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	<title>Arquivos Gab Garcia &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>X-Slasher degusta Bauru até o último pedaço</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2025 13:00:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Elm Street, Woodsboro e Nova York são algumas cidades, fictícias ou não, que protagonizaram clássicos do slasher americano. A forma como a população se comporta e os lugares que os jovens frequentam são aspectos importantes na trama destes filmes, sobretudo porque a tranquilidade dos subúrbios americanos ou o julgamento de um município interiorano &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/x-slasher-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "X-Slasher degusta Bauru até o último pedaço"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36146" aria-describedby="caption-attachment-36146" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36146" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-2-800x450.jpg" alt="Cena do filme X-SlasherNa imagem, a mão de uma mulher branca folheia um livro de invocação. Na página direita, há um sanduíche com mãos, olhos de pepino e pés de tomate desenhado dentro de um losango, com várias escrituras. Enquanto na esquerda, está o mesmo lanche, mas desmontado. A iluminação é escura e amarela. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-2.jpg 984w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36146" class="wp-caption-text">O filme foi produzido por meio da Lei Paulo Gustavo (Foto: Leticia Bonatelli)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/novo-pesadelo-o-retorno-de-freddy-krueger-30-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Elm Street</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Woodsboro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nova York</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são algumas cidades, fictícias ou não, que protagonizaram clássicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano. A forma como a </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-sei-o-que-voces-fizeram-no-verao-passado-critica/"><span style="font-weight: 400;">população se comporta</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os lugares que os jovens frequentam são aspectos importantes na trama destes filmes, sobretudo porque a tranquilidade dos subúrbios americanos ou o julgamento de um município interiorano são elementos que o Terror deturpa e radicaliza para tensionar os personagens e o público. Em </span><a href="https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2025/10/31/x-slasher-lanche-bauru-e-protagonista-de-curta-de-terror-que-concorre-para-ser-exibido-na-ccxp.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">X-Slasher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2025), dirigido por Leticia Bonatelli, os sangues nas pontas de faca desembarcam em Bauru (São Paulo), sendo o ambiente crucial para a história que quer contar. </span><span id="more-36145"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os corpos que ficam pelo caminho, a dupla de roteiristas Gabriel Arruda e Letícia Bonatelli escolhe pontos familiares da cidade como cenários, que além de estabelecer um laço com os conterrâneos, cria um subtexto que defende a identidade do local, ao passo que discute o quão letal o interior pode ser à juventude. Não à toa, o responsável por assassinar quem ousa falar mal do lanche bauru é a representação do alimento: o mascote </span><a href="https://socialbauru.com.br/criador-renova-bauruzinho-em-diferentes-atividades/"><span style="font-weight: 400;">Bauruzinho</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesse sentido, o curta-metragem posiciona a história de quatro amigos desrespeitosos com a cidade, que, por meio dos diálogos, entende-se que vieram de outras regiões para Bauru. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles oriundos da capital, o abismo da cultura alimentar e do tamanho da fronteira são questões limitantes para o cotidiano, porém, quando abrem a boca, o que sai é um terrível </span><a href="https://www.gepec.ufscar.br/publicacoes/publicacoes-seminarios-do-gepec/seminarios-de-2013/3-educacao-do-campo-formacao-e-trabalho-docente/c16-os-caipiras-e-suas-representacoes.pdf"><span style="font-weight: 400;">desdém</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela localidade. Ainda assim, tanto para quem nasce quanto para quem vem de fora, a experiência de morar em um município com pouco mais de 300 mil habitantes (isso quando não tem menos de 20 mil) sufoca, principalmente os </span><a href="https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2021/06/28/solidao-e-medo-influenciadora-e-psicologa-falam-sobre-como-e-ser-lgbtqia-no-interior-da-paraiba.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">queers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e os rebeldes que rompem com a tradição da família e da população. É o urbano se materializando como o símbolo clássico daquela terra para matar quem ousa sair da linha.</span></p>
<figure id="attachment_36147" aria-describedby="caption-attachment-36147" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36147" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1-800x450.jpg" alt="Cena do filme X-SlasherNa imagem, há um lanche no chão na parte inferior e uma mão estendida na parte superior, saindo de dentro de uma geladeira. A mão está escorrendo sangue, que cai no lanche e no chão. O eletrodoméstico é branco, assim como o piso no chão. O cenário é noturno. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1.jpg 984w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36147" class="wp-caption-text">O curta estreou na Mostra Loco de Ouro 2025 (Foto: Leticia Bonatelli)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A influência do meio está, inclusive, na Direção de Arte de Gab Garcia e no trabalho artístico de Angélica Spadari para dar vida ao cartão postal, ambos esbanjam um caráter de </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/521229/critica-a-bolha-assassina-1988-o-trash-divertido-dos-anos-1980-classico/"><span style="font-weight: 400;">filme B</span></a><span style="font-weight: 400;">, no sangue que parece ketchup (o que combina com uma história sobre lanche) ou na aparência do Bauruzinho. Essa característica garante o aspecto grotesco das cenas dos personagens comendo e alude ao Cinema feito com poucos recursos, que recorre à jocosidade para não ser encapsulado em termos como ‘mal feito’. Efetivamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> soa como uma obra que só poderia ser feita através da estética </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jD50ashsBE4&amp;t=995s"><i><span style="font-weight: 400;">made in brazil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta vai incorporar o famoso caso do </span><a href="https://g1.globo.com/VCnoG1/0,,MUL1063609-8491,00.html"><span style="font-weight: 400;">furto do Bauruzinho</span></a><span style="font-weight: 400;">, que aconteceu em 2008, quando uma república de estudantes levou para casa a estátua do ícone. Antes, o boneco estava fixado na Praça Vitória Régia, localizada na principal avenida do município. Porém, enquanto os jovens cineastas tentam retomar a identidade cultural da cidade, transformando o personagem em efígie do Terror, a realidade parece querer esquecer o sanduíche que leva seu nome. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No artigo </span><a href="https://periodicos.ufms.br/index.php/cadec/article/view/4534"><i><span style="font-weight: 400;">O SUPLÍCIO DO BAURUZINHO: cultura local, identidade e mídia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017), os autores Claudio Bertolli Filho e Ana Carolina Biscalquini Talamoni vão apontar que o símbolo representado pelo sanduíche foi esquecido pela mídia local, pela população e pelos representantes governamentais, que inclusive achavam o monumento de ‘mau gosto’. Filho e Biscalquini vão concluir dizendo que o Bauruzinho foi “</span><i><span style="font-weight: 400;">confinado a um canto raramente visitado da rodoviária local</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_36148" aria-describedby="caption-attachment-36148" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36148" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-800x450.jpg" alt="Fotografia do boneco BauruzinhoNa imagem, o boneco Bauruzinho está fixado em uma plataforma, dentro da rodoviária da cidade de Bauru. Ele é um sanduíche com olhos de pepino (na cor verde e branca), com uma carne saindo da boca, como se fosse uma língua, braços amarelos abertos, com as mãos possuindo quatro dedos, pernas amarelas e pés vermelhos, de tomate. Através dele há várias árvores e grama. Atrás, um portão de grade. Ao fundo, está a cidade, nublada. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1.jpg 984w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36148" class="wp-caption-text">Boneco real do Bauruzinho (Foto: Carlos Hinke)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O visual do Baurzinho e a escolha em trazer para a ficção essa preciosidade na história de Bauru residem no aspecto de conexão e memória com a cultura da cidade, mas de certa forma também contribuem para esse aspecto de vulgaridade das manifestações artísticas e culturais presentes nas ruas e no imaginário coletivo brasileiro, seja a </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/a-instigante-briga-entre-carreta-furacao-e-cpm-22-postura-desrespeitosa/"><span style="font-weight: 400;">Carreta Furacão</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou o </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2025/07/31/qual-novela-tinha-o-cadeirudo-personagem-iconico-assombrava-mulheres.htm"><span style="font-weight: 400;">Cadeirudo</span></a><span style="font-weight: 400;">, da novela </span><i><span style="font-weight: 400;">A Indomada</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1997). Como também para a narrativa absurda, afinal, o crime parece fantasia. Estes exageros, que surgem nas camadas populares, nunca precisaram de pompa ou grandes orçamentos para serem queridos e lembrados, assim como o Bauruzinho – apesar de sua criação ter sido fruto da iniciativa da elite e empresários locais, sua estética passa longe dos grandes salões. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez, para uma parcela da população, o verdadeiro horror, o assassino genuíno, seja ‘</span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/10/conjunto-habitacional-em-diadema-passa-por-refavelizacao-e-gera-debate-sobre-urbanismo.shtml"><span style="font-weight: 400;">manchar</span></a><span style="font-weight: 400;">’ a estética arquitetônica e plástica minimalista e limpa. Felizmente, a cineasta Leticia Bonatelli e toda a produção compreendem o apelo social do Bauruzinho e replicam a identidade brasileira em seu filme B, que não poderia ser outro. O artigo afirma que “</span><i><span style="font-weight: 400;">Se ainda hoje é lembrado, isto se deve aos universitários de Bauru que invocam o Bauruzinho em seus trabalhos escolares ou em suas brincadeiras</span></i><span style="font-weight: 400;">” e parece que a realidade não mudou, afinal o curta é um </span><a href="https://www.instagram.com/reel/DQPJbAnEemn/"><span style="font-weight: 400;">projeto</span></a><span style="font-weight: 400;"> de quem já ocupou as cadeiras de discentes da graduação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bauru surge, então, como um cenário extremamente importante para a narrativa, tanto internamente quanto externamente. Com seus 30 minutos de duração, o curta-metragem reacende a </span><a href="https://revistaforum.com.br/cultura/2025/10/29/agente-secreto-filme-fala-sobre-afetos-memoria-cinema-190892.html"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> local, mesmo que para isto precise usar do Terror e sua capacidade de abominar até os ingênuos. A partir de agora, o Bauruzinho pode descer do pequeno palco dedicado a ele na rodoviária e passar a dividir, ao lado do </span><i><span style="font-weight: 400;">Ghostface</span></i><span style="font-weight: 400;">, Jason e </span><a href="https://diariodopara.com.br/videolocadora/a-sintese-do-horror-no-brasil-a-meia-noite-levarei-sua-alma-completa-60-anos/"><span style="font-weight: 400;">Zé do Caixão</span></a><span style="font-weight: 400;">, o panteão das figuras aterrorizantes. Seja para trucidar adolescentes ou qualquer um que atreva-se a desrespeitar a característica local, o sanduíche estará à espreita, pronto para golpear. </span></p>
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