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	<title>Arquivos Fuck Me Pumps &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Back To Black: 10 anos sem Amy Winehouse</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2021 22:44:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Júlia Trevisan e Raquel Dutra Nós apenas nos despedimos com palavras, quando naquela tarde de 23 de julho de 2011, o mundo soube da morte de Amy Winehouse. A vida de uma das maiores vozes do jazz contemporâneo foi uma das mais difíceis dentre as existências artísticas que o mundo teve a dor e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/amy-winehouse-morte-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Back To Black: 10 anos sem Amy Winehouse"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21775" aria-describedby="caption-attachment-21775" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-21775" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1.png" alt="" width="960" height="717" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1.png 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-800x598.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-768x574.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21775" class="wp-caption-text">O dia 23 de julho de 2021 marca uma década da morte de Amy Winehouse (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Júlia Trevisan e Raquel Dutra</b></p>
<p><a href="https://medium.com/a-longing-look/we-only-said-goodbye-with-words-4012bf600509"><i><span style="font-weight: 400;">Nós apenas nos despedimos com palavras</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando naquela tarde de 23 de julho de 2011, o mundo soube da morte de Amy Winehouse. A vida de uma das maiores vozes do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo foi uma das mais difíceis dentre as existências artísticas que o mundo teve a dor e a delícia de acompanhar, chegando ao limite extremo da luta pela sobrevivência em meio ao vício em drogas, transtornos alimentares e doenças psicológicas. O fim veio triste, com aquele gosto amargo de algo que consome cada vestígio de vida e genialidade até não sobrar mais nada, por meio de uma overdose na cidade de Camden, em Londres, quando a jovem artista tinha apenas 27 anos. </span></p>
<p><span id="more-21774"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma década depois, nós voltamos ao luto de Amy Winehouse porque tudo o que ela deixou de herança para o mundo continua precioso, e porque tudo o que ela deixou em débito continua ameaçador e destrutivo. Os monstros de 2011 não desistem de rondar nossos jovens e nossos artistas, que acabam buscando nos vícios o refúgio para o cruel pesadelo que a vida e a indústria podem se tornar. Mas acima de tudo, Amy Winehouse merece ser conhecida pela sua relevância artística, musical e cultural e realizações que não estão compreendidas na imagem midiática marcada pelas suas tragédias pessoais, mas sim que mudaram </span><a href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/07/amy-winehouse-fica-na-historia-da-musica-entre-talento-e-polemicas.html"><span style="font-weight: 400;">a história da música para sempre</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_21776" aria-describedby="caption-attachment-21776" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-21776" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-1-1.jpg" alt="" width="800" height="539" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-1-1-768x517.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21776" class="wp-caption-text">&#8220;Eu não quero ser famosa, eu quero cantar&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A Amy Winehouse que conhecemos hoje teve a música correndo pelas suas veias desde o dia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wsnJpFF8PvQ"><span style="font-weight: 400;">14 de setembro de 1983</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nascida numa pequena cidade ao norte da Inglaterra dentro de uma família de ascendência judaica, muitos dos seus vínculos familiares mantinham relações próximas e profissionais com a música, principalmente o mais forte deles, que era com a sua avó paterna. Outra forte influência veio diretamente de seu pai, Mitchell Winehouse, que era cantor amador nas folgas do trabalho como taxista e criou Amy ao som de clássicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> como os entoados por Ella Fitzgerald e Frank Sinatra.</span></p>
