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	<title>Arquivos Flávia Ferracini &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>20 anos de Hannah Montana: o segredo que uma geração inteira guardou</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:00:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Flávia Ferracini Em 2004, a Disney Channel já buscava sua próxima grande aposta para o público adolescente: uma série capaz de unir identificação e fantasia, dois pilares fundamentais da cultura jovem. A proposta parecia simples, mas carregava um potencial narrativo poderoso: contar a história de uma garota que vivia entre dois mundos, equilibrando a vida &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/hannah-montana-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "20 anos de Hannah Montana: o segredo que uma geração inteira guardou"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37108" aria-describedby="caption-attachment-37108" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37108" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-2-800x450.png" alt="A personagem Hannah Montana, jovem loira sorrindo para a câmera, usando uma blusa com brilho dourado e fazendo sinal de paz com a mão em fundo neutro" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-2.png 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37108" class="wp-caption-text">O começo de tudo. Entre glitter, segredos e uma peruca loira, nascia não só uma personagem, mas uma das maiores fantasias coletivas de uma geração: a possibilidade de ser duas pessoas ao mesmo tempo (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Flávia Ferracini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2004, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney Channel</span></i><span style="font-weight: 400;"> já buscava sua próxima grande aposta para o público adolescente: uma série capaz de unir identificação e fantasia, dois pilares fundamentais da cultura jovem. A proposta parecia simples, mas carregava um potencial narrativo poderoso: contar a história de uma garota que vivia </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6Z0F3Mqj7tq1CBZo5qMlUg?si=938c9d897d40420d"><span style="font-weight: 400;">entre dois mundos</span></a><span style="font-weight: 400;">, equilibrando a vida comum com o estrelato. O piloto foi gravado em 2006, porém a equipe criativa ainda não se sentia completamente convencida. Faltava algo que conectasse verdadeiramente a personagem ao público. Foi nesse momento que o acaso, ou talvez o </span><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> perfeito, entrou em cena.</span></p>
<p><span id="more-37104"></span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N7H50gbmHgQ"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;"> já havia tentado o papel dois anos antes da estreia da obra, enviando fitas de audição quando ainda era considerada jovem demais para o perfil buscado. Em 2006, recebeu um novo chamado, desta vez para um teste presencial. Há algo quase mítico nesse momento: Miley chega vestindo uma camiseta com a frase “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu deveria ter meu próprio programa de TV</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O gesto, que poderia parecer apenas ousadia adolescente, hoje soa como prenúncio. Sua performance não apenas garantiu o papel, como também redefiniu o projeto. A personagem, inicialmente chamada Zoe Stewart, foi renomeada como Miley – um reflexo direto da impossibilidade de separar intérprete e criador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 24 de março de 2006, estreou Hannah Montana. Mais do que o lançamento de uma nova série, aquele momento marcou o início de um dos maiores fenômenos culturais da televisão infanto juvenil dos anos 2000. A premissa da vida dupla – Miley Stewart, adolescente comum, e Hannah Montana, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop star </span></i><span style="font-weight: 400;">mundialmente famosa – capturava um desejo coletivo: o de viver simultaneamente o extraordinário e o cotidiano, sem abrir mão de quem se é. A icônica peruca loira não era apenas um elemento de figurino, mas um símbolo visual dessa divisão identitária que, ao longo dos anos, se tornaria ainda mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wORPTByghiw"><span style="font-weight: 400;">significativa</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Hannah Montana - The Best Of Both Worlds" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/uVjRe8QXFHY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A lógica da peruca tinha uma força assim como os óculos de Clark Kent, a máscara de Peter Parker ou a dualidade entre </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">Bruce Wayne</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seu alter ego.  Essa transformação de Miley em Hannah operava a partir de um código simples, quase ingênuo, mas profundamente simbólico. Bastava um acessório para criar outra versão de si e, com ela, uma nova forma de existir no mundo. No caso de Hannah Montana, essa lógica ganhava ainda mais força por não estar associada a superpoderes, mas a algo mais próximo da realidade. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Dentro da narrativa, o segredo da protagonista era protegido por um círculo restrito, composto por seu pai, interpretado por </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/60rpJ9SgigSd16DOAG7GSa?si=nubvHND-SwyyeDxZsghq2w"><span style="font-weight: 400;">Billy Ray Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;">, e seu irmão Jackson, vivido por Jason Earles. Com o tempo, seus melhores amigos, Lily (Emily Osment) e Oliver (Mitchel Musso), descobrem a verdade e passam a compartilhar não apenas o segredo, mas as consequências emocionais de mantê-lo. Essa dinâmica constrói uma rede de apoio que humaniza a narrativa, mostrando que, por trás do glamour, existe sempre uma tentativa constante de pertencimento.