<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Elena Andrade &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/elena-andrade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/elena-andrade/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 30 Sep 2021 17:32:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Elena Andrade &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/elena-andrade/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Elena: um retrato sensível e necessário para debater suicídio e depressão</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/elena-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/elena-critica/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Oct 2019 21:41:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[2019]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Elena]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Petra Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=13003</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aviso de Gatilho: Elena pode conter elementos prejudiciais àqueles sofrendo com depressão ou pensamentos suicidas. Raquel Dutra  O segundo longa-metragem de Petra Costa leva o nome de sua irmã mais velha, a atriz Elena Andrade. Sob a premissa de retratar a história da jovem e os sentimentos que a família conserva por sua memória, Elena &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/elena-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Elena: um retrato sensível e necessário para debater suicídio e depressão"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/elena-critica/">Elena: um retrato sensível e necessário para debater suicídio e depressão</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Aviso de Gatilho: Elena pode conter elementos prejudiciais àqueles sofrendo com depressão ou pensamentos suicidas.</em></p>
<figure id="attachment_23479" aria-describedby="caption-attachment-23479" style="width: 2100px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-23479 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1.jpg" alt="Cena do filme Elena. A imagem mostra duas mulheres flutuando num rio de águas escuras. As duas mulheres estão do lado esquerdo da imagem, e a primeira está na parte de baixo, na horizontal, com a cabeça para o lado direito e os pés em direção ao centro da imagem, virados para o lado esquerdo; e a segunda na parte de cima, de cabeça para baixo, na diagonal. As duas usam vestidos longos em tons de bege. O fundo é preto." width="2100" height="1181" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1.jpg 2100w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23479" class="wp-caption-text">O documentário Elena mistura realidade e ficção para contar a história de vida da irmã da cineasta Petra Costa, diretora de Democracia em Vertigem (Foto: Busca Vida Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Raquel Dutra </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo longa-metragem de <a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2020/02/quem-e-petra-costa-cineasta-brasileira-indicada-ao-oscar.html">Petra Costa</a> leva o nome de sua irmã mais velha, a atriz Elena Andrade. Sob a premissa de retratar a história da jovem e os sentimentos que a família conserva por sua memória, <em>Elena</em> toca em debates ultra sensíveis acerca de <a href="https://pebmed.com.br/setembro-amarelo-a-depressao-e-a-ligacao-com-o-suicidio/">suicídio e depressão</a>, ao mesmo tempo em que carrega o valor de ser considerada como uma obra marcante da documentarista. No filme, tudo tem um único fim: construir um retrato íntimo e profundo da <a href="http://www.elenafilme.com/blog/a-historia-de-elena/">vida de Elena</a>, que aos vinte anos, tratando de doenças psicológicas e tentado se reerguer de desilusões profissionais, findou a sua própria vida.</span></p>
<p><span id="more-13003"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aclamado pela crítica, <em>Elena</em> abriu o caminho para o sucesso que sua diretora encontraria em suas produções posteriores. Com sua estreia no <em>IDFA</em> (Festival Internacional de Documentários de Amsterdã) de 2012, o filme foi premiado como o </span><span style="font-weight: 400;">Melhor Documentário pelo Júri Popular, Melhor Direção, Montagem e Direção de Arte e todos os prêmios na </span><span style="font-weight: 400;">categoria documentário</span><span style="font-weight: 400;"> no 45º Festival de Brasília</span><span style="font-weight: 400;">. Em 2014, o filme também foi <a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-110134/">pré-selecionado para o <em>Oscar 2015</em></a> na categoria de Melhor Documentário.</span></p>