<p><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/3857-amy-winehouse-na-infancia"><span style="font-weight: 400;">Os altos e baixos de sua vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> também sempre a acompanharam desde cedo. Quando Amy chegou aos nove anos, cedeu aos incentivos da avó e se matriculou em uma escola de artes, ao mesmo tempo em que se abalava com a separação de seus pais. Aos 14 anos, ela roubava a cena nos aniversários dos amigos quando assumia o papel de vocalista das canções de felicitações e encontrava as drogas pela primeira vez. Aos 15, escrevia suas primeiras canções e manifestava os primeiros traços de sua luta contra a bulimia. Aos 16, cantava clássicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">com orquestras e deixava os estudos para se tornar cada vez mais conhecida nos clubes de Londres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O poder vocal daquela jovem que conservava uma relação íntima com os clássicos mais antigos e fundamentais do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> atraía a atenção da </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/07/amy-winehouse-mantinha-jukebox-carregada-de-rock-em-pub-que-proibia-drogas.shtml"><span style="font-weight: 400;">cena musical londrina</span></a><span style="font-weight: 400;">, e foi em 2002 que ela assinou seus primeiros contratos profissionais bem-sucedidos. Com a gestão do grande produtor artístico britânico Simon Fuller, publicação da </span><i><span style="font-weight: 400;">EMI Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> e gravação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Island Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o sonho musical de Amy Winehouse demonstrava estar cada vez mais próximo.</span></p>
<figure id="attachment_21777" aria-describedby="caption-attachment-21777" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-21777" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-1-1.jpg" alt="" width="1080" height="716" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-1-1.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-1-1-800x530.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-1-1-1024x679.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-1-1-768x509.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21777" class="wp-caption-text">&#8220;Se você é tudo isso apenas aos 18 anos, o que você será aos 25?&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Naquela época, a potência musical de Amy e suas idas e vindas pelos estúdios londrinos já haviam concretizado algumas canções. É o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">October Song</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Amy Amy Amy</span></i><span style="font-weight: 400;">, duas das primeiras músicas compostas por Amy que já traziam um primeiro vislumbre do que seria o seu disco de estreia. A primeira, juvenil e lúdica, era onde </span><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-october-song-lyrics"><span style="font-weight: 400;">a artista soltava sua poesia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e brincava com um pouco de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">; e a segunda, ousada e sensual, foi a forma que ela encontrou de engatar num </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> para desabafar sua </span><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-amy-amy-amy-lyrics"><span style="font-weight: 400;">libidinosa energia</span></a><span style="font-weight: 400;">, que lhe rendia alguns &#8211; muitos &#8211; problemas, e suplicar para si mesma num tom meio auto debochado por um pouco juízo. Ou seja, algo completamente contrário a quase tudo o que se cria na nossa cabeça e nos nossos ouvidos quando pensamos no nome de Amy Winehouse.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, a identidade da artista é associada a uma inspiração profunda, obscura e densa, mas em 2003, a estreia de Amy através de </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;"> se dedicou a expressar uma energia divertida, jovial, leve e solta. </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/amy-winehouse-transformou-sua-dor-e-angustia-em-jazz-mas-ela-nao-era-so-isso-analise/"><span style="font-weight: 400;">A raiz no puro </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, não é nem um pouco diluída na aparência atraente do álbum, mas puxa o som para algo diretamente relacionado com as suas influências musicais, que como a própria identificava, soava um tanto elitista perto dos gêneros dominantes das paradas do início do novo século. Entre o equilíbrio de elementos mais simpáticos e outros mais fechados, Amy Winehouse chamava a atenção da crítica, atraía o gosto do público, saciava sua fome de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> e agradava as vendas de sua gravadora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A graça de </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;"> era anunciada por </span><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-intro-stronger-than-me-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Stronger Than Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro sucesso, e primeira música do primeiro álbum &#8211; e seguido pelo grande destaque do</span><i><span style="font-weight: 400;"> debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iVaqQe3V498"><i><span style="font-weight: 400;">Fuck Me Pumps</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que guardava numa melodia brincalhona uma </span><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-fuck-me-pumps-lyrics"><span style="font-weight: 400;">letra polêmica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o que a música tinha de melhor a oferecer nos anos 2000. No entanto, a mais comercial dessa grande ode ao amor que Amy tinha pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> clássico não teve muita resposta das tabelas musicais. Se aproximando do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xdi_yuSgQw8"><i><span style="font-weight: 400;">In My Bed</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> era uma experimentação que confirmava algo que hoje entendemos como uma das maiores verdades sobre: a relação que a artista mantinha com suas inspirações dentro do seu gênero favorito e a forma como produzia sua própria arte a partir delas era realmente o que a tornava tão especial.