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<figure id="attachment_37107" aria-describedby="caption-attachment-37107" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37107" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-4-800x500.png" alt="Grupo de cinco personagens posando juntos e sorrindo, incluindo Hannah Montana, uma jovem loira ao centro, um homem adulto e três adolescentes, em frente a um fundo colorido com discos, representando o elenco da série." width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-4-800x500.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-4-768x480.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-4.png 832w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37107" class="wp-caption-text">Mais do que uma estrela, Hannah Montana sempre foi sobre laços. Entre família, amizade e cumplicidade, era nesse coletivo que o segredo deixava de ser peso e se tornava pertencimento. (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibida entre 2006 e 2011, a série se consolidou como uma das franquias mais bem-sucedidas da história do canal. Com episódios que chegaram a ultrapassar </span><a href="https://www.nickandmore.com/kids-tv-history/list-of-highest-rated-disney-channel-premieres/"><span style="font-weight: 400;">10 milhões de espectadores</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos Estados Unidos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hannah Montana</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas dominou a audiência, mas expandiu sua presença para além da televisão, criando um ecossistema de trilhas sonoras, </span><a href="https://capricho.abril.com.br/comportamento/os-eletronicos-mais-legais-da-linha-de-produtos-hannah-montana/"><span style="font-weight: 400;">produtos licenciados</span></a><span style="font-weight: 400;">, turnês internacionais e um longa-metragem. Esse modelo ajudou a redefinir a forma como o entretenimento juvenil era produzido e consumido, borrando as fronteiras entre ficção e realidade e transformando Miley Cyrus em uma estrela global.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto cultural também se manifesta na forma como ela antecipou discussões contemporâneas sobre identidade e performance. A ideia de viver entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Lsa_XXX8-qM"><span style="font-weight: 400;">duas versões</span></a><span style="font-weight: 400;"> de si mesma ecoa diretamente na lógica atual das redes sociais, onde a construção de persona se tornou parte essencial da experiência digital. Muito antes dos influenciadores e da curadoria de imagem online, a </span><i><span style="font-weight: 400;">pop star</span></i><span style="font-weight: 400;"> já apresentava, de forma acessível, o conflito entre quem somos e quem mostramos ser.</span></p>
<figure id="attachment_37105" aria-describedby="caption-attachment-37105" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37105" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-8.png" alt="A personagem Hannah Montana, jovem, loira, usando roupas rosas em fundo rosa mais escuro com discos rosas brilhantes. " width="696" height="464" /><figcaption id="caption-attachment-37105" class="wp-caption-text">Os visuais de Hannah redefiniram a moda dos anos 2000. (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No campo estético, o legado também é evidente. </span><a style="font-size: 16px;" href="https://www.youtube.com/watch?v=Mw382jRG0hA">O closet secreto</a><span style="font-weight: 400;">, as roupas com glitter, os figurinos exagerados e a peruca loira se tornaram símbolos de uma era. Essa estética, muitas vezes associada ao exagero do </span><i style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">pop</i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 2000, retorna hoje como referência nostálgica, influenciando tendências de moda e comportamento. Mais do que isso, representa um momento em que a expressão individual podia ser, ao mesmo tempo, lúdica e aspiracional. </span><span style="font-weight: 400;">Musicalmente, a série também ultrapassou as expectativas de um produto voltado ao público </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">. Canções como</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7c223RltkvhN8wrxIqspM5?si=90ce34f6d5ab4b20"><i><span style="font-weight: 400;">Nobody’s Perfect</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/60c0p6GGnuwdKcQnmuM2zC?si=07589472467c4a3b"><em>I&#8217;ll Always Remember You </em></a></span><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2kIq7Oq6YNfdUuTrmPC4w1?si=79401b7480f74a7c"><i><span style="font-weight: 400;">Ordinary Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> carregam, sob uma camada </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> acessível, temas como crescimento, imperfeição e busca por identidade. Esse equilíbrio entre leveza e profundidade contribuiu para que a trilha sonora da série se mantivesse relevante ao longo dos anos, atravessando gerações.</span></p>
<figure style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i.pinimg.com/originals/78/a5/0d/78a50d469cb35583a485a4b62ec3fa3d.gif" alt=" A personagem Hannah Montana retirando sua peruca loira e assumindo a identidade Miley Stewart, com seu cabelo longo castanho. Ela está sentada em um programa de TV com instrumentos ao fundo. " width="500" height="268" /><figcaption class="wp-caption-text">O fim de uma era: Hannah tira sua peruca em rede nacional e revela sua real identidade como Miley Stewart. (GIF: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir a </span><i><span style="font-weight: 400;">Hannah Montana</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca foi uma experiência passiva. Havia um pacto silencioso entre a personagem e o público. Ao longo dos episódios, sentíamos que também éramos guardiões </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DARByjEn9rI"><span style="font-weight: 