<p>Considerado uma experiência única no Cinema contemporâneo, <em>Elena</em> comprova que trabalhar com questões íntimas faz parte da identidade artística de Petra Costa. Identificamos <a href="https://hhmagazine.com.br/a-estetica-do-mal-estar-ou-o-estranhamente-familiar-em-democracia-em-vertigem/">o traço personalista</a> em sua produção mais recente e conhecida, <a href="http://personaunesp.com.br/critica-democracia-em-vertigem/"><i>Democracia em Vertigem</i></a>, mas desde o começo de sua carreira no Cinema a documentarista faz com que essa característica seja marcada. Neste caso, o tema é ainda mais pessoal, caindo na morte precoce da sua irmã mais velha. O enredo, por sua vez, é desenrolado a partir de registros das vivências de Elena em busca de seu sonho de ser atriz de Cinema, com os quais Petra estabelece um profundo sentimento de identificação.</p>
<figure id="attachment_23480" aria-describedby="caption-attachment-23480" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-23480 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855.jpg" alt="Cena do filme Elena. A imagem mostra um momento familiar entre Elena, Petra e a mãe. Primeiro, à esquerda, está Elena, uma adolescente branca de cabelos longos lisos e que veste uma camisa xadrez. Ela está de frente para a câmera mas olha para o lado, em direção ao centro da imagem, onde está a irmã Petra, ainda bebê, no colo da mãe, que está no lado direito da imagem. Ela usa uma camiseta amarela e o seu cabelo está preso num rabo no topo da cabeça. Petra olha para a irmã e aponta seu dedinho indicador em direção ao rosto dela. A mãe tem cabelos lisos curtos e usa uma camisa branca, segurando Petra no colo e olhando para o lado esquerdo, onde está Elena. Ao fundo, pode-se observar a estante de uma casa e uma planta pendurada na parede, tudo em desfoque. A imagem é colorida mas predomina em tons amarelados e alaranjados." width="1600" height="1056" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855-800x528.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855-1024x676.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855-768x507.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855-1536x1014.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855-1200x792.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23480" class="wp-caption-text">Antes de Elena, Costa dirigiu o curta Olhos de Ressaca, de 2009 (Foto: Busca Vida Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Numa eterna oscilação entre o objetivo e o abstrato, o prazer e a dor, <a href="http://centrocultural.sp.gov.br/2020/03/05/a-ficcao-documentada-ou-o-documentario-ficcionalizado/">o real e o ficcional</a>, o pessoal e o universal, Petra dá voz as cartas da sua irmã, refaz seus passos, encenações, revive memórias e até mesmo seus sonhos. É uma brincadeira tão profunda com elementos ditos opostos que, em alguns momentos, eles se tornam surpreendentemente similares. </span><span style="font-weight: 400;">E todos os aspectos do filme trabalham para essa fusão de sentimentos conflitantes, a se destacar, primeiro a trilha. A diretora traz toda a complexidade da música clássica de uma forma tão tátil que se torna simples a rendição do espectador aos sentimentos que a Petra deseja despertar. Alegria e melancolia são os principais, algumas vezes dentro de uma mesma faixa, outras vezes em diferentes, que se conversam maravilhosamente bem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À fotografia e edição do filme competiam a difícil tarefa de combinar os registros antigos de Elena com as novas imagens filmadas por Petra. Buscando também seguir a mesma linha de conciliação entre os opostos, o visual da produção faz o possível com os filmes antigos e com a harmonização das imagens e cores, mas este é um ponto que deixa a desejar. Entretanto, para reforçar a experiência de imersão no mundo de Elena e seu olhar sobre ela, Petra acerta ao misturar os diferentes registros de forma a confundir o espectador sobre suas autorias. Em muitas imagens, inclusive, o rosto das irmãs se confundiam, e o documentário é repleto destes detalhes sutis que entregam <a href="http://www.enecult.ufba.br/modulos/submissao/Upload-568/132323.pdf">a influência de Elena</a> na vida, sonhos, emoções, medos e personalidade de Petra.</span></p>
