></p>
<figure id="attachment_34208" aria-describedby="caption-attachment-34208" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34208" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34208" class="wp-caption-text">Além das já conhecidas versões físicas, Taylor Swift ainda lançou quatro versões digitais com demos das músicas (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muito tempo, os </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties</span></i><span style="font-weight: 400;"> tentam convencer todos ao seu redor do quanto Taylor Swift é talentosa, defendendo-a de qualquer opinião desfavorável. Na promoção do álbum, a repercussão às </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/04/24/taylor-swift-resenhas-criticas-pop/"><span style="font-weight: 400;">críticas negativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a controversa republicação de matérias positivas pela artista em suas redes sociais fizeram com que uma parcela dos fãs sentisse a necessidade de refutar, cegamente, qualquer ponto de vista contrário. Porém, nada disso é necessário. Bem ou mal, é prazeroso falar sobre a vida e obra da cantora. Como </span><a href="https://x.com/johngreen/status/1783625770994413824"><span style="font-weight: 400;">John Green</span></a><span style="font-weight: 400;"> disse em publicação nas redes sociais: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu amo as músicas e letras de Taylor Swift. Você não precisa gostar. Mas eu posso</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Clara Bow</span></i><span style="font-weight: 400;">, a última faixa do disco, é uma síntese do que se passa na cabeça da cantora mais famosa do momento. O nome que dá título à canção se trata da estrela de Cinema que lutava com problemas de saúde mental devido ao estresse causado por sua fama, sendo considerada a primeira ‘</span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/cultura/noticia/2024/02/taylor-swift-novo-album-clara-bow-primeira-it-girl-de-hollywood-que-gerou-polemicas-por-falta-de-afeto-na-sua-vida-pessoal-inspirou-musica-tracklist.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">it girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">’. Ao longo da música, Swift também homenageia </span><a href="https://personaunesp.com.br/40-anos-rumours-fleetwood-mac/"><span style="font-weight: 400;">Stevie Nicks</span></a><span style="font-weight: 400;"> e reflete sobre como </span><i><span style="font-weight: 400;">“é um inferno na terra ser celestial</span></i><span style="font-weight: 400;">”, forçada a ser um modelo de perfeição para todos que a admiram. Por isso, é compreensível quando na divertida e depressiva </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=i8_w_m6HLJ0"><i><span style="font-weight: 400;">I Can Do It With a Broken Heart</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a artista desafia a audiência: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Venha e tente fazer o meu trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_34209" aria-describedby="caption-attachment-34209" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34209" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-800x793.jpg" alt="Capa do álbum The Tortured Poets Department: The Anthology. Contra um fundo preto, Taylor Swift está centrada no meio da imagem. Ela está meio contorcida, com um braço em cima da cabeça e o outro flexionado com a mão no pescoço. Seus olhos estão fechados e ela veste uma regata branca." width="800" height="793" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-800x793.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-1024x1015.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-768x761.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34209" class="wp-caption-text">ma antologia é uma compilação de textos, tanto em prosa quanto em verso, normalmente escritos por autores renomados (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não contente em lançar um álbum, Taylor Swift resolveu lançar outro, na mesma madrugada. </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT: THE ANTHOLOGY</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi lançado de surpresa duas horas após a versão inicial, contendo 15 faixas adicionais, totalizando 31 músicas – </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2023/11/taylor-swift-tem-o-numero-13-como-da-sorte-e-diz-que-e-um-sinal-de-coisas-boas.shtml#:~:text=Assim%20como%20Zagallo%20e%20Bruno,13%20col%C3%B4nias%20originais%20do%20pa%C3%ADs."><span style="font-weight: 400;">13 ao contrário</span></a><span style="font-weight: 400;">, porque nada é uma coincidência. Desde o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AcSoxcS3duw"><span style="font-weight: 400;">anúncio do disco</span></a><span style="font-weight: 400;">, feito no palco da 66ª edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao ganhar a categoria de </span><i><span style="font-weight: 400;">Melhor Álbum Vocal de Pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora vinha fazendo sinal de dois com as mãos e colocando </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;">, remetendo ao gesto na promoção do registro. A teoria de um álbum duplo percorre as conversas da sua base de fãs há muito tempo, e finalmente aconteceu.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre foi uma tradição de Swift lançar versões </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe </span></i><span style="font-weight: 400;">de seus álbuns. Mas, após o </span><a href="https://personaunesp.com.br/fearless-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">projeto das regravações</span></a><span style="font-weight: 400;"> com as faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">From The Vault</span></i><span style="font-weight: 400;">, as músicas ‘descartadas’ começaram a ser disponibilizadas em tempo real. No seu trabalho anterior, </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;">, a intérprete de </span><i><span style="font-weight: 400;">Anti-Hero</span></i><span style="font-weight: 400;"> já havia feito isso, lançando a </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3lS1y25WAhcqJDATJK70Mq?si=Tdmt23ZvSGaW2B8JBrwyvA"><i><span style="font-weight: 400;">3am Edition</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com sete novas canções. Dessa vez, ela dobra ainda mais a aposta. Enquanto na primeira versão de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">TTPD</span></i><span style="font-weight: 400;">’, Taylor Swift foca em detalhar cada um dos últimos acontecimentos de sua vida, o outro lado do disco explora os pensamentos mais intrusivos da compositora, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6HIA7ouBfGY"><span style="font-weight: 400;">espiar a janela dos outros</span></a><span style="font-weight: 400;">. O protagonismo na produção dessa parte fica com Aaron Dessner, remetendo à atmosfera criada nos álbuns </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020). </span></p>
<figure id="attachment_34211" aria-describedby="caption-attachment-34211" style="width: 644px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34211" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-644x800.png" alt="Taylor Swift está em um ambiente de fundo escuro. Ela está de pé, usando um top preto e uma saia preta, com uma mão no bolso e a outra atrás do corpo. Seu cabelo está parcialmente cobrindo o rosto enquanto ela olha para frente." width="644" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-644x800.png 644w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-825x1024.png 825w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-768x954.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34211" class="wp-caption-text">Nessa nova versão, Taylor Swift explorada ainda mais as referências históricas e religiosas (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=56TZ3B8Qxsk"><i><span style="font-weight: 400;">The Black Dog</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira faixa do </span><i><span style="font-weight: 400;">THE ANTHOLOGY</span></i><span style="font-weight: 400;">, é o principal destaque, sendo a favorita na categoria ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">músicas que deveriam estar no álbum principal</span></i><span style="font-weight: 400;">’. O jeito mesquinho que a cantora diz “</span><i><span style="font-weight: 400;">E eu espero que esteja uma merda no The Black Dog</span></i><span style="font-weight: 400;">”, convém uma emoção irracional que todos já sentimos, de desejar algo ruim para alguém que nos machucou. Por outro lado, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oaBJlKXBvjk"><i><span style="font-weight: 400;">thanK you aIMee</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Swift não perdoa nem esquece, mas agradece. Relembrando os tempos que dava pistas em letras maiúsculas em seus álbuns, a faixa é uma indireta direta à Kim Kardashian, que foi uma das principais responsáveis pelo intenso </span><a href="https://personaunesp.com.br/reputation-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">cancelamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a artista sofreu em 2016. Na canção, deliciosamente carregada de influências </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, a compositora ainda ressente tudo que aconteceu, no entanto reconhece que sem aquele momento, não estaria onde está hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descobrimos também que a garota de </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua viva dentro de Taylor Swift com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_PsBoqNwYo4"><i><span style="font-weight: 400;">The Prophecy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O desejo de encontrar sua alma gêmea persiste, o que explica porque, em certas composições, os temas adolescentes ainda são explorados. Como a mesma disse em </span><i><span style="font-weight: 400;">But Daddy I Love Him</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Crescer precocemente às vezes significa não crescer de forma alguma</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa jovialidade é recorrente em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w-FkV0EM_CU"><i><span style="font-weight: 400;">So High School</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Alchemy</span></i><span style="font-weight: 400;">, da versão original, são as canções destinadas à Travis Kelce, o novo parceiro de Swift. Com várias referências ao início da década de 2000, a mais nova torcedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Kansas City Chiefs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e vencedora honorária da 53ª edição do </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/o-som-e-a-furia/taylor-swift-vence-o-fuso-horario-e-assiste-namorado-ganhar-o-super-bowl"><i><span style="font-weight: 400;">Super Bowl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> declara sua paixão da mesma forma que uma jovem de dezesseis anos.</span></p>