400;">daquele segredo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Admirávamos a loira, com todo o brilho e reconhecimento que a fama trazia, mas nos víamos em Miley, nas suas inseguranças, nas escolhas difíceis e na tentativa constante de equilibrar expectativas externas e desejos internos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa dualidade se estendia também às relações afetivas da personagem. Ao longo da série, o público acompanhou seus envolvimentos amorosos, especialmente com </span><a href="https://www.threads.com/@tudomiley/post/DWAWKbYCRO6/miley-cyrus-revelando-que-realmente-namorou-cody-linley-jake-ryan-durante-as"><span style="font-weight: 400;">Jake Ryan</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Cody Linley) e Jesse (Drew Roy), criando torcidas que refletiam não apenas preferências românticas, mas interpretações diferentes sobre quem Miley realmente era, ou quem deveria ser. Esses relacionamentos funcionavam como extensões do conflito central da série: qual versão de si mesma deveria prevalecer?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<figure id="attachment_37106" aria-describedby="caption-attachment-37106" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37106" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-10-800x512.png" alt="A personagem Miley Stewart, jovem de cabelos longos marrom escuro, sentada ao lado do personagem Jake Ryan, jovem loiro. Ambos trocam olhares. " width="800" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-10-800x512.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-10-768x492.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-10.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37106" class="wp-caption-text">Miley Stewart e Jake Ryan eram um dos casais mais queridos pelos fãs da série. (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2009, esse conflito ganhou novos contornos com </span><i><span style="font-weight: 400;">Hannah Montana: O Filme</span></i><span style="font-weight: 400;">, que leva a personagem de volta às suas raízes e aprofunda a discussão sobre pertencimento e autenticidade. Paralelamente, o fenômeno se consolidava nos palcos como com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Best of Both Worlds Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">, eternizada no filme-concerto</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2zJLYnSCi9TzjI7FaONPTC?si=XAyITXAlR4WCnAMDUKHqbQ"> <i><span style="font-weight: 400;">Hannah Montana &amp; Miley Cyrus: Best of Both Worlds Concert</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que capturou a dimensão global da franquia e a conexão intensa com o público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, fora da ficção, Miley Cyrus começava a afirmar sua própria identidade artística. O lançamento de</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/69Pf9ExxwjhVFyosKsKWQu?si=vqforSXGR8GIbq1PznIfNQ"> <i><span style="font-weight: 400;">Can&#8217;t Be Tamed</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em 2010, marcou uma ruptura significativa com a imagem construída ao longo dos anos. A recepção foi polarizada, evidenciando a dificuldade do público e da indústria em aceitar a transição de uma artista que crescia diante das câmeras e buscava redefinir sua narrativa. O encerramento da série, em 2011, cristaliza esse processo. Ao retirar a peruca e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FOOsx9ytTzg&amp;list=RDFOOsx9ytTzg&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">revelar sua identidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> em rede nacional, Miley Stewart encerra simbolicamente a divisão entre suas duas vidas. A cena, profundamente emotiva, representa não apenas o fim da série, mas o fechamento de um ciclo para milhões de espectadores que cresceram acompanhando essa jornada.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Miley Cyrus - The Climb" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/NG2zyeVRcbs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos anos seguintes, Miley Cyrus se distanciou da imagem de Hannah Montana, e a própria </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">também buscou reforçar essa separação. Durante um período, parecia necessário romper completamente com o passado para que uma nova identidade pudesse emergir. A artista chegou a revelar que, após deixar o canal, sequer tinha </span><a href="https://gshow.globo.com/cultura-pop/musica/noticia/miley-cyrus-revela-ter-sido-proibida-de-cantar-as-musicas-de-hannah-montana-apos-deixar-a-serie.ghtml?utm_source=chatgpt.com"><span style="font-weight: 400;">permissão para cantar as músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da personagem e que, naquele momento, isso já não fazia sentido dentro da identidade que tentava construir. Mais do que rejeitar Hannah, Miley parecia precisar existir fora dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, mesmo no auge desse distanciamento, a relação nunca foi completamente rompida. Em 2021, no aniversário de 15 anos da série, Miley publica uma </span><a href="https://www.instagram.com/p/CMzx-DIpQ_i/?utm_source=ig_embed&amp;ig_rid=b7dce9ac-160f-4c23-bffe-8a3742861c35"><span style="font-weight: 400;">carta aberta</span></a><span style="font-weight: 400;"> diretamente para Hannah Montana, e o tom já não é de rejeição, mas de confronto e reconhecimento. Ao escrever que, embora Hannah fosse vista como um alter ego, houve um tempo em que ela “</span><i><span style="font-weight: 400;">tinha mais identidade em sua luva</span></i><span style="font-weight: 400;">” do que a própria Miley, a artista explicita o desequilíbrio entre persona e indivíduo. A metáfora se aprofunda quando descreve essa relação como uma troca: Hannah ofereceu fama, enquanto ela cedia anonimato. E talvez o trecho mais simbólico venha na imagem do foguete, uma força que a impulsionou até a lua, mas nunca a trouxe completamente de volta, revelando o impacto irreversível dessa personagem em sua trajetória.