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Amy Winehouse - Stronger Than Me" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7CYE0DYIbaw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">E coloca especial nisso. Para sanar qualquer dúvida a respeito dos motivos da adoração de Amy pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela mostra o quão bem a música faz à ela no </span><i><span style="font-weight: 400;">cover</span></i><span style="font-weight: 400;"> da clássica </span><i><span style="font-weight: 400;">(There Is) No Greater Love</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na voz de Amy, a música de Isham Jones e Marty Symes, </span><a href="https://www.classicjazzstandards.com/songs/there-is-no-greater-love/"><span style="font-weight: 400;">originalmente tocada em 1936</span></a><span style="font-weight: 400;">, se derrete numa versão acústica e fresca, performada ao ar livre, que nos leva para o que sempre foi seu melhor lugar. A gravação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;"> desenha no imaginário de seus ouvintes uma pacífica noite estrelada numa praia deserta, com as suas pessoas favoritas ao seu redor e a melhor música do mundo tocando ao fundo, mostrando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zJfRdUx3gV0"><span style="font-weight: 400;">uma face serena de Amy</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, infelizmente, o mundo quase não conheceu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse ambiente consolador era o que Amy mais precisava em meio às turbulências da vida, e sempre que possível, ela o criava através da música. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;">, voltamos a conhecer os refúgios da artista em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jzafg6sAi4M"><i><span style="font-weight: 400;">Moody’s Mood For Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que marca a sua ligação radical com a música caribenha e jamaicana no gênero híbrido que é o </span><i><span style="font-weight: 400;">ska</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ali, encontramos uma Amy Winehouse solta, cantando seus versos de forma livre e sem preocupação óbvia com o ritmo, como toda boa música que </span><a href="https://personaunesp.com.br/bob-marley-morte-40-anos/"><span style="font-weight: 400;">se deixa influenciar pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A excelência e esmero de Amy com sua música já entregava naquele primeiro disco uma das músicas mais perfeitas de sua discografia. Na segunda faixa de seu álbum de estreia, o desejo da artista era abraçar todas as notas musicais possíveis por meio dos arpejos do piano de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=o1vwoIE1HkY"><i><span style="font-weight: 400;">You Sent Me Flying</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Confiante, espontânea, apaixonante, ela mostrava o porquê poderia ser uma exímia diva do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_21778" aria-describedby="caption-attachment-21778" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21778" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-1-1.jpg" alt="" width="800" height="531" /><figcaption id="caption-attachment-21778" class="wp-caption-text">O produtor Salaam Remi dizia que Amy tinha &#8220;o estilo de um cantor de jazz de 65 anos&#8221; e que &#8220;ela conhecia as notas musicais de cabeça pra baixo&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte da beleza de </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;"> estava na sinceridade de sua criadora. Outra joia do disco é </span><i><span style="font-weight: 400;">I Heard Love Is Blind</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde Amy Winehouse desperta todos os nossos sentidos através da melodia vagarosa e conformada de alguém que compreende a gravidade das </span><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-i-heard-love-is-blind-lyrics"><span style="font-weight: 400;">infidelidades que cercam sua vida</span></a><span style="font-weight: 400;">, tanto partindo de terceiros, como de si mesma. Nas palavras de qualquer outro artista, uma música como essa não passaria de uma metáfora exagerada. Mas na voz visceralmente verdadeira de Amy Winehouse, aquela era uma forma de desabafar a maneira intensa e destrutiva com que ela vivia o amor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas esquinas, o álbum que precisava causar boas impressões não conseguia esconder completamente os cantos escuros de Amy Winehouse. O efeito dramático que os pianos e baixos criam em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Take The Box</span></i><span style="font-weight: 400;"> revelam os aspectos que logo iriam se sobressair e tomar sua vida e arte por completo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O movimento de descobrir a