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	<title>Arquivos Filmes do Estação &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Entre Transamazônia e Ainda Estou Aqui, da TV ao teatro: Philipp Lavra reflete sobre sua trajetória como ator</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 15:00:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Há trajetórias de atores que se constroem menos por mudanças bruscas e mais por deslocamentos sucessivos, entre linguagens, territórios e modos de estar em cena. A de Philipp Lavra é atravessada por esse movimento constante: do teatro ao cinema, da televisão a produções independentes, sempre em busca de experiências que o tirem do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/entre-transamazonia-e-ainda-estou-aqui-da-tv-ao-teatro-philipp-lavra-reflete-sobre-sua-trajetoria-como-ator/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre Transamazônia e Ainda Estou Aqui, da TV ao teatro: Philipp Lavra reflete sobre sua trajetória como ator"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36695" aria-describedby="caption-attachment-36695" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36695" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-800x450.png" alt="Close de Philipp Lavra de frente para a câmera em meio a uma floresta. Ele tem cabelos escuros, bigode e aparenta estar suado. Usa uma camisa xadrez bege sem mangas com os botões abertos. O fundo é um desfoque de folhagens verdes e luz solar filtrada." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36695" class="wp-caption-text">O ator reflete sobre o estranhamento e os desafios físicos de filmar na região amazônica (Foto: Filmes do Estação)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há trajetórias de atores que se constroem menos por mudanças bruscas e mais por deslocamentos sucessivos, entre linguagens, territórios e modos de estar em cena. A de </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2025/04/7130300-artes-nao-se-afastam-se-integram-afirma-o-ator-e-fotografo-philipp-lavra.html"><span style="font-weight: 400;">Philipp Lavra</span></a><span style="font-weight: 400;"> é atravessada por esse movimento constante: do teatro ao cinema, da televisão a produções independentes, sempre em busca de experiências que o tirem do lugar confortável da repetição. Mais do que acumular papéis, sua carreira parece se organizar a partir do encontro com contextos específicos e da escuta atenta ao espaço em que cada história se inscreve.</span></p>
<p><span id="more-36691"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse desejo de atravessar linguagens e territórios se manifesta de forma especialmente nítida nos projetos que o levam para fora dos grandes centros e dos formatos mais convencionais. Ao longo dos últimos anos, Philipp tem se envolvido em produções que exigem não apenas preparo técnico, mas também disposição para lidar com o estranhamento, seja ele cultural, geográfico ou simbólico – movimento que convive, inclusive, com sua passagem recente pela televisão aberta, na novela </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/garota-do-momento/personagem/orlando/"><span style="font-weight: 400;">Garota do Momento</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), exibida pela Globo.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/no-limiar-da-denuncia-colonial-transamazonia-permanece-a-beira-do-confronto/"><span style="font-weight: 400;">Transamazônia</span></a><span style="font-weight: 400;"> surge, então, como um desses encontros. Dirigido pela sul-africana, Pia Marais, o filme carrega um contraste fundamental: uma coprodução internacional que se propõe a encenar conflitos históricos, ambientais e espirituais no território brasileiro, marcado por disputas e feridas abertas. Para Philipp Lavra, que interpreta Júnior, um madeireiro envolvido nas tensões que atravessam a narrativa, a curiosidade surgiu do estranhamento.</span></p>
<h3><b>O primeiro contato com o projeto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a proposta de Transamazônia chegou até Philipp Lavra, o primeiro sentimento foi de curiosidade. O projeto ainda estava em circulação entre testes e conversas iniciais quando ele ouviu que se tratava de </span><b>“</b><b><i>um filme gringo</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;"> ambientado na transamazônia. A combinação soou inesperada. </span><b>“</b><b><i>Um filme gringo na transamazônia? Curioso</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, lembra. O estranhamento inicial, porém, não funcionou como barreira, ao contrário, abriu espaço para o interesse em compreender melhor o que estava em jogo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que foi se aproximando do material e do contexto da produção, a desconfiança deu lugar à percepção de que aquele deslocamento fazia parte da própria natureza do filme. A história de um madeireiro inserido em uma região de conflito, atravessada por tensões políticas, ambientais e culturais, ganhou outra densidade quando Philipp entendeu também os limites concretos da realização. </span></p>