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o tempo, essa relação passou por um processo de ressignificação. O que antes era afastamento se transformou em reconhecimento. Em 2024, aos 31 anos, Miley Cyrus se tornou a artista mais jovem a receber o título de </span><a href="https://people.com/miley-cyrus-tears-up-while-being-named-youngest-disney-legend-hannah-montana-8693463?utm_source=chatgpt.com"><span style="font-weight: 400;">“Lenda da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em seu discurso, reconheceu publicamente a importância de Hannah Montana em sua trajetória e afirmou que continua orgulhosa de ter sido a personagem, não mais como algo a ser superado e sim como parte essencial de quem se tornou. O momento simbolizou uma reconciliação e um reencontro entre passado e presente.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<figure id="attachment_37109" aria-describedby="caption-attachment-37109" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37109" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image6-800x420.png" alt="Miley Cyrus, mulher adulta loira com expressão confiante, usando roupa clara e joias, com luzes desfocadas ao fundo, segurando o dedo próximo aos lábios em pose de segredo." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image6-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image6-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image6-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image6.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37109" class="wp-caption-text">Vinte anos depois, Miley retorna a personagem que lhe deu fama global. (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse movimento se projeta diretamente no presente. Ao comentar sobre a celebração dos 20 anos da série, Miley expressa o desejo de que os fãs </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/miley-cyrus-sobre-os-20-anos-de-hannah-montana-quero-que-os-fas-se-sintam-realmente-representados/?utm_source=chatgpt.com"><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">se sintam vistos</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></a><span style="font-weight: 400;">, como se, ao olhar para Hannah Montana, cada pessoa pudesse reconhecer uma parte de si: ser visto é existir plenamente, o reencontro com essa história deixa de ser apenas nostalgia e se transforma em validação, não só da personagem, mas de toda uma geração que cresceu entre versões de si mesma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas décadas após sua estreia, Hannah Montana permanece como um marco cultural, não apenas pelo sucesso que alcançou, porém pelo impacto duradouro que deixou. E, como toda história que se recusa a terminar, esse ciclo encontra agora uma nova continuidade com o especial de 20 anos que será lançado no</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QBjEeCFdc2o"> <i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no dia 24 de março de 2026, revisitando memórias, personagens e significados que atravessaram o tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez esse seja o verdadeiro legado de Hannah Montana: nos ensinar, ainda muito jovens, que não precisamos escolher entre versões de nós mesmos. Que é possível existir nas contradições, nos excessos e nas transformações. E que, no fim, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/hannah-montana-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">melhor dos dois mundos</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre foi, e continua sendo, simplesmente ser quem somos. E talvez isso vá além da ficção: a própria Miley Cyrus, não a personagem, mas a artista, também passou por esse processo diante do público, se reinventando, rompendo expectativas e construindo uma identidade única e muito forte. No fim, Hannah ensinou, mas Miley viveu e isso torna esse legado ainda mais real e potente.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: This Is Hannah Montana" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/37i9dQZF1DZ06evO4n32BG?si=aLnAL359QxSCCjD9f1cdUg&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Entre o homem e o mito: G-DRAGON leva a turnê e filosofia Übermensch às grandes telas</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 13:00:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Flávia Ferracini Após oito anos longe dos palcos, G-DRAGON retorna com um projeto que é, ao mesmo tempo, espetáculo e manifesto existencial. Dirigido por Byun Jin Ho, G-DRAGON IN CINEMA: Übermensch acompanha a turnê mundial homônima de 2025, registrada em mais de dez países e lançada em mais de cinquenta – incluindo o Brasil, onde &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ubermensch-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre o homem e o mito: G-DRAGON leva a turnê e filosofia Übermensch às grandes telas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36987" aria-describedby="caption-attachment-36987" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-800x600.png" alt="G-DRAGON caminhando em um show em meio a multidão. Fotografia retangular, ao fundo seus fãs no estádio, com o cantor ao centro. G-DRAGON é um homem asiático, de cabelos platinados com detalhes em azul. Ele veste uma regata branca, um sobretudo preto com botões brancos e detalhes de crochê na gola. Ele passa pela multidão enquanto canta e segura um microfone branco à sua frente." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36987" class="wp-caption-text">G-Dragon caminha em meio a multidão durante a Übermensch Tour</figcaption></figure>