<figure id="attachment_34212" aria-describedby="caption-attachment-34212" style="width: 695px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34212" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-695x800.jpg" alt="Retrato de Taylor Swift segurando uma flor e olhando para ela. Ela está usando um top branco e seu cabelo está preso." width="695" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-695x800.jpg 695w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-889x1024.jpg 889w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-768x884.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-1334x1536.jpg 1334w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-1779x2048.jpg 1779w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-1200x1381.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34212" class="wp-caption-text">Na sessão de fotos do THE TORTURED POETS DEPARTMENT, Taylor Swift parece referenciar retratos de poetas antigos (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual o propósito de </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT: THE ANTHOLOGY</span></i><span style="font-weight: 400;">? Por um lado, 31 músicas é um grande presente para os fãs e mostra o quanto Swift está disposta a sempre recompensar seus maiores admiradores. Ao mesmo tempo, pode ser visto como uma forma de obsessão por números e de alimentar a roda da criação de conteúdo nos tempos do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ambos são verdade. A artista já se mostrou, muitas vezes, se importar com </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">, vendas e premiações. Os meios podem ser questionáveis, todavia os fins são claros. Vale de cada pessoa discordar e não consumir sua música ou concordar em não se importar e aproveitar o material. Esse não é só um argumento dos </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas de quem entende o impacto da música da ‘loirinha’, como o ex-</span><i><span style="font-weight: 400;">CEO</span></i><span style="font-weight: 400;"> da empresa norte-americana </span><i><span style="font-weight: 400;">Ticketmaster</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://x.com/NathanCHubbard"><span style="font-weight: 400;">Nathan Hubbard</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao dizer no </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i> <a href="https://open.spotify.com/episode/13gf0T2Erkv8mk0wKacdBL?si=ed797e94e8cc4d95"><i><span style="font-weight: 400;">Every Single Album</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Este álbum é importante. Faz parte de sua narrativa. Mas não precisa ser o seu favorito ou de qualquer outra pessoa. Deixe-a criar exatamente de onde ela está</span></i><span style="font-weight: 400;">.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o futuro, quando se trata de Taylor Swift, muita coisa é esperada. No momento, a artista encaminha para a finalização da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/taylor-swift-tudo-o-que-mudou-na-the-eras-tour-apos-lancamento-de-novo-album/"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na América do Norte, incluindo o novo ato do </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quanto às regravações, </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation (Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> já passou da hora de aparecer, junto do auto-intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda é muito cedo para se dizer qual será o caminho para o próximo disco de inéditas, entretanto seria interessante que a banda dos poetas torturados seja separada para que Swift explore uma nova sonoridade e inicie uma nova fase em sua carreira.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: THE TORTURED POETS DEPARTMENT: THE ANTHOLOGY" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5H7ixXZfsNMGbIE5OBSpcb?si=UQCq6WZRQ12lQqCGCzS-DQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>The College Dropout: há 20 anos, uma revolução na indústria musical se iniciava</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 14:16:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sinara Martins Há 20 anos, Kanye West lançou seu primeiro álbum: The College Dropout. Visto, até então, apenas como um produtor, o cantor teve seu projeto negado por vários caça talentos, como foi mostrado em seu documentário Jeen-Yuhs (2022), até ser aprovado pela produtora Roc-A-Fella, em um ato de egoísmo de Damon Dash, para que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-college-dropout-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The College Dropout: há 20 anos, uma revolução na indústria musical se iniciava"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34145" aria-describedby="caption-attachment-34145" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34145" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/the-college.jpg" alt="Capa do CD The College Dropout. Fotografia retangular com fundo branco. Na parte central está um mascote de urso marrom, em tamanho humano, sentado em madeiras marrom. Está vestindo um blazer marrom, moletom laranja e calças jeans. Suas mãos estão apoiadas no joelho. Enquadrando a foto, há uma moldura dourada com dois anjos em cada lado, encontrados na parte central dos lados. No canto inferior direito, há um retângulo e dentro dele, em fundo preto, está escrita a palavra Parental. Logo abaixo, outro rótulo, dessa vez maior, escrito em fundo branco a palavra Advisory. Logo abaixo, em um retângulo proporcional ao da palavra Parental, em fundo preto, está escrito Explicit Content, que significa conteúdo explícito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/the-college.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/the-college-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34145" class="wp-caption-text">The College Dropout, álbum de estreia de Kanye West, soma mais de quatro milhões de cópias vendidas mundialmente (Foto: Roc-A-Fella)</figcaption></figure>
<p><b>Sinara Martins</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há 20 anos, Kanye West lançou seu primeiro álbum:</span><a href="https://open.spotify.com/album/4Uv86qWpGTxf7fU7lG5X6F?si=0kTqt4yqTf6KdcHriGSrIg"> <i><span style="font-weight: 400;">The College Dropout</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Visto, até então, apenas como um produtor, o cantor teve seu projeto negado por vários caça talentos, como foi mostrado em seu documentário </span><a href="https://www.netflix.com/title/81426972"><i><span style="font-weight: 400;">Jeen-Yuhs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022), até ser aprovado pela produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Roc-A-Fella, </span></i><span style="font-weight: 400;">em um ato de egoísmo de Damon Dash, para que o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> não procurasse outras gravadoras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando finalmente lançado, em 2004, o disco foi responsável por consolidar a carreira musical de Ye e debutou em segundo lugar nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts </span></i><span style="font-weight: 400;">da parada musical estadunidense </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Hot 200</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, venceu as categorias de Melhor Álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Melhor Canção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> com</span><i><span style="font-weight: 400;"> Jesus Walks</span></i><span style="font-weight: 400;"> no</span><a href="https://www.grammy.com/awards/47th-annual-grammy-awards"> <i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do ano seguinte. Somado a suas vitórias, o álbum ainda coleciona outras dez indicações na premiação.</span></p>
<p><span id="more-34144"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ambiente impossível de separar o artista da obra, vale ressaltar: Kanye West é genial somente no âmbito musical. É inadmissível defender suas </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/organizacao-de-direitos-humanos-chama-atencao-para-antissemitismo-de-kanye-west.phtml"><span style="font-weight: 400;">falas e atitudes</span></a><span style="font-weight: 400;"> completamente imorais, que ferem </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/04/03/racismo-antissemitismo-e-homofobia-o-que-alega-ex-funcionario-em-novo-processo-contra-kanye-west.ghtml"><span style="font-weight: 400;">direitos humanos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e praticam discursos de ódio com diversos grupos sociais, tornando necessário a conscientização de que suas ações individuais não devem ser defendidas e propagadas.</span></p>