<figure id="attachment_13005" aria-describedby="caption-attachment-13005" style="width: 1883px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-13005 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2.png" alt="Cena do filme Elena. A imagem mostra Elena e sua irmã Petra ainda bebê deitadas numa cama, num close nos rostos das irmãs. Elena é uma adolescente branca de cabelos lisos, e observa a irmã, no lado esquerdo da imagem, ao mesmo tempo em que segura a sua mãozinha próxima a sua bochecha esquerda. Petra, uma bebê, está deitada, de olhos fechados, abraçada com a irmã, e usa uma chupeta na boca." width="1883" height="1073" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2.png 1883w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2-300x171.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2-768x438.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2-1024x584.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2-1200x684.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13005" class="wp-caption-text">Petra ainda bebê com Elena; combinado com a sonorização e a narração de Petra, o trecho é um dos momentos mais emocionantes do filme (Foto: Busca Vida Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As escolhas arriscadas de roteiro também são características fortes da diretora.</span><span style="font-weight: 400;"> Para <a href="https://www.aicinema.com.br/como-fazer-um-documentario/">os efeitos de sentido</a> buscados em um documentário, estabelecer a narração de <em>Elena</em> como um diálogo com a irmã é incomum e falha algumas vezes. Por se tratar de fatos tão íntimos, o espectador, conhecendo apenas o momento, necessita de uma contextualização um pouco mais abrangente. Contudo, a predominância dessa construção de narrativa é admirável porque revela muitos outros efeitos de sentido, como o de não invadir totalmente a intimidade de Elena.  Em momentos pontuais, Petra deixa de conversar com a irmã e tira de cena a narração escolhida para dar espaço a curtos (e emocionantes) depoimentos de pessoas que conviveram com ela, como um amigo que esteve próximo da atriz no dia de seu suicídio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reconstrução da figura de Elena é um dos aspectos mais surpreendentes no roteiro e no filme como um todo. A diretora caracteriza a irmã de uma forma tão próxima e profunda que acompanhá-la ao decorrer do filme se torna uma experiência aflitiva, impressionante e dolorosa. Durante os 80 minutos, o espectador convive intimamente com as manifestações suicidas da jovem depressiva, repleta de sonhos e decepções. Assistimos através de lembranças esmaecidas a tristeza tomar conta da atriz cada vez mais, <a href="https://www.paho.org/pt/topicos/depressao">sufocando cada respiro de esperança</a> diante da vida. Acompanhamos com pesar Elena admitindo a falta de amor para consigo mesma, exigindo o máximo de si como atriz mesmo não estando saudável emocionalmente, se levando assim à exaustão</span> física e psicológica.</p>
<figure id="attachment_13006" aria-describedby="caption-attachment-13006" style="width: 1875px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13006 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3.png" alt="Cena do filme Elena. A imagem mostra Elena adolescente através de um espelho, quando ela se aprontava para uma apresentação de teatro. A imagem é um close em seu rosto, e ela é uma jovem branca, com os cabelos presos, e está fazendo uma maquiagem preta nos olhos." width="1875" height="1077" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3.png 1875w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3-300x172.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3-768x441.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3-1024x588.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3-1200x689.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13006" class="wp-caption-text">Elena em uma de suas apresentações teatrais, com cerca de 17 anos; quando ela morreu, Petra tinha sete anos (Foto: Busca Vida Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de entrevistas com familiares e amigos de Elena, sentimos a dor, o desespero e a preocupação antes, “durante” e depois do <a href="https://www.paho.org/pt/topicos/suicidio">suicídio</a>. Petra possui uma capacidade transcendental de criar identificações entre as narrativas, o espectador e ela mesma. Mesmo retratando eventos tão pessoais, a humanidade escancarada dos fatos capta toda a nossa empatia. Sendo este um de seus objetivos ou não, Petra mostra que nossas angústias, dores, belezas, prazeres, necessidades, urgências e fraquezas na verdade podem ser radicalmente convergentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando lançado, o filme </span><a href="http://www.elenafilme.com/debates/"><span style="font-weight: 400;">movimentou debates</span></a><span style="font-weight: 400;"> acerca do tabu do suicídio no Brasil inteiro e o mesmo aconteceu quando chegou no