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	<title>Arquivos Chris Messina &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A raiva que adoece em Sharp Objects</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Aug 2018 23:10:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Estrelada por Amy Adams, a minissérie da HBO adentra o passado da jornalista Camille Preaker, que retorna a sua cidade natal para noticiar a morte de duas jovens garotas. Carregada de ressentimento, a produção caminha a passos lentos e cores quentes para mapear as relações familiares problemáticas de sua protagonista. Camille é uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sharp-objects-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A raiva que adoece em Sharp Objects"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10656" aria-describedby="caption-attachment-10656" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-10656" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10656" class="wp-caption-text"><em>A parede florida da residência dos Crellin evoca a alma cuidadosa de Adora, semelhante a Mãe Natureza (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>Estrelada por Amy Adams, a minissérie da <em>HBO</em> adentra o passado da jornalista Camille Preaker, que retorna a sua cidade natal para noticiar a morte de duas jovens garotas. Carregada de ressentimento, a produção caminha a passos lentos e cores quentes para mapear as relações familiares problemáticas de sua protagonista. <span style="font-weight: 400;">Camille é uma mulher marcada por abusos. A começar pela distante relação que construiu com a mãe Adora (Patricia Clarkson, sublime), a perda de sua irmã caçula ainda na infância, os anos marcados pela automutilação e alcoolismo, a personagem de Amy Adams tem problemas em encarar o passado e, principalmente, deixá-lo ir. </span></p>
<p><span id="more-10655"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de Gillian Flynn (<em>Garota Exemplar</em>) adapta seu primeiro livro, lançado lá em 2006, quando o assunto de mulheres problemáticas e com as psiques estudadas e trabalhadas ainda não entrara em voga. A autora já chegou a dizer <a href="https://www.rollingstone.com/tv/tv-features/sharp-objects-finale-recap-gillian-flynn-hbo-713667/">que essa é sua criação que mais lhe causa raiva</a>, tanto pela índole das personagens por ela idealizadas quanto pela força negativa da história aqui contada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob o olhar astuto e imersivo de Jean-Marc Vallée (<em><a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2017/">Big Little Lies</a></em>, obra-prima), <em>Sharp Objects</em> dança no limiar de um pós-horror e <em>thriller</em> psicológico mesclado ao relato sujo de uma história de abuso e desafeto. Todas as personagens em cena guardam ressentimento. Todas gostariam de não estar ali. </span><span style="font-weight: 400;">Transitando pela infância de Camille por <em>flashs</em> pontuais e impactantes, a jovem interpretada por Sophie Lilils (de<em> It – A Coisa</em>) cimenta muito bem o arcabouço problemático e ferido que a persona de Adams transmite, já na vida adulta.</span></p>
<figure id="attachment_10657" aria-describedby="caption-attachment-10657" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-10657" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2-1024x577.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2.jpg 1296w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10657" class="wp-caption-text"><em>O nome dos episódios fazem referência as palavras que Camille eternizou em seu corpo, com seus objetos cortantes (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Junto de Adams, no <em>hall</em> das mulheres desagradáveis postas em tela, temos Adora e Amma Crellin. Patricia Clarkson constrói sua Adora internalizando todo o rancor e o desgosto que a personagem sente pela primogênita. Uma mulher silenciosa, ardilosa e que faz de tudo para manter intacta a reputação da cidade de Wind Gap, no Missouri.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amma é a personagem mais interessante do seriado. A atuação de Eliza Scanlen patina entre duas personalidades que a garota oculta, sempre um passo a frente dos outros. Amma representa o meio da linha entre Camille e Adora. Enquanto sua meia-irmã tenta se desvencilhar das raízes da cidadezinha do interior e sua mãe ergue a bandeira do passado, a adolescente busca, ao longo dos oito capítulos, um lugar para se prostrar nisso tudo.</span></p>
<p><figure id="attachment_10658" aria-describedby="caption-attachment-10658" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-10658" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-3-1-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-3-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-3-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10658" class="wp-caption-text"><em>O enredo da série dialoga com o filme Trama Fantasma (2017), representando uma forma de amor que não reconhece limites [Foto: Reprodução]</em></figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Recheado de silêncios harmoniosos, <em>Sharp Objects</em> faz de sua trilha sonora uma protagonista a parte. Sempre num clima anestesiante, a música da produção alude a tudo que os criadores querem explicitar ali. O barulho é tão problemático quanto a ausência dele. Camille sempre ouvir músicas para fugir da realidade crua de Wind Gap casa perfeitamente com o silêncio ensurdecedor que Adora reina em sua casa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra protagonista oculta em meio as atuações marcantes é a cidade que toma lugar a trama. Conhecida pelo mercado do abatedouro de porcos e pelo clima quente, Wind Gap cresce ao passo que a história progride. Há aqui um ar misterioso, fantástico, quase folclórico, que incomoda, deixa o espectador na ponta da cadeira, esperando o pior. Sempre tomando as atenções para si, a cidade elucida as ações de seus residentes. Todos são daquele modo pelo simples fato de ser. Não há qualquer escapatória.</span></p>
<figure id="attachment_10659" aria-describedby="caption-attachment-10659" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10659" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-4-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-4-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10659" class="wp-caption-text"><em>Vickery e Willis se frustram sempre um passo atrás do culpado pelas mortes de Ann e Natalie (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Completando a parcela de personagens deslocados e desconfortáveis, a minissérie apresenta o delegado Bill Vickery (Matt Craven), aparentemente o único policial da cidadezinha, responsável pela investigação da morte das meninas Ann e Natalie. Outro homem da lei que aqui figura é Richard Willis (Chris Messina), vindo do Kansas, que auxilia nas investigações, tem boas cenas junto da protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar aqui que o foco do seriado não é a resolução dos casos ou qualquer retrato que demande explicações e motivos. <em>Sharp Objects</em> trabalha sim esses temas, mas toda sua carga criativa se concentra na ascensão e queda de suas mulheres protagonistas. As trocas dúbias de palavras fortes, o envenenamento de suas almas.</span></p>
<figure id="attachment_10660" aria-describedby="caption-attachment-10660" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10660" class="wp-caption-text"><em>Sharp Objects chegará ao Emmy 2019 com forças, principalmente nas categorias de atuação e direção (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os objetos cortantes do título são tão materiais quanto são figurativos, todo diálogo entre mãe e filha machuca até mais que a agulha que Camille leva a tiracolo. O <em>show</em> é pesado e sabe estudar as suas mulheres, deixando aqui um retrato semelhante ao que David Fincher fez em <em>Garota Exemplar</em>, de 2014. Quando dadas as devidas atenções, as mulheres são tão perigosas quanto os homens. </span><span style="font-weight: 400;"><em>Sharp Objects</em> cumpre mais do que promete e finaliza sua trajetória na Televisão sem muitos porquês. Não se esqueça das cenas pós-créditos.</span></p>
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