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	<title>Arquivos Ensino Médio &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A segunda temporada de De Volta aos 15 mergulha na nostalgia e no clichê romântico</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Feb 2024 19:51:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Maisa Silva e Camila Queiroz estão de volta para viajar no tempo como Anita na segunda temporada de De Volta aos 15, seriado nacional da Netflix baseado na obra literária homônima de Bruna Vieira. Dessa vez, a imatura personagem de 30 anos no corpo de uma menina de 15 passeia com mais complexidade &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/de-volta-aos-15-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A segunda temporada de De Volta aos 15 mergulha na nostalgia e no clichê romântico"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32473" aria-describedby="caption-attachment-32473" style="width: 1281px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-32473" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1.jpg" alt=" Cena de De Volta aos 15. No lado esquerdo, Camila Queiroz veste blusa xadrez vermelha e calça jeans. A atriz é branca e tem cabelos castanhos ondulados. Ao fundo, no lado direito, está o ator Gabriel Stauffer, que veste moletom marrom e uma blusa cinza. O ator é branco e tem cabelo e barba castanhos. Os intérpretes dentro de uma van." width="1281" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1.jpg 1281w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-1200x674.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32473" class="wp-caption-text">Camila Queiroz e Gabriel Stauffer vivenciam aventuras temporais como Anita e Joel adultos na produção nacional De Volta aos 15 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maisa Silva e Camila Queiroz estão de volta para viajar no tempo como Anita na segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/de-volta-aos-15-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">De Volta aos 15</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seriado nacional da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">baseado na obra literária homônima de </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2023/06/como-bruna-vieira-tornou-se-pioneira-entre-blogueiras-sem-deixar-a-literatura-de-lado.shtml"><span style="font-weight: 400;">Bruna Vieira</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dessa vez, a imatura personagem de 30 anos no corpo de uma menina de 15 passeia com mais complexidade pelos dramas e incertezas da fase adulta e é acompanhada por um parceiro inesperado, Joel, interpretado por Antônio Carrara (adulto) e por Gabriel Stauffer (jovem).</span></p>
<p><span id="more-32472"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gancho do início da sequência é o final da </span><a href="https://cafeplus.com.br/netflix/de-volta-aos-15-resumo-elenco-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">: a invasão do Floguinho – rede social e espécie de portal virtual que permite as viagens no tempo acontecerem – por Joel. A trama livrou a obra do lugar-comum em que poderia ter caído, no qual a narrativa se retroalimentaria em diversos pulos temporais que modificariam o futuro, acertando um ponto e destruindo outro. Em partes, isso aconteceu, porém a inclusão de um novo personagem nas misteriosas expedições trouxe frescor para os arcos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as mais diversas referências à cultura dos </span><a href="https://labdicasjornalismo.com/noticia/13283/-de-volta-aos-15--estreia-segunda-temporada-com-referencias-dos-anos-2000"><span style="font-weight: 400;">anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;">, a continuação da série mostra que cumpre o papel a qual foi incumbida desde o lançamento em 2022: o de abordar as brasilidades de uma forma transitória entre o presente e passado. Tida como uma subversão do célebre filme </span><i><span style="font-weight: 400;">De Repente 30</span></i><span style="font-weight: 400;">, os elementos sonoros, e os visuais e cenográficos, coordenados por Camila Gaglianone, exalam como era a vida dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">jovens</span></a><span style="font-weight: 400;"> da época de 2006, sem necessariamente escancarar essa alusão, o que traz fluidez ao enredo.</span></p>
<figure id="attachment_32477" aria-describedby="caption-attachment-32477" style="width: 1281px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32477" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5.jpg" alt="Cena de De Volta aos 15. O cenário da foto é uma pista de skate. Na esquerda, está a atriz Klara Castanho, usando uma peruca vermelha com o figurino da telenovela Rebelde, jaqueta e gravata vermelhas, camisa branca e saia jeans. Com as mesmas roupas estão Maisa Silva, que, usando peruca preta, está ao centro, segurando uma câmera, e Nila, que está ao lado de Maisa, usando peruca loira. Por fim, na direita, ao lado de Nila, está a atriz Amanda Azevedo, que veste calça verde, com cinto preto, e um cropped preto estampado com feixes de luz. " width="1281" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5.jpg 1281w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1200x674.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32477" class="wp-caption-text">Com a missão de resgatar elementos culturais dos anos 2000, a série trouxe uma sequência que homenageia a famosa telenovela mexicana Rebelde (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se por um lado a história manteve a assertiva articulação com a cultura do início do século 21, por outro também continuou a desenvolver com superficialidade a construção de alguns </span><a href="https://www.techtudo.com.br/guia/2023/07/de-volta-aos-15-veja-sinopse-elenco-e-trailer-da-2a-temporada-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">. A fase atual, retratada no ano de 2021, é o maior problema. Os atores mal aparecem e, quando o fazem, têm pouquíssimo tempo de tela. Como na temporada anterior, o presente da obra serve apenas para mostrar a Anita que ela precisa voltar ao passado e nada mais que isso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, no meio das leviandades, um trio ganha destaque. Tratam-se de Anita, Joel e Camila (</span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/tv-e-famosos/noticia/ex-malhacao-anuncia-ser-uma-pessoa-trans-nao-binaria-e-muda-nome-para-nila.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Nila</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/03/16/alice-marcone-de-de-volta-aos-15-e-primeira-cantora-trans-de-sertanejo.htm"><span style="font-weight: 400;">Alice Marcone</span></a><span style="font-weight: 400;">). A importância dos dois primeiros é quase uma redundância, dado que conduzem todo o fio narrativo das viagens no tempo. Já Camila traz o que de melhor a série fez nesta sequência, essencialmente ao relembrar do escasso desenvolvimento que teve na primeira leva de capítulos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/ator-de-de-volta-aos-15-lucas-deluti/"><span style="font-weight: 400;">transexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> é diluída em diversas camadas: a descoberta de Camila, até então vista como um garoto cisgênero; o preconceito da sociedade, do qual o irmão, Fabrício (João Guilherme Ávila) e o pai do personagem não estão isentos; a representatividade de pessoas que já passaram por esse processo e a importância da rede de apoio formada por amigos e familiares. O arco é uma redenção com a própria série, que, durante a primeira temporada, não abordou com profundidade uma temática tão necessária. Felizmente, a trama foi revisitada e interpretada com dramaticidade, sensibilidade e destreza pela dupla formada por Nila, atriz trans não binárie, e Marcone, artista trans, que têm lugar de fala fora da ficção, para discutirem esse tema.</span></p>
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<p></a></p>
<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/CaiMkm_O4hA/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by NILA (@mynewnameisnila)</a></p>
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<p><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As versões jovens de Carol e Luiza, vivenciadas respectivamente por Klara Castanho e Amanda Azevedo, são outros acertos da trama. Castanho sabe muito bem como expor os desequilíbrios emocionais intensos e típicos da puberdade como ninguém &#8211; não à toa tem no currículo obras como </span><i><span style="font-weight: 400;">Confissões de uma Garota Excluída</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo por um Pop Star</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já </span><a href="https://revistaquem.globo.com/entrevistas/noticia/2023/08/revelacao-em-de-volta-aos-15-amanda-azevedo-lembra-estagio-na-tv-globo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Azevedo</span></a><span style="font-weight: 400;"> se encontra na pele de uma personagem combatente aos julgamentos de Imperatriz, uma cidade pequena que – assim como qualquer outra da realidade – julga todo comportamento fora do padrão e é outra excelente construção ficcional da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos pátios do Ensino Médio, o balanceamento dos núcleos é desproporcional. Histórias paralelas quase inexistem. Tudo gira ao redor dos mesmos personagens e faltam explorações que poderiam compor melhor a </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/de-volta-aos-15-critica-2a-temporada"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, mesmo tendo apenas seis episódios, transmite a sensação de monotonia em certos momentos. A adição de novos dramas trouxe certa inovação, mas aquém do que realmente conseguiria com um melhor trabalho na elaboração dos subenredos, que não estão ali como enfeites.</span></p>