profundidade emocional de Amy segue na vibrante </span><i><span style="font-weight: 400;">Help Yourself</span></i><span style="font-weight: 400;">. O refrão, composto por um leve </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu não posso te ajudar se você não se ajudar”</span></i><span style="font-weight: 400;">, flui dos vocais de Amy mas também se transforma no desabafo que mais se ouvia dos </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/afp/2021/07/23/dez-anos-apos-a-morte-familia-de-amy-winehouse-quer-recuperar-sua-imagem.htm"><span style="font-weight: 400;">amigos e familiares de Amy</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mostrando seus primeiros contornos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;">, a mensagem seria ainda mais urgente na próxima fase da vida da artista representada pelo segundo e último disco de Winehouse. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Amy Winehouse - Take The Box" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/egpsoqLxkQE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O caminho da jovem artista estava aberto com </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;">, que apesar de ter conquistado um impacto positivo, em nada se comparava com o que aconteceria com seu sucessor. Mas como Amy sempre teve que enfrentar seus monstros, o caminho até chegar naquele que seria o maior álbum da carreira foi marcado por </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/878444-biografia-de-amy-winehouse-explica-historia-de-rehab.shtml"><span style="font-weight: 400;">períodos conturbados de sua vida</span></a><span style="font-weight: 400;">. É em meio ao seu envolvimento com álcool e drogas pesadas, unido aos problemas de distúrbio alimentar e a pressão do ritmo produtivo da indústria que a cantora rompeu com a sua primeira gravadora para conseguir trabalhar com autonomia uma produção mais independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim surge </span><a href="https://open.spotify.com/album/097eYvf9NKjFnv4xA9s2oV?si=JyRYrs_fSWGPlkc-CWEhMA&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o disco que já nasceu clássico e é considerado um dos maiores do século XXI. O segundo trabalho de Amy Winehouse segue com as referências fundamentais do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> norte-americano &#8211; gênero esse que consagrou Amy Winehouse como uma das maiores cantoras de sua geração -, mas ainda consegue ser um álbum mais eclético e popular em relação ao seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, incorporando mais elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do</span><i><span style="font-weight: 400;"> R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, e construindo uma obra completa, de sonoridade e letras complexas, dentro de sua proposta e com o toque final da inconfundível voz de Amy.</span></p>
<figure id="attachment_21779" aria-describedby="caption-attachment-21779" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21779" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1.jpg" alt="" width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21779" class="wp-caption-text">Amy não compreendia o sucesso como assinar com gravadoras e estar no topo das paradas: &#8220;sucesso pra mim é ter a liberdade de trabalhar no que eu quiser, pode jogar tudo para o alto e ir para o estúdio quando eu quiser ir” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A marca principal de </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black </span></i><span style="font-weight: 400;">é ser uma obra forte, pessoal, envolvente e intimista. O trabalho feito ao lado dos produtores </span><a href="https://gq.globo.com/Cultura/noticia/2019/08/voce-precisa-conhecer-mark-ronson.html"><span style="font-weight: 400;">Mark Ronson</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Salaam Remi levou 5 meses para ficar pronto (compreendendo o período de março a agosto de 2006), e traz muito da própria história de Amy e das transformações em sua vida desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;">. O tempo gasto na preparação do trabalho carimba o cuidado pela música que espelhava a alma de sua compositora, e também denuncia as dificuldades encontradas pelo caminho da produção. É como Amy confessa logo em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">de abertura num pedido de ajuda, e continua a aprofundar a carga emocional do disco no faixa a faixa.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Rehab </span></i><span style="font-weight: 400;">é a música responsável por inaugurar o álbum, e foi a mesma que abriu os olhos do mundo para toda potência de Amy Winehouse. A </span><a href="https://www.grammy.com/grammys/news/deep-10-amy-winehouses-back-black"><span style="font-weight: 400;">letra autobiográfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> revela uma cantora que já havia passado todos os limites no uso de drogas e precisava urgentemente de ajuda médica, mas os interesses de pessoas próximas &#8211; e a dificuldade de aceitação em reconhecer sua própria situação- a levaram para o caminho do estúdio. Todo o álbum é uma grande sessão de terapia com os desabafos feitos em cada verso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na  