<figure id="attachment_34146" aria-describedby="caption-attachment-34146" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34146" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-grammy-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-grammy-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-grammy-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-grammy.jpg 976w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34146" class="wp-caption-text">Kanye West ganhou seu primeiro Grammy logo em seu disco de estreia, em 2005 (Foto: KMazur)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Focando apenas em West na cena da Música, uma coisa é inegável: ele contribuiu imensamente para a renovação do cenário. Suas composições do álbum mudaram os parâmetros da abordagem de temas nas faixas dos discos de </span><a href="https://www.muzicado.com/50-anos-do-hip-hop-a-evolucao-de-um-movimento-cultural/"><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop,</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> uma vez que saiu do convencional da época e serviu de inspiração para diversos artistas, inclusive Travis Scott. Foi uma grande inovação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Digno de prêmios, o disco contém 21 faixas, dentre elas</span> <a href="https://youtu.be/W0VnPiyXSRQ?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">All Falls Down</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/mn77gzjBl1U?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Spaceship</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/f9wJBdFy6sQ?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Jesus Walks</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/VAJKNyOLj8c?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Two Words</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/JwAjANmjajc?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Family Business</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/AE8y25CcE6s?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Through The Wire</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/pwkYUhePecQ?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Slow Jamz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.  Produzido exclusivamente por Kanye West, há uma mistura bem executada de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> de outros gêneros musicais, como </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">gospel</span></i><span style="font-weight: 400;">, que combinam com as suas colaborações musicais: de Jamie Foxx até Jay-Z e Ludacris.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A respeito do conceito da obra, o título fala por si só: retrata a saída de Kanye West da faculdade em uma tentativa de </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/kanye-west-fala-sobre-aniversario-de-dez-anos-de-icollege-dropouti/"><span style="font-weight: 400;">priorizar seus sonhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para se tornar músico, com sua intenção de promover uma mensagem sobre acreditar em si mesmo. Sob essa estética, na capa do álbum, West usa uma emblemática fantasia de urso, que remete à ideia dos mascotes de times escolares. </span></p>
<figure id="attachment_34147" aria-describedby="caption-attachment-34147" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34147" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-e-urso.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-e-urso.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-e-urso-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34147" class="wp-caption-text">A fantasia de urso, usada por Kanye para promover The College Dropout, está sendo vendida por 1 milhão de dólares (Foto: Frank Micelotta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com produções em um estilo que faz alusão ao ambiente escolar e uma abordagem de assuntos que </span><a href="https://raplogia.com.br/jeen-yuhs-e-the-college-dropout-eu-sinto-falta-do-old-kanye/"><span style="font-weight: 400;">saíam completamente das concepções padrões</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><i><span style="font-weight: 400;">hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o músico incorporou uma perfeita combinação do tradicional </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> que está presente nas ruas aos inovadores temas que o álbum também retrata. No conjunto da obra, o artista retrata a família moderna em </span><i><span style="font-weight: 400;">Family Business</span></i><span style="font-weight: 400;">, o consumismo e materialismo em </span><i><span style="font-weight: 400;">All Falls Down</span></i><span style="font-weight: 400;">, o falido sistema de educação norte-americano na canção </span><i><span style="font-weight: 400;">School Spirit</span></i><span style="font-weight: 400;"> e critica o mundo profissional em </span><i><span style="font-weight: 400;">Spaceship.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sobre as letras, ao escrever</span> <a href="https://youtu.be/MYF7H_fpc-g?si=_NoERC8aCmJ8z_ga"><i><span style="font-weight: 400;">Jesus Walks</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> o artista desafia todo modelo padronizado do estilo musical que canta e mostra que é, sim, possível fazer um </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">sobre Jesus, em uma atmosfera onde parecia proibido misturar</span><a href="https://personaunesp.com.br/donda-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">hip</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><i><span style="font-weight: 400;">hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e religião</span></a><span style="font-weight: 400;">. No ano seguinte, a canção de Ye é simultaneamente indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, nas categorias Melhor Canção de Rap e Música do Ano, mostrando que veio para triunfar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto alto do álbum, marcado por </span><a href="https://youtu.be/AE8y25CcE6s?si=9tuwQZkTIKte1TFU"><i><span style="font-weight: 400;">Through The Wire</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, retrata a grande e devastadora reviravolta na vida do cantor: </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/kanye-west-diz-que-acidente-de-carro-em-2002-teria-desenvolvido-sinais-de-autismo/"><span style="font-weight: 400;">um acidente de carro quase fatal</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável pela quebra de sua mandíbula. Ao gravar a faixa, ainda com sua mandíbula entre ferros, na cama do hospital, o músico aborda inúmeros temas; do amor até sua aspiração pelo sucesso, determinação e vontade de superar a dor.</span></p>
<figure id="attachment_34148" aria-describedby="caption-attachment-34148" style="width: 648px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34148" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/ye.jpg" alt="Foto do cantor Kanye West recebendo seu primeiro disco de Platina. A imagem é retangular com fundo preto. Na parte esquerda, há uma pessoa vestindo uma fantasia felpuda de urso marrom com olhos marrons e focinho bege, camiseta cinza estampada com a cabeça de um urso marrom de pelúcia, calça preta e está com o braço levantado, fazendo com as mãos o símbolo de um coração. Logo à frente do urso, há uma mesa coberta por um pano de mesa preto e, em cima dela, um copo branco e algumas camisas brancas dobradas. Na parte central esquerda, um homem negro de cabelo raspado e cavanhaque, usando um óculos modelo aviador, vestindo uma blusa de manga comprida branca e calça cargo bege, está segurando um quadro emoldurado de cor dourada, com a foto do artista Kanye West em pose de triunfo, vestindo uma camisa de manga comprida com listras azuis e amarelas e, ao lado, as palavras “Kanye West The College Dropout” e a capa do álbum, composta por um mascote de urso marrom, em tamanho humano, sentado em madeiras marrom. Está vestindo um blazer marrom, moletom laranja e calças jeans. Suas mãos estão apoiadas no joelho. Enquadrando a foto, há uma moldura dourada com dois anjos em cada lado, encontrados na parte central dos lados. Ao lado do homem, na lateral direita da imagem, com o braço esticado para pegar a moldura, está Kanye West sorrindo. O artista tem um cavanhaque, está usando uma blusa preta com listras coloridas, jaqueta cinza e calças jeans e uma corrente de ouro." width="648" height="473" /><figcaption id="caption-attachment-34148" class="wp-caption-text">Kanye West venceu 124 prêmios em 387 indicações, incluindo 24 Grammys (Foto: Tim Mosenfelder)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Kanye West alcançou um marco na indústria musical e é isso que o torna tão distinto. Ao ser precursor da inovação da cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> quebrando os padrões dos temas de composições da época, inspirou inúmeros artistas. De Travis Scott a </span><a href="https://jovempan.com.br/entretenimento/paul-mccartney-diz-que-rapper-kanye-west-e-um-monstro-que-o-inspira.htm"><span style="font-weight: 400;">Paul McCartney</span></a><span style="font-weight: 400;">, passando por Kid Cudi, J. Cole e Childish Gambino, o músico recebe um enorme grau de admiração no mundo da Música e influência em álbuns de diversos artistas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Utopia</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023), </span><i><span style="font-weight: 400;">Be</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020), </span><i><span style="font-weight: 400;">Views</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016),</span><i><span style="font-weight: 400;"> At.Long.Last.A$AP </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015), </span><i><span style="font-weight: 400;">Get Lifted (2005).</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao alcançar </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/2004-02-28/"><span style="font-weight: 400;">notoriedade</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">The College Dropout</span></i><span style="font-weight: 400;">, West se tornou uma promessa musical. Depois do sucesso, a indústria nunca mais foi a mesma, uma vez que o disco mostrou a possibilidade da abordagem de outras temáticas nas canções de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, outros artistas seguiram os passos dele e trouxeram mais pautas à cena, como é possível observar nos dias atuais. Mesmo após 20 anos, a influência de </span><i><span style="font-weight: 400;">The College Dropout</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cena da música é nítida, única e crucial para toda a nova geração de artistas do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The College Dropout" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4Uv86qWpGTxf7fU7lG5X6F?si=ipr5xa7lQ7eeslWmLjlkPQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Em Something To Give Each Other, Troye Sivan celebra a liberdade</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jun 2024 15:34:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fábio Gabriel Souza A Arte precisa sempre ser inovadora? Essa pergunta guiou a discussão de muitos fãs, especialistas e entusiastas de cultura pop ao escutarem Something To Give Each Other. Troye Sivan, em seu terceiro álbum de estúdio lançado em Outubro de 2023, nos leva a uma viagem dançante, eletrizante e intimista, que celebra a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/something-to-give-each-other-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Something To Give Each Other, Troye Sivan celebra a liberdade"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33592" aria-describedby="caption-attachment-33592" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33592" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-4.jpg" alt="A fotografia retrata Troye Sivan sorrindo, de olhos fechados e entre as pernas de um homem branco, com uma expressão de êxtase. Troye é um homem branco e loiro, com traços finos e nariz angulado." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-4.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-4-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33592" class="wp-caption-text">Em um ritmo dançante, o australiano vive os altos e baixos da vida com intensidade (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Fábio Gabriel Souza</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Arte precisa sempre ser inovadora? Essa pergunta guiou a discussão de muitos fãs, especialistas e entusiastas de cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao escutarem </span><i><span style="font-weight: 400;">Something To Give Each Other</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=troye+sivan"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;">, em seu terceiro álbum de estúdio lançado em Outubro de 2023, nos leva a uma viagem dançante, eletrizante e intimista, que celebra a liberdade de expressão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer. </span></i><span style="font-weight: 400;">Longe de ser inovador e revolucionário, o álbum é o que se propõe a ser: </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-33591"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma melancólica estreia de 2015, com </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-neighbourhood-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Blue Neighbourhood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sivan cantou sobre descobertas e emocionou milhares de ouvintes com uma profunda identificação da comunidade LGBTQIA+. Depois, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/bloom-troye-sivan-floresceu/"><i><span style="font-weight: 400;">Bloom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), o australiano, já um pouco mais maduro, versou sobre a vida adulta e suas primeiras experiências amorosas sexuais. Enquanto, nesses álbuns, ele procura seu lugar no mundo com inúmeras descobertas e ‘primeiras vezes’, no atual projeto, o cantor desenvolve uma persona madura e vivida, cantando sobre a sua independência e liberdade, embalado por ritmos que remontam ao </span><i><span style="font-weight: 400;">pop disco</span></i><span style="font-weight: 400;"> e à Música eletrônica da década de 1980.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“Este álbum é o meu presente para você &#8211; um beijo na pista de dança, um encontro que se transformou em um fim de semana, uma paixão, um inverno, um verão. Festa após festa, após festa, após festa. Desilusão, liberdade. Comunidade, irmandade, amizade. Tudo isso &lt;3” </span></i></p>
<p style="text-align: right;">&#8211; Troye Sivan via X</p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Rush</span></i><span style="font-weight: 400;">, música escolhida como </span><i><span style="font-weight: 400;">lead single</span></i><span style="font-weight: 400;">, somos levados a uma noite de ‘curtição’. Com batidas eletrizantes e dançantes, a canção indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2024 canta sobre a cultura LGBTQIA+. Partindo de um estilo sensual e homoerótico, vemos um artista seguro de si e da sua sexualidade, livre para, enfim, celebrar a sua liberdade. Tudo isso é notável em versos como “</span><i><span style="font-weight: 400;">Tão bom quando desaceleramos a gravidade, tão bom/É tão bom, é tão bom/Respire uma, duas, três vezes, pegue tudo de mim, tão bom</span></i><span style="font-weight: 400;">”, em que a sexualidade é celebrada. C</span><span style="font-weight: 400;">om um ritmo enérgico, Troye Sivan ainda canta sobre a falta que sente de um amor que está distante e como ele próprio está se sentindo. Segundo o </span><i><span style="font-weight: 400;">website</span></i> <a href="https://pitchfork.com/reviews/tracks/troye-sivan-rush/"><i><span style="font-weight: 400;">Pitchfork</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o músico trata as festas e o sexo como um ato quase religioso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando tão agitado, o álbum logo entra em um segundo ato e sofre </span><span style="font-weight: 400;">uma queda de ritmo. Ao diminuir o </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">One of Your Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">, Sivan conta um segredo com um vocal sussurrado; a música é sobre a atração do eu lírico por um homem hétero. A canção constrói uma atmosfera </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy</span></i><span style="font-weight: 400;"> em volta de uma narrativa do proibido ser mais gostoso. Sendo fiel aos seus vocais, a composição propõe leveza e sensualidade. Em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZhGl8McrOHo"><span style="font-weight: 400;">videoclipe</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda mais polêmico, o artista performa vestido de </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> e denuncia a submissão imposta com grande frequência aos homens gays. Refletindo seus pensamentos e dando continuidade, ele traz um desabafo em um ritmo desacelerado, com uma batida expansiva e taciturna, que transforma em </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> e poesia caótica os sentimentos de uma pessoa apaixonada e obcecada.</span></p>
<figure id="attachment_33595" aria-describedby="caption-attachment-33595" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33595" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3.jpg" alt="A fotografia retrata Troye Sivan de drag queen com um olhar sensual. Troye é um homem branco, loiro, dos olhos verdes e de corpo magro e torneado. O artista está vestindo um vestido branco com mangas em formato regata. A roupa deixa uma parte dos peitos amostra, mas tampado por um sutiã preto e de bojo e por uma faixa de renda. A drag possui cabelos loiros nos ombros e utiliza uma maquiagem leve. Suas mãos estão juntas na frente do corpo e a esquerda utiliza uma luva de renda." width="1280" height="1270" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3-800x794.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3-1024x1016.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3-768x762.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3-1200x1191.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33595" class="wp-caption-text">Com a participação de Ross Lynch e transformação de Troye Sivan em drag queen, One Of Your Girls foi sucesso no Youtube (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao compor sobre sentimentos, é impossível não tratar da saudade e Troye Sivan sabe disso. Em alguns momentos, o artista retrata momentos perdidos e a falta de um amor do passado que ele não pode voltar a ter com um lirismo triste e profundo. É nítida a dificuldade de seguir em frente, mas com uma certa maturidade, o eu lírico entende que é um processo necessário, porém, dolorido, como o amor pode ser. O final da faixa entrega batidas distorcidas que provocam confusão, como um curto-circuito de tanto pensar. Com a mesma calmaria, </span><i><span style="font-weight: 400;">Can’t Go Back, Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> é embalada por uma sonoridade com batidas constantes, que não traz surpresas, característica que reflete monotonia. Com referências do </span><a href="https://guilhermegodoy.com/o-que-e-pop-alternativo/"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sivan se força a seguir em frente mesmo sentido dor e tenta se convencer sobre como é impossível voltar atrás ao cantar “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu queria, mas não posso voltar (não posso voltar no tempo, querido)/Para os dias em que eu achava que te conhecia</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Retratando os altos e baixos da vida, o australiano traz um sopro de animação para o disco com músicas sensuais e envolventes, de sonoridade pulsante, cantadas de uma forma </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Got Me Started</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, é uma mistura de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo, tendo um </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shooting Star</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009) da dupla Bag Raiders. A faixa reflete uma intensa noite de paixão e culmina em uma catarse vibrante sobre honestidade sexual: um grito </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre amar e querer quem quiser. Essa narrativa é muito bem representada em um videoclipe que exalta diferentes corpos e sexualidades, enquanto as luzes da cidade de Bangkok, </span><a href="https://www.midiorama.com/troye-sivan-revela-detalhes-de-seu-novo-album-e-clipe-arrasador-na-tailandia"><span style="font-weight: 400;">onde foi gravado</span></a><span style="font-weight: 400;">, leva o artista em uma dança agitada e divertida  – bem diferente do cenário de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rush</span></i><span style="font-weight: 400;">, que sofreu críticas pela falta de diversidade no elenco.</span></p>