<figure id="attachment_36692" aria-describedby="caption-attachment-36692" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36692" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-800x450.png" alt="Plano médio mostra Philipp Lavra debruçado na janela de um carro, olhando para a direita. Ele usa uma camisa azul clara sem mangas e tem bigode. Ao fundo, fora de foco, o ator Rômulo Braga observa a cena com expressão séria." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36692" class="wp-caption-text">Philipp Lavra interpreta Júnior em Transamazônia, personagem marcado pela relação hierárquica e conflituosa com o irmão, vivido por Rômulo Braga (Foto: Filmes do Estação)</figcaption></figure>
<h3><b>Família, trabalho e ruína</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, o personagem Júnior é definido pela relação com o irmão mais velho, interpretado por </span><a href="https://gq.globo.com/artes-e-cultura/noticia/2025/05/ator-revela-como-foi-gravar-cena-de-abuso-em-filme-perguntei-se-estava-tudo-bem.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Rômulo Braga</span></a><span style="font-weight: 400;">. Uma dinâmica atravessada por afeto, conflito e hierarquia, tanto familiar quanto profissional. </span></p>
<blockquote><p><b><i>“O nome Júnior, no Brasil, carrega um peso grande”</i></b><span style="font-weight: 400;">, observa Philipp. </span><b><i>“Ele é Júnior porque carrega o nome do pai, mas também porque é o irmão mais novo. É um duplo lugar.”</i></b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse detalhe serviu como ponto de partida para a construção do personagem. </span><b>“</b><b><i>O personagem do Rômulo vive um conflito enorme, e isso faz com que a família comece a se fragmentar</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, explica. No filme, trabalho e laço familiar se confundem, reproduzindo uma lógica comum no contexto brasileiro. </span><b>“</b><b><i>A gente tentou mostrar esse ambiente familiar que está ruindo e que também é um ambiente de trabalho. Aqui, essas coisas estão muito unidas</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><b>O sentimento de ser estrangeiro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de brasileiro, Philipp descreve a experiência de filmar na Amazônia como um confronto direto com a própria ideia de pertencimento. </span><b>“</b><b><i>Eu sou sudestino, isso eu já sei. Mas quando você chega lá, você vê o tamanho da dimensão do Brasil</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, conta. Em determinado momento das filmagens, a percepção se tornou coletiva. </span></p>
<blockquote><p><b><i>“O elenco internacional falava: ‘é muito difícil para a gente, porque somos estrangeiros aqui’. E eu falei: ‘eu também’. Todo mundo ali era estrangeiro.”</i></b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.instagram.com/reel/DTajU6bDrGE/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">constatação</span></a><span style="font-weight: 400;">, longe de ser apenas geográfica, revela uma fratura simbólica: a distância entre o imaginário nacional e a realidade amazônica. </span><b>“</b><b><i>Mesmo sendo brasileiro, lá no meio a gente também parece estrangeiro</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz. Para ele, esse reconhecimento só foi possível a partir da vivência. </span><b>“</b><b><i>Eu não tinha entendido isso antes de estar lá</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa sensação de estrangeiridade também se materializou nas escolhas da produção. </span><b>“</b><b><i>A gente só filmou na Guiana Francesa porque dentro do território brasileiro nenhuma madeireira aceitou fazer. Ninguém aceitou que a gente filmasse dentro das madeireiras</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, relata. Além de um obstáculo logístico, a decisão expôs os limites de acesso e os interesses em jogo na região, reforçando a percepção de que Transamazônia lidava com tensões que extrapolavam a ficção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Philipp, o cuidado com o território foi um ponto central do processo. </span><b>“</b><b><i>A gente sabe que o cinema, às vezes, atropela o lugar</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, reflete. Ainda assim, ele destaca o esforço da equipe em estabelecer uma relação de </span><a href="https://forbes.com.br/forbeslife/2025/02/turismo-cinematografico-como-a-industria-do-cinema-impacta-os-destinos-de-viagem/"><span style="font-weight: 400;">respeito com o espaço</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>“</b><b><i>Achei que houve muito cuidado, uma ligação muito forte entre as equipes para fazer o melhor trabalho possível</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_36694" aria-describedby="caption-attachment-36694" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36694" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-800x450.png" alt="Plano aberto mostra uma casa de madeira desgastada sobre palafitas. No terreiro de terra batida à frente da casa, Philipp Lavra e Rômulo Braga caminham lado a lado. Há um quadriciclo verde estacionado à direita e barris azuis e rosados à esquerda." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36694" class="wp-caption-text">Os irmãos representam a ruína das relações de exploração (Foto: Filmes do Estação)</figcaption></figure>
