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	<title>Arquivos Ellie Kemper &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Os rótulos de Unbreakable Kimmy Schmidt</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jun 2018 00:27:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Com o buzz político das denúncias de abuso de Hollywood, passando pelas declarações polêmicas do presidente Donald Trump, a primeira parte da 4a temporada de Unbreakable Kimmy Schmidt discute feminismo e atualidades com propriedade. Calcada num roteiro ácido e com timing cômico impecável, a série de Tina Fey mais uma vez diverte mas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-unbreakable-kimmy-schmidt/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os rótulos de Unbreakable Kimmy Schmidt"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10368" aria-describedby="caption-attachment-10368" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-10368" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-1-1-1024x512.jpg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-1-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-1-1-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-1-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-1-1-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-1-1.jpg 1500w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10368" class="wp-caption-text"><em>Em um absurdismo cômico, o seriado extrapola metalinguagem e a inversão caricata de papéis (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>Com o <em>buzz</em> político das denúncias de abuso de Hollywood, passando pelas declarações polêmicas do presidente Donald Trump, a primeira parte da 4<sup>a</sup> temporada de <em>Unbreakable Kimmy Schmidt</em> discute feminismo e atualidades com propriedade. Calcada num roteiro ácido e com <em>timing</em> cômico impecável, a série de Tina Fey mais uma vez diverte mas sem nunca fazer deixar de refletir.</p>
<p><span id="more-10354"></span></p>
<p>Numa estratégia inédita, a <em>Netflix</em> lançou seis episódios do novo ano logo depois de anunciar o encerramento da série, juntamente com um filme para finalizar a história de Kimmy, Titus e cia. Com apenas metade da leva normal de capítulos, o novo ano trata das questões de gênero que incendiam os Estados Unidos desde que a atriz Aria Argentino foi a público e denunciou as monstruosidades que o produtor e magnata Harvey Weinstein cometia com uma série de atrizes e profissionais mulheres da terra dos famosos.</p>
<p>O grande diferencial de <em>Unbreakable Kimmy Schmidt</em> é a maneira como toca no delicado assunto de abuso e da superioridade masculina no meio. Enquanto<em> <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2017/">Big Little Lies</a></em> aborda o tema de forma seca e abrupta, e <em><a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2017/">The Handmaid’s Tale </a></em>externaliza o ódio, a comédia de Tina Fey subverte tudo que foi mostrado até então, ironizando os ocorridos.</p>
<figure id="attachment_10357" aria-describedby="caption-attachment-10357" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-10357 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-2-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-2.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10357" class="wp-caption-text"><em>Atualíssimo, o seriado alude a obras recentes como o Sunken Place de Corra!, e a nova Dra. Who (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><em>Unbreakable Kimmy Schmidt</em> narra as desventuras e os perrengues que a personagem-título, vivida magistralmente por Ellie Kemper, enfrenta após passar anos presa num <em>bunker</em> com um lunático religioso que pregava o fim dos tempos. Kimmy sai do abrigo subterrâneo e parte para Nova York, para tentar viver o tempo perdido nas mãos do Reverendo (Jon Hamm, sarcástico e fenomenal).</p>
<p>Na Grande Maçã, ela vai morar com o dançarino gay Titus Andromedon (Tituss Burgess, no melhor papel do seriado) que aspira estrelar um musical da Broadway. Kimmy também lida com uma inquilina amargurada pelas mortes de ex-maridos, Lilian Kaushtupper, e também uma <em>socialite</em> com um marido ausente, Jacqueline Vorhees.</p>
<p>Juntos ao longo de três temporadas, o quarteto é rodeado das situações mais constrangedoras e que sempre trazem uma reflexão para o cenário atual – tanto o norte-americano quando o mundial. O quarto ano se inicia com Kimmy trabalhando na gerência de uma companhia <em>high-tech</em>, Titus tentando superar o ex-namorado, Lilian lidando com o luto e Jacqueline querendo começar uma carreira de sucesso.</p>
<figure id="attachment_10358" aria-describedby="caption-attachment-10358" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-10358 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-5-1024x642.jpg" alt="" width="840" height="527" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-5-1024x642.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-5-300x188.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-5-768x481.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-5-1200x752.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/IMAGEM-5.jpg 1596w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10358" class="wp-caption-text"><em>Unbreakable! They alive, dammit! Females are strong as hell (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>Piadas com Weinstein, Spacey e até Cosby já eram esperadas. E, quando entregues, não decepcionam e só adicionam qualidades e méritos ao roteiro um tanto sádico que o show apresenta a cada novo episódio.</p>
<p>Mais uma vez quem rouba a cena são os coadjuvantes do seriado. Titus (Tituss Burgess) continua sendo o personagem mais bem escrito e que figura as melhores situações. O falso seriado com o ator Greg Kinnear, a peça de teatro escolar, a apresentação na sala de roteiristas, todos <em>plots</em> fenomenais sempre melhorados pela acidez magnética do ator.</p>
<figure id="attachment_10359" aria-describedby="caption-attachment-10359" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10359 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-3-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-3-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-3.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10359" class="wp-caption-text"><em>É através de cortes ácidos e tiradas certeiras que o seriado tentar podar as profundas raízes do machismo, do racismo e do sexismo hollywoodiano (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>Jacqueline White (Jane Krakowski) também continua em sua jornada de redescobrimento e empoderamento. A loura descendente de nativos americanos protagoniza talvez o maior descaramento do seriado ao levar para Hollywood um homem branco, sem talento algum, para trabalhar e logo de cara ele já descola diversos <em>jobs</em>.</p>
<p>Porém, seu ponto alto desse quarto ano é a dinâmica com a ex-enteada Xan (Dylan Gelula), e o papel da mãe e da mulher no mundo de hoje. Lilian (Carol Kane), no início um tanto avulsa quanto a seu papel no novo ano, se mete em intrigas familiares e promete protagonizar momentos memoráveis ao lado dos filhos de seu falecido namorado.</p>
<figure id="attachment_10360" aria-describedby="caption-attachment-10360" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10360 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-4-1024x682.jpg" alt="" width="840" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-4-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-4-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-4-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/imagem-4.jpg 1420w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10360" class="wp-caption-text"><em>A verborragia dos discursos sobre igualdade de Jacqueline é certeira e pontual, sempre mesclados do egocentrismo característico da empresária em ascensão (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>Ellie Kemper continua adicionando camadas à sua Kimmy e, mesmo que num apanhado geral, ela seja a personagem menos interessante – a falta de malícia sendo a principal prerrogativa –, é ela quem dita o tom e o discurso que essa primeira parte enfatiza: as mulheres se impondo e não aceitando menos do que lhes diz direito. É preciso rasgar os rótulos: mulher, rica, negro, gay, velho. <em>Kimmy Schmidt</em> pinta figuras humanas, suscetíveis a falhas e, principalmente, dispostas a evoluir para um bem futuro.</p>
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