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	<title>Arquivos Editora Galera &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O amor não é óbvio é o retrato de um primeiro amor entre garotas</title>
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					<description><![CDATA[<p>Monique Marquesini Da busca por registrar e contar histórias felizes de amor entre garotas, origina-se O amor não é óbvio. Publicada em 2019, a obra é a estreia da admirável autora baiana Elayne Baeta e marca o primeiro best-seller lésbico nacional a atingir a lista de mais vendidos do país. Anteriormente lançado em formato digital &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-amor-nao-e-obvio-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O amor não é óbvio é o retrato de um primeiro amor entre garotas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28131" aria-describedby="caption-attachment-28131" style="width: 556px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-28131 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-556x800.jpg" alt="capa do livro O amor não é óbvio. No meio, em frente a um fundo rosa escuro, está a capa. A ilustração do livro, está em preto e branco, de duas garotas, no estilo colagem. A da direita tem o cabelo longo, liso e repicado, ela usa óculos redondos e está segurando um binóculo com as mãos. Ao lado dela está uma garota de cabelos curtos e lisos, vestida com uma jaqueta jeans cheia de bottons. Ainda, na parte superior, está o nome da autora e o do livro." width="556" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-556x800.jpg 556w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-711x1024.jpg 711w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-768x1106.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-1067x1536.jpg 1067w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-1422x2048.jpg 1422w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-1200x1728.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL.jpg 1778w" sizes="(max-width: 556px) 85vw, 556px" /><figcaption id="caption-attachment-28131" class="wp-caption-text">A capa de O amor não é óbvio, um dos principais romances lésbicos do país, também foi ilustrado pela talentosa autora Elayne Baeta (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><b>Monique Marquesini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da busca por registrar e contar histórias felizes de amor entre garotas, origina-se </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;">. Publicada em 2019, a obra é a estreia da admirável autora baiana Elayne Baeta e marca o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i><span style="font-weight: 400;"> lésbico nacional a atingir a</span> <a href="https://veja.abril.com.br/livros-mais-vendidos/"><span style="font-weight: 400;">lista de mais vendidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país. Anteriormente lançado em formato digital de forma independente, o romance  ganhou espaço na Literatura brasileira e foi lançado pela Editora </span><i><span style="font-weight: 400;">Record</span></i><span style="font-weight: 400;">, sob o selo </span><i><span style="font-weight: 400;">Galera</span></i><span style="font-weight: 400;">. A escritora, ilustradora e </span><a href="https://entretetizei.com.br/5-livros-de-poemas-incriveis-para-conhecer/"><span style="font-weight: 400;">poeta</span></a> <span style="font-weight: 400;">só escreve sobre o que já sentiu no peito, e talvez por isso, suas narrativas sejam nada óbvias.</span></p>
<p><span id="more-28130"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro de Elay (o apelido da autora) narra uma fase da adolescência de Íris e Édra, duas meninas no último ano do Ensino Médio que nunca conversaram. A doce Íris Pêssego é viciada em novelas e não perde um capítulo da sua favorita, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor em atos</span></i><span style="font-weight: 400;">, junto de sua improvável amiga, a vizinha dona Símia, de 68 anos. Ainda, ela é apaixonada por Cadu Sena, o garoto de quem gosta desde a oitava série &#8211; e que finalmente está solteiro. Só que a narrativa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DvvD5LyIYdM"><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é tão intuitiva quanto parece. </span></p>
<figure id="attachment_28132" aria-describedby="caption-attachment-28132" style="width: 639px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-28132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-2-2-639x800.jpg" alt="Fotografia quadrada da autora Elayne Baeta. Na imagem está o rosto de Elayne Baeta, ela é branca, tem cabelos castanhos e curtos, usa um piercing no septo e na sobrancelha. Ela está com uma camiseta preta e um cachecol vinho, está em uma pose lateral, cobrindo metade do rosto com seus livros O amor não é óbvio e Oxe Baby. " width="639" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-2-2-639x800.jpg 639w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-2-2.jpg 647w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28132" class="wp-caption-text">Elayne Baeta participou da Bienal do Livro 2022, em São Paulo, autografando livros, e também esteve na mesa do painel sobre personagens LGBTQIA+ em diferentes gêneros literários (Foto: Elayne Baeta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A próxima personagem &#8211; a quem somos apresentados de forma excêntrica &#8211; é Édra Norr. Isso não porque a garota se envolveu em um escândalo na escola ou por ter mudado de cidade &#8211; mas por ser a nova namorada de Camila Dourado, que deixou Cadu Sena. A partir daí, entre os cochichos e conversas, Íris começa um experimento para entender o motivo do relacionamento ter acabado e para descobrir mais sobre Édra. E ela não demora para desvendar o </span><a href="https://youtu.be/DNXfr5x5jl8"><span style="font-weight: 400;">charme da garota</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez um dos únicos pontos baixos da narrativa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DNXfr5x5jl8"><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">esteja nessa investigação: no começo, a protagonista pode soar um pouco obcecada com a vida da menina, mas, ao longo da história, o leitor consegue entender o motivo para tudo isso. Nesse momento, Íris pega sua bicicleta amarela e seu binóculo para observar sua colega de turma por toda cidade de São Patrique. Por mais estranho que pareça em um primeiro momento, a menina de 17 anos não entende o porquê de querer tanto saber da garota. Tudo só fica claro quando ela desvenda seu desejo. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Tudo com Édra era dez vezes mais bonito. E eu queria saber o porquê. E não queria também. Nem tudo precisa ser compreendido.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_28133" aria-describedby="caption-attachment-28133" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-28133" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-3-2.jpg" alt="Fotografia quadrada da ilustração do poster da pré venda do livro. Na imagem está a mão de Elayne, ela é branca e tem uma tatuagem de lua no dedo do meio. Além da tatuagem de flores no braço,há uma mesa branca com alguns materiais escolares. A folha sulfite branca tem o desenho das personagens Íris e Édra se beijando, uma com uma camisa jeans e a outra com uma bandeira LGBTQIA+ nas costas." width="564" height="564" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-3-2.jpg 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-3-2-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-28133" class="wp-caption-text">A história de amor é uma colisão de asteroides, forte e intensa, e mostra que encontrar-se é extraordinário (Foto: Elayne Baeta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse cenário de uma cidade pequena, tardes assistindo novela, passeios de bicicleta, descobertas sobre sua sexualidade, medos, primeiras vezes e adolescência que a história das garotas se desenrola. Uma das partes mais curiosas de </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;"> se esconde justamente na </span><a href="https://herserendipity.medium.com/a-heteronormatividade-como-empecilho-no-desenvolvimento-de-hist%C3%B3rias-ou-porque-casais-h%C3%A9teros-s%C3%A3o-17f3c0d3cd66"><span style="font-weight: 400;">heteronormatividade</span></a><span style="font-weight: 400;"> vivida pela  grande maioria dos jovens, já que Íris nunca tinha sequer pensado em enxergar outra menina com olhares românticos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção da amizade e da </span><a href="https://www.google.com/amp/s/bookriot.com/sapphic-novels/amp/"><span style="font-weight: 400;">relação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Édra e Íris é muito aconchegante ao leitor, uma vez que, ao decorrer do experimento, elas acabam ficando mais próximas &#8211; e descobrem como são extremamente compatíveis. As personagens criadas por Elayne Baeta são um complemento perfeito: Íris, cheia de medos e inseguranças, se junta a uma garota autoconfiante como Édra. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi escrito quando Elay tinha apenas 19 anos &#8211; talvez seja essa a chave para tanta sensibilidade por parte da autora. A primeira publicação da obra foi feita pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Wattpad</span></i><span style="font-weight: 400;">, em partes, e aconteceu de forma independente, ou seja, sem o apoio de um grupo editorial: foi assim que ela alcançou um enorme e fiel público. Antes mesmo de conseguir reconhecimento nacional, o livro é fundamental por ser de autoria de uma </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/estante/favoritos/2022/5-livros-escritos-por-autoras-l%C3%A9sbicas"><span style="font-weight: 400;">mulher lésbica</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que muitas vezes tem suas vivências esquecidas dos romances literários.</span></p>