<figure id="attachment_32474" aria-describedby="caption-attachment-32474" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1.jpg" alt="Foto do elenco e da equipe da segunda temporada de De Volta aos 15 em uma pista de Skate. Metade do elenco está de pé e a outra metade sentada e ajoelhada. Nela estão os atores: Maisa Silva, Klara Castanho, Nila, Amanda Azevedo, Caio Cabral, Gabriel Stauffer, João Guilherme Ávila, Lucca Picon" width="1170" height="657" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1-768x431.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32474" class="wp-caption-text">Com mais personagens, a série não consegue equilibrar o tempo de tela do elenco (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As qualidades e defeitos do roteiro permeiam a ambiguidade. Bem fundamentado nas cenas da protagonista, porém com furos grotescos até mesmo para um seriado voltado ao público juvenil, o texto de Vitor Brandt e Gautier peca e acerta ao decorrer do enredo. Os constantes descuidos de Anita e Joel com as informações do futuro e a ingenuidade dos demais personagens entregam a imprecisão textual. Apenas uma pessoa ter percebido que Anita era uma viajante? Inconsistente, visto que a mocinha não poderia ser mais explícita. Quando Joel passa a </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/book-friday/livros-de-ficcao-para-voce-viajar-no-tempo-e-espaco/"><span style="font-weight: 400;">viajar no tempo</span></a><span style="font-weight: 400;"> também, a situação piora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felipe Camargo, conhecido pela trajetória na teledramaturgia nacional, interpreta, de forma sensível e plena, Antônio, o pai de Anita, como uma espécie de contraponto a tudo que a </span><a href="https://youtu.be/YVRYL3de3ZM"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> é. Os conselhos dados à filha pelas frustradas tentativas de construir o futuro perfeito são metáforas que pensamos quando cogitamos a possibilidade de voltar ao passado para mudar nossas atitudes. Para o personagem, o passado não deve ser mudado, porque é uma forma de aprendizado. A inevitável morte dele, mesmo com tantas </span><a href="https://personaunesp.com.br/1899-critica/"><span style="font-weight: 400;">linhas temporais</span></a><span style="font-weight: 400;"> criadas por Anita, é uma triste comprovação desse argumento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/de-volta-aos-15-musicas-nostalgicas-na-2a-temporada-da-serie"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> volta com mais timidez de forma geral, mas fica em evidência quando embala os acontecimentos de diversão nas festas em Imperatriz, cidade fictícia que retrata fielmente municípios do interior, e São Paulo. A ida dos adolescentes para a grande metrópole é outro furo do roteiro, inclusive, tendo em vista que Joel não teria a idade necessária para ter habilitação, e os pais dos jovens sequer os procuraram quando eles passaram uma noite fora da cidade interiorana. Já a direção principal de Maria de Medicis e a produção de Carolina Alckmin e Mayra Lucas é consonante com o elenco: parecem mais à vontade e livres com o universo do seriado, que novamente foi confeccionado pela produtora brasileira Glaz Entretenimento. </span></p>
<figure id="attachment_32476" aria-describedby="caption-attachment-32476" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32476" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2.jpg" alt="Cena de De Volta aos 15. Maisa Silva, atriz branca de cabelos castanhos ondulados, veste blusa xadrez vermelha e apoia a cabeça em Antônio Carrara. O ator é branco, tem cabelos ondulados castanhos, segura um caderno e usa camisão azul com uma bandana vermelha. " width="1170" height="657" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32476" class="wp-caption-text">Compartilhando o protagonismo na fase jovem, Maisa Silva e Antonio Carrara vivem uma relação indefinida, da amizade ao amor, ótima de se assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o quadrilátero amoroso de Anita com Joel, Fabrício e Henrique indica a perda de um integrante, e, ainda que tivesse sido vendido nos trailers e teasers como o gancho principal, não foi o grande enredo. Depois de uma incontável sucessão de bolas fora da protagonista com seu primeiro amor, Henrique parece ter superado a paixonite que nutria por ela e, agora, se envolve com Carol. A disputa fica entre </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/com-quem-anita-fica-em-de-volta-aos-15-livro-incendeia-disputa-entre-joel-e-fabricio-105530"><span style="font-weight: 400;">Fabrício e Joel</span></a><span style="font-weight: 400;">. De um lado, o valentão do Ensino Médio que alcançou a redenção, principalmente nas cenas com a irmã Camila; do outro, o melhor amigo preso na </span><i><span style="font-weight: 400;">friendzone</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conjunto de cenas em que as versões de </span><i><span style="font-weight: 400;">Anitah_Malukah2006 </span></i><span style="font-weight: 400;">– nome da página virtual de Anita no Floguinho &#8211; estão juntas ao mesmo tempo esbanjam a sintonia de Camila Queiroz e Maisa Silva como as imaturas, dúbias e impulsivas Anitas, aos 15 e 30 anos, respectivamente. A fluidez na interpretação é defendida com mesmo afinco por </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/07/09/antonio-carrara-de-volta-aos-15.htm"><span style="font-weight: 400;">Carrara</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Stauffer, que nem parecem ser interpretados por atores diferentes, o que exalta, mais uma vez, a qualidade da direção e da atuação. A imaturidade, aliás, é algo presente no arco de ambos, essencialmente no da protagonista.</span></p>
<figure id="attachment_32475" aria-describedby="caption-attachment-32475" style="width: 990px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32475" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1.jpg" alt="Na esquerda, a atriz branca e de cabelos castanhos ondulados Camila Queiroz põe a mão no rosto e encosta a cabeça em Maisa Silva, atriz branca de cabelos castanhos ondulados que também põe a mão no rosto e veste blusa xadrez vermelha e calça jeans. As artistas estão sentadas em um sofá de couro marrom. O fundo da foto é desfocado com uma cortina branca." width="990" height="558" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1.jpg 990w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32475" class="wp-caption-text">Em sintonia, Camila Queiroz e Maisa Silva repetem fórmula na interpretação da complexa viajante no tempo Anita (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o segundo ano lançado em Julho de 2023, a </span><a href="https://oglobo.globo.com/play/series/noticia/2023/07/17/de-volta-aos-15-tera-terceira-temporada-na-netflix-veja-como-sera-a-historia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">terceira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> já foi confirmada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Agora, com uma mudança necessária, mas ainda não confirmada se, de fato, permanente. O teaser que anuncia a sequência apresenta uma nova fase temporal em 2009, na qual os personagens terão 18 anos, o que auxiliará na verossimilhança do elenco de adolescentes, que já não aparentavam, mesmo com a caracterização, terem 15 anos. Porém, as informações divulgadas não expuseram se a série se passaria somente em 2009 ou se transitará de volta para 2006 concomitantemente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa nova geração, os cenários da escola do Ensino Médio serão substituídos pela faculdade. Dessa forma, as tramas ganharão uma nova roupagem e devem ampliar o que já vimos. A estratégia é uma ótima forma de manter a nostalgia da </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-de-volta-aos-15-15-curiosidades-ineditas-dos-atores-e-bastidores/104553"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem transmitir, apenas, a sensação de que estamos vendo uma reciclagem de viagens no tempo. Larissa Manoela, que já trabalhou com parte do elenco em outras produções, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrossel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Cúmplices de um Resgate</span></i><span style="font-weight: 400;">, será uma das novas personagens da terceira e última temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre viagens temporais e lições sobre amor e amizade, a segunda leva de episódios se mostra mais madura do que a anterior, revisita tramas essenciais e se apoia na nostalgia quando exalta a cultura dos anos 2000 com fluidez. Sem concluir os dramas da protagonista, a obra destrincha a jornada de Anita na busca pelo amadurecimento, seja ele pessoal ou profissional, e ressalta que ela ainda não foi concluída e, talvez, nem seja. Afinal, quem realmente perde toda a essência da adolescência e da infância só porque virou adulto?