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	<title>Arquivos Eritreia &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>White Eye desmonta a dignidade humana</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2021 19:39:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos São necessários apenas 20 minutos para White Eye estruturar e acusar a sociedade de classes em que se insere. O curta-metragem israelense dirigido por Tomer Shushan é um retrato potente do privilégio social e da noção agressivamente individualista de propriedade privada, utilizando uma esquina de Tel Aviv como seu epicentro. Indicado ao Oscar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/white-eye-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "White Eye desmonta a dignidade humana"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19811" aria-describedby="caption-attachment-19811" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-19811" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/White-Eye-Still_OfficialCover-scaled-e1612976680591-1024x585-1.jpg" alt="Cena do curta White Eye. À esquerda, Dawit Tekelaeb, um homem negro de cabelos curtos, crespos e preto, está de pé. Dawit está do peito para cima na imagem, de perfil e virado para a direita. Ele usa uma camisa branca e azul, com gola, e um avental por cima. Dawit olha para a direita, na direção de Daniel Gad. Daniel está no canto direito da foto, olhando para baixo. Daniel é um homem branco com cabelos escuros e barba e bigode. Ele usa uma touca preta, jaqueta preta e um agasalho preto por baixo. Ao fundo, desfocado, está uma bicicleta e o cenário de uma rua." width="1024" height="585" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/White-Eye-Still_OfficialCover-scaled-e1612976680591-1024x585-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/White-Eye-Still_OfficialCover-scaled-e1612976680591-1024x585-1-300x171.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/White-Eye-Still_OfficialCover-scaled-e1612976680591-1024x585-1-768x439.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19811" class="wp-caption-text">White Eye concorre ao Oscar 2021 ao lado de Feeling Through e The Letter Room na categoria de Melhor Curta-Metragem em Live Action (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São necessários apenas 20 minutos para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ANeeDuWBlek&amp;pp=qAMBugMGCgJwdBAB"><i><span style="font-weight: 400;">White Eye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estruturar e acusar a sociedade de classes em que se insere. O curta-metragem israelense dirigido por Tomer Shushan é um retrato potente do privilégio social e da noção agressivamente individualista de propriedade privada, utilizando uma esquina de Tel Aviv como seu epicentro. Indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2021, o roubo de uma bicicleta é a força narrativa que movimenta um completo desmantelamento da figura humana.</span></p>
<p><span id="more-19809"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O protagonista interpretado por Daniel Gad é Omer, que, há um mês, teve sua bicicleta furtada. Supostamente, Omer a encontra acorrentada em um bairro industrial e inicia a missão de recuperá-la, entrando em uma espiral de fúria na busca por justiça. Seu alvo se torna Yunes, o funcionário de um açougue vivido por Dawit Tekelaeb que afirma ter comprado o veículo para transportar a filha. A situação, na verdade, foi inspirada num acontecimento real quase idêntico ao curta que envolveu o diretor, que escreveu o roteiro de </span><a href="https://nocamels.com/2021/03/israeli-film-white-eye-oscar-nomination/"><i><span style="font-weight: 400;">White Eye</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em menos de uma hora.</span></p>
<figure id="attachment_19810" aria-describedby="caption-attachment-19810" style="width: 1439px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-19810" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/whiteeye_1.jpeg" alt="Cena do curta White Eye. A imagem é retangular e centralizada nela está Daniel Gad e uma bicicleta. Daniel é um homem branco com barba e bigode escuro. Ele usa uma touca, uma jaqueta e calça pretas, está agachado e segura o celular no ouvido com a mão direita. A sua frente, está uma bicicleta com uma cadeirinha infantil atrás do banco. Os dois estão numa esquina de uma rua escura." width="1439" height="603" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/whiteeye_1.jpeg 1439w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/whiteeye_1-300x126.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/whiteeye_1-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/whiteeye_1-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/whiteeye_1-1200x503.