<figure id="attachment_28134" aria-describedby="caption-attachment-28134" style="width: 588px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-4-1.jpg" alt="Fotografia quadrada do segundo livro publicado por Elayne. A capa do livro é rosa, tem uma Polaroid no meio com uma foto da autora, ao lado tem alguns fósforos e detalhes em preto. O fundo é de um tapete preto e branco, além de outras Polaroids no chão perto do livro. " width="588" height="732" /><figcaption id="caption-attachment-28134" class="wp-caption-text">A arte de contar e escrever histórias é antiga na vida da autora: sentindo falta de se enxergar nas histórias, ela deu vida a suas narrativas (Foto: Elayne Baeta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;">, Elayne Baeta é responsável por diversos outros projetos, que têm a visibilidade e a representatividade lésbica como ponto central. A autora produziu alguns episódios de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast </span></i><a href="https://open.spotify.com/show/0aJUkr5kRwM3hL3sRWJ2wP?si=Fq85zPvYRWOAsriTcsUX8g"><i><span style="font-weight: 400;">Lésbica &amp; Ansiosa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com histórias sobre seus sentimentos. Outro projeto de grande relevância foi </span><i><span style="font-weight: 400;">Sozinhas</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma mistura de </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;"> com livro, que teve grande significância na vida de Elayne: o lucro das vendas foi utilizado para realizar o sonho da mudança da escritora para a capital paulista. Seu mais recente lançamento é o livro de poesias </span><a href="https://lesbout.com.br/resenha-oxe-baby-um-livro-de-poesias-para-garotas-que-amam-garotas/?amp=1"><i><span style="font-weight: 400;">Oxe, Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um relato muito mais pessoal sobre a sua vida, ou como ela mesmo diz, uma autobiografia poética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As</span> <span style="font-weight: 400;">produções da autora são um</span> <span style="font-weight: 400;">retrato aconchegante e confortável para meninas que nunca se viram representadas nas páginas dos romances adolescentes. </span><a href="https://queer.ig.com.br/2021-12-04/elayne-baeta-livros.html"><span style="font-weight: 400;">Elayne</span></a><span style="font-weight: 400;"> é gigante, uma mulher lésbica nordestina, conquistando espaços jamais alcançados. Nós, garotas que gostamos de garotas, não podemos deixar de vê-la com olhar acolhedor. É lindo acompanhar </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio, </span></i><span style="font-weight: 400;">com um primeiro amor cheio de erros, defeitos e acertos. A relação de Íris e Édra é humana e (em uma referência ao livro) é uma história “</span><i><span style="font-weight: 400;">laranja forte e cheia de </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x2cnAWpiUs8"><i><span style="font-weight: 400;">aliens</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Essa coragem pulsante. Essa conquista&#8230; Em usar um vestido que ninguém rasga. Laranja forte. Laranja (extraordinariamente) forte.”</span></p></blockquote>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Junho de 2022</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 21:47:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Contar uma história significa levar as mentes no voo da imaginação e trazê-las de volta ao mundo da reflexão.&#8221; &#8211; Paulina Chiziane Em meio à euforia das celebrações do Orgulho, o simbólico mês de junho também deu abertura para importantes reflexões acerca da comunidade LGBTQIA+. O Clube do Livro do Persona sediou uma edição especial &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-junho-de-2022/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Junho de 2022"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28187" aria-describedby="caption-attachment-28187" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28187 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/capa_wordpress_estante_do_persona.jpg" alt="Arte retangular de cor verde claro. Ao centro há uma estante branca com três prateleiras. A primeira prateleira é dividida ao meio, a segunda prateleira é dividida em três e a terceira prateleira é dividida em três. Na parte superior lê-se em preto 'estante’, na primeira prateleira lê-se em preto 'do persona', à direita nessa prateleira está a logo do Persona, um olho com íris verde. Na segunda prateleira, ao meio, está a capa do livro “O Parque das Irmãs Magníficas”. Na terceira prateleira, à direita, está o troféu com a logo do persona. Na parte inferior lê-se em branco ‘junho de 2022'." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/capa_wordpress_estante_do_persona.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/capa_wordpress_estante_do_persona-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/capa_wordpress_estante_do_persona-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28187" class="wp-caption-text">Em junho, o Clube do Livro do Persona se reuniu para debater O Parque das Irmãs Magníficas, obra de Camila Sosa Villada que venceu a Feira Internacional do Livro de Guadalajara (Foto: Reprodução/Arte: Ana Clara Abbate/Texto de abertura: Vitória Silva)</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">&#8220;Contar uma história significa levar as mentes no voo da imaginação e trazê-las de volta ao mundo da reflexão.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: right;">&#8211; Paulina Chiziane</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio à euforia das celebrações do Orgulho, o simbólico mês de junho também deu abertura para importantes reflexões acerca da comunidade LGBTQIA+. O Clube do Livro do Persona sediou uma edição especial aberta aos nossos colaboradores para observar a produção literária da população trans latino-americana. Saindo da Literatura nacional, partimos em uma viagem para conhecer </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Parque das Irmãs Magníficas</i></span><span style="font-weight: 400;">, de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://quatrocincoum.folha.uol.com.br/br/resenhas/literatura/um-ano-travesti-equivale-a-sete-anos-humanos">Camila Sosa Villada.</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já conhecida nos palcos, telinhas e telões ao redor do país, o primeiro passo da autora em sua caminhada na Literatura ocorreu em 2015, com </span><span style="font-weight: 400;"><i>La Novia de Sandro</i></span><span style="font-weight: 400;">. Na coletânea de poemas, Camila se propõe a investigar </span><span style="font-weight: 400;"><i>“os mistérios do amor travesti”</i></span><span style="font-weight: 400;">, temática que se tornaria um dos braços condutores de toda a sua obra. Em 2019, foi a vez de revelar a então leitura do nosso Clube do Livro, um relato semi-biográfico, em que a autora narra seus anos de prostituição no Parque Sarmiento, em Córdoba. Traduzido para mais de 10 idiomas, o livro foi vencedor de prêmios internacionais, como o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Finestres de Narrativa </i></span><span style="font-weight: 400;">(Espanha, 2020) e o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Grand Prix de l&#8217;Héroïne Madame Figaro</i></span><span style="font-weight: 400;"> (França, 2021). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Construindo uma fortaleza ao lado de um grupo de amigas, fator representativo de uma comunidade que aprendeu a ancorar-se em si mesma, Camila Sosa Villada apresenta um relato cruel do que é ser travesti, em um país que ainda não se equipara à </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/01/23/ha-13-anos-no-topo-da-lista-brasil-continua-sendo-o-pais-que-mais-mata-pessoas-trans-no-mundo">carnificina diária</a></span><span style="font-weight: 400;"> que é essa realidade no Brasil. E se apoia em doses necessárias de realismo fantástico, que, ao invés de amenizar, aprofundam ainda mais as feridas ali expostas. Se for possível resumir bem, a sinopse da narrativa assim o faz: </span><span style="font-weight: 400;"><i>“O romance O Parque da Irmãs Magníficas é isso tudo: um rito de iniciação, um conto de fadas ou uma história de terror, o retrato de uma identidade de grupo, um manifesto explosivo, uma visita guiada à imaginação da autora”</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda entre os feitos literários do nosso especial do Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Persona Entrevista </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/entrevista-tobias-carvalho/">abriu as portas para Tobias Carvalho</a></span><span style="font-weight: 400;">, autor de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Visão Noturna</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>As Coisas</i></span><span style="font-weight: 400;">, obra que se aprofunda sobre as relações homoafetivas e vencedora do Prêmio Sesc de Literatura, em 2018. Também foi tempo de condecorar um dos protagonistas da expansão da Literatura no projeto, no dia 7 de junho, o autor Mia Couto </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://jornal.unesp.br/2022/06/07/mais-do-que-uma-instituicao-de-ensino-a-universidade-e-um-centro-de-producao-de-cidadania-diz-mia-couto-ao-se-tornar-doutor-honoris-causa-pela-unesp/#:~:text=O%20bi%C3%B3logo%2C%20professor%2C%20jornalista%20e,do%20Conselho%20Universit%C3%A1rio%20da%20universidade.">recebeu o título de </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://jornal.unesp.br/2022/06/07/mais-do-que-uma-instituicao-de-ensino-a-universidade-e-um-centro-de-producao-de-cidadania-diz-mia-couto-ao-se-tornar-doutor-honoris-causa-pela-unesp/#:~:text=O%20bi%C3%B3logo%2C%20professor%2C%20jornalista%20e,do%20Conselho%20Universit%C3%A1rio%20da%20universidade."