</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="De Volta aos 15 | Anúncio Temporada 3 | Netflix Brasil" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/D7P_GGWzzBg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>5 anos depois, Com Amor, Simon permanece necessário às gerações atuais</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Mar 2023 21:13:13 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30555" aria-describedby="caption-attachment-30555" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30555" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.4-800x533.jpg" alt="Cena do filme Com Amor, Simon. Nela, observa-se o personagem Simon sentado, segurando um garfo, com um moletom preto e uma jaqueta jeans com pelo bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.4-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.4-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.4.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30555" class="wp-caption-text">Ambientado no típico Ensino Médio americano, Com Amor, Simon, inova ao abordar os anseios da juventude LGBTQIAP+ (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Machado Leal</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme lançado em 2018, baseado no livro </span><a href="https://seriesbrasil.com.br/com-amor-simon-universo/"><i><span style="font-weight: 400;">Simon vs. A Agenda Homo Sapiens</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, escrito por </span><a href="https://www.beckyalbertalli.com/"><span style="font-weight: 400;">Becky Albertalli</span></a><span style="font-weight: 400;">, a história retratada é a de um adolescente que guarda um segredo a sete chaves. Simon Spier (Nick Robinson) teme, ao revelar que é gay, ser discriminado pelos seus colegas de aula e, por isso, esconde sua orientação sexual. No entanto, em certo momento da história, o protagonista decide conversar com um outro garoto em um </span><i><span style="font-weight: 400;">blog</span></i><span style="font-weight: 400;"> – com os codinomes Jacques e Blue, respectivamente –, dando espaço para conhecermos o íntimo do jovem.</span></p>
<p><span id="more-30554"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou igual a você</span></i><span style="font-weight: 400;">” é uma das primeiras frases ditas por Simon, e é ela que serve como fio condutor do longa. Durante os 110 minutos do filme, o roteiro de </span><a href="https://screenrant.com/how-met-father-isaac-aptaker-elizabeth-berger-interview/"><span style="font-weight: 400;">Isaac Klausner e Elizabeth Berger</span></a><span style="font-weight: 400;"> – com o auxílio da autora – lembra aos seus espectadores de que a homossexualidade, assim como a heterossexualidade, é algo natural. O lema pregado pelo protagonista reconhece que o caráter do indivíduo está acima da sua sexualidade e que, se os entes queridos realmente se importam, eles estarão ao seu lado. Não é difícil se surpreender com o pensamento de Simon, já que o personagem possui uma família livre de preconceitos.</span></p>
<figure id="attachment_30556" aria-describedby="caption-attachment-30556" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30556" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2-800x450.webp" alt="Cena do filme Com Amor, Simon ambientada no pátio de uma escola de ensino médio. Da esquerda para a direita, é possível reconhecer seis personagens, são eles: um homem negro de jaqueta cinza com um boné, uma mulher negra de cabelo cacheado, uma mulher branca de cabelo cacheado, um homem branco com uma camiseta cinza e uma jaqueta verde amarronzada, um homem branco louro com um moletom cinza e um homem negro com um moletom preto com listras brancas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2.webp 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30556" class="wp-caption-text">Ao fazer parte de um filme necessário, o elenco de Com Amor, Simon entrega atuações comprometidas com a seriedade do tema (Foto: Ben Rothstein/20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, o medo de Simon acerca de sua sexualidade é exclusivo da dinâmica repressiva do ambiente escolar. O conflito principal de </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Simon </span></i><span style="font-weight: 400;">se dá pela descoberta do antagonista Martin Addison (Logan Miller) em relação à sexualidade do protagonista e de seus </span><i><span style="font-weight: 400;">e-mails</span></i><span style="font-weight: 400;"> trocados com Blue. A partir desse momento, o personagem ameaçado faz de tudo para que seu segredo não seja revelado aos demais estudantes do colégio Creekwood, provocando o rompimento de uma relação de fidelidade com seus amigos próximos. Nessa perspectiva, o longa se destaca ao abordar precisamente a angústia vivida por jovens da comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> no momento em que precisam se assumir aos seus pais e colegas, algo que não acontece com pessoas heterossexuais – e que é até ironizado em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=49r_PFnri_E"><span style="font-weight: 400;">cena</span></a><span style="font-weight: 400;"> do filme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o humor é uma ferramenta fundamental na história, pois é usado para dizer o que deve ser dito de uma forma que seja compreensível, para o maior número de pessoas. É visível qual era a intenção de todos os envolvidos na produção de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;">: fazer com que o filme ressoe entre as diferentes gerações, para que a conversa não seja restrita à juventude moderna. É nesse ponto em que a obra se fundamenta como necessária às gerações atuais, por ser </span><a href="https://guia.folha.uol.com.br/cinema/2018/04/com-amor-simon-e-primeiro-romance-adolescente-gay-de-um-grande-estudio.shtml"><span style="font-weight: 400;">o primeiro filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre um adolescente gay produzido por um grande estúdio. Com a sua linguagem simples e direta, o longa dirigido por Greg Berlanti é capaz de servir como um guia confiável, em que os adolescentes podem se basear ao terem dilemas em relação a sua orientação sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto causado por </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;"> é surpreendente, uma vez que, ao lado de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CK-g0OqzQHQ"><i><span style="font-weight: 400;">Para Todos os Garotos que Já Amei</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme é um respiro para o gênero das comédias ambientadas no Ensino Médio, que teve o seu ápice nos anos 90 e 2000, com filmes como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tD76OqlJRwQ"><i><span style="font-weight: 400;">10 Coisas que Eu Odeio em Você</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><i><span style="font-weight: 400;">Meninas Malvadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Embora não tenha sido deixado totalmente de lado, o estilo sofreu um perceptível declínio em suas histórias recheadas de clichês. É notável que obras transgressoras, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;">, foram fundamentais para o ressurgimento de histórias focadas em adolescentes, uma vez que, após cinco anos do seu lançamento, o longa é recorrentemente lembrado nas </span><a href="https://www.guiadasemana.com.br/cinema/galeria/os-melhores-filmes-adolescentes"><span style="font-weight: 400;">listas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de melhores </span><a href="https://www.megacurioso.com.br/estilo-de-vida/110641-10-dramas-e-comedias-teen-para-assistir-na-netflix-durante-as-ferias.htm"><span style="font-weight: 400;">comédias </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_30559" aria-describedby="caption-attachment-30559" style="width: 779px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30559" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/simon.png" alt="Cena do filme Com Amor, Simon. Nela, pode-se ver o protagonista Simon, interpretado pelo ator Nick Robinson, que usa uma jaqueta jeans com pelo bege." width="779" height="462" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/simon.png 779w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/simon-768x455.