<figure id="attachment_33594" aria-describedby="caption-attachment-33594" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33594" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-4.jpg" alt="A fotografia retrata Troye Sivan correndo. Vestido com uma roupa toda prateada, o artista está com os braços abertos. A foto possui um efeito distorcido, com cores azuladas." width="1600" height="1600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-4.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-4-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-4-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-4-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33594" class="wp-caption-text">Coreografado pelo brasileiro Sérgio Reis, o twink mostra alento ao realizar uma dança elaborada no videoclipe do segundo single do álbum, Got Me Started (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma balada dançante, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0Brx9I3vh7Po30gxsTtLz5?si=e0d9fcecef9a4ed4"><i><span style="font-weight: 400;">Silly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retrata Troye Sivan perdido. O próprio ritmo da música demonstra a confusão na cabeça do eu lírico e a constante vontade de esquecer um amor do passado. Ao cantar que </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Eu ainda te amo mais do que eu deveria dizer/Só estou tentando colocar toda essa porra de lado/Não preciso de ninguém aqui pra me consolar/Só estou tentando sair disso”</span></i><span style="font-weight: 400;">, entendemos que a composição é sobre uma noite de festa para esquecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O albúm mostra que a Música é para além de letras e, muitas vezes, sobre o conjunto da obra, afinal, somos surpreendidos a todo momento por uma experiência sinestésica. </span><i><span style="font-weight: 400;">Honey, </span></i><span style="font-weight: 400;">por exemplo</span><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> é toda sobre excessos, muitos sons, instrumentos e toques distintos que provocam um jogo de emoções inexplicáveis. E a Música é isso, um êxtase provocado por um misto de desejos e sensações. A repetição de versos como “</span><i><span style="font-weight: 400;">ao longo do tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">” e “</span><i><span style="font-weight: 400;">em minha mente</span></i><span style="font-weight: 400;">” demonstra a urgência sentida pelo artista que, em entrevista à revista </span><a href="https://au.rollingstone.com/music/music-features/troye-sivan-one-of-one-50136/"><i><span style="font-weight: 400;">Rolling Stone Austrália</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, revelou que a canção foi inspirada em um ‘caso de uma noite’ em West Hollywood e representa seu despertar emocional, que também culminou no desenvolvimento do disco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A confusão se faz presente quando Sivan sente coisas lindas, mas vive um momento em que não sabe se existe possibilidade para dar continuidade. O saxofone, presente em vários minutos da canção final, por exemplo, adiciona uma melancolia na aura, que também está marcada em sua própria letra: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Querido, volte, me dê mais um beijo/Estou um pouco perdido sobre como ficar com você</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Além disso, a falta de intimidade que ele sente atualmente na relação também é motivo desse sentimento, como retratado em “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não tenho flores, mas o que vale é a intenção/Queria que você morasse um pouco mais perto</span></i><span style="font-weight: 400;">”; retratando a desesperança no amor, diferentemente de outros trabalhos, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IR-6KE8C4VQ"><i><span style="font-weight: 400;">Angel Baby</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2021), que retrata uma idealização amorosa.</span></p>
<figure id="attachment_33593" aria-describedby="caption-attachment-33593" style="width: 1025px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33593" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4.jpg" alt="A fotografia em preto e branco retrata Troye com os peitorais nus e usando um colar deitado no colo de outro homem, aparentemente também nu." width="1025" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4.jpg 1025w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4-641x800.jpg 641w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4-820x1024.jpg 820w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4-768x959.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33593" class="wp-caption-text">Something To Give Each Other é o álbum mais maduro de Sivan (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resposta aos questionamentos que podem ser feitos quanto a qualidade artística do álbum, conclui-se que a Arte nem sempre precisa ser inovadora, mas sim, ser uma expressão do ‘ser’ e claro, deve ser boa, o que Troye Sivan entrega com maestria ao trazer uma sonoridade que se encaixa perfeitamente durante todo o disco – inclusive em momentos que o ritmo cai, mas não perde a identidade musical –, com letras envolventes e sinceras, que emanam emoções cruas, e visuais que representam, definitivamente, uma era. No auge da sua proposta artística, o australiano nos leva a um ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">rush</span></i><span style="font-weight: 400;">’ no universo construído milimetricamente por ele, cheio de tesão, ternura, noites de boate e, até mesmo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b53QJYP-lqY"><i><span style="font-weight: 400;">glory holes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma nota sólida no contador de críticas </span><a href="https://www.metacritic.com/music/something-to-give-each-other/troye-sivan"><i><span style="font-weight: 400;">Metacritic</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e ótimas avaliações da crítica especializada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Something To Give Each Other </span></i><span style="font-weight: 400;">é sobre vivências </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">, amores que deram certo e errado, e ser honesto consigo mesmo e com a confusão de se entender. Aos 28 anos (na época), Sivan finalmente canta sobre suas experiências LGBTQIA+’s abertamente, sem camuflá-las em metáforas. Claramente, é uma odisséia sobre os altos e baixos do coração, mas não só isso, é sobre vivê-los com intensidade. O álbum é uma jornada de autoconhecimento e uma ode a liberdade sexual, amorosa e </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">, além</span> <span style="font-weight: 400;">de um lembrete de que nunca paramos de procurar algo para dar ao outro.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Something To Give Each Other" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5UcGyEltve5psjxSRsHx8E?si=o0fuLYD1RnCXXkSGVltYkg&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há cinco anos, Billie Eilish mostrava seus pesadelos com WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jun 2024 17:00:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Barbosa Billie Eilish entrou para a história em 2020, na 62ª edição do Grammy Awards, quando seu álbum de estreia aclamado, WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?, ganhou o prêmio de Álbum do Ano, o que a tornou a garota mais jovem a conquistar essa categoria. Ao longo das 14 faixas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há cinco anos, Billie Eilish mostrava seus pesadelos com WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33445" aria-describedby="caption-attachment-33445" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33445" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1.jpg" alt="Capa do álbum When We All Fall Asleep, Where Do We Go?, no centro há uma cama branca com edredom, lençol e travesseiro branco. Na beira da cama está a cantora Billie Eilish, uma mulher branca de cabelos escuros. Ela está usando meias, calça e camiseta branca. Seus olhos estão completamente brancos e ela sorri." width="1080" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33445" class="wp-caption-text">Há cinco anos, a cantora lançou seu primeiro álbum que a tornou a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio de Álbum do Ano no Grammy (Foto: Kenneth Cappello)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish entrou para a história em 2020, na 62ª edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">, quando seu álbum de estreia aclamado, </span><a href="https://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ganhou o prêmio de </span><a href="https://www.billboard.com/music/awards/2020-grammys-billie-eilish-album-year-8549285/"><span style="font-weight: 400;">Álbum do Ano</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que a tornou a garota mais jovem a conquistar essa categoria. Ao longo das 14 faixas que compõem o disco, a artista navegou por diferentes sentimentos, desde os melancólicos até os mais obscuros.</span></p>
<p><span id="more-33443"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da cantora começou a gerar </span><a href="https://www.letras.mus.br/blog/tudo-sobre-billie-eilish/"><span style="font-weight: 400;">notoriedade</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2016, quando ela lançou a doce </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=viimfQi_pUw"><i><span style="font-weight: 400;">ocean eyes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Desde o início de sua carreira até seus trabalhos mais recentes, ela sempre abordou emoções profundas em suas músicas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">idontwannabeyouanymore</span></i><span style="font-weight: 400;">, a insegurança e autocrítica são exploradas por um viés de vulnerabilidade e honestidade. Já em seu álbum de estreia, ela se questionou para onde vai quando dorme e devaneia (ou será que não?) por pesadelos e sonhos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Billie Eilish - bad guy" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/DyDfgMOUjCI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O conjunto da obra, produzido juntamente de seu irmão, </span><a href="https://glamurama.uol.com.br/instagram/ao-lado-do-sucesso-de-billie-eilish-saiba-quem-e-finneas-oconnell-vencedor-de-cinco-premios-no-grammy/"><span style="font-weight: 400;">Finneas O&#8217;Connell</span></a><span style="font-weight: 400;">, é uma jornada que se aprofunda pelo inconsciente do eu lírico. Utilizando elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, eletrônico e Música alternativa, os terrores noturnos surgem em faixas como a eletrizante </span><a href="https://www.universalmusic.com.br/2019/03/01/billie-eilish-fala-sobre-suas-inspiracoes-para-criacao-do-novo-single-bury-a-friend/"><i><span style="font-weight: 400;">bury a friend</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Esse mergulho nas profundezas da psique humana é uma característica de seu trabalho, que entrega aos fãs uma narrativa emocionante e sonoridade única.