época, a cantora se relacionava com </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/overdoses-e-prisao-5-episodios-explosivos-do-relacionamento-de-amy-winehouse-e-blake-fielder-civil.phtml"><span style="font-weight: 400;">Blake Fielder-Civil</span></a><span style="font-weight: 400;">. O namoro abusivo que girava em torno à entorpecentes foi um dos combustíveis mais vorazes para a explosão de emoções que </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black</span></i><span style="font-weight: 400;"> causa em seus apenas 34 minutos. A canção </span><i><span style="font-weight: 400;">You Know I&#8217;m No Good</span></i><span style="font-weight: 400;"> é como um diário aberto sobre o encontro dos dois e o abuso psicológico que ele causava nela. Cheia de culpa, Amy se abre sobre o relacionamento com infidelidade e drogas, sentimos que ela quer estar longe, mas algo muito maior a domina, um sentimento maior que ela a prende nessa dinâmica de abuso.</span></p>
<figure id="attachment_21781" aria-describedby="caption-attachment-21781" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21781" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1.jpg" alt="" width="1300" height="891" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1-800x548.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1-1024x702.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1-768x526.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1-1200x822.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21781" class="wp-caption-text">&#8220;O amor está, de alguma maneira, me matando&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fúnebre canção que batiza o disco também surge do </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/overdoses-e-prisao-5-episodios-explosivos-do-relacionamento-de-amy-winehouse-e-blake-fielder-civil.phtml"><span style="font-weight: 400;">relacionamento de Amy e Blake</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na época que estava com a artista, Blake também mantinha um namoro com Sarah Aspin. É esse pulo que ele dava entre as duas amantes que inspirou a fúnebre canção que batizou o disco. </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=bob+marley"><span style="font-weight: 400;">A entrega a cantora</span></a><span style="font-weight: 400;"> se faz presente em todos os aspectos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black</span></i><span style="font-weight: 400;">, por meio das letras notamos uma mulher apaixonada matando um dragão por dia, através da voz conhecemos uma das maiores cantoras que o mundo já viu, vivendo cada linha de suas composições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A canção-título abre uma tríade de músicas especialmente memoráveis na já icônica </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/amy-winehouse-11-curiosidades-disco-back-to-black"><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black</span></i><span style="font-weight: 400;">, que apresenta um gosto analgésico diferente nessa seleção de ouro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Is a Losing Game</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz um instrumental marcado pela lentidão que permite a cantora praticamente declamar toda a bagunça do amor. Já em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ojdbDYahiCQ"><i><span style="font-weight: 400;">Tears Dry On Their Own</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, brota a esperança de vê-la longe desse homem que tanto a humilha, mas novamente, ela está numa encruzilhada entre a necessidade de estar junto e a necessidade de nunca mais vê-lo. A autodepreciação é tempestuosa, e mal sabíamos que esse era só o começo do fim de Amy Winehouse.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Just Friends</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das mais </span><a href="https://sagadasmusicas.wordpress.com/2018/03/21/analisando-a-letra-amy-winehouse-just-friends/"><span style="font-weight: 400;">plenas traduções dos sentimentos de Amy</span></a><span style="font-weight: 400;"> em relação a Blake. Todos os incontroláveis defeitos que ela conhecia e todo desgaste emocional sofrido foram transcritos e pacificamente cantados no refrão do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> que indagava</span><i><span style="font-weight: 400;"> “quando vamos arranjar tempo para ser apenas amigos?”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nessa  emboscada, é evidente que, apesar de toda provação, ela não o queria longe, e </span><i><span style="font-weight: 400;">He Can Only Hold Her</span></i><span style="font-weight: 400;"> trata dessa dualidade e confusão dos sentimentos do amor à traição, das drogas à paixão e culpa.