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30559" class="wp-caption-text">Nick Robinson (Simon) é a alma do filme e dá ao público o melhor de si ao retratar os anseios<br />do jovem LGBTQIAP+ [Foto: 20th Century Studios]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Outro ponto essencial para a aclamação da obra é a atuação de Nick Robinson. Conhecido por</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=S2_aWPGZwhs"><i><span style="font-weight: 400;">Jurassic World</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">: O Mundo Dos Dinossauros</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DxCntPIs38U"><i><span style="font-weight: 400;">A 5ª Onda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele obtém não só o prestígio da </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-reviews/love-simon-1088293/"><span style="font-weight: 400;">crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também o do público, uma vez que, por conta de sua interpretação, é natural se conectar com o protagonista logo no início. A escolha do ator também reflete no recorte determinado pelos produtores Wyck Godfrey (</span><i><span style="font-weight: 400;">Crepúsculo</span></i><span style="font-weight: 400;">), Marty Bowen (</span><a href="https://personaunesp.com.br/sorria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sorria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), Pouya Shahbazian (</span><i><span style="font-weight: 400;">Divergente</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Isaac Klausne (</span><a href="https://personaunesp.com.br/happiest-season-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Alguém Avisa?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), posto que Simon é um jovem gay, branco e heteronormativo que, quando comparado ao personagem Ethan (Clark Moore) – um garoto gay, negro e afeminado, que serve como alvo de zombaria dos valentões da escola –, é perceptível o privilégio que tem por estar no armário. Aliás, essa questão pode desagradar os mais engajados na causa LGBTQIAP+, devido à falta de representatividade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando com sucessos como </span><i><span style="font-weight: 400;">I Wanna Dance With Somebody (Who Loves Me)</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://open.spotify.com/artist/6XpaIBNiVzIetEPCWDvAFP"><span style="font-weight: 400;">Whitney Houston</span></a><span style="font-weight: 400;">, seria um erro falar sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;"> e não mencionar a sua excelente </span><a href="https://open.spotify.com/album/1JHZTusMlrbbTBC3xHt2Gw"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">, feita pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/jack-antonoff/"><span style="font-weight: 400;">produtor de sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> Jack Antonoff. A música de Houston é utilizada de uma forma genial na história, ao mostrar os estereótipos de homens gays, como se, por causa da sexualidade, o indivíduo precisasse gostar de musicais e de divas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> para ser aceito no mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o objetivo de conversar com as gerações atuais, a trilha de Antonoff ainda conta com diversas canções de sua banda </span><a href="https://open.spotify.com/artist/2eam0iDomRHGBypaDQLwWI"><span style="font-weight: 400;">Bleachers</span></a><span style="font-weight: 400;">, além do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">de sucesso </span><a href="https://open.spotify.com/album/4CEAev7neETRdqBFtzA8B9?highlight=spotify:track:45Egmo7icyopuzJN0oMEdk"><i><span style="font-weight: 400;">Love Lies</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dos cantores Khalid e Normani.</span></p>
<figure id="attachment_30558" aria-describedby="caption-attachment-30558" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30558" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.3.webp" alt="Cena do filme Com Amor, Simon. Nela, encontram-se quatro pessoas. Da esquerda para a direita, são elas: um homem branco de cabelo liso com uma camiseta verde listrada, uma menina branca e loura com uma blusa rosa, uma mulher branca com o cabelo ondulado e um homem com o cabelo grisalho e uma roupa cinza. Todos estão sentados e sorrindo." width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-30558" class="wp-caption-text">É nos diálogos entre Simon e sua família que o longa mostra ao espectador a tamanha importância de se ter uma rede de apoio (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, é impressionante – e, de certa forma, incomum – a forma como os pais de Simon, interpretados pelos carismáticos Josh Duhamel e Jennifer Garner, aceitam a sua sexualidade. A mãe, por exemplo, deseja que o jovem seja a melhor versão de si mesmo. Por esse mesmo ângulo,  em uma das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j9EGUdzp42Y"><span style="font-weight: 400;">cenas mais impactantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> do longa, há a conversa entre o protagonista e o seu pai, Jack (Duhamel), que revela ao filho que não mudaria nada nele. São nessas cenas, carregadas de emoção, que levam o público a amar </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;"> com toda a intensidade, dado que é rara a ocorrência de produções delicadas e bem pensadas para um público que não se vê nas telas por uma óptica tão cuidadosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos momentos finais da história, Simon é tirado do armário e se vê sozinho. Entretanto, ele tem uma ideia e decide convocar os seus colegas em uma missão: encontrar o anônimo Blue na roda-gigante do parque de diversões de sua cidade, para se declarar ao amado. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5fwifVyRX0M"><span style="font-weight: 400;">É nesse momento</span></a><span style="font-weight: 400;"> que há a revelação da identidade do interesse amoroso do protagonista. Nesse ponto do longa, todos estão esperando ansiosamente por algo a mais entre os dois garotos, que cedem à pressão popular e aos seus desejos pessoais, proporcionando ao público um dos beijos mais carinhosos vistos até então em um filme adolescente. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz-se </span><a href="https://theknowfresno.org/04/06/2018/love-simon-important-movie/#:~:text=Love%2C%20Simon%20explores%20the%20complexities%20that%20come%20with,see%20yourself%20being%20positively%20represented%20on%20the%20screen."><span style="font-weight: 400;">imprescindível</span></a><span style="font-weight: 400;"> na hora de se escolher uma obra cinematográfica que represente tão bem os anseios da comunidade LGBTQIAP+. É por causa de longas-metragens como esse que histórias plurais e diversas podem e devem ser contadas na ficção. A essa altura, torna-se indiscutível a importância de se ter um personagem tão imponente como Simon, no que se relaciona ao desafio vivido por jovens do mundo inteiro &#8211; seja esse desafio a descoberta da própria sexualidade ou o medo de ser abandonado após se assumir. No seu aniversário de cinco anos de lançamento, a bela história de Simon Spier se mantém mais atemporal e necessária como nunca.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/dUfrVyIxBiY?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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		<title>O amor não é óbvio é o retrato de um primeiro amor entre garotas</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2022 16:49:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Monique Marquesini Da busca por registrar e contar histórias felizes de amor entre garotas, origina-se O amor não é óbvio. Publicada em 2019, a obra é a estreia da admirável autora baiana Elayne Baeta e marca o primeiro best-seller lésbico nacional a atingir a lista de mais vendidos do país. Anteriormente lançado em formato digital &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-amor-nao-e-obvio-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O amor não é óbvio é o retrato de um primeiro amor entre garotas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28131" aria-describedby="caption-attachment-28131" style="width: 556px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28131 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-556x800.jpg" alt="capa do livro O amor não é óbvio. No meio, em frente a um fundo rosa escuro, está a capa. A ilustração do livro, está em preto e branco, de duas garotas, no estilo colagem. A da direita tem o cabelo longo, liso e repicado, ela usa óculos redondos e está segurando um binóculo com as mãos. Ao lado dela está uma garota de cabelos curtos e lisos, vestida com uma jaqueta jeans cheia de bottons. Ainda, na parte superior, está o nome da autora e o do livro." width="556" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-556x800.jpg 556w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-711x1024.jpg 711w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-768x1106.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-1067x1536.jpg 1067w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-1422x2048.jpg 1422w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-1200x1728.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL.jpg 1778w" sizes="auto, (max-width: 556px) 85vw, 556px" /><figcaption id="caption-attachment-28131" class="wp-caption-text">A capa de O amor não é óbvio, um dos principais romances lésbicos do país, também foi ilustrado pela talentosa autora Elayne Baeta (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><b>Monique Marquesini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da busca por registrar e contar histórias felizes de amor entre garotas, origina-se </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;">. Publicada em 2019, a obra é a estreia da admirável autora baiana Elayne Baeta e marca o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i><span style="font-weight: 400;"> lésbico nacional a atingir a</span> <a href="https://veja.abril.com.br/livros-mais-vendidos/"><span style="font-weight: 400;">lista de mais vendidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país. Anteriormente lançado em formato digital de forma independente, o romance  ganhou espaço na Literatura brasileira e foi lançado pela Editora </span><i><span style="font-weight: 400;">Record</span></i><span style="font-weight: 400;">, sob o selo </span><i><span style="font-weight: 400;">Galera</span></i><span style="font-weight: 400;">. A escritora, ilustradora e </span><a href="https://entretetizei.com.br/5-livros-de-poemas-incriveis-para-conhecer/"><span style="font-weight: 400;">poeta</span></a> <span style="font-weight: 400;">só escreve sobre o que já sentiu no peito, e talvez por isso, suas narrativas sejam nada óbvias.</span></p>
