Balidos de Guerra do Sertão em “Cabras – cabeças que voam, cabeças que rolam”

Felipe Monteiro

Não foram poucos os que saíram do espetáculo confusos e ainda sem compreender ao todo a peça, os próprios atores fazem piada do fato. Mas é que realmente não é fácil deparar-se com o mar de signos que nos é apresentado logo de início em Cabras – cabeças que voam, cabeças que rolam, signos sobre os quais o desenrolar do espetáculo vai traçando fios que se completam em um belo tecido nas cores sertanejas.

Imagem: divulgação Cia. Balagan
Imagem: divulgação Cia. Balagan

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Um baile psicológico e surreal contra a normalidade em Lótus 6

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Foto: Hender Medina

Felipe Monteiro

Um dos momentos mais conturbados e intensos de nossas vidas é quando decidimos experimentá-la por nossos próprios sentidos e regras (ou a falta delas). Quando saímos da passividade do ser, onde somos mais receptores das vivências e dos modos por meio daqueles que nos tutoram, para entrarmos em uma atividade do ser – na qual somos mais produtores de nossas experiências, passamos a vivenciar por nós o mundo. Uma guinada da “teoria à prática”, uma pequena revolução que nos acomete loucamente em frenesi de emoções, hormônios, energia, rebeldia. Continue lendo “Um baile psicológico e surreal contra a normalidade em Lótus 6”

O palco como uma plataforma de encontros em Pupik – Fuga em 2

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Foto: Bruna Garcia/Arte e Ativismo

Felipe Monteiro

O Teatro Municipal de Bauru recebeu na noite de quarta-feira, 26 de outubro, Naomi Silman e Yael Karavan, duas atrizes estrangeiras que carregam um laço de amizade e profissionalismo que as une uma vez por ano para contar a incrível história Pupik – Fuga em 2. Mais que um espetáculo, a vida das atrizes com todas as suas vivências e bagagem cultural nos é contada com delicadeza, emprestando elementos do onírico, do cômico e da arte para tecer a narrativa como em uma rede que prende a atenção do espectador do começo até o fim. Partindo de um movimento do eu para o mundo, as atrizes contam a sua história, ou a nossa história, a história da humanidade. Continue lendo “O palco como uma plataforma de encontros em Pupik – Fuga em 2”

Não seria fácil falar de crise: as linguagens contemporâneas de Crise de Gente

Felipe Monteiro

Em sua terceira noite, o Festival de Artes Cênicas de Bauru nos apresenta o espetáculo Crise de Gente, da Companhia Hecatombe. O título da peça já carrega em si muito do que é abordado nas suas aproximadas duas horas tão intensas e provocadoras. A palavra mais utilizada nos discursos midiáticos, políticos e até nas conversas triviais é quem guia todo o enredo do espetáculo, se é que há um enredo.

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Análise psicológica como espelho para nossas relações em Síndromes – Loucos como Nós

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Felipe Monteiro

“Olhando de perto, ninguém é normal.” Essa citação é o ponto de partida para o enredo de Síndromes, peça de Miguel Falabella e Maria Carmen que aborda problemas psicológicos modernos.

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