</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=YM_pGZ3efgs"><i><span style="font-weight: 400;">Some Unholy War</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos coloca no centro de uma guerra amorosa onde necessariamente alguém vai sair machucado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Amy Winehouse - Tears Dry On Their Own" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ojdbDYahiCQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo do álbum, a citação às drogas e ao álcool são incontáveis e não estão mais presentes na vida da artista de maneira adolescente como antes poderia parecer. Não existiam mais festinhas e </span><i><span style="font-weight: 400;">pubs </span></i><span style="font-weight: 400;">para se divertir, e sim </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2016/08/fundacao-amy-winehouse-cria-clinica-de-reabilitacao-gratuita-para-mulheres/"><span style="font-weight: 400;">o buraco negro do vício</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sugava toda a energia e os aspectos da vida da artista. Toda a compulsão da cantora é válvula de escape para a luta que travava com a sobrevivência toda vez que saia da cama, e assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Addicted</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deixa chapados e colados a quem nem deveria estar ao nosso lado &#8211; muito menos ao lado de Amy.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo e último disco de Amy Winehouse é uma descrição sentimental da artista, que viveu seus problemas pessoais mais graves enquanto estava no auge de sua carreira diante dos olhos do mundo inteiro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi o álbum mais comprado no Reino Unido no ano de seu lançamento, e indicado a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IKraZ_2XvdU"><span style="font-weight: 400;">seis categorias da 50ª edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: Canção do Ano, Gravação do Ano, Melhor Performance Vocal </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop </span></i><span style="font-weight: 400;">Feminina, Artista Revelação, Melhor Álbum Vocal </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e Álbum do Ano, vencendo as cinco primeiras, e tornando Amy a primeira intérprete feminina britânica a vencer cinco categorias da premiação naquela noite de 10 de fevereiro de 2008.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Amy Winehouse - Back To Black" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/TJAfLE39ZZ8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A fama meteórica fez com que </span><a href="https://portalpopmais.com.br/nove-anos-sem-amy-winehouse-confira-o-impacto-da-artista-na-cultura-pop/"><span style="font-weight: 400;">o impacto cultural de Amy</span></a><span style="font-weight: 400;"> fosse tremendo. A personalidade expressa naquela maquiagem marcada naquele delineado gatinho, o </span><i><span style="font-weight: 400;">piercing</span></i><span style="font-weight: 400;"> em na lateral superior dos lábios, o corpo decorado por tatuagens e as estampas de bolinhas em tons de vermelho em preto em seus </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;">… De repente, em pleno início do novo século, se via um ressurgimento da estética </span><i><span style="font-weight: 400;">rockabilly</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">pin-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 50 e 60, influenciado por uma figura azarona no meio </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que sequer se identificava com o meio ou reivindicava seu lugar dentro daquele espaço. Era o fenômeno Amy Winehouse.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o holofote da mídia também foi um dos altares de sua queda. </span><span style="font-weight: 400;">Conforme os problemas do vício em drogas e dos distúrbios alimentares e doenças psicológicas se tornaram mais explícitos, o mundo mudou a ótica pela qual a enxergava. Os tabloides, sempre parasitários e inicialmente bajuladores, passaram a se alimentar de Amy sob uma outra perspectiva, a mais cruel possível. Nos momentos de maior vulnerabilidade física e emocional da artista, sua aparência e comportamentos eram os temas de manchetes sensacionalistas, preconceituosas, alarmistas, desrespeitosas e violentas, ridicularizando suas lutas pessoais. Infelizmente, Amy integrou o rol de </span><a href="https://vogue.globo.com/celebridade/noticia/2021/02/10-famosas-que-foram-brutalmente-perseguidas-e-prejudicadas-pela-imprensa.html"><span style="font-weight: 400;">vítimas do assédio midiático</span></a><span style="font-weight: 400;"> que lançava suas favoritas ao estrelato quando oportuno, e que as destruía com alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">flashes</span></i><span style="font-weight: 400;"> quando rentável. </span></p>
<figure id="attachment_21782" aria-describedby="caption-attachment-21782" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21782" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-7-1-e1627079044244.jpg" alt="" width="720" height="921" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-7-1-e1627079044244.jpg 720w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-7-1-e1627079044244-625x800.jpg 625w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21782" class="wp-caption-text">“Eu sinto o peso que seus ombros carregam/Agora eu simpatizo/Olhando através desses seus olhos vermelhos/Agora eu sei, você está tão frustrado/Mas todos nós nos tornamos aquilo que detestamos/Aliás, ninguém é tão esperto assim” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como resposta, a postura de Amy diante da mídia também mudou. A artista do momento que costumava ser simpática e receptiva com