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	<title>Arquivos Editora Joaninha &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Editora Joaninha &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Finalista do 67º Prêmio Jabuti, Penélope Martins conta ao Persona sobre seu ‘trabalho de formiga’ na Literatura</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 14:27:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Antes de aprender a escrever para crianças, Penélope Martins aprendeu a escutar. Escutava as conversas de família, a faladeira que se misturava à costura da mãe, o tricotar da avó na varanda e, entre uma história e outra, descobriu que o afeto também se comunica por palavras. Muito antes de publicar livros, já &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/finalista-do-67o-premio-jabuti-penelope-martins-conta-ao-persona-sobre-seu-trabalho-de-formiga-na-literatura/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Finalista do 67º Prêmio Jabuti, Penélope Martins conta ao Persona sobre seu ‘trabalho de formiga’ na Literatura"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36052" aria-describedby="caption-attachment-36052" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36052" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36052" class="wp-caption-text">A literatura juvenil de Penélope Martins conecta jovens e adultos por meio da mesma sensibilidade (Foto: Penélope Cruz; Arte: Arthur Caires)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de aprender a escrever para crianças, Penélope Martins aprendeu a escutar. Escutava as conversas de família, a faladeira que se misturava à costura da mãe, o tricotar da avó na varanda e, entre uma história e outra, descobriu que o afeto também se comunica por palavras. Muito antes de publicar livros, já havia ali uma autora em formação: alguém que entendia o poder das narrativas que costuram o mundo.</span></p>
<p><span id="more-36050"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Formada em Direito, Penélope caminhou por anos entre códigos e processos até perceber que a justiça que procurava não estava nas leis, mas nas histórias. </span><b>“</b><b><i>Eu percebi que, se não fizesse outra coisa da minha vida – e eu sabia o que era, tinha a ver com literatura – eu ia ficar frustrada</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi entre as brincadeiras dos filhos e as rodas de histórias improvisadas em casa que a escritora surgiu de fato. </span><b>“</b><b><i>Eu chamava as crianças e contava histórias. Uma poeta de Santo André viu o fascínio que eu tinha com elas e me disse: ‘Penélope, você tem que escrever para esse público’. E eu acreditei</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, lembra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir daí, começou o que ela chama de seu ‘trabalho de formiga’: bater de porta em porta com originais na mão, insistir na palavra, acreditar na delicadeza. Hoje, autora premiada e <a href="https://prefeitura.sp.gov.br/web/cultura/w/encontro-com-escritores-pedro-bandeira-pen%C3%A9lope-martins-mary-del-priore-e-mais-acontecem-na-semana-do-dia-mundial-do-livro">formadora de mediadores de leitura</a>, Penélope transformou aquele gesto inicial, o de ouvir, em missão. </span></p>
<h3><b>Da Advocacia para a Literatura</b></h3>
<figure id="attachment_36054" aria-describedby="caption-attachment-36054" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36054" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36054" class="wp-caption-text">Entre gerações, a literatura de Penélope Martins encontra leitores de todas as infâncias (Foto: Penélope Martins)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A travessia entre o Direito e a Literatura não foi apenas uma troca de ofício, porém de sentido. Filha de uma família de trabalhadores da agricultura e da costura, Penélope foi a primeira a entrar numa universidade. </span><b>“</b><b><i>Os meus pais me incentivaram muito a estudar, mas tinham um olhar pragmático: o que você vai fazer com isso?</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A advocacia parecia a resposta possível para uma jovem que gostava de ler e falar – </span><b>“</b><b><i>sempre fui muito faladeira</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, brinca. No entanto, bastou amadurecer para entender que a vocação verdadeira estava em outro tipo de prática.</span><b> “</b><b><i>Eu cresci numa família de contadores de histórias, o famoso círculo dos mentirosos. Um conta uma mentira, o outro conta uma maior ainda. E era tão divertido!</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz, rindo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi justamente esse espírito de roda, onde a imaginação se torna espaço de convivência, que moldou sua escrita. Nas palavras de Penélope,</span><b> “</b><b><i>as histórias são um modo de se reconhecer nos olhos do outro</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">. Talvez por isso, cada livro seu pareça nascer de uma escuta, como se escrever fosse, também, uma forma de ouvir de volta.</span></p>