><i>Doutor Honoris Causa</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Essa constitui a mais elevada honraria concedida pela Unesp, que tem o objetivo de prestigiar o trabalho de personalidades nacionais e internacionais, que se destacaram por suas contribuições para a arte, a cultura, a sociedade e a promoção dos direitos humanos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O clima festivo para o meio literário tende a se prolongar no mês de Julho, que teve seu início marcado pelo retorno da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/diversidade-na-literatura-ganha-espaco-na-bienal-em-meio-a-alta-do-faturamento-do-mercado-literario/">Bienal Internacional do Livro de São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">. Mas, para fechar o importante ciclo que passou, fique com as indicações de autores LGBTQIA+ dos integrantes da Editoria em mais um </span><b>Estante do Persona</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-28154"></span></p>
<h3>Livro do Mês</h3>
<figure id="attachment_28155" aria-describedby="caption-attachment-28155" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28155" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-683x1024.jpg" alt="" width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-1200x1800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1.jpg 1707w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28155" class="wp-caption-text">Recém-chegado no Brasil pela sua publicação em julho 2021, O Parque das Irmãs Magníficas tem a tradução de Joca Reiners Terron (Foto: Tusquets Editores)</figcaption></figure>
<p><b>Camila Sosa Villada &#8211; O Parque das Irmãs Magníficas (208 páginas, Tusquets Editores)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O abismo que existe entre a beleza e a violência é um lugar onde a Arte adora se jogar, mas há expressões que buscam ser ainda mais radical do que isso &#8211; e esse é o caso de Camila Sosa Villada, que encontra ali naquela interseção </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/cultura/nao-e-um-romance-realista-afirma-camila-sosa-villada-autora-do-premiado-parque-das-irmas-magnificas/">o local perfeito</a></span><span style="font-weight: 400;"> para estabelecer </span><span style="font-weight: 400;"><i>O</i></span> <span style="font-weight: 400;"><i>Parque das Irmãs Magníficas</i></span><span style="font-weight: 400;">. No caso da escritora argentina, esse lugar pode ser metaforicamente entendido como o Parque Sarmiento, que ao mesmo tempo em que acolhe a sua família travesti de Córdoba (fã de novelas e Gal Gosta e colorida pelo melhor rosa de mundo enquanto vive sete anos em um), é também o local que materializa toda gravidade do que significa estar no extremo da margem da sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lá, ela floresce a brutalidade honesta de sua história num </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/camila-sosa-villada-livro/">realismo fantástico</a></span><span style="font-weight: 400;"> que consegue ser muito mais verdadeiro do que o ideal de verossimilhança perseguido por muitas ficções. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Las Malas</i></span><span style="font-weight: 400;">, no original lançado em 2019, toma forma a partir dos registros que Camila manteve em um blog a partir do momento em que chegou na cidade para cursar a faculdade e conheceu as travestis do parque, o livro passeia por reflexões de identidade, pertencimento, amor e família sem se esquivar dos muitos momentos em que a dor, desamparo e solidão vindos do preconceito e da pobreza cruzam o caminho de suas personagens. Assim, ela define seu </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://culturadoria.com.br/o-parque-das-irmas-magnificas/">lar travesti</a></span><span style="font-weight: 400;">: “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Nessa casa, até a morte pode ser bela.</i></span><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: O Parque das Irmãs Magníficas - Clube do Livro Junho de 2022" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/21Yoajz6KyfB8VC70Ca17g?si=c7ff5960c5a24684&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_28158" aria-describedby="caption-attachment-28158" style="width: 678px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28158" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-678x1024.jpg" alt="Imagem da capa do livro Cartas para Luísa. Na foto, um fundo roxo abriga os desenhos de Rafaela e Luísa. A primeira tem pele branca, cabelos pretos na altura dos ombros e usa uma blusa preta, a ilustração está posicionada horizontalmente na porção superior. Já Luísa tem a pele negra e cabelos raspados, ela está posicionada horizontalmente na porção inferior. No centro aparece o título com a palavra Luísa em destaque, enquanto o nome da autora sobrepõe a imagem de Rafaela." width="678" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-678x1024.jpg 678w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-530x800.jpg 530w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-768x1159.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-1018x1536.jpg 1018w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-1357x2048.jpg 1357w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-1200x1811.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa.jpg 1643w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28158" class="wp-caption-text">“Por favor, me perdoe por ter te amado tão errado. Era tudo o que eu tinha para oferecer” (Foto: Se Liga Editorial)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Freitas &#8211; Cartas para Luísa (186 páginas, Se Liga Editorial)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://lesbout.com.br/resenha-cartas-para-luisa-uma-narrativa-dramatica-do-amor-entre-duas-garotas/#:~:text=%E2%80%9CCartas%20para%20Lu%C3%ADsa%E2%80%9D%20%C3%A9%20sobre,curto%2C%20por%C3%A9m%20carregado%20de%20intensidade.">Cartas para Luísa</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> é uma obra epistolar que nos convida a conhecer Rafaela por meio das palavras grafadas em suas cartas. A personagem dedica suas mensagens à mulher que amava quando era adolescente e – entre lembranças e assinaturas – sentimentos que nunca disseram adeus transbordam em páginas datadas. A cada carta, uma peça da narrativa protagonizada por elas dez anos antes vem à tona acompanhada das frustrações, dores e arrependimentos da remetente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro tem autoria de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.mariafreitas.com.br/">Maria Freitas</a></span><span style="font-weight: 400;"> e ganhou o prêmio </span><span style="font-weight: 400;"><i>Mix </i></span><span style="font-weight: 400;">Literário do ano de 2020, além de fazer parte da série </span><span style="font-weight: 400;"><i>Amor Entre Garotas</i></span><span style="font-weight: 400;"> junto dos títulos </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Grande Chance de Ana Luna</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Amélia Sem Filtro</i></span><span style="font-weight: 400;">. O texto aborda de maneira sincera a vivência da bissexualidade, o entendimento das injustiças criadas pelo racismo, as relações familiares e a pauta da saúde mental. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Cartas para Luísa</i></span><span style="font-weight: 400;"> despeja emoções com todo o melodrama que as controvérsias do amor merecem, mostrando como os clichês podem ser tão </span><span style="font-weight: 400;"><em>emo</em></span><span style="font-weight: 400;"> quanto uma música da Fresno. </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_28159" aria-describedby="caption-attachment-28159" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28159" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-650x1024.jpg" alt="Capa do livro Will e Will, mostra dois rostos fazendo biquinho. Um deles está no canto superior direito e o outro no inferior esquerdo. A capa é azul e tem vários desenhos de corações, na mesma cor. Em branco, lemos Will e Will: Um Nome, Um Destino, e em preto lemos o nome dos autores, John Green e David Levithan." width="650" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-650x1024.jpg 650w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-508x800.jpg 508w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-768x1209.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-976x1536.jpg 976w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-1301x2048.jpg 1301w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-1200x1889.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1.jpg 1623w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28159" class="wp-caption-text">Primeiro livro com personagens gays a figurar na lista do New York Times, Will &amp; Will marcou uma geração que cresceu lendo os romances envolvendo adolescentes com câncer, cidades de papel e teoremas com nome de mulher (Foto: Galera)</figcaption></figure>