<p><span id="more-28130"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro de Elay (o apelido da autora) narra uma fase da adolescência de Íris e Édra, duas meninas no último ano do Ensino Médio que nunca conversaram. A doce Íris Pêssego é viciada em novelas e não perde um capítulo da sua favorita, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor em atos</span></i><span style="font-weight: 400;">, junto de sua improvável amiga, a vizinha dona Símia, de 68 anos. Ainda, ela é apaixonada por Cadu Sena, o garoto de quem gosta desde a oitava série &#8211; e que finalmente está solteiro. Só que a narrativa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DvvD5LyIYdM"><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é tão intuitiva quanto parece. </span></p>
<figure id="attachment_28132" aria-describedby="caption-attachment-28132" style="width: 639px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-28132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-2-2-639x800.jpg" alt="Fotografia quadrada da autora Elayne Baeta. Na imagem está o rosto de Elayne Baeta, ela é branca, tem cabelos castanhos e curtos, usa um piercing no septo e na sobrancelha. Ela está com uma camiseta preta e um cachecol vinho, está em uma pose lateral, cobrindo metade do rosto com seus livros O amor não é óbvio e Oxe Baby. " width="639" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-2-2-639x800.jpg 639w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-2-2.jpg 647w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28132" class="wp-caption-text">Elayne Baeta participou da Bienal do Livro 2022, em São Paulo, autografando livros, e também esteve na mesa do painel sobre personagens LGBTQIA+ em diferentes gêneros literários (Foto: Elayne Baeta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A próxima personagem &#8211; a quem somos apresentados de forma excêntrica &#8211; é Édra Norr. Isso não porque a garota se envolveu em um escândalo na escola ou por ter mudado de cidade &#8211; mas por ser a nova namorada de Camila Dourado, que deixou Cadu Sena. A partir daí, entre os cochichos e conversas, Íris começa um experimento para entender o motivo do relacionamento ter acabado e para descobrir mais sobre Édra. E ela não demora para desvendar o </span><a href="https://youtu.be/DNXfr5x5jl8"><span style="font-weight: 400;">charme da garota</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez um dos únicos pontos baixos da narrativa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DNXfr5x5jl8"><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">esteja nessa investigação: no começo, a protagonista pode soar um pouco obcecada com a vida da menina, mas, ao longo da história, o leitor consegue entender o motivo para tudo isso. Nesse momento, Íris pega sua bicicleta amarela e seu binóculo para observar sua colega de turma por toda cidade de São Patrique. Por mais estranho que pareça em um primeiro momento, a menina de 17 anos não entende o porquê de querer tanto saber da garota. Tudo só fica claro quando ela desvenda seu desejo. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Tudo com Édra era dez vezes mais bonito. E eu queria saber o porquê. E não queria também. Nem tudo precisa ser compreendido.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_28133" aria-describedby="caption-attachment-28133" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28133" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-3-2.jpg" alt="Fotografia quadrada da ilustração do poster da pré venda do livro. Na imagem está a mão de Elayne, ela é branca e tem uma tatuagem de lua no dedo do meio. Além da tatuagem de flores no braço,há uma mesa branca com alguns materiais escolares. A folha sulfite branca tem o desenho das personagens Íris e Édra se beijando, uma com uma camisa jeans e a outra com uma bandeira LGBTQIA+ nas costas." width="564" height="564" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-3-2.jpg 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-3-2-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-28133" class="wp-caption-text">A história de amor é uma colisão de asteroides, forte e intensa, e mostra que encontrar-se é extraordinário (Foto: Elayne Baeta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse cenário de uma cidade pequena, tardes assistindo novela, passeios de bicicleta, descobertas sobre sua sexualidade, medos, primeiras vezes e adolescência que a história das garotas se desenrola. Uma das partes mais curiosas de </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;"> se esconde justamente na </span><a href="https://herserendipity.medium.com/a-heteronormatividade-como-empecilho-no-desenvolvimento-de-hist%C3%B3rias-ou-porque-casais-h%C3%A9teros-s%C3%A3o-17f3c0d3cd66"><span style="font-weight: 400;">heteronormatividade</span></a><span style="font-weight: 400;"> vivida pela  grande maioria dos jovens, já que Íris nunca tinha sequer pensado em enxergar outra menina com olhares românticos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção da amizade e da </span><a href="https://www.google.com/amp/s/bookriot.com/sapphic-novels/amp/"><span style="font-weight: 400;">relação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Édra e Íris é muito aconchegante ao leitor, uma vez que, ao decorrer do experimento, elas acabam ficando mais próximas &#8211; e descobrem como são extremamente compatíveis. As personagens criadas por Elayne Baeta são um complemento perfeito: Íris, cheia de medos e inseguranças, se junta a uma garota autoconfiante como Édra. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi escrito quando Elay tinha apenas 19 anos &#8211; talvez seja essa a chave para tanta sensibilidade por parte da autora. A primeira publicação da obra foi feita pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Wattpad</span></i><span style="font-weight: 400;">, em partes, e aconteceu de forma independente, ou seja, sem o apoio de um grupo editorial: foi assim que ela alcançou um enorme e fiel público. Antes mesmo de conseguir reconhecimento nacional, o livro é fundamental por ser de autoria de uma </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/estante/favoritos/2022/5-livros-escritos-por-autoras-l%C3%A9sbicas"><span style="font-weight: 400;">mulher lésbica</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que muitas vezes tem suas vivências esquecidas dos romances literários.</span></p>
<figure id="attachment_28134" aria-describedby="caption-attachment-28134" style="width: 588px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-4-1.jpg" alt="Fotografia quadrada do segundo livro publicado por Elayne. A capa do livro é rosa, tem uma Polaroid no meio com uma foto da autora, ao lado tem alguns fósforos e detalhes em preto. O fundo é de um tapete preto e branco, além de outras Polaroids no chão perto do livro. " width="588" height="732" /><figcaption id="caption-attachment-28134" class="wp-caption-text">A arte de contar e escrever histórias é antiga na vida da autora: sentindo falta de se enxergar nas histórias, ela deu vida a suas narrativas (Foto: Elayne Baeta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;">, Elayne Baeta é responsável por diversos outros projetos, que têm a visibilidade e a representatividade lésbica como ponto central. A autora produziu alguns episódios de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast </span></i><a href="https://open.spotify.com/show/0aJUkr5kRwM3hL3sRWJ2wP?si=Fq85zPvYRWOAsriTcsUX8g"><i><span style="font-weight: 400;">Lésbica &amp; Ansiosa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com histórias sobre seus sentimentos. Outro projeto de grande relevância foi </span><i><span style="font-weight: 400;">Sozinhas</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma mistura de </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;"> com livro, que teve grande significância na vida de Elayne: o lucro das vendas foi utilizado para realizar o sonho da mudança da escritora para a capital paulista. Seu mais recente lançamento é o livro de poesias </span><a href="https://lesbout.com.br/resenha-oxe-baby-um-livro-de-poesias-para-garotas-que-amam-garotas/?amp=1"><i><span style="font-weight: 400;">Oxe, Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um relato muito mais pessoal sobre a sua vida, ou como ela mesmo diz, uma autobiografia poética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As</span> <span style="font-weight: 400;">produções da autora são um</span> <span style="font-weight: 400;">retrato aconchegante e confortável para meninas que nunca se viram representadas nas páginas dos romances adolescentes. </span><a href="https://queer.ig.com.br/2021-12-04/elayne-baeta-livros.html"><span style="font-weight: 400;">Elayne</span></a><span style="font-weight: 400;"> é gigante, uma mulher lésbica nordestina, conquistando espaços jamais alcançados. Nós, garotas que gostamos de garotas, não podemos deixar de vê-la com olhar acolhedor. É lindo acompanhar </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio, </span></i><span style="font-weight: 400;">com um primeiro amor cheio de erros, defeitos e acertos. A relação de Íris e Édra é humana e (em uma referência ao livro) é uma história “</span><i><span style="font-weight: 400;">laranja forte e cheia de </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x2cnAWpiUs8"><i><span style="font-weight: 400;">aliens</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Essa coragem pulsante. Essa conquista&#8230; Em usar um vestido que ninguém rasga. Laranja forte. Laranja (extraordinariamente) forte.”</span></p></blockquote>