<h3><b>Ler é um direito e escrever é um ato de reparo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Penélope costuma dizer que aprendeu a ler com o corpo, como quem entende o peso e o alívio de uma palavra no tempo certo. Sua relação com a leitura começou na infância, quando os livros se misturavam às histórias inventadas pelos adultos. Mas, foi uma cena simples, guardada na memória, que se transformou em símbolo de tudo o que ela acredita: o direito de aprender, de nomear o mundo, de ser escutada.</span></p>
<blockquote><p><b>“Minha avó, quando ia tricotar na varanda, pedia que eu colocasse uma almofada nas costas dela. Um dia, ela me pediu um ‘trabesseiro’, e eu, criança, corrigi: ‘Não é trabesseiro, é travesseiro’. Levei uma bronca da minha tia, mas minha avó me defendeu. Disse: ‘Deixa ela me corrigir, porque ela está estudando mais do que eu estudei’.”</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o erro e o acerto, estava o gesto de amor que a autora nunca esqueceu. </span><b>“</b><b><i>Quando eu digo que a leitura é um direito, é porque ela ainda é concedida a poucas pessoas. Mesmo o básico, ler e escrever, ainda não está garantido para todos</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suas formações de mediadores de leitura, Penélope repete que alfabetizar não basta: é preciso criar vínculos, dar às pessoas o direito de se reconhecer no texto. Para ela, a leitura é uma forma de reparação, uma devolutiva simbólica às vozes silenciadas por gerações.</span></p>
<blockquote><p><b>“A leitura, para mim, tem a ver com acolhimento. É um direito que repara o que foi negado, o direito de existir na palavra.”</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez por isso, sua literatura seja tão atravessada por <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2025/07/poemas-de-gabriela-romeu-e-penelope-martins-falam-sobre-oncas-pintadas.shtml">memórias e gestos cotidianos</a>. Há, em sua fala, uma ternura combativa: o desejo de construir um mundo mais justo a partir da delicadeza. Porque, no fim, escrever, para Penélope, é um modo de cuidar do outro com as palavras que o tempo costurou nela.</span></p>
<h3><b>Quando a Felicidade vem num corpo pequeno</b></h3>
<figure id="attachment_36051" aria-describedby="caption-attachment-36051" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36051" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36051" class="wp-caption-text">Em Felicidade, Penélope Martins transforma o sentimento em personagem e o cotidiano em poesia (Foto: Editora Casa de Letras)</figcaption></figure>
<p><b>“</b><b><i>Felicidade é uma menina pequena que corre na rua atrás dos cachorros</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">. Assim nasceu o poema que, dez anos depois, se transformaria em livro. A imagem simples, uma criança correndo sob o sol, rindo das coisas pequenas, virou metáfora para um sentimento que Penélope Martins persegue em toda a sua obra: o de que a alegria mora no cotidiano, e que escrever é uma forma de preservá-la.</span></p>
<blockquote><p><b>“Senti uma alegria inexplicável ao olhar a chuva delicada sobre a roseira. Por vezes, as coisas que nos trazem felicidade são minúsculas.”</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Felicidade</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado pela <a href="https://portal.saladanoticia.com.br/noticia/20823/penelope-martins-lanca-os-livros-infantis-felicidade-e-ana-e-rosa-rosa-e-ana-em-sao-paulo">Editora Joaninha</a>, parte dessa percepção íntima para construir uma narrativa que fala de acolhimento. Nele, a própria Felicidade é uma personagem recém-chegada a um lar, aguardando para ser compreendida. </span><b>“</b><b><i>Será que vão guardá-la numa caixa de sapatos? Ou dentro de uma maleta de ferramentas?