<p><b>John Green e David Levithan &#8211; Will e Will (352 páginas, Galera)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra&#8230; Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome e a dor do coração partido. Um Will é amigo de um garoto gay de sua escola. O outro precisa abrir o jogo com a própria mãe a respeito de sua orientação sexual. Até que Tiny, o melhor amigo gay do primeiro Will, acaba se tornando o possível amor do outro Will. Esquecendo momentaneamente os romances heterossexuais que povoam sua Literatura, John Green se junta a David Levithan para </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://mundosnaestante.blogspot.com/2013/08/resenhando-will-will-ou-seria-tiny.html">escrever a quatro mãos</a></span><span style="font-weight: 400;"> a trama de dois homônimos em ebulição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, por mais que </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.goodreads.com/book/show/6567017-will-grayson-will-grayson">Will e Will</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, que no Brasil ganhou o subtítulo </span><span style="font-weight: 400;"><i>Um Nome, um destino</i></span><span style="font-weight: 400;">, junto da tradução de Raquel Zampil, passeie por temas comuns do mundo adolescente e esbarre em alguns clichês evitáveis, a inserção de um Grayson </span><span style="font-weight: 400;"><i>queer </i></span><span style="font-weight: 400;">dá o tom de frescor que uma obra escrita pelo criador de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/john-green-critica/">Hazel Grace</a></span><span style="font-weight: 400;"> e Augustus Waters precisa. Fato é que, depois da parceria, Green e Levithan seguiram por seus caminhos individuais, mas o encontro atmosférico de 2010 marcou o período. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_28161" aria-describedby="caption-attachment-28161" style="width: 652px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28161" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL-652x1024.jpg" alt="Capa do livro Oxe, baby. A capa é rosa. No canto superior esquerdo, vemos rabiscos circulares em preto, o desenho de uma taça de vinho e a palavra “garotas” escrita três vezes, com um risco por cima. No canto superior direito, vemos um grafismo que aparenta ser uma página rasgada. Ao centro, vemos uma foto no estilo Polaroid, com uma moldura branca e a foto de Elayne Baeta ao centro. Ela é uma mulher aparentando cerca de 25 anos, com cabelos curtos pretos e está deitada em uma cama, encarando a câmera. Ao redor da moldura, vemos fósforos apagados, com as cinzas espalhadas sob a foto. Abaixo da foto, ao centro, vemos a assinatura de Elayne Baeta. No canto inferior esquerdo, vemos outro grafismo que aparenta ser de uma página rasgado. Na parte inferior central, vemos o logo da Galera. No canto inferior direito, vemos um desenho de uma fogueira" width="652" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL-652x1024.jpg 652w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL-509x800.jpg 509w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL-768x1207.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL-978x1536.jpg 978w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL.jpg 1143w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28161" class="wp-caption-text">“Nunca foi sobre copos de água/Sempre foi sobre déjà-vu” (Foto: Galera)</figcaption></figure>
<p><b>Elayne Baeta &#8211; Oxe, baby (213 páginas, Galera)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu segundo lançamento sob o selo </span><span style="font-weight: 400;"><i>Galera</i></span><span style="font-weight: 400;">, da Editora </span><span style="font-weight: 400;"><i>Record</i></span><span style="font-weight: 400;">, a autora baiana Elayne Baeta leva suas histórias sobre vivências de mulheres lésbicas ainda além do que em sua obra de estreia, </span><span style="font-weight: 400;"><i>O amor não é óbvio</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oxe, baby</i></span><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro livro de poemas da escritora e, neste, a pessoa que expõe suas experiências é ela mesma: a coletânea de textos, imagens, escritos, fotografias, colagens e rabiscos formam o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/CUaL_d5slYR/?utm_source=ig_web_copy_link">diário</a></span><span style="font-weight: 400;"> de Elayne. E há melhor jeito de entender as </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/representatividade-importa-literatura-jovem-faz-sucesso-ao-escalar-personagens-lgbtqiap-25082405">vivências</a></span><span style="font-weight: 400;"> de alguém do que (literalmente) lendo o documento mais pessoal e íntimo dela?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra, descrita como “</span><span style="font-weight: 400;"><i>um caderno roubado de poesias de uma garota que ama garotas</i></span><span style="font-weight: 400;">”, retrata a perspectiva da própria autora através de poemas e outras expressões artísticas. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oxe, baby</i></span><span style="font-weight: 400;"> aborda temas como aceitação da sexualidade e homofobia, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://twitter.com/elaynebaeta/status/1428473477527478272?s=20&amp;t=nFdm6RrtoXkqI6o9-p_oVQ">orgulho</a></span><span style="font-weight: 400;">, amores correspondidos e não correspondidos, paixões, sexo e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://queer.ig.com.br/2021-12-04/elayne-baeta-livros.html">solidão</a></span><span style="font-weight: 400;">, construindo um quadro completo do que é ser uma mulher lésbica &#8211; pelo menos para Elayne Baeta. As vivências expostas ao longo das 213 páginas, porém, são inconfundíveis e ressoam profundamente nas leitoras que se identificam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O amor não é óbvio</i></span><span style="font-weight: 400;">, no qual a escritora se debruça sobre os mesmos assuntos sutilmente durante uma </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.terra.com.br/nos/escrevi-o-romance-lesbico-que-queria-ter-lido-diz-elayne-baeta,49a7e9d727bb41a2a2f9b7cbe8e559495wy022sc.html">narrativa ficcionalizada</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oxe, baby </i></span><span style="font-weight: 400;">os traz com a dureza, a honestidade e também a beleza de quem os presenciou e sabe do que fala. Na obra, a personagem principal não é inventada ou adaptada, não tem um arco de desenvolvimento planejado e nem ações premeditadas por um autor segurando uma caneta. Aqui, a protagonista é a própria Elayne Baeta, mulher lésbica contando sua </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/CWeUuK8Puv7/?utm_source=ig_web_copy_link">história</a></span><span style="font-weight: 400;">. Através de analogias e metáforas, que tornam situações específicas em vivências quase universais de outras garotas sáficas, as leitoras viram, também, as protagonistas junto da autora. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_28162" aria-describedby="caption-attachment-28162" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28162" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-683x1024.jpg" alt="capa do livro Um apartamento em Urano: Crônicas da travessia. A capa possui um círculo, cor verde água claro, que ocupa o centro, enquanto as bordas são de um verde grama mais escuro. No canto superior direito consta o título em letras pretas, o subtítulo em letras brancas. O nome do autor, Paul B. Preciado, está escrito em letras pretas. No canto inferior esquerdo, consta o logo do selo Zahar" width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-1200x1799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1.jpg 1654w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28162" class="wp-caption-text">‘‘A voz que treme em mim é a voz da fronteira’’ (Foto: Zahar/Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Paul B. Preciado &#8211; Um apartamento em Urano: Crônicas da travessia (320 páginas, Zahar)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome de Paul B. Preciado não é novo para quem já mergulhou nas profundas águas da teoria queer, tão contaminadas pelo pensamento </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/01/27/cultura/1453910313_124066.html#:~:text=Sempre%20em%20busca,de%20reconhecimento%20pol%C3%ADtico%E2%80%9D.">pós-estruturalista</a></span><span style="font-weight: 400;"> e bebida pelas políticas </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.jornalopcao.com.br/opcao-cultural/quem-tem-medo-de-virginie-despentes-autora-do-livro-teoria-king-kong-388021/">pós-pornô</a></span><span style="font-weight: 400;">. Sua</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/sobre-a-filosofia-paul-b-preciado/">filosofia</a></span><span style="font-weight: 400;">, em que as experimentações misturam-se tanto ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.n-1edicoes.org/testo-junkie">seu próprio corpo</a></span><span style="font-weight: 400;"> quanto o do texto, são um convite às maneiras que identidades dissidentes podem ser manejadas no sistema cisgênero e heterossexual. No entanto, a novidade das crônicas de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788537818831/um-apartamento-em-urano">Um apartamento em Urano</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, é a pulsão do autor em criar novas utopias para serem sonhadas por pessoas LGBTQIA+. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seus textos, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://territoriosdefilosofia.wordpress.com/2015/10/14/da-filosofia-como-modo-superior-de-dar-o-cu-ou-deleuze-e-a-homossexualidade-molecular-paul-beatriz-preciado/">Gilles Deleuze</a></span><span style="font-weight: 400;">, Jean Genet, Virginia Woolf e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/artigo-ursula-le-guin-nos-deixou-tarefa-de-sonhar-22326163">Ursula K. Le Guin</a></span><span style="font-weight: 400;"> se encontram no que é um marco inaugural de uma nova maneira de se pensar a gênero e sexualidade. Ao se situar em um estado migrante, uma representação da transição social e hormonal de sua transsexualidade, Preciado envolve o leitor em sua viagem de gênero que tem como destino final Urano, um espaço proposto a ser ocupado por aqueles que rompem com a norma e que, consequentemente, negam os territórios da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2021/01/regime-heteronormativo-e-patriarcal-vai-colapsar-com-revolucao-em-curso-diz-paul-preciado.shtml">cisheteronormatividade</a></span><span style="font-weight: 400;"><i>.</i></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com temáticas que vão desde </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://theintercept.com/2019/04/12/acusacoes-contra-julian-assange/">Julian Assange</a></span><span style="font-weight: 400;"> e as políticas estatais de informação até reflexões acerca da importância de dildos no sexo </span><span style="font-weight: 400;"><i>queer</i></span><span style="font-weight: 400;">, o autor desmobiliza as estruturas da política e da cultura com sua disruptividade. Nas crônicas, Preciado submete Marx a uma oficina eco-socialista, olha criticamente para </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/03/opinion/1391428140_828590.html">Lars Von Trier</a></span><span style="font-weight: 400;">, sempre com suas lentes feministas, mas, antes de tudo, se volta com amor para aqueles sistematicamente negados </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://revistageni.org/10/quem-defende-a-crianca-queer/">desse sentimento</a></span><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Enzo Caramori</b></p>
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<figure id="attachment_28163" aria-describedby="caption-attachment-28163" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28163" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-683x1024.jpg" alt="" width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-1365x2048.jpg 1365w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-1200x1800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28163" class="wp-caption-text">“A história é esta; começa pelo fim” (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Ali Smith &#8211; Hotel mundo (232 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma cidade não especificada, uma camareira cai de um elevador de carga. Ela morre na primeira página. Esta é a história, </span><span style="font-weight: 400;"><i>“começa pelo fim”</i></span><span style="font-weight: 400;">. Mas a bem da verdade, o fim, aqui, é puramente o começo. Desde o título de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535915808/hotel-mundo?idtag=8b590d5a-7d0b-42b9-ac24-6a7a936d017c&amp;gclid=Cj0KCQjwlK-WBhDjARIsAO2sErRo5T1ak37okKAtyAf7l6BTicqH7cwVl5jnOKLrQxjvqo2CFZKovKEaAv0dEALw_wcB">Hotel mundo</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2009), a escocesa </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=02297">Ali Smith</a></span><span style="font-weight: 400;"> propõe um diálogo com o universo dos mortos: o Hotel Mundo, administrado pela rede internacional Hotel Global, é uma maravilhosa metáfora para a transitoriedade da vida, a qual se segmenta através de linhas tênues que nos unem à experiência dos mortos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa visão periférica do todo só pode ser atestada por aqueles que observam de longe, de fora, quase como uma visão completa da História. Porém, Smith tem consciência de que é sempre difícil enxergar de </span><span style="font-weight: 400;"><i>dentro</i></span><span style="font-weight: 400;"> dos acontecimentos; por essa razão, interliga a trama de cinco mulheres – incluindo Sara, a camareira morta que continua vagando pelo mundo como o espectro de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788582850145/hamlet">Hamlet</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> – à historicidade e à passagem da vida através do tempo (como um hotel que passamos uns dias e depois partimos). Primeiro livro da autora a ser finalista do </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://thebookerprizes.com/the-booker-library/prize-years/2001">Booker Prize</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (em 2001), o livro chegou ao Brasil oito anos depois, sob tradução de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559212637/ulysses-edicao-especial">Caetano W. Galindo</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, da mesma forma que a escritora constrói uma obra literariamente inventiva e filosoficamente instigante, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Hotel mundo </i></span><span style="font-weight: 400;">se consolida como uma meditação sobre os fios invisíveis que nos unem enquanto seres vivos, em uma trama meticulosamente interligada entre nós e nossos antepassados. A presença e a ausência daqueles que amamos moldam os momentos que constroem nosso mundo? Mais do que indagar, Ali Smith mostra que todos que passaram pela Terra – conhecidos, desconhecidos, vivos, mortos – estão intrinsecamente ligados a nossa própria História, pois habitavam o mesmo lugar que habitamos hoje, e em breve estaremos deixando: o Hotel Mundo. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_28165" aria-describedby="caption-attachment-28165" style="width: 608px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28165" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/61XET0NIkML-608x1024.jpg" alt="Capa do livro Noite na Taverna do autor Álvares de Azevedo. O fundo da capa é predominantemente preto. Ao centro, a ilustração em cores quentes de uma figura feminina. Na parte superior, o nome do autor Álvares de Azevedo e o nome do livro Noite na Taverna estão escritos em letras brancas. Na parte inferior, o logo da coleção Pocket da editora L&amp;PM está ilustrado em branco." width="608" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/61XET0NIkML-608x1024.jpg 608w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/61XET0NIkML-475x800.jpg 475w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/61XET0NIkML-768x1294.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/61XET0NIkML.jpg 824w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28165" class="wp-caption-text">O romantismo de Álvares de Azevedo se tornou tão dilacerante quanto o de sua maior inspiração, Lord Byron (Foto: L&amp;PM Editores)</figcaption></figure>
<p><b>Álvares de Azevedo &#8211; Noite na Taverna (96 páginas, L&amp;PM Editores)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gótico e pessimista, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://almanaque.folha.uol.com.br/carone10.htm">Álvares de Azevedo</a></span><span style="font-weight: 400;"> é a entidade por trás do pseudônimo Job Stern que assina uma das obras mais instigantes da Literatura Brasileira, a póstuma antologia de contos </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/noite-na-taverna-critica/">Noite na Taverna</a></i></span><span style="font-weight: 400;">. O representante maior do movimento ultrarromântico entrega a narração para Solfieri, Bertram, Gennaro, Claudius Hermann e Johann, cinco sujeitos que se reúnem em uma taverna para relatar as suas fúnebres desilusões amorosas. Publicado em 1855, o livro aborda tópicos sensíveis, entre eles, o canibalismo e a necrofilia, como uma forma de desafiar a sociedade da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de uma prosa carregada de sentimentalismo e angústia, Azevedo, um ser noturno, quase um vampiro, consegue fazer de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://universohq.com/noticias/noite-na-taverna-de-alvares-de-azevedo-ganha-adaptacao-em-quadrinhos/">Noite na Taverna</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> uma das grandes conquistas artísticas da geração apelidada de mal-do-século. Tuberculoso quando não havia cura, ele deixou a vida como deixou o tédio com apenas 20 anos, mas não partiu antes de deixar uma carta para o seu confidente: “Adeus, meu Luiz. A beleza do espiritualismo é o amor das almas”. O fascínio pela relação motivou o historiador Jandiro Adriano Koch a escrever </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/um-a%C3%A7orianos-de-literatura-para-um-crush-1.773545">O crush de Álvares de Azevedo</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, texto que procura desvendar a homossexualidade do autor. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_28166" aria-describedby="caption-attachment-28166" style="width: 400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28166" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Biografia-Caio-1.jpg" alt="Capa do livro Caio Fernando Abreu: inventário de um escritor irremediável. Fotografia retangular vertical. O escritor gaúcho Caio Fernando Abreu ocupa toda a capa. Ele aparece em tons de marrom, amarelo e laranja e somente o lado direito de seu rosto está iluminado. Caio é um homem de cabelos curtos, um pouco calvo, usa óculos redondos, olha para baixo, com semblante sério, e segura um cigarro com a mão direita. No canto inferior direito da capa, lemos Jeanne Callegari e Caio Fernando Abreu em letras brancas. Abaixo, lemos inventário de um escritor irremediável em letras pretas. No canto inferior esquerdo da capa, podemos identificar o logo da editora Seoman, formado por um círculo branco, com uma espécie de dragão no meio e, ao lado direito, o nome Seoman escrito em letras brancas. " width="400" height="602" /><figcaption id="caption-attachment-28166" class="wp-caption-text">Indo das memórias afetivas às telas do Persona, a biografia de Caio F. pode atrair alguns leitores até a obra do escritor gaúcho (Foto: Seoman)</figcaption></figure>