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		<title>Genera+ion trata do amadurecimento na língua da Geração Z</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jun 2022 16:53:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maju Rosa “Pesquise no Google: como dar à luz?”. É assim que somos apresentados ao caótico episódio piloto da série teen do HBO Max, Genera+ion (escrita dessa forma mesmo). Lançado em março de 2021 (e em junho, no Brasil), é uma aposta para captar o público jovem LGBTQIA+, e levá-lo para a fase que todos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/generation-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Genera+ion trata do amadurecimento na língua da Geração Z"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27979" aria-describedby="caption-attachment-27979" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/imagem-1-2-800x450.jpg" alt="cena da série Generation, com todo o elenco principal da série: Chloe East, Uly Schlesinger, Nathanya Alexander, Haley Sanchez, Lukita Maxwell, Chase Sui Wonders, Justime Smith, e Sydney Mae Diaz. Todos olham na direção do espectador." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/imagem-1-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/imagem-1-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/imagem-1-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/imagem-1-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/imagem-1-2-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/imagem-1-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27979" class="wp-caption-text">Genera+ion retrata um grupo de adolescentes que exploram suas relações e sexualidade enquanto se aproximam dos novos amigos (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Maju Rosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Pesquise no Google: como dar à luz?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. É assim que somos apresentados ao caótico episódio piloto da série </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Genera+ion</span></i><span style="font-weight: 400;"> (escrita dessa forma mesmo). Lançado em março de 2021 (</span><a href="https://elle.com.br/cultura/generation-hbo-max"><span style="font-weight: 400;">e em junho, no Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">), é uma aposta para captar o público jovem LGBTQIA+, e levá-lo para a fase que todos passamos em algum momento: os dramas adolescentes sobre dificuldades adolescentes &#8211; e que apenas os adolescentes entendem. E apesar de ter conquistado um espectador que se identificou com a história de Chester, interpretado por Justice Smith (também protagonista de</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-maio2019/"><i><span style="font-weight: 400;">Detetive Pikachu</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-get-down-hip-hop/"><i><span style="font-weight: 400;">The Get Down</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), e seus novos amigos, a produção não foi renovada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-27978"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/katy-perry/"><span style="font-weight: 400;">Katy Perry</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2008 e sua animação em ter </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tAp9BKosZXs"><span style="font-weight: 400;">beijado uma garota</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela primeira vez, a ansiedade para a primeira relação, o entendimento da própria sexualidade e gravidez na adolescência são descobertas abordadas na série do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">. A princípio, a fórmula de </span><i><span style="font-weight: 400;">Genera+ion</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser comparada à </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), da gigante </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, apesar das semelhanças, as duas tramas não chegam a ser concorrentes diretas. O ritmo e tom adotados nas narrativas possuem grandes diferenças quando analisadas. Enquanto encontramos uma tendência pacata e caricata na britânica, a estadunidense traz ao espectador uma visão mais real do que é ser jovem e enfrentar suas barreiras pessoais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WQb3dgehYXA"><i><span style="font-weight: 400;">Genera+ion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não possui muitos nomes de peso, mas marca presença como tal. Apresentando como protagonistas um grupo de colegas que se conhece no Ensino Médio, a história mostra a importância de entender eventos a partir de outros pontos de vista. Apesar de confusa nas primeiras vezes, a técnica de repetir a mesma cena de diferentes ângulos, sob a perspectiva de vários personagens durante o episódio, se tornou uma forma de permitir o público digerir o que está acontecendo, sem precisar pausar e voltar alguns segundos.</span></p>
<p><figure id="attachment_27981" aria-describedby="caption-attachment-27981" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27981" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-1.gif" alt="Texto alternativo: GIF de cena série Generation, com Riley, interpretada por Chase Sui Wonders, e Greta, interpretada por Haley Sanchez, em um carro conversível em movimento. Riley, que está no banco do passageiro apontando uma câmera, é branca, com cabelos castanhos, e Greta, que está sentada no banco de trás com o braço direito esticado, tem traços latinos e cabelo castanho." width="800" height="397" /><figcaption id="caption-attachment-27981" class="wp-caption-text">Riley (Chase Sui Wonders) e Greta (Haley Sanchez) formam um casal sáfico na série e descobrem o amor apesar de suas diferenças de personalidade [GIF: HBO Max]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A valorização da individualidade não se apresenta apenas na técnica dos pontos de vista: a pluralidade de vivências é um dos detalhes que mais enriquecem a trama, criando laços com o público, comoventes o bastante para conquistar torcidas e garantir o sucesso de todos os personagens. É perceptível o impacto positivo que essa abordagem traz para a trama. O roteiro provou ser fácil aproximar a ficção da realidade quando é apresentado para o espectador o passado de um personagem e sua evolução, tornando-o mais </span><a href="https://medium.com/@carolvidal_/personagens-complexos-736a54c495f"><span style="font-weight: 400;">complexo</span></a><span style="font-weight: 400;">  e representativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhar os processos de cada um estabelece uma </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/220083-dia-orgulho-lgbtqia-series-ajudam-representatividade.htm"><span style="font-weight: 400;">conexão direta com muitos jovens</span></a><span style="font-weight: 400;">, que estão passando (ou já passaram) pelas mesmas situações. Um dos exemplos mais reais de </span><i><span style="font-weight: 400;">Genera+ion</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a contraposição entre o conservadorismo e o liberalismo, vista principalmente na relação entre Nathan (Uly Schlesinger), que atravessa a temporada entendendo melhor sua bissexualidade, e a mãe Megan (Martha Plimpton), extremamente religiosa e que demora alguns episódios para compreender o filho. </span></p>