<h3><b>A cena quase cortada de Ainda Estou Aqui</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio das filmagens de Transamazônia, Philipp Lavra viveu uma situação-limite que quase o afastou de uma das cenas mais emblemáticas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), dirigido por Walter Salles. A sequência do fotógrafo, que mais tarde ganharia grande repercussão nas redes, dependia de um detalhe incontrolável: a luz natural.</span> <b>“</b><b><i>Era a cena da foto, e no dia fez um dia horrível. Fechou o tempo</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, relembra. Para o diretor, a luz era inegociável. </span><b>“</b><b><i>O Walter queria muito uma luz natural, e não dava</i></b><b>”</b><b><i>.</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O impasse ganhou contornos ainda mais delicados por causa do cronograma. A cena estava prevista para uma segunda-feira, enquanto a viagem de Philipp para a Amazônia aconteceria poucos dias depois. Com a gravação cancelada, a possibilidade de refazer a cena parecia cada vez menor. </span><b>“</b><b><i>Eu já estava preparado para não fazer. Falei: ‘bom, então não vai dar, porque eu viajo no domingo’</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, conta. A equipe, no entanto, insistiu em tentar uma última alternativa. Contra as previsões, a gravação foi remarcada para o sábado seguinte. </span></p>
<blockquote><p><b><i>“Tinha que ser aquele sábado. E foi um dia lindo, fez um sol maravilhoso no Rio de Janeiro. A gente conseguiu filmar. Eu viajei no dia seguinte, mas quase não fiz. Foi por muito pouco mesmo.”</i></b></p></blockquote>
<p><b>“</b><b><i>São dois filmes completamente diferentes</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, observa. </span><b>“</b><b><i>Uma produção no Rio, com toda a familiaridade que eu tenho, e a outra 100% novidade</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">No intervalo apertado entre um set e outro, o ator se viu atravessado por ritmos, linguagens e territórios opostos, uma experiência intensa, mas que ele define, sem hesitar, como </span><b>“</b><b><i>bem legal</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_36693" aria-describedby="caption-attachment-36693" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36693" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-800x450.png" alt="Philipp Lavra, à direita, sorri levemente enquanto manuseia uma câmera fotográfica antiga de médio formato sobre um tripé. Ele veste camisa azul clara. Ao seu lado, um homem negro de terno marrom observa. O cenário é um jardim ensolarado com muro branco e plantas verdes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36693" class="wp-caption-text">A cena do fotógrafo em Ainda Estou Aqui que quase foi cancelada devido a conflitos de agenda (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<h3><b>Criar laços, mesmo sem pertencer</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao pensar no futuro, Philipp não fala em formatos específicos, mas em deslocamentos. </span><b>“</b><b><i>Eu gosto muito de viajar pelo Brasil</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz. Filmes que se debruçam sobre culturas e territórios específicos despertam seu interesse justamente pela possibilidade de troca. </span><b>“</b><b><i>Conhecer e, depois, poder passar essa palavra</i></b><b>”</b><b><i>.</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência se repetiu inclusive, no ano seguinte à Transamazônia, ele voltou à região para filmar em Cametá, no Pará. </span><b>“</b><b><i>Fiquei 40 dias na Amazônia. Você não se torna uma pessoa daquele lugar, mas cria laços com o espaço, com as pessoas. Laços afetivos</i></b><b>”</b><b><i>.</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez seja aí que o Cinema, para Philipp Lavra, encontre sua função mais honesta: não a de explicar territórios complexos, mas a de atravessá-los com atenção, reconhecendo limites, distâncias e vínculos possíveis. Porque, às vezes, estar presente, mesmo como estrangeiro, já é um gesto de escuta.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/entre-transamazonia-e-ainda-estou-aqui-da-tv-ao-teatro-philipp-lavra-reflete-sobre-sua-trajetoria-como-ator/">Entre Transamazônia e Ainda Estou Aqui, da TV ao teatro: Philipp Lavra reflete sobre sua trajetória como ator</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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