<p><b>Jeanne Callegari &#8211; Caio Fernando Abreu: inventário de um escritor irremediável (192 páginas, Seoman)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porque estou prestes a divulgar um relato pessoalíssimo, escrevo em primeira pessoa. Não como uma forma preguiçosa de facilitar a narrativa, mas como um recurso de aproximação entre aquilo que me resta do que já vivi e a tarefa confusa, mas curiosa de recomendar um livro que me marcou </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/BcvaL0AjLNJ/?hl=pt-br">há alguns anos</a></span><span style="font-weight: 400;">. Busco ser breve: </span><span style="font-weight: 400;"><i>Caio Fernando Abreu: inventário de um escritor irremediável</i></span><span style="font-weight: 400;"> foi uma obra essencial para minha paixão turbulenta pela Literatura brasileira. Por meio dessas quase 200 páginas, ultrapassei o fascínio inicial dos </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/BcOhoYTDtB5/?hl=pt-br"><i>Morangos Mofados</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/BcOhoYTDtB5/?hl=pt-br"> recém-degustados</a></span><span style="font-weight: 400;"> e fui atrás de outras possibilidades heterogêneas de Caio, além das Anas Cristinas Césares e Hildas Hilsts que me acompanham até hoje.      </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Biográfico, o texto de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/jeannecallegari/?hl=pt-br">Jeanne Callegari</a></span><span style="font-weight: 400;"> rapidamente me conquistou. Aos poucos, fiquei instigado. Enfeitiçado. Ávido por um repertório que ainda não possuía: essa busca incessante pelas vias mais amplas. No calor do momento, a intensidade de leitura foi tamanha que aquela experiência mais parecia uma espécie de ambição utópica &#8211; a tentativa ingênua de manter contato com alguém que já se foi. No fim, </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.estantevirtual.com.br/livros/jeanne-callegari/caio-fernando-abreu-inventario-de-um-escritor-irremediavel/909282351">Caio Fernando Abreu: inventário de um escritor irremediável</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> foi a confirmação de que Caio F. não seria companheiro momentâneo nesta travessia imprevisível que apelidamos de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, pouco me lembro do que de fato li na </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/BKGgDeEBBth/?hl=pt-br">biografia escrita por Callegari</a></span><span style="font-weight: 400;">. O tempo não apagou todos os nomes, relatos e dados, mas o que definitivamente me resta é a sensação nostálgica daquela primeira imersão sedutora. Um sentimento que não deve voltar em futuras revisitações, mas que se perpetua aqui, em um texto breve e, talvez, até elíptico demais. Trata-se de uma dica baseada principalmente na emoção. Da paixão por um escritor brasileiro fundamental à cultura deste país à importância de se conhecer a vida de artistas LGBTQIAP+: assim se construiu &#8211; ou, quem sabe, foi construída &#8211; esta indicação. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b></p>
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<figure id="attachment_28170" aria-describedby="caption-attachment-28170" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28170" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-678x1024.jpg" alt="Capa do livro Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade, de bell hooks. A imagem é composta por uma foto em preto e branco que ocupa a metade inferior da capa, mostrando um grupo de manifestantes em protesto. A metade superior é uma faixa preta. Do lado esquerdo, o nome da autora está escrito em vermelho. Do lado direito, o nome do livro está escrito em branco. " width="700" height="1058" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-678x1024.jpg 678w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-529x800.jpg 529w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-768x1161.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-1016x1536.jpg 1016w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-1355x2048.jpg 1355w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-1200x1813.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando.jpg 1694w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28170" class="wp-caption-text">Lançado no Brasil em 2013, o ensaio de bell hooks sobre educação tem uma repercussão de influência tão grande quanto a sua autora (Foto: Martins Fontes)</figcaption></figure>
<p><b>bell hooks &#8211; Ensinando a transgredir: A educação como prática da liberdade (288 páginas, Martins Fontes)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os muitos debates que constroem um Mês do Orgulho LBGTQIA+, um em especial é muito bem contemplado pela sabedoria de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.boitempoeditorial.com.br/autor/bell-hooks-1372">bell hooks</a></span><span style="font-weight: 400;"> em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ensinando a transgredir: A educação como prática da liberdade</i></span><span style="font-weight: 400;">. A partir de suas experiências como professora em um contexto entendido como o centro do mundo globalizado e contemporâneo, a pensadora questiona as concepções tradicionais de educação, retirando cirurgicamente os reducionismos que cercam uma das esferas mais importantes e poderosas da nossa sociedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ensaio, a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.pordentrodaafrica.com/cultura/ensinando-transgredir-educacao-como-pratica-de-liberdade-de-bell-hooks">educação</a></span><span style="font-weight: 400;"> é entendida como o vetor das transformações que tanto buscamos em um mundo regido por um sistema que aprisiona singularidades &#8211; daí a relação do tema com a liberdade e a coisa mais preciosa do mundo para bell hooks, a revolução. Assim, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ensinando a transgredir </i></span><span style="font-weight: 400;">vai muito além do nicho específico da pedagogia crítica, se revelando como o beabá de uma prática social humanista e se colocando num lugar de referência fundamental para tudo o que refletimos e reivindicamos durante esse mês: o direito fundamental à liberdade de existência. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_28167" aria-describedby="caption-attachment-28167" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28167" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Dorian-1-683x1024.jpg" alt="Capa do livro O Retrato de Dorian Gray exibe o nome da obra ao centro, com letras pretas finas. Entre “DE” e “DORIAN GRAY” vemos duas figuras: um homem branco que veste um sobretudo com os botões abotoados, usa uma cartola preta na cabeça e carrega um bastão na mão esquerda; na sua sombra, vemos uma criatura preta agachada, com dois círculos brancos nos olhos. No topo, lê-se “Oscar Wilde” com as mesmas letras finas do título e embaixo do nome da obra lê-se “Via Leitura”, em letras menores." width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Dorian-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Dorian-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Dorian-1.jpg 700w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28167" class="wp-caption-text">Com tradução de Alexandre Barbosa de Souza, a edição da Via Leitura também conta com posfácio de James Joyce (Foto: Via Leitura)</figcaption></figure>