catálogo da <em>Netflix</em> no começo de setembro, o mês de prevenção ao suicídio, em 2019. Desde 1990, ano da morte de Elena, o número de suicídios no Brasil teve um aumento de 30%. Hoje, entre os jovens, o suicídio é uma das maiores causas de morte e apresenta um o aumento de 2000%. Falar sobre o assunto livre de tabus </span><a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/09/10/na-contramao-da-tendencia-mundial-taxa-de-suicidio-aumenta-7percent-no-brasil-em-seis-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">nunca foi tão necessário</span></a><span style="font-weight: 400;">, e segundo as perspectivas, será cada vez mais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Principalmente quando fora de ambientes privilegiados como o núcleo retratado em <em>Elena</em>, o debate sobre saúde mental precisa ser colocado como uma questão de saúde pública, e por isso, precisamos também enxergar </span><a href="http://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/entrevista/o-suicidio-esta-associado-inclusive-a-crise-socioeconomica-que-nosso-pais"><span style="font-weight: 400;">as relações disso com o nosso contexto nacional</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele é resultado de crises econômicas, altas taxas de desemprego, saúde e educação precarizadas, e as políticas de prevenção ao suicídio perpassam todas essas esferas da sociedade.</span></p>
<figure id="attachment_13007" aria-describedby="caption-attachment-13007" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13007 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-4.jpg" alt="Cena do filme Elena. A imagem mostra um registro de um dos diários de Elena, que diz, escrito em tinta preta e letra cursiva sob um papel branco, a seguinte frase: &quot;Se a vida é simples, do que eu tenho medo?&quot;" width="564" height="256" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-4.jpg 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-4-300x136.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-13007" class="wp-caption-text">&#8220;Se a vida é simples, do que eu tenho medo?&#8221; (Foto: Busca Vida Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário levanta a importância de estarmos atentos aos </span><a href="https://www.instagram.com/p/B2mmZCIFcTD/"><span style="font-weight: 400;">aspectos não-óbvios do suicídio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de se </span><a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/09/09/setembro-amarelo-como-conversar-com-alguem-que-esta-pensando-em-cometer-suicidio.ghtml"><span style="font-weight: 400;">aprender a lidar</span></a><span style="font-weight: 400;"> com ele e </span><a href="https://eurekka.me/como-ajudar-alguem-com-depressao/"><span style="font-weight: 400;">com a depressão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Também é uma obra importante para nos ajudar a debater e esclarecer a linha tênue que difere um retrato sensível da romantização. </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/petra-costa-faz-retrato-afetivo-da-irma-morta-precocemente-em-documentario-8343197"><span style="font-weight: 400;">Como diz a própria cineasta</span></a><span style="font-weight: 400;">, Elena tem uma história que valia a pena contar. Sem intenção de ser uma biografia, uma homenagem ou apontar culpados. Mas sim conhecer e apresentar várias faces da irmã, sua “memória inconsolável”. Petra também faz questão de a destacar como parte do elenco do longa, honrando seu sonho de ser atriz de cinema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da importância de todo o debate, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elena</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra um movimento belíssimo de criar uma obra de Arte a partir das dores e perdas que nos rasgam o peito, por mais cruéis que elas sejam. Aliás, talvez a Arte seja exatamente isso: a transformação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">No Brasil, o </span></i><a href="https://www.cvv.org.br/"><i><span style="font-weight: 400;">Centro de Valorização da Vida</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (CVV) promove apoio emocional atendendo gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (discando 188), e-mail e chat 24 horas todos os dias, além de postos de atendimento presencial.</span></i></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/elena-critica/">Elena: um retrato sensível e necessário para debater suicídio e depressão</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/elena-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13003</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