<figure id="attachment_27982" aria-describedby="caption-attachment-27982" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27982" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2-800x420.jpg" alt="cena da série Generation, em que Nathan, interpretado por Uly Schlesinger, e Chester, interpretado por Justice Smith, reproduzem a famosa cena do abraço entre Rose e Jack em Titanic. Nathan, jovem branco que veste camiseta cinza e camisa azul sobreposta, simula Rose, sorridente e com os braços abertos, enquanto Chester, jovem negro com cabelo roxo, abraça Nathan por trás, interpretando Jack." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27982" class="wp-caption-text">O processo de descoberta em um ambiente retrator, como o de Nathan, é uma das pontes que liga a ficção da série com a realidade de parte da audiência (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A série conta com uma temporada única de 16 episódios e é um retrato claro da </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/07/04/quem-decidiu-o-que-e-millennial-o-que-e-geracao-z-o-que-e-boomer.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Geração Z</span></a><span style="font-weight: 400;">. Muitas discussões, que há poucos anos eram tratadas com certo receio, são apresentadas de forma natural, permitindo o espectador acreditar se tratar de uma cópia da realidade, e não apenas um conjunto de gravações roteirizadas. Além do discurso atualizado, a diversidade refletida nos diálogos não se limita a uma temática única.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A representatividade étnica e sexual é priorizada em todos os âmbitos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Genera+ion</span></i><span style="font-weight: 400;">, garantindo que o público se identifique com traços e discussões do núcleo principal da história. Um palpite para a abordagem natural da contemporaneidade na produção está relacionado à mente por trás das câmeras: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OGuXDSTrTWg"><span style="font-weight: 400;">Zelda Barnz</span></a><span style="font-weight: 400;">, a jovem de 19 anos que idealizou a série aos 15, idade propícia o bastante para se estar inserido nos assuntos que a trama traz.</span></p>
<figure id="attachment_27983" aria-describedby="caption-attachment-27983" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27983" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-2-800x402.jpg" alt="Zelda Barnz, que está à direita, jovem branca de cabelos cacheados castanhos, usa vestido floral e posa ao lado do pai, Daniel Barnz, que está à esquerda. Daniel é um homem branco de meia idade e veste camisa azul claro com jaqueta preta sobreposta. Ambos sorriem para a foto em um fundo cinza." width="800" height="402" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-2-800x402.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-2-1024x515.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-2-768x386.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-2.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27983" class="wp-caption-text">Zelda Barnz transferiu suas ideias do papel para as lentes junto de seu pai, Daniel Barnz, que assinam como co-criadores de Genera+ion (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de não ter defeitos aparentes, além dos rápidos 30 minutos de duração por episódio, as narrativas de Chester, Arianna (Nathanya Alexander), Naomi (Chloe East), Delilah (Lukita Maxwell), Greta, Nathan, e Riley não parecem ter dado o lucro esperado para a plataforma. Em setembro de 2021, foi anunciado que o </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/generation-hbo-max-cancelada"><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> não seguiria a parceria</span></a><span style="font-weight: 400;"> com os criadores da série, frustrando muitos fãs que estavam ansiosos para agarrar o gancho do último episódio (inclusive a autora desse texto). Aparentemente a fluidez não rendeu, principalmente quando comparada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">reboot </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar dos 12 episódios extremamente cíclicos, que sempre redirecionam o espectador para certa lição de moral implícita, já possui </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/09/gossip-girl-nova-serie-e-renovada-para-2a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">2ª temporada confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Genera+ion</span></i><span style="font-weight: 400;"> permite que seus personagens errem e se reergam, sempre firmados no entendimento de seus próprios sentimentos e reações aos golpes da adolescência. A série se mostrou um respiro em meio às narrativas adolescentes irreais, com seus elencos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/elite-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">30 anos vestidos com uniformes escolares</span></a><span style="font-weight: 400;"> hiperssexualizados, que não cabem mais ao contexto atual. E mais do que tudo, é um prato cheio de representatividade para os jovens LGBTQIA+ passando por essa fase conturbada. Ou ainda aos mais velhos, que desejavam produções como essa durante a adolescência, e agora podem ver uma representação de jovens </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">, retratados como pessoas aproveitando e conhecendo a vida, e não mais da forma problemática veiculada pela mídia até poucos anos atrás.</span></p>
<figure id="attachment_27984" aria-describedby="caption-attachment-27984" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27984" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-5.gif" alt="GIF de cena da série Generation, em que Chester, interpretado por Justice Smith, jovem negro com cabelos roxo que usa óculos redondos de lentes cor de rosa, com as duas mãos voltadas para a câmera. Os dedos do personagem estão adornados com 4 anéis enquanto Chester expões suas unhas pintadas de preto formando em branco as palavras &quot;pussy&quot; na mão direita e &quot;power&quot; na mão esquerda. As palavras podem ser traduzidas do inglês como &quot;poder da vagina&quot;." width="800" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-27984" class="wp-caption-text">Apesar de seu cancelamento, essa autora sempre volta aos episódios para imaginar como seria a 2ª temporada da série (GIF: HBO Max)</figcaption></figure>
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		<title>Com um olhar aconchegante, Crush é uma revolução espontânea dos jovens queer nas telas do cinema</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2022 15:52:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Monique Marquesini Os romances adolescentes nas telas são como deliciosas histórias confortáveis, com seus clichês e casais. Na comédia romântica Crush, a narrativa é centrada em uma receita antiga: aquela em que a personagem busca atenção de sua suposta alma gêmea, quando, na verdade, seu amor está mais perto do que se imagina. Porém, seu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/crush-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com um olhar aconchegante, Crush é uma revolução espontânea dos jovens queer nas telas do cinema"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27827" aria-describedby="caption-attachment-27827" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27827" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMG_0987-800x533.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMG_0987-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMG_0987-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMG_0987.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27827" class="wp-caption-text">Jovens abertamente queer, medos e um amor fofo preencheram a narrativa de Crush e o coração do telespectador (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>Monique Marquesini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://www.maioresemelhores.com/melhores-filmes-adolescentes-de-todos-os-tempos/"><span style="font-weight: 400;">romances adolescentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas telas são como deliciosas histórias confortáveis, com seus clichês e casais. Na comédia romântica </span><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i><span style="font-weight: 400;">, a narrativa é centrada em uma receita antiga: aquela em que a personagem busca atenção de sua suposta alma gêmea, quando, na verdade, seu amor está mais perto do que se imagina. Porém, seu grande diferencial é que somos transportados para as aventuras e amores do Ensino Médio ao lado de uma jovem </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-27826"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, que anteriormente teria seu título oficial como </span><a href="https://variety.com/2021/film/news/american-high-animal-pictures-depth-of-field-hulu-movie-love-in-color-1235025706/"><i><span style="font-weight: 400;">Love in Color</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é dirigido por Sammi Cohen e estreou no </span><a href="https://cm-ob.pt/17-best-lgbt-movies-hulu-right-now"><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com um roteiro de Kirsten King e Casey Rackham &#8211; duas pessoas </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">-, o núcleo da trama busca o equilíbrio entre as características de um bom clássico ao mesmo tempo que o transforma &#8211; com um amor possível e concreto, desentendimentos e momentos fofinhos, além de uma relação saudável entre as garotas. Aliada à necessidade de trazer às telas histórias de pessoas LGBTQIA+ e naturalizar suas vivências, o enredo combina leveza e uma pitada de aventuras adolescentes.</span></p>