<p><b>Oscar Wilde &#8211; O Retrato de Dorian Gray (223 páginas, Via Leitura) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Causador de polêmica na sociedade inglesa ao ser lançado no final do século XIX, o único romance escrito por Oscar Wilde é uma verdadeira obra-prima que fascina pela beleza de sua prosa e por sua narrativa hipnótica, onde explora as consequências de uma vida hedonista desenfreada. A escrita de Wilde não é só bela como também é sensual, com um rico teor homoerótico que permeia toda a obra, destacando-se especialmente nas passagens onde Dorian interage com o pintor Basil Hallward. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao discutir sobre arte e a obsessão estética pela juventude eterna de seu protagonista, o livro ainda permanece extremamente atual, servindo como reflexo de um contexto midiático permeado por celebridades que parecem não envelhecer nunca graças às milhares de cirurgias que o dinheiro possibilita. Até que ponto a beleza deixa de encantar as multidões e passa a ser macabra, trágica? Leia </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Retrato de Dorian Gray </i></span><span style="font-weight: 400;">e descubra. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-junho-de-2022/">Estante do Persona &#8211; Junho de 2022</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>O ódio que você semeia: uma história sobre o preço de ser preto hoje em dia </title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2021 14:57:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2017]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Kayane Cavalcante  Em um mundo que rotula as pessoas, que as faz se sentirem estranhas, mal vistas e menosprezadas por serem quem são, levantar sua voz e usá-la como uma arma é um ato de coragem. Nesse contexto, o livro O ódio que você semeia, da magnífica autora afro-americana Angie Thomas, me deu uma lição &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-odio-que-voce-semeia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O ódio que você semeia: uma história sobre o preço de ser preto hoje em dia "</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19398" aria-describedby="caption-attachment-19398" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19398 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO.jpg" alt="Fotografia do livro O ódio que você semeia, em formato brochura e com a capa na cor branca com a atriz Amandla Stenberg na capa, segurando um cartaz com o título do livro. Amanda é uma mulher negra, com cabelos pretos e longos, ela veste um moletom vermelho, uma calça escura e tênis brancos. Ao lado do livro, há uma xícara de café e flores vermelhas ao lado; é possível ver a lombada de outro livro, com o título A Hora da Virada." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FOTO-DO-LIVRO-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19398" class="wp-caption-text">Angie Thomas inspirou-se em <a href="https://www.terra.com.br/noticias/mundo/estados-unidos/julgamento-de-assassinato-decepciona-familiares-da-vitima-nos-eua,89eb27721cfea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html">Oscar Grant</a> para criar o personagem Khalil; ele era um negro de 22 anos, assassinado a tiros no Ano Novo, em 2009, por um policial de trânsito de Oakland (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Kayane Cavalcante </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um mundo que rotula as pessoas, que as faz se sentirem estranhas, mal vistas e menosprezadas por serem quem são, levantar sua voz e usá-la como uma arma é um ato de coragem. Nesse contexto, o livro</span><i><span style="font-weight: 400;"> O ódio que você semeia</span></i><span style="font-weight: 400;">, da </span><a href="https://angiethomas.com/about/"><span style="font-weight: 400;">magnífica autora afro-americana Angie Thomas</span></a><span style="font-weight: 400;">, me deu uma lição que vou levar pelo resto da minha miserável vida de leitora, que é: minha voz é importante e não devo permitir que alguém tente me silenciar, pois quando nos calamos permitimos que um ciclo de injustiças criado pela sociedade elitizada continue e evolua. Assim, quando vamos às ruas em manifestações e escrevemos </span><i><span style="font-weight: 400;">tweets </span></i><span style="font-weight: 400;">cobrando pelos nossos direitos como seres humanos,  estamos quebrando esse ciclo preconceituoso que já dura séculos.</span></p>
<p><span id="more-19381"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, os assuntos polêmicos abordados de maneira intensa e honesta nesta obra  fazem com que o leitor se sinta desconfortável, mas é uma sensação boa, conforme o estimado </span><a href="https://www.ebiografia.com/franz_kafka/"><span style="font-weight: 400;">escritor Franz Kafka</span></a><span style="font-weight: 400;"> afirmou: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Queremos livros que nos afetem como um desastre. Um livro deve ser como um machado diante de um mar congelado em nós”</span></i><span style="font-weight: 400;">. De fato</span><i><span style="font-weight: 400;">, O ódio que você semeia</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai te fazer chorar de raiva diante de tantas injustiças que lhe são apresentadas, é como se fosse um verdadeiro tapa na cara para fazer com que quem o leia olhe para o seu redor e preste atenção no quanto uma pessoa pode ser julgada pela cor de sua pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As vidas das pessoas pretas nas Américas são marcadas pela tragédia. Desde o início, a história do nosso país possui uma cicatriz feia e vergonhosa, somos o legado de </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/alem-do-tronco-10-metodos-atrozes-utilizados-nos-engenhos-escravistas.phtml"><span style="font-weight: 400;">atos horrorosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> contra os povos que foram julgados como os sem almas e os selvagens  pelo homem branco. Os povos africanos foram escravizados, torturados, tiveram sua identidade apagada, sua liberdade arrancada e sua voz silenciada para trazer riqueza para os brancos. A grande nação que é o Brasil foi construída sob o barulho do chicote nas costas de um preto. Contudo, infelizmente, não aprendemos que todos nós somos iguais independente da cor da pele. Você já viu </span><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/06/06/pretos-e-pardos-sao-78percent-dos-mortos-em-acoes-policiais-no-rj-em-2019-e-o-negro-que-sofre-essa-inseguranca-diz-mae-de-agatha.ghtml"><span style="font-weight: 400;">quantos pretos morreram pelas mãos da polícia só hoje?</span></a><span style="font-weight: 400;"> Isso porque foram confundidos como bandidos ou pelo cabo de uma escova ter sido semelhante ao de uma arma, como aconteceu com o personagem Khalil. </span></p>
<figure id="attachment_19384" aria-describedby="caption-attachment-19384" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19384" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-2-1-1.jpg" alt="Foto de Khalil sendo abordado pelo Policial. Ele esta virado para seu carro, um impala cinza com os faróis ligados, enquanto o Guarda branco com seu uniforme o revista." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-2-1-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-2-1-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-2-1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-2-1-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19384" class="wp-caption-text">“Às vezes, você pode fazer tudo certo, e mesmo assim as coisas dão errado. O importante é nunca parar de fazer o certo” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O ódio que você semeia</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz conteúdos que precisam ser discutidos em escolas, faculdades e na mesa do almoço de domingo com toda a sua família presente, pois são tão necessários quanto respirar. Se trata de falar sobre a dignidade humana, o racismo estrutural, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-7-de-chicago-critica/"><span style="font-weight: 400;">brutalidade policial</span></a><span style="font-weight: 400;">, casais inter-raciais, desigualdade social e, o principal, a voz, a importância de nós jovens não termos nossa fala silenciada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">best-selle</span></i><span style="font-weight: 400;">r apresenta a jornada de Starr Carter, uma adolescente afro-americana moradora da periferia Garden Heights, nos Estados Unidos, que presenciou o assassinato de Khalil, seu melhor amigo de infância, que foi alvejado com três tiros nas costas estando desarmado. A heroína da história foi ensinada pelos pais a não ter medo da polícia, mas que ela deveria ficar atenta a, por exemplo, fazer com que suas mãos estejam à vista. Esse é um dos fatores mais marcantes no decorrer do livro, pois mostra-se como um paradoxo, já que, teoricamente, a segurança pública foi feita para proteger os cidadãos como um todo, mas, na verdade, parece que foi produzida apenas para proteger a elite branca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo após a tragédia, Carter se vê no dilema de falar sobre a injustiça feita contra seu amigo, pois a polícia tenta calá-la e distorcer o ocorrido, fazendo com que, com a ajuda da mídia, Khalil fosse visto como mais um traficante de drogas. Fora da ficção, a vítima ser difamada pela imprensa é </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/2020/09/24/caso-breonna-taylor-o-que-se-sabe-ate-agora-sobre-a-mulher-negra-morta-nos-eua"><span style="font-weight: 400;">algo muito recorrente nos Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a autora aborda de maneira fiel esse problema. Os telejornais da história expõem o garoto como o culpado do crime, destacando sobre a sua origem ser de um bairro perigoso e carente, reconstruindo sua imagem como um jovem arrogante que agiu de maneira agressiva com um guarda honesto, e, consequentemente, alteram de forma estratégica a narrativa do delito, fazendo com que o super-herói fosse o assassino, dando ênfase na ideia nefasta de</span><i><span style="font-weight: 400;"> “</span></i><a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/11/para-57-dos-brasileiros-bandido-bom-e-bandido-morto-diz-datafolha.html"><i><span style="font-weight: 400;">bandido bom é bandido morto</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_19382" aria-describedby="caption-attachment-19382" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19382" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3.jpg" alt="" width="1440" height="804" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3-1024x572.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3-768x429.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-3-3-1200x670.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19382" class="wp-caption-text">Em 2018, o livro O ódio que você semeia foi adaptado para os cinemas por George Tillman Jr, protagonizado por Amandla Stenberg no papel de Starr Carter (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Starr se movimenta entre dois mundos: o bairro pobre onde mora e a escola “de brancos” onde estuda. Nessa linha tênue entre ambos lados, existe uma certa harmonia que a própria jovem tenta equilibrar, em que vive duas vidas dentro de uma. Ela não pode ser totalmente negra no seu colégio porque não se encaixa, e não é negra o suficiente para o bairro onde mora. Essas mudanças de ambientes da personagem mostram ao leitor o quanto a sociedade é estereotipada, pois cada comunidade tem seu modo de vida, estilo de roupas que usam e </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/"><span style="font-weight: 400;">músicas que escutam</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a protagonista enxerga que o jeito que os seres humanos se segregam é muito errado, e só serve para que mais preconceitos surjam em ambas as partes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto positivo sobre a obra literária é a profundidade dos personagens, todos são bem desenvolvidos e Starr é uma das protagonistas mais fortes que já tive o prazer de ler sobre, no decorrer da história vemos como ela amadurece e sua criticidade é criada de maneira chocante e surreal. Ela é uma jovem com um passado traumático e que se divide em dois mundos, que não tem nada além da voz como sua espada para enfrentar os dragões do cotidiano. Isso mostra aos jovens leitores o quanto eles podem fazer para mudar a condição de vida dos mais injustiçados, a diferença entre </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><span style="font-weight: 400;">a família rica e a pobre</span></a><span style="font-weight: 400;"> e assuntos tão problemáticos pelo ponto de vista de uma adolescente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Starr Carter desafiou todos os seus obstáculos e inseguranças e testemunhou contra o policial branco que matou seu amigo, mas a decisão final foi apenas a ignorância da justiça dos Estados Unidos, a resposta foi um silêncio contido, como se a vida do jovem garoto não fosse nada. A ira inebriante da nossa heroína foi demais, ao ponto dela ir às ruas e gritar na manifestação pela vida perdida do seu amigo, porque ela importa, a vida dos pretos importa. Todos nós somos um </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52868252"><span style="font-weight: 400;">George Floyd</span></a><span style="font-weight: 400;"> que foi sufocado desumanamente por um policial, ou então um </span><a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-05-19/jovem-de-14-anos-e-morto-durante-acao-policial-no-rio-e-familia-fica-horas-sem-saber-seu-paradeiro.html"><span style="font-weight: 400;">João Pedro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de apenas 14 anos que foi assassinado dentro de sua própria casa pela polícia.</span></p>
<figure id="attachment_19386" aria-describedby="caption-attachment-19386" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19386" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia.jpeg" alt="O livro esta em um fundo branco sobreposto a colagens de: uma rosa de E.V.A vermelha, um recorte da frase &quot;black lives matter&quot;, uma figurinha de algemas e também uma figura de um boneco deitado representando uma vitima do racismo estrutural." width="1600" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia.jpeg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia-300x225.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia-1024x768.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia-768x576.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia-1536x1152.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/O-odio-que-voce-semeia-1200x900.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19386" class="wp-caption-text">“Esse é o problema. Nós deixamos as pessoas dizerem coisas, e elas dizem tanto que se torna uma coisa natural para elas e normal para nós. Qual é o sentido de ter voz se você vai ficar em silêncio nos momentos que não deveria?” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre as relações da Starr na sua vida de “dois mundos”, como a própria Hannah Montana, as amigas de escola vão ganhando destaque importante no decorrer da história, principalmente Maya e Hailey, fazendo com que fique de forma real e concreta com a situação da protagonista. Entretanto, se quiser um somatório de tudo que há de desprezível em uma pessoa, junte </span><i><span style="font-weight: 400;">all lives matter,</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">&#8220;nem todo homem&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> racismo reverso</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma personagem e você tem a Hailey, ela é insuportável. Já Chris, o namorado fofo, vive algumas realizações importantes com ela &#8211; a relação entre os dois tem alguns receios, uma vez que Starr tem muitas hesitações a respeito da cor de suas peles, do julgamento alheio, do que seu pai e as outras pessoas pensarão ao ver um garoto branco com uma garota negra, foi um par romântico bem trabalhado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A respeito da interação da família de Starr, o apoio que eles dão à ela é lindo e fundamental, em minha opinião eles dão vida ao livro, tornando ele dinâmico e meio cômico. Maverick, o pai, um ex-presidiário que busca todo dia fazer o melhor para sua família; Lisa, a mãe, que trabalha dobrado para cuidar da família e da sua comunidade; Seven, o irmão mais velho, que se preocupa com todo mundo e quer proteger a todos além da sua capacidade; até mesmo Sekani (me apaixonei por ele), o caçula, com sua fome pelos holofotes e alívio em todo tensão por sua ingenuidade.</span></p>
<figure id="attachment_19383" aria-describedby="caption-attachment-19383" style="width: 1668px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19383" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th.jpg" alt="Foto de Angie Thomas sorridente e de blusa com estampa de onça pintada segurando o seu livro &quot;O ódio que você semeia&quot; de capa branca e maleável. A Fotografia foi feita em um ambiente com cores neutras para destacar a escritora." width="1668" height="1668" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th.jpg 1668w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-th-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19383" class="wp-caption-text">A escritora Angie Thomas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um fato curioso sobre o título do livro é o seu real significado. A obra em sua versão original se chama </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hate U Give</span></i><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> no qual suas iniciais formam THUG (tradução literal: bandido), que veio de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RhPoFhWaoUc"><span style="font-weight: 400;">uma letra escrita pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">americano</span></a><span style="font-weight: 400;"> 2PAC (Tupac Shakur), em que sua frase inteira é</span> <i><span style="font-weight: 400;">The Hate U Give Little Infants Fucks Everyone</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Ódio que você dá a pequenas crianças f*de com todo mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">), ou o famoso </span><i><span style="font-weight: 400;">THUG LIFE</span></i> <span style="font-weight: 400;">(vida de bandido). Essa frase é uma crítica contra o racismo, que afeta crianças negras e as levam a seguir uma vida criminosa.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O ódio que você semeia</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">ativista incrível. Livros que discorrem sobre críticas sociais e direitos humanos eram queimados porque desafiavam a autoridade dos governos, pois os ditadores sabiam que a pessoa que lê, que interpreta, que é um ser politicamente consciente é uma arma para os políticos. A educação muda tudo, faz a revolução, desafiando o </span><i><span style="font-weight: 400;">status quo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e inovando. Em suma, foi uma aventura comovente e impactante, a linguagem é feita de forma simples e direta, fazendo com que o livro fique quase que ilustrativo. É o romance de estreia de Angie Thomas e </span><a href="https://www.record.com.br/o-odio-que-voce-semeia-de-angie-thomas/#:~:text=Seu%20livro%20de%20estreia%2C%20O,na%20semana%20do%20seu%20lan%C3%A7amento."><span style="font-weight: 400;">foi o primeiro a vencer o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Walter Dean Meyers Grant</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2015, na categoria</span><i><span style="font-weight: 400;"> We Need Diverse Books </span></i><span style="font-weight: 400;">e alcançou o primeiro lugar na lista do </span><i><span style="font-weight: 400;">The New York Times. </span></i><span style="font-weight: 400;">Foi uma honra ler o seu livro, Angie. </span></p>
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