<p><b>Flávia Ferracini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após oito anos longe dos palcos, G-DRAGON retorna com um projeto que é, ao mesmo tempo, espetáculo e manifesto existencial. Dirigido por Byun Jin Ho, </span><i><span style="font-weight: 400;">G-DRAGON IN CINEMA: Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha a turnê mundial homônima de 2025, registrada em mais de dez países e lançada em mais de cinquenta – incluindo o Brasil, onde chega pelas mãos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Sato Company</span></i><span style="font-weight: 400;">. O diretor, conhecido por outros trabalhos com G-DRAGON e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yfGYK_X7xXM&amp;pp=ygUhQklHQkFORzEwIHRoZSBNb3ZpZTogQklHQkFORyBNQURF&amp;pbjreload=102"><span style="font-weight: 400;">BIGBANG</span></a><span style="font-weight: 400;">, traz seu olhar que consegue equilibrar estética e introspecção, traduzindo a energia performática do artista em imagens que exploram o limite entre o humano e o sobre-humano – o que é ser ‘além do homem’ dentro de uma indústria que exige perfeição constante.</span></p>
<p><span id="more-36986"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de quase uma década desde o seu último lançamento, o EP</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2koSNfchdUxqw1rPJO87aH?si=Z1Ymp28fQdSq1bJ7HP4hAg"><i><span style="font-weight: 400;">Kwon Ji Yong</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e da turnê mundial</span><i><span style="font-weight: 400;"> Act III: M.O.T.T.E</span></i><span style="font-weight: 400;"> – a maior já realizada por um solista sul-coreano na época –, G-DRAGON retornou aos palcos com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4FviRd7FubuuGNVt2qME1G?si=nBzC8cH6QCesIFCPHGIzFg"><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, projeto que marcou não apenas sua volta à música, mas também ao centro da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">global. O filme-concerto, que acompanha a turnê, é uma celebração visual da potência criativa e da identidade do astro, revisitando grandes sucessos de sua carreira solo e também de seu grupo, o BIGBANG.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;">, traduzido como ‘além-do-homem’, é um conceito filosófico descrito em </span><i><span style="font-weight: 400;">Assim Falou Zaratustra</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Friedrich Nietzsche. O termo se refere a um ser em busca de autossuperação e autenticidade, alguém que transcende convenções e cria seu próprio caminho. Escolher esse conceito para nomear seu retorno é mais do que um gesto estético: é uma declaração sobre a essência de G-DRAGON, artista que sempre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I8I51kSq448"><span style="font-weight: 400;">desafiou padrões</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro e fora da indústria do </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_36989" aria-describedby="caption-attachment-36989" style="width: 559px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-559x800.png" alt="G-DRAGON performando em um dos shows da sua turnê Übermensch. Fotografia retangular, ao fundo vemos desfocado um efeito de fogo e um telão de seu show. G-DRAGON está ao centro da fotografia, vestindo uma jaqueta de rosas vermelhas e rosas brancas nos punhos, em sua cabeça uma coroa vermelha. Ele usa óculos de sol e apresenta uma expressão confiante enquanto aponta para frente com as mãos quase em de arma. " width="559" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-559x800.png 559w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-716x1024.png 716w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-768x1099.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2.png 959w" sizes="auto, (max-width: 559px) 85vw, 559px" /><figcaption id="caption-attachment-36989" class="wp-caption-text">Os figurinos de G-Dragon complementam ainda mais o espírito de suas obras</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, essa filosofia se traduz em imagens de força e vulnerabilidade. Com uma direção que amplifica o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ixU40WqmzeY"><span style="font-weight: 400;">espetáculo</span></a><span style="font-weight: 400;">, coreografias intensas e uma </span><i><span style="font-weight: 400;">setlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> que passeia por todas as suas eras, </span><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona como um auto retrato artístico em movimento. Em suas próprias palavras, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch significa continuar em frente [&#8230;] aceitar novos desafios, mesmo que você falhe, contanto que não pare por aí</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa frase resume bem o espírito da obra: mais do que um retorno, é uma reafirmação de quem ele é.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o show, Ji Yong abre o coração ao refletir sobre a própria trajetória. Ele assume que seu último projeto, nomeado com seu próprio nome, foi necessário para que pudesse se despir do personagem G-DRAGON e cuidar de si antes de trazê-lo de volta ao palco. Em</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Agbq6hzfxb0"> <i><span style="font-weight: 400;">Act III: M.O.T.T.E</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, figurinos, cenários e </span><i><span style="font-weight: 400;">setlist </span></i><span style="font-weight: 400;">mergulhavam na persona introspectiva de Ji Yong, quase o desvinculando de outros momentos de sua carreira. Em contraste, </span><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;"> equilibra as duas dimensões: o homem e o ícone coexistem. Suas escolhas visuais e performáticas permitem que vejamos, simultaneamente, o artista visionário e o indivíduo por trás da lenda.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_36988" aria-describedby="caption-attachment-36988" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-800x500.png" alt="G-DRAGON perforando com Daesung e Taeyang durante sua Turnê Übermensch. Foto retangular com fundo preto. À esquerda temos o cantor Taeyang, um homem asiático com cabelo trançado de cor castanho médio, vestindo um moletom preto. No centro, G-DRAGON, um homem asiático, de cabelo platinado com detalhes em azul, vestindo um roupão vermelho. A direita, Daesung, um homem asiatíco de cabelo castanho claro, liso e médio, vestindo um roupão preto. Os três estão sorrindo. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-800x500.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-768x480.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36988" class="wp-caption-text">Taeyang, G-Dragon e Daesung apresentam juntos os hinos do BIGBANG</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das grandes surpresas da turnê é a presença de convidados especiais como CL, amiga e parceira de indústria de longa data, mas o destaque fica com o reencontro de Daesung e Taeyang. Juntos, eles interpretam </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5doooVlMVRZztQbySqARMI?si=4521c7f8b28842af"><i><span style="font-weight: 400;">Home Sweet Home</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, música do novo álbum de GD em colaboração com ambos, e encerram o espetáculo com clássicos da obra </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2SPrl8C8pgSM5gXbAiyJHY?si=DB85akduSyWByNxUFDN_mA"><span style="font-weight: 400;">MADE</span></a><span style="font-weight: 400;">, do BIGBANG: </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7ijWcf4FsoxoyPK4B9WGp6?si=d582a6d57b924742"><span style="font-weight: 400;">Last Dance</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/07gp2fnoTbVCsRJYazycI4?si=b60fa51e5c274297"> <i><span style="font-weight: 400;">We Like 2 Party</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O momento é íntimo e emocional, sendo um vislumbre de cumplicidade e afeto que transcende a performance. Para os fãs do BIGBANG, é quase impossível não se comover com a possibilidade, deixada no ar, de uma reunião em 2026 para celebrar os 20 anos do grupo. Para além de uma lembrança nostálgica, a cena traduz a força de uma amizade construída em meio ao turbilhão da indústria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=o9DhvbqYzns"><span style="font-weight: 400;">visuais</span></a><span style="font-weight: 400;"> grandiosos, direção detalhista e a energia que sempre definiu seu nome, G-DRAGON mostra por que, quase vinte anos após sua estreia, continua sendo um dos – senão </span><i><span style="font-weight: 400;">o</span></i><span style="font-weight: 400;"> maior – artistas de sua geração no </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;"> é testemunhar uma fusão entre espetáculo e introspecção: a grandiosidade de um show global e a vulnerabilidade de um artista em processo de reconstrução. A edição dinâmica, a fotografia vibrante e o uso de formatos imersivos como IMAX transformam o show em experiência sensorial, aproximando o público da intensidade do palco. </span><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, acima de tudo, uma celebração da persistência, da arte e da reinvenção: prova de que G-DRAGON não apenas retorna, mas redefine o próprio significado de estar em cena.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="G-DRAGON IN CINEMA [Übermensch] ｜ Teaser Trailer | Coming to GSC starting 30 October 2025 " width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/z-3rfYupfBg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Something Beautiful: quando a realização artística de Miley Cyrus pesa mais que a perfeição</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2026 15:00:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Endless Summer Vacation]]></category>
		<category><![CDATA[Flávia Ferracini]]></category>
		<category><![CDATA[Grammy]]></category>
		<category><![CDATA[Miley Cyrus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Flávia Ferracini Depois do sucesso estrondoso de Flowers, faixa central de Endless Summer Vacation (2023), Miley Cyrus entrega Something Beautiful, um de seus projetos mais introspectivos até aqui. Trata-se de uma tentativa consciente de se afastar de uma performance puramente pop e se aproximar de uma experiência mais pessoal e autoral. É um trabalho que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/something-beautiful-quando-a-realizacao-artistica-de-miley-cyrus-pesa-mais-que-a-perfeicao/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Something Beautiful: quando a realização artística de Miley Cyrus pesa mais que a perfeição"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36790" aria-describedby="caption-attachment-36790" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36790" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/71dwkblYvL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg" alt="Texto Alt: Miley Cyrus aparece de frente, com o rosto envolto por fios translúcidos e brilhantes, iluminados por uma luz forte ao fundo. O fundo é escuro, criando um efeito dramático e etéreo. Flávia Ferracini" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/71dwkblYvL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/71dwkblYvL._UF10001000_QL80_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/71dwkblYvL._UF10001000_QL80_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/71dwkblYvL._UF10001000_QL80_.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36790" class="wp-caption-text">A capa do nono álbum de estúdio de Miley Cyrus revela sua ambição estética em Something Beautiful (Foto: ⓒ GLEN LUCHFORD)</figcaption></figure>
<p><b>Flávia Ferracini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do sucesso estrondoso de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7DSAEUvxU8FajXtRloy8M0?si=f609a98741874469"><i><span style="font-weight: 400;">Flowers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faixa central de </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Endless Summer Vacation</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023), Miley Cyrus entrega </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;">, um de seus projetos mais introspectivos até aqui. Trata-se de uma tentativa consciente de se afastar de uma performance puramente </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e se aproximar de uma experiência mais pessoal e autoral. É um trabalho que nasce menos da necessidade de reafirmação comercial e mais do desejo de realização artística – algo que a própria Miley já afirmou ser um objetivo antigo em sua carreira.</span></p>