</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, provoca o texto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história nasceu de uma experiência pessoal, um lampejo de ternura durante a infância da filha, um instante que a autora não quis deixar escapar. </span><b>“</b><b><i>Eu queria brincar com a ideia de a felicidade ser uma personagem, e ter essa interpretação dúbia: a chegada dela pode ser algo novo, mas também algo que já estava ali, só esperando ser visto</i></b><b>”.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ilustradora Cássia Roriz deu forma a essa sensação por meio da colagem, criando um universo lúdico que parece convidar o leitor a participar. </span><b><i>“A Cássia fez um trabalho cheio de recordações, que dá vontade de recortar e desenhar junto</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz Penélope, sorrindo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Felicidade</span></i><span style="font-weight: 400;">, palavra e imagem se juntam como fragmentos de um mesmo gesto: o de reconhecer o extraordinário no pequeno. E, talvez, essa seja a maior delicadeza do livro – lembrar que, para as crianças (e para quem ainda sabe olhar como elas), a felicidade não cabe no corpo, porém o corpo é que aprende a caber na felicidade.</span></p>
<h3><b>Amor, diferença e espelho: as irmãs Ana e Rosa</b></h3>
<figure id="attachment_36053" aria-describedby="caption-attachment-36053" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36053" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36053" class="wp-caption-text">Ana e Rosa, Rosa e Ana mergulha nas delicadas relações entre irmãs e nos laços que crescem junto com o amor (Foto: Editora Casa de Letras)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se em </span><i><span style="font-weight: 400;">Felicidade </span></i><span style="font-weight: 400;">Penélope Martins explora o encantamento do sentir, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ana e Rosa, Rosa e Ana</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela mergulha no terreno mais delicado dos afetos: o das relações familiares. O livro, ilustrado por Nat Grego, fala sobre irmãs e também sobre o espelho que cada uma representa na vida da outra, um reflexo de semelhanças e desencontros que forma o retrato do amor.</span></p>
<blockquote><p><b>“O amor também tem seus desafios: alguns dias são de sol, outros chovem lagos e rios.”</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da convivência entre Ana e Rosa, a autora discute o convívio, as diferenças e o que significa crescer junto de alguém. </span><b>“</b><b><i>Eu preparei essa história pensando no desafio da inclusão nas escolas, especialmente nas que têm muitas crianças. Às vezes olhamos para o caso de inclusão como se ele fosse o diferente e nós, os iguais. Mas, o exercício de inverter isso – perceber o quanto também somos diferentes aos olhos do outro – é muito interessante na perspectiva da criança</i></b><b>”.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fala da autora ressoa como uma espécie de lição de empatia. Em Ana e Rosa, as irmãs vivem as pequenas turbulências da infância com a sinceridade de quem ainda não aprendeu a disfarçar o afeto. A narrativa sugere que o amor, assim como a convivência, se constrói na contradição: entre o riso e a raiva, a distância e o reencontro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As ilustrações de Nat Grego traduzem visualmente esse movimento: cores que se fundem, personagens que parecem se tocar e se afastar ao mesmo tempo. Tudo no livro convida o leitor a enxergar o outro não como espelho perfeito, mas como reflexo necessário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, o gesto de Penélope é o mesmo que perpassa toda a sua obra: olhar para o humano com delicadeza, reconhecendo nas diferenças o lugar onde o amor aprende a existir.</span></p>
<h3><b>O voo que a levou ao Prêmio Jabuti</b></h3>
<figure id="attachment_36099" aria-describedby="caption-attachment-36099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36099" class="wp-caption-text">Quando minha mãe voou no 14-bis pela Editora PeraBook (Imagem: PeraBook)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Penélope Martins fala sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando Minha Mãe Voou no 14 Bis</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua voz ganha um tom de surpresa misturado com ternura. O livro, finalista da <a href="https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/premiados-por-edicao/premiacao/?ano=2025">67ª edição do Prêmio Jabuti 2025</a> na categoria Juvenil, nasceu da vontade de contar uma história curta e densa, quase um conto alongado por metáforas, um texto sobre ausência, afeto e o difícil exercício de crescer.</span></p>