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É perceptível que as </span><a href="https://portalpopline.com.br/billie-eilish-revela-artificio-para-escrever-musicas-mais-profundas/"><span style="font-weight: 400;">composições</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Eilish permitem inúmeras interpretações, afinal, o inconsciente muitas vezes é  subjetivo. A canção em destaque – no verso onde menciona o título do disco,</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Quando todos dormimos, para onde vamos?</span></i><span style="font-weight: 400;">” –, as reflexões podem ser acerca do desconhecido, a morte ou o subconsciente. Essa perspectiva mostra como suas letras trazem profundidade e complexidade em suas narrativas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Billie Eilish - bury a friend (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HUHC9tYz8ik?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande fã do Terror, Eilish encontrou inspiração em um de seus filmes favoritos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-babadook-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Babadook</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2014)</span><span style="font-weight: 400;">, para criação de seu álbum, incluindo a </span><a href="https://mtv.com/news/j3vmlg/billie-eilish-album-cover-kenneth-cappello-interview"><span style="font-weight: 400;">arte da capa</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, de forma emblemática, consegue retratar excelentemente todos os elementos trabalhados em </span><i><span style="font-weight: 400;">WWAFA,WDWG?</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os adjetivos demoníaca e sombria talvez sejam os mais adequados para descrever o que é a belíssima Fotografia. Sob a direção de Kenneth Cappello, todos os desejos da cantora foram habilidosamente reunidos, produzindo o material impecável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não havia dúvidas de que uma obra tão bem produzida seria um </span><a href="https://tracklist.com.br/billie-eilish-album/99631"><span style="font-weight: 400;">sucesso estrondoso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aos 18 anos, Billie Eilish lançou seu primeiro álbum em Março de 2019 e, imediatamente, mostrou o que viria a ser na indústria musical. Tornou-se a cantora mais jovem a ser indicada às principais categorias do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, teve o álbum mais reproduzido no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> e também o mais vendido daquele ano. </span></p>
<figure id="attachment_33444" aria-describedby="caption-attachment-33444" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33444" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2.jpg" alt="Imagem quadrada. O piso é de madeira e uma cama com lençois brancos. Saindo debaixo da cama está a cantora Billie Eillish, uma mulher branca com cabelos pretos. Ela está usando uma camiseta branca, e pulseiras douradas. Ela puxa o lençol da cama com os braços com a boca aberta e seus olhos estão totalmente brancos." width="1080" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33444" class="wp-caption-text">“Não há mais nada a salvar agora/meu Deus vai ficar me devendo essa” (Foto: Kenneth Cappello)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E quanto vale entrar para a história? Com seu sucessor, o melódico </span><a href="https://personaunesp.com.br/happier-than-ever-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021)</span><span style="font-weight: 400;">, a artista tinha o desafio de atender a expectativas devido aos feitos do antecessor e inovar com seu novo álbum. O sucesso não foi diferente, e a obra estreou no topo da parada musical </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i><span style="font-weight: 400;">. Cinco anos depois, seu primogênito ainda é memorável e ficará marcado com seus feitos. A artista mostra para o que veio com sua criatividade e autenticidade, e se estabelece no cenário musical como um ícone global.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0S0KGZnfBGSIssfF54WSJh?si=v2qfv9iQSiWaEAEgKjUkxg&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-5-anos/">Há cinco anos, Billie Eilish mostrava seus pesadelos com WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Yeehaw… Beyoncé coloca o cavalo na chuva no maior estilo COWBOY CARTER</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2024 17:00:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Quando Beyoncé idealiza um projeto, dá adeus aos limites e insiste até funcionar. Em sua nova empreitada, COWBOY CARTER, ela definitivamente não chega de ‘mansinho’ para cavalgar pelo country. Diante de um gênero musical financiado por uma indústria conservadora que já a alertou para ‘tirar o cavalinho da chuva’, a texana se aventura &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Yeehaw… Beyoncé coloca o cavalo na chuva no maior estilo COWBOY CARTER"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33283" aria-describedby="caption-attachment-33283" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33283" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1.jpg" alt="Capa do disco COWBOY CARTER. A arte se trata de uma fotografia de Beyoncé sentada em cima de um cavalo em movimento enquanto segura a bandeira dos Estados Unidos. A cantora é uma mulher negra de cabelos platinados longos que são fotografados balançando junto a bandeira do país. Ela está de frente para a câmera e veste um chapéu branco com uma vestimenta tradicional de cowboys nas cores branco, azul e vermelho. O cavalo é branco e é representado em movimento. Ao fundo, o cenário é um vazio preto com um chão desértico estilo faroeste." width="1999" height="1999" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33283" class="wp-caption-text">“Este não é um álbum country. Este é um álbum ‘Beyoncé’.” (Foto: Blair Caldwell)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/beyonce/"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> idealiza um projeto, dá adeus aos limites e insiste até funcionar. Em sua nova empreitada, </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/o-som-e-a-furia/a-marca-historica-alcancada-por-beyonce-com-album-cowboy-carter"><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela definitivamente não chega de ‘mansinho’ para cavalgar pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">. Diante de um gênero musical financiado por uma </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/cantores-do-country-conservador-dominam-paradas-nos-eua-e-superam-divas-pop-entenda-fenomeno,a49c3631481996f30184e6c827b6cf6637do2v53.html#:~:text=Em%20comum%2C%20liga%C3%A7%C3%A3o%20com%20a%20cultura%20rural.&amp;text=No%20passado%2C%20foram%20artistas%20como,transi%C3%A7%C3%A3o%20para%20a%20m%C3%BAsica%20pop."><span style="font-weight: 400;">indústria conservadora</span></a><span style="font-weight: 400;"> que já a alertou para ‘tirar o cavalinho da chuva’, a texana se aventura enquanto, pelo bem e mal, deixa a sua marca registrada em todas as 27 faixas. </span></p>
<p><span id="more-33282"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O oitavo disco da artista mais culturalmente relevante do século – segunda peça de uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/beyonce-renaissance-trilogia"><span style="font-weight: 400;">trilogia</span></a><span style="font-weight: 400;"> idealizada durante a pandemia da covid-19 –, é um estudo sobre as raízes do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense que atravessa a história de um país fadado ao fracasso, mas que sempre soube se reerguer através de simbologias libertárias. Assim como na </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/beyonces-cowboy-carter-album-cover-controversy-1234997470/"><span style="font-weight: 400;">arte de capa</span></a><span style="font-weight: 400;"> do álbum, dessa vez, Beyoncé Giselle Knowles-Carter deseja subverter conceitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma mão carregando a bandeira, ou melhor, o fardo de uma nação erguida a custas do sofrimento do povo negro, e com a outra conduzindo o cavalo, a artista mostra que o controle de sua trajetória sonora está em suas mãos. Para isso, nosso amigo prateado </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> ‘</span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/viralizou/noticia/beyonce-no-cavalo-capa-de-album-viraliza-e-ate-camila-pitanga-entra-na-brincadeira.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Reny</span></a><span style="font-weight: 400;">’ dá lugar a </span><a href="https://www.vulture.com/article/beyonce-renaissance-act-ii-everything-we-know.html"><span style="font-weight: 400;">Chardonneigh</span></a><span style="font-weight: 400;">; ao contrário do anterior, um pouco menos coeso nas passadas, porém, imponente e concebido ao mundo como clássico instantâneo. </span></p>
