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	<title>Arquivos Esteban Chinchilla &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em Delírios, aprendemos que o passado é a casa que nunca nos deixa partir</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 13:00:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Há casas que respiram, e em Delírios, cada parede guarda o som abafado de um segredo. Alexandra Latishev Salazar transforma o lar – esse espaço de suposta segurança – em um organismo adoecido, feito de memórias que se recusam a morrer. Masha, uma menina de onze anos, muda-se com a mãe para cuidar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/em-delirios-aprendemos-que-o-passado-e-a-casa-que-nunca-nos-deixa-partir/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Delírios, aprendemos que o passado é a casa que nunca nos deixa partir"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36251" aria-describedby="caption-attachment-36251" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36251" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-6-800x450.png" alt="Cena do filme Delírios (2024). Uma menina de cabelos curtos e expressão assustada espreita pela fresta de uma porta verde com uma cruz de ferro pregada no alto. O ambiente é escuro e frio, com um banco de madeira e vasos de plantas secas ao lado. A iluminação destaca a textura da madeira, criando um clima de suspense e isolamento." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-6-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-6-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-6.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36251" class="wp-caption-text">Em Delírios, o medo se esconde nas frestas. Masha observa o mundo do lado de dentro, onde o silêncio pesa mais que qualquer ameaça (Foto: Cyan Prods)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há casas que respiram, e em </span><i><span style="font-weight: 400;">Delírios</span></i><span style="font-weight: 400;">, cada parede guarda o som abafado de um segredo. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZpVJQVBlZD4"><span style="font-weight: 400;">Alexandra Latishev Salazar</span></a><span style="font-weight: 400;"> transforma o lar – esse espaço de suposta segurança – em um organismo adoecido, feito de memórias que se recusam a morrer. Masha, uma menina de onze anos, muda-se com a mãe para cuidar da avó doente, e o que deveria ser um gesto de afeto se converte em um ritual de exorcismo. A cada instante, o passado parece infiltrar-se pelos cantos, até que a casa se torna uma extensão da mente: um labirinto onde o medo e a lembrança convivem.</span></p>
<p><span id="more-36249"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diretora escolhe observar em vez de mostrar. Assim como em </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-nada-adriano-guimaraes-transforma-o-invisivel-em-presenca/"><span style="font-weight: 400;">Nada</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), de Adriano Guimarães, a câmera persegue o invisível, aguardando que algo se revele por entre sombras. O som – feito de rangidos, respirações, portas que não se fecham – é o guia dessa travessia. Nada explode; tudo se acumula. É um horror que não grita, apenas se insinua, e que encontra sua força no que é reprimido. Mas, há um preço nessa contenção: a repetição de gestos e enquadramentos transforma o suspense em uma espera interminável. O filme, aos poucos, parece aprisionado pela própria atmosfera que construiu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário, três corpos femininos sustentam a narrativa de </span><a href="https://grupoestacao.com.br/filme/delirio/"><i><span style="font-weight: 400;">Delírios</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">como espelhos de uma mesma dor. Helena Calderón conduz Masha com pureza – o olhar infantil que enxerga o que os adultos fingem esquecer. Liliana Biamonte, como Elisa, transita entre o cansaço e a ternura, enquanto tenta proteger a filha do mesmo mal que a devora. Já Anabelle Ulloa, a avó Dinia, oscila entre fragilidade e descontrole, compondo um retrato de decadência que nunca soa teatral. Juntas, as três desenham o ciclo do trauma: herança, negação e repetição.</span></p>
<figure id="attachment_36250" aria-describedby="caption-attachment-36250" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36250" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-9-800x450.png" alt="Cena do filme Delírios (2024). Uma menina lê um livro sentada na cama enquanto sua avó dorme ao lado, coberta por um mosquiteiro translúcido. A luz suave e as paredes brancas criam uma atmosfera íntima e melancólica. A rede de tule envolve as duas como se fosse uma fronteira entre o afeto e o confinamento." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-9-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-9-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-9-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-9.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36250" class="wp-caption-text">Entre o cuidado e o medo, o amor também se transforma em vigília e o horror habita o gesto de quem tenta proteger e, sem perceber, repete o trauma (Foto: Cyan Prods)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A casa revela suas feridas por meio de símbolos discretos: cruzes nas paredes, marcas que nunca desaparecem e janelas que não deixam entrar a luz. Latishev insere a </span><a href="https://darkside.blog.br/por-que-terror-e-religiao-costumam-andar-juntos/"><span style="font-weight: 400;">religiosidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> não como crença, e sim como vigilância – o peso da culpa observando o cotidiano. Há ecos do vampírico, do fantasmagórico, mas o que realmente assombra é o passado; um pai ausente que causa a dor herdada de uma tentativa constante de purificar o que já está impregnado. O horror se manifesta como o eco de gerações tentando limpar as mesmas manchas com gestos diferentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Delírios </span></i><span style="font-weight: 400;">impressiona pelo rigor estético, ou seja, a fotografia hipnótica de </span><a href="https://estebanchinchilla.xyz/"><span style="font-weight: 400;">Esteban Chinchilla</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a direção de arte de Federico Montealegre que mistura o sagrado e o doméstico – a obra também se perde dentro de si. O mistério, por vezes, se sobrepõe à emoção. A narrativa prefere o símbolo à confissão, e o resultado é um filme emocionalmente distante. Há fascínio em cada quadro, porém também uma sensação de que o delírio permanece contido, protegido demais para realmente nos ferir. É o tipo de obra que exige entrega, paciência e disposição para habitar o silêncio junto com seus personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Delírios </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma obra que olha para o trauma não como uma ferida aberta, porém como uma memória em repouso. Algo que se instala nos gestos mais banais, se disfarça nas paredes e volta a pulsar quando o corpo menos espera. Nesse sentido, Latishev compreende que o horror mais profundo não grita, ele sussurra. Por isso, ao fim, não há redenção nem susto, apenas o reconhecimento de que viver é conviver com o que nos assombra, e talvez o maior </span><a href="https://personaunesp.com.br/lorde-morre-simbolicamente-em-virgin-so-para-experimentar-a-ressurreicao/"><span style="font-weight: 400;">delírio</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja acreditar que um dia poderemos escapar completamente desse passado.<br />
</span></p>
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