<figure id="attachment_27828" aria-describedby="caption-attachment-27828" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27828" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem2.gif" alt="Cena do filme Crush. O GIF tem formato retangular e mostra as personagens Paige e AJ se olhando enquanto conversam sentadas no campo onde treinam corrida." width="800" height="454" /><figcaption id="caption-attachment-27828" class="wp-caption-text">Em uma nova abordagem aos filmes adolescentes, com seu humor, junto à diversidade dos personagens e atores, o filme conquista o público logo de cara (GIF: Hulu)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NHxwLymYHWA"><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acompanha a vida de Paige (Rowan Blanchard), uma tímida e esquisita artista, que acaba sendo acusada de ser o famoso grafiteiro </span><i><span style="font-weight: 400;">King Pun</span></i><span style="font-weight: 400;">. Trazendo cores, pinturas e poesias às paredes da escola, ele vem gerando insatisfação à direção do colégio. Assim, a história tem seu ponto alto no desenvolvimento da garota, com ela provando não estar envolvida no caso e tentando evitar uma suspensão. Do contrário, a punição pode acabar com seu sonho de entrar no renomado programa de verão da </span><i><span style="font-weight: 400;">CalArts</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">do Instituto de Artes da Califórnia, um dos mais importantes polos de estudo das Artes e </span><i><span style="font-weight: 400;">Design </span></i><span style="font-weight: 400;">no mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na busca de resolver a situação, Paige faz um acordo com a diretora, a bem-humorada Principal Collins (Michelle Buteau), que a convence a entrar no time de atletismo, desfalcado em sua equipe de corredores. Mesmo sem o perfil atlético e com a missão de encontrar o verdadeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">King Pun</span></i><span style="font-weight: 400;">, a protagonista aceita a proposta para poder conquistar seu sonho &#8211; mas também para se aproximar de sua paixão platônica desde o Ensino Fundamental, a encantadora Gabriela Campos (Isabella Ferreira). Porém, quanto mais ela frequenta os treinos, mais sente algo pela irmã da garota, </span><a href="https://youtu.be/GvqUj29WUvU"><span style="font-weight: 400;">a apaixonante </span><span style="font-weight: 400;">AJ Campos</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Auli&#8217;i Cravalho).</span></p>
<figure id="attachment_27830" aria-describedby="caption-attachment-27830" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4.gif" alt="Cena do filme Crush. O GIF tem formato retangular, e mostra Paige falando sobre músicas enquanto está no banco do passageiro do carro. " width="800" height="534" /><figcaption id="caption-attachment-27830" class="wp-caption-text">O filme é cheio de referências pop e a pessoas da comunidade LGBTQIA+, como a cantora girl in red (GIF: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse momento que </span><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i><span style="font-weight: 400;"> amadurece não apenas o romance central, mas também na arte, em suas representações e no humor sutil que o acompanha. A história entra em um momento que soa previsível &#8211; com um triângulo amoroso confuso, um desentendimento entre as personagens e depois a aproximação delas novamente. Isso não torna a jornada desagradável, já que ainda existem poucos amores apaixonantes com </span><a href="https://glamour.globo.com/google/amp/entretenimento/noticia/2021/06/os-25-melhores-filmes-com-casais-lesbicos-e-bissexuais-para-assistir-ja.ghtml"><span style="font-weight: 400;">protagonistas abertamente LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas telas, que faz deste um romance super confortável para maratonar.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aspecto extraordinário da trama é o de naturalizar jovens </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, ao mesmo  tempo, tirar o estigma do período escolar, que, em muitas histórias, é cheio de cenas de sexo e assuntos complexos. A exposição natural de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qqqz1c20quQ"><span style="font-weight: 400;">pessoas e casais homossexuais</span></a><span style="font-weight: 400;"> no filme é incrível, já que o foco principal não é mostrar apenas processos dolorosos e medos, mas sim essas pessoas tendo experiências saudáveis e comuns, como qualquer romance hétero costuma fazer. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra </span><span style="font-weight: 400;">a sensibilidade de um roteiro escrito e dirigido por mulheres </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma bela história adolescente, o roteiro deixa uma marca importante de leveza ao retratar o romance de duas meninas &#8211; que, </span><a href="https://www.gaytimes.co.uk/culture/10-incredible-lgbtq-films-that-are-guaranteed-to-make-you-cry/"><span style="font-weight: 400;">por muitas vezes nas telas</span></a><span style="font-weight: 400;">, é repleto de sofrimento e tragédias. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, temos muitos </span><a href="https://pipocacompequi.tumblr.com/post/185939449564/lista-de-filmes-l%C3%A9sbicos-com-finais-felizes"><span style="font-weight: 400;">momentos fofos e de felicidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. As questões de gênero e sexualidade são tratadas de forma completamente natural, como deveriam ser: é possível notar, em cada cena do filme, elas rodeadas de amigas e outras garotas </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o enredo de homofobia, que muitas vezes soa inevitável, é inexistente. </span></p>
<figure id="attachment_27829" aria-describedby="caption-attachment-27829" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27829" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-1.jpg" alt="Cena do filme Crush. O GIF tem formato retangular, e mostra as AJ e Paige se beijando em frente ao auditório da escola." width="800" height="454" /><figcaption id="caption-attachment-27829" class="wp-caption-text">Com problemas entre as protagonistas nos bastidores, acusações de comentários equivocados sobre bissexualidade incomodaram os fãs de Crush (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a toda a sensibilidade e química das personagens na obra, está a </span><a href="https://www.out.com/celebs/2021/12/09/aulii-cravalho-calls-queer-rom-com-co-star-rowan-blanchard-biphobic?amp"><span style="font-weight: 400;">polêmica entre as duas atrizes</span></a><span style="font-weight: 400;"> que dão vida a elas: </span><span style="font-weight: 400;">Auli&#8217;i Cravalho, que vive AJ, acusou de bifobia sua parceira de filme </span><span style="font-weight: 400;">Rowan Blanchard, que interpreta Paige, por meio de um vídeo na rede </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, e isso chocou por completo os fãs da comédia. A protagonista curtiu diversos </span><i><span style="font-weight: 400;">tweets</span></i><span style="font-weight: 400;"> com afirmações bifóbicas em 2019, atingindo diretamente a comunidade a qual ela mesma faz parte. Apesar de o assunto continuar incomodando os fãs da obra, não tira o admirável caminho da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção traz conforto e, ao mesmo tempo, reivindica respeito e representações na sociedade, principalmente nas telas do entretenimento. Com personagens abertamente sáficas, a trama intensifica o imaginário necessário de que pessoas homossexuais sejam retratadas naturalmente na cultura. Assim, abarcar os indivíduos nas produções é essencial pelo impacto positivo trazido pelo Cinema nas relações sociais. É exatamente o que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SmTet4WNe1U"><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue fazer, com maestria: trazer uma história simples e agradável do que não é ser heterossexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A execução</span> <span style="font-weight: 400;">da maravilhosa comédia romântica LGBTQIA+ faz com que as pessoas da comunidade se sintam acolhidas, respeitadas e seguras, com uma representação de carinho de suas narrativas cotidianas. A atuação e direção são excelentes, a química entre as atrizes é admirável &#8211; mesmo com seus atritos nas redes sociais &#8211; e </span><a href="https://time.com/6172228/crush-movie-hulu-interview/"><span style="font-weight: 400;">pessoas </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> envolvidas em todos os processos de produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazem uma diferença muito positiva. </span><span style="font-weight: 400;">Com simplicidade e aconchego, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i><span style="font-weight: 400;"> convida o espectador a se deliciar com a vida das personagens, lembrando como todos merecem a espontaneidade de experiências e um amor tranquilo.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/crush-critica/">Com um olhar aconchegante, Crush é uma revolução espontânea dos jovens queer nas telas do cinema</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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