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19810" class="wp-caption-text">Tomer Shushan frisa que o título do curta, “olho branco”, remete a cegueira da sociedade israelense em relação ao abismo racial no país, pelos olhos de um homem branco (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O conflito que parecia inofensivo só se tenciona quando Omer insiste em envolver a polícia, o elemento necessário para entender a </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/especiais/oscar-2021-o-conflito-israel-palestina-em-the-present-e-white-eye/"><span style="font-weight: 400;">dinâmica racial e política da sociedade israelense</span></a><span style="font-weight: 400;">. Yunes é um imigrante da Eritreia e seu visto está expirado, ou seja, </span><i><span style="font-weight: 400;">fique em silêncio e faça o que mandam</span></i><span style="font-weight: 400;">. Omer enfim percebe as consequências de sua ação impulsiva, mas não há o que se fazer. O destino de Yunes já foi decidido, mas quem bate o martelo está muito além do recorte social em tela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O senso de urgência que toma a atmosfera daquela esquina escura se torna ainda mais palpável pela escolha de Shushan em filmar </span><a href="https://talkingshorts.com/films/white-eye"><i><span style="font-weight: 400;">White Eye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sem cortes. Não há, para nós ou para Omer, um momento para respirar e pensar racionalmente sobre aquela sucessão de eventos. Tudo simplesmente&#8230; acontece. E no momento que Omer percebe o tamanho da ferida que cutucou, sua posição privilegiada como homem branco já não pode interferir no problema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de apostar nas sutilezas, </span><a href="https://www.theafricareport.com/64241/israeli-film-white-eye-highlights-the-scapegoating-of-african-migrants/"><span style="font-weight: 400;">Tomer Shushan</span></a><span style="font-weight: 400;"> utiliza uma grande cena para ilustrar e resumir o medo em seu estado mais primitivo. A cena dos outros trabalhadores do estabelecimento, todos imigrantes ilegais, se escondendo no frigorífico, é o momento certeiro que garante o posicionamento político de </span><i><span style="font-weight: 400;">White Eye</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem necessariamente utilizar do conhecimento do espectador em relação a Israel e a seu fluxo migratório.</span></p>
<figure id="attachment_19812" aria-describedby="caption-attachment-19812" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-19812 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/white-eye-1.jpg" alt="Pôster do curta White Eye. A imagem é retangular e comprida. O fundo dela é cinza. Desenhados como bordados, podemos ver um bicicleta branca, um carro de polícia e placas de trânsito. No centro, há o rosto de dois homens. No centro superior, WHITE EYE A FILM BY TOMER SHUSHAN em branco." width="720" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/white-eye-1.jpg 720w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/white-eye-1-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19812" class="wp-caption-text">The Present, indicado na mesma categoria de White Eye, também discute xenofobia e racismo em uma situação que parte de um objeto; no caso de The Present, é uma geladeira (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tel Aviv é a maior cidade do país, abrigando cerca de 40 mil refugiados da Eritreia e do Sudão. A discussão acerca do tratamento dado a essa população com base em uma insignificante bicicleta fez com que </span><i><span style="font-weight: 400;">White Eye</span></i><span style="font-weight: 400;"> garantisse sua vaga entre os 5 concorrentes na categoria de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/melhor-curta-metragem-em-live-action/"><span style="font-weight: 400;">Melhor Curta-Metragem em <em>Live Action</em></span></a><span style="font-weight: 400;"> na 93ª edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">. Shushan contou com imigrantes africanos que conheceu nas ruas da cidade e diferentes falantes de hebreu para compor o restante do seu elenco, que, apesar de pouco utilizado, é essencial para a criação do restante da obra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apelando para a empatia do espectador, </span><i><span style="font-weight: 400;">White Eye </span></i><span style="font-weight: 400;">não falha em nos fazer questionar a importância de um bem material acima do ser e existir. O egoísmo violento e irracional de Omer pode ter partido ao meio a tentativa de abrigo e o direito à dignidade de Yunes. Para a polícia, para o Estado, Yunes não é nada além de estatística. E a bicicleta? Com a lealdade dividida, ficou imóvel. Inutilizada. Assim como seus donos.</span></p>
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