<figure id="attachment_33285" aria-describedby="caption-attachment-33285" style="width: 1581px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2.png" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados e longos que vestem um chapéu branco. Ela usa uma regata branca acompanhada de calça jeans e cinto enquanto posa como se suas mãos fossem duas armas de fogo. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1581" height="1054" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2.png 1581w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33285" class="wp-caption-text">O single TEXAS HOLD’EM alcançou o topo da parada musical Hot Country Songs da Billboard, tornando Beyoncé a primeira mulher negra a conseguir esse feito (Foto: Blair Caldwell)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de marcar território a respeito da sonoridade, a posição grandiosa da ex-vocalista do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sQgd6MccwZc&amp;pp=ygUOZGVzdGlueXMgY2hpbGQ%3D"><span style="font-weight: 400;">Destiny&#8217;s Child</span></a><span style="font-weight: 400;"> denota uma nova era para a cultura como um todo: o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/cowboy-core-beyonce-e-ana-castela-influenciam-nova-tendencia/"><i><span style="font-weight: 400;">cowboy core</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Inspirada em </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/onde-assistir-aos-filmes-que-inspiraram-beyonce-no-album-cowboy-carter/"><span style="font-weight: 400;">filmes estilo faroeste</span></a><span style="font-weight: 400;"> que variam desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zQTDoxrgBeU&amp;pp=ygUTQ293Ym95cyBkbyBFc3Bhw6dvIA%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboys do Espaço</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000) até </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Assassinos da Lua das Flores</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023), ela percorre uma atmosfera lendária através da perspectiva de uma mulher negra, desafiando o saudosismo e colocando o cavalo na chuva no maior estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não será de se espantar que os cantores passem a rejeitar os instrumentos programados por </span><i><span style="font-weight: 400;">softwares</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou que a moda seja tomada por chapéus, fivelas e franjas – afinal, tudo que Beyoncé toca vira tendência, sendo praticamente o Midas do universo do entretenimento. Sem desistir das mudanças bruscas de sonoridade que questionam a ideia de gênero musical, a obra explora os versos tradicionais do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> com aquele </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lEIqjoO0-Bs"><span style="font-weight: 400;">aspecto selvagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> que só ela sabe acrescentar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transitando entre narrativas líricas que traduzem o cotidiano do perfil padrão dos homens brancos que passam tempo demais na estrada longe da família e a vida superficialmente luxuosa de uma diva </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Queen B</span></i><span style="font-weight: 400;">’ flerta com a estética sem soar tão irônica quanto Madonna em sua época de movimentar “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HZli8pArLSE&amp;pp=ygUFaGlsdXg%3D"><i><span style="font-weight: 400;">no beat do tuts, tuts</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1V342k6sinWc4y4R2iReOu?si=Bmqh-dUDSqO0_NLXatoi8w"><i><span style="font-weight: 400;">Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000). Ela também não se insere tão naturalmente quanto </span><a href="https://oganpazan.com.br/o-country-blues-na-musica-de-bob-dylan/"><span style="font-weight: 400;">Bob Dylan</span></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, oferece uma latência energeticamente perfeita para um rodeio.</span></p>
<figure id="attachment_33286" aria-describedby="caption-attachment-33286" style="width: 1548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33286" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4.png" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia em preto e branco que a captura a partir dos ombros, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados curtos que vestem um chapéu preto. Ela usa uma camiseta de botões e mangas longas enquanto olha diretamente para a câmera. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1548" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4.png 1548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-800x529.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-1024x677.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-768x508.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-1536x1016.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-1200x794.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33286" class="wp-caption-text">COWBOY CARTER foi anunciado no comercial da Verizon para o Super Bowl LVIII (Foto: Parkwood Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois primeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> retratam essa espécie de dicotomia existente em </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;">. De um lado, produções complexas que valorizam os vocais e contam histórias, do outro, batidas dançantes trabalhadas com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bgtuQptR1U4"><span style="font-weight: 400;">frases de afirmação</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Beyoncé. Se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hhKNjTb6U1Y&amp;pp=ygULMTYgY2FycmFnZXM%3D"><i><span style="font-weight: 400;">16 CARRIAGES</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já é um destaque de sua discografia, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=238Z4YaAr1g&amp;pp=ygUPVEVYQVMgSE9MROKAmUVN"><i><span style="font-weight: 400;">TEXAS HOLD’EM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> reúne todos os clichês do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que funciona para virais nas redes sociais ao passo em que soa quase como uma paródia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, é inegável a presença de uma representatividade potente nas duas formas de cantar. Ambas as canções trazem </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/beyonce-country-songs-players-robert-randolph-rhiannon-giddens-1234967138/"><span style="font-weight: 400;">instrumentistas negros</span></a><span style="font-weight: 400;"> que atuam no gênero, entre eles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=edkWdriJ_hk&amp;pp=ygUPUm9iZXJ0IFJhbmRvbHBo"><span style="font-weight: 400;">Robert Randolph</span></a><span style="font-weight: 400;">, guitarrista de pedal </span><i><span style="font-weight: 400;">steel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LFitzERXbqg&amp;pp=ygUQUmhpYW5ub24gR2lkZGVucw%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Rhiannon Giddens</span></a><span style="font-weight: 400;">, tocadora de banjo. Essa colaboração com artistas renomados em suas áreas, mas não tão conhecidos pelo </span><a href="https://time.com/6961812/beyonce-cowboy-carter-collabs/"><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os concedeu a chance de aparecer nas paradas musicais da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;">, catapultando por tabela os ouvintes nos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><figure id="attachment_33287" aria-describedby="caption-attachment-33287" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33287" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3.jpg" alt="Imagem de Beyoncé durante a turnê The Formation World Tour. Na fotografia que a captura a partir dos joelhos, a cantora, uma mulher negra de olhos escuros e cabelos loiros longos, aparece em cima do palco com um sorriso no rosto enquanto observa a plateia. Ela veste um maiô preto de mangas compridas adornado com detalhes em dourado. Por cima da peça, está um enorme casaco brilhante. Beyoncé também veste botas de estampa de onça enquanto carrega um microfone dourado com uma das mãos. Ao fundo, é possível ver seu corpo de balé e um enorme telão." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33287" class="wp-caption-text">Comportamentos patriarcais marcam Daddy Lessons, faixa de Formation (2016) e primeira investida de Beyoncé no country [Foto: Parkwood Entertainment]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A ótima resposta que Beyoncé tem recebido do público e dos veículos de comunicação especializados demonstra a qualidade inata de </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao mesmo tempo que evidencia uma reação contrária aos acontecimentos de 2016, quando a abelha ferrenha do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançou a sua criação mais azeda até aquele momento, o disco </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7dK54iZuOxXFarGhXwEXfF?si=U0oXpUkNSCWKMCu5PULsxQ"><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Embora seja um projeto aclamado, a faixa </span><a href="https://www.tracklist.com.br/beyonce-apresenta-daddy-lessons-com-dixie-chicks-no-cma/48869"><i><span style="font-weight: 400;">Daddy Lessons</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não foi poupada das críticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um excesso questionável de “</span><i><span style="font-weight: 400;">Yeehaw</span></i><span style="font-weight: 400;">”, que permanece nas composições menos inspiradas do </span><i><span style="font-weight: 400;">ACT II</span></i><span style="font-weight: 400;">, a música antecipou a vontade da texana em retratar o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, revelou uma certa imaturidade à época. Agora, experiente e disposta a fazer os </span><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i><span style="font-weight: 400;"> morderem a língua, ela reformula a narrativa sobre comportamentos patriarcais com maestria em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cjeC0zNqigo&amp;pp=ygUIREFVR0hURVI%3D"><i><span style="font-weight: 400;">DAUGHTER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de longe, a melhor produção do disco que conta com a aria </span><a href="https://operawire.com/hear-beyonce-sing-part-of-caro-mio-ben-in-new-album-cowboy-carter/"><i><span style="font-weight: 400;">Caro Mio Ben</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Diziam que eu era country demais/Então veio a rejeição, disseram que eu não era country o bastante/Disseram que eu não ia subir na sela, mas/Se isso não é country, me diga, o que é?</span><i><span style="font-weight: 400;">” &#8211; </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vp3BSjJdyow&amp;pp=ygURQU1FUklJQ0FOIFJFUVVJRU4%3D"><span style="font-weight: 400;">AMERIICAN REQUIEM</span></a></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus ao conceito de partição que diferencia as faixas do álbum, a cantora também se divide entre a fumaça das ruas e os corais da igreja, em um misto de religiosidade e ambições mundanas. Nas parcerias, essa transição fica nítida com as participações no mínimo inusitadas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;"> na sensual </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=esnhbIbQHgM&amp;pp=ygUQTEVWSUlT4oCZUyBKRUFOUw%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">LEVIIS’S JEANS</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;"> – junto de sua voz ríspida que causa um conflito entre texturas vocais transcendentes –, na redenção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SyXfJi2KZ-A&amp;pp=ygUOSUkgTU9TVCBXQU5URUQ%3D"><i><span style="font-weight: 400;">II MOST WANTED</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse caldeirão de sonoridades, </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2024/03/30/quem-e-jolene-conheca-historia-do-classico-de-dolly-parton-que-ganhou-versao-em-album-de-beyonce.