os repórteres se transformou numa mulher fechada e perseguida. Suas energias foram sugadas pelo turbilhão de </span><i><span style="font-weight: 400;">paparazzis </span></i><span style="font-weight: 400;">que a vigiava 24 horas por dia, 7 dias por semana. A caça por cliques da cantora em seu pior estado gritava mais alto do que todo pedido de socorro que ela emanava. A superexposição sofrida nos fazia prever que </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/traicoes-isolamento-alcoolismo-angustiantes-dias-finais-amy-winehouse/"><span style="font-weight: 400;">perderíamos Amy Winehouse precocemente</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, a artista fez uma pausa musical de dois anos. A luta para se sentir melhor era real, mas as pessoas ao seu redor a viam como um caixa eletrônico. O próprio pai invadiu as férias da cantora com uma equipe de filmagem para cenas de um documentário, atrapalhando toda e qualquer evolução que ela pudesse ter. Em maio de 2011, ela foi </span><a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/05/amy-winehouse-se-interna-novamente-em-clinica-de-reabilitacao.html"><span style="font-weight: 400;">internada na reabilitação</span></a><span style="font-weight: 400;">, entretanto o tratamento durou apenas uma semana, para que fizesse sua agenda de </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;">. Amy visivelmente não deveria estar em cima dos palcos, o que levou ao mais do que necessário cancelamento das 11 datas restantes.</span></p>
<figure id="attachment_21783" aria-describedby="caption-attachment-21783" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21783" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-8-1.jpg" alt="" width="1024" height="627" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-8-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-8-1-800x490.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-8-1-768x470.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21783" class="wp-caption-text">Amy não se dizia boa em atender as expectativas dos outros como pessoa pública: &#8220;me deixa em paz, eu vou fazer músicas&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-back-to-black-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">“Eu morri uma centena de vezes”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Amy denunciava o desgaste em um de seus maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;">, que já havia levado a paixão que ela imprimia nos versos de suas canções, e que transformava em algo cada vez mais distante o momento em que veríamos de novo aquela mulher indefesa e encantada com sua vitória no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas isso não a impedia de compor. O </span><span style="font-weight: 400;">relacionamento de Amy com a música era puro e emocional, </span><span style="font-weight: 400;">e ela não vivia pra cantar, ela cantava pra viver. Em qualquer canto que olhamos, há culpa pela fatalidade que fez com que Amy partisse tão jovem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cultura.uol.com.br/entretenimento/noticias/2021/07/23/1427_10-anos-sem-amy-winehouse-como-cantora-se-tornou-um-icone-mesmo-com-uma-carreira-tao-curta.html">O poder de Amy Winehouse</a> se dissipou totalmente quando a artista se encontrava no fim de sua vida. Ali, ela era vítima. De si mesma, da sua intensidade, das pessoas ao seu redor que abusaram de sua fragilidade, dos seus monstros, do preconceito que a sociedade conserva por pessoas que sofrem com a dependência química, da crueldade das doenças e distúrbios psicológicos, da indústria musical, do entretenimento, da mídia. Todo respeito é necessário quando se fala do monumento que era Amy, uma voz potente e sentimento não pode ser apagada ou esquecida à mercê de seus fantasmas.</span></p>
<figure id="attachment_21784" aria-describedby="caption-attachment-21784" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/essa-pra-arte.jpg" alt="" width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/essa-pra-arte.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/essa-pra-arte-768x513.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21784" class="wp-caption-text"><span style="font-weight: 400;">&#8220;A fama é uma coisa assustadora&#8221;, desabafava Amy em cenas de seu documentário premiado com o Oscar em 2015 </span>(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma década depois, a volta ao luto é densa e pesada. Encarar a morte da artista e todas as suas tristes razões e circunstâncias é doloroso, e a saudade de sua expressão artística é avassaladora. </span><span style="font-weight: 400;">E assim como a força que atraía Amy Winehouse de volta aos seus lugares mais escuros até que esse movimento se transformasse em algo insustentável e permanente, sufocando sua vida e genialidade, nós continuamos atraídos pela força do brilho de sua música, voltando à vida e memória de uma maiores vozes do século.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Back To Black: 10 anos sem Amy Winehouse" width="100%" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/1VBxAkyYDlXZyahTw7ZLpr?si=RrHkIa9RS5m-nQSZG2rg4Q&#038;utm_source=copy-link&#038;dl_branch=1"></iframe></p>
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