<p><span id="more-36786"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nono álbum de estúdio da ex-disney se insere numa tradição de discos </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que buscaram expandir os limites do gênero ao flertar com o conceito de arte total: como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6rePArBMb5nLWEaY9aQqL4?si=sQqp2PeMT4idovCCJFyVnA"><i><span style="font-weight: 400;">The Fame Monster</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2009), de Lady Gaga, e</span><a href="https://personaunesp.com.br/madonna-ray-of-light-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Ray of Light</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1998), de Madonna, projetos que reposicionaram suas artistas dentro da indústria ao unir som, imagem e intenção estética. Essa ambição dialoga diretamente com os critérios da Academia do Grammy, que indicou o trabalho da artista na categoria de Melhor Álbum Pop Vocal em sua 68º edição. É um reconhecimento não apenas da sua técnica e voz, mas também de sua intenção autoral.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ofhk0Wt6h3Q"><span style="font-weight: 400;">Em entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.cosmopolitan.com/entertainment/music/a64692103/miley-cyrus-something-beautiful-spotify-event/"><span style="font-weight: 400;">conversas mais íntimas com fãs</span></a><span style="font-weight: 400;">, Miley revelou que este é um disco construído a partir de experiências pessoais, boas e ruins, envoltas em uma estética glamourosa, brilhante e estilizada. O incêndio de sua casa em Malibu, seguido pelo divórcio, surge como um marco simbólico desse processo: acontecimentos que, segundo a própria cantora, precisaram ocorrer para que ela chegasse ao lugar de maturidade artística e reconhecimento que hoje ocupa. Há também um atravessamento importante de sua jornada de sobriedade, que influencia diretamente a forma como ela revisita o passado: com mais consciência e menos autopunição, transformando dor em matéria-prima criativa.</span></p>
<figure id="attachment_36788" aria-describedby="caption-attachment-36788" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36788" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-7-800x450.png" alt="Texto Alt: Miley Cyrus, uma mulher branca, de olhos claros e cabelo loiro com mechas pretas, aparece deitada em um fundo que parece um tecido de seda vinho, encarando a câmera, ela está com uma roupa de couro preta, incluindo luvas nas mãos, uma das suas mãos está delicadamente em encontro ao seu queixo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-7.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36788" class="wp-caption-text">Som, imagem, estética e narrativa se misturam no último grande projeto de Miley Cyrus (Foto: ⓒ GLEN LUCHFORD)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Miley, que durante anos afirmou não se importar com premiações, passou a olhar para o Grammy com outros olhos após o reconhecimento tardio que recebeu por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G7KNmW9a75Y"><span style="font-weight: 400;">Flowers</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tenha sido concebido para </span><i><span style="font-weight: 400;">charts </span></i><span style="font-weight: 400;">ou números, a artista reconhece o valor simbólico desse espaço institucional, que deveria a ter prestigiado muito antes. No disco, há uma tentativa de carregar consigo toda essa bagagem: a música, os visuais, a moda e um conceito glamouroso cuidadosamente construído. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ambição estética se estende para além do álbum: este também ganhou um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fA83zBizgps"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> que acompanha o projeto, funcionando como uma extensão simbólica de sua proposta conceitual. A obra busca ocupar o espaço do pop como arte total – som, imagem, estética e narrativa – mas acaba revelando os limites dessa ambição dentro da lógica da indústria contemporânea. Não se trata exatamente de um fracasso; ele dispõe de todos os recursos necessários. O que se percebe, porém, é uma falta de direção simbólica mais clara. O conceito existe mais no discurso e no visual do que no som, fazendo com que o visual frequentemente preceda a experiência sonora. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Something Beautiful by Miley Cyrus | Official Trailer | Hulu" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fA83zBizgps?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco começa de forma especialmente forte, com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7jWUnmVEcqR3KggTiSNWAW?si=91607148fba545c4"><i><span style="font-weight: 400;">Prelude</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a faixa-título </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;">. É nesse momento que a voz de Miley encontra um espaço verdadeiramente arriscado, afastando-se do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">convencional e se aproximando da experimentação sonora. Há a sugestão de um caminho ousado e emocionalmente denso, que revela o potencial de um álbum que poderia ter sido ainda mais coeso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os destaques, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2rDMtmPctM67hICAZTKAjx?si=e3fed2066fa74350"><i><span style="font-weight: 400;">End of the World</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta um</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> elegante e melancólico, no qual o hedonismo surge como uma forma consciente de sobrevivência em meio ao esgotamento emocional. Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/28RGHzCKNZEAWquYbZl3EI?si=8af95f4705be47fe"><i><span style="font-weight: 400;">More to Lose</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos momentos mais vulneráveis, apostando em uma interpretação contida e madura, em que a artista canta sobre amar sabendo que sempre haverá algo a perder. Em contraste, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3kTKU3tMAm411E7Jo4uTBw?si=8305eb5671804192"><i><span style="font-weight: 400;">Give Me Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como um ponto de intimidade quase confessional, reduzindo o disco ao essencial: voz, sentimento e desejo por conexão.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Miley Cyrus - Something Beautiful (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/y2nu8zpVBmY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4EJjVfB2pQNn0ZFe1DgUOX?si=6d9d4cd5323347dd"><i><span style="font-weight: 400;">Walk of Fame</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, assume um papel simbólico central. A faixa ultrapassou os limites do álbum e ganhou vida própria nas redes sociais, especialmente em </span><i><span style="font-weight: 400;">edits </span></i><span style="font-weight: 400;">(vídeos curtos criados por fãs de celebridades ou personagens) que reforçam sua mensagem sobre memória, legado e permanência. Essa circulação cultural amplia o sentido da música, que soa quase como um comentário metalinguístico sobre carreira, fama e o desejo de deixar uma marca que sobreviva ao tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/22WFoPT9VIJlZ0VcJVkCpm?si=60784f57d9c54d08"><i><span style="font-weight: 400;">Every Girl You’ve Ever Loved</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com participação de Naomi Campbell, representa um dos momentos mais performáticos do disco. A presença da supermodelo reforça o diálogo entre música, moda e imagem que Miley tenta construir ao longo do projeto. A faixa flerta com a ideia de poder, desejo e projeção feminina, funcionando como um retrato da persona pública que a artista aprendeu a dominar, ainda que, em alguns momentos, essa construção pese mais no conceito do que na musicalidade.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<figure id="attachment_36787" aria-describedby="caption-attachment-36787" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36787" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6-800x488.png" alt="Texto Alt: Imagem em preto e branco de Miley Cyrus em uma rua à noite. Ela está de frente para a câmera, olhando diretamente para a lente, usando um casaco de pelúcia com padrão contrastante em tons claros e escuros. Seu cabelo está preso no alto da cabeça, com parte solta caindo pelos ombros. Ao fundo, a rua aparece desfocada, com luzes urbanas e prédios, criando um clima noturno e cinematográfico. " width="800" height="488" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6-800x488.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6-1024x625.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6-768x469.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6-1200x732.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-6.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36787" class="wp-caption-text">O noivo de Miley Cyrus, Maxx Morando, foi produtor e compositor (co-autor) do álbum (Foto: ⓒ GLEN LUCHFORD)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como a própria </span><i><span style="font-weight: 400;">Walk of Fame</span></i><span style="font-weight: 400;"> simboliza a ideia de viver para sempre, Miley Cyrus já conquistou esse espaço no imaginário cultural. Ela é uma das vozes mais icônicas de sua geração, alguém que marcou infâncias com </span><i><span style="font-weight: 400;">Hannah Montana </span></i><span style="font-weight: 400;">(2006), atravessou fases distintas, escândalos e reinvenções, e construiu uma carreira que nunca teve medo de se arriscar. De </span><a href="https://open.spotify.com/album/6cfcdjtSR9ARnpnpwtEGaS?si=oISPaMMcSh2eHrvH-g3Vsg"><i><span style="font-weight: 400;">Dead Petz</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015) à era </span><a href="https://open.spotify.com/album/5BRhg6NSEZOj0BR6Iz56fR?si=DADIIQ7kQCyNriTKDAq41w"><i><span style="font-weight: 400;">Plastic Hearts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), que a reposicionou no </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e consolidou sua versatilidade, Miley permanece relevante justamente por não se fixar em uma única identidade.</span></p>
<p><a href="https://www.grammy.com/news/2026-grammys-nominations-full-winners-nominees-list"><span style="font-weight: 400;">Na disputa pelo Grammy</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum Vocal Pop, Miley enfrenta projetos fortes e coesos de outros grandes nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo. Ainda assim, independentemente de levar ou não a estatueta, ela já saiu vencedora. Pela coragem de experimentar, pela entrega vocal consistente e por reafirmar sua relevância artística em uma indústria que raramente permite longevidade sem reinvenção. </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode não ser um álbum perfeito, mas ele é honesto, ambicioso e profundamente humano. Um verso da faixa-título ajuda a amarrar esse espírito, um pedido simples, que resume a busca não por respostas grandiosas, no entanto, por sentido, beleza e permanência em meio ao caos.</span></p>
<blockquote><p><b><i>“Tell me something beautiful about this world”</i></b><b> – “Me diga algo bonito sobre este mundo.”</b></p></blockquote>
<p><iframe title="Spotify Embed: Something Beautiful" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/7h7smPzBYx8LOLI3ncM3vQ?si=k7gkVm8DRDuJYJTXigWpEw&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
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