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Dolly Parton</span></a><span style="font-weight: 400;"> enfrenta um perigo iminente: uma composição se tornar mais popular na voz de outra pessoa, novamente. Isso porque a interpretação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x9XHMK3nWr4&amp;pp=ygUGSk9MRU5F"><i><span style="font-weight: 400;">JOLENE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganha uma nova dimensão com a entonação dramática de Beyoncé, uma vez que a história sobre traição casa perfeitamente com os problemas familiares da família Carter, resultados da infidelidade do marido, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kbMqWXnpXcA&amp;pp=ygUHYXBlc2hpdA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Jay-Z</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do mesmo modo que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pW2TgGy5gjY&amp;pp=ygUdIEkgV2lsbCBBbHdheXMgTG92ZSBZb3UgRE9MTFk%3D"><i><span style="font-weight: 400;">I Will Always Love You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi eternizada por Whitney Houston no longa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3JWTaaS7LdU&amp;pp=ygUXIEkgV2lsbCBBbHdheXMgTG92ZSBZb3U%3D"><i><span style="font-weight: 400;">O Guarda-Costas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1993), o aviso à mulher jovem de cabelo castanho-avermelhado que remonta a “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QxsmWxxouIM&amp;pp=ygUJU09SUlkgQkVZ"><i><span style="font-weight: 400;">Becky with the good hair</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” pode se sobressair em relação a gravação original de 1974, ao menos para a audiência não familiarizada com a lenda da Música </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outro </span><i><span style="font-weight: 400;">cover </span></i><span style="font-weight: 400;">presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xhempeEjGUA&amp;pp=ygUKQkxBQ0tCSUlSRA%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">BLACKBIIRD</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dos The Beatles que, ao contrário, não desperta tantas emoções.</span></p>
<figure id="attachment_33288" aria-describedby="caption-attachment-33288" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33288" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1.jpg" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia em preto e branco que a captura a partir dos ombros, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados longos que vestem um chapéu preto. Ela segura um charuto em uma das mãos enquanto olha diretamente para a câmera. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33288" class="wp-caption-text">Jay-Z, marido da Queen B, foi alvo de indiretas bem diretas novamente (Foto: Mason Poole)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao repetir a </span><a href="https://www.billboard.com/music/chart-beat/beyonce-cowboy-carter-collaborators-make-hot-100-debuts-1235652102/"><span style="font-weight: 400;">lista longa de colaboradores</span></a><span style="font-weight: 400;"> do antecessor, o primeiro ato </span><a href="https://personaunesp.com.br/renaissance-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022), a intérprete de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ViwtNLUqkMY&amp;pp=ygUKY3JhenkgTE9WRQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Crazy In Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> parece entender que significa algo maior do que ela mesma. Ao longo de duas décadas de atividade, Beyoncé passou a simbolizar muitas comunidades, compreendendo a sua artisticidade como um grande trabalho em grupo; até porque esses dois últimos ensaios de expressões culturais tão distintas só poderiam ser feitas a muitas mãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na produção do disco, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mjaayCARwro&amp;pp=ygURRC5BIEdvdCBUaGF0IERvcGU%3D"><span style="font-weight: 400;">D.A Got That Dope</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hT_nvWreIhg&amp;pp=ygULb25lcmVwdWJsaWM%3D"><span style="font-weight: 400;">Ryan Tedder</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ozv4q2ov3Mk&amp;pp=ygUXUGhhcnJlbGwgV2lsbGlhbXMgZmVlbHM%3D"><span style="font-weight: 400;">Pharrell Williams</span></a><span style="font-weight: 400;"> formam o trio principal que exemplifica os elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, sempre interpolados na discografia da cantora. Entre os poucos momentos abaixo do esperado – como a cansativa </span><a href="https://youtube.com/watch?v=9DIBZX_v0-U&amp;pp=ygUeU1dFRVQg4piFIEhPTkVZIOKYhSBCVUNLSUlO4oCZ"><i><span style="font-weight: 400;">SWEET ★ HONEY ★ BUCKIIN’</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> –</span></i><span style="font-weight: 400;">, as interludes surpreendem: intituladas como </span><i><span style="font-weight: 400;">SMOKE HOUR</span></i><span style="font-weight: 400;">, elas trazem narrações dos ícones </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sYG3YiyqY7U&amp;pp=ygUUV2lsbGllIE5lbHNvIGJleW9uY2U%3D"><span style="font-weight: 400;">Willie Nelson</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2bkKa6G5iFo&amp;pp=ygUUTGluZGEgTWFydGVsbGJleW9uY2U%3D"><span style="font-weight: 400;">Linda Martell</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33289" aria-describedby="caption-attachment-33289" style="width: 1581px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5.png" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados e longos que vestem um chapéu branco. Ela está de lado para a câmera e veste um chapéu branco com uma vestimenta tradicional de cowboys nas cores branco, azul e vermelho. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1581" height="1054" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5.png 1581w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33289" class="wp-caption-text">COWBOY CARTER debutou em primeiro lugar na lista dos álbuns mais vendidos nos EUA, a Billboard Hot 200 (Foto: Blair Caldwell)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o aprofundamento a respeito do gênero musical, até mesmo </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2024/03/29/funk-brasileiro-incluido-em-album-de-beyonce-foi-criado-em-garagem-apos-treta-entre-dj-e-cantor.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi utilizado; logo após uma breve introdução de Martell, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MxNMvZ5BhSU&amp;pp=ygUKU1BBR0hFVFRJSQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">SPAGHETTII</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> atinge o clímax através do ‘batidão’ de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w_A7VxZSkrY&amp;pp=ygUXQXF1ZWNpbWVudG8gRGFzIERhbmFkYXM%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Aquecimento Das Danadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, autoria dos DJs Mandrake e Xaropinho. A faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7HV_Rv858YM&amp;pp=ygUJQk9EWUdVQVJE"><i><span style="font-weight: 400;">BODYGUARD</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também despertou a atenção do país para além da qualidade, sendo acusada de supostamente soar como plágio de um certo </span><a href="https://billboard.com.br/beyonce-plagiou-flora-matos-ouca-a-comparacao-de-bodyguard-e-piloto/"><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ‘aplicativo de dancinhas’</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que não procede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por vezes, as guitarras animadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> possuem mais afinidade musical com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/43YIoHKSrEw2GJsWmhZIpu?si=-YdN-WdSTZugRnwpf6xWXw"><i><span style="font-weight: 400;">Born to Run</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1975) de Bruce Springsteen do que qualquer outra obra atual. Justamente por referenciar tantos clássicos da Música, é difícil imaginar como o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> irá contornar as indicações de 2025 para premiar, </span><a href="https://www.billboard.com/media/podcasts/beyonce-cowboy-carter-grammy-chances-album-of-the-year-pop-shop-podcast-1235647920/"><span style="font-weight: 400;">pela quinta vez</span></a><span style="font-weight: 400;">, alguém que não seja Beyoncé com o gramofone mais cobiçado da noite, o de Álbum do Ano.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><span style="font-weight: 400;">Com quinze anos, a inocência havia se perdido/Tive que sair de casa ainda muito jovem//Eu vi minha mãe orar, eu vi meu pai batalhar/Tive que deixar para trás todos os meus doces problemas.</span><i><span style="font-weight: 400;">” &#8211;</span></i><span style="font-weight: 400;"> 16 CARRIAGES</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sem visuais, nessa altura do campeonato, é de se acreditar que Beyoncé quer o foco inteiramente na Música e, seja essa técnica reproduzida ou não no </span><i><span style="font-weight: 400;">ACT III</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2024/04/15/beyonce-segue-no-topo-da-parada-americana-de-albuns-com-cowboy-carter.html"><span style="font-weight: 400;">expectativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> está alta como nunca antes. Se superar </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i><span style="font-weight: 400;"> soava quase impossível, </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> não facilita para o terceiro ato. Fato é que, qualquer direção que a artista e seu cavalo tomem, certamente a indústria musical irá querer cavalgar junto.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: COWBOY CARTER" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6BzxX6zkDsYKFJ04ziU5xQ?si=t8TlEscjR9a3rID7q-6_hw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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