<blockquote><p><strong>“A menina narra a própria vida e anuncia que a mãe voou sem dar notícia. Ela espera o dia em que a mãe vai pousar de novo. A mãe tem uma questão de saúde mental, e a filha quer a mãe inteira pra ela, mas recebe o que a mãe consegue dar.”</strong></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma prosa enxuta e simbólica, o livro constrói um universo em que o céu e o chão se confundem, onde o amor também é feito de distância. </span><b>“</b><b><i>O texto tem densidade, sim, mas é curto, dividido em quatro capítulos. Eu achei que ia escrever só para crianças, e de repente me vi conversando com adolescentes, com quem está entre a infância e o mundo</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A indicação ao Jabuti veio como um reconhecimento da força dessa travessia. </span><b>“</b><b><i>Quando saiu a lista dos semifinalistas, eu já estava nas nuvens</i></b><b>”, </b><span style="font-weight: 400;">brinca. </span><b>“</b><b><i>E quando vi o nome entre os finalistas, foi outra surpresa. A literatura juvenil precisa muito de olhares, porque se fala muito das infâncias e dos adultos, mas pouco desse meio do caminho</i></b><b>”.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O voo do 14 Bis é, também, o voo da própria autora: uma literatura que se desprende de rótulos, que flutua entre idades e experiências. Penélope escreve para quem ainda guarda dentro de si a infância, ou para quem tenta reencontrá-la.</span></p>
<blockquote><p><strong>“Tem muito adulto que lê meus livros e entende que um texto para infância é, na verdade, para todas as infâncias – inclusive aquela que a gente já viveu e ainda carrega dentro.”</strong></p></blockquote>
<h3><b>O trabalho de formiga e o futuro que ele trilha</b></h3>
<figure id="attachment_36056" aria-describedby="caption-attachment-36056" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36056" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36056" class="wp-caption-text">Além de escrever, Penélope Martins também faz rodas de leitura para crianças (Foto: Colégio Bandeirantes/Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Penélope Martins gosta de se definir como uma formiga: paciente, incansável e atenta aos caminhos que constrói palavra por palavra. Em tempos de pressa e esquecimento, ela escolhe o ritmo da constância, aquele que acredita na transformação silenciosa da leitura. </span><b>“</b><b><i>Eu me preocupo em fazer meu trabalho de formiga. Levar os livros, levar a leitura, acolher as pessoas. Porque todas as pessoas precisam de acolhida</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O futuro que ela imagina para si mesma não está separado do que escreve. </span><b>“</b><b><i>Eu não sei exatamente para onde meus textos vão me levar. Eu vivo as coisas e faço o que tem sentido pra mim</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, confessa. Em 2026, três novos livros juvenis assinados por ela serão lançados pela Editora Joaninha; obras que continuam a explorar o encontro entre vidas desafiadas e a força que nasce desse encontro. </span><b>“</b><b><i>Não posso dar spoiler</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, ri, </span><b>“</b><b><i>mas são histórias muito fortes, sobre pessoas que carregam pedras imensas na mochila e ainda assim caminham</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora evita pensar a literatura em termos de faixa etária. Prefere falar em camadas, em sensibilidades que atravessam o tempo. </span><b>“</b><b><i>Como dizer que um livro é só para essa ou aquela idade? Eu escrevo o que precisa ser dito, e o livro encontra seu leitor</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><b>“Escrever, pra mim, é um gesto de cuidado. Eu escrevo pra acolher. E acolher é a forma mais bonita que conheço de dizer que o outro existe.”</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Em cada livro, há um traço dessa ética da delicadeza: o direito de ser ouvido, de sonhar, de se ver refletido em uma história. Penélope Martins escreve com a calma de quem entende que a literatura não muda o mundo de uma vez, mas muda o modo como a gente o habita.</span></p>
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