O poderoso chefinho tem um bom enredo, mas está longe de ser memorável

Roubando a atenção e a cena – O chefinho é a alma do longa
Roubando a atenção e a cena – O chefinho é a alma do longa

Guilherme Hansen

Todos já sabem que a Disney é soberana em suas animações, tanto na qualidade gráfica, como em seus roteiros e sinopses. Porém, a Dreamworks não deixa por menos e surpreende com histórias muito atrativas para as crianças. O Poderoso Chefinho, lançado no último dia 30 de março e dirigido por Tom McGrath (Madagascar, Megamente), é um bom exemplo de enredo interessante, apesar de simples.

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Trainspotting 2: Quando a crise dos 40 atinge os junkies

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Bárbara Alcântara

Em 1996, o mundo assistia, maravilhado, ao mergulho que o jovem Mark Renton (Ewan McGregor) dava na “pior privada da Escócia”, em busca dos supositórios de ópio que havia introduzido em (mais uma) tentativa de abandonar o vício em heroína. Esse foi Trainspotting: as epopeias de quatro amigos de infância numa Edimburgo psicodélica, passando de bar em bar (e biqueira em biqueira), afogando em copos e agulhas as desilusões e insatisfações com o ideal de vida que lhes era enfiado goela abaixo. Continue lendo “Trainspotting 2: Quando a crise dos 40 atinge os junkies”

Novo Mundo: O velho heroísmo eurocêntrico na nova novela das seis global

Logotipo da novela Mundo Novo
Logotipo da novela Mundo Novo


Vitor Soares

A teledramaturgia brasileira, que é instrumento de interesses muito menos difusos do que sua falsa pluralidade pretende demonstrar, tem na ficção sempre os mesmos heróis. A narrativa histórica romântica, que o tempo canonizou no ideário popular, é contada e recontada inúmeras vezes. Continue lendo “Novo Mundo: O velho heroísmo eurocêntrico na nova novela das seis global”

La La Land: o sabor agridoce da nostalgia

La-La-LandJoão Pedro Fávero e Nilo Vieira

Não é incomum ouvirmos expressões como “bom mesmo era antigamente, quando…”, mesmo que de pessoas jovens, sendo disparadas em debates sobre produtos culturais e midiáticos. Damien Chazelle, diretor de La La Land e atualmente com 32 anos, parece sofrer de uma sensação nostálgica do mais alto nível, sentindo saudades de uma era não vivenciada por ele. Continue lendo “La La Land: o sabor agridoce da nostalgia”

Até O Último Homem: quão intenso ecoa na história o ideal de alguém obstinado?

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Guilherme Reis Mantovani

Até o Último Homem (Hacksaw Ridge) nos apresenta a história verídica de Desmond Doss (Andrew Garfield), um interiorano norte-americano que opta por ingressar no Exército dos Estados Unidos pouco depois de conhecer Dorothy Schutte (Teresa Palmer), uma enfermeira pela qual se apaixona de forma irrefreável e recíproca. Devido à sua máxima de que a fé é a melhor alavanca para o ideal que fomenta seu caráter e calca seus princípios morais e religiosos – premissa esta moldada por traumas do passado, resultado de um ambiente familiar profundamente conturbado – o religioso Desmond encara uma batalha pessoal contra a hierarquia, o sistema e o preconceito do Exército ao expor sua vontade de se envolver na Segunda Guerra Mundial como médico de combate sem um único rifle para se proteger, disposto a salvar o maior número de vidas e decidido a não tirar nenhuma. Continue lendo “Até O Último Homem: quão intenso ecoa na história o ideal de alguém obstinado?”

A Qualquer Custo e o faroeste moderno

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Sergio Pantolfi

A Qualquer Custo (Hell or High Water) traz a ideia de justiça com as próprias mãos, valores familiares, nacionalismo, a questão da família tradicional americana e questões socioculturais: esses aspectos resumem bem o que o diretor David Mackenzie quer passar. Continue lendo “A Qualquer Custo e o faroeste moderno”

Moonlight: gay kid, m.A.A.d city

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Nilo Vieira

Artistas negros sempre estiveram entre os mais importantes e inovadores em todos os segmentos, ainda que o reconhecimento fosse tardio ou quase inexistente. Na década atual, porém, este cenário vem mudando, dado que as lutas sociais da população negra são cada vez mais constantes e visualizadas: mais do que nunca, exigem ser vistos, ouvidos e representados dignamente, especialmente na arte. Continue lendo “